Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 1-dia 8

Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 1-dia 8

Machu Picchu-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 12 de maio de 2024, data especial, pois vamos finalmente pisar no sítio arqueológico mais famoso do mundo. Saímos do hotel Tampu em Cusco às 5h25, o guia nos colocou na van com outros brasileiros. Estávamos com o kit do café da manhã que havíamos pedido no dia anterior. Gostei da ideia: 2 balas de chicha morada, suco, bolachas e maçã. Fomos pela agência Condor Travel (em conjunto com a CVC brasileira). O guia dá informações e dicas. Detalhe: o passeio já estava pago. Compramos junto com o pacote turístico em Fortaleza-Ceará.

Vamos em direção à estação de trens e temos que procurar o vagão 83 logo. O trem sai pontualmente, não espera. De Cusco rumamos à estação Ollantaytambo, 1h40 min para chegar lá. No caminho passamos por Poroy (distrito de Cusco) e outras localidades. Anta é uma municipalidade maior. Estamos abaixo do nível das montanhas, a estrada é esburacada, as montanhas verdes. Vemos plantações de milho e criações de gado pelo percurso. Depois vem o asfalto e melhora a estrada, vamos circundando a Cordilheira dos Andes, uma beleza! Passamos por mais um sítio arqueológico, o rio Urubamba à esquerda nos acompanha.

Estação de trem de Ollantaytambo-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Pinturas rupestres, muro pré-hispânico. Tomamos o café da manhã no trem. Localidade: Pachar, Ollantaytambo, cidade inca. A montanha Ollantaytambo tem 2792 m. Estrada de pedra. Chegamos à estação. Entramos com informações, o povo é solícito. Fomos para a área de espera tomar café para acordar. Dentro do trem anterior havia um grupo musical com apresentação de dança, vestidos com roupas típicas, quando desembarcaram saíram cantando e dançando na estação. Uma graça. Estação pequena com muita gente. Já chegamos impactados.

Conhecemos um casal da província de Buenos Aires com o mate tradicional. E a boa família de Pernambuco do nosso grupo, Cajueiro e família, que sentaram ao nosso lado no novo trem panorâmico que pegamos. Perurail Expedition, vagão 83, nossos assentos 37 e 38. Cada vagão tem um responsável, se vestem elegantemente. Destino final: Machu Picchu Águas Calientes. Informações em inglês e espanhol. A velocidade é de 30 a 45 km/h por conta das características geográficas. Tem serviço de bordo: de graça só água, o café custa 10 soles PEN (R$15,72).

Montanhas no caminho a Machu Picchu-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

No km 82 da Trilha Inca ou Picacucho Inca, um posto de controle. Antigamente os incas faziam o caminho a pé, eram uns 4 dias de caminhada até Machu Picchu. Estamos em uma altura de 2709 m. Essa trilha original tem 500 anos. Há terraços de agricultura cultivadas: batatas, verduras e milho. Rio Urubamba. Orquídeas perto da trilha do trem, já cerca do sítio arqueológico. A Cordilheira dos Andes é bela. O mês de julho é seco, não neva nas montanhas.

Na estação de Águas Calientes, o guia da Condor Travel, Marcial, estava nos esperando e nos encaminhou para o ônibus. Tudo muito controlado, pois é multidão ao redor. Uns 25 minutos de trajeto, um ônibus atrás do outro. O rio nos acompanha. No meio da floresta, fontes de água, que lindo. Estamos a 2430 m. O lugar intacto, subida difícil, estamos exaustos, enfim Machu Picchu! A trilha feita para turistas foi feita em 1995, sim, há corajosos ou doidos que fazem o caminho a pé. Ufa!

Machu Picchu é um santuário natural. São 32.592 hectares, área que inclui a cidade inca e as montanhas circundantes. É proibido pegar rochas, o lugar todo é protegido. Há flora e fauna variadas. Cuidado que as lhamas cospem.

Há a plataforma baixa, mas os incas se protegiam em locais altos, a natureza os protegia. Machu Picchu, a cidade perdida dos incas, é incrível. Patayata, cidade de escadas. Íngreme, perigoso. A cultura andina englobava Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Equador e Venezuela. Kosko era o centro do mundo andino. Longe de Cusco, encontra-se água nas nascentes atrás das montanhas. Os aquedutos traziam água das montanhas. Água potável nas temperaturas de 5° a 15° C.

