Bela Itália-Capri, Sorrento e Salerno-dia 2

Bela Itália-Capri, Sorrento e Salerno-dia 2

Hoje é dia 6 de outubro de 2025. Estamos na viagem pela costa Amalfitana e Sicília. De Nápoles pegamos o barco para Capri, um ferry boat de tamanho médio. Duração: 1 hora. Balança um pouco. Fiquei embaixo e mais perto da saída como a guia pediu. O Carlos explorando o ambiente e tirando fotos. Cabe muita gente dentro. Tem café/bar dentro, €2 (euros) o expresso, pra variar, pouquíssimo café, estilo italiano.

Barco, como chamam, da empresa NLG, ou seja, Navigazione Libera del Golfo, funciona desde 1953. Ao aportarmos, já maravilhados com o cenário da ilha, fomos logo para o passeio de barco pela ilha às grutas del Coral e Blanca. 25 (euros). Empresa Motoscafisti di Capri. A guia lembra para comprar o tíquete de ida e volta do funicular antes do almoço. Valor: €5 (euros).

Rochas no mar de Capri-Faraglioni-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vamos ao passeio de barco. Muita emoção em estar na iluminada Capri. Passamos pela gruta do Coral e a gruta Branca com uma pedra dentro que parece a Madona. Vimos uma rocha semelhante a uma trompa de elefante no caminho. É rápido o barco, ali o Carlos perdeu os óculos escuros. A marina é pequena com restaurantes e hotéis. O condutor uma graça, fala espanhol. Vemos as rochas símbolo de Capri: as Faraglioni, ao som de músicas do grupo ABBA e de Andrea Bocelli. Fico abismada com a quantidade de barcos e turistas. A cor da água é turquesa. O mar Tirreno, um sonho.

Chegamos e fomos logo pegar o funicular, almoçaremos depois. A parte de cima é lotada de gente, com lojas de marcas famosas. Estamos na Via Camerelle. Muito vivaz, a cores. Como se diz: uma “muvuca” de tanta gente. Nem fomos aos Jardins de Augusto, queria que tivéssemos tempo. Na verdade, é tanto passeio de barco, tanta gente na rua, que ficamos um pouco “zuruó”. E que calor! Fico segurando o casaco. Chato isso. Descemos o funicular e fomos procurar um restaurante do nosso gosto ao longo do mar. Há muitos.

Eu tomando sorbet de limão-Capri-foto tirada por Carlos Alencar

Encontramos o Ristorante Da Peppino Buonocore, de 1946, também pizzaria e bar de vinhos. Endereço: Via Cristóforo, 2, Marina Grande. Comi peixe-espada e salada por €24 euros. Gostei do peixe, leve, fino, mais seco, pouco gorduroso. Peixe típico da ilha. De sobremesa, algo que ansiava provar: o sorvete de limão de Sorrento no limão (sorbet). Delicioso, refrescante. Interessante ver os táxis originais e abertos, que ilha mais atrativa. Merece uma segunda visita mais demorada.

Um pouco mais sobre Capri. Segundo o site www.melhoresdestinos.com.br, a ilha dista 40 km de Nápoles no Golfo de Nápoles, 19 km de Sorrento. Tem duas cidades: Capri e Anacapri. Capri tem mais movimentação, comércio e luxo, Anacapri é mais sossegada e está a uma altitude mais elevada, 3 km uma da outra. Em Capri, o porto se chama Marina Grande e a Piazzeta (pracinha principal) se vai a pé ou de funicular.

No mesmo site, se aprende que as três rochas no mar, símbolo da ilha e conhecidas pela sua beleza de cartão-postal, são as Faraglioni com 100 metros de altura. Nomeadas de Stella, Fraglioni di Mezzo (com uma fenda) e Faraglioni di Fuori. Já os Jardins de Augusto são formados por uma área livre na beira de um paredão rochoso que reúne plantas bem cuidadas e uma vista sensacional da região.

O grupo da excursão se encontrou na parte baixa, em um ponto determinado e pegamos outro barco no fim da marina pelo lado esquerdo. Vamos a Sorrento, no continente. Do porto ao centro da cidade, de van. Estamos na Península Sorrentina. A guia marca o encontro na rodoviária às 17h45, já que o pôr do sol com cores de vermelho na estrada entre Sorrento e Salerno é famosa e ocorre às 18 h. Vamos à parte alta e pegamos um ônibus para aproveitar mais o tempo. A estrada da subida e descida é estreita, exige perícia no volante. No mais, o passeio é a pé. Começamos na praça Tasso, com escultura de Torquato Tasso e a igreja de Santa Maria del Carmine.

