Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Hoje é dia 19 de fevereiro de 2023. Falemos no hotel Acqua Inn em Ponta Verde primeiro. O piso do elevador é uma foto do mar e de um coco, e o piso que dá para os elevadores é uma foto da orla de Maceió. Original.

No café da manhã, não vi tapioca, mas havia batata-doce, banana da terra, bolos diversos, pães, frutas, muito bom. Lotado de gente.

O ônibus da WS/CVC nos pega às 7h20 pontualmente. Destaco a organização, parabéns! A guia é a Glauciene e o motorista Antônio. Excelente guia, engraçada, simpática e solícita. Segundo ela, a Praia do Gunga fica a 50 km de Maceió, litoral sul, vamos sentido bairro e praia de Pajuçara. Na viagem, observo a orla decorada com bandeirinhas por conta do carnaval. Tudo arrumado, com muitas praças pelo caminho. Passamos pelo porto de Jaraguá.

Lá em Gunga dizem que a praia é mais bonita por ser mais rústica e que a estrutura é mais simples, mas não achei, é o contrário. Gunga na língua indígena significa “puxado, ponta”, é uma ponta de terra. A fazenda de coqueirais da empresa Sococo é importante para a região. Não se pode pegar nada lá, nem um coco caído.

Há banho de mar e lagoa entre os dois, há uma ponta de terra onde não se banha. Chegamos às 9 h, com um cenário deslumbrante, um coqueiral imenso, são da fazenda Sococo. Lembrei de Icapuí no litoral leste do Ceará, fronteira com o estado do Rio Grande do Norte, uma das paisagens mais belas que conheço.

Ficamos na barraca Pajú, ponto de apoio, onde ganhamos uma pulseira para consumo. Existem outras barracas/restaurantes, mas cobram day-use para cadeira e guarda-sol. No restô, dão cartão de consumo e podemos ficar em qualquer lugar. Os espaços se chamam gazebos e há guarda-volumes para alugar (R$10,00). Fazemos a pré reserva do almoço, uma vez que muita gente frequenta o local, e os guias chamam os alagoanos de talentosos, ou seja, lentos, devagar quase parando. Pode? Os nativos devem estar certos, se apressar para quê se estão no paraíso? O almoço foi de peixe (cavala) grelhado ao molho de camarão com macaxeira e arroz de brócolis.

O passeio para as falésias é o carro-chefe do local. Areias coloridas são retiradas delas (lembra a praia de Morro Branco no Ceará). De bugre (quatro pessoas) ou quadriciclo (duas pessoas) se visita a fazenda de coqueiros, o mar, as falésias com 17 tons diferentes, sobe-se na parte mais alta de uma delas para fotos, a lagoa com água quente e fria, em cima e embaixo, e também, a venda de argila. Duração: 1h10. Segundo a guia, o investimento na felicidade é de R$75,00 o bugre, e R$ 150,00 no quadriciclo. Não aceitam cartão.

Tomamos banho de mar de águas calmas antes do passeio de catamarã, nossa escolha. O guia Hélio chama de passeio ostentação (cabem 180 pessoas) com serviço de bar e petiscos, música e animação. O coquetel de abacaxi estava bem tropical (R$22,00). Visualizamos a frente da Barra de São Miguel, a casa das marisqueiras, a casa do cantor alagoano Djavan, da Xuxa, da Tereza Collor (Ilha de Três Corações) e ainda há uma parada para banhos e fotos. O fotógrafo é o Natan.

Descemos no banco de areia onde há boias como marcadores, fora delas é perigoso. O mangue parece um lago e fica à esquerda. O banho é na Praia das Conchas. O passeio de catamarã é de contemplação. Duração: 1h30 m, R$55,00 por pessoa. Tem gente que faz os dois passeios e ainda dá tempo pra descansar. A saída para o passeio às 11 h da manhã é única. Quanto aos mariscos da região, o forte é o massunim, irmão do sururu, dito “viagra nordestino”. Serve frito, como calda etc.

Na praia também há passeio de helicóptero, são dois. Lanchas, parapentes com hélices (flyboards), bola na água para crianças, enfim um lugar completo para esportes náuticos. De rústica, Gunga não tem nada. Existem barracas, restaurantes bem sombreados com mesas mil, música ao vivo. Ainda há um centro de artesanato bem sortido ali perto.

Pós-almoço um picolé de jaca da empresa Fika Frio no Pajú, delícia. O Carlos tentou outro banho de mar, mas estava revolto, aí não deu.

Gunga é uma península, encontro do mar com a lagoa de Roteiro, pertence ao município desse mesmo nome.

