Bela Itália-Sicília-Marsala e Erice-dia 6

Bela Itália-Sicília-Marsala e Erice-dia 6

Hoje é dia 10 de outubro de 2025. De Agrigento, vamos a Marsala, cidade do vinho, e a Erice, localizada no alto de uma colina e defendida por muralhas. Em 2 horas e meia chegaremos a Marsala. Estamos no ônibus com o grupo da Europamundo, guia Sabrina e motorista Alberto.

A guia nos informa com detalhes sobre a região. Porto de Marsala. Vemos praias com praga de algas, tudo marrom a princípio. Ilha de Lampedusa, de onde chegam os imigrantes do norte da África e de conflitos, procurando uma vida melhor. Segundo a Wikipédia, é uma ilha do arquipélago das ilhas Pelágias no mar Mediterrâneo. Passou de paraíso turístico a foco de crise humanitária. Porto de Empedocle. O site Direct Ferries diz que liga a Sicília às ilhas Pelágias. Na província de Agrigento, eis uma pequena e adorável aldeia imersa no mar (fonte: ForBookinglovers.com). Já Youontour.it nos conta que Porto Empedocle e sua Via Roma, o porto e os locais fazem parte de muitos dos livros do escritor Camilleri e têm inspirado seu principal personagem, o Comissário Montalbano, um investigador sempre trabalhando em um novo caso em Vigata (Porto Empedocle) e Montelusa (Agrigento). Sou leitora dele, por sinal.

Siculiana, povoado parecido com Caltagirone, tem um presépio famoso de Natal. E sorvetes também. O site https://descobrindoasicilia.com adiciona que é uma cidade antiga fundada por árabes no séc. X a. C. No centro histórico, há museus, castelos e arte ao ar livre. Ao redor, praias, reservas naturais e a famosa Scala dei Turchi. Ou seja, a Montanha dos Turcos (ou Escada dos Turcos). Trata-se de uma formação rochosa impressionante localizada na costa sul da Sicília, entre Realmonte e Porto Empedocle. Fica a 13 km de Agrigento. Ficará fechada por um período indeterminado, devido a desmoronamentos, uma vez que são falésias formadas por uma rocha chamada marga, composta de calcário e argila, e parece feita de gesso. Em www.dicasetricas.com, descobrimos que a luz do sol reflete as rochas durante o dia, criando uma variedade de tons que vão do branco brilhante ao azul profundo do mar, proporcionando um espetáculo visual inigualável.

Praias à esquerda maravilhosas. Terra seca, a água Sabrinella vendida pelo motorista do ônibus a €1 (euro). Nós viajantes, agradecemos. 25º C, dia ensolarado.

Marsala, terra do vinho fortificado. O site DiVinho esclarece que é apreciado como um aperitivo, ou acompanhando sobremesas. Uva especial em uma franja de terra, mais alcoólica, pela região ter muito sol. Paisagem adiante muda com os pinhos, fica mais verde.

Um pouco de história, conforme a guia Sabrina. Em 1816 foi fundado o Reino das Duas Sicílias, no sul da Itália, compreendia os antigos reinos de Nápoles e Sicília debaixo da Casa Bourbon, por Fernando I. Decisão tomada depois das guerras napoleônicas. Fernando II, rei das Duas Sicílias de 1830 até sua morte em 1859. Mais extenso reino antes da unificação em 1860. Pós-unificação foi feita a abolição do feudalismo, desenvolvimento da infraestrutura, tentaram modernizar com reformas a Sicília. Foi o primeiro estado com uma constituição. Giuseppe Garibaldi chegou ao porto de Marsala com 1000 voluntários em 11 de maio de 1860, conhecidos como Camisas Vermelhas. Expedição dos Mil. Ajudou com o processo de unificação do país. A guia nos dando aula e nós vendo um mar de parreiras. Continuando. Francisco II, último rei de Nápoles, pediu ajuda de estrangeiros, mas não recebeu, logo o reino das Duas Sicílias foi anexado. A Wikipédia menciona que se trata de um célebre episódio do Risorgimento italiano. Antes, eram pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras. Na luta sobre a futura estrutura da Itália, a monarquia constitucional, encabeçada pelo rei Vittorio Emanuele II, do Reino da Sardenha, apoiada pelos conservadores liberais, teve sucesso quando em 1859-1861 se formou o Estado-nação. Detalhe: a parte sul do país foi abandonada pós a unificação, era mais rica, porém com a unificação em 1860, empobreceu.

Porta Garibaldi-Marsala-Sicília-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

A Sabrina fala sobre a cidade. Porta Garibaldi, majestosa. Povoado de pescadores. Estilo árabe, casas pequenas. Vive da pesca e do turismo. A lagoa de Stagnone, a maior da Sicília, e a salina. Produção de sal conhecido. Pessoas extraem o sal gema (marinho). De acordo com o site https://descobrindoascilia.com, pouco antes de Marsala, há essa grande lagoa que dá continuidade à paisagem de salinas com suas quatro ilhotas: Isola Grande, La Scuola, Santa Maria e San Pantaleo. “Stagnone” significa grande pântano. A lagoa é bastante rasa e seu grau de salinidade é alto.

Teremos uma parada para comer no mercado de peixes. São camarões, atuns vermelhos, ostras, dentre muitos outros. Rua principal, Garibaldi, com restaurantes. Experiência divertida com música e vitrine de peixes. Banheiros podem ser usados em bares e restaurantes, de jeito nenhum no mercado.

Não é uma boa ideia beber muito vinho em Marsala, pois a subida montanhosa para Erice tem curvas. Distância: 30 km.

Vemos o mar de Marsala. A guia nos explica sobre a origem do vinho. Nasceu nos idos de 1773, quando um inglês John Woodhouse ao levá-lo para a Inglaterra, adicionou álcool, já que a jornada era longa. Devido às guerras napoleônicas, estava difícil conseguir os vinhos portugueses e espanhóis, então o rico comerciante de Liverpool, pensou em uma nova rota. Fez sucesso.

Vemos usinas eólicas pelo caminho. Na década de 1940, o site https://desocbrindoasicilia.com cita que Vincenzo Florio, já renomado na região pelo comércio de atum, deu origem à vinícola da família Florio, tornando-se um dos produtores mais afamados de Marsala. Com sua frota de inúmeros navios, eles exportam até a América do Sul.

Entramos em Marsala. Prédios baixos e casas, de cor bege. Calor, sol, cidade plana. Feira de frutas e verduras. Simples, interiorana. Seguimos o caminho do mar. Percebemos ser uma cidade mais pobre, muitas casas fechadas. Marsa-allah, ou seja, porto de Allah, antes se chamava Lyllibaeum (“a que olha para a Líbia”), fica em frente a esse país, no norte da África. A ilha de Mozia em frente. Era colônia fenícia, invasões de piratas depois das melhorias feitas. Fenícios, gregos, sarracenos. Vemos algas na beira da praia. Ilha Favignana. Erice em cima, se vê da costa.

Moinhos de vento eram usados para moer o sal. Hoje, decoração. Temos 1 h e meia para o almoço. A guia sugere o atum vermelho, a Cantina Florio e o sorvete com brioche de sobremesa.

A cidade muda para melhor quando a conhecemos mais. Estamos a pé. Decidimos não comer no mercado. Seguimos adiante. E encontramos o restaurante Da-Totò Risto Bar na rua Al Marsala. O centro histórico é atraente com seu calçadão e muitas opções de lugares para comer. O garçom que nos atende é sozinho para tudo, logo não foi simpático. Estávamos em mesas fora do restaurante, no calçadão, do outro lado. Pedimos água tônica e almoço de salada de alface e peixe-espada com passa de uva ao molho de soja e nozes. Uma delícia! Encontramos companheiras da nossa excursão lá.

Para a sobremesa, rumamos à sorveteria Millegusti, na Via Delle Sirene, 3, esquina com Scipione L´Africano. Nosso pedido foi um sorvete de limão e macarena, o brioche com sorvete ficou na vontade, era muito doce. Aliás, o gelato italiano é demais: €3 (euros). O grupo todo estava no local com a guia. Voltamos ao ônibus.

Monumento de Garibaldi, um mastro e uma bandeira. Outra porta de Marsala. Ilha Mozia. Em https://descobrindoasicilia.com, aprendemos que na verdade, a ilha se chama de Pantaleo que era a cidade fenícia de Mozia. Marina, salinas, salina Gella. A água do mar entra nas piscinas e o sal fica. Salina Ettore. Montes de sal. Sal de Marsala.

Erice-Sicília-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Subimos a montanha onde se situa Erice, no topo do monte Erice. Tem um povo bonito de origem fenícia, segundo o informativo da Europamundo. Ruas com pedras. Pré-história, Idade Média. Muito vento, umas várias igrejas. Montanha habitada desde a idade do bronze. Povo Elimiano ou elímio, fundador. Santuário dedicado à beleza/amor/fecundidade (Vênus/Afrodite). As sacerdotisas se entregavam sexualmente por meio de rituais e práticas religiosas. Santuário rico. Ruas de inclinação acentuada. Porta Trapani, medieval. A torre sineira separada do campanário.

De acordo com o site, https://descobrindoasicilia.com, foi fundada pelos elímios no séc. VII a. C. A mitologia conta que Erice deriva de Éryx, filho da deusa Afrodite e do rei Butes. Elímios, fenícios, gregos, romanos adoraram deuses pagãos. No período romano, todos os anos milhares de peregrinos visitavam o santuário de Vênus para participar de rituais que incluíam a criação de pombos e a prostituição “sagrada” das hierodulas (meretrizes compradas para serem oferecidas a Vênus). Enfim, na era cristã, Erice continuou importante do ponto de vista religioso, pois ali, moraram normandos, suábios e espanhóis que construíram mais de 60 igrejas. As muralhas da cidade são muito antigas, da época elímio-púnica (séc. VIII a. C.). Erice é um dos lugares que ainda mantém o fascínio medieval.

O mesmo site acrescenta que o cartão-postal da cidade é o Castelo de Erice ou de Vênus, uma fortaleza construída pelos normandos, bem onde surgia o templo de Afrodite, entre os séculos XII e XIII. A igreja Matriz foi feita em estilo gótico, sob ordem do rei Frederico II de Aragão, em 1312, utilizando material proveniente do templo de Vênus. Já a torre remonta aos séc. IV ou III a. C., o período em que Roma combatia Cartago pelo domínio da área do mar Mediterrâneo, mas teria sido reconstruída no final do séc. XIII, também sob ordem de Frederico II, tornando-se posteriormente, o campanário da igreja.

