Marrocos colorido-Rabat e Meknes até Fez-dia 2

Marrocos colorido-Rabat e Meknes até Fez-dia 2

Hoje é terça-feira, dia 5 de novembro de 2024, saímos de Marrakech, já passamos por Casablanca e estamos rumo à Rabat. Cruzamos Benslimane. Segundo a Wikipédia, a cidade está situada a pouco mais de 20 km da costa atlântica e a 60 km a sudoeste de Rabat, é conhecida pelo seu clima seco, flores e florestas que são populares entre os caçadores de javali. As florestas estão entre as mais importantes do Marrocos.

Chegamos a Rabat. O dia está ensolarado, os táxis são azuis, mas a fome está matando… Avenida larga onde se localiza o Comitê Olímpico. As placas nas ruas são escritas em árabe e berbere (dialeto), fantástico. Centro Nacional de Defesa. O Marrocos faz fronteira com a Argélia e Mauritânia. Interessante dizer que as crianças são alfabetizadas em árabe e francês, o inglês é estudado no ensino médio.

Cidade verdejante, limpa. Sempre comento que o guia Abdul é muito competente. Por Rabat me apaixonei logo na entrada, eis a capital do país para desfrutar. O Marrocos com população de 40 milhões, tendo o oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo ao seu dispor.

Rabat foi fundada pelos almóadas em 1150 e tem muitos pontos de interesse e monumentos históricos para um, dois ou três dias bem passados. A capital de Marrocos é uma grande cidade cosmopolita listada no Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Rabat literalmente significa “lugar fortificado”. Uma cidade embalada pelo Oceano Atlântico, perto da foz do rio Bouregreg. (https://www.joaoleitao.com/viagens/visitar-rabat-marrocos/)

Rabat charmosa. 1.9 milhões de habitantes, a segunda maior cidade do país. Meu estilo arquitetônico de prédios. Avenida à beira mar com palmeiras e casas lindas (o nosso guia informa serem de pessoas ricas). Prédios baixos, mar com rochas, ali estão as piscinas públicas maiores do país. Casas tradicionais dos pescadores, luminárias estilosas nas calçadas, bela Rabat.

Na Fortaleza de Rabat, um guia local nos conduziu. Kasbah dos Udayas (ou Oudaya), sendo kasbah “fortaleza” em árabe. Muitas explicações, só achei muito corrido, nem tive tempo e oportunidade de saber o nome dele. A porta grande era um tribunal, hoje lugar de exposições. O minarete é quadrado diferente dos da Turquia, pois no Marrocos os otomanos não entraram. Gatos mil. Movimento no mercado e as casinhas dentro da fortaleza, são uma lindeza. Ali moraram franceses. Estamos na primeira mesquita do país. A mulher pode rezar em casa, mas no Ramadã se dirige à mesquita, cujas entradas são diferentes para homens e mulheres. Pessoas doentes não tem Ramadã.

Eu em frente à Fortaleza de Rabat-Marrocos-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

A Wikipédia esclarece que a cidade foi fundada em 1150 pelo califa almóada Abde Almumine, que ali construiu uma fortaleza, uma mesquita e uma residência. Tornou-se cidade imperial em 1660 e foi a capital do Protetorado francês de 1912 a 1956. A fortaleza era usada como ponto de ataques contra a Espanha.

Pátio da Fortaleza com a foz do rio Bou Regreg no encontro com o oceano Atlântico-Rabat-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado

A Fortaleza é um passeio imperdível, no pátio testemunhamos a beleza do encontro do oceano Atlântico com o rio Bou Regreg. O sol ilumina a paisagem. As fotos ficam um espetáculo. Dentro da fortaleza, há casas, cafés, lojas, tomamos um suco de romã pra matar as saudades (muito comum na Turquia). A avenida El Jamae é demais. Para uma visita ao banheiro, 5 DH (dihan): R$ 3,06 reais. Banheiro como os nossos, diga-se de passagem.

