Peru surpreendente-Cusco-Palácio do Arcebispo-dia 6

Peru surpreendente-Cusco-Palácio do Arcebispo-dia 6

Cusco-Praça de Armas-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 10 de maio de 2024 e continuamos nos passeios por Cusco. Depois da visita à igreja da Companhia de Jesus, rumamos a pé ao Palácio Arzobispado del Cusco ou Palácio do Arcebispo, também museu de Arte Religiosa.

Em www.cuscoperu.com, encontramos informações pertinentes. Na época inca era o local do palácio de Inca Roca. Após a conquista (pelos espanhóis), o palácio foi parcialmente desmantelado para construir a casa colonial da família Valverde Contreras y Xáraba, marqueses de Rocafuerte, e agora o Palácio do Arcebispo. Localizado no centro histórico de Cusco, na rua Hatun Rumiyoc, fica perto da praça de Armas. O museu de Arte Religiosa é considerado Patrimônio Cultural da Nação, e ainda preserva as fundações das construções incas. Um dado histórico, de acordo com a Wikipédia: Inca Roca (1330-1380), em quíchua significa “Inca magnânimo”, foi o sexto Sapa Inca e governador de Cusco. Sapa Inca-imperador, governante do Império Inca ou apenas o Inca (fonte: brainly.com.br).

Vimos algo único, pinturas da Virgem Maria nos Andes, muitas representações da escola Cusquenha, do séc. XVIII. Temas principais da escola: temática religiosa, elementos locais de flora e fauna e simbolismo indígena, além de anjos e arcanjos. Estão lá os arcanjos apócrifos Uriel, Baraquiel, Seatiel e Yehudiel.

No séc. XVII e XVIII a casa foi residência do primeiro bispo de Cusco depois de don Pablo Costilla y Galbinato (parente da família Valverde). A casa tem balcões coloniais, é linda. Vimos uma lítera do séc. XIX. Mais, baús, cama da família Orihuella, onde dormiu Simón Bolívar a caminho de Yucay no Vale Sagrado dos Incas.

Bom rememorar datas históricas: em 1340 Cusco era do império inca de Inca Roca; em 1533 Pizarro invade Cusco. Desde o séc. XVI a festa de Corpus Christi é festejada em Cusco, sendo a data Patrimônio Cultural da Nação desde 2004.

A era de Mollinedo entre 1675 e 1680. O bispo espanhol Manuel de Mollinedo y Angulo (1626-1699) foi quem incentivou o florescimento cultural e artístico sem precedentes. A arte da Escola Cusquenha era coletiva, sendo a série Corpus Christi o seu apogeu. Um dos artistas mais proeminentes foi Diego Quispe Tito (1611-1681), era membro da nobreza indígena inca.

A capela consagrada à Virgem da Imaculada Conceição é de 1943. Detalhe da história: os mitimaes da etnia Cañari y Chachapoyas se uniram aos espanhóis contra os incas. Depois os mitimaes foram forçados a vir a Cusco. Conforme a Wikipédia, os mitimaes eram um conjunto de famílias enviadas pelo império inca a locais específicos pra cumprir funções para o Estado que incluíam o cultivo da terra, a defesa das fronteiras ou outras atividades. Faziam parte de uma política do império inca e podiam ser uma distinção ou punição para aqueles que eram escolhidos.

A enigmática série do Zodíaco de Diego Quispe Tito é baseada em doze desenhos do pintor flamengo Hans Bol, de 1585, em que relacionava cada mês do ano com um signo zodiacal e com passagens da vida de Cristo. O meu signo de libra se relaciona com a figueira estéril. O site www.diosdelmundo.com nos esclarece. A parábola da figueira estéril é um ensinamento de Jesus que se encontra no Evangelho de Lucas, capítulo 13. Nesta parábola, Jesus conta sobre um homem que cuida de uma figueira estéril por três anos, mas não produz fruto. O homem pergunta se deve cortá-la, mas Jesus responde que lhe dê mais um ano, No final, se por acaso não produzir fruto, será cortada. Esta parábola ensina que devemos persistir em nossa fé, mesmo que não vejamos resultados imediatos. Devemos ter paciência e esperar em Deus, já que Ele conhece o melhor para nós.

Saímos do museu impressionados com a riqueza. Fora, vemos mulheres indígenas, em roupas típicas dos Andes, vendendo gelatinas e sucos na rua, esses em sacos plásticos com canudo.

Continuaremos em breve com os passeios nessa cidade tão envolvente.

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