Os pastéis genovesi são uma instituição siciliana. Cerâmicas, castelo em cima. A guia nos conta sobre os afamados pastéis. Maria Grammatico criou. De família pobre, a mãe a colocou em um convento por pobreza. Ela deixou o monastério e abriu uma pequena confeitaria que cresceu, se tornou ilustre e uma marca de Erice.

Que visual lindo! Mar lá embaixo, montanhas, cidades. A Sabrina coloca músicas que elevam o espírito. Subida íngreme. Para o ônibus passar, os carros que descem param. 800 m. de altitude. O visual de baixo parece o Rio de Janeiro, com a baía de Guanabara e o Pão de Açúcar nas devidas proporções. Diferente e parecido ao mesmo tempo. Com ilhas, uma fábula. Subiam a cavalo anos e anos atrás. Lugar precioso. Os napolitanos visitam no verão (45º C). Bosque na entrada.

Pastéis genovesi-Erice-Sicília-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Erice, um sonho, toda pavimentada na pedra. Prefeitura no alto na praça principal, Piazza Umberto. Há restaurante, tabacaria, lojas, ruelas. Paramos em grupo depois de uma subida com muito esforço na imperdível confeitaria, da criadora do pastel genovesi: Pasticceria Maria Grammatico. Pedi um docinho de pistache e esse pastel. Que maravilhas! De babar… Na entrada da confeitaria (sempre lotada) está escrito: “Por 40 anos os mesmos ingredientes e o mesmo pastel de amêndoa do antigo monastério de Erice. Degustações: geleias, marsala, pastéis de amêndoa e torrone. Genovesi: farinha, açúcar, margarina, ovo, creme de leite, limão”.

A Igreja do Santíssimo Salvador tem ao lado um complexo beneditino em ruínas, pode visitar pagando. Na via Giuseppe Coppola, lembrancinhas mil. Um deleite. Entre as duas portas da cidade, surge a Catedral com campanário, €2,50 (euros), a Real Duomo di Erice. Eis a Igreja Mariz de Erice com a Torre do Rei Frederico. Não dá tempo de entrar na catedral, mal dá para comprar lembrancinhas. Só 1 hora para tudo. A subida é braba. Só existe um banheiro público. €1 (euro).

A Tunísia pode ser vista do local. Pelo interior da Itália não falam inglês ou espanhol. A guia ajuda quando pode. As cidades são limpas, as lixeiras com lugares separados para tipos diferentes de lixo. Cajitos ou carrinhos decorados com desenhos de tradições sicilianas. Nos anos 60, carros e motos surgiram, então os cajitos desapareceram, viraram símbolo da cidade. Eram utilizados para entregar mercadorias e transportar pessoas no passado. Hoje é decoração.

No caminho a Palermo, outro templo: o de Segesta, além de um aqueduto. Em www.viajandoparaitalia.com.br, ficamos sabendo que é uma cidade siciliana que abriga um dos templos mais bem conservados do mundo, o Templo de Segesta, a 400 m acima do nível do mar, além das próprias belezas das construções. É a antiga capital dos elimianos (um povo de cultura e tradição peninsular, que segundo dizem, vieram de Troia). A cidade fica localizada a noroeste da Sicília, era conhecida como Egesta pelos gregos. O parque é dividido, basicamente, em duas partes: o Monte Bárbaro e o Templo. No monte se encontram o antigo anfiteatro, o Castelo e as ruínas de uma igreja.

Estamos no ônibus, cansados, mas encantados. Ufa! Quanta riqueza cultural tem a bela Itália.

Bela Itália-Sicília-Caltagirone-dia 5

Bela Itália-Sicília-Caltagirone-dia 5

Hoje é dia 9 de outubro de 2025 e estamos no caminho entre Catânia e Caltagirone. São 70 km. A nossa guia Sabrina nos brinda com informações sobre o que veremos. Caltagirone, a 608 m acima do nível do mar, tem cerca de 38 mil habitantes e é localizada na província de Catânia. Tem uma escadaria de 142 degraus famosa, chamada de Santa Maria do Monte. Cerâmicas originais, feitas à mão. As cidades da região foram levadas 8 km acima, reconstruídas por causa do terremoto. Trem turístico.

O Etna sempre com fumaça à direita. Dia quente. Escutamos no ônibus o cantor Franco Battiato. De acordo com a Wikipédia, ele era também compositor, regente, escritor e pintor italiano (1945-2021). No percurso, algumas casas abandonadas e lixo na calçada. Estamos na zona da laranja, árvores frutíferas, oliveiras, vemos um mar de laranjeiras. Na Itália e Espanha estão removendo oliveiras para colocar painéis solares.

Estrada muito boa. Clima e terra parecem com a da Andaluzia, na Espanha. Clima mais seco. No grupo da excursão, somos viajantes variados: galegos e catalães (da Espanha), argentinos e brasileiros. A gente se entende. No mapa, Gela à frente e Lentini à direita. São 10h27 e 24° C. Agora, Gela à esquerda e Caltagirone também.

A paisagem é de deserto. O castelo árabe de Caltagirone na montanha, que não existe mais na sua forma original. Desde os tempos pré-históricos existem necrópoles, a tradição da cerâmica desde os árabes e normandos que estiveram na região e melhoraram a cerâmica: pratos, azulejos, esculturas, trabalhos de pais a filhos, artesanal. Escada original, decorada com pedaços de cerâmicas diferentes em cada degrau, conecta partes da cidade, a nova com a antiga. Foi destruída por terremoto. A escada normal foi modificada com cerâmica. A título de conhecimento, a Wikipédia nos esclarece que necrópole, do grego antigo, é um grande cemitério e projetado com monumentos de túmulos elaborados.

Estamos na carretera (estrada). Estrada bloqueada. Ainda bem que somos o primeiro ônibus (são 3). Figos da Índia, a planta é toda comida frita. Os espinhos são tirados. São cactos. Caltagirone à esquerda. Estamos em uma rotatória. A conversa ontem era sobre não ter onde estacionar carro nas cidades grandes da Europa, as regras mudam e as pessoas levam multas.

Maio, mês da festa das Flores, de 6 de maio a 12 de junho, evento em homenagem à Madona. A escada de 142 degraus se enche de desenho de flores. Dias 24 e 25 de julho, festa de são Giácomo, com velas acesas nos degraus para iluminar a cidade. As cerâmicas de cabeças de mouros encontradas em Taormina e Caltagirone. O ambiente muda para verde. Em Palermo, bom para compras, tudo mais barato e em quantidade.

Caltagirone em meio às montanhas Erei, que vão do sudeste até o centro da Sicília. Tudo bege, casinhas mil, bem Itália. Que lindeza! Lembra um quadro cor de terracota. O site https://descobrindoasicilia.com nos conta que Caltagirone significa em árabe “castelo de jarras de cerâmica”. Uma das oito cidades do sudeste da ilha conhecidas como cidades barrocas do Val di Noto ou Vale de Noto, que foram totalmente destruídas e reconstruídas após o terremoto de 1693 e que fazem parte de Patrimônios da Humanidade da UNESCO. Lojas que vendem belas cerâmicas, olarias, e obras de arte em terracota dos laboratórios locais. A produção de cerâmica iniciada durante o período grego.

Na frente do trenzinho, uma cadeia antiga com exposição de quadros. Estamos na Piazza Umberto I, onde se encontra a Catedral Basílica de San Giuliano. O trem é da companhia Tour de la Città Regina dei Monti Erei. Um carrinho, na verdade, e lá vai o ônibus todo. Por €5 (euros), passeamos pela cidade, com explicações da cidade para conhecer seus principais pontos de interesse.

Cidade feita de rocha vulcânica. Jardins públicos. O centro histórico em estilo barroco siciliano. Prédios lindos. Descemos. No Bar Escalier, ao lado da afamada escada, na Piazza del Municipio, 2, tomei sorvete de limão e o Carlos, um de pistache e um cannolo de ricota. Também, confeitaria, gastronomia e sorveteria. Tem arancini (a coxinha tradicional deles). Detalhe: nas escadas só tiramos fotos, ninguém teve coragem de subir. A escada é bela, única. Estamos bem acompanhados da nova amiga Ana Maria, do Rio. Um adendo: segundo o site The Mediterranean Dish, arancini é uma comida de rua siciliana feita com risoto, enrolado em forma de bolinha, recheado com queijo, à milanesa e frita até ficar crocante. Uma delícia! Sobre a escadaria de Santa Maria do Monte, é de 1606. O site https://descobrindoasicilia.com acrescenta que cada um dos 142 degraus é decorado com azulejos pintados à mão, usando cores, formas e padrões típicos da mais tradicional produção de cerâmica e arte.

Na Piazza del Municipio se situa a Igreja de São José. O padre nos colocou para dentro, uma simpatia. Comprei santinhos de são Carlo Acutis, 2 euros cada. Palazzo Municipale, prédio da prefeitura. Pertenceu à família Interlandi, príncipes de Bellaprima.

Muitas lojas de cerâmicas, coisas lindas, caras, brincos, jarros, bancos, xícaras, copos, que maravilhas. Palazzo Spadoro Libertini, do séc. VII. O site palazzospadorolibertini.com nos dá dicas sobre o local. Trata-se de um dos mais antigos palácios, reconstruído sobre uma estrutura preexistente do séc. XVI, que pertenceu a Bonaventura Scusio, bispo de Catânia e diplomata, nascido na cidade em 1558.

Museu Regional de Cerâmica de Caltagirone, na esquina da Via Gesualdo Clementi com Via Emanuele Taranto, tem uma loja com um vidro onde pisamos e embaixo mais pratos de cerâmica. Piazza Umberto I. O trenzinho estava na outra esquina. A gente estava batendo altos papos com “hermanos” de Buenos Aires em uma esquina, mas o grupo estava na outra. Chegamos ao local correto e entramos no trem que levou a gente ao ônibus. Cidade magnífica. Encantados.

Caltagirone é Patrimônio Mundial Cultural e Natural da UNESCO e Patrimônio da Humanidade, por seu legado barroco. É o centro da cerâmica na Sicília.

