Peru surpreendente-rumo ao Centro Histórico de Lima-dia 3

Hoje é dia 7 de maio de 2024. Após o café da manhã do Ibis Lima Miraflores no qual ofereceu legumes salteados, pães diversos, brownies e outras delícias, por 52 soles PEN (R$80,61), rumamos ao guichê do shopping Larcomar (em frente ao hotel JW Marriott) a fim de pegar o ônibus ao Centro Histórico de Lima. Havíamos pago no dia anterior 125 soles PEN por pessoa com desconto de 10 %, em reais: R$193,89.
São 20 min de caminhada apressada. Vamos apreciando o bairro Miraflores. Que gostosura morar em um lugar tão simpático. Passamos por três condomínios fechados de casas, uma mais linda que a outra, nada de estilo moderno. Miraflores funciona e é exemplar em termos de limpeza, segurança e atrativos. Parece com o bairro de Providência de Santiago no Chile. Mesma qualidade de vida.
Vimos a gari, senhorinha agradável, que nos dera informações um dia antes. Falamos com ela, um doce. Varre a rua com vassoura de piaçava. O povo ajuda muito os turistas, são um amor.
Enfim, entramos no Turibus amarelo em direção ao famoso Centro Histórico. A guia Melissa e o motorista Benito, vemos ciclovias nas ruas e um rapaz de bicicleta com carrinhos de doces/pastelaria atrás. E zero de mulheres grisalhas (eu!) e menos cachorros do que no Brasil. Amo observar a vida da cidade.
O ônibus sai às 9h30 e às 14h30, preferimos o da manhã. São 4 h de passeio, com uma caminhada de uma hora, sendo a última visitação no museu/monastério de Santo Domingo (1540). Estamos na av. Armendáriz. Avisam para tomar cuidado com os galhos de árvores no segundo andar do ônibus. Passeio panorâmico. A guia conta que Miraflores era um balneário usado por famílias importantes no séc. XIX, tinha casas de veraneio. Atualmente, são aproximadamente 13 quadras, com área comercial, gastronômica, parques, um distrito moderno e turístico que possui ainda um sítio arqueológico. Vemos a Prefeitura de Miraflores, o Palácio das Artes, ao lado do parque Kennedy, bancos, rua das pizzas. Os policiais usam jaquetas, assim como os cambistas e guardas de trânsito.
Ninguém mexe em uma flor nos parques, parabéns, Lima. Vi a loja Falabella, a “cara” de Buenos Aires (que fechou, infelizmente). Passamos pelo sítio arqueológico Huaca Pucllana, culturas pré-inca, politeístas, de sacrifícios humanos, com conhecimentos avançados de pesca, engenharia, agricultura e também de metalurgia e astronomia. Veneravam o mar, a lua, faziam rituais com mulheres. No mundo andino, o sacrifício era pela fertilidade, pela Mãe terra. Existe a pirâmide do Sol feita de tijolos de barro (arbolitos) em forma de estante de livros, ou seja, técnica de livreiro para absorver as ondas sísmicas da região. Os povos que lá viveram sabiam dos terremotos. São mais de 200 ruínas no país, uma das 3 mais visitadas é o sítio arqueológico da Civilização de Caral, cidade sagrada, a mais antiga da América, no vale do Supe, a 200 km ao norte de Lima.
Lima é a única capital da América do Sul com acesso ao oceano Pacífico. Encontra-se entre o oceano e a cordilheira dos Andes. Ao redor da capital existem muitas montanhas, o clima é subtropical, árido, chove pouco e é muito úmido (66 a 80%). O trânsito é intenso, desgovernado, uma loucura, eis uma questão séria da cidade.
O bairro/distrito de San Isidro foi fundado em 1931, separado de Miraflores. Divide-se em dois setores: à direita, o financeiro e à esquerda, o residencial. A avenida Petit Thouars, do início do séc. XX, é em homenagem ao vice-almirante francês Abel-Nicolas Georges Henri Bergasse du Petit Thouars que lutou na Guerra do Pacífico entre o Chile e uma aliança boliviana-peruana.
No Peru, existem 40 comunidades étnicas com suas características, país multicultural, cuja economia se baseia em mineração, pesca e agricultura. Exportam abacate, cacau, aspargo, uvas, lúcuma, café, manga, quinoa e mirtilo. Comem muito ceviche e lomo saltado. Segundo o Google, é um prato tradicional peruano, uma carne refogada (salteada) que combina tiras de carne bovina com cebolas, tomates, batatas fritas e outros ingredientes, frequentemente servida com arroz. É uma fusão da culinária chinesa (Chifa) com ingredientes peruanos, tendo sido criado por imigrantes chineses no século XIX. As bebidas nacionais são inka cola, chicha morada (parece o aluá do nordeste brasileiro) e pisco sour. Línguas oficiais: espanhol, quíchua e aimará.
Estamos na avenida Javier Prado, universitária, a mais extensa de Lima, vai de oeste a leste. San Isidro, onde se situam as embaixadas, é de classe média. Os semáforos na cidade têm marcadores de tempo, muito prático para o pedestre. Todos respeitam. Que inveja!
Bairro Lince, de classe média, distrito pequeno, onde se localiza o Parque da Reserva em homenagem aos soldados que lutaram na Guerra do Pacífico e também a segunda atração turística mais visitada da cidade: o Circuito Mágico das Águas, a partir das 15 h até a noite. São 13 fontes cibernéticas de onde música, água, som e luzes se mesclam em espetáculos únicos e incríveis. Não fomos, mas meu irmão Ricardo e família assistiram e disseram ser fantástico. Um dos mais antigos parques, de 1929. O Parque da Reserva foi construído para honrar as tropas que defenderam Lima durante a Guerra do Pacífico entre 1879 e 1884, nas batalhas de Miraflores e San Juan, de acordo com o site https://www.viagensmachupicchu.com.br.
O MALI (Museu de Arte de Lima) se localiza no Parque da Exposição, endereço: Paseo Colón,125. Bairro de Santa Beatriz, centro de Lima. A Wikipédia nos conta que foi construído para substituir as muralhas da cidade, demolidas como parte de um projeto de renovação da cidade para sediar uma exposição internacional em 1872.
Distrito de La Victoria. Muito movimentado, de classe média baixa. As guias sempre comentam a classe social. Museu de Arte Italiana, presente da comunidade do respectivo país, de 1923. Museu público, exibe obras de arte italiana de princípios do séc. XX. Praça Miguel Grau, formosa, em pleno centro. Palácio da Justiça, monumental, sede da Suprema Corte do Peru. Segundo o Google, arquiteto: Brunon Paprocki, estilo neoclássico, inaugurado em 1939. Av. Paseo de la República. Localizado em frente ao Paseo de los Heróes Navales.
Chegando ao Centro Histórico, ruas estreitas, com influência europeia. Continuaremos com nosso passeio em breve.
