Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 3

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 3

Hoje é sábado, dia 15 de março de 2025. Outro dia promissor que se inicia com o café da manhã do hotel Park Inn by Radisson na Alexanderplatz. O melhor são os iogurtes cremosos, o de framboesa demais. Às 10h35 estamos na parada do ônibus turístico do hop on hop off. Linha amarela, City Circle Gray Line. Chegamos tarde, porque é inverno, então é tudo mais lento, especialmente para nós, do nordeste brasileiro. Havíamos comprado a passagem para 48 horas. Saímos do hotel, dobramos à esquerda e encontramos a parada perto da academia FIT X. Não há placa do ônibus especificamente, as paradas são marcadas pela letra H, que também engloba as paradas de ônibus regular.

Começaremos a jornada. Os aúdios em português de Portugal. Na av. Karl-Marx-Alee, os edifícios eram monumentais na Berlim Oriental (do setor soviético) à época da Guerra Fria e ainda existem. Os prédios, inspirados na URSS, avenidas, candeeiros idealizados por Moscou, construídos a mão, edificações luxuosas de 11 andares, com o chão em piso parquet e elevadores, melhorias realizadas na época para impressionar o Ocidente e mostrar o quão bom era o socialismo. Era a avenida mais famosa da República Democrática da Alemanha (RDA), construída entre 1952 e 1960. Detalhe histórico: com o Programa Nacional de Reconstrução de Berlim, pós-II Guerra Mundial, os escombros foram removidos e a rua alargada.

A Wikipédia nos conta que em 16 de junho de 1953, começou uma revolta dos trabalhadores da construção civil que se rebelaram contra o aumento da cadência de trabalho sem compensação, o movimento se espalhou pela Alemanha Oriental e foi massacrado pelas tropas soviéticas e pelo Volkspolizei (polícia nacional da RDA).

Aqui cabe uma explicação sobre a RDA. De acordo com o mesmo site acima, a RDA ou Alemanha Oriental oficialmente se definia como um “estado socialista de trabalhadores e camponeses”. Ao mesmo tempo, o país era governado por um partido de inspiração marxista-leninista e integrado ao bloco soviético, sendo amplamente chamado de país comunista. Existiu entre 1949 e 1990, período em que a parte oriental da Alemanha fazia parte do bloco oriental durante a Guerra Fria.

Na parada 3: Gedächtniskirche/Rankestraße, vemos a escultura nomeada de Corrente Quebrada. O Google.com destaca que foi inaugurada pelos 750 anos de Berlim, dois anos antes da Queda do Muro. Trata-se de uma escultura de tubos retorcidos que imitam os elos de uma corrente partida, simbolizando a trágica divisão entre Berlim Ocidental e Oriental. Por não se tocarem no centro, representavam a proximidade física, mas o isolamento político dos cidadãos da época. Projetada pelo casal de escultores alemães Brigitte Matschinsky-Denninghoff e Martin Matschinsky em 1987. Achei genial.

Bairro Friedrichain. Da época imperial, anos 1900. Edifícios dos anos 1950. Parte oriental. Rua Varsóvia, liga o norte de Berlim ao sul. Era comercial com pequenas lojas antes da reunificação. Gostei da avenida, com canteiros centrais e praça com bancos para sentar. O tram passa ao lado.

Descemos na parada East Side Gallery, do Muro de Berlim. História do muro, fotos e pinturas, totens explicativos da história ao longo do rio Spree. Andamos até o Ostbanhoff (era a principal estação de trens da antiga Berlim Oriental) e atravessamos a rua para a parada do ônibus turístico. A gente escuta os aúdios, mas não sabe onde estão os locais, porque não há nenhuma placa que os indique.

Na Berliner Dom, catedral protestante luterana, há o mausoléu dos reis da Prússia, da dinastia Hohenzollern.

As bicicletas são incentivadas na cidade. Avenida Unter den Linden, maravilhosa. A Ópera Nacional, de 1742, está em renovação. O Portão de Brandemburgo fechado para o trânsito. Descemos no portão. Fomos ao restaurante de comida alemã Hopfingerbräu ali perto. Menu: salsicha branca com pretzel e molho doce/azedo. E chope. Como não? Não usam adoçante e o açúcar não é doce. Pratos bem interessantes, também veganos, cervejas diferentes, doces também. Exemplificando: doce de cereja azeda e chips de chocolate e quark (tipo de queijo fresco, cremoso, e levemente ácido). Deve ser uma delícia. Valor do almoço: €22,50 (euros).

Caminhamos pelo Portão de Brandemburgo e avenida Unter den Linden. Muita gente, afinal é sábado. Bem policiado. Rumamos ao Memorial aos Judeus Mortos da Europa. Dedicado à memória dos 6 milhões de judeus assassinados durante o Holocausto. Vemos os vários caixões de cimento em tamanhos diferentes como se fossem um cemitério. Já começa impactante. Esperamos na fila para adentrar o museu embaixo, passamos pela segurança, fotos sem flash.

Iniciamos a visita. A história cronológica da perseguição aos judeus pelo partido nazista. Primo Levi, químico judeu italiano, sobrevivente. Autor da obra-prima: “É isto um homem?”, com suas memórias do sofrimento passado em Monowitz-Auschwitz. Fotografias de judeus assassinados. Claire Brodzki (1928-1944) em Auschwitz e muitas outras pessoas retratadas. Morte de ciganos do grupo Sinti (encontrados na Alemanha, Itália e França). Outra sala com projeções no chão de histórias encontradas em papeis ou cartas/postais. Nas paredes, números de judeus mandados para campos de concentrações nos diversos países. Sala com o histórico de famílias e seus destinos, fotos, cartas, quem eram, os que morreram e como, e os que sobreviveram. Em alemão e inglês. Fotos de famílias, como a da Família Kagam na Bielorrússia, Hirsch na Hungria e Peereboom nos Países Baixos. Maly Trostenets, perto de Mink, capital da Bielorrússia, o maior campo de extermínio nazista da URSS ocupada. Babi Yar, fuzilamento em massa. Babi Yar era uma ravina perto de Kiev, capital da Ucrânia. Em setembro de 1941, dias 29 e 30, a Einzatzgruppen, esquadrões de morte, subordinados à SS, ajudou a polícia alemã e auxiliares locais a assassinar 33.721 judeus, homens e mulheres, jovens e velhos por fuzilamento. O gás venenoso Zyklon B, usado como método de extermínio nos campos de concentração. Muito bons os vídeos de entrevistas de sobreviventes. Forte a visita, mas necessária, para que nunca esqueçamos dos horrores do nazismo. Saímos e comprei um postal do memorial, das caixas de cimento com uma árvore de flores brancas na frente. A natureza torna a foto menos árida e mais lírica.

Um protesto no Portão de Brandemburgo. Com bandeiras, a polícia presente observando. A pé pela avenida Unter den Linden, um prazer, cheio de gente, só vi duas pessoas com cachorros passeando, o frio intenso. Outro protesto mais adiante: Salve a Ucrânia! Dei meu apoio. Em um quiosque de Döner Kebap, tomei café e pedi um kebap de frango para o jantar.

Sentamos em um banco em frente ao Museu da Guerra Fria. Outro museu: Bud Spencer & Terence Hill Museum (atores). Cafés, restaurantes, edifícios. A Champs- Élysées de Berlim. Agradável a caminhada. Estátua equestre de Frederico II, o Grande, em bronze, de 1851. Escultor: Christian Daniel Ranch, com 13,5 m de altura. Foi monarca da Prússia de 1740 a 1786. A casa onde morou o físico alemão Max Planck, de 1889 a 1924. Com feira de antiguidades ao lado. A Universidade Humboldt. Sebo em frente.

Continuamos na Unter den Linden. Prédio estilo greco-romano. A Wikipédia esclarece que é o Memorial Central da República Federal da Alemanha para as Vítimas da Guerra e da Ditadura. Chama-se Neue Wache, ou seja, nova Casa da Vigília. Interessante que chove e neva dentro. O simbolismo é poderoso. O interior da Neue Wache, com a escultura de Käthe Kollwitz: “Mãe com seu filho morto”. Garanto que quem vê, fica mexido. Berlim marcante.

Mercado de arte ao lado do rio Spree. Pinturas, fotos, artesanato. Bolsas, roupas, tudo lindo. Porcelana da Floresta Negra. Sábados e domingos, das 11 h às 17 h. Berlin Art Market. Pura tentação.

Parque em frente da Catedral, Lustgarten, com músicos de rua tocando órgão e violino. Bem Europa. A Berliner Dom é um cartão postal de tão bela. Que frio! Mão gelada. Voltamos à Galeria, loja de departamentos fantástica, perto do nosso hotel. Para mais chocolates, preços imperdíveis.

Berlim não se esgota, que cidade mais interessante e rica de história e cultura. Prosseguiremos em breve com mais passeios.

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 2

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 2

Hoje é dia 14 de março de 2025. O dia passado foi cansativo, dia de chegada. O Carlos e eu estamos no hotel Park Inn by Radisson na Alexanderplatz. Acordamos às 9 h e fomos para o salão de café da manhã que é no restaurante Spagos (restaurante, bar e lounge). Funciona das 6 h às 11 h. Na entrada do salão, um rapaz controlando os hóspedes pelo cartão do hotel. O café da manhã bem farto com muitos pães, queijos, presuntos, frutas, iogurtes bem cremosos sem açúcar. Já tem leite e garrafa prata de café na mesa. Prático. Pão com passas de uva, crisp bread (pão crocante), ovos, panquecas. Jornais e revistas para leitura. São duas ilhas de comidas com sucos e cafés. A seção de chás respeitável. Por isso hotéis me encantam. Amo estar em um ambiente com turistas do mundo todo e em várias línguas faladas, o inglês, porém, é fundamental para comunicação.

Hoje é dia de passeio de hop on hop off, nosso ônibus preferido nas cidades, o amarelo. Estamos por conta própria, a excursão começará somente no dia 17. Compramos os tíquetes em um guichê no hotel. €56 (euros) para nós dois com desconto. Há um mercado de guloseimas no saguão com espaços diferentes. Muito bom e aceitam cartão de crédito.

Lá vamos nós pela praça Alexanderplatz. Estamos meio perdidos, não é novidade. Um policial nos ajudou e chegamos à parada de ônibus do City Circle Gray Line. Parada 12: Alexanderplatz/Park Inn. Serão 2h e meia de passeio. Lembrando que dá para descer e subir nas paradas.

Comecemos a jornada. Escutando os auriculares em português de Portugal. Estamos na av. Karl-Marx-Alee. Antiga Berlim Oriental. Região de residencial popular. Parada 13: Karl-Marx-Alee. Prédio do partido único da Alemanha Oriental (RDA). Segundo o Google.com, esse prédio abrigava o Comitê Central do SED (Partido Socialista Unificado da Alemanha), hoje funciona como sede principal do Ministério Federal das Relações Exteriores da Alemanha. Localizado no centro de Berlim.

Prédio da antiga editora da RDA. O Google.com nos informa que era o principal e mais célebre edifício da editora, o Haus des Berliner Verlags, conhecido historicamente como Pressehaus (Casa da Imprensa). Atuava como o coração da mídia impressa do regime.

Antiga Central de Energia Térmica. O áudio se confunde e fala “energia atômica”. O mesmo site nos conta que foi inaugurada em 1964, fornecia eletricidade e aquecimento central para a maior parte de Berlim Oriental. Movida a combustíveis fósseis. Atualmente, abriga a conhecida casa noturna e centro de eventos Kraftwerk Berlin, onde tocam os DJs mais famosos, ninguém tem certeza que entrará, depende dos leões de chácara deixarem entrar, são 1.500 fãs, há bar panorâmico, música eletrônica, a Lady Gaga gosta, vão até segunda de madrugada nas baladas.

Parada 14: Berghain/Friedrichhaim. Parte ocidental e oriental com edifícios antigos. Rua Varsóvia (Warschauer Straße), a mais animada. Restaurantes, lojas, bares.

Parada 15: East Side Gallery. Restante do Muro de Berlim. Trecho contínuo com cerca de 1.300 m, 100 pintores fizeram obras artísticas no muro, Patrimônio Histórico e Artístico. Espaço memorial às margens do rio Spree. Antes de 1989, com a Queda do Muro, do lado da Alemanha Oriental, guardas ainda matavam quem tentava fugir. Há prédios sendo construídos por ali, mas nem todos concordam.

