Bela Itália-Sicília-Villa Romana del Casale-dia 5

Hoje é dia 9 de outubro de 2025. São 14h30 e estamos para entrar na Vila Romana de Casale. Dia longo, com muito movimento. Segundo o informativo da excursão da Europamundo, visita para conhecer esta aldeia Patrimônio da Humanidade. As vilas no Império Romano eram o símbolo da exploração agrícola. Em Casale, não só foi preservada a configuração arquitetônica do séc. IV, mas devido à sua abundância e qualidade, os mosaicos que adornam quase todos os quartos são os mais bonitos do mundo romano.
A Wikipédia nos conta que é Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO desde 1997. É uma vila tardo-romana, cujas ruínas estão situadas nos arredores de Piazza Armerina (província de Enna). A descoberta da vila deve-se a Gino Vinicio Gentili, que em 1950 empreendeu a exploração, seguindo as indicações de habitantes do lugar. Ele atribuiu a vila à era da Primeira Tetrarquia (285-305 d. C.). A Tetrarquia foi introduzida pelo imperador romano Diocleciano de 293 a 313 d. C. Curiosidade: a Wikipédia nos ensina que tetrarquia designa qualquer sistema de governo em que o poder seja dividido por quatro indivíduos.
O site descobrindoasicilia.com adiciona mais detalhes. Trata-se de um sítio arqueológico onde se encontram ruínas de um suntuoso palácio, formado por 48 dependências com mosaicos que retratavam cenas do dia a dia. Foi construída por volta do séc. IV d. C. Em uma área que já era ocupada desde o séc. II, no centro de um vilarejo rural. Provavelmente pertencia a uma figura muito importante da aristocracia romana, por causa do luxo com o qual o palácio foi erigido. Acrescenta que o percurso na parte interna do palácio é composto por passarelas. Dessa forma, não há risco de as pessoas pisarem nos mosaicos. Além disso, para proteger os mesmos da ação das chuvas, foi também construída uma cobertura de acrílico em todos o edifício.
Vamos à nossa visita. Estamos fora do palácio, acompanhados de uma guia local. A vila foi encontrada oficialmente em 1950, são 3500 m². Vemos fornos usados pelos escravos. Estamos na entrada que não é a principal. Reconstruíram da forma e material da época. Escultura do “Cavalo da Discórdia”, de Gustavo Aceves, pintor e escultor mexicano, hoje mora na Itália. Mosaicos: forma de ostentar dentro dos comedores. Usado como palácio de verão. A parte central da vila é rodeada de colunas, cujo tema central são animais e a apresentação de animais que traficavam para usar no Coliseu. Eram tigres, leões, gazelas, cervos e outros capturados na África e trazidos para a Europa. 60 salas enormes, salas geométricas com mosaicos de animais. Salas de serviços: escravos com figuras e convidados. Vemos quartos para bacanais, festas, orgias. Mosaicos de aves e filhos do dono da casa. Segundo a guia, poderia ser um imperador.

Sala geométrica para escravos. Mosaicos, todos diferentes. Capturavam animais em jaulas, depois os transportavam de barcos para Roma. Corredor da caça: os mosaicos mostram animais sendo caçados no norte da África, sala gigante. Um rinoceronte sendo caçado e cachorros ajudando a ação. Em outra sala: a Face de Orfeu.
A sala com mulheres de biquínis em práticas esportivas, jogando pelotas na praia. Cortaram esse e encontraram o mosaico geométrico da sala de serviço. Parte pública, mosaico por dentro, que representa a vida real e a mitologia. Fora: a basílica e o apartamento patronal. Curioso dizer que as pessoas à época viviam até os 40 anos. Parte privada. Salas de mosaicos com carros, crianças em barcos e que matavam peixes. Sala enorme. Mosaicos de plantas, jarros. Nereidas, da mitologia grega. A Wikipédia nos esclarece que eram as 50 filhas de Nereu e Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do mar Egeu.
Latrina octogonal. Do lado de fora. Muitas pessoas usavam pela manhã. Apartamento privado, três salas. Fazemos um esforço grande na caminhada, o sol é forte. O imperador tinha concubinas. O quarto Ulisses parece um teatro. Cozinha geométrica, corredor para entrar e sair. Sala íntima com mosaico de Cupido e Psique. Além de Homero e Odisseia.

Basílica, sala do poder, do trono. O imperador controlava a entrada das pessoas. O tetrarca Maximiniano (286-305 d. C.) era chamado de Hércules, por ser forte como o herói mitológico. Tinha trono no fundo, estátua de Hércules em mármore. Colunas de granito do Egito. Era um tribunal, o local é mais palácio do que vila.
Em 1950 encontraram a vila embaixo da terra. Buscavam água e encontraram mosaicos. Na região viveram fenícios, árabes, gregos, romanos, uma mescla de culturas. Cozinha fora. Não estão escavando mais por falta de dinheiro.
Havia um aqueduto privado. E um spa dividido em quente, morno e frio, com piscinas. Estamos dentro de um bosque cerca do porto de Gella, rio Gella, a 30 km do mar Mediterrâneo. Transportavam materiais do local. A vila é única, incrível, por estar intacta, no mundo se encontram ruínas, diz a guia.
Voltamos para o ônibus, suados, cansados, fazia muito calor. Esta viagem não é para qualquer um, requer esforço. Agora são 24º C, mas com sol intenso, no verão 48º C. Estamos no meio da ilha da Sicília. A nossa guia Sabrina volta a nos dar informações preciosas.
Vimos vacas e ovelhas soltas nesta região. Em geral, vivem presos. As músicas que escutamos no percurso são vivas e animadas.
Passamos pelo Vale dos Templos de Agrigento de 6 a. C. Que lindo! Lá morou uma população grega de Rhodes. Não estão dentro do vale e sim, nas colinas. Patrimônio da Humanidade, em grego Acragas e em romano Agrigentum até Agrigento. No local, habitava o antigo povo dos Sicanos, que viveu na região entre os anos de 1500 e 800 a. C. A região foi tomada pelos cartaginenses do norte da África, também pelos árabes (mouros) e os Bourbons (espanhóis), do Reino das Duas Sicílias. Muitos reinados passaram, centro de barões, de religiosos. No ônibus passamos a “sacola da gratidão” para o motorista Ângelo, que vive na cidade. Sempre se dá um dinheiro para a guia e motorista em excursões.
Três cidades fundamentais do passado: Agrigento, Siracusa e Imera. De acordo com a Wikipédia, um dos déspotas da época foi Faláris, de Agrigento. Conseguiu conquistar toda a ilha. Sob as ordens dele, Perilo de Atenas criou o Touro de Bronze ou o Touro de Faláris, máquina de tortura e execução. Pegava as pessoas e as colocava no touro, acendendo fogo embaixo. O barulho fazia o boi falar. Um horror, do séc. VI a. C.
Com a gente no ônibus, a Glória e o Nilson, de Sorocaba, São Paulo, viajantes agradáveis. Chegamos a Agrigento, lá se vai o Ângelo e vem o motorista Alberto. Hotel Baia di Ulisse Wellness & Spa, muito bom. Endereço: Via Lacco Ameno. Com piscina grande embaixo e muito espaço. Quartos embaixo e em cima, com oliveiras no meio. Perto da costa de San Leone. Um pessoal da excursão foi à praia e ficaram bebendo na piscina antes da ceia. Lugar para relaxar.
Jantar com o grupo. Primeiro prato: massa com berinjela; segundo prato: porco, o meu salada; e pães e pudim de Nutella, coberto de parmesão. Uau! Que dia mais completo!