A guia nos adianta que vamos em direção à Vila Romana de Casale, escondida por muitos anos pelo barro de um dilúvio, com acompanhamento de um guia local. Lugar precioso. Lá almoçaremos em uma feira. 45 minutos até o local.

À direita, deserto. Estamos na estrada. Rochas na montanha com formações interessantes. Muralhas com cerâmicas na saída. Muito comum ver proteções de morros de concreto nas estradas. Controle eletrônico de velocidade.

No sul da Itália são fogosos e ciumentos, segunda a guia napolitana. Importante contar a lenda da cabeça do mouro ou “Testa di Moro” que remonta ao período da dominação mourisca na Sicília, por volta do ano 1000. A Sabrina nos diverte com ela, assim como os sites Sicilia Bedda Shop e Descobrindo a Sicília. A filha de um pai zeloso, “linda” de Palermo, era uma moça muito bela de cabelos negros que passava o dia cuidando de plantas em uma varanda florida, então conheceu um árabe, mas ela soube que ele era casado e tinha filhos. Com ele, havia perdido a virgindade e estava em situação difícil. Logo, na noite anterior à partida dele, ela o convenceu a passar uma última noite juntos, ele dorme e ela corta a cabeça dele e a transforma em jarro, onde planta manjericão junto a outros vasos. Ela chorava à noite, porque não o queria matar. O vaso com a cabeça de homem foi copiado pelas demais pessoas.

Agricultores colhendo azeitonas pelo método antigo. Região de figo da Índia. Top! Origem protegida até 5 m de altura. Recolhem com a mão o fruto da velha maneira. O sabor é mais forte e o tamanho maior. Entre agosto e setembro, a colheita. Plantado como se fosse uva. Em https://frutopedia.com, sabemos mais. Também conhecido como tuna ou pera espinhosa. Fruta exótica originária de cactos, com casca, espinhos e polpa suculenta. Alcachofra, painéis solares e olivas pelo caminho.

Piazza Armerina, uma cidade parecida com Caltagirone. Também barroca e na montanha. Foto de dentro do ônibus. Conforme o Tripadvisor, onde está localizada a Vila Romana de Casale, uma vila romana que pertenceu a uma rica família siciliana cerca do ano 500 d. C. e que mantém uma preservação excelente de mosaicos. Patrimônio Mundial. Paramos na feira primeiro para almoçar. Arancini, focaccias, pizzas e sucos de laranja, romã, refrigerantes e cervejas. Escolhi o arancini de berinjela. As lojas de lembrancinhas, uma loucura. Comprei sabonetes maravilhosos de laranja, oliva etc,, 3 por €10 (euros), e perfume de bergamota por €20 (euros). Muito calor.

Prosseguiremos em breve. Itália espetacular.

Bela Itália-Sicília-Taormina-dia 4

Bela Itália-Sicília-Taormina-dia 4

Hoje é dia 8 de outubro de 2025. Estamos no hotel Antares Olimpo em Letojanni, perto de Taormina. O café da manhã servido em uma sala de refeições, linda, em tons de azul e dourado. Satisfatório, percebo gostarem muito de fritura. E de salsicha Frankfurter (embutido típico alemão) e batata rosti (tradicional da Suíça). Frutas, como maçãs, peras pequenas e ameixas, iogurte de morango natural bem azedinho e pães croissants diferentes. E muito mais.

Hotel bem em cima de um monte. Esplêndido. O Carlos e eu conversando com outros viajantes. Rosita e Cândido, de Floripa, bom papo. Na saída do hotel, por €25 (euros), pegamos o hop on hop off da empresa City by See, ônibus sempre prático para viajantes, pois faz paradas em lugares de atrações turísticas. Linha vermelha. Até a parada, tem que descer de elevador, seguir o caminho e passar por baixo do viaduto. A parada do hotel Olimpo está em frente. Quem trabalha com turistas, tem que falar inglês e espanhol por aqui. Ali conhecemos a nossa companheira de excursão, Ana, gaúcha, moradora da Ilha do Governador no Rio de Janeiro. Prazer em conhecê-la. Bom demais viajar e usar o audioguia em espanhol. Muitas informações importantes. Tudo muito organizado, com o informativo das paradas.

A estação do teleférico conecta o mar Jônico à parte alta com seus 725 m. O teleférico a 200 m de altitude acima do nível do mar. Vamos no ônibus com altos e baixos, ruas estreitas para subir e descer. A Isola Bella ou Ilha Bonita ou “Pérola do Jônico”, do rei Fernando I (de Bourbon), o rei das ilhas da Espanha. O site Visit Sicily nos conta que em 1806, o rei doou a ilha ao município de Taormina. Em 1890, foi comprada pela nobre inglesa Florence Trevelyan que a habitou e introduziu plantas exóticas, criando um bom retiro. A Sicília tem o maior vulcão da Europa, o Etna.

Giardini Naxos, um vilarejo charmoso, com mais de 50 hotéis. No centro urbano, palácios pertencentes à nobreza, a beira mar com barcos, uma baía deslumbrante, ensolarada, brilhante. Lugar com ruelas e casas antigas de dois pavimentos e sacadas com flores. Palácio da Prefeitura. Parada no centro, se eu pudesse morava na comuna. Linda Giardini Naxos, encantadora!!! Situa-se ao sul de Taormina. Ilhas me atraem.

Contos sicilianos passam por gerações, são suas tradições: palavras, mitos e lendas. Turismo, pesca e comércio. Lugar onde viveram gregos, árabes, bizantinos, espanhóis e franceses. Mescla de raças. Dialeto siciliano. A Sicília tem 5 milhões de habitantes, cuja capital é Palermo. Messina colonizada por gregos.

No hop on hop off se tem uma visão panorâmica. Terminal Recanati, de ônibus. Museu Arqueológico de Naxos, com o Parque Arqueológico e Museu de História Natural em Isola Bella. O site https://parchiarcheologici.regione.sicilia.it nos conta que o Parque Arqueológico de Naxos e Taormina se localiza na antiga Naxos, sendo a primeira colônia grega, fundada na segunda metade do séc. VIII. Chega ao sul do centro moderno de Giardini Naxos. Naxos foi ponto de partida para embarcadores gregos a fim de conquistar a Sicília. O ônibus dá um tempo e recomeça com a parada nº 1.

Vemos restaurantes, tratorias. Ilha de pedras vulcânicas. Passeios para outlets. Vulcões com banhos, muitas opções. Calor, dia de sol. Semana anterior, tormenta. Somos abençoados.

Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.). Conflito decisivo na Grécia antiga entre Atenas e Esparta. Povo tomando banho de mar. Igreja de Santa Maria Imaculada em Giardini Naxos. Que pedaço de paraíso. Em 28 de agosto de 1860, Garibaldi esteve na região e partiu para o continente para continuar seus negócios. Em Giardini Naxos, diversas iniciativas de pesca, agricultura e turismo. A mais frequentada da Sicília. É grande. Muitos hotéis, pousadas. A ferroviária tem salas decoradas com móveis escuros em estilo francês. Inauguração: 1866.

A culinária local é fundamentalmente de pasta, peixe-espada, calamares, mexilhões, salsa de carne.

E vamos subindo a montanha. Vulcânica. Vistas estonteantes. Taormina consagrada como centro residencial. Em 1870, a ferrovia ligando Siracusa-Taormina-Messina.

Taormina, aos pés do vulcão Etna. O folder da excursão comenta que a cidade foi descrita por Winston Churchill como “o lugar mais bonito da Terra”. Fundada em 395 a. C.. Colônia romana para defesa medieval e patrimônio histórico e artístico. Ansiedade grande para conhecê-la. Subindo, subindo a montanha. Calle (rua) Valeria, corso dos romanos com séries de curvas sinuosas, monumentos, praças. Fonte de estilo barroco. Centauro, símbolo de Taormina. Igreja barroca de San Pancrazio, patrono da cidade. Palácios. E vamos nos encantando. Um pouco sobre são Pancrácio. A Wikipédia nos informa que seu nome Pancras ou Pancrácio foi um santo nascido na Antioquia, hoje Turquia, e falecido em Taormina. Foi seu primeiro bispo e é venerado como um mártir cristão. Já a igreja com seu nome, conforme o site lasiciliainrete.it, foi construída sobre as ruínas de um templo grego dedicado a Júpiter Serápis, cujos blocos de pedra base ainda são visíveis do lado de fora da igreja.

Para Castelmola se continua no mesmo ônibus, logo descemos e pegamos outro. Via Luigi Pirandello, 22, com funicular (estação Funivia). O site pt.aroundus.com nos explica que o teleférico conecta o centro histórico no topo com a zona costeira de Mazzarò abaixo, passando sobre o terreno mediterrâneo em uma breve jornada. Abriu em 1992 para melhorar o transporte de residentes e visitantes. Seu desnível é de aproximadamente 170 m e percorre uma extensão de cerca de 700 m.

Descemos no terminal Taormina Centro Via Pirandello. E lá vamos com a nossa companheira Ana subir e caminhar muito. Joelhos preparados. Entramos pela Porta Messina. Passamos pelo afamado Teatro Grego, ou melhor, Teatro Antico di Taormina. Lotado! Fila enorme para comprar e no sol. Ali perto uma venda de suco de romã e laranja na rua, nossa salvação. O lixo dividido por reciclado. Fomos comprar a entrada. Ticket office na Via Teatro Greco, compramos para as 12h45. Ao redor, quiosques de vendas de sucos, sorvetes e doces. Por €16 (euros), ficamos um tempão na fila. Mas, válido demais.

Entramos no Teatro Antico. Espetacular! Teatro de arena do séc. III a. C., com mirantes fantásticos do mar Jônico (mar Mediterrâneo na Sicília) e de Taormina. Um lugar para não esquecer. Portas, arcadas, muitas escadas. Saímos de lá sem palavras. De acordo com a Wikipédia, o antigo teatro romano era construído em sua maior parte de tijolos e provavelmente data do Império Romano apesar de a estrutura parecer mais com os teatros gregos. O local é frequentemente utilizado para performances teatrais e óperas, eventos locais como o Festival de Cinema de Taormina, além de concertos musicais. O site Visit Sicily acrescenta que o teatro foi escavado na rocha dura do monte Tauro, faz parte do Parque Arqueológico da Naxos e Taormina e compreende três áreas: o palco, a orquestra e a cávea (arquibancada de teatro, anfiteatro ou circo romano, segundo Oxford Languages).