Parada 16: Ostbahnhof. Estação de trens com diferentes nomes reflete a complexa e agitada história do país moderno. Cidade com obras artísticas murais, casas coloridas. Gente morando debaixo de ponte. Ainda vemos prédios uniformes, cinzas da antiga Alemanha Oriental.

Parada 11/17: Neptunbrunnen/Rotes Rathaus. Câmara Municipal, de cor vermelha. Igreja de Santa Maria ou Marienkirche. Fonte de Netuno do séc. XIX. Conforme o site https://mapeandomundo.com, trata-se de uma fonte verde, construída em 1895, no estilo neobarroco que retrata o deus do mar. e é rodeado por figuras femininas que simbolizam os rios alemães Reno, Weichsel, Oder e Elba. A Torre de TV se encontra perto.

Parada 18: DomAquarée. Parada 19: Museumsinsel/Humboldt Forum. Ilha dos Museus, de acordo com a Wikipédia, construída de 1830 a 1930 por ordem dos reis prussianos, foi designada Patrimônio Mundial em 1999, por causa de seu testemunho no desenvolvimento arquitetônico e cultural dos museus dos séculos XIX e XX. Igreja monumental da Corte: Berliner Dom. Catedral protestante luterana. Lustgarten-um parque na Ilha dos Museus. Palácio de Berlim, anteriormente, conhecido como Palácio Real, alberga o museu Fórum Humboldt, dedicado à história humana, arte e cultura. Ponte Schlossbrücke, com esculturas em mármore branco que retratam a jornada de um menino até a maturidade, tornando-se um guerreiro e encontrando a morte no campo de batalha. Essas estátuas estão sob a tutela das deusas Atena, Nice e Íris (fonte: https://www.getyourguide.com). Não é uma cidade notável?

Parada 20: Unter den Linden. Avenida linda, larga, ótima para caminhadas. Antiga Biblioteca Real, hoje Faculdade da Universidade de Humboldt. Na Faculdade de Direito, no subsolo da praça Bebelplatz, ao lado, há o memorial dos livros queimados, uma biblioteca sem livros, um dos locais onde os livros foram incendiados pelos nazistas em 1933.

Under den Linden com Friedrichstraße, cafés famosos, um se chama Viktoria ali perto. A avenida celebrada antes era o caminho por onde o rei ia a cavalo até seu palácio de verão Charlottenburg passando pelo Portão de Brandemburgo. Vemos as embaixada Russa, Britânica e Americana, sempre muito policiada.

Parada 21: Brandenburger Tor/Holocaust-Mahnmal. Memorial em homenagem aos Judeus Mortos da Europa, de Peter Eisenman. Inaugurado em 2005. Portão de Brandemburgo. Monumento neoclássico do séc. XVIII. Foi bloqueado pelo Muro de Berlim e serviu por quase três décadas como um marcador da divisão da cidade. Encontrava-se dentro do setor soviético à época da Guerra Fria, mas não pertencia ao lado oriental nem ocidental. Pós-Queda do Muro, passou a ser símbolo da reunificação.

Passamos pelas placas em forma de cruz com fotos, nomes e a história dos que morreram tentando pular o Muro.

Parada 22: Reichtag. Na Praça da República. Com bandeira hasteada. Feito em estilo neorrenascentista. Também conhecido como Palácio do Reichtag. O edifício foi projetado por Paul Wallot e inaugurado em 1894, sendo um marco da história do país, associado a eventos significativos como a proclamação da República em 1918 e o seu incêndio em 1933. O site https://dicasdeberlim.com.br comenta que esse incêndio criminoso foi usado pelo regime nazista como pretexto para perseguir opositores. Após a II Guerra Mundial, foi restaurado e modernizado, sendo utilizado como sede do Bundestag (uma das câmaras do parlamento alemão) desde 1999. A icônica cúpula de vidro foi desenhada pelo afamado arquiteto inglês Norman Foster, assim como o projeto do palácio.

Futurium, museu/laboratório, com entrada gratuita. Parada 23: Hauptbahnof. Estação principal de trens. Museu de História Natural. Edifício Cube Berlin, o mais inteligente, 210 mil pés quadrados, com estacionamento, luz, temperatura, fachada de vidro dobrada por dentro, tudo pensado, 11 andares de escritório.

Moabit é uma das seis localidades do distrito Mitte. No séc. XIX, à época do rei Guilherme I, era um povoado de huguenotes, fervorosos protestantes calvinistas, de origem francesa. Plantaram amoreiras e criaram bichos de seda. Muitos trams (bondes modernos) pela cidade. No prédio de detenção de Moabit estiveram detidos presos políticos da RDA.

Parada 24: Siegessäule. Obelisco da Vitória ou Coluna da Vitória, com deusa de ouro e mirante circular. Parque urbano público Tiergarten, destruído com suas árvores na II GM. Entre 1949 e 1959, reconstruído como parque paisagístico. 210 hectares, um dos maiores da cidade. Local popular.

Palácio de Bellevue, primeiro estilo neoclássico, local de reuniões oficiais e de hóspedes do III Reich. Foi atingido na II GM. Residência oficial do presidente da Alemanha.

Parada 25: Zoo+Aquarium/Bikini Berlin. O zoológico é um dos cinco maiores do mundo, 35 hectares, tem uns 20 mil animais de 1.600 espécies diferentes. Muitos centros comerciais ao redor. O Bikini Berlin é uma proposta de shopping inovadora, com hotelaria, entretenimento, compras e gastronomia. Tem uma área verde de 7 mil m².

Parada 1: Kurfürstendamm 216. Avenida com lojas exclusivas, como Hugo Boss, Dolce Gabbana, Ralph Lauren e outras mais. Conhecido como Boulevard Ku´damm. Viagem através de diferentes épocas na avenida imperial até hoje. Vida noturna e glamour. Foi inaugurada em 15 de maio de 1886. Seus edifícios foram destruídos na II GM. Zona comercial hoje com cafés e lojas. Estamos no inverno, árvores secas.

Parada 2: Hard Rock Cafe/Meinekestraße. Parada 3: Gedächtniskirche/Rankestraße. Gedächtniskirche ou Igreja Memorial Imperador Guilherme, construída entre 1891 e 1895. Destruída durante os bombardeios da II GM em 1943, o que se vê são as ruínas, preservadas como memorial de guerra. Dica de loja: Primark, com preços ótimos. Escultura “Berlin” (Corrente Quebrada).

Parada 4: KaDeWe. Descemos e entramos na KaDeWe, a loja de departamento mais renomada desde 1907. 2.700 funcionários, a gente se perde em tantos andares e há variedades mil. Muitas opções de comidas. Fomos almoçar, enfim, no 6º andar, no Kartoffelacker. Menu: almoço de truta defumada com batatas souté. A sobremesa: uma trufa de chocolate amargo. mais coca e café, uns €28 (euros).

De volta ao ônibus. Á direita, Urania, de 1888, sociedade científica para popularizar a atividade de ciência por meio de palestras, filmes e teatro. Em 1945, no fim da II Guerra Mundial, 70% da cidade estava destruída. 75 milhões de escombros. São 891 km². 3,7 milhões de habitantes no presente.

Parada 5: Lützowplatz. Parada 6: Kulturforum Tiergarten/Philharmonie. Passamos pelas embaixadas de Malta, Mônaco, Finlândia e outras. Fundação Konrad Adenauer, instituto político. A Wikipédia destaca que é uma instituição benemerente alemã associada ao partido da União Democrata-Cristã. Fórum da Cultura ou Kulturforum na Mattaikirchplatz.

Parada 7: Potsdamer Platz/Panorama Punkt. A praça Potsdamer era vívida nos anos 1920. No final da guerra em 1945, estava 80% destruída, foi esvaziada com a URSS e com a reunificação voltou a ter sua importância restaurada. Sony Center, Um complexo de sete edifícios individuais com o modo de fachada moldando chapas de papelão ondulado, seções de tecido em forma e superfícies (fonte: WikiArquitectura). Deslumbrante.

Estamos na divisão dos setores britânico (à esquerda) e americano (à direita) do pós-II GM. Na Leipziger Platz.

Parada 8: Gropiusbau/Topographie des Terrors. Edifício da Topografia do Terror, memorial e centro de documentação que preserva a história dos horrores perpetrados pelo regime nazista, localizado onde funcionou a sede da Gestapo/SS entre 1933 e 1945. O livro Em Busca de Sentido, Edição para Jovens Leitores, de Viktor Frankl, editora Auster, 2023, esclarece no Glossário que a Gestapo era a força policial secreta da Alemanha nazista que perseguia supostos adversários dos nazistas, e a SS, a organização militar nazista que realizava a vigilância, as prisões e execuções para Adolf Hitler.

Parada 9: Checkpoint Charlie. Ponto de controle de estrangeiros no setor americano no pós-guerra. Ali tem a história do Muro e o destino das vítimas. US Army Checkpoint. Friedrichstraße, ligação norte/sul de Berlim. Popular rua comercial depois da Queda do Muro. Primeiro grande projeto da reunificação, três blocos de edifícios ligados por uma galeria subterrânea. Estação de metrô fechada na frente, linhas 6 e 8, porque passavam pela parte leste da Berlim dividida na época da RDA.

Parada 10: Gendarmenmarket. Do séc. XII, a praça fica em uma das regiões mais belas de Berlim. Edifícios monumentais, bancos que convidam a sentar e admirar a cidade. Cidade larga. As Igrejas Gêmeas, barrocas, se situam dos dois lados da praça. Elas se completam com uma torre coroada por uma cúpula. Também há a Igreja Francesa e a Alemã. Essa virou um centro artístico e depois um museu que conta a história da democracia alemã. Bairro mais antigo e charmoso: Nikolaiviertel, ou seja, St. Nikolai.

Passamos pela Fonte de Netuno de novo e descemos. Caminhamos. Loja Pylones, perto da Berliner Dom, catedral. Linda, muito colorida. Um bocado de lojas de lembrancinhas nos arredores. Encontramos uma e comprei uma camiseta (lógico) de um brasileiro, Vinícius. Chegado há pouco na cidade. Já cerca do nosso hotel, a incrível loja de departamento Galeria na Alexanderplatz. Amamos, vários andares de compras, a seção de chocolates foi inesquecível. Com muitos descontos. No 5º andar, poucos restaurantes, no esquema de buffet, você paga separado pelo que escolhe. Resolvemos retornar ao restaurante de ontem à noite: Frittenwerk na praça, cerca do hotel. O mesmo prato: avocado chicken bowl (tigela de frango com abacate). Quem gosta, torna.

Observo muitas pessoas de mais idade trabalhando, a aposentadoria na Alemanha ocorre aos 67. E não vi gatos e cachorros de rua. Achei o Asien Supermarkt fantástico, só produtos orientais.

Continuaremos em breve. Cidade fascinante.

Campos do Jordão para conhecer-centrinho de Capivari-dia 3

Campos do Jordão para conhecer-centrinho de Capivari-dia 3

Hoje é dia 16 de março de 2026, dia para passear por perto. Vamos ao centrinho de Capivari, bairro mais turístico de Campos do Jordão. Mas primeiro: café da manhã na pousada La Toscana. Ótimo, por sinal. Tapioca a escolher já pronta, três tipos de queijo (o de Minas, obrigatório!). Bolo de limão. Arroz doce com coco (delícia!), gelatinas, frutas saborosas e tudo o mais. Como não engordar, me digam?

Na recepção com a Cibele, combinei um tour com o guia Leandro para o dia seguinte. Pacote completo por R$350,00 o casal. Na varanda do hotel, comedouros com pedaços de mamão para os passarinhos e periquitos. Natureza da serra da Mantiqueira abundante: araucárias, pinheiros e plátanos, árvores vicejantes.

Dia de passeio pelo calçadão, vendo lojas incríveis de malharias e chocolates. Galeria São Benedito. Shopping Center Capivari. Loja de meias criativas Calze Luca, fabricação própria na Galeria Via Campos, vendedora Maria Alice, povo simpático o da terra.