A economia de Alagoas é baseada na cana-de-açúcar, turismo, coco e comércio. De acordo com a Wikipédia, pertencia à Capitania de Pernambuco, se tornou capitania independente em 1817, decreto assinado pelo rei de Portugal Dom João VI. Foi rota da invasão holandesa.

Gunga é bem mais em conta do que Maragogi, os preços são mais razoáveis. Na praia, o barulho é ensurdecedor: tem gente andando na praia com aparelho de som, as lanchas dos banana boats disputando quem escuta música mais alta, e achei interessante ver no mar um rapaz com um aparelho coletando lixo usando protetor de ouvido. Mil pontos para ele. Ele nos disse que a cacofonia de sons é diária. Uma pena, o lugar só não é paradisíaco por causa da barulheira. Aí entramos no ônibus cansados e como dizer aos turistas não escutar áudios das suas mensagens alto no ônibus? Socorro! Em quesito de educação, estamos mal. Para mim, o mar é sagrado, aprecio mesmo é o som das ondas. E respeito o direito ao silêncio do outro.

Passeio que aconselho. Saímos às 15h30, dia completo. Ao chegar a Maceió, cidade colorida e alegre, percebo garis trabalhando à noite. Parabéns! E foliões pulando carnaval em frente a um trio elétrico em Ponta Verde, bem divertido.

A próxima praia será São Miguel dos Milagres. Muito a dizer.

Carnaval em Maceió-2023-ida a Maragogi-segundo dia

Carnaval em Maceió-2023-ida a Maragogi-segundo dia

Hoje é dia 18 de fevereiro de 2023. O Carlos e eu estamos em Maceió no bairro Ponta Verde.O ônibus da WS/CVC nos busca no hotel Acqua Inn às 5h10 para a ida a Maragogi, conhecida pelas suas piscinas naturais. 131 km de distância. O horário sempre depende da maré baixa, por isso tão cedo. O guia se chama Felipe e percebi serem todos bem-humorados e piadistas. Falam muito em viver o presente, agradecer a Deus e ser feliz. O motorista é o Tiago.

Que orla mais bonita, limpa, adorável de se observar. O gabarito dos prédios não passa de dez andares e há espaço entre eles. Louvável não terem a moda de colocarem vidro ou pior o vidro espelhado que encontramos muito nos edifícios de Fortaleza. As ruas são espaçosas com canteiros centrais arborizados. Estamos no caminho dos bairros Ponta Verde direção Jatiúca, litoral norte. Tão cedo e já existe muita gente na orla fazendo seu exercício físico.

Do litoral passamos à Zona da Mata, vegetação abundante, tudo verde: zona canavieira. Sempre chove. Passamos pela localidade São Luís do Quitunde. Depois rumamos ao litoral novamente. A praia tem 22 km de extensão. Ficamos na praia de Peroba, onde há um ponto de receptivo “Maré Beach Club”, com estrutura de redes (redário), passeios náuticos, restaurante, sorveteria, loja de artesanato e a cocada do Édson. Aliás, divina, com creme de coco dentro, ele é uma simpatia e está sempre por lá. Maragogi já conhecia, mas de passagem a Recife de carro.

A beleza está no meio do mar: as galés de Maragogi, a segunda maior área de corais do mundo depois da Austrália, segundo o guia. Costa dos Corais, reserva ecológica controlada pela Marinha do Brasil. Vamos de lancha com o Alef ver as piscinas próximas aos corais com peixes ornamentais. Esperava uma variedade maior de peixinhos coloridos, embora seja uma delícia tê-los por perto: são os Sargentinhos. O fotógrafo oficial da excursão se faz presente. O lugar é de matar qualquer um de inveja. Permanecemos uma hora no paraíso em um local específico para os turistas da CVC, separados dos outros grupos. O passeio saiu por R$120,00 por pessoa e aceitam PIX ou cartão.

O passeio tem a parte náutica e a terrestre com bugreiro e fotógrafo. São três praias para quatro pessoas no bugre. Uma hora e meia de passeio nas praias de Antunes (famosa), com balanços e troncos em forma de coração e estrela; a praia descoberta pela atriz e poetisa Bruna (Lombardi), dita praia da Bruna, ou seja, a praia de Xaréu com a croa (crosta de terreno não mexido) da Bruna e banco de areia, e mais a praia de Burgalhau com o nome Maragogi e com um coração gigante e foto do alto por R$75,00. Esse passeio não fizemos, preferimos curtir o mar.

Na praia, há venda de camarões, sorvetes, sequilhos feitos de água de coco recheados de chocolate e goiabada (muito bons), dizem que no carnaval tem pouca gente, eu não achei. Maragogi é famosa.

