Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

Hoje é dia 23 de outubro de 2022, domingo, dia de feira de San Telmo na rua Defensa no bairro de San Telmo em Buenos Aires e é para lá que vamos felizes. Passeio da manhã e um pouco da tarde. Amo!

Primeiro, o café da manhã do hotel República. Fantástico com a mesa de croissants, o doce de leite que me deleito, batatas cortadas, omelete, tomate, pães etc e o iogurte Ilolay de morango cremoso, excelente. Uau! Já gosto do hotel. Detalhe: croissants e doce de leite são tradicionais no país.

Bem, vamos a San Telmo na expectativa boa de sempre. Multidão nas ruas, cada dia cresce mais e as lojas, centros comerciais, restaurantes, cafés, sorveterias ao redor abrem também, então é uma grande festa de gente.

Cada barraca mais incrível que a outra: couro, incensos, bijuterias de vidro, Mafalda em copos e em camisetas (comprei uma!), antiguidades diversas, xícaras de peça única, ímãs e por aí vai. A fila para tirar foto com a estátua da amada Mafalda estava gigante, logo não tirei uma. O calor aumentando e eu queria um friozinho, mas não teve jeito. A novidade fica por conta das lojas de doce de leite: La Vaca Lechera, La Casa del Dulce de Leche, Doña Magdalena etc, onde se encontram também alfajores. Só em olhar já engordo…

Multidão na rua. Suco de laranja vendido no sol, muito bom para aplacar o calorão. A arquitetura dos prédios me encanta, as lojas são transadas, dá gosto. A Mafalda está em todos os lugares, é paixão portenha. Um pouquinho sobre ela: foi criada pelo cartunista argentino Quino (1932-2020). O site www.ebiografia.com diz que a menina é uma heroína contestadora, revolucionária, inquieta, que se recusa a aceitar o mundo como ele é, procurando sempre formas de questionar e de mudar a sociedade.

Coincidentemente, nos encontramos com as colegas de UFC (Universidade Federal do Ceará) Márcia Machado e Vládia Borges, tiramos fotos e nos divertimos. Quem tem alma de viajante se encontra pelo mundo. Salve, colegas!

Entramos no Mercado de San Telmo, de 1897, na rua Defensa, 963. Vi o restaurante El Hornero de empanadas, lojas 88 e 89, na Calle Carlos Calvo, 455, o qual conheci pelo Instagram e fiquei curiosa, porém estava lotado. Continuamos procurando um lugar para comer as benditas empanadas que apreciamos. Descobrimos o La Hispano Americana Pastas Frescas, de 1954, localizado do lado de fora, na rua Estados Unidos, 454. Compramos de frango, espinafre e de carne para levar. Ufa! Comemos, então, em frente a uma porta, sentados do outro lado da rua. Experiências impagáveis. Ainda com fome, o Carlos não resistiu e pediu no Nuestra Parrilla no mercado um sanduíche de chorizo (bife de chorizo típico da Argentina), rua Carlos Calvo, 471. Segundo ele, uma maravilha.

Ainda existem locutórios em Buenos Aires, coisa boa. Gosto de usar o telefone e pagar barato. Isso não tem preço.

A grande quantidade de lojas de alfajores, geleias, chocolates, uau! No mercado há brechós de roupas; na feira sebos, livros mil. O povo gosta de ler, sem dúvida. Desbravamos o Paseo del Anticuario, na rua Carlos Calvo, 425, e a Galeria Solar de French (velha conhecida), na Calle Defensa, 1066. Indico muito a galeria, já que lá estão as sombrinhas coloridas decorativas, boas para fotos, e as lojas de bolsas, sapatos, antiguidades e a minha favorita de duendes, bruxinhas, decorações são lindas de morrer. Foi a casa do coronel Patrício Domingos M. French (1773-1825), ilustre soldado da Independência, a tradição o liga às origens da legião de honra nacional. Sempre gosto de ler placas de figuras importantes.

A feira começou na praça Dorrego. Ali perto existe uma loja de chapéus convidativa e também fábrica: Lili Sun Sombreros-hats factory. Tenho um vermelho de anos passados, são bem originais.

Estivemos em uma galeria de antiguidades que não conhecia, um prédio antigo com mosaicos, daqueles de estilo italiano com um pátio interno, escadas e quartos embaixo e em cima. Trata-se de um sobrado tradicional de 1880 que foi moradia da aristocrática família Ezeiza (descendentes de espanhóis do país Basco). A planta baixa tem três pátios: do Tempo, da Árvore e dos Ezeiza. A planta alta é uma só. Foi uma escola para surdos-mudos e em 1981 virou uma galeria comercial dedicada à venda de antiguidades, indumentárias, quadros, lembrancinhas. O nome da casa é Pasaje de la Defensa, Calle Defensa, 1179. Vale a pena conhecer.

Ao sair da feira com tantas novidades, passamos em frente ao Museu Moderno e entramos. Visitamos a planta baixa, o 1º, 2º andar e o subsolo com exposição das artistas abstracionistas/de arte moderna: Cristina Schiari, Mónica Giron, Delcy Morales, Marta Minujín etc. Sempre aprendendo.

O jantar foi novamente no hotel. Prato bem servido de frango grelhado e salada, muito em conta, com um bom vinho Malbec, o forte da Argentina.

À noite, fora do hotel, ao redor do Obelisco havia uma multidão feliz e veio a curiosidade. Era a festa da vitória do time de futebol Boca Juniors, campeão argentino de 2022. Uma festa alegre de famílias, amigos, tudo bem ordeiro e policiado. Sentimos segurança. Foi muito bom de participar. Digno de nota frisar que tudo de fundamental na capital federal ocorre ao redor do Obelisco, é o ícone da cidade: sejam festas, manifestações ou encontros.

Dia seguinte: show de tango. Continuaremos em breve.

4 comentários em “Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

  1. Gostei de passear p San Telmo! V descreve seu passeio de acordo c seu passo. Isso é mto bom! Pq o leitor acompanha a andarilha s se cansar. Passeio altamente agradável!

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