Chope Cristal (tradicional) no Baden Baden. Choperia desde 1985. Endereço: rua Djalma Forjaz, 93. No Boulevar Genève. Matei a vontade, afinal é ponto turístico da cidade. O calçadão foi ampliado de uns 8 anos para cá, segundo nos disseram. Ficou muito atraente. Restaurantes mil, um point. Menos movimento de turistas, baixa estação, e um dia de semana, clima quente e nublado. Tivemos sorte, porque nos dias anteriores havia chovido muito, a Maria Alice nos contou. Aspen Mall, com mais lojas de chocolates e malharias. Que loucura!

Almoço de truta da Mantiqueira, oba! Amo! Com legumes, batata souté e suco de morango (fruta da terra) no restaurante Esquina do Djalma. Garçom: Demison. Endereço: rua Djalma Forjaz, 149. Interessante ver no cardápio: sobremesa de pudim no copo americano, sorvete de leite Ninho com pipoca caramelizada, e sanduíche cookie com sorvete de leite Ninho. No quiosque em frente, chope de vinho, chope escuro e cerveja pilsen. Estamos no calçadão principal do centro de Capivari. Nos restaurantes só música brasileira do meu gosto. Como não ficar feliz?

Campos do Jordão tem clima frio seco, muito aconselhável para as vias respiratórias. Estamos a 1640 m de altitude. O mesmo clima seco de Quixadá-Ceará, mas bem mais quente. No momento: 21º C. Bem agradável.

Rua de restaurantes e shopping alpino na madeira: Shopping Cadij Plaza. Estilo suíço na avenida Macedo Soares, 340. O restaurante Cantinho Suíço se situa no shopping. Avenida bela e chique. Hotel Europa ali perto. Os motoqueiros são doidos aqui também. Já os carros param para pedestres. Há bancos de madeiras nas ruas e muitas árvores decoradas com vasos de flores. Foto do Asterix no La Gália Restaurante. Shopping Relógio. Loja Pijamas da Montanha. Empório & Espetaria Borges.

Voltamos ao Boulevard Genève. Dentro, um banco de madeira retorcido original. Empório e restaurante Matterhorn. Doce de leite, paçocão e pé de moleque de amendoim. Encontramos produtos de diferentes países e o guaraná Jesus, de cor rosa, do Maranhão (no nordeste do Brasil). Bacana isso.

Para jantar, no Pastelão do Maluf. Enorme! Endereço: av. Macedo Soares. E tem pastel do Maluf 1,2,3,4; pastel Geraldo Alckmin, pastel do Governador João Dória 1, 2; pastel Cid Moreira 1, 2, 3. E muito mais. Uma graça! Escolhemos o Geraldo Alckmin para levar. Nomes de personalidades conhecidas no Brasil. Detalhe: de cartão, só aceitam débito. Valor: R$52,00, dá para duas pessoas. Na parede, fotos de famosos visitantes do estabelecimento, são cantores, atores, jogadores de futebol, políticos etc.

Foi produtiva a caminhada no centrinho, demos boas voltas. A pé retornamos à pousada a fim de se deliciar com o pastelão. Realmente, não curtimos a noite da cidade nos restaurantes ou no calçadão. Queríamos descansar e aproveitar bem o dia.

Continuaremos com bons passeios.

Bela Itália-Nápoles e Roma-dia 8-fim de viagem

Bela Itália-Nápoles e Roma-dia 8-fim de viagem

Hoje é dia 8 de outubro de 2025. Chegamos de Pompeia e vamos a Nápoles. Distância: 213 km. Finalizando a viagem de onde partimos para Capri. Segundo o folder da Europamundo, uma das cidade mais fascinantes e antigas do país, e continuamente habitadas da Europa. A cidade velha é uma das maiores do continente e foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.

A guia Sabrina, como sempre, nos dá informações relevantes. Ela nos sugere comer a pizza napolitana. Fala no bairro Espanhol, autêntico, surgido no séc. XVI durante o domínio espanhol. Construído para abrigar guarnições militares espanholas, mas rapidamente se torna popular, incluindo atividades de prostituição e contrabando (fonte: https://italianismo.com.br). Para compras, a loja Napolimania (Via Toledo, 312). O ex-jogador de futebol Diego Maradona é amado pela população. Tem até santuário, um mural, no bairro, na Via Emanuele de Deo.

A origem da pizza marguerita tem a ver com a rainha Margherita de Saboia. Segundo o Google.com, a pizza nasceu na cidade no ano de 1889, pelas mãos do famoso pizzaiolo Raffaele Esposito, da histórica Antica Pizzeria Brandi. Ele criou uma receita especial em homenagem à visita da rainha, com as cores da bandeira italiana: branca (muçarela de búfala), vermelho (molho de tomate), e verde (folha de manjericão), aí batizaram a pizza com o seu nome.

Nápoles é rica em lendas e tradições. A guia nos conta sobre o munaciello, ou no dialeto local, “pequeno monge”. De acordo com o Google.com, uma das figuras mais emblemáticas do folclore napolitano. Descrito como um homem de baixa estatura, vestido em um hábito monástico com capuz e sapatos com fivelas de prata. Esse espírito pode trazer tanto grande sorte quanto azar. Acredita-se que a lenda nasceu nas entranhas da cidade. Origem histórica: nos subterrâneos de Nápoles, havia trabalhadores que conheciam perfeitamente seus aquedutos e túneis. Circulavam livremente pelas adegas e porões, muitas vezes deixando presentes (ou roubando pertences) para alterar a sorte dos moradores.

Há também a tradição da bruxa Befana. A Wikipédia menciona que é uma figura lendária do folclore italiano. Descrita como a “bruxa boa” ou simpática velhinha, ela voa em uma vassoura na noite de 5 para 6 de janeiro (Dia de Reis/Epifania) para deixar doces e pequenos presentes nas meias das crianças bem-comportadas e pedaços de carvão para as malcriadas. A Sabrina fala em outra tradição: duas semanas antes do dia 2 de novembro, Dia dos Mortos, os napolitanos limpam a casa e a decoram com flores. Fazem piquenique em frente às tumbas. O luto é sentido como dor. Escutamos no ônibus as músicas de Pino Daniele, estimado pela nossa guia.

Nápoles tem muralhas e cidade subterrânea. No centro, há fila na Via de Santics Francesco. O site https://post-italy.com nos conta que é para entrar no Museo e Capella Sansevero, local que conserva uma das esculturas mais famosas de Nápoles: o Cristo Velato, ou Cristo morto, em português. A obra realizada em mármore por Giuseppe Sanmartino impressiona pelo seu realismo e qualidade técnica. O corpo da estátua de Cristo é recoberto por um sudário esculpido em um único bloco de mármore. Ao observá-la, temos a sensação de que o véu não é feito de rocha metamórfica, mas de um tecido fluido que envolve perfeitamente as formas do corpo.

Novamente no centro, perto da Galleria Umberto I, se localiza a Rua dos Presépios”, de artesãos, no bairro de São Gregório Armênio. Tradição de pai para filho. O site www.brasilnaitalia.net chama a atenção que se trata de uma via pitoresca, um verdadeiro tesouro de arte, tradição e história. Na Via dei Tribunali. Um pouco de história: originalmente, ali existia um templo dedicado à deusa Ceres, onde os habitantes locais ofereciam estatuetas de terracota como votos. No séc. X, um mosteiro foi construído sobre o antigo templo romano, abrigando as relíquias de são Gregório da Armênia. A partir daí, a produção de presépios ganhou ainda mais relevância, impulsionada pelas encomendas de famílias nobres que desejavam a cena do nascimento de Cristo em suas residências.

“O napolitano fica seco, mas não morre”, comenta nossa guia. Sempre foram machucados por todos os lados. Porém, eis uma cidade onde deixam as pessoas viver. Quem mora na rua, não quer sair de lá. São ajudadas. A Sabrina demostra todo seu amor pela cidade natal. O estado fica com quase metade do salário, pago em impostos. Se ganha pouco, muitos são informais. O trânsito é meio caótico.

Castelo Novo logo na saída do porto. A Wikipédia nos informa que foi fundado em 1282, com estilo gótico e proprietário: Carlos I da Sicília. O Palácio Real, de 1600, um dos quatro palácios que serviram de residência aos reis de Nápoles e Sicília durante o reinado das Duas Sicílias. Localizado `a Piazza del Plebiscito, 1.

Às 12h30 na Trattoria Medina (Via Medina, 43), local marcado para o almoço. Andamos até a Via Toledo, estamos no bairro Espanhol. O Carlos e eu retornamos por conta da quantidade de gente e fomos para o restaurante, almoçar logo. O grupo estava como queria, solto e livre. Pedimos a pizza marguerita, uma tônica e depois um limoncello, nosso licor preferido. A pizza é grande, para nós brasileiros, e os garçons não gostam que dividamos. Logo, comemos toda cada um. Bem diferente comer pizza no almoço, mas não tinha muita opção, a não ser pasta. Detalhe: não tinha café no lugar, pode? Outra cultura.

Os motoqueiros na Itália são intempestivos. Não vi sinais de trânsito, mas quando os pedestres passam, eles param. Pelo menos isso.

O grupo foi chegando para o almoço. Coperto é uma taxa fixa cobrada em muitos restaurantes, em especial, em áreas turísticas, já a gorjeta é opcional, se o atendimento for bem-feito, vale. Depois da pizza deliciosa, fomos à Galleria Umberto I, belíssima, em mármore, parecida com a Vittorio Emanuele, de Milão. Situada na Via San Carlo, eis uma galeria comercial pública, construída entre 1887 e 1890, conforme a Wikipédia. O nome é em homenagem ao rei da Itália à época. De cair o queixo de tanta formosura, o piso, teto, lojas, magnífica. Encontramos com o casal de primos, professores universitários, Leonardo Danziato e Octávia, fiquei maravilhada, já que a gente nunca se encontra em Fortaleza-Ceará. Ele fazendo estudos avançados em Paris. O mundo é pequeno mesmo. Nos deram a dica de Ravello. Fica para a próxima.

Castelo San Martino em cima. Fechado aos domingos. No local de encontro do grupo (em um dos estacionamentos perto do porto), eu e o Carlos ficamos meio perdidos, mas aí o apito da Sabrina nos achou. Nós, turistas, temos momentos de confusão mental. Obrigada, nossa guia fabulosa. Arriverdeci, Napoli. Adentramos o ônibus em direção a Roma.

O monte Vesúvio à direita, lá se anda a cavalo e se faz trekking. À esquerda, o monte Somma que faz parte do Parque Nacional do Vesúvio. 3 horas para Roma com parada técnica perto do monte Cassino. Estamos na região do Lazio ou Lácio. Gostei do local amplo com banheiros decentes e vendas de muitas opções de lembrancinhas, licores, casacos, chaveiros, camisetas etc.

Vemos de longe o monte Cassino, emocionante, quando penso na II Guerra Mundial. A Wikipédia destaca que é uma colina rochosa a cerca de 130 km a sudeste de Roma, no Vale Latino. 520 m de altitude. Mais conhecido por sua abadia, a primeira casa da Ordem Beneditina, tendo sido fundada pelo próprio Bento de Núrsia, por volta de 529. Algumas vezes foi saqueada na sua história, sofreu terremoto, foi dissolvida em 1866 pelo governo italiano. O edifício tornou-se monumento nacional com os monges como guardiões de seus tesouros. Em 1944, durante a II Guerra Mundial, foi o local da Batalha de Monte Cassino e o edifício foi destruído pelo bombardeio dos Aliados. Foi reconstruído após a guerra. Em 2015, a comunidade monástica era composta por 13 monges. É o segundo mosteiro beneditino mais antigo do país (fonte: www.wikiital.com). Um pouco sobre são Bento. Nasceu por volta de 480, de família nobre. Dedicou-se à oração e meditação, e é padroeiro da Europa.

Chegamos a Roma! Passamos pelo Coliseu Quadrado ou Palácio da Civilização do Trabalho. Ícone da arquitetura fascista, projetado em 1937 para sediar a Mostra della Cività Romana durante a Feira Mundial de 1942 (que não ocorreu). Está no distrito conhecido como Espozicione Universale Roma ou “EUR”. O Palazzo dello Sport, construído para os Jogos Olímpicos de 1960. O bairro EUR, da época do fascismo de Benito Mussolini, abriga muitos ministérios, museus e importantes instituições, tornando-se um espaço residencial e comercial vibrante (fonte: http://www.bing.com).