No restaurante, existem mesas na areia e lá pedi água de coco que vem em um pedestal de bambu. Original. Para o almoço, ficamos dentro do espaço do restaurante, fugindo do calor intenso. Pedimos frango grelhado, arroz branco, feijão-fradinho e purê de batata. Não tinha peixe grelhado, ficou faltando, na minha opinião. Outro detalhe: a música muito alta com músicas nada do meu gosto. Fazer o quê? Prefiro marchinhas de carnaval.

Pós-almoço, fomos às redinhas, mas o calor atrapalhou. O redário colorido com redes separadas em grupos, além de cadeiras de balanço em cada espaço foi apreciado. Saímos às 14h30 de volta a Maceió. Em comparação às outras praias que visitamos depois, considerei os preços cobrados em Maragogi muito caros. A praia ganhou a fama, aí exploram o visitante. Mas valeu ter conhecido as piscinas naturais.

O lanche da noite foi no supermercado Palato, maravilhoso e chique na Ponta Verde: tapioca com frango e muçarela, suco funcional de laranja e cenoura e a indefectível salada de frutas. Mais tarde, caminhada pela orla. Descobrimos o píer Marco dos Corais, inaugurado em junho de 2022. Simplesmente um ponto de reunião de pessoas da terra, jovens dançando, escutando música. Amei! Espaçoso, com bancos, plantas, rodeado por vidro com pedestres mil. Tudo é pensado de forma a agradar. No chão, madeira, ladrilhos e iluminação. Há um pequeno farol perto e uma ponte com estrutura de alumínio de onde vemos a contenção do mar. Interessante que do lado de fora do píer, embaixo, existe uma estátua de um cavalo-marinho gigante, na maré baixa se anda ao lado e se tira fotos, na maré alta o mar toma conta e as pessoas nadam ao lado. Bem pensado.

Na placa do píer está escrito: “O Marco dos Corais está localizado sobre o traçado do antigo Alagoas Iate Clube construído na ponta da Ponta Verde. Daqui é possível ver à direita em direção ao Litoral Sul, a enseada de Pajuçara e o Porto de Jaraguá. À esquerda, a Praia da Ponta Verde e a vista da enseada de Jatiúca em direção ao litoral Norte”.

Parece uma relíquia arquitetônica, pois há pontes com pedras antigas das ruínas do antigo Iate Clube. Coqueiros no centro dão um toque decorativo. No chão está escrito em uma linha marrom: início da área de proteção da Costa de Corais e o nome das praias de Alagoas até Pernambuco. Exemplificando com Ipioca, Sonho Verde, Carro Quebrado etc do estado de Alagoas e a fenomenal Porto de Galinhas de Pernambuco.

O píer fica em frente à praça Gogó da Ema. A orla é cercada de madeira em algumas partes. Lembrei de Camocim-Ceará, cidade toda nascente agradabilíssima. Continuando a caminhada, vimos o quiosque Maria Coxinha e o restaurante com música ao vivo Pedra Virada do Giovane. Bem frequentados.

Que litoral mais delicioso! Os moradores se reúnem com os amigos nas praças/canteiros centrais que são inúmeros. Na av. Álvaro Otacílio, na orla, vimos três carros alegóricos pequenos e ornamentados, afinal é carnaval. Os foliões fantasiados estavam esperando o momento de sair atrás deles.

Maceió cativante! Prosseguiremos com a Praia do Gunga em breve.

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Dia 04 de dezembro de 2022, domingo, ida a Recife a fim de buscar meus pais que lá estavam por uma semana, foram pelo sistema Bancorbrás. Peguei o voo da Azul: Fortaleza-Recife e gostei. Ofereceram snacks/lanchinhos generosos, sucos, refrigerantes e água, e os assentos tinham tela para filmes. Saudade de ver um filme assim.

Chegando, me dirijo ao hotel Grand Mercure Boa Viagem (av. Boa Viagem, 4070), muito bem localizado em frente ao mar. Ao encontrar meus pais, já fomos almoçar. Escolhemos no restaurante do hotel uma lasanha vegetariana, obrigada garçom Alves. O estafe do hotel é muito bem preparado e solícito. Para quem aprecia um queijo, a lasanha estava repleta.

À tardinha, passeio no shopping Recife: amo! Estava lotado, lógico, domingo antes do Natal. No Delta Expresso (quiosque de café), pedimos sanduíches e empanada integral. Uma loja interessante: Escrita Fina, para quem gosta de canetas e papelaria como eu. No mais, as lojas são as mesmas dos shoppings em Fortaleza. Acho fantástico observar a multidão tão diferente entre si. Valeu. À noite faz um friozinho.