Cemitérios sempre na direção de Meca. Mausoléu de Mohammed V, medina (cidade antiga) de Rabat. Os andaluzes (da Andaluzia espanhola) vivem na cidade. Há bairro judeu. O rio Bou Regreg e seus bairros de pesca. 2,5 milhões de habitantes. Fez, Marrakech, Meknes e Rabat, cidades imperiais.

Um dia especial: a Marcha Verde com música e celebrações. Detalhe: no dia seguinte (6 de novembro) é feriado nacional e vem para a data o presidente da França Emmanuel Macron. O rei Mohammed VI se encontra em Rabat.

Em http://www.tudogeo.com.br, sabemos mais sobre esse dia. Em 16 de outubro de 1975, como ato de nacionalismo, o rei Hassan II convoca os marroquinos a ocuparem o Saara Ocidental. No dia 6 de novembro do mesmo ano, mais de 350 mil voluntários marcharam do norte do reino do Marrocos rumo ao sul da região do Saara Ocidental. Esse momento ficou conhecido como a “Marcha Verde”, movimento cívico-militar de ocupação das terras Saarauís (significa “povo do deserto”). A marcha ocorreu no final da colonização espanhola do Saara ocidental, quando em 1955 a Espanha pretendia ingressar na ONU e precisava entrar em plano de descolonização, logo o Marrocos ganhou sua independência em 1956, reconhecida pela França e Espanha. A Wikipédia nos conta que os Saarauís são um grupo étnico autóctone do Saara.

Mausoléu de Mohammed V-Rabat-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado

Em 1961, faleceu o libertador do Marrocos do domínio francês: Mohammed V. Em homenagem a ele, existe o Mausoléu de Mohammed V, todo no mármore de carrara, concluído em 1971. Estão lá os corpos do pai Mohammed V (falecido em 1961) e seus dois filhos: Abdallah (enterrado em 1983) e Hassan II (enterrado em 1999). O guarda de honra na frente. Conforme a Wikipédia, foi encomendado por Hassan II. O complexo foi projetado pelo arquiteto vietnamita Cong Vo Toan, usando formas tradicionais com materiais modernos. Motivos históricos e artesanato marroquino se fazem presentes como forma de promover o senso de identidade nacional.

Minarete quadrado com ruínas da mesquita-Torre Hassan-Rabat-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado

Saindo do espaço, fora há ruínas de uma cidade romana. Era para ser uma mesquita (com o minarete), mas ficou sem o teto, as paredes e as colunas ficaram inacabadas, por falta de recursos. Em frente ao mausoléu se situa o minarete Torre Hassan, que parece com a Giralda de Sevilha-Espanha, a parte de cima não foi construída, era pra ter 80 m, porém só tem 44 m. De acordo com a Wikipédia, é um minarete de grandes dimensões construído no séc. XII da Mesquita de Hassan. Um dos ícones de Rabat. Encomendado por Abu Yusuf Yaqub al-Mansur, o terceiro califa do Califado Almóada.

Findo o passeio ao mausoléu, nos despedimos do guia local e há a troca de motorista do ônibus. Entra o Nourdine, gente boa. Continuamos o percurso. Ópera de Rabat. Embaixadas, área nobre da cidade. Segundo a Wikipédia, as casas dos embaixadores estão nos bairros Les Orangers, Mabel ou Agdal Hay Riad Hassan. Vasto plano urbano, arejado, com vegetação exuberante e névoa do oceano.

Estamos com o Abdul que nos explica sobre a guerra diplomática do Marrocos com a Argélia. Ceuta, desde 1547, cidade autônoma da Espanha, no Marrocos. A torre moderna Torre Mohammed VI, de 55 andares, 250 m, será a terceira mais alta da África e terá escritórios, apartamentos e hotel de luxo em Salé, do outro lado do rio Bou Regreg, cidade-dormitório.