Piazzale Pier Luigi Nervi, praça. Cúpula da Basílica de São Pedro e Paulo. Em www.romaperegrina.com, descobrimos que a basílica foi projetada pelo arquiteto Arnaldo Franchini com a ajuda de Marcello Piacentini. Elaborada no formato de cruz grega, se caracteriza pelo uso de cimento armado e por ter a segunda maior cúpula da cidade. Trata-se de uma construção moderna. O diâmetro da cúpula é de 31 m e sua altura chega até 71 metros.

Largo Mustafa Kemal Ataturk. Vemos prédios baixos, avarandados, com cara de habitáveis no caminho para o hotel. Pessoas vêm aos domingos para barezinhos, terraços etc. Lugar para relaxar, bucólico. Outra Roma, longe da confusão do centro.

Detalhes de trânsito: o romano dirige mal, briga no trânsito. Já os napolitanos dirigem feitos loucos, não seguem regras, mas são amáveis. Puxamos a quem mesmo?

Vamos nos hospedar no enorme Ergife Palace Hotel, endereço: Via Aurelia, 619, o mesmo da chegada no início da excursão. Bairro: Aurelio. Bucólico. A 10 minutos da estação de metrô Cornelia e perto do Vaticano. Algo inusitado ocorre no local: o quarto 3606, por exemplo, a gente raciocina que seria no 3º andar, não é mesmo? Pois não é, é no 6º, o segundo número indica o andar. Só confunde o turista cansado. Outra cultura.

Enfim, viagem pra ficar na história da minha vida. Ufa! Muita cultura, aprendizado, conhecimentos, culinária. E viva a Itália, terra dos meus antepassados. Voltaremos, isso é uma certeza. Fim da excursão.

Bela Itália-Sicília-Palermo-dia 7

Bela Itália-Sicília-Palermo-dia 7

Hoje é dia 11 de outubro de 2025. Estávamos em Monreale, agora descemos a Palermo às 10h40. De acordo com o folder da Europamundo, a capital siciliana é uma cidade cheia de contrastes com histórias dos árabes, normandos e do esplendor barroco. Estamos com a guia Alessandra no momento.

Vemos a Porta Nova. Teremos momentos para compras, segundo a nossa guia Sabrina, bom lugar para fazer isso, pois os preços são mais em conta. Veremos a Catedral de Palermo, mais bonita por fora do que a de Monreale. Do séc. XII, ambas, de família real normanda. O exterior é espetacular, seu interior foi reformado no séc. XIX e seguiu o estilo neoclássico, mais sóbrio e simples. Mudou o aspecto por dentro.

A capela de santa Rosália, padroeira da cidade, tem seus restos mortais em uma urna de prata. O carro da santa ao lado, usado para a procissão e relicário. Ela vinha de família nobre, rica, aparentada da família real normanda. Estamos falando do séc. XII. Ela nasceu em Agrigento, deixou sua riqueza para se dedicar a Deus e entrou no convento de clausura. Cuidava dos enfermos, foi venerada ainda em vida. Na última parte de sua existência, viveu como eremita em uma gruta no monte Pellegrino, a 430 m. de altura. Quando morreu, foi declarada santa pela população. A Sicília já deu à Itália algumas santas: Rosália e Olívia de Palermo, Ágata de Catânia, e Lúcia de Siracusa.

Em 1647, a peste bubônica chega a Palermo pelos barcos infestados de ratos. Difundiu-se rapidamente e muita gente pereceu. Procissões eram feitas para pedir milagres. A guia nos conta que um dia um homem, caçador na montanha, teve uma visão com Rosália e ela pediu que ele pegasse seus restos mortais na cova e os levassem à cidade para uma procissão. Fizeram a primeira e em 3 dias a peste desapareceu e as pessoas se curaram. Eis a única padroeira de Palermo. A cada 15 de junho, dia do descobrimento das relíquias, a santa é celebrada, mas a procissão ocorre no dia anterior, com o carro representando um barco, já que a peste chegou pelo mar, com a santa em cima. Triunfo da santa sobre a peste. No evento há músicas e espetáculos, a noite é costeira. Por duas horas fogos de artifícios são lançados no mar.

A cova no monte virou o santuário de santa Rosália, construído em 1625. Os peregrinos sobem a pé para pedir milagres, proteção contra enfermidades e levam oferendas em prata e partes do corpo enfermo. Nas paredes e ao redor, existem oferendas pessoais. Em 4 de setembro, dia do seu falecimento, ou em qualquer outro dia do mês, há peregrinação, já que era uma santa peregrina.

Hora de continuar nosso percurso. No ônibus recolhemos uma contribuição para a guia Sabrina, o que é de praxe em excursões. Ela mereceu.

Prédios antigos com sacadas, muitas árvores. Depois da visita à catedral, teremos tempo livre. Porta Nova. Palácio do Governo. Palácio Real ou dos Normandos, sede da Assembleia Regional da Sicília. Com a sua capela Palatina. Diz a guia Alessandra que Carlos V, o Sacro Imperador Romano e Arquiduque da Áustria, derrotou os árabes em Túnis em 1535. 852.768 mil habitantes em Palermo. Depois da Porta Nova, se chega a mais antiga rua: Vittorio Emanuele. Palácio Episcopal ao lado da Catedral de Palermo. Sempre aglomerações, a guia lembra para tomar cuidado com pickpockets (batedores de carteira).

Chegamos à Catedral, o Duomo de Palermo. É incrível. O carro de santa Rosália, neste ano não tiveram dinheiro para fazer grandes modificações nele. A catedral é enorme, sem palavras para descrevê-la, parece um castelo árabe. Na verdade, era uma catedral que virou mesquita e depois voltou a ser catedral, sendo que a construção de como a vemos hoje é do séc. XII. O pórtico estilo gótico-catalão, a cúpula do início do séc. XVIII, neoclássica, a reformaram porque era antiga e queriam que fosse um estilo mais elegante e sensível diferente do exterior. Sete séculos entre o interior e exterior da catedral. Na primeira coluna do pórtico, uma parte do Corão em árabe. Dentro a capela de santa Rosália em prata. Sua imagem, tendo na cabeça uma coroa de rosas. Seu restos mortais estão lá.

Multidão, como sempre. No chão, um relógio astronômico, com os signos do zodíaco, algo considerado profano. O sol entra pelo buraco e indica o signo correto. Era moda nas catedrais italianas de antigamente, se vê na de Bolonha.

O beato Giuseppe Puglisi, morto pela máfia, tem uma capela de mármore rosa. Foi assassinado, porque salvava as crianças da máfia. Em 2013, beatificado pelo papa Francisco. Vemos também quatro tumbas de reis e rainha: Rogério II, Frederico II, Constança II e Henrique VI (imperador do Sacro Império). À época era o reinado das Duas Sicílias: Campanha e Sicília. A guia Alessandra foi embora, assim como três argentinos simpáticos.

Às 13 h entramos no ônibus para o centro. Tempo livre de umas 4 horas para passear. A pedonal é boa para caminhadas. Na livraria Paulinas, comprei um santinho de santa Rosália. No calçadão, restaurantes, bistrôs, lojas, feirinha, lavanderia. Enorme a avenida. Pedimos por ali um café americano e fizemos compras no A´ Putia Sicula, com um pátio dentro e outras lojas. Para aproveitar os banheiros. O táxi tuk tuk Piaggio laranja, uma graça. Maravilha de rua. Vemos motocarrozzetta, divertido. Aquele tipo de veículo com três rodas, uma moto acoplada em um cubículo para um passageiro.

Chegamos ao Teatro Massimo usando um mapa. Debaixo do teatro, a Via Macheda à esquerda. Bares, restaurantes, lojas baratas. Mercado do Capo, melhor frequentar esse. O outro Ballazzon tem pickpockets, de acordo com a Sabrina. Comer, passear, de olhos abertos. Com multidão não se brinca. Á esquerda, Via Ruggero com suas lojas de marcas. Na frente, o Teatro Massimo, onde foi gravada a cena do Padrinho, quando a filha morre, no filme icônico O Poderoso Chefão/The Godfather.

Outro teatro, Politeama. Andamos até os Quatro Cantos, lugar obrigatório, uma vez que são quatro prédios barrocos da época de D. Philippo III. A rua é uma festa. Na Via Maqueda, 253, cheia de gente passando no calçadão, escolhemos o Maqueda Bistrot para se deliciar com uma pasta carbonara e uma com molho de tomate e berinjela, e um chope, mais limoncello (liquor). Rua para compras com muitas opções de lembrancinhas. Cannolo/cassata siciliana, doces típicos. Muita mulheres “de idade” viajando juntas. As estampas coloridas nas roupas de limões sicilianos são demais. Provamos o granite siciliano de morango. €3 (euros). Granite: gelo e sorvete. Leve. Pouco açúcar. Gostei, refrescante, falta provar a cassata.

A gente atravessa a rua e estamos na Via Ruggero (Rogério) com lojas mais conhecidas, como Zara, Calzedonia, Sisley, H&M. A nossa guia Sabrina ganhou uma boneca a “cara dela” e a nomeou de “Sabrina” e juntamente com o boneco Mário e um apito são usados para chamar a nossa atenção. Uma figura! Saímos às 17h30 para pegar o ferry no porto e pernoitar ao som das águas do Mediterrâneo, estamos partindo para Nápoles. Zarpa às 20 h. As embarcações marítimas, como a nossa, são modernas, grandes e com todas as comodidades: bares, restaurantes, salas de festa, lojas, enfim, um espetáculo.

Prosseguiremos em breve.

Bela Itália-Sicília-Marsala e Erice-dia 6

Bela Itália-Sicília-Marsala e Erice-dia 6

Hoje é dia 10 de outubro de 2025. De Agrigento, vamos a Marsala, cidade do vinho, e a Erice, localizada no alto de uma colina e defendida por muralhas. Em 2 horas e meia chegaremos a Marsala. Estamos no ônibus com o grupo da Europamundo, guia Sabrina e motorista Alberto.

A guia nos informa com detalhes sobre a região. Porto de Marsala. Vemos praias com praga de algas, tudo marrom a princípio. Ilha de Lampedusa, de onde chegam os imigrantes do norte da África e de conflitos, procurando uma vida melhor. Segundo a Wikipédia, é uma ilha do arquipélago das ilhas Pelágias no mar Mediterrâneo. Passou de paraíso turístico a foco de crise humanitária. Porto de Empedocle. O site Direct Ferries diz que liga a Sicília às ilhas Pelágias. Na província de Agrigento, eis uma pequena e adorável aldeia imersa no mar (fonte: ForBookinglovers.com). Já Youontour.it nos conta que Porto Empedocle e sua Via Roma, o porto e os locais fazem parte de muitos dos livros do escritor Camilleri e têm inspirado seu principal personagem, o Comissário Montalbano, um investigador sempre trabalhando em um novo caso em Vigata (Porto Empedocle) e Montelusa (Agrigento). Sou leitora dele, por sinal.

Siculiana, povoado parecido com Caltagirone, tem um presépio famoso de Natal. E sorvetes também. O site https://descobrindoasicilia.com adiciona que é uma cidade antiga fundada por árabes no séc. X a. C. No centro histórico, há museus, castelos e arte ao ar livre. Ao redor, praias, reservas naturais e a famosa Scala dei Turchi. Ou seja, a Montanha dos Turcos (ou Escada dos Turcos). Trata-se de uma formação rochosa impressionante localizada na costa sul da Sicília, entre Realmonte e Porto Empedocle. Fica a 13 km de Agrigento. Ficará fechada por um período indeterminado, devido a desmoronamentos, uma vez que são falésias formadas por uma rocha chamada marga, composta de calcário e argila, e parece feita de gesso. Em www.dicasetricas.com, descobrimos que a luz do sol reflete as rochas durante o dia, criando uma variedade de tons que vão do branco brilhante ao azul profundo do mar, proporcionando um espetáculo visual inigualável.

Praias à esquerda maravilhosas. Terra seca, a água Sabrinella vendida pelo motorista do ônibus a €1 (euro). Nós viajantes, agradecemos. 25º C, dia ensolarado.