Dia 05 de dezembro de 2022, segunda-feira, antes do café da manhã do hotel, caminhada pela orla de Boa Viagem. O calçadão é estreito, então fui caminhar na faixa de areia, plana, boa demais! Vou vendo os detalhes, curtindo o momento. Os quiosques estão sendo reformados, vão ficar bonitos e estilosos. Há trabalhadores na praia ajeitando as cadeiras para os banhistas. Pessoas pescando, tomando banho nas piscinas no mar na maré baixa. Na alta, nem pensar, afinal tem tubarão (aviso na praia, cuidado!). Gente se exercitando, ciclistas na faixa de bicicleta e eu a andar, olhando para tudo: mar, areia, jogadores de vôlei, edifícios, sempre linda a Boa Viagem. Detalhe: é o bairro onde tenho parentes queridos. Meu avô materno era pernambucano, logo tenho uma ligação emocional com Recife.

Vamos ao café da manhã. Adoro! Muito variado e delicioso. Pães, queijos diversos, iogurtes, frutas, inhame (uau), bolo de cenoura com calda de chocolate e bolo de tapioca (regional) etc. Dá para sonhar.

Dia de visitar a prima Ritinha que mora perto do hotel. Saudades. A casa antiga da família Dourado se localiza em Morenos, as histórias de família alimentam a alma. Tão espetacular estar com a família pernambucana.

No caminho de volta ao hotel, uma casa antiga nos atraiu. Era a Casa do Brigadeiro, de 11 de outubro de 1944. Está escrito na placa em frente: “Construída ao final da Segunda Guerra Mundial pelo patrono da Força Aérea brasileira, brigadeiro Eduardo Gomes, em meio a poucos vizinhos, mangues e dificuldades viárias. Voltada para o Atlântico, mantendo eterna vigilância do nosso litoral, onde 34 navios brasileiros foram torpedeados, causando a morte de 1081 pessoas, na maioria, civis inocentes. Projeta a grandeza de uma geração de heróis, que souberam hipotecar suas existências a serviço da Pátria, sem nada exigirem, nem mesmo compreensão. O trabalho de conservação da beleza arquitetônica da casa retrata o carinho e o respeito da Família Aeronáutica para com a sociedade pernambucana que há mais de 60 anos acolhe fraternalmente a Força Aérea na terra dos Altos Coqueiros.” Recife, dezembro de 2008.

Almoço no hotel novamente. Risoto de camarão, bonito o prato. À tarde jogo do Brasil e Coreia, a cidade estava em polvorosa e em clima de carnaval. E lá fomos nós assistir no apartamento dos grandes amigos Carminha e Ramiro, em Boa Viagem também. Momento feliz com amigos antigos. O lanche de café, pão e torta de nozes e maçã foi delicioso. À noite, canja no hotel, gostei.

Continuarei com mais detalhes sobre Recife…

Bariloche-Argentina2022-Puerto Blest-sétimo dia

Bariloche-Argentina 2022-Puerto Blest-sétimo dia

Hoje é dia 19 de agosto de 2022, e estamos em Bariloche. O café da manhã foi melhor, com quitutes da terra e o mate argentino para os visitantes. Como vamos a Puerto Blest, temos que estar na TURISUR na rua Mitre, 219 em frente ao MacDonald´s às 8h30. O guia é o Sebastian e o motorista é o Sergius. Vai muita gente da excursão. O clima está promissor, não neva ou chove, mas faz o frio de inverno. Iremos também passear pelo Lago Frías e pela Cascata de los Cántaros, todos os passeios localizados na província de Rio Negro.

Em Puerto Pañuelo, saímos do ônibus e nos dirigimos ao terminal do porto, entrada do Parque Nacional Nahuel Huapi, pagamos ($ 3.050,00 pesos argentinos mais a taxa) e mostramos o voucher digital para o guia a fim de subir no catamarã. Partida e chegada sentados. O capitão se chama Alberto. Estamos a 3 km do Chile. Seguimos pelo lago Nahuel Huapi e por um braço que vai a oeste.

Aproximadamente uma hora depois estamos em Puerto Blest, descemos e rumamos ao hotel Puerto Blest, à cafeteria para comer algo, o restaurante se encontra no primeiro piso. Escolhemos sanduíches, saladas, bebidas quentes e frias. O lago tem origem glacial, 40 mil anos atrás era gelo, 10 mil anos atrás o gelo virou rio, a região é pródiga em água.

As árvores alerces da região foram utilizadas para a construção das primeiras casas de Bariloche. Os índios mapuches que viviam na região dois mil anos atrás eram valentes como tigres, faziam canoas e navegavam. As plantas são nativas, o parque é úmido. Estamos na Selva Valdiviana, cuja origem vem de Valdívia, Chile.

