Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Évora-dia 2

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-Évora-dia 2

Hoje é dia 13 de novembro de 2024. Vamos a Évora, cidade imperdível perto de Lisboa, na região do Alentejo (significa “além do Tejo”). Estamos no hotel Duas Nações na Rua da Vitória, 41. Pegamos o metrô linha azul ida e volta. Como temos o cartão, pagamos €3.60 euros em direção ao Jardim Zoológico. Descemos e fomos procurar o Terminal Sete Rios, detalhe: a gente sempre se perde, mas também sempre encontramos um anjo para nos ajudar. Uma senhora nos levou até a entrada. Enfim, deu certo. Paguei €12.50, o Carlos €11.30 (mais de 65 anos).

Fixamos o olhar no painel de chegadas e saídas para saber o portão da Rede Expressos. Não apareceu, por sorte, estávamos na frente do portão, aí a atendente nos indicou. Assentos 21 e 22, 1h e 30 min. de viagem. Não deu tempo para o café.

E vamos observando o visual. Passamos pelo Aqueduto. Obra de engenharia fantástica em uma época em que não havia nem ferro nem cimento. Ponte 25 de Abril, outra obra de engenharia admirável. Estamos no mesmo caminho das cidades de Setúbal e Sesimbra (já estivemos lá). Monumento ao Cristo Rei. Ninhos de cegonhas nas torres de eletricidade. Curiosidade: no Marrocos, são protegidos, se machucá-los é preso.

As estradas um tapete. Estamos no interior de Portugal com gado, muito verde, casas isoladas que parecem fazendas.

Chegamos a Évora e fomos logo tomar um café americano para animar. Máquina de troco. A pé para a cidade histórica. Largo das Alterações de Évora, de 1637. Muito mais frio do que em Lisboa. Trouxe um casaco que não protegeu muito. Como fumam! Observação: quem nasce em Évora é eborense.

Na igreja em que entramos uma exposição dos cristãos perseguidos pelo mundo, da Fundação AIS. Rua Serpa Pinto. Loja Marques Soares, muitas ruelas, Travessa das Cruzes, Mercearia Mimos e Iguarias Amanhecer, restaurante Pipa Redonda. Ladeira, Museu Inatel. Calçadas e ruas de pedra, Loja Mango. Praça principal com igreja e fonte com uma coroa em cima.

Descendo pelos Arcos no corredor de pedra, vemos várias lojas de viajantes Barbour e outras, pastelaria Alabaca, restaurante O Antão, doceria Queijadas d´ Évora. Provamos, por sinal, bem suave o doce típico. Mais lojas atraentes Calzedonia, Parfois (amo!), Eborina, Ale-Hop, um show de lojas. Agências de viagens, Natura (loja linda de roupas coloridas, bijus, bolsas com preços razoáveis). Tudo mais barato do que em Lisboa.

Restaurante Tunnel, bem fofo com fotos de roqueiros e guitarras. Foi onde almoçamos um bom Bacalhau à Braz por €9.50 e tomamos um vinho da casa frutado Montado. Vida boa a nossa.

Que cidade mais agradável! Rua 5 de Outubro e seu comércio forte de cortiça. Também boinas, bonés, tênis. E lá vamos à Basílica Catedral, finalmente. Com torre de 106 degraus, Galeria dos Arcebispos, Coro Alto e claustro. Endereço: Rua do Cenáculo, 1A. Segundo a Wikipédia, a Basílica Sé Nossa Senhora de Assunção ou Sé da Catedral de Évora foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204. Esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. Seus estilo é romântico, gótico. E se trata da maior catedral medieval de Portugal.

Visita ao Templo de Diana. Perto há a Cartuxa Enoteca, da Fundação Eugênio Almeida. Para quem é amante de vinhos e azeites, um deslumbre ver seus vinhos famosos, como o Pera Manca. No local, vinícola e restaurante de gastronomia alentejana. Rua Vasco da Gama, 15. Estamos no centro histórico de Évora.