Marsala, terra do vinho fortificado. O site DiVinho esclarece que é apreciado como um aperitivo, ou acompanhando sobremesas. Uva especial em uma franja de terra, mais alcoólica, pela região ter muito sol. Paisagem adiante muda com os pinhos, fica mais verde.

Um pouco de história, conforme a guia Sabrina. Em 1816 foi fundado o Reino das Duas Sicílias, no sul da Itália, compreendia os antigos reinos de Nápoles e Sicília debaixo da Casa Bourbon, por Fernando I. Decisão tomada depois das guerras napoleônicas. Fernando II, rei das Duas Sicílias de 1830 até sua morte em 1859. Mais extenso reino antes da unificação em 1860. Pós-unificação foi feita a abolição do feudalismo, desenvolvimento da infraestrutura, tentaram modernizar com reformas a Sicília. Foi o primeiro estado com uma constituição. Giuseppe Garibaldi chegou ao porto de Marsala com 1000 voluntários em 11 de maio de 1860, conhecidos como Camisas Vermelhas. Expedição dos Mil. Ajudou com o processo de unificação do país. A guia nos dando aula e nós vendo um mar de parreiras. Continuando. Francisco II, último rei de Nápoles, pediu ajuda de estrangeiros, mas não recebeu, logo o reino das Duas Sicílias foi anexado. A Wikipédia menciona que se trata de um célebre episódio do Risorgimento italiano. Antes, eram pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras. Na luta sobre a futura estrutura da Itália, a monarquia constitucional, encabeçada pelo rei Vittorio Emanuele II, do Reino da Sardenha, apoiada pelos conservadores liberais, teve sucesso quando em 1859-1861 se formou o Estado-nação. Detalhe: a parte sul do país foi abandonada pós a unificação, era mais rica, porém com a unificação em 1860, empobreceu.

Porta Garibaldi-Marsala-Sicília-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

A Sabrina fala sobre a cidade. Porta Garibaldi, majestosa. Povoado de pescadores. Estilo árabe, casas pequenas. Vive da pesca e do turismo. A lagoa de Stagnone, a maior da Sicília, e a salina. Produção de sal conhecido. Pessoas extraem o sal gema (marinho). De acordo com o site https://descobrindoascilia.com, pouco antes de Marsala, há essa grande lagoa que dá continuidade à paisagem de salinas com suas quatro ilhotas: Isola Grande, La Scuola, Santa Maria e San Pantaleo. “Stagnone” significa grande pântano. A lagoa é bastante rasa e seu grau de salinidade é alto.

Teremos uma parada para comer no mercado de peixes. São camarões, atuns vermelhos, ostras, dentre muitos outros. Rua principal, Garibaldi, com restaurantes. Experiência divertida com música e vitrine de peixes. Banheiros podem ser usados em bares e restaurantes, de jeito nenhum no mercado.

Não é uma boa ideia beber muito vinho em Marsala, pois a subida montanhosa para Erice tem curvas. Distância: 30 km.

Vemos o mar de Marsala. A guia nos explica sobre a origem do vinho. Nasceu nos idos de 1773, quando um inglês John Woodhouse ao levá-lo para a Inglaterra, adicionou álcool, já que a jornada era longa. Devido às guerras napoleônicas, estava difícil conseguir os vinhos portugueses e espanhóis, então o rico comerciante de Liverpool, pensou em uma nova rota. Fez sucesso.

Vemos usinas eólicas pelo caminho. Na década de 1940, o site https://desocbrindoasicilia.com cita que Vincenzo Florio, já renomado na região pelo comércio de atum, deu origem à vinícola da família Florio, tornando-se um dos produtores mais afamados de Marsala. Com sua frota de inúmeros navios, eles exportam até a América do Sul.

Entramos em Marsala. Prédios baixos e casas, de cor bege. Calor, sol, cidade plana. Feira de frutas e verduras. Simples, interiorana. Seguimos o caminho do mar. Percebemos ser uma cidade mais pobre, muitas casas fechadas. Marsa-allah, ou seja, porto de Allah, antes se chamava Lyllibaeum (“a que olha para a Líbia”), fica em frente a esse país, no norte da África. A ilha de Mozia em frente. Era colônia fenícia, invasões de piratas depois das melhorias feitas. Fenícios, gregos, sarracenos. Vemos algas na beira da praia. Ilha Favignana. Erice em cima, se vê da costa.

Moinhos de vento eram usados para moer o sal. Hoje, decoração. Temos 1 h e meia para o almoço. A guia sugere o atum vermelho, a Cantina Florio e o sorvete com brioche de sobremesa.

A cidade muda para melhor quando a conhecemos mais. Estamos a pé. Decidimos não comer no mercado. Seguimos adiante. E encontramos o restaurante Da-Totò Risto Bar na rua Al Marsala. O centro histórico é atraente com seu calçadão e muitas opções de lugares para comer. O garçom que nos atende é sozinho para tudo, logo não foi simpático. Estávamos em mesas fora do restaurante, no calçadão, do outro lado. Pedimos água tônica e almoço de salada de alface e peixe-espada com passa de uva ao molho de soja e nozes. Uma delícia! Encontramos companheiras da nossa excursão lá.

Para a sobremesa, rumamos à sorveteria Millegusti, na Via Delle Sirene, 3, esquina com Scipione L´Africano. Nosso pedido foi um sorvete de limão e macarena, o brioche com sorvete ficou na vontade, era muito doce. Aliás, o gelato italiano é demais: €3 (euros). O grupo todo estava no local com a guia. Voltamos ao ônibus.

Monumento de Garibaldi, um mastro e uma bandeira. Outra porta de Marsala. Ilha Mozia. Em https://descobrindoasicilia.com, aprendemos que na verdade, a ilha se chama de Pantaleo que era a cidade fenícia de Mozia. Marina, salinas, salina Gella. A água do mar entra nas piscinas e o sal fica. Salina Ettore. Montes de sal. Sal de Marsala.

Erice-Sicília-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Subimos a montanha onde se situa Erice, no topo do monte Erice. Tem um povo bonito de origem fenícia, segundo o informativo da Europamundo. Ruas com pedras. Pré-história, Idade Média. Muito vento, umas várias igrejas. Montanha habitada desde a idade do bronze. Povo Elimiano ou elímio, fundador. Santuário dedicado à beleza/amor/fecundidade (Vênus/Afrodite). As sacerdotisas se entregavam sexualmente por meio de rituais e práticas religiosas. Santuário rico. Ruas de inclinação acentuada. Porta Trapani, medieval. A torre sineira separada do campanário.

De acordo com o site, https://descobrindoasicilia.com, foi fundada pelos elímios no séc. VII a. C. A mitologia conta que Erice deriva de Éryx, filho da deusa Afrodite e do rei Butes. Elímios, fenícios, gregos, romanos adoraram deuses pagãos. No período romano, todos os anos milhares de peregrinos visitavam o santuário de Vênus para participar de rituais que incluíam a criação de pombos e a prostituição “sagrada” das hierodulas (meretrizes compradas para serem oferecidas a Vênus). Enfim, na era cristã, Erice continuou importante do ponto de vista religioso, pois ali, moraram normandos, suábios e espanhóis que construíram mais de 60 igrejas. As muralhas da cidade são muito antigas, da época elímio-púnica (séc. VIII a. C.). Erice é um dos lugares que ainda mantém o fascínio medieval.

O mesmo site acrescenta que o cartão-postal da cidade é o Castelo de Erice ou de Vênus, uma fortaleza construída pelos normandos, bem onde surgia o templo de Afrodite, entre os séculos XII e XIII. A igreja Matriz foi feita em estilo gótico, sob ordem do rei Frederico II de Aragão, em 1312, utilizando material proveniente do templo de Vênus. Já a torre remonta aos séc. IV ou III a. C., o período em que Roma combatia Cartago pelo domínio da área do mar Mediterrâneo, mas teria sido reconstruída no final do séc. XIII, também sob ordem de Frederico II, tornando-se posteriormente, o campanário da igreja.

Os pastéis genovesi são uma instituição siciliana. Cerâmicas, castelo em cima. A guia nos conta sobre os afamados pastéis. Maria Grammatico criou. De família pobre, a mãe a colocou em um convento por pobreza. Ela deixou o monastério e abriu uma pequena confeitaria que cresceu, se tornou ilustre e uma marca de Erice.

Que visual lindo! Mar lá embaixo, montanhas, cidades. A Sabrina coloca músicas que elevam o espírito. Subida íngreme. Para o ônibus passar, os carros que descem param. 800 m. de altitude. O visual de baixo parece o Rio de Janeiro, com a baía de Guanabara e o Pão de Açúcar nas devidas proporções. Diferente e parecido ao mesmo tempo. Com ilhas, uma fábula. Subiam a cavalo anos e anos atrás. Lugar precioso. Os napolitanos visitam no verão (45º C). Bosque na entrada.

Pastéis genovesi-Erice-Sicília-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Erice, um sonho, toda pavimentada na pedra. Prefeitura no alto na praça principal, Piazza Umberto. Há restaurante, tabacaria, lojas, ruelas. Paramos em grupo depois de uma subida com muito esforço na imperdível confeitaria, da criadora do pastel genovesi: Pasticceria Maria Grammatico. Pedi um docinho de pistache e esse pastel. Que maravilhas! De babar… Na entrada da confeitaria (sempre lotada) está escrito: “Por 40 anos os mesmos ingredientes e o mesmo pastel de amêndoa do antigo monastério de Erice. Degustações: geleias, marsala, pastéis de amêndoa e torrone. Genovesi: farinha, açúcar, margarina, ovo, creme de leite, limão”.

A Igreja do Santíssimo Salvador tem ao lado um complexo beneditino em ruínas, pode visitar pagando. Na via Giuseppe Coppola, lembrancinhas mil. Um deleite. Entre as duas portas da cidade, surge a Catedral com campanário, €2,50 (euros), a Real Duomo di Erice. Eis a Igreja Mariz de Erice com a Torre do Rei Frederico. Não dá tempo de entrar na catedral, mal dá para comprar lembrancinhas. Só 1 hora para tudo. A subida é braba. Só existe um banheiro público. €1 (euro).

A Tunísia pode ser vista do local. Pelo interior da Itália não falam inglês ou espanhol. A guia ajuda quando pode. As cidades são limpas, as lixeiras com lugares separados para tipos diferentes de lixo. Cajitos ou carrinhos decorados com desenhos de tradições sicilianas. Nos anos 60, carros e motos surgiram, então os cajitos desapareceram, viraram símbolo da cidade. Eram utilizados para entregar mercadorias e transportar pessoas no passado. Hoje é decoração.

No caminho a Palermo, outro templo: o de Segesta, além de um aqueduto. Em www.viajandoparaitalia.com.br, ficamos sabendo que é uma cidade siciliana que abriga um dos templos mais bem conservados do mundo, o Templo de Segesta, a 400 m acima do nível do mar, além das próprias belezas das construções. É a antiga capital dos elimianos (um povo de cultura e tradição peninsular, que segundo dizem, vieram de Troia). A cidade fica localizada a noroeste da Sicília, era conhecida como Egesta pelos gregos. O parque é dividido, basicamente, em duas partes: o Monte Bárbaro e o Templo. No monte se encontram o antigo anfiteatro, o Castelo e as ruínas de uma igreja.

Estamos no ônibus, cansados, mas encantados. Ufa! Quanta riqueza cultural tem a bela Itália.

Bela Itália-Sicília-Caltagirone-dia 5

Bela Itália-Sicília-Caltagirone-dia 5

Hoje é dia 9 de outubro de 2025 e estamos no caminho entre Catânia e Caltagirone. São 70 km. A nossa guia Sabrina nos brinda com informações sobre o que veremos. Caltagirone, a 608 m acima do nível do mar, tem cerca de 38 mil habitantes e é localizada na província de Catânia. Tem uma escadaria de 142 degraus famosa, chamada de Santa Maria do Monte. Cerâmicas originais, feitas à mão. As cidades da região foram levadas 8 km acima, reconstruídas por causa do terremoto. Trem turístico.

O Etna sempre com fumaça à direita. Dia quente. Escutamos no ônibus o cantor Franco Battiato. De acordo com a Wikipédia, ele era também compositor, regente, escritor e pintor italiano (1945-2021). No percurso, algumas casas abandonadas e lixo na calçada. Estamos na zona da laranja, árvores frutíferas, oliveiras, vemos um mar de laranjeiras. Na Itália e Espanha estão removendo oliveiras para colocar painéis solares.