Em 1852, o desbravador Perito Moreno chegou à localidade. A Argentina e o Chile tinham fronteiras diferentes, logo Moreno fez o estudo para a nova fronteira: a partir das montanhas e não das águas fronteiriças. Seu trabalho e conhecimento foram tão valorizados pela República Argentina que ele recebeu terras na Patagônia de presente com o direito de escolher o local. Perito Moreno é considerado o pai dos parques nacionais no país entre Neuquén e Rio Negro.

Em 1913, o presidente americano Theodore Roosevelt realizou uma expedição pela América do Sul e veio a Puerto Varas na Patagônia chilena. Perito Moreno e outras pessoas o esperavam em Puerto Blest.

Puerto Blest era Puerto Esperanza no passado. Era fundamental para o intercâmbio entre Argentina e Chile. Na baía de Puerto Blest, o emblemático hotel Puerto Blest era todo na madeira, hoje é mais simples. Entramos no hotel para banheiros, enfim vamos conhecer o lago Frías. O guia Eduardo chama o grupo 1 nome por nome para o ônibus (são dois). Muito organizado, são 3 grupos. O grupo 1: quem comprou em Bariloche o passeio. Grupo 2: quem comprou no catamarã e Grupo 3: quem não vai.

Uma observação: a segurança no catamarã é levada a sério. Falam as instruções de segurança ao Parque Nacional Nahuel Huapi o tempo todo.

De ônibus andamos pela Ruta Nacional 237. Vemos um bosque com passarelas de madeira, ditas senderos, com árvores antigas, um bosque puro de rocha e areia vulcânica. Vamos a Puerto Alegre onde está o rio Frías, um trecho da RN 237. Fica em uma das pontas do lago Frías. Lá pegamos o barco para navegar o lago.

O Bosque Valdiviano tem uns 13 mil anos, os solos férteis, o clima temperado, chuvoso, oceânico. Faz parte do Cruzeiro dos Lagos Andinos, 100 anos atrás já usados pelos jesuítas. Chove muito na região, o verão é mais seco.

O nome de San Carlos de Bariloche teve o nome Carlos acrescentado em 1902, por conta de um comerciante: Don Carlos Wiederhold, principal comerciante da outra margem do lago Nahuel Huapi. Por conta de um engano do nome escrito no destinatário de uma carta para ele como San Carlos, mesmo sendo talvez piada de quem mandou, o nome pegou, segundo o site Bariloche para Brasileiros.

O percurso no lago Frías é bem curto, ele se alimenta das abundantes precipitações da região e dos córregos que descem do glaciar Frías do Cerro Tronador, cujas águas lhe dão a cor esmeralda. A navegação no lago é imperdível e a sua paisagem exuberante, há florestas verdejantes ao redor e montanhas nevadas no horizonte.

Descemos em Puerto Frías, a outra ponta do rio Frías. Caminhamos na neve com cuidado, uma farra. Coisas que são raras na vida. Há uma exposição ali perto do lago: a réplica da moto de Ernesto Che Guevara nomeada de “La Poderosa”, modelo Norton 500 M18, de 1939. Ele passou pelo local com Alberto Granado na sua famosa viagem de motocicleta pela América do Sul. Sugiro assistirem ao filme “Diários de Motocicleta”, de 2003.

A cadeia de montanhas ao redor do lago é impressionante. O Cerro Internacional Tronador se vê do local. O guia chamou de vulcão. Tem nove geleiras. O nome tronador é porque se parece com trovões. Bem perto dali se encontra o Passo Internacional (em espanhol, paso fronterizo Vicente Pérez Rosales) que chega ao Chile. O rio Frías tem o lado superior e o inferior. Passamos pelos dois e rumamos ao Puerto Alegre para pegar o ônibus de volta.

Em Puerto Blest, almoçamos no restaurante do hotel: wrap vegetariano de frango com champignon mais coca. Não havia muitas opções prontas.

Depois, voltamos ao catamarã rumo à Cascata de Cántaros quando saímos da província de Rio Negro rumo a Neuquén. O ambiente é singular, de selva úmida com musgo.

A passarela de madeira (sendero) que sobe aos mirantes é cheia de gelo, temos que nos segurar na amurada. É perigoso, uma aventura. O primeiro mirante é belo e vemos a cascata com sua força incrível. A floresta de coihues, que significam “lugar de água”, se faz presente no caminho. Confesso não ter ido ao segundo mirante, pois havia muita neve e estava com medo de derrapar. Preferi esