Ceará-Piauí-Jijoca de Jericoacoara
Hoje é dia 15 de março de 2022 e estamos no Parque Nacional de Jericoacoara. O café da manhã é ao lado da pousada onde estamos hospedados, pois pertence ao mesmo estabelecimento. Recanto do Barão, na Rua do Forró, 433. O café da manhã foi muito bom: tapioca a pedidos, tortinhas de frango, pudim, torta de chocolate com musse em cima, torta de chocolate com cenoura (com pouco açúcar), cuscuz com queijo, frutas variadas, sucos e por aí vai. Na recepção: o goiano Alexandre.
Manhã para ir à praia. O banho de mar com ondas pequenas e sargaço (algas), o mar calmo. A areia é escura, e a praia já foi mais distante. Deu para aliviar o calor. A chuva esparsa. Apesar de estarmos na quadra invernosa, a quentura estava grande.
Para o almoço, seguimos na mesma rua da pousada e fomos ao restaurante Sabor da Terra. A lagosta grelhada na manteiga, arroz branco, brócolis, purê de batata e farofa. Mais uma boa cerveja Corona Extra, vale! O garçom Francisco muito solícito. O lugar é rústico e agradável, na areia. A música é nordestina e o logradouro faz parte da história: o primeiro restaurante da vila (mais de 30 anos).
Outro ponto histórico: a pousada Hippopotamus foi a primeira pousada. O forró do passado que tanto encantava, não existe mais. Atualmente é o restaurante Dona Amélia. Uma lástima ter acabado local tão emblemático de Jeri. No Sabor da Terra foi bom ter visto as fotos antigas na parede. Deu saudades da Jeri que conheci em 1987. Era uma vila de pescadores simples, sem luz, sem água encanada, a gente andava de lamparina pela vila, ia a uma duna gigante, via porcos e galinhas na rua. De outra vez, peguei um bicho-de-pé, uma aventura. O forró era o ponto alto da noite. O som vinha de um aparelho simples e os turistas nacionais e internacionais estavam lá. Era uma diversão. Hoje, o forró pé de serra ocorre onde estão os quiosques de bebidas na beira da praia. Alguns restaurantes também oferecem músicas variadas.

À tarde, momento de passeio até a Pedra Furada por cima do monte. Fomos de charrete com o burrinho Manhoso e quem nos levou foi o Valdemar por R$60,00. A subida é íngreme e o caminho é para os lados do cemitério. No serrote verde, com jumentos e cacto mil, vimos a famosa Pedra Furada lá embaixo no mar. Eu não desci, muito empenho a fazer.

Na volta, já a pé, entramos na igreja de Jeri na Rua da Matriz. Nossa Senhora do Rosário de Fátima ou Nossa Senhora da Consolação é o seu nome. Foi inaugurada em 1964, obra iniciada pelos próprios moradores em 1963 (em www.minube.com.br). Toda na pedra, é graciosa de se ver.
A vila é repleta de diversos becos charmosos, como o Beco do Samba, o Beco da Padaria etc. Falando em padaria, nosso jantar foi um lanche na mesma padaria do dia anterior: Padaria Central Jeri. Misto quente e suco de laranja, ótimo.
O local é pequeno, as ruas são poucas: do Forró, Principal e São Francisco. Nessa, há restaurantes transados, bonitos e se encontra o estrelado Pimenta Verde. Lotação na vila. Os visitantes animados estão andando a pé, à vontade, de chinelos de dedo ou sandálias. MPB nos restaurantes, famílias com crianças, idosos, mochileiros, casais, enfim os turistas e os nativos curtindo a “night”. Em uma terça-feira, achei incrível. O bom é que muitos empregos são gerados.
As lojas de lembrancinhas têm muito a vender. A de bijuterias Contos de Fadas é fantástica, nunca vi igual. Para se ter ideia, existem lojas que não existem em Fortaleza, mas em Jericoacoara. São estilosas. Fiquei tresloucada com tantas maravilhas.
Vale a pena demais! Jeri, atração total. Muitos passeios a fazer, gente bonita e feliz, um arraso. Continuaremos com Icaraizinho de Amontada.