Enfim, o almoço de pasta no Caffé Forastiero, ufa! Endereço: Piazza Vittorio Emanuele II, 6. Pudemos usar a internet, que não tem sido boa. Refeição deliciosa: massa penne com berinjela, tomate pequeno redondo, folha de manjericão e molho de tomate. Perfeito!

Desistimos de entrar no Castelo Árabe Normando ou Sarraceno ou do Monte Tauro, uma fortaleza árabe normanda do séc. XI e ficamos passeando pela cidade. As lembrancinhas são coloridas, bonitas, limoncellos (o licor que amo), doces típicos, tudo com limão, panos de pratos e muito mais. Chocolate di Modica, típico da ilha. Perfume de limão siciliano, ótimo. Temperos de sal, limão da Sicília, orégano para cozinhar. Arancine: uma coxinha com arroz e ervilha! Doces como strudel de maçã, mas bem diferente.

Praça 9 de abril, com mirador. Uau! Que lindeza! Foto de Giuseppe Garibaldi no Salesiano Dom Bosco. Via Corso, com lojas de marcas, como Dolce Gabbana, Gucci e outras. Que cidade única! Igreja Imaculada de Maria, de 1953. Torre do Relógio, ao lado da igreja, do séc IV. Torre do sistema de defesa da cidade.

Um pouco de história nunca faz mal. Garibaldi nasceu em Nice, França em 1807 e faleceu em Caprera, ilha ao norte da Sardenha em 1882. A Wikipédia nos informa que foi general, guerrilheiro e revolucionário italiano. Alcunhado de “herói de dois mundos”, devido a sua participação em conflitos na Europa e América do Sul. Em 1839, em Laguna (SC), durante a Guerra dos Farrapos conheceu Anita Garibaldi, então Ana Maria de Jesus Ribeiro, com quem se casaria e que tornaria sua companheira de lutas pela unificação da Itália e independência do Brasil. Aos 18 anos, Anita que era casada com um sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, o abandona por ter se apaixonado por Garibaldi.

No fim do passeio em Taormina, encontramos a loja do ônibus hop on hop off e nos atenderam os funcionários: uma argentina e um romeno chamado Florine. Ele nos acompanhou até a parada, rapaz gentil. A língua inglesa presente nas comunicações. Ali nas imediações fora do circuito há lojas mil de lembrancinhas e bem mais baratas. Entramos no ônibus e encontramos os brasileiros do nosso grupo, de Santa Catarina. Via Leonardo da Vinci. E vamos subindo novamente a montanha. Como é alta a região. Pedaço de sonho, tudo é deslumbrante.

Indo a Castelmola. Casas na montanha. Coragem viver lá. Aos 800 m, o motorista para e a gente desce para fotos. Continuamos. Na parada do castelo, ele para e tiramos mais fotos. Foi bom não ter ido antes, pois Taormina requer tempo. O castelo (Castelmola) está lá em cima, tem elevador e é muito alto. Ficamos na entrada. Área arqueológica Villa San Pancrazio. O site mdpi.com nos esclarece que escavações arqueológicas na vila estão trazendo à luz um vasto quarteirão de residências romanas da época imperial (séc. III), apresentando decorações luxuosas com papéis de parede e mosaicos no chão, um dos mais significativos sítios arqueológicos da cidade.

Sobre Castelmola, segundo o site Visit Sicily, é uma pequena vila acima de Taormina, uma das mais belas vilas sicilianas. Um verdadeiro terraço natural construído ao redor de ruínas de um castelo normando que, com o tempo, assumiu uma forma suavemente côncava, semelhante a uma mola, por isso o nome. Tudo o que resta da fortaleza são as muralhas normandas. Uma placa do séc. X com inscrições greco-bizantinas na fachada da catedral diz: “Este castelo foi construído sob o reinado de Constantino, patrício e estrategista da Sicília”. Com toda a probabilidade, foi Constantino Caramolo quem defendeu o bastião, a vila e o território dos ataques árabes no séc. IX.

Voltamos para Taormina e entra muita gente no ônibus. Vamos até a rodoviária e sobem mais turistas. O atendente da empresa City by See entra e pergunta qual é nosso hotel. Gostei. É o último ônibus do dia, são 17h28 agora. Chegamos ao hotel Antares Olimpo e pegamos o funicular para ver a parte de cima do local. Solarium Belvedere, com algumas piscinas (estilo Jacuzzi) pequenas em um pátio enorme. Deve ser uma delícia se banhar em um visual desses. O hotel continua… magnífico lugar. Até no quarto há lixeira para plástico e alumínio. Muito bom. Sou da turma da reciclagem.

Interessante que há um templo dos Capuchinhos em Taormina. A igreja Santo Antônio de Pádua faz parte do conjunto monumental que inclui o convento da Ordem do Frades Menores Capuchinhos. De 1559, em estilo medieval e arquitetura única (fonte: Wikiital.com).

Uau! Que dia mais incrível. Taormina, cidade para amar e retornar.

Bela Itália-Sicília-de Messina a Letojanni-dia 3

Bela Itália-Sicília-de Messina a Letojanni-dia 3

Hoje é dia 7 de outubro de 2025. Estivemos em Paola na Calábria, atravessamos o estreito de Messina e chegamos à cidade de Messina na Sicília. Cidade destruída por um terremoto, tsunami e incêndios, de acordo com a guia Sabrina, em 1908. Foi reconstruída posteriormente em formas quadriculares. Segundo a Wikipédia, o terremoto ocorreu na Sicília e Calábria, com magnitude 7,1. O epicentro foi no estreito de Messina. Messina e Reggio Calabria foram quase completamente destruídas e entre 75 e 82 mil pessoas morreram. Foi o terremoto mais destrutivo a atingir a Europa. A Universidade de Messina, fundada em 1548, por Santo Inácio de Loyola foi o primeiro colégio do mundo da Companhia de Jesus.

Também a Wikipédia acrescenta que a cidade foi fundada pelos gregos em 757 a. C. É conhecida pela sua rica história e arquitetura que reflete as influências gregas, romanas, árabes e normandas ao longo dos séculos. Possui uns 220 mil habitantes. A Tripadvisor nos conta que Messina é a “porta da Sicília” e é situada no nordeste da ilha. Já a https://descobrindoasicilia.com acrescenta que está situada a 3 km da península. Os gregos a chamaram de Zancle em homenagem ao lendário rei que construiu o porto: Zanclus. A época de glória de Messina veio com o governo da dinastia Aragão que fez dela a capital do reino da Sicília e reconheceu seu valor e potencial como porto.

Cidade arborizada, agradável. Vemos um transatlântico. Antes da visita à Catedral, vamos provar o famoso doce cannolo, tão falado com detalhes pela guia Sabrina. Típico do local. Detalhe: em italiano: 1 cannolo, 2 cannoli. Na área de calçadão se encontra a Pasticceria Laboratorio del Duomo e o cannolo é simplesmente magnífico. Com casca crocante, é recheado de ricota doce. Nunca provei igual, dos deuses. €3 (euros) cada. O Carlos e eu pedimos dois cada. Endereço: Via Primo Settembre, 154, no centro histórico.

Em https://descobrindoasicilia.com, o cannolo é um doce típico siciliano. Trata-se de uma massa crocante em forma de tubo, recheada tradicionalmente com ricota de ovelha doce, pedacinhos de abóbora cristalizada e gotas de chocolate. O confeiteiro pode usar outros recheios, como pistache, chocolate etc.

Na Piazza del Duomo ou praça da Catedral estão o Palazzo Zanca e o teatro Vittorio Emanuele, com seus afrescos e estilo neoclássico (fonte: Tripadvisor), e outros prédios importantes.

Vimos um prédio mais lindo do que o outro. Edificações claras, amarelas, cor de creme, com sacadas de bronze. Fios submersos. Incrível. Enfim, a Catedral. A torre sineira me lembrou a de Praga (na Chéquia). A Catedral tem seu teto trabalhado, belo, na madeira, o altar com Cristo, de influência da igreja ortodoxa.

A Catedral tem uma história e tanto. A Tripadvisor relata que se trata de um marco da cidade com seu famoso campanário e relógio astronômico. O campanário faz parte da torre sineira e é famoso por seu mecanismo de movimentação que apresenta diariamente as 12 horas e um espetáculo simbólico da história da cidade. Em https://pt.italiani.it sabemos mais. A Catedral é uma obra prima de arte normanda. A sua formação remonta a 1120. O rei normando Roger II queria que fosse construída. Em 1197 foi consagrada pelo arcebispo Benzio e dedicada a Santa Maria Assunta. Depois de terremotos e incêndios, a nova Catedral foi consagrada em 1929. Em 1943 sofreu muitos danos devido ao bombardeio dos Aliados. Sempre foi reconstruída. Ainda hoje fascina os visitantes pela beleza e elegância de suas linhas. Dentro se veem vários monumentos funerários de arcebispos, bem como o mosaico quase inteiramente original da abside (capela) esquerda. No interior, além de admirar o teto e as naves, avista-se o complexo de órgãos, o segundo maior da Itália. Possui 5 teclados, 170 registros e 16 mil tubos. A empresa Tamburini de Crema o criou em 1948.

Segundo o Google.com, o Relógio Astronômico (mecânico), construído em 1933, tem seu mecanismo ativado ao meio dia que exibe cenas religiosas e históricas, leões, galos e signos, com duração de cerca de 10 a 12 minutos ao som de “Ave Maria” de Schubert. O site https://descobrindoasicilia.com adiciona que foi feito pelos irmãos Ungerer de Estrasburgo.

Messina é grande, estamos no caminho de Catânia e saímos para Taormina, mas nos hospedaremos em Letojanni. O pessoal do grupo vai ser dividido entre hotéis: o Sporting Baia e Antares Olimpo, o nosso. No dia seguinte o dia será livre, oba.

Em Taormina conheceremos o Teatro Grego, a 200 m acima do nível do mar, em cima do estreito de Messina. No verão se alugam Ferraris, está acerca do vulcão Etna. É uma cidade medieval, cercada por muralhas com duas entradas. Eis uma cidade admirada pela sua beleza. Goethe, Churchill e outros nomes a amaram. Justo em cima do mar está o teatro impressionante, lá o Etna não dá medo.