Estrada muito boa. Clima e terra parecem com a da Andaluzia, na Espanha. Clima mais seco. No grupo da excursão, somos viajantes variados: galegos e catalães (da Espanha), argentinos e brasileiros. A gente se entende. No mapa, Gela à frente e Lentini à direita. São 10h27 e 24° C. Agora, Gela à esquerda e Caltagirone também.

A paisagem é de deserto. O castelo árabe de Caltagirone na montanha, que não existe mais na sua forma original. Desde os tempos pré-históricos existem necrópoles, a tradição da cerâmica desde os árabes e normandos que estiveram na região e melhoraram a cerâmica: pratos, azulejos, esculturas, trabalhos de pais a filhos, artesanal. Escada original, decorada com pedaços de cerâmicas diferentes em cada degrau, conecta partes da cidade, a nova com a antiga. Foi destruída por terremoto. A escada normal foi modificada com cerâmica. A título de conhecimento, a Wikipédia nos esclarece que necrópole, do grego antigo, é um grande cemitério e projetado com monumentos de túmulos elaborados.

Estamos na carretera (estrada). Estrada bloqueada. Ainda bem que somos o primeiro ônibus (são 3). Figos da Índia, a planta é toda comida frita. Os espinhos são tirados. São cactos. Caltagirone à esquerda. Estamos em uma rotatória. A conversa ontem era sobre não ter onde estacionar carro nas cidades grandes da Europa, as regras mudam e as pessoas levam multas.

Maio, mês da festa das Flores, de 6 de maio a 12 de junho, evento em homenagem à Madona. A escada de 142 degraus se enche de desenho de flores. Dias 24 e 25 de julho, festa de são Giácomo, com velas acesas nos degraus para iluminar a cidade. As cerâmicas de cabeças de mouros encontradas em Taormina e Caltagirone. O ambiente muda para verde. Em Palermo, bom para compras, tudo mais barato e em quantidade.

Caltagirone em meio às montanhas Erei, que vão do sudeste até o centro da Sicília. Tudo bege, casinhas mil, bem Itália. Que lindeza! Lembra um quadro cor de terracota. O site https://descobrindoasicilia.com nos conta que Caltagirone significa em árabe “castelo de jarras de cerâmica”. Uma das oito cidades do sudeste da ilha conhecidas como cidades barrocas do Val di Noto ou Vale de Noto, que foram totalmente destruídas e reconstruídas após o terremoto de 1693 e que fazem parte de Patrimônios da Humanidade da UNESCO. Lojas que vendem belas cerâmicas, olarias, e obras de arte em terracota dos laboratórios locais. A produção de cerâmica iniciada durante o período grego.

Na frente do trenzinho, uma cadeia antiga com exposição de quadros. Estamos na Piazza Umberto I, onde se encontra a Catedral Basílica de San Giuliano. O trem é da companhia Tour de la Città Regina dei Monti Erei. Um carrinho, na verdade, e lá vai o ônibus todo. Por €5 (euros), passeamos pela cidade, com explicações da cidade para conhecer seus principais pontos de interesse.

Cidade feita de rocha vulcânica. Jardins públicos. O centro histórico em estilo barroco siciliano. Prédios lindos. Descemos. No Bar Escalier, ao lado da afamada escada, na Piazza del Municipio, 2, tomei sorvete de limão e o Carlos, um de pistache e um cannolo de ricota. Também, confeitaria, gastronomia e sorveteria. Tem arancini (a coxinha tradicional deles). Detalhe: nas escadas só tiramos fotos, ninguém teve coragem de subir. A escada é bela, única. Estamos bem acompanhados da nova amiga Ana Maria, do Rio. Um adendo: segundo o site The Mediterranean Dish, arancini é uma comida de rua siciliana feita com risoto, enrolado em forma de bolinha, recheado com queijo, à milanesa e frita até ficar crocante. Uma delícia! Sobre a escadaria de Santa Maria do Monte, é de 1606. O site https://descobrindoasicilia.com acrescenta que cada um dos 142 degraus é decorado com azulejos pintados à mão, usando cores, formas e padrões típicos da mais tradicional produção de cerâmica e arte.

Na Piazza del Municipio se situa a Igreja de São José. O padre nos colocou para dentro, uma simpatia. Comprei santinhos de são Carlo Acutis, 2 euros cada. Palazzo Municipale, prédio da prefeitura. Pertenceu à família Interlandi, príncipes de Bellaprima.

Muitas lojas de cerâmicas, coisas lindas, caras, brincos, jarros, bancos, xícaras, copos, que maravilhas. Palazzo Spadoro Libertini, do séc. VII. O site palazzospadorolibertini.com nos dá dicas sobre o local. Trata-se de um dos mais antigos palácios, reconstruído sobre uma estrutura preexistente do séc. XVI, que pertenceu a Bonaventura Scusio, bispo de Catânia e diplomata, nascido na cidade em 1558.

Museu Regional de Cerâmica de Caltagirone, na esquina da Via Gesualdo Clementi com Via Emanuele Taranto, tem uma loja com um vidro onde pisamos e embaixo mais pratos de cerâmica. Piazza Umberto I. O trenzinho estava na outra esquina. A gente estava batendo altos papos com “hermanos” de Buenos Aires em uma esquina, mas o grupo estava na outra. Chegamos ao local correto e entramos no trem que levou a gente ao ônibus. Cidade magnífica. Encantados.

Caltagirone é Patrimônio Mundial Cultural e Natural da UNESCO e Patrimônio da Humanidade, por seu legado barroco. É o centro da cerâmica na Sicília.

A guia nos adianta que vamos em direção à Vila Romana de Casale, escondida por muitos anos pelo barro de um dilúvio, com acompanhamento de um guia local. Lugar precioso. Lá almoçaremos em uma feira. 45 minutos até o local.

À direita, deserto. Estamos na estrada. Rochas na montanha com formações interessantes. Muralhas com cerâmicas na saída. Muito comum ver proteções de morros de concreto nas estradas. Controle eletrônico de velocidade.

No sul da Itália são fogosos e ciumentos, segunda a guia napolitana. Importante contar a lenda da cabeça do mouro ou “Testa di Moro” que remonta ao período da dominação mourisca na Sicília, por volta do ano 1000. A Sabrina nos diverte com ela, assim como os sites Sicilia Bedda Shop e Descobrindo a Sicília. A filha de um pai zeloso, “linda” de Palermo, era uma moça muito bela de cabelos negros que passava o dia cuidando de plantas em uma varanda florida, então conheceu um árabe, mas ela soube que ele era casado e tinha filhos. Com ele, havia perdido a virgindade e estava em situação difícil. Logo, na noite anterior à partida dele, ela o convenceu a passar uma última noite juntos, ele dorme e ela corta a cabeça dele e a transforma em jarro, onde planta manjericão junto a outros vasos. Ela chorava à noite, porque não o queria matar. O vaso com a cabeça de homem foi copiado pelas demais pessoas.

Agricultores colhendo azeitonas pelo método antigo. Região de figo da Índia. Top! Origem protegida até 5 m de altura. Recolhem com a mão o fruto da velha maneira. O sabor é mais forte e o tamanho maior. Entre agosto e setembro, a colheita. Plantado como se fosse uva. Em https://frutopedia.com, sabemos mais. Também conhecido como tuna ou pera espinhosa. Fruta exótica originária de cactos, com casca, espinhos e polpa suculenta. Alcachofra, painéis solares e olivas pelo caminho.

Piazza Armerina, uma cidade parecida com Caltagirone. Também barroca e na montanha. Foto de dentro do ônibus. Conforme o Tripadvisor, onde está localizada a Vila Romana de Casale, uma vila romana que pertenceu a uma rica família siciliana cerca do ano 500 d. C. e que mantém uma preservação excelente de mosaicos. Patrimônio Mundial. Paramos na feira primeiro para almoçar. Arancini, focaccias, pizzas e sucos de laranja, romã, refrigerantes e cervejas. Escolhi o arancini de berinjela. As lojas de lembrancinhas, uma loucura. Comprei sabonetes maravilhosos de laranja, oliva etc,, 3 por €10 (euros), e perfume de bergamota por €20 (euros). Muito calor.

Prosseguiremos em breve. Itália espetacular.

Bela Itália-Sicília-Taormina-dia 4

Bela Itália-Sicília-Taormina-dia 4

Hoje é dia 8 de outubro de 2025. Estamos no hotel Antares Olimpo em Letojanni, perto de Taormina. O café da manhã servido em uma sala de refeições, linda, em tons de azul e dourado. Satisfatório, percebo gostarem muito de fritura. E de salsicha Frankfurter (embutido típico alemão) e batata rosti (tradicional da Suíça). Frutas, como maçãs, peras pequenas e ameixas, iogurte de morango natural bem azedinho e pães croissants diferentes. E muito mais.

Hotel bem em cima de um monte. Esplêndido. O Carlos e eu conversando com outros viajantes. Rosita e Cândido, de Floripa, bom papo. Na saída do hotel, por €25 (euros), pegamos o hop on hop off da empresa City by See, ônibus sempre prático para viajantes, pois faz paradas em lugares de atrações turísticas. Linha vermelha. Até a parada, tem que descer de elevador, seguir o caminho e passar por baixo do viaduto. A parada do hotel Olimpo está em frente. Quem trabalha com turistas, tem que falar inglês e espanhol por aqui. Ali conhecemos a nossa companheira de excursão, Ana, gaúcha, moradora da Ilha do Governador no Rio de Janeiro. Prazer em conhecê-la. Bom demais viajar e usar o audioguia em espanhol. Muitas informações importantes. Tudo muito organizado, com o informativo das paradas.

A estação do teleférico conecta o mar Jônico à parte alta com seus 725 m. O teleférico a 200 m de altitude acima do nível do mar. Vamos no ônibus com altos e baixos, ruas estreitas para subir e descer. A Isola Bella ou Ilha Bonita ou “Pérola do Jônico”, do rei Fernando I (de Bourbon), o rei das ilhas da Espanha. O site Visit Sicily nos conta que em 1806, o rei doou a ilha ao município de Taormina. Em 1890, foi comprada pela nobre inglesa Florence Trevelyan que a habitou e introduziu plantas exóticas, criando um bom retiro. A Sicília tem o maior vulcão da Europa, o Etna.

Giardini Naxos, um vilarejo charmoso, com mais de 50 hotéis. No centro urbano, palácios pertencentes à nobreza, a beira mar com barcos, uma baía deslumbrante, ensolarada, brilhante. Lugar com ruelas e casas antigas de dois pavimentos e sacadas com flores. Palácio da Prefeitura. Parada no centro, se eu pudesse morava na comuna. Linda Giardini Naxos, encantadora!!! Situa-se ao sul de Taormina. Ilhas me atraem.

Contos sicilianos passam por gerações, são suas tradições: palavras, mitos e lendas. Turismo, pesca e comércio. Lugar onde viveram gregos, árabes, bizantinos, espanhóis e franceses. Mescla de raças. Dialeto siciliano. A Sicília tem 5 milhões de habitantes, cuja capital é Palermo. Messina colonizada por gregos.

No hop on hop off se tem uma visão panorâmica. Terminal Recanati, de ônibus. Museu Arqueológico de Naxos, com o Parque Arqueológico e Museu de História Natural em Isola Bella. O site https://parchiarcheologici.regione.sicilia.it nos conta que o Parque Arqueológico de Naxos e Taormina se localiza na antiga Naxos, sendo a primeira colônia grega, fundada na segunda metade do séc. VIII. Chega ao sul do centro moderno de Giardini Naxos. Naxos foi ponto de partida para embarcadores gregos a fim de conquistar a Sicília. O ônibus dá um tempo e recomeça com a parada nº 1.

Vemos restaurantes, tratorias. Ilha de pedras vulcânicas. Passeios para outlets. Vulcões com banhos, muitas opções. Calor, dia de sol. Semana anterior, tormenta. Somos abençoados.

Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.). Conflito decisivo na Grécia antiga entre Atenas e Esparta. Povo tomando banho de mar. Igreja de Santa Maria Imaculada em Giardini Naxos. Que pedaço de paraíso. Em 28 de agosto de 1860, Garibaldi esteve na região e partiu para o continente para continuar seus negócios. Em Giardini Naxos, diversas iniciativas de pesca, agricultura e turismo. A mais frequentada da Sicília. É grande. Muitos hotéis, pousadas. A ferroviária tem salas decoradas com móveis escuros em estilo francês. Inauguração: 1866.

A culinária local é fundamentalmente de pasta, peixe-espada, calamares, mexilhões, salsa de carne.

E vamos subindo a montanha. Vulcânica. Vistas estonteantes. Taormina consagrada como centro residencial. Em 1870, a ferrovia ligando Siracusa-Taormina-Messina.

Taormina, aos pés do vulcão Etna. O folder da excursão comenta que a cidade foi descrita por Winston Churchill como “o lugar mais bonito da Terra”. Fundada em 395 a. C.. Colônia romana para defesa medieval e patrimônio histórico e artístico. Ansiedade grande para conhecê-la. Subindo, subindo a montanha. Calle (rua) Valeria, corso dos romanos com séries de curvas sinuosas, monumentos, praças. Fonte de estilo barroco. Centauro, símbolo de Taormina. Igreja barroca de San Pancrazio, patrono da cidade. Palácios. E vamos nos encantando. Um pouco sobre são Pancrácio. A Wikipédia nos informa que seu nome Pancras ou Pancrácio foi um santo nascido na Antioquia, hoje Turquia, e falecido em Taormina. Foi seu primeiro bispo e é venerado como um mártir cristão. Já a igreja com seu nome, conforme o site lasiciliainrete.it, foi construída sobre as ruínas de um templo grego dedicado a Júpiter Serápis, cujos blocos de pedra base ainda são visíveis do lado de fora da igreja.

Para Castelmola se continua no mesmo ônibus, logo descemos e pegamos outro. Via Luigi Pirandello, 22, com funicular (estação Funivia). O site pt.aroundus.com nos explica que o teleférico conecta o centro histórico no topo com a zona costeira de Mazzarò abaixo, passando sobre o terreno mediterrâneo em uma breve jornada. Abriu em 1992 para melhorar o transporte de residentes e visitantes. Seu desnível é de aproximadamente 170 m e percorre uma extensão de cerca de 700 m.

Descemos no terminal Taormina Centro Via Pirandello. E lá vamos com a nossa companheira Ana subir e caminhar muito. Joelhos preparados. Entramos pela Porta Messina. Passamos pelo afamado Teatro Grego, ou melhor, Teatro Antico di Taormina. Lotado! Fila enorme para comprar e no sol. Ali perto uma venda de suco de romã e laranja na rua, nossa salvação. O lixo dividido por reciclado. Fomos comprar a entrada. Ticket office na Via Teatro Greco, compramos para as 12h45. Ao redor, quiosques de vendas de sucos, sorvetes e doces. Por €16 (euros), ficamos um tempão na fila. Mas, válido demais.

Entramos no Teatro Antico. Espetacular! Teatro de arena do séc. III a. C., com mirantes fantásticos do mar Jônico (mar Mediterrâneo na Sicília) e de Taormina. Um lugar para não esquecer. Portas, arcadas, muitas escadas. Saímos de lá sem palavras. De acordo com a Wikipédia, o antigo teatro romano era construído em sua maior parte de tijolos e provavelmente data do Império Romano apesar de a estrutura parecer mais com os teatros gregos. O local é frequentemente utilizado para performances teatrais e óperas, eventos locais como o Festival de Cinema de Taormina, além de concertos musicais. O site Visit Sicily acrescenta que o teatro foi escavado na rocha dura do monte Tauro, faz parte do Parque Arqueológico da Naxos e Taormina e compreende três áreas: o palco, a orquestra e a cávea (arquibancada de teatro, anfiteatro ou circo romano, segundo Oxford Languages).

Enfim, o almoço de pasta no Caffé Forastiero, ufa! Endereço: Piazza Vittorio Emanuele II, 6. Pudemos usar a internet, que não tem sido boa. Refeição deliciosa: massa penne com berinjela, tomate pequeno redondo, folha de manjericão e molho de tomate. Perfeito!

Desistimos de entrar no Castelo Árabe Normando ou Sarraceno ou do Monte Tauro, uma fortaleza árabe normanda do séc. XI e ficamos passeando pela cidade. As lembrancinhas são coloridas, bonitas, limoncellos (o licor que amo), doces típicos, tudo com limão, panos de pratos e muito mais. Chocolate di Modica, típico da ilha. Perfume de limão siciliano, ótimo. Temperos de sal, limão da Sicília, orégano para cozinhar. Arancine: uma coxinha com arroz e ervilha! Doces como strudel de maçã, mas bem diferente.

Praça 9 de abril, com mirador. Uau! Que lindeza! Foto de Giuseppe Garibaldi no Salesiano Dom Bosco. Via Corso, com lojas de marcas, como Dolce Gabbana, Gucci e outras. Que cidade única! Igreja Imaculada de Maria, de 1953. Torre do Relógio, ao lado da igreja, do séc IV. Torre do sistema de defesa da cidade.

Um pouco de história nunca faz mal. Garibaldi nasceu em Nice, França em 1807 e faleceu em Caprera, ilha ao norte da Sardenha em 1882. A Wikipédia nos informa que foi general, guerrilheiro e revolucionário italiano. Alcunhado de “herói de dois mundos”, devido a sua participação em conflitos na Europa e América do Sul. Em 1839, em Laguna (SC), durante a Guerra dos Farrapos conheceu Anita Garibaldi, então Ana Maria de Jesus Ribeiro, com quem se casaria e que tornaria sua companheira de lutas pela unificação da Itália e independência do Brasil. Aos 18 anos, Anita que era casada com um sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, o abandona por ter se apaixonado por Garibaldi.

No fim do passeio em Taormina, encontramos a loja do ônibus hop on hop off e nos atenderam os funcionários: uma argentina e um romeno chamado Florine. Ele nos acompanhou até a parada, rapaz gentil. A língua inglesa presente nas comunicações. Ali nas imediações fora do circuito há lojas mil de lembrancinhas e bem mais baratas. Entramos no ônibus e encontramos os brasileiros do nosso grupo, de Santa Catarina. Via Leonardo da Vinci. E vamos subindo novamente a montanha. Como é alta a região. Pedaço de sonho, tudo é deslumbrante.

Indo a Castelmola. Casas na montanha. Coragem viver lá. Aos 800 m, o motorista para e a gente desce para fotos. Continuamos. Na parada do castelo, ele para e tiramos mais fotos. Foi bom não ter ido antes, pois Taormina requer tempo. O castelo (Castelmola) está lá em cima, tem elevador e é muito alto. Ficamos na entrada. Área arqueológica Villa San Pancrazio. O site mdpi.com nos esclarece que escavações arqueológicas na vila estão trazendo à luz um vasto quarteirão de residências romanas da época imperial (séc. III), apresentando decorações luxuosas com papéis de parede e mosaicos no chão, um dos mais significativos sítios arqueológicos da cidade.

Sobre Castelmola, segundo o site Visit Sicily, é uma pequena vila acima de Taormina, uma das mais belas vilas sicilianas. Um verdadeiro terraço natural construído ao redor de ruínas de um castelo normando que, com o tempo, assumiu uma forma suavemente côncava, semelhante a uma mola, por isso o nome. Tudo o que resta da fortaleza são as muralhas normandas. Uma placa do séc. X com inscrições greco-bizantinas na fachada da catedral diz: “Este castelo foi construído sob o reinado de Constantino, patrício e estrategista da Sicília”. Com toda a probabilidade, foi Constantino Caramolo quem defendeu o bastião, a vila e o território dos ataques árabes no séc. IX.

Voltamos para Taormina e entra muita gente no ônibus. Vamos até a rodoviária e sobem mais turistas. O atendente da empresa City by See entra e pergunta qual é nosso hotel. Gostei. É o último ônibus do dia, são 17h28 agora. Chegamos ao hotel Antares Olimpo e pegamos o funicular para ver a parte de cima do local. Solarium Belvedere, com algumas piscinas (estilo Jacuzzi) pequenas em um pátio enorme. Deve ser uma delícia se banhar em um visual desses. O hotel continua… magnífico lugar. Até no quarto há lixeira para plástico e alumínio. Muito bom. Sou da turma da reciclagem.

Interessante que há um templo dos Capuchinhos em Taormina. A igreja Santo Antônio de Pádua faz parte do conjunto monumental que inclui o convento da Ordem do Frades Menores Capuchinhos. De 1559, em estilo medieval e arquitetura única (fonte: Wikiital.com).

Uau! Que dia mais incrível. Taormina, cidade para amar e retornar.

Bela Itália-Sicília-de Messina a Letojanni-dia 3

Bela Itália-Sicília-de Messina a Letojanni-dia 3

Hoje é dia 7 de outubro de 2025. Estivemos em Paola na Calábria, atravessamos o estreito de Messina e chegamos à cidade de Messina na Sicília. Cidade destruída por um terremoto, tsunami e incêndios, de acordo com a guia Sabrina, em 1908. Foi reconstruída posteriormente em formas quadriculares. Segundo a Wikipédia, o terremoto ocorreu na Sicília e Calábria, com magnitude 7,1. O epicentro foi no estreito de Messina. Messina e Reggio Calabria foram quase completamente destruídas e entre 75 e 82 mil pessoas morreram. Foi o terremoto mais destrutivo a atingir a Europa. A Universidade de Messina, fundada em 1548, por Santo Inácio de Loyola foi o primeiro colégio do mundo da Companhia de Jesus.

Também a Wikipédia acrescenta que a cidade foi fundada pelos gregos em 757 a. C. É conhecida pela sua rica história e arquitetura que reflete as influências gregas, romanas, árabes e normandas ao longo dos séculos. Possui uns 220 mil habitantes. A Tripadvisor nos conta que Messina é a “porta da Sicília” e é situada no nordeste da ilha. Já a https://descobrindoasicilia.com acrescenta que está situada a 3 km da península. Os gregos a chamaram de Zancle em homenagem ao lendário rei que construiu o porto: Zanclus. A época de glória de Messina veio com o governo da dinastia Aragão que fez dela a capital do reino da Sicília e reconheceu seu valor e potencial como porto.

Cidade arborizada, agradável. Vemos um transatlântico. Antes da visita à Catedral, vamos provar o famoso doce cannolo, tão falado com detalhes pela guia Sabrina. Típico do local. Detalhe: em italiano: 1 cannolo, 2 cannoli. Na área de calçadão se encontra a Pasticceria Laboratorio del Duomo e o cannolo é simplesmente magnífico. Com casca crocante, é recheado de ricota doce. Nunca provei igual, dos deuses. €3 (euros) cada. O Carlos e eu pedimos dois cada. Endereço: Via Primo Settembre, 154, no centro histórico.

Em https://descobrindoasicilia.com, o cannolo é um doce típico siciliano. Trata-se de uma massa crocante em forma de tubo, recheada tradicionalmente com ricota de ovelha doce, pedacinhos de abóbora cristalizada e gotas de chocolate. O confeiteiro pode usar outros recheios, como pistache, chocolate etc.

Na Piazza del Duomo ou praça da Catedral estão o Palazzo Zanca e o teatro Vittorio Emanuele, com seus afrescos e estilo neoclássico (fonte: Tripadvisor), e outros prédios importantes.

Vimos um prédio mais lindo do que o outro. Edificações claras, amarelas, cor de creme, com sacadas de bronze. Fios submersos. Incrível. Enfim, a Catedral. A torre sineira me lembrou a de Praga (na Chéquia). A Catedral tem seu teto trabalhado, belo, na madeira, o altar com Cristo, de influência da igreja ortodoxa.

A Catedral tem uma história e tanto. A Tripadvisor relata que se trata de um marco da cidade com seu famoso campanário e relógio astronômico. O campanário faz parte da torre sineira e é famoso por seu mecanismo de movimentação que apresenta diariamente as 12 horas e um espetáculo simbólico da história da cidade. Em https://pt.italiani.it sabemos mais. A Catedral é uma obra prima de arte normanda. A sua formação remonta a 1120. O rei normando Roger II queria que fosse construída. Em 1197 foi consagrada pelo arcebispo Benzio e dedicada a Santa Maria Assunta. Depois de terremotos e incêndios, a nova Catedral foi consagrada em 1929. Em 1943 sofreu muitos danos devido ao bombardeio dos Aliados. Sempre foi reconstruída. Ainda hoje fascina os visitantes pela beleza e elegância de suas linhas. Dentro se veem vários monumentos funerários de arcebispos, bem como o mosaico quase inteiramente original da abside (capela) esquerda. No interior, além de admirar o teto e as naves, avista-se o complexo de órgãos, o segundo maior da Itália. Possui 5 teclados, 170 registros e 16 mil tubos. A empresa Tamburini de Crema o criou em 1948.

Segundo o Google.com, o Relógio Astronômico (mecânico), construído em 1933, tem seu mecanismo ativado ao meio dia que exibe cenas religiosas e históricas, leões, galos e signos, com duração de cerca de 10 a 12 minutos ao som de “Ave Maria” de Schubert. O site https://descobrindoasicilia.com adiciona que foi feito pelos irmãos Ungerer de Estrasburgo.

Messina é grande, estamos no caminho de Catânia e saímos para Taormina, mas nos hospedaremos em Letojanni. O pessoal do grupo vai ser dividido entre hotéis: o Sporting Baia e Antares Olimpo, o nosso. No dia seguinte o dia será livre, oba.

Em Taormina conheceremos o Teatro Grego, a 200 m acima do nível do mar, em cima do estreito de Messina. No verão se alugam Ferraris, está acerca do vulcão Etna. É uma cidade medieval, cercada por muralhas com duas entradas. Eis uma cidade admirada pela sua beleza. Goethe, Churchill e outros nomes a amaram. Justo em cima do mar está o teatro impressionante, lá o Etna não dá medo.

Ainda no ônibus, a guia nos dá dicas de como pegar transporte para ir aos locais de interesse. Vamos receber mapas com os horários de ônibus. Levar trocado. O café da manhã até as 10h30. Se come muita comida frita. Doce de amêndoas, azeite de oliva, cassata siciliana, também doce típico. Na Sicília, não se deve tomar água da torneira, na ilha não há água para todos, os rios estão secos. Pinhas em todos os lados, plantadas pelos sarracenos (árabes). Trazem sorte. O Etna explodiu recentemente, foi forte e quebrou a parte de cima da montanha.

Estamos nos caminhos para os hotéis. Em Giardini Naxos, cidade litorânea com sua baía adorável, se encontra o primeiro hotel: Sporting Baia.

Vemos uma ilha que já foi privada: Isola Bella. Um pedaço de paraíso. Conforme o site https://descobrindoasicilia.com, ilhota repleta de vegetação e com uma casa no topo. Possui pouco menos de 8 mil m², é unida ao continente por uma pequena faixa de areia, que dependendo da maré pode ficar submersa. Pode ser visitada, pois é uma ilha jardim cercada por águas azul turquesa. Pertence ao Governo da Sicília, sendo uma reserva natural e possuindo o Museu Regional dos Bens Naturais e Naturalísticos da Isola Bella.

Em Letojanni, uma cidade costeira, se situa o nosso hotel. Antares Olimpo. Endereço: Via Germano Chincherini. Um caminho até lá, vamos com malas e tudo, está em cima de uma rocha. Jantar das 19 h às 21 h. Buffet com direito a refrigerante, vinho, água, cerveja. Peixe-espada, saladas, tabule, uau. Tudo muito bom. E os garçons pelo espaço da sala de jantar tocando instrumentos típicos da Sicília. Que ilha mais festiva! Eles se vestem em estilo grego/siciliano. Legal. O grupo da Europamundo fica junto dividindo as mesas, como sempre.

Ufa! Finalmente, o dia extenso acabou. Hora de dormir.

Bela Itália-Capri, Sorrento e Salerno-dia 2

Bela Itália-Capri, Sorrento e Salerno-dia 2

Hoje é dia 6 de outubro de 2025. Estamos na viagem pela costa Amalfitana e Sicília. De Nápoles pegamos o barco para Capri, um ferry boat de tamanho médio. Duração: 1 hora. Balança um pouco. Fiquei embaixo e mais perto da saída como a guia pediu. O Carlos explorando o ambiente e tirando fotos. Cabe muita gente dentro. Tem café/bar dentro, €2 (euros) o expresso, pra variar, pouquíssimo café, estilo italiano.

Barco, como chamam, da empresa NLG, ou seja, Navigazione Libera del Golfo, funciona desde 1953. Ao aportarmos, já maravilhados com o cenário da ilha, fomos logo para o passeio de barco pela ilha às grutas del Coral e Blanca. 25 (euros). Empresa Motoscafisti di Capri. A guia lembra para comprar o tíquete de ida e volta do funicular antes do almoço. Valor: €5 (euros).

Rochas no mar de Capri-Faraglioni-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vamos ao passeio de barco. Muita emoção em estar na iluminada Capri. Passamos pela gruta do Coral e a gruta Branca com uma pedra dentro que parece a Madona. Vimos uma rocha semelhante a uma trompa de elefante no caminho. É rápido o barco, ali o Carlos perdeu os óculos escuros. A marina é pequena com restaurantes e hotéis. O condutor uma graça, fala espanhol. Vemos as rochas símbolo de Capri: as Faraglioni, ao som de músicas do grupo ABBA e de Andrea Bocelli. Fico abismada com a quantidade de barcos e turistas. A cor da água é turquesa. O mar Tirreno, um sonho.

Chegamos e fomos logo pegar o funicular, almoçaremos depois. A parte de cima é lotada de gente, com lojas de marcas famosas. Estamos na Via Camerelle. Muito vivaz, a cores. Como se diz: uma “muvuca” de tanta gente. Nem fomos aos Jardins de Augusto, queria que tivéssemos tempo. Na verdade, é tanto passeio de barco, tanta gente na rua, que ficamos um pouco “zuruó”. E que calor! Fico segurando o casaco. Chato isso. Descemos o funicular e fomos procurar um restaurante do nosso gosto ao longo do mar. Há muitos.

Eu tomando sorbet de limão-Capri-foto tirada por Carlos Alencar

Encontramos o Ristorante Da Peppino Buonocore, de 1946, também pizzaria e bar de vinhos. Endereço: Via Cristóforo, 2, Marina Grande. Comi peixe-espada e salada por €24 euros. Gostei do peixe, leve, fino, mais seco, pouco gorduroso. Peixe típico da ilha. De sobremesa, algo que ansiava provar: o sorvete de limão de Sorrento no limão (sorbet). Delicioso, refrescante. Interessante ver os táxis originais e abertos, que ilha mais atrativa. Merece uma segunda visita mais demorada.

Um pouco mais sobre Capri. Segundo o site www.melhoresdestinos.com.br, a ilha dista 40 km de Nápoles no Golfo de Nápoles, 19 km de Sorrento. Tem duas cidades: Capri e Anacapri. Capri tem mais movimentação, comércio e luxo, Anacapri é mais sossegada e está a uma altitude mais elevada, 3 km uma da outra. Em Capri, o porto se chama Marina Grande e a Piazzeta (pracinha principal) se vai a pé ou de funicular.

No mesmo site, se aprende que as três rochas no mar, símbolo da ilha e conhecidas pela sua beleza de cartão-postal, são as Faraglioni com 100 metros de altura. Nomeadas de Stella, Fraglioni di Mezzo (com uma fenda) e Faraglioni di Fuori. Já os Jardins de Augusto são formados por uma área livre na beira de um paredão rochoso que reúne plantas bem cuidadas e uma vista sensacional da região.

O grupo da excursão se encontrou na parte baixa, em um ponto determinado e pegamos outro barco no fim da marina pelo lado esquerdo. Vamos a Sorrento, no continente. Do porto ao centro da cidade, de van. Estamos na Península Sorrentina. A guia marca o encontro na rodoviária às 17h45, já que o pôr do sol com cores de vermelho na estrada entre Sorrento e Salerno é famosa e ocorre às 18 h. Vamos à parte alta e pegamos um ônibus para aproveitar mais o tempo. A estrada da subida e descida é estreita, exige perícia no volante. No mais, o passeio é a pé. Começamos na praça Tasso, com escultura de Torquato Tasso e a igreja de Santa Maria del Carmine.

Andamos por um corso bem movimentado, com lojas de lembrancinhas mil. A padronagem típica é de limão de Sorrento, os gigantes. São sabonetes, balas, panos, camisetas, tudo colorido. No Ice Dream, suco de romã gigante e sorvetes de frutas. Muito legal. Convento de São Francisco. Do nosso grupo: Graziela, a argentina “doce” que conhecemos antes, e Roseli e Liliana, brasileiras, muito agradáveis. Conhecer pessoas que viajam como a gente e trocar experiências é sempre um aprendizado feliz.

Sorrento, amamos! Que delícia de lugar para se hospedar, voltaremos. Cidade tentadora, que centrinho mais apaixonante, repleto de restaurantes, bares com varandas, gente alegre. Queríamos não sair de lá. Rumamos à rodoviária ali perto caminhando, com gente do grupo. Pequena, banheiros por 50 centavos de euros.

Aí ocorreu algo: as duas peruanas do grupo se atrasaram meia hora, logo perdemos o melhor pôr do sol do percurso. Levaram o maior “carão” da guia. Ficamos bem frustrados com isso. Saindo da cidade, vamos conhecendo mais. Passamos por ruelas em Sorrento com prédios baixos, árvores, meios-fios arborizados, a natureza é bem cuidada e ajuda na beleza e encanto do lugar. Prédios com sacadas francesas, plantas, flores. As motos Vespas a mil. O visual do mar Tirreno belo com o restinho do pôr do sol ao som do cantor da terra Lucio Dalla. Fotos fantásticas da costa, um pedaço de paraíso. Passamos de novo na estrada estreita, ida e volta na parte alta, com a rocha ao lado. Agora escutando músicas italianas de Pino Daniele, napolitano como a nossa guia Sabrina. Ela sabe como nos incentivar na cultura italiana.

Uma cidade atrás da outra. Túnel embaixo da montanha, enorme. Interminável. Estamos perto do supervulcão abaixo do golfo de Nápoles que fica submerso na baía de Nápoles, segundo o site www.mundoecologia.com.br. Campi Flegrei ou em bom português Campos Flégreos. Tem se movimentado há 2 anos, sente-se o cheiro de enxofre em Nápoles às vezes. Há atividade vulcânica nos últimos meses, a terra sobe.

A guia fala no santuário em Pompeia, e eu digo: estilo “Canindé” no estado do Ceará-Brasil. Cidade de Pompeia. Santuário da Beata Virgem do Santo Rosário de Pompeia, com ex-votos, objetos que os fiéis oferecem em agradecimento por intercessões ou graças recebidas, e são frequentemente encontrados em salas de milagres de igrejas e santuários católicos. Um dos mais importantes e visitados santuários marianos da Itália (fonte: Blogger.com). Torre Sineira da Virgem do Rosário de Pompeia.

Demos um círculo na costa Amalfitana, começamos pelo norte ao sul, de Capri a Salerno. Pedágio. Chegamos a Salerno. Bonita à beira mar com a lua cheia. Golfo de Salerno. Pernoitaremos no Gran Hotel Salerno. Endereço: Lungomare Clemente Tafuri, 1. Há restaurantes perto do hotel, a baía é um charme. Cidade conhecida no Natal por suas decorações pensadas pelo prefeito de forma a atrair visitantes. Iniciam em novembro e têm dado certo.

O Carlos e eu nos alojamos. Quarto enorme com cama de casal, duas de solteiro, varanda e dois banheiros. Uau! Muito bom. Já era noite, a fome no mundo. Acho que fomos os únicos do grupo a se aventurar na rua. Duas quadras do hotel à direita, encontramos o Madegra Restaurant/Pizzeria, uma maravilha. Endereço: Piazza della Concordia, 35. Menu: bolinho de berinjela frita (delícia), mais focaccias de queiijo, tomate e manjericão, o do Carlos acrescido de um presunto parecido com a pata negra ou jamón ibérico, um Prosciutto de Parma Nazionales. Até onde enrolam o pedaço da focaccia é curioso: em um papel do jornal The Food Daily, no qual está escrito sobre alimentos e bebidas, tudo em inglês. Fantástico. O dono da pizzaria uma figura, muito acolhedor com a gente.

Que dia mais encantado!