O rei também tem palácio em Fez, de 82 hectares. O rei é muito querido, sem dúvida. Patrocina hospitais, bibliotecas, esportes. Vemos os portões do Palácio Real de Rabat (Mechouar) no caminho. O rei se movimenta muito no país. Os policiais que cuidam da segurança do Palácio Real são exclusivos e usam uniformes de cores azul e vermelho, vemos muitos carros. Enorme. Os cavalos do rei são conhecidos.

No país, não aceitam armas, a seguridade é garantida. São 25 anos de prisão para quem carrega armas. As fontes de divisas do país são a agricultura, o turismo e os 5 milhões de marroquinos que mandam dinheiro de fora. O país é importante para a produção cinematográfica. O filme Missão Impossível 5, com o ator norte-americano Tom Cruise, foi filmada em Rabat.

Em Salé, se localiza a Academia de Futebol desde 2010. As equipes fazem concentração e práticas de treinamento no local. Para a Copa do Mundo do Catar, a equipe nacional treinou no local. Como o Abdul é apaixonado por futebol, nos disse que saíram 3 jogadores da Academia de Futebol para a seleção marroquina.

Os guardas de trânsito são chiques. Só vi tanta elegância assim em Milão-Itália. Depois de Salé, enfim, o almoço em uma praça de alimentação com opções diversas. O guia nos levou para o restaurante Les Chênes, onde escolhi brochete de frango com arroz e legumes salteados, mais coca e café, total: 108 DH e 10 % ou R$ 66,00. Muito bom, a fome estava realmente me fazendo sofrer, eram 17 h, pode?

Depois do almoço, mais ônibus, 46 km até Fez, estamos no dia mais puxado. No percurso, atravessamos Meknes, cidade imperial, capital Ismailia, que foi sede administrativa do país de 1672 até 1727. Capital do vinho. Os monumentos estão no restauro. A maior feira agrícola do mundo com a participação de 147 países. Os táxis são azuis-claros. Cada cidade com sua cor de táxi, uma graça. País organizado.

Na Puerta Jueves ou Bab el-Khemis, produtos de segunda mão são vendidos, hábito comum no país, estamos na medina, cidade antiga e histórica. Muralha da cidade. Porta Al Mansur, Porta del Glorioso, praça de Meknes. Cada cidade é mais rica em história. Uma cidade diferente da outra, essa tem ladeiras, o guia brinca que é bom para emagrecer.

Apesar do feriado pela Marcha Verde, está o comércio aberto. Estamos agora na parte nova, situada sobre as dunas e com muitas árvores. Possui as muralhas mais longas do Marrocos (40 km aproximadamente) e dentro há casas, diferentemente de Marrakech que a muralha é menor.

Chegamos a Fez. Muito controle de polícia na entrada das cidades. Luzes vermelhas nos canteiros centrais piscando para os motoristas, afinal já é noite. Entramos por uma via com luminárias bonitas dos dois lados, ida e volta, árvores mil, um corredor verde. Tem algo mais lindo? Fizemos 547 km hoje. Ufa, mais do que Fortaleza-Juazeiro do Norte (531.3 km) no Ceará, Brasil.

No hotel Zalagh Parc Palace (endereço: Loutissment Oued Fes), trocam moedas estrangeiras no balcão, admirável. Prática usual em hotéis. Consegui trocar 70 DH dos Emirados Árabes por 90 DH marroquinos. Na empresa onde sempre compro em Fortaleza confundiram e eu não chequei. Coisas que acontecem. Nesse caso, saí ganhando. Cambiei mais 100 euros. Fomos para o quarto exaustos com as malas e logo descemos para jantar. Dois restaurantes, um para grupos e outro para turistas solos. O buffet bom, mas não excepcional, comida com tempero apimentado leve, ainda bem. Cobraram pela água mineral 25 DH (garrafa grande): R$15,34, e no quarto sem água, ficamos mal-acostumados com o hotel de Marrakech que oferecia de graça.

No dia seguinte, saída às 9 h, oba! Dava para dormir até as 7 h. Que dia mais intenso!

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