Ainda no ônibus, a guia nos dá dicas de como pegar transporte para ir aos locais de interesse. Vamos receber mapas com os horários de ônibus. Levar trocado. O café da manhã até as 10h30. Se come muita comida frita. Doce de amêndoas, azeite de oliva, cassata siciliana, também doce típico. Na Sicília, não se deve tomar água da torneira, na ilha não há água para todos, os rios estão secos. Pinhas em todos os lados, plantadas pelos sarracenos (árabes). Trazem sorte. O Etna explodiu recentemente, foi forte e quebrou a parte de cima da montanha.

Estamos nos caminhos para os hotéis. Em Giardini Naxos, cidade litorânea com sua baía adorável, se encontra o primeiro hotel: Sporting Baia.

Vemos uma ilha que já foi privada: Isola Bella. Um pedaço de paraíso. Conforme o site https://descobrindoasicilia.com, ilhota repleta de vegetação e com uma casa no topo. Possui pouco menos de 8 mil m², é unida ao continente por uma pequena faixa de areia, que dependendo da maré pode ficar submersa. Pode ser visitada, pois é uma ilha jardim cercada por águas azul turquesa. Pertence ao Governo da Sicília, sendo uma reserva natural e possuindo o Museu Regional dos Bens Naturais e Naturalísticos da Isola Bella.

Em Letojanni, uma cidade costeira, se situa o nosso hotel. Antares Olimpo. Endereço: Via Germano Chincherini. Um caminho até lá, vamos com malas e tudo, está em cima de uma rocha. Jantar das 19 h às 21 h. Buffet com direito a refrigerante, vinho, água, cerveja. Peixe-espada, saladas, tabule, uau. Tudo muito bom. E os garçons pelo espaço da sala de jantar tocando instrumentos típicos da Sicília. Que ilha mais festiva! Eles se vestem em estilo grego/siciliano. Legal. O grupo da Europamundo fica junto dividindo as mesas, como sempre.

Ufa! Finalmente, o dia extenso acabou. Hora de dormir.

Bela Itália-Capri, Sorrento e Salerno-dia 2

Bela Itália-Capri, Sorrento e Salerno-dia 2

Hoje é dia 6 de outubro de 2025. Estamos na viagem pela costa Amalfitana e Sicília. De Nápoles pegamos o barco para Capri, um ferry boat de tamanho médio. Duração: 1 hora. Balança um pouco. Fiquei embaixo e mais perto da saída como a guia pediu. O Carlos explorando o ambiente e tirando fotos. Cabe muita gente dentro. Tem café/bar dentro, €2 (euros) o expresso, pra variar, pouquíssimo café, estilo italiano.

Barco, como chamam, da empresa NLG, ou seja, Navigazione Libera del Golfo, funciona desde 1953. Ao aportarmos, já maravilhados com o cenário da ilha, fomos logo para o passeio de barco pela ilha às grutas del Coral e Blanca. 25 (euros). Empresa Motoscafisti di Capri. A guia lembra para comprar o tíquete de ida e volta do funicular antes do almoço. Valor: €5 (euros).

Rochas no mar de Capri-Faraglioni-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vamos ao passeio de barco. Muita emoção em estar na iluminada Capri. Passamos pela gruta do Coral e a gruta Branca com uma pedra dentro que parece a Madona. Vimos uma rocha semelhante a uma trompa de elefante no caminho. É rápido o barco, ali o Carlos perdeu os óculos escuros. A marina é pequena com restaurantes e hotéis. O condutor uma graça, fala espanhol. Vemos as rochas símbolo de Capri: as Faraglioni, ao som de músicas do grupo ABBA e de Andrea Bocelli. Fico abismada com a quantidade de barcos e turistas. A cor da água é turquesa. O mar Tirreno, um sonho.

Chegamos e fomos logo pegar o funicular, almoçaremos depois. A parte de cima é lotada de gente, com lojas de marcas famosas. Estamos na Via Camerelle. Muito vivaz, a cores. Como se diz: uma “muvuca” de tanta gente. Nem fomos aos Jardins de Augusto, queria que tivéssemos tempo. Na verdade, é tanto passeio de barco, tanta gente na rua, que ficamos um pouco “zuruó”. E que calor! Fico segurando o casaco. Chato isso. Descemos o funicular e fomos procurar um restaurante do nosso gosto ao longo do mar. Há muitos.

Eu tomando sorbet de limão-Capri-foto tirada por Carlos Alencar

Encontramos o Ristorante Da Peppino Buonocore, de 1946, também pizzaria e bar de vinhos. Endereço: Via Cristóforo, 2, Marina Grande. Comi peixe-espada e salada por €24 euros. Gostei do peixe, leve, fino, mais seco, pouco gorduroso. Peixe típico da ilha. De sobremesa, algo que ansiava provar: o sorvete de limão de Sorrento no limão (sorbet). Delicioso, refrescante. Interessante ver os táxis originais e abertos, que ilha mais atrativa. Merece uma segunda visita mais demorada.

Um pouco mais sobre Capri. Segundo o site www.melhoresdestinos.com.br, a ilha dista 40 km de Nápoles no Golfo de Nápoles, 19 km de Sorrento. Tem duas cidades: Capri e Anacapri. Capri tem mais movimentação, comércio e luxo, Anacapri é mais sossegada e está a uma altitude mais elevada, 3 km uma da outra. Em Capri, o porto se chama Marina Grande e a Piazzeta (pracinha principal) se vai a pé ou de funicular.

No mesmo site, se aprende que as três rochas no mar, símbolo da ilha e conhecidas pela sua beleza de cartão-postal, são as Faraglioni com 100 metros de altura. Nomeadas de Stella, Fraglioni di Mezzo (com uma fenda) e Faraglioni di Fuori. Já os Jardins de Augusto são formados por uma área livre na beira de um paredão rochoso que reúne plantas bem cuidadas e uma vista sensacional da região.

O grupo da excursão se encontrou na parte baixa, em um ponto determinado e pegamos outro barco no fim da marina pelo lado esquerdo. Vamos a Sorrento, no continente. Do porto ao centro da cidade, de van. Estamos na Península Sorrentina. A guia marca o encontro na rodoviária às 17h45, já que o pôr do sol com cores de vermelho na estrada entre Sorrento e Salerno é famosa e ocorre às 18 h. Vamos à parte alta e pegamos um ônibus para aproveitar mais o tempo. A estrada da subida e descida é estreita, exige perícia no volante. No mais, o passeio é a pé. Começamos na praça Tasso, com escultura de Torquato Tasso e a igreja de Santa Maria del Carmine.

Andamos por um corso bem movimentado, com lojas de lembrancinhas mil. A padronagem típica é de limão de Sorrento, os gigantes. São sabonetes, balas, panos, camisetas, tudo colorido. No Ice Dream, suco de romã gigante e sorvetes de frutas. Muito legal. Convento de São Francisco. Do nosso grupo: Graziela, a argentina “doce” que conhecemos antes, e Roseli e Liliana, brasileiras, muito agradáveis. Conhecer pessoas que viajam como a gente e trocar experiências é sempre um aprendizado feliz.

Sorrento, amamos! Que delícia de lugar para se hospedar, voltaremos. Cidade tentadora, que centrinho mais apaixonante, repleto de restaurantes, bares com varandas, gente alegre. Queríamos não sair de lá. Rumamos à rodoviária ali perto caminhando, com gente do grupo. Pequena, banheiros por 50 centavos de euros.

Aí ocorreu algo: as duas peruanas do grupo se atrasaram meia hora, logo perdemos o melhor pôr do sol do percurso. Levaram o maior “carão” da guia. Ficamos bem frustrados com isso. Saindo da cidade, vamos conhecendo mais. Passamos por ruelas em Sorrento com prédios baixos, árvores, meios-fios arborizados, a natureza é bem cuidada e ajuda na beleza e encanto do lugar. Prédios com sacadas francesas, plantas, flores. As motos Vespas a mil. O visual do mar Tirreno belo com o restinho do pôr do sol ao som do cantor da terra Lucio Dalla. Fotos fantásticas da costa, um pedaço de paraíso. Passamos de novo na estrada estreita, ida e volta na parte alta, com a rocha ao lado. Agora escutando músicas italianas de Pino Daniele, napolitano como a nossa guia Sabrina. Ela sabe como nos incentivar na cultura italiana.

Uma cidade atrás da outra. Túnel embaixo da montanha, enorme. Interminável. Estamos perto do supervulcão abaixo do golfo de Nápoles que fica submerso na baía de Nápoles, segundo o site www.mundoecologia.com.br. Campi Flegrei ou em bom português Campos Flégreos. Tem se movimentado há 2 anos, sente-se o cheiro de enxofre em Nápoles às vezes. Há atividade vulcânica nos últimos meses, a terra sobe.

A guia fala no santuário em Pompeia, e eu digo: estilo “Canindé” no estado do Ceará-Brasil. Cidade de Pompeia. Santuário da Beata Virgem do Santo Rosário de Pompeia, com ex-votos, objetos que os fiéis oferecem em agradecimento por intercessões ou graças recebidas, e são frequentemente encontrados em salas de milagres de igrejas e santuários católicos. Um dos mais importantes e visitados santuários marianos da Itália (fonte: Blogger.com). Torre Sineira da Virgem do Rosário de Pompeia.

Demos um círculo na costa Amalfitana, começamos pelo norte ao sul, de Capri a Salerno. Pedágio. Chegamos a Salerno. Bonita à beira mar com a lua cheia. Golfo de Salerno. Pernoitaremos no Gran Hotel Salerno. Endereço: Lungomare Clemente Tafuri, 1. Há restaurantes perto do hotel, a baía é um charme. Cidade conhecida no Natal por suas decorações pensadas pelo prefeito de forma a atrair visitantes. Iniciam em novembro e têm dado certo.

O Carlos e eu nos alojamos. Quarto enorme com cama de casal, duas de solteiro, varanda e dois banheiros. Uau! Muito bom. Já era noite, a fome no mundo. Acho que fomos os únicos do grupo a se aventurar na rua. Duas quadras do hotel à direita, encontramos o Madegra Restaurant/Pizzeria, uma maravilha. Endereço: Piazza della Concordia, 35. Menu: bolinho de berinjela frita (delícia), mais focaccias de queiijo, tomate e manjericão, o do Carlos acrescido de um presunto parecido com a pata negra ou jamón ibérico, um Prosciutto de Parma Nazionales. Até onde enrolam o pedaço da focaccia é curioso: em um papel do jornal The Food Daily, no qual está escrito sobre alimentos e bebidas, tudo em inglês. Fantástico. O dono da pizzaria uma figura, muito acolhedor com a gente.

Que dia mais encantado!

Bela Itália-chegada a Roma e ida a Nápoles e Capri

Bela Itália-chegada a Roma e ida a Nápoles e Capri

Hoje é dia 4 de outubro de 2025. Lá vamos o Carlos e eu para uma nova aventura. Desta vez, faremos uma excursão à costa Amalfitana e Sicília na bela Itália (de 4 a 17 de outubro). Altas animações para o retorno à terra dos meus antepassados pelo lado de mãe.

O voo Fortaleza-Lisboa pela TAP. Excursão pela CVC/Europamundo e agradecimento ao nosso agente Dennis, da Blue Dreams Viagens. O jantar no voo (noturno) ótimo com escondidinho de frango e uma sobremesa de brownie recheado. Ao chegar a Lisboa, a sopinha de abóbora por €2,50 (euros), usual para nós no aeroporto. O voo para Roma atrasou 1 hora, era 12h50, aí ficamos na fila, porque a chefe de cabine não chegava. Tomara que o transfer em Roma espere pela gente… No avião disseram que o atraso foi motivado pelos ventos fortes. Quem sabe?

Pedimos salada de quinoa (da Espanha) e água tônica Royal Bliss com notas de yuzu (fruta cítrica) e cardamomo. Mais suave que o Schweppes. Uns €10 (euros) no cartão de crédito. Salada de inspiração mediterrânea com quinoa, tomate seco, cebola assada, abobrinha e pimenta vermelha com azeite de oliva extravirgem. Assinado pelo famoso chef Michellin Martin Berasategui. Deliciosa. €7,50 (euros).

O motorista Andréa, nosso transfer no aeroporto de Roma, nos deixou no Ergife Palace Hotel, no bairro Aurelio. End: Largo Lorenzo Mossa, 8, a 10 min a pé da estação de metrô Cornelia. Estamos a 2 km do Vaticano. Hotel enorme, próprio de excursões. Éramos brasileiros do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará na van. A guia será a Sabrina. Explicações sobre a viagem no aplicativo e pouco escrito nos totens do hotel.

Como estávamos com fome e era domingo à noite, comemos no restaurante/bar/pizzaria uma pizza marguerita com coca cola. Com muito queijo e tomate esmagado, diferente da nossa. Não tinha muitas opções.

Dia 5 de outubro de 2025. Rumo a Nápoles. De manhã, um aviso no totem para o grupo. Hotel no bairro Aurelio, longe do centro. Acordamos às 5h30, o café da manhã às 6 h para sair às 7 h. Lugar para o café da manhã no hotel, espaçoso para grupos. O café com poucas frutas, só maçã e laranja. Pães croissant diversos, iogurte natural e de framboesa maravilhosos, além de pera e pêssego em calda, ovos, bacon.

A guia nos recebe. 15° C e nós prontos para conhecer um pouco mais da “Bota”, como é conhecida a Itália. O motorista Ângelo. Vende água por 1 euro e coca cola por 2 euros. Comidas e bebidas quentes proibidas no ônibus. Vamos a Nápoles direto e de lá para a ilha de Capri de barco, 1 h de viagem. De Capri para Sorrento de barco, 40 minutos, e dormiremos em Salerno. Roma para Nápoles: 2h30 de ônibus.

A fim de sairmos de Roma, pegamos uma via que não anda, trava o tempo todo. Damos voltas circulares, são muitas saídas. Vamos direto a Nápoles, o tempo livre será no centro da cidade do sul. As histórias relativas à região são ricas, houve conquistadores antigamente como os gregos, fenícios, sarracenos e romanos.

A Sabrina nos dá aulas interessantes. São 20 regiões, estados no país. Estamos na região do Lazio, onde se localiza a capital Roma. Há dois estados pequenos independentes: Vaticano e San Marino. As ilhas pertencentes são 5: Sardenha, Sicília, Capri, Elba e Ischia. A população mais de 60 milhões. Cadeias montanhosas: os Apeninos até a Sicília, onde está o vulcão Etna; e os Alpes em direção à Suíça. A Sicília a cada ano vai se separando um pouco mais do continente, por conta dos movimentos embaixo da Terra.

Não vamos à Gruta Azul em Capri. É a mais divulgada, porém cheia e mais cara. Dependendo do mar, vamos às grutas do Coral e a Branca (€25). O turismo é sério, em cada cidade há guias especializados, pessoas de referência. A nossa guia apenas acompanha. No restaurante, os cobertos (entradas) são caros, sentado paga mais caro do que se ficar no bar em pé. Compras em Palermo, mais em conta. A Sabrina dá dicas para poupar o nosso real, muito admirável.

Estamos ainda no caminho para Nápoles. Paramos, enfim, num lugar de serviços para banheiros e café, comida, compras. Esses postos de parada são verdadeiras lojas, fantásticas. Nunca esqueci a que conhecemos no caminho de Florença para Veneza anos atrás. E lá vai a guia falando mais sobre gastronomia: os doces típicos de Nápoles são sfogliatella, ou seja, massa folheada em forma de concha do mar com ricota, e babà, bolo macio embebido em rum. Detalhe: o banheiro de ônibus turístico é lacrado, não pode ser usado.

Um pouco mais sobre a história de Capri. Conforme o site www.historiaomgosto.com.br, os primeiros habitantes de Capri são um tema de estudo e fascínio com evidências que remontam à pré-história. Acredita-se que a ilha tenha sido inicialmente ocupada durante o Neolítico, por volta de 8000 a. C., por grupos de caçadores-coletores que mais tarde deram lugar às comunidades agrícolas. As primeiras evidências concretas de assentamentos em Capri datam da época dos gregos, especificamente dos séculos VIII e VII a. C.. Os gregos foram atraídos para a ilha devido à sua localização estratégica no mar Tirreno, bem como pela sua beleza natural. A eles se atribui a introdução do cultivo de videiras e oliveiras, práticas agrícolas que se tornariam importantes para a economia local. A presença grega em Capri é evidenciada por achados arqueológicos, incluindo fragmentos de cerâmica e inscrições, que sugerem uma presença e influência significativas. Estes primeiros habitantes nomearam a ilha de “kapros”, em referência aos javalis selvagens comuns na região à época. Após o período grego, Capri caiu sob domínio romano, tornando-se um retiro popular para os ricos e poderosos do Império Romano, incluindo os imperadores Augusto e Tibério. No entanto, a importância e o impacto dos primeiros habitantes gregos na formação da identidade cultural e histórica de Capri permanecem evidentes até hoje.

A guia nos conta que depois da caída de Roma, a ilha foi abandonada e saqueada por piratas na gestão de Nápoles. Barbarossa era o pirata mais notório. No séc. XIX, a história pacífica. Visitada por Pablo Neruda e a rainha Vitória da Suécia em épocas distintas. E vira destino turístico do mundo. Lugar encantador, ilha de pescadores. Sempre com muita gente. Capri representa o dolce far niente italiano, ou seja, a arte de desfrutar o ócio.

Na estrada, acompanhados de músicas italianas, vemos o monte Vesúvio e à esquerda em frente os Apeninos Campânia. Nesta região de Campânia, existe um palácio estilo Versalhes, desconhecido do estrangeiro. Trata-se de Reggia di Caserta, Palácio Real de Caserta, barroco, encomendado pelo rei Carlos VII para servir de centro administrativo e cortesão do novo reino de Nápoles, ao mesmo tempo simbolizava o poder, segundo a Wikipédia. Passamos por ele. As árvores são os pinos mediterrâneos. Todo mar Mediterrâneo tem um nome diferente em cada lugar: na Calábria (Itália): mar Tirreno, no país da Bósnia, mar Adriático e na Sicília, mar Jônico.

A Sabrina, excelente em português e espanhol. Ama os brasileiros. No nosso grupo do Brasil, a maioria do sul. Carrega um bonequinho chamado Super Mário para nos chamar a atenção enquanto grupo. Na estrada, tráfego intenso do outro lado. Saímos cedo para aproveitarmos o dia melhor. Vinhedos, oliveiras e “limões gigantes de Sorrento” nos seguem. No sul da Itália, tudo é gigante, segundo a guia. As pessoas são mais calorosas e fogosas. Parte com mais sol da Europa.

Travessia de barco para Capri: 1 hora, com banheiros, bares e venda de lembrancinhas. A guia se comunica muito por Whatsapp com o grupo, coloca informações importantes. Por mais que eu não queira, hoje está difícil ficar sem em uma viagem. E fez falta. Porém gosto de me concentrar na viagem, tirar fotos, fazer anotações e curtir o momento. Vemos o Vesúvio no caminho. E o Centro Direcional, escritórios de Nápoles. Casas em cima das montanhas valem milhões de euros com vista do mar. O napolitano vive mais ao dia e não segue regras. O símbolo de dar sorte da região é uma pimentinha vermelha de coral comprida usada em colares ou chaveiros ou de outras formas. Deve ser ativada pela mão. Desde 1979, o Vesúvio não acorda. Por isso, a filosofia da população: viver o momento, não se sabe até quando. Enfim, Nápoles, entramos pelo porto.

Em Nápoles. Ao grupo se juntaram umas argentinas, muito queridas. Vemos o Castelo Maschio Angioino ou Castelo Novo em frente ao porto. De acordo com o site www.tudosobrenapoles.com, o castelo pequeno foi construído entre 1279 e 1282. É uma fortaleza medieval renascentista de aspecto imponente. Foi construído pelo rei Carlos I, conde de Anjou (1226 ou 1227-1285) e posteriormente modernizado por Afonso V de Aragão durante o séc. XV. Carlos I, rei da Sicília e Nápoles, filho do rei Luís VIII da França e de Branca de Castela. Já no topo da colina Vomero que domina o golfo, a Wikipédia nos conta que tem o marco mais visível da cidade: o Castelo Sant´Elmo. Ao lado da Certosa di San Martino ou Cartuxa de São Martinho, um complexo mosteiro, agora um museu. Este mosteiro cartuxo foi concluído e inaugurado sob o governo da rainha Joana I em 1368.

Uns 30 min para sair do porto e ir a uma rua central perto. Não fomos, ficamos na estação mesmo, dando voltinhas nos arredores. No porto há escavações de um sítio arqueológico, tudo muito antigo. Na Piazza Município, uma das maiores da Europa, um lugar de exposições de flotilhas de barcos púnicos (da civilização cartaginesa, da Antiguidade) será aberto no futuro.

Capri em breve.

Buenos Aires sempre!-2024-Monumento aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul, Centro Cultural Borges e outros passeios-dias 7 e 8

Buenos Aires sempre!-2024-Monumentos aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul, Centro Cultural Borges e outros passeios-dias 7 e 8

Hoje é dia 11 de setembro de 2024. Fazemos passeios pelos arredores do Gran Hotel Buenos Aires a pé. Vemos o Palácio San Martin ou Anchorena, em frente à praça San Martin. Segundo a Wikipédia, sede cerimonial da Chancelaria da República Argentina, dependente do Ministério das Relações Exteriores. Queríamos conhecer, porém a visita estava suspensa momentaneamente por problemas internos, ameaças. Achei muito estranho mesmo tanto movimento de seguranças e policiais.

Na praça San Martin se encontra o Monumento aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul. Está escrito: “Homenagem aos Caídos e Defesa da Pátria”. Lá estava uma banda da Marinha tocando e nós nos deleitando. Houve marcha e troca de guarda. A audiência estava boa. Vimos homens e mulheres da Marinha no local. De acordo com o site audiala.com, o monumento é símbolo da memória coletiva e do sacrifício nacional. Dedicado aos 649 soldados argentinos mortos durante a guerra das Malvinas em 1982, também é local de reflexão e educação, oferecendo uma perspectiva essencial sobre a identidade nacional. Promove o debate sobre a soberania das ilhas Malvinas.

Atravessamos as ruas e chegamos à Torre Monumental, antiga Torre dos Ingleses, cujo relógio está localizado a 39 metros. A torre tem estilo renascentista e foi inaugurada em maio de 1916. Percebi que os monumentos e praças estão cercados. Medo de vandalismo? Tudo muda, não era assim.

Passeio pela estação ferroviária Retiro com trens para Tigre, San Isidro etc. Não foi desta vez que fomos a San Isidro conhecer melhor. A estação é bonita, dentro há Starbucks, Alma (café), bancas de livros e muito mais. Os muffins (pequenos bolinhos individuais) do Café Alma me tentam. Os de chocolate são os melhores.

De lá mais caminhada até o Broccolino Ristorante Italiano, nosso velho conhecido. Endereço: Calle Esmeralda, 776. Menu: salada e canelones com espinafre. E vinho Acordeón Malbec 2023, Finca Férrer. Mais encorpado que o do show de tango (da Esquina Homero Manzi). Refeição deliciosa. Buenos Aires é sinônimo de boa comida e vinho de qualidade.

Prosseguindo com as andanças, chegamos às Galerias Pacífico, nada surpreendente, afinal estando em Buenos Aires, temos que bater o ponto no shopping. Descobrimos o Centro Cultural Borges dentro. Exposições diversas em salas diferentes nos convidam a visitar o local. Museu Nacional de Arte Oriental (MNAC). A exposição do Oriente é muito interessante com a Armadura do Samurai, do Japão (período Tokugawa-1615-1868). Figuras variadas, acessórios com plumas, caixas, Budas, Vishnu, estela hinduísta de pedra (Estela de Vishnu), almofada de oração (tapete), máscaras, teatro de marionetes. Conforme o site Significados, Vishnu é um deus hindu, o guardião benevolente do cosmos, zelando pela sua preservação e harmonia.

OKAERI, espaço desenhado para invocar o cálido abraço que expressa o lugar como de pertencimento e acolhida. Rituais e teatro das sombras e marionetes da Indonésia. Toalhas da Índia. Kimono e adereços do Japão. Imperdível.

Vimos as obras “Cenários do Litoral” de Juan Ortiz (1896-1978). Outro espaço com arte contemporânea da Argentina, estilo Bienal. Artistas como Eduardo Carrera, Florencia Levy, Ary Brizzi etc.

Espaço Líbero Badíi, Espaço Berni com exposição, fotos da Pedra Movediça de Balcarce na serra La Barrosa.

À noite no Ditali (Maipú, 902) lanchamos e compramos empanadas para a viagem do dia seguinte. Garçom: Juan. Já começamos a sentir saudades.

Hoje é dia 12 de setembro de 2024, último dia. Lembraremos da janela do quarto que dá para o Palácio Paz, um visual bucólico. Dias com sol, mais quentes, uns 20° C; dias nublados, mais frios, uns 15º C. Época boa para visitar a capital federal.

Até logo, Buenos Aires. Para o Aeroparque Jorge Newbery, um táxi fixo por 15 mil pesos (hoje, uns R$57,00). Fomos com as empanadas para o nosso lanche antes da viagem, ainda compramos suco e café no aeroporto. Entrada para o voo demorada, tudo demorado, mas o estafe da GOL, atencioso. Fim de viagem: Buenos Aires-São Paulo-Fortaleza.

Aventura na volta. O avião não pôde aterrissar em Guarulhos-SP, aí eu e mais uns 39 passageiros perdemos a conexão, logo foi um périplo no aeroporto, muita demora. No Centro de Atendimento da GOL, outra demora, mas enfim conseguimos um transfer de ônibus para o hotel Panamby em Guarulhos. Endereço: Rodovia Presidente Dutra, 7830. Hotel muito bom, 13 km do aeroporto. Jantar buffet, quarto ótimo. No café da manhã, teríamos somente 10 minutos para comer, porém quem supervisionava o café não nos deixou entrar, então tivemos somente uns 5 minutos, foi um corre corre. Bem desagradável isso. Ainda bem que o motorista do transfer foi legal e esperou pela gente um pouquinho mais. Afinal, eram muitos. Nesse fuzuê, conversamos bastante com outros turistas. E conhecemos um casal de argentinos bem simpáticos: Gustavo e Cristina, que ainda ajudamos com informações e troca de dinheiro. Coisas de viajantes, a gente se apoia.

Agora sim, fim de viagem.

Buenos Aires sempre!-2024-Jardim Japonês e Tango Esquina Homero Manzi-dia 6

Buenos Aires sempre!-2024-Jardim Japonês e Tango Esquina Homero Manzi-dia 6

Hoje é dia 10 de setembro de 2024. Vamos visitar o Jardim Japonês no bairro Palermo. Antes demos umas voltas na Calle Florida, como sempre. Loja Reina Margarita, boa para compras de roupas (Florida, 937). No Punto Dulce, vinhos (Florida, 888 e 940). E a dica: vale comprar vinhos em supermercados, mais em conta. No nosso caso, tinha um Carrefour Express perto do Gran Hotel Buenos Aires.

Rumo a Palermo, Parque 3 de Febrero (ou Bosques de Palermo). Endereço: Av. Adolfo Berro, 3880. Fomos de táxi, 4500 pesos (hoje R$17,14). Entramos pelo Paseo El Rosedal, que lindeza de lugar. Como ainda é inverno, as roseiras não estão floridas. Estátuas de escritores, ganhadores do prêmio Nobel, por exemplo: Miguel Ángel Asturias, da Guatemala, prêmio Nobel de Literatura (1967). Também estão lá Rabindranath Tagore, indiano, 1861-1941; e Gibran Khalil Gibran, artista plástico e ensaísta libanês, 1883-1931. Admirável isso. Um pouco mais sobre cultura: a Wikipédia nos conta que Rabindranath Tagore tinha como alcunha Gurudev, foi poeta, romancista, músico e dramaturgo.

Estamos no Palermo Rosedal. Parque imenso com patos, aves, muito gramado, árvores, lago com pedalinho, uma ponte no meio, dentre outras pontes belas. Deve ser lindo na primavera.

Almoço no Tómate, restaurante com menu executivo por 12.800 pesos (bebida, prato principal vegetariano ou de proteína, e café ou sobremesa). O valor em reais hoje seria R$ 48,74. A bebida pode der vinho, cerveja, água com gás ou suco, no meu caso: limonada, menta e gengibre. Primeiro, entrada de pão e molho de tomate. Prato: massa com almôndega de berinjela e molho delícia com pimentão, azeitona preta, cebola, tomate e pimenta. Música ambiente: jazz ou de filmes, como Harry and Sally (dos antigos, com Meg Ryan e Billy Crystal), magnífico. Que local mais agradável de se estar, ficamos mirando o parque, observando um bocado de estudantes sentados. Endereço: av. Infanta Isabel, 555-Palermo Rosedal.

Buenos Aires e seus parques encantadores. Observei que um motoqueiro não ousa andar na calçada ou na contramão na cidade. Exemplo de civilidade!

Depois de uma refeição dessas, caminhamos longamente até o Jardim Japonês. Paga-se para entrar 4500 pesos cada (hoje R$17,14). Ai, que paraíso! Vale a pena demais. Já de entrada, ficamos deslumbrados. Cheio de flores variadas, pontes vermelhas, carpas, pássaros. Inenarrável.

Em 1981, Don Sunao Sonoda, Sr. Ministro de Relações Exteriores do Japão o visitou. O jardim foi doado pela comunidade japonesa da Argentina. E é administrado pela Fundação Cultural Argentino-Japonesa.

Por 200 pesos (R$0,76), comprei um gatinho de papel para escrever um pedido e colocar na mureta de bambu. Repleta de pedidos. Comprei um gatinho da sorte de chaveiro também. Crianças e professores no local. A gente sai de lá em estado de sonho.

O site www.buenosairesturismo.com nos diz que foi construído em 1967, em ocasião da visita do então imperador herdeiro Akihito, atual imperador do Japão. No local opera um restaurante e casa de chá em um pagode típico. Também tem uma biblioteca de assuntos japoneses, performances teatrais e recitais de música. Há cursos de cozinha japonesa e de cultivo de bonsai e um espaço concebido para meditação.

O taxista que nos leva ao hotel de volta nos dá uma aula sobre a aristocracia argentina que não se misturava com plebeus. Os palácios onde moravam as famílias proeminentes hoje são embaixadas ou o Círculo Militar na qual já estivemos almoçando. Estamos falando do início do séc. XX.

