Peru surpreendente-Cusco-bairro de San Cristóbal-dia 7

Peru surpreendente-Cusco-bairro de San Cristóbal-dia 7

Hoje é sábado, dia 11 de maio de 2024. Estamos no hotel Tampu no café da manhã. Muito melhor que o dos outros dias: mais frutas, café (sem ser em pó!), banana frita, ovos mexidos, sucos, pães etc. Ótimo.

Dia de passeio no ônibus turístico, aberto em cima, pelo bairro São Cristóvão. Rumamos à praça Maior com o cartão pego no dia anterior da agência de viagens Ascaypacha Cusco Travel (Portal Comercio, 121). Agente: Elizabet Sanchez. O passeio individual é 35 soles PEN (R$54,12), mas com o boleto integral pago no dia anterior acrescido com a Catedral, Templo do Triunfo, Sagrada Família e Palácio do Arcebispo saiu bem mais em conta, por 50 soles PEN (R$76,26).

Saída do ônibus às 9h30, esperamos com a Elizabet na praça pelo grupo. Umas 15 pessoas. Duração: 2 h e meia. Detalhe: ainda não estou me sentindo 100 %, pois 3470 m de altitude não é fácil. Dor de cabeça também senti no deserto do Atacama no Chile, mas como Cusco é mais alto, sinto também enjoo, nada tão forte, felizmente.

Estátua de Manco Capac na praça de Armas de Cusco-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Muitos ambulantes vendendo artesanato andino, engraxates, senhoras vendendo balas de coca. Muito usual na região dos Andes. Comprei um chapéu de abas largas, o sol é quente demais. Enfim, chega o Victor, nosso guia. Começa o passeio em terra com muitas informações. As línguas indígenas faladas na região: puquina, aimará e quéchua. Manco Capac, o primeiro governante de Cusco e fundador do Império Inca. A fonte de água no centro da praça de Armas ou Maior tem uma estátua dourada dele. Segundo o Google, é conhecida como Puma ou Fonte do Sol e foi doada pela cidade de Nova York em 1872. Fundação da civilização inca no séc. XIII. As casas com balcões não existiam à época dos incas. A praça principal ou Maior se chamava Haukaypata, era lugar sagrado dos incas para cerimônias rituais, festividades, praça histórica.

Passamos pela Catedral e igreja da Companhia de Jesus. Cusco tem outras praças importantes. De acordo com o Google, a montanha ao norte da cidadela de Machu Picchu se chama Huayna Picchu, a 2.667 m de altura. Significa em quéchua “montanha jovem”. Entramos no ônibus panorâmico, ficamos em cima, todo mundo de chapéu. O sol radiante. Civilização proeminente dos tempos pré-hispânicos a dos incas. Feira de artesanato ao lado do monastério de Santa Teresa. Templo de São Francisco de Assis. Jardim Botânico. Colégio Nacional de Ciências.

Praça Cusipata ou praça Regocijo, segundo o Google, ao lado da praça de Armas e significa em quéchua “lugar de alegria”. Nomeada Capital Histórica do Peru em 1993. Estamos no sudeste do país, na oitava cidade mais populosa. Vemos conventos, igrejas, cidade turística, Patrimônio Cultural da Nação desde 1993. Vamos à parte alta: o bairro de San Cristóbal, onde Manco Capacviveu no seu palácio. Passamos pelo colégio Salesiano.

Sítio arqueológico de Sacsayhuamán-Cusco-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Conforme o Google, Qolqonpata é o nome do bairro histórico, conhecido por suas ruas estreitas e construções antigas, incluindo a igreja de San Cristóbal. Significa em quéchua “lugar de armazenamento”. Hoje, o bairro de São Cristóvão. Estamos no ônibus e conhecemos o sítio arqueológico de Saqsayhuamán, o mais antigo e imponente templo inca. Estamos a 3575 m. Templo do Sol. Séc. XV. Usavam técnicas avançadas. 25 mil homens trabalhavam no local por muitos anos. 3 mil hectares com flora e fauna. Lugar lindo, níveis diferentes de terreno, com diferentes significados em cada piso. Local de importância espiritual e cultural para o povo inca. Muros formavam a cabeça de um puma. Rituais, cerimônias etc Duas festividades importantes: a Magna do Sol e à Pachamama (Mãe Terra).

Um visual de Cusco-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Cusco é enorme, muito espalhada com casas. Estamos mais alto ainda, é uma serra com floresta, rochas e campos. O ônibus para e entra a senhorita Flor, representante da comunidade. Ela nos oferece koawasi, remédio para a digestão, o que na verdade, é uma bebida medicinal: anis, boa para a altitude também. Vem em garrafinhas estilizadas cobertas com tecidos andinos, amei! Comprei uma por 20 soles PEN (R$30,50) e outra pequena ganhamos de brinde. Fazemos um brinde em quéchua.

Cruzamos Puca Pucara que em quéchua significa “fortaleza vermelha”. Sede militar da civilização inca. Participavam de combates e batalhas. Lugar sagrado. A Wikipédia adiciona que é um sítio arqueológico constituído por ruínas militares. Essa fortaleza é construída por grandes paredes, terraços e escadas que fazia parte da defesa de Cusco. O nome provavelmente vem da cor vermelha das rochas do terreno abundantes em ferro.

