Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-últimos dias

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-últimos dias

Hoje é dia 14 de abril de 2023, sexta-feira, um dia que era para ser muito celebrado: o aniversário de 70 anos do Carlos. Fomos a Gramado sonhando com o nosso jantar especial, regado a um bom vinho. Porém… ele não estava se sentindo bem, tinha febre e tosse intermitentes. Infelizmente, todo turista é susceptível ao clima. Fomos a uma farmácia perto do hotel: farmácia São João (Av. Borges de Medeiros, 2540, salas 4 e 5). O farmacêutico Abimael muito nos ajudou, porque o Carlos quase desmaiou lá. Que susto! Eis um profissional de qualidade.

Mesmo sem vontade, o tempo passou e já era hora do almoço. Aconselho a Galeteria Di Biasi, muito boa. Endereço? Avenida das Hortênsias, 1885. O nhoque com molho funghi (um cogumelo desidratado e seco) e galeto valeu. Enfim, não foi o jantar sonhado, mas foi um almoço delicioso. Embora, o doente não estivesse animado, continuava a se sentir mal. Obrigada, garçom Adrian, por ter sido bastante solícito.

No hotel Sky Centro Hotel & Spa, o Carlos ganhou um vinho de presente. Atitude simpática, obrigada. O funcionário Rodrigo entregou. Apreciamos muito. A temperatura esfriou, caiu para 14º C, choveu, ouvimos trovões, aí queríamos ligar o aquecedor, mas não pudemos, pois o mesmo só é ligado quando a temperatura está no mínimo de 10º C. Aqui fica uma sugestão para o hotel: os turistas de clima quente não querem passar frio de jeito nenhum. O jeito foi ligar o ar-condicionado.

Após a sopa de capeletti no hotel, enfim decidimos enfrentar o hospital Arcanjo São Miguel (rua Madre Verônica, 396-Centro). A febre persistia e estávamos preocupados. Ainda bem que o pessoal do hotel nos auxiliou e lá fomos nós de Uber. Ficamos um tempão no hospital, o Carlos foi muito bem tratado, recebeu os parabéns de um bocado de gente, mas confesso que estava com medo de ser COVID de novo. Fez os exames necessários e saímos mais de meia-noite pelo menos aliviados, pois era uma virose. Detalhe: onde estamos conhecemos pessoas maravilhosas. O estafe do hospital foi um doce. Agora era tomar os remédios e se curar.

Dia 15 de abril de 2023, sábado. O sol apareceu fraquinho, já não chovia. O Carlos se sentindo um pouquinho melhor, que bom. Gramado não tem sinal de trânsito, é na base da educação mesmo: os carros param para os pedestres na faixa de pedestres. Há lojas com comidas e águas para os cachorros na porta. A avenida Borges de Medeiros é um shopping a céu aberto. Estamos passeando pela linda cidade. A Igreja Matriz São Pedro faz parte da Diocese de Novo Hamburgo. A loja de roupas Cavalo Marinho é minha velha conhecida. O Empório Essenza, com seus cosméticos feitos à base de uva e vinho, é no mínimo inovador. Aqui um adendo: no meu aniversário a gerente Sara me contactou por Whatsapp, achei incrível. De Gramado para Fortaleza! Ganhou mil pontos.

Almoço? No The Beck Restaurante. Na Garibaldi, 293. Um frango grelhado com arroz, batata frita e salada, o feijão foi cortesia por R$29,90? Um achado.

Em Canela, uma confeitaria bem recomendada: Ginger Haus Doces (rua Fernando Ferrari, 313, Vila Luiza). O banoffe (torta de banana originária da Inglaterra) e um café, delícia. Minha sobrinha/afilhada Natália e o namorado Mathias (moram em Porto Alegre-RS e aproveitam muitos finais de semana em Gramado) me pegaram no hotel e me levaram lá à tardinha, o Carlos com febre intermitente não foi. Obrigada, casal querido, foi muito bom ter estado com vocês.

Fomos à rodoviária a pé a fim de comprar as passagens para Porto Alegre. R$67,00 para cada, escolhemos para as 10h45 do outro dia pela companhia Citral. São umas 2 horas e 45 minutos atá a capital. Passamos pela Praça das Etnias. Vimos a Casa Italiana, a Casa Alemã, a Casa do Colono e a Casa Portuguesa. 270 anos de colonização açoriana está escrito na placa. Na Casa do Colono, há doces, shimier (chimia-tipo de geleia para passar no pão ou colocar em doces), mel, quentão (bebida típica do RS no frio), waffle, biscoitos, uma loucura. Ou seja, Gramado é uma festa culinária. Ainda há o Galpão do Imigrante ao lado da rodoviária com seus pães, cucas, doces, uau!