À noite, entre 20 h e 20h45, nosso transporte passa para nos levar ao show de tango com jantar. Indicação do Jimmy da Fontenaytours. Bem longe, diferente o local de outros que já fomos. Um restaurante decorado para o tango. Refrigerante livre, vinho tinto Malbec ou Merlot Estância Mendoza. O garçom se chama Jorge e é paraguaio. Começamos com uma sopa de legumes ou uma salada Caesar de entrada, e pratos principais: um bom bife de chouriço com batatas fritas para o Carlos, e frango com molho cremoso de legumes e estragão para mim. Farto e bom. De sobremesa, sorvete.

O site www.dicasdeviagem.com coloca que o Tango Esquina Homero Manzi, localizado na esquina de San Juan e Boedo, é um verdadeiro ícone da cultura portenha dos anos 40. O bar, construído em 1927, foi declarado Patrimônio Histórico Nacional e é um dos bares mais emblemáticos da era do ouro do tango em Buenos Aires. O ambiente é autêntico, com uma decoração que evoca os tempos áureos do tango argentino.

Em www.tangol.com, aprendemos que pelo local (um café) passaram grandes expoentes do tango e foi também onde o letrista, político e diretor de cinema Homero Manzi escreveu o famoso tango Sur em 1948.

As mesas são separadas, a gente senta só nós dois, os grupos juntos. Quadros e fotografias embelezam as paredes. O lugar é simples e funciona como restaurante também, vimos gente da terra lá antes do show. Gostei. Achei o ambiente intimista. O show de tango oferece cantos de tango, milongas, roupas belíssimas, foi perfeito. Demos gorjeta ao Jorge, porque não faz parte do pacote. Ele mereceu, foi solícito e simpático. Não tem apresentação de folclore antes do show, ainda bem, gostamos mais do tango tradicional. Voltaremos.

Que dia mais fabuloso! Nossos corações repletos de boa música e belezas.

Buenos Aires sempre!-2024-Centro Cultural Coreano-dia 5

Buenos Aires sempre!-2024-Centro Cultural Coreano-dia 5

Hoje é segunda-feira, dia 9 de setembro de 2024. Café da manhã sem novidades, mas o doce de leite da marca Verónica e o queijo cremoso são deliciosos. Dia para mais passeios. Na rua Maipú, 972, perto do nosso Gran Hotel Buenos Aires, eu havia visto o Centro Cultural Coreano, logo era o momento de conhecê-lo. Como sou “dorameira” (apaixonada por séries coreanas), a Coreia me atrai sobremaneira.

E entramos com o passaporte. Há exposições itinerantes e as fixas se encontram no 1° andar. Na sala Kim Yun Shin, vimos pinturas inspiradas nos preceitos do budismo, além de esculturas. No térreo, exposição de comidas e sua preparação, roupas da época do Império Joseon (ou Dinastia Joseon, de 1392-1897), casas com quartos separados para homens e mulheres. Amei. Sala de Hanbok-roupas e a sala de Hansik-comidas.

Mais sobre a cultura coreana. Há painéis explicativos. Hallyu-a história de intercâmbios da cultura popular coreana através de idiomas, fronteiras e raças. Desde o furor das telenovelas coreanas na década de 90 até o êxito estatístico do K-pop, o Hallyu (a onda coreana) foi expandindo novas áreas, criando novos conteúdos. Hoje em dia o hallyu se expressa em formatos tão diversos como filmes, jogos, programas de televisão, gastronomia e outros produtos além da música, no que contribui ao entretenimento entre as diversas culturas.

O alfabeto coreano coexiste com a beleza, a democracia e o espírito de amor ao povo que sempre acompanhou a sua história. O hangul é o alfabeto coreano único da Coreia, anunciado pela primeira vez em 1447 com o homem de “Hunminjeongeum” que significa “o som correto que ensina o povo”. A excelência científica e a criatividade do hangul são reconhecidas ao redor do mundo e já que são 24 letras inspiradas nos órgãos vocais, permitem um número quase infinito de palavras.

Balhyo. Na Coreia, a comida fermentada por muito tempo é sinônimo de saúde. A fermentação, entendida como processo de maturação da comida, é uma das características salientes da gastronomia coreana. O melhor exemplo disso é que na Coreia existem mais de 200 tipos de Kimchi, ademais, os molhos feitos à base de soja fermentada e o jeogtal (marisco salgado fermentado) são algumas das comidas favoritas do povo coreano.

No site https://www.mundoboaforma.com.br, encontramos o prato kimchi. Trata-se de uma conserva que é a base da alimentação dos coreanos. Ele é feito tradicionalmente com acelga e outros ingredientes como açúcar, sal, alho, gengibre e pimenta, por exemplo.

Hanbok é um vestido artesanal costurado à mão por profissionais. Estas telas charmosas, de cores naturais, são realizadas com linhas e formas elegantes trazidas pelas cuidadosas mãos de suas criadoras. O vestido tradicional, o hanbok, é simples e elegante e mantém a dignidade de quem o veste. Hoje se segue utilizando em dias especiais.

Saímos de lá encantados. Recomendo. E rumamos à praça San Martin. Bem cuidada, limpa, arborizada com árvores “de idade”. Tem uma gigante no meio da praça. Os moradores se deleitam. Há parquinho para crianças. A gente vê a Torre Monumental (antiga Torre dos Ingleses) com o Paseo de los Granaderos. Trocamos o show de tango para terça no dia seguinte com o brasileiro Jimmy, da Fontenaytours. Compramos mais alfajores na Punto Dulce, na Florida, 888.

Almoço no Trippin´Cafe, na rua Maipú, 944, cerca do hotel. Bife de chorizo (corte de carne popular na Argentina) com salada para o Carlos, e filé de merluza (peixe) com salada para mim. Comida farta. Cada cantinho legal, restaurantes pequenos e aconchegantes. O argentino ama Messi, Star Wars, futebol e sua capital.

Continuaremos à tarde com a visita ao Museu do Holocausto. Muito a dizer.

Buenos Aires sempre!-2024-Feira de San Telmo e Confitería La Ideal-dia 4

Buenos Aires sempre!-2024-Feira de San Telmo e Confitería La Ideal-dia 4

Hoje é domingo, dia 8 de setembro de 2024. O bom do café da manhã do hotel Gran Hotel Buenos Aires é o doce de leite, o queijo cremoso e os croissants salgados e doces. Dia animado para ir à feira de San Telmo, só em pensar já fico feliz. Pegamos o táxi para a praça Dorrego, onde ocorre a feira desde 1970. Tudo limpo na cidade, ruas, praças, parques. Dá gosto.

Em https://turismo.buenosaires.gob.ar, a praça Dorrego é considerada Monumento Histórico Nacional, já que em setembro de 1816 foi o lugar onde se anunciou a independência do país ao povo de Buenos Aires, havia sido promulgada em julho de 1816 no Congresso de Tucumán.

Chegamos. Entramos na Galeria de Arte e Antiguidades “La Candelaria” (Defensa, 1170). De acordo com https://wikimapia.org, foi a antiga “Casa Pardo”(de 12 de outubro de 1892). Em 1745 era o segundo colégio jesuíta de Los Altos de San Telmo, em 1795 funcionou como hospital e prisão de mulheres, voltando a ser colégio jesuíta novamente. A partir de 1992, galeria de antiguidades. Buenos Aires respira galerias. El Pasaje de la Defensa, com suas lojas. Foi a residência da família dos Ezeiza, construída nos anos de 1880. O casco histórico, como se chama a parte antiga da cidade, é riquíssimo em casarões transformados em espaços de arte.

Enfim, San Telmo. A melhor feira de rua que conheço. É tanto a ver, tantas galerias com antiguidades, couro, objetos mil. Nas lojas escutamos músicas antigas, tangos, muito agradável. No Mercado San Telmo mais lojas de antiguidades, de doce de leite, comida, café, produtos saudáveis, quinquilharias, papelaria etc. Muita gente. Simplesmente adorável. Nunca conseguimos comer a famosa empanada do El Hornero do mercado. Sempre lotado. No Coffee Town, suco de menta e gengibre. Ao lado do mercado, a melhor empanada de frango e caprese por 4200 pesos no La Hispano Americana (desde 1954). Hoje em reais, R$15,96.

O Carlos ainda voltou ao Mercado San Telmo a fim de comprar um panchorizo por 6 mil pesos na Nuestra Parrilla. Em reais, hoje, R$22,77. Continuamos no Freddo para sorvete de amarena (cereja ácida), morango e creme. Descobri a loja Isadora com bijus incríveis. Galeria El Solar de French, a mais bonita com sombrinhas em um dos corredores ao ar livre. Em uma confeitaria nova no local, comprei um café para usar o banheiro. Vida de turista. No Starbucks, o latte lavanda, uma novidade para mim. Deve ser muito bom. Na Lili Sun Sombreros, minha velha conhecida, chapéus lindos. Comprei um boné estiloso por 25 mil pesos, hoje seria R$94,77. Amo essa loja.

Retornamos ao hotel depois de tantas maravilhas vistas. E rumamos a pé para conhecer a Confitería La Ideal, na rua Suipacha, 384, com av. Corrientes. Uma boa caminhada. Quando entramos, uau! Que sensação, descobri o endereço no Instagram. Perto do Obelisco. Distinguida entre os 12 melhores bares do mundo. Garçom: Valentim. Segundo a Wikipédia, é um bar notável, reconhecida pela sua decoração interior, muito bem conservada que data da década de 1910.

Pedimos uma salada Caesar, farta demais, nunca vi igual, com variados tipos de alface e molho. Vinho tinto Malbec, lógico, um Catena. Lugar para ir e passar bem.

Como os argentinos gostam de churros e croissants, o com chocolate é uma tentação. Os cubiertos, servidos antes das refeições, são pães diversos. No país não se tem o costume de comer arroz, logo o pão é comido antes ou com a refeição. Percebi que nos cafés as atendentes usam coque ou trança, o cabelo é preso. Sobre a confeitaria, reabriu em 2022, havia fechado em 2016 para reforma.

No 1° andar, há um pequeno museu com uma mala e uma amassadora de pães de La Ideal de 1912. No teto, na cúpula um vitral belo de admirar. E um piano. Que café fabuloso! Uma lindeza. Fila para entrar às 19 h, funciona das 7 h à 1 h da madrugada. Buenos Aires não dorme, o movimento é intenso.

Obs.: Em 2022, havíamos estado na Capital Federal e conhecíamos as notas de até 1000 pesos, em 2024 havia as de 2 mil e 10 mil.

Buenos Aires é uma festa! Até breve para mais descobertas.