Montanhas de granito. Terra limpa com pedra. A terra treme com sismos. Local seguro, isolado. Pela trilha original se passa na Porta del Sol Inti Punku, um caminho secreto à época. O site www.ingressomahupicchu.com nos diz que Inti Punku era o portão de entrada e controle de Machu Picchu. Essa construção inca está localizada no ponto mais alto da cidadela, cujo acesso é feito através das estradas incas. Localiza-se a 2 km do sítio arqueológico e tem 2745 m acima do nível do mar. Consiste em paredes de pedra, janelas, nichos e caminhos. De lá, você tem uma bela vista panorâmica do complexo arqueológico e das montanhas ao redor.

O líder inca incorporava outras tribos, matava os governantes. Fugiam dos espanhóis, aliás eles não chegaram aqui, conforme o guia. Na porta de ingresso moravam crianças. Vemos terraços para agricultura, de pedra e argila que também eram para defesa. Boa terra para plantações de batatas, quinoa, folhas de coca etc. Por 400 anos os incas se estabeleceram em Machu Picchu. Lugar de quebrar pedras de hematita (60% ferro). Quebravam pedra com pedra, embaixo calor, em cima água gelada.

De acordo com www.bing.com, quem descobriu Machu Picchu foi Hiram Bingham, um antropólogo norte-americano, em 1911, durante uma expedição. Contribuiu para o reconhecimento de seu valor histórico e arqueológico. Já o guia nos conta que por três anos ele levou caixas e caixas para os Estados Unidos e nunca retornou. Imaginam que ele tenha levado muito ouro.

3 km de granito, feito de mica, quartzo e feldspato. O local mais energético do mundo. O conjunto de culturas andinas faziam o conhecimento juntos. Traziam os melhores cérebros, tinham escola de formação em processo de construção. Não eram índios, eram andinos. Cristóvão Colombo confundiu índios das Índias Ocidentais e chamou a todos de índios. Tinham desenhos, cores, formas de comunicação, não pinturas rupestres.

O guia fala e nosso grupo vai acompanhando. Passeio que exige esforço e joelhos bons. Estamos no meio de Machu Picchu. A Cordilheira dos Andes defende o sítio em 360° C. As montanhas eram deidades, espíritos. O site www.machupicchuterra.com nos informa que a antiga cidadela inca é rodeada pelas montanhas Huayna Picchu (Montanha Jovem, em quéchua), Machu Picchu (Montanha Velha, na mesma língua) e Huchuy Picchu, uma encosta de Huayna Picchu.

Segundo o mesmo blog, Huayna Picchu está situada atrás da cidadela, tem 2693 m, sendo o cartão-postal de Machu Picchu, responsável pelas fotos icônicas do local. Já a Montanha Velha está localizada ao sul da cidade inca. Seu cume chega a 3082 m, está 600 m acima do sítio arqueológico. A cidade inca recebeu o mesmo nome da montanha, após a sua descoberta. A cidadela tem mais de 150 construções.

O blog www.historiadomundo.com.br adiciona que possuía uma infraestrutura muito rica. Tinha construções dedicadas à administração local, religiosas, residenciais, um centro para observação astronômica, fortificações militares e um espaço separado para as valas. Além de um terreno reservado para a produção agrícola que não produzia comida suficiente para alimentar toda a sua população (entre 500 e 750 pessoas). Também dispunha de um sistema de distribuição de água por meio de canais, e a região mais centralizada da cidade tinha fontes. Esses canais garantiam que quantidades suficientes de água abastecessem a cidade e sua população, além de evitar que a cidade fosse inundada e que a água da chuva ficasse represada nos terraços das casas, que poderiam ser usados para o plantio. Todas as construções foram feitas em pedra, sendo utilizado o granito. As pedras foram encaixadas umas nas outras, e os pesquisadores falam que, em certos pontos, o encaixe é tão perfeito que nem uma faca consegue penetrar. A composição foi realizada sem nenhum tipo de argamassa.

Continuaremos nossa jornada nesse local sagrado para os incas em breve.

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