Depois, rumamos ao Centro de Interpretação, uma fábrica e loja de roupas andinas. A srta. Cristina nos contou sobre as roupas, indústria têxtil inca e a famosa técnica de trabalhar com a lã dos animais da região. Vimos roupas de alpaca/ovelha: a mista, a sintética, de alpaca, de vicunha, do guanaco, da lhama, que fazem parte do grupo de camelídeos. As famílias trabalham com a fibra da alpaca (a mais delicada e cara). Há tipos diferentes: a baby alpaca, a úmida, a sedosa, a pesada. Lavar à mão com shampoo e água fria. Dizem que nas lojas para turistas vendem mais a sintética. As roupas são lindas, fiquei “babando”. Os preços são ditos econômicos: 80 (R$122,63), 150 (R$229,94), 300 soles PEN (R$459,87). Nem tanto para nós.

Atrás da loja, participamos de uma cerimônia em língua quéchua. Aprendemos a dizer obrigada na língua:agradiseyki. O xamã nos serviu um copo de chicha com folhas de coca, usado nas cerimônias e festividades para fertilidade e para agradecer à mãe Terra. As folhas de coca são contra enjoo, ajuda contra os males da altitude, parte da cosmovisão inca. A trilogia inca: espíritos, seres vivos e mortos. Seus animais de representação para a saúde, o trabalho, o mundo são a puma, o condor e a serpente. Cerimônia pequena a nossa, a verdadeira durava de 10 a 12 h com dois ou três sacerdotes. Depois que o grupo bebeu, o xamã jogou a sua bebida na terra. O curandeiro inca é um bom leitor de destinos, usa folhas de coca para isso.

O site www.huillcaexpedition.com nos conta que o Kintu é um ritual sagrado inca. Trata-se de uma oferenda com folhas de coca que simboliza gratidão, conexão espiritual e reciprocidade com os Apus (espírito das montanhas) e Pachamama (Mãe Terra). O termo Kintu vem do quéchua e significa “conjunto de três folhas de coca”. O guia nos diz que as folhas são para queimar ou enterrar, são sagradas. Após as bebidas, o xamã nos dá “um banho de arruda” para purificação, ou seja, passa arruda na gente e depois joga água florida entoando palavras de guerra. Eu amei! Saí purificada, me diverti.

Como tinham banquinhas de venda por ali, conheci a água florida, produto típico deles. Vem em uma garrafinha e serve pra cheirar em caso de mal de altitude ou de espirros, alergia. Aprovei, tem um aroma maravilhoso. No fim, o xamã pede uma contribuição, nós demos 7 soles PEN (R$10,73). Adquiri milho branco grande com queijo, uma delícia. 5 soles PEN (R$7,66).

Continuamos a jornada em grupo no ônibus panorâmico. O guia falou em Qenqo, um complexo arqueológico. O site www.cuscoperu.com nos informa que é conhecido como “labirinto”, aludindo aos túneis, passagens e canais subterrâneos que abrigava esse lugar.

Passamos pelo monumento do Cristo Branco, famoso na cidade com 8 m de altura. O site http://www.machupicchuterra.com destaca que é localizado no topo da colina Pukamoqo. Foi doado pela colônia árabe palestina de Cusco em 1945 e feito pelo artista cusquenho Francisco Olazo.

Paramos para fotos, por 10 minutos, na fortaleza Saqsayhuaman na montanha Roja (vermelha). O mesmo site acima menciona que lá aconteciam as cerimônias Inti Raymi que reuniam emissários de todos os setores do Império Inca. Passeio muito bom, aconselho. Cusco é muito mais do que só Machu Picchu, são muitos sítios arqueológicos incas para conhecer.

Depois de um passeio desses, era hora do almoço. Na descida do ônibus, ficamos perto, no El Carmen Sandwicheria, na rua Plateros, 318. Pedimos logo o refrigerante Inca Kola e truta frita. Restaurante simples, comida satisfatória.

À tarde, sorvete de frutas vermelhas e lucuma no Helado Artesanal, no Portal do Comércio, por 19 soles PEN (R$29,28). Na praça de Armas, engraxamos nossas botas de viajantes Timberland. Negociação de 40 soles PEN (R$61,63) para os dois. Andando pelo centro, descobrimos duas lojas de chocolates: La Ibérica e Chocolates da Terra, com preços variados. A Calle (rua) Heladeros aloja a TOPITOP Mujer. Gostei da loja. Praça Espinar. Calçadão Calle Marqués. Universidade Nacional Diego Quispe Tito. Ruínas no calçadão. Mercado São Francisco, temporário. Comprei a água florida por 8 soles PEN (R$12,33) e um casaco de alpaca mista por 45 soles PEN (R$69,58). Roupas coloridas, lindas. Um deslumbre o artesanato andino.

A estrutura para o turista é fantástica. Tem que haver muito turismo mesmo. E tem. Sempre. À noite vai esfriando. Outro centro de artesanato na Calle Marqués. Formoso. Nessa rua, n° 200, descobrimos uma lanchonete Perú Juice/Jugueria Café para um misto quente e um suco de morango. O problema é que entram vendedores, pedintes e gente tocando música o tempo todo.

Na rua, vemos mulheres (descendentes de incas) carregando suas crianças nas costas e com as roupas andinas típicas. Elas vendem sementes, arruda, ervas e outras tiram fotos com os turistas acompanhadas de suas lhamas. Sem dúvida, uma cidade interessantíssima. Ainda chamam homens de cavalheiros e mulheres solteiras/jovens de senhoritas. Uma lindeza. O espanhol falado é bem diferente do de Lima, capital. A cidade é bem policiada, andamos com segurança.

Entramos na Basílica Menor de la Merced, na frente da praça Espinar, com ouros, santos e arcanjos, bela. E demos o dia por encerrado. Já era noitinha e estava frio. Continuaremos com a Joia da Coroa peruana: Machu Picchu.

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