Curitiba-Paraná-Brasil-a capital mais ecológica do país-parte 1

Curitiba-Paraná-Brasil- a capital mais ecológica do país-parte 1

Dia 22 de novembro de 2023. Eis que vou conhecer Curitiba! O Carlos já conhecia e vivia falando na cidade. Saímos às 4h30 da madrugada de Fortaleza-Ceará via Brasília pela LATAM e chegamos em Curitiba às 10h10 da manhã. Obrigada, Dennis, da Bluedream Viagens. O lanche a bordo foi estilizado: pipoca e biscoito integral de chocolate e aveia. Bem diferente. Em Brasília foi rápido, fazia tempo que não pegava um ônibus para chegar ao avião e subia escadas…

O aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais (cidade na grande Curitiba) é uma lindeza. O quiosque Brasileiríssima e a loja Monclo, de aparelhos de cozinha, eu apreciei ver. Saímos pelo portão C a fim de chamar um carro da UBER. Detalhe: R$62,00 até o hotel no centro. Um táxi é uns R$70,00. O motorista Eduardo foi um bom papo. Ao passar no portal, já é Curitiba, cidade pequena, mas com uma região metropolitana imensa.

Falemos no hotel Bourbon Curitiba Hotel & Suítes, rua Cândido Lopes, 102-centro. Fomos pelo sistema Bancorbrás, ou seja, estava pago. Mimo ganho da minha mãe. Fizemos o check-in e fomos almoçar, pois ainda não era hora de entrar no quarto. O restaurante do hotel é sistema buffet, você repete como queira, um desbunde. Na base de R$75,00 mais 10% de serviço, lugar para se dar de presente! Buffet com salmão, saladas, purê de batata com salsa, canelones de ricota com espinafre etc. Doces: estrogonofe de nozes (novidade para mim), pudim, sagu (amo), cheesecake de frutas vermelhas e calda de figo, ufa! Espetacular.

A localização do hotel, o serviço, tudo o mais nos provou que foi uma excelente escolha.

Esse negócio de viajar de madrugada deixa a gente “lesado”. Fomos dar uma boa dormida e sair para conhecer os arredores. Descobrimos ao lado do hotel a Pastelaria e restaurante Bom Dia, com sopas, refeições, lanches, oba! Preço em conta e lugar pra chamar de meu.

Continuamos nas caminhadas. A feira de Natal na praça General Osório é bem ali. Banquinhas de enfeites de Natal e artesanatos, e barraquinhas de comidas de diferentes países: Bolívia, Itália, Polônia e do estado da Bahia. Oferecem pamonha (delícias de milho), choripan (pão com chouriço e tempero), fogazza (uma espécie de pastel com recheios diversos), empanadas salteñas (originárias da região de Salta-Argentina), a bebida quentão (própria para o clima de inverno, feita de cachaça, gengibre, limão e açúcar) e a bebida KOMPOT (extraída do cozimento das frutas como morango, pêssego e amora, servida quente ou fria). Que feira mais convidativa e ocorre em uma praça repleta de árvores com muito verde, jardins e bancos. Já estava gostando muito da cidade.

Também cerca de ali, a famosa Rua 24 Horas, entrada pela rua Visconde de Nácar e término pela rua Visconde do Rio Branco. Lugar obrigatório de comércio com cafés, lojas mil, de cosméticos e outras, restaurantes, em suma, uma galeria bem estilosa. Faz parte da vida social dos curitibanos e local turístico. Funciona das 9 h às 24 h todos os dias da semana. Foi inaugurada pelo então prefeito e arquiteto Jaime Lerner. Segundo o site www.urbs.curitiba.pr.gov.br, foi inaugurada em 12 de setembro de 1991, construída em estrutura metálica tubular em forma de arcos, e dois grandes relógios, um em cada entrada, que marcam as horas em 24 intervalos.

De primeira vista, Curitiba me lembrou de Montevidéu, capital do Uruguai. Pouca gente e poucos carros na rua. Diferentemente de Fortaleza, onde o centro ferve. Imagino que signifique que eles têm bom sistema de transporte público.

Todos com quem conversamos nos alertam para ter cuidado com os drogados nas ruas do centro, na praça Tiradentes, então é demais. Ficamos impressionados com a quantidade de moradores de rua. Dizem que tudo piorou com a pandemia de COVID. Um nos abordou, sem problemas.

Em frente à Rua 24 Horas, existe uma parada do ônibus da Linha Turismo, daqueles de dois andares para conhecer a cidade em 24 h. Aconselho muito, pois é organizado e passa pelos pontos turísticos importantes. Chega nas paradas de meia em meia hora e custa R$ 50,00 o dia, funciona das 8h30 às 17h30.

A cidade é toda natureza, encantadora, limpa. O centro dá gosto. Sempre digo que o básico de uma prefeitura é manter a cidade limpa. E a população também é responsável por isso. Gostei do Bondinho da Leitura, um vagão charmoso usado como biblioteca. Foi instalado nesse local em 1973 e era um espaço de recreação infantil. Desde 2010 funciona como biblioteca, segundo o folder Curta Curitiba a pé. Aí eu pergunto: para uma amante de livros como eu, como não se emocionar com Curitiba? Também no mesmo calçadão da rua XV de Novembro, estava sendo montada a roda gigante de Natal patrocinada pelo grupo Boticário (de perfumaria). Muito simpático tudo. O calçadão também é conhecido como Rua das Flores, primeira rua fechada para o trânsito de carros no Brasil.

Voltamos ao hotel com trovões, parecia que ia chover, ainda bem que foi pouco. O Bourbon fica em frente à Biblioteca Pública do Paraná, cuja edificação é de 1953, e foi inaugurada em comemoração ao centenário de emancipação do Paraná. Possui o maior acervo de publicações do estado, conforme o folder Curta Curitiba a pé.

Para jantar, um lanche de canja na Pastelaria e Restaurante Bom Dia (rua Cândido Lopes, 176). Pessoas solícitas, ambiente agradável. Interessante que misturam o azeite com o vinagre na mesma garrafa. Percebo gostarem bastante de pastel e os chocolates caseiros terem um formato diferente. Vou provar.

O outro dia promete…

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