Mais caminhada e descobrimos o Mercado Municipal Zé do Bacalhau, com opções diversas: biscoitos de coco, torta de amêndoas, pastel de feijão etc. A Tripadvisor menciona ser o local onde podemos encontrar variedade e qualidade, em especial a loja Zé do Bacalhau que tem enchidos e queijos regionais. Endereço: Praça 1° de Maio, 28.

Convento e Igreja de São Francisco com a afamada Capela dos Ossos na Praça 1° de Maio. Um verdadeiro museu na entrada com um conjunto de esculturas, por exemplo: Santa Águeda, do século XV/XVI, a história do convento, pinturas dos mesmos séculos. Arca tumular dos fundadores do convento. Lápide da fundação do claustro, de 1376.

Um pouco da história do Convento e Igreja de São Francisco. O folder da igreja cita os primeiros franciscanos chegados a Évora em 1224, vindos da Galiza. Do primeiro convento apenas restam vestígios da igreja gótica e uma parte do claustro, edificado em 1376. Conhecido no séc. XVI como o Convento de Ouro, foi difícil manter as prerrogativas como abandono do Paço numa parte do convento até que Filipe II acabou por entregá-lo aos religiosos. A partir do séc. XVI a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco veio trazer à igreja um forte cunho devocional e artístico pela contratação de consagrados mestres na instalação e decoração da sua Capela dos Ossos e da Casa do Despacho. A extinção das ordens religiosas em 1834 ditou o rápido declínio do edifício conventual. Mantiveram-se a igreja e a Capela dos Ossos, devido em parte à Ordem Terceira, à intensa devoção popular ao Senhor dos Passos e à passagem da sede da paróquia de São Pedro para a igreja. Em 1892-95 grande parte do arruinado convento foi vendida em hasta pública ao benemérito eborense Francisco Barahona, que mandou construir as habitações ainda hoje existentes e colaborou generosamente no restauro da igreja e Capela dos Ossos.

A Capela dos Ossos, nos explica o informativo, foi construída no séc. XVII, seguindo um modelo então em voga, com a intenção de provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vida cristã. Tanto as paredes como os pilares estão revestidos de alguns milhares de ossos e crânios, provenientes dos espaços de enterro ligados ao convento. Os frescos que decoram o teto abobadado, datados de 1810, apresentam uma variedade de símbolos ilustrados por passagens bíblicas e outros com os instrumentos da Paixão de Cristo. À saída da capela, na parede fronteira, um painel azulejar, da autoria do arquiteto Siza Vieira, contrapõe à alusão da morte o milagre da vida.

No primeiro piso, o Núcleo Museológico. O folder nos informa que com as obras de 2014-2015 recuperou-se o espaço do antigo dormitório dos frades, situado sobre a Sala do Capítulo e a Capela dos Ossos, inutilizado desde os finais do séc. XIX. Instalou-se um Núcleo Museológico, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos eborenses extintos. Dele fazem parte obras de pintores como Francisco João e António de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII, uma coleção de ourivesaria sacra da mesma época, paramentaria e objetos devocionais.

No segundo piso, a coleção de presépios Canha da Silva. De diferentes países. Belos, os meus preferidos foram os coloridos e originais. De acordo com o mesmo informativo, após a requalificação da igreja, foram abertas ao público as galerias superiores sobre as capelas laterais. Seguindo a espiritualidade franciscana, aí se encontram expostos os presépios da grande coleção particular do major-general Fernando Canha da Silva e sua esposa Fernanda Canha da Silva, mercê da sua formação e sensibilidade religiosas e de um protocolo com a igreja de São Francisco.

Terminados os passeios, retornamos à estação rodoviária. Outro anjo nos guiou para pegar o “autobus”. Hora: 16 h. O ônibus para na rodoviária de Montemor-o-Novo, outra gracinha. Cruzamos a ponte Vasco da Gama ao entardecer. Mais um dia bem aproveitado no lindo Portugal. Ai, como gostamos!

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