Andamos por um corso bem movimentado, com lojas de lembrancinhas mil. A padronagem típica é de limão de Sorrento, os gigantes. São sabonetes, balas, panos, camisetas, tudo colorido. No Ice Dream, suco de romã gigante e sorvetes de frutas. Muito legal. Convento de São Francisco. Do nosso grupo: Graziela, a argentina “doce” que conhecemos antes, e Roseli e Liliana, brasileiras, muito agradáveis. Conhecer pessoas que viajam como a gente e trocar experiências é sempre um aprendizado feliz.

Sorrento, amamos! Que delícia de lugar para se hospedar, voltaremos. Cidade tentadora, que centrinho mais apaixonante, repleto de restaurantes, bares com varandas, gente alegre. Queríamos não sair de lá. Rumamos à rodoviária ali perto caminhando, com gente do grupo. Pequena, banheiros por 50 centavos de euros.

Aí ocorreu algo: as duas peruanas do grupo se atrasaram meia hora, logo perdemos o melhor pôr do sol do percurso. Levaram o maior “carão” da guia. Ficamos bem frustrados com isso. Saindo da cidade, vamos conhecendo mais. Passamos por ruelas em Sorrento com prédios baixos, árvores, meios-fios arborizados, a natureza é bem cuidada e ajuda na beleza e encanto do lugar. Prédios com sacadas francesas, plantas, flores. As motos Vespas a mil. O visual do mar Tirreno belo com o restinho do pôr do sol ao som do cantor da terra Lucio Dalla. Fotos fantásticas da costa, um pedaço de paraíso. Passamos de novo na estrada estreita, ida e volta na parte alta, com a rocha ao lado. Agora escutando músicas italianas de Pino Daniele, napolitano como a nossa guia Sabrina. Ela sabe como nos incentivar na cultura italiana.

Uma cidade atrás da outra. Túnel embaixo da montanha, enorme. Interminável. Estamos perto do supervulcão abaixo do golfo de Nápoles que fica submerso na baía de Nápoles, segundo o site www.mundoecologia.com.br. Campi Flegrei ou em bom português Campos Flégreos. Tem se movimentado há 2 anos, sente-se o cheiro de enxofre em Nápoles às vezes. Há atividade vulcânica nos últimos meses, a terra sobe.

A guia fala no santuário em Pompeia, e eu digo: estilo “Canindé” no estado do Ceará-Brasil. Cidade de Pompeia. Santuário da Beata Virgem do Santo Rosário de Pompeia, com ex-votos, objetos que os fiéis oferecem em agradecimento por intercessões ou graças recebidas, e são frequentemente encontrados em salas de milagres de igrejas e santuários católicos. Um dos mais importantes e visitados santuários marianos da Itália (fonte: Blogger.com). Torre Sineira da Virgem do Rosário de Pompeia.

Demos um círculo na costa Amalfitana, começamos pelo norte ao sul, de Capri a Salerno. Pedágio. Chegamos a Salerno. Bonita à beira mar com a lua cheia. Golfo de Salerno. Pernoitaremos no Gran Hotel Salerno. Endereço: Lungomare Clemente Tafuri, 1. Há restaurantes perto do hotel, a baía é um charme. Cidade conhecida no Natal por suas decorações pensadas pelo prefeito de forma a atrair visitantes. Iniciam em novembro e têm dado certo.

O Carlos e eu nos alojamos. Quarto enorme com cama de casal, duas de solteiro, varanda e dois banheiros. Uau! Muito bom. Já era noite, a fome no mundo. Acho que fomos os únicos do grupo a se aventurar na rua. Duas quadras do hotel à direita, encontramos o Madegra Restaurant/Pizzeria, uma maravilha. Endereço: Piazza della Concordia, 35. Menu: bolinho de berinjela frita (delícia), mais focaccias de queiijo, tomate e manjericão, o do Carlos acrescido de um presunto parecido com a pata negra ou jamón ibérico, um Prosciutto de Parma Nazionales. Até onde enrolam o pedaço da focaccia é curioso: em um papel do jornal The Food Daily, no qual está escrito sobre alimentos e bebidas, tudo em inglês. Fantástico. O dono da pizzaria uma figura, muito acolhedor com a gente.

Que dia mais encantado!

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