No Centro de Artesanato ali perto, vimos lindezas, acho o artesanato de Gramado algo irresistível, são bonecas de lã, louças, decoração para casa, banheiros, roupas de lã, uma fartura de belezas. Cruzamos a Rua Torta. Muitas lojas de couro legítimo pelo caminho e lojas de lembrancinhas. O turista endoida.

Com o ticket do Bustour tivemos direito a uma visita ao museu do Mundo de Chocolate da Lugano, av. Borges de Medeiros, 2497-Centro. Muito divertido ver ícones turísticos mundiais feitos de chocolate e em tamanhos grandes. Depois, prova de chocolate negro e branco, além de uma loja incrível com muito chocolate. Fantástico! Na cafeteria se ganha desconto de 10% com o ticket do Bustour. Tomamos café e sucos de morango e limonada. O morango no sul tem outro sabor por ser original da terra.

O almoço foi na rua Garibaldi, 271-Centro, com opções mais razoáveis: Ingate Beer Choperia & Petiscaria: à la minuta de frango (prato rápido por R$28,90) valeu a pena. Bem que meu irmão Ricardo deu a dica certa: fora das ruas mais badaladas, os restaurantes são bons e baratos. O jantar foi pizza vegetariana com coca na pizzaria Bella Notte do hotel Sky Centro Hotel & Spa.

Dia 17 de abril de 2023. Partida de Gramado, infelizmente, não deu tempo de comprar cucas na Casa do Colono, preferimos antecipar a saída para as 9h15, assim chegaríamos mais cedo em Porto Alegre, já que meus pais estavam a nossa espera. No ônibus, comemos cookies de aveia com castanhas da Marschner Sabores de Gramado.

Enfim, em POA, com direito à sopa de capeletti, vinho Malbec e pudim de leite condensado na casa do irmão e família. A cunhada cozinha muito bem. Obrigada, Família. Vida boa essa nossa.

No dia seguinte, rumo a Montevidéu no Uruguai. Mais escritas para depois.

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-já no fim

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022 -já no fim

Ainda estamos no dia 6 de dezembro de 2022, terça-feira à tarde. Meus pais e eu estamos no Shopping Recife e vamos almoçar no espaço Skillus-um self-service excelente by Itamar Silva. O garçom Alex, gente boa, fez a maior propaganda do Bolo de Noiva com queijo do reino, produzido por Cecília Chaves. Amei o local, a comida e as sobremesas.

Após o almoço, meus pais foram para o hotel e eu me dirigi ao café São Braz, ao lado do supermercado Bom Preço. Sempre que venho a Recife, este lugar é parada obrigatória. Vejo o cardápio na espera pela companheira Joaquina Ramos, do grupo de estudos de @peloscaminhosdaiiguerramundial. A gente já tomou café em Fortaleza e agora na cidade dela, é cearense de Recife.

Interessante um costume da terra: escrever os ingredientes dos bolos. Vamos lá: o Bolo de Noiva-manteiga, farinha de trigo, chocolate, açúcar, ameixa, uva passa, frutas cristalizadas, ovos e vinho tinto; o bolo Souza Leão-massa de mandioca, açúcar, ovos, manteiga, leite de coco, sal e corante; e o meu preferido bolo de tapioca-leite de coco, leite, açúcar, coco ralado e massa de tapioca. São servidos como bolinhos redondos, antes era em fatias. Gostei, tudo muito arrumado.

Detalhe: perto do Café São Braz há debaixo da escada rolante o Espaço da Boa Idade com mesas e cadeiras. Um ponto de encontro para idosos. Demais! O shopping é enorme e oferece muitos bancos, sinal que pensam no bom convívio social e de descanso.

A Joaquina chega, colocamos os papos em dia e enfim, eu peço o meu bolo de tapioca com café. Valeu, Joaquina!

Á noite, jantar com a família Dourado no apartamento da prima Ritinha. Emocionante o nosso encontro. Lá estão os familiares: os irmãos Rita, Luiz Antônio e Lúcia e as filhas da Rita: Adriana e Lúcia com marido Tonico. Laços de sangue próximos dando muito aconchego. Obrigada, família.

Dia 07 de dezembro de 2022, quarta-feira. No café da manhã conheci o casal de Rosario, Argentina, terra do Messi!!! Conversamos muito, afinal não posso ver argentinos que declaro o meu amor ao país deles. No café da manhã, a novidade foi o bolo de milho e o de tapioca, uau!

Mais uma caminhada pelo calçadão, exercício importante, ainda mais depois de tantas guloseimas… O semáforo tem tempo, mostra os pontos verdes diminuindo, acho fantástico. Dá mais segurança ao pedestre. Quero isso em Fortaleza. Cuidado com as bicicletas: não respeitam o pedestre! Os garis limpam a praia a qualquer hora, outra diferença da minha cidade. Os quiosques à beira mar tem beirais para dar sombra e são revestidos com azulejaria em referência ao antigo calçadão.

Voltamos ao Shopping Recife para almoçar, de novo no Skillus, amamos. Desta vez, provamos o Bolo de Noiva by Cecília Chaves. Maravilhoso! Imperdível e com pouco açúcar. Senti o gosto da ameixa e do vinho. De lá, fui passear e comprar quitutes para trazer para casa. Fiz compras de bolo de rolo, logicamente, e descobri um biscoito chamado Lolita, recheado de goiabada, não conhecia. Também encontrei a loja Casa Feliz, não mais existente em Fortaleza. Encontrei uma em Jericoacoara-Ceará. É uma loja de quadros, chaveiros e decorações estilosos. Fiz a festa.

No outro dia, dia da partida, o café da manhã teve bolo de macaxeira e banana da terra cozida. Delícia total! Que passeio mais agradável esse, fica no pensamento a música símbolo do carnaval, sempre cantada, de Alceu Valença: “Voltei, Recife/ Foi a saudade que me trouxe pelo braço …” Voltaremos, com certeza.

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Dia 04 de dezembro de 2022, domingo, ida a Recife a fim de buscar meus pais que lá estavam por uma semana, foram pelo sistema Bancorbrás. Peguei o voo da Azul: Fortaleza-Recife e gostei. Ofereceram snacks/lanchinhos generosos, sucos, refrigerantes e água, e os assentos tinham tela para filmes. Saudade de ver um filme assim.

Chegando, me dirijo ao hotel Grand Mercure Boa Viagem (av. Boa Viagem, 4070), muito bem localizado em frente ao mar. Ao encontrar meus pais, já fomos almoçar. Escolhemos no restaurante do hotel uma lasanha vegetariana, obrigada garçom Alves. O estafe do hotel é muito bem preparado e solícito. Para quem aprecia um queijo, a lasanha estava repleta.

À tardinha, passeio no shopping Recife: amo! Estava lotado, lógico, domingo antes do Natal. No Delta Expresso (quiosque de café), pedimos sanduíches e empanada integral. Uma loja interessante: Escrita Fina, para quem gosta de canetas e papelaria como eu. No mais, as lojas são as mesmas dos shoppings em Fortaleza. Acho fantástico observar a multidão tão diferente entre si. Valeu. À noite faz um friozinho.

Dia 05 de dezembro de 2022, segunda-feira, antes do café da manhã do hotel, caminhada pela orla de Boa Viagem. O calçadão é estreito, então fui caminhar na faixa de areia, plana, boa demais! Vou vendo os detalhes, curtindo o momento. Os quiosques estão sendo reformados, vão ficar bonitos e estilosos. Há trabalhadores na praia ajeitando as cadeiras para os banhistas. Pessoas pescando, tomando banho nas piscinas no mar na maré baixa. Na alta, nem pensar, afinal tem tubarão (aviso na praia, cuidado!). Gente se exercitando, ciclistas na faixa de bicicleta e eu a andar, olhando para tudo: mar, areia, jogadores de vôlei, edifícios, sempre linda a Boa Viagem. Detalhe: é o bairro onde tenho parentes queridos. Meu avô materno era pernambucano, logo tenho uma ligação emocional com Recife.

Vamos ao café da manhã. Adoro! Muito variado e delicioso. Pães, queijos diversos, iogurtes, frutas, inhame (uau), bolo de cenoura com calda de chocolate e bolo de tapioca (regional) etc. Dá para sonhar.

Dia de visitar a prima Ritinha que mora perto do hotel. Saudades. A casa antiga da família Dourado se localiza em Morenos, as histórias de família alimentam a alma. Tão espetacular estar com a família pernambucana.

No caminho de volta ao hotel, uma casa antiga nos atraiu. Era a Casa do Brigadeiro, de 11 de outubro de 1944. Está escrito na placa em frente: “Construída ao final da Segunda Guerra Mundial pelo patrono da Força Aérea brasileira, brigadeiro Eduardo Gomes, em meio a poucos vizinhos, mangues e dificuldades viárias. Voltada para o Atlântico, mantendo eterna vigilância do nosso litoral, onde 34 navios brasileiros foram torpedeados, causando a morte de 1081 pessoas, na maioria, civis inocentes. Projeta a grandeza de uma geração de heróis, que souberam hipotecar suas existências a serviço da Pátria, sem nada exigirem, nem mesmo compreensão. O trabalho de conservação da beleza arquitetônica da casa retrata o carinho e o respeito da Família Aeronáutica para com a sociedade pernambucana que há mais de 60 anos acolhe fraternalmente a Força Aérea na terra dos Altos Coqueiros.” Recife, dezembro de 2008.

Almoço no hotel novamente. Risoto de camarão, bonito o prato. À tarde jogo do Brasil e Coreia, a cidade estava em polvorosa e em clima de carnaval. E lá fomos nós assistir no apartamento dos grandes amigos Carminha e Ramiro, em Boa Viagem também. Momento feliz com amigos antigos. O lanche de café, pão e torta de nozes e maçã foi delicioso. À noite, canja no hotel, gostei.

Continuarei com mais detalhes sobre Recife…

Angélica Ellery Barreira Furtado

Angélica Ellery Barreira Furtado

O nome “angélica” se origina de uma flor singela, o significado do nome é harmonia, paz e união, e na Bíblia, o nome diz respeito à angelical, que se assemelha aos anjos. Tudo isso combina com a vó “Jeca”, como era chamada por algumas netas. Para a família, era Lequinha, Teté ou Letinha.

Filha de Ignácio Barreira e Cora Ellery. Ao casar com Antônio Furtado, aos 19 anos, em 1928, manteve o nome da família Ellery Barreira. Sem dúvida, algo moderno para a época.

Teve 10 irmãos e irmãs: Eduardo, Naci, Eduíno, Adalberto, Juarez, Margarida, Violeta, Iridéa, Zé Lito e Cora. Minha avó se dava bem com a irmandade (como diz meu pai Jair). Eram unidos.

Ainda jovem foi interna no colégio Imaculada Conceição. Lá estudava francês com as freiras oriundas da França. Mesmo quando saiu do internato, continuou com aulas particulares de francês e português. A razão de ter saído foi porque sua mãe falecera, então foi morar com sua tia Noca, irmã da mãe Cora e futura madrasta.

A vó “lembrada” era uma artista, sua alma era sensível. Pintava quadros, porcelana, louça; costurava roupas na máquina cantando; tocava piano e tinha aulas no instrumento. Dava conta da casa, cozinhava, reunia a família para a sopa dos domingos à noite, as noras e filhas levavam algo para o jantar, segundo minha mãe Sirley. A porta de entrada da casa estava sempre aberta com a mesa posta para um cafezinho com biscoitos.

Ela e meu avô Antônio casaram em Fortaleza-Ceará e logo se mudaram para Baturité-Ceará. Moraram depois em Fortaleza novamente, em Caicó-Rio Grande do Norte e em Fortaleza de novo. Com o vô já aposentado, rumaram ao Rio de Janeiro para que o filho Eudes fizesse um tratamento. Dois anos e pouco depois retornaram a Fortaleza, sendo que a filha Thaïs ficou no Rio cursando psicologia na universidade.

Tiveram 13 filhos: Sara, Ruth, Ciro, Jair, Mauro, Jorge, José, Dimas, Thaïs, Eudes, Auta, Celso e Gildo. Da lista, a Thaïs, o Eudes e o Celso já faleceram. São muitas histórias de sacrifício, dificuldades, amor e companheirismo.

A vó era conhecida por ter um lar acolhedor, ser hospitaleira, discreta, humana e calma. Ela e o vô recebiam bem as pessoas, exalavam calor humano. Ela serena e plácida, o vô preocupado e afobado, um casal que se complementava. Ambos católicos e piedosos. A vó aplicava injeções em pessoas doentes. Transmitiram valores aos descendentes como ética, honestidade, generosidade e gentileza.

Eis a vó Angélica, querida e amiga de familiares, amigos (as) e vizinhos (as). Vaidosa, faceira, gostava de estar em casa arrumada e na cozinha sempre cheirosa. O batom na boca era sua marca registrada. Era uma Ellery Barreira legítima com as feições do seu rosto, cabelos loiros e olhos azuis. Um ser humano admirável.

Nota da autora: este artigo foi escrito por mim com a colaboração de várias mãos, obrigada a quem contribuiu. Foi lido no segundo almoço da família Ellery Barreira no Clube Ideal em Fortaleza-Ceará no dia 07 de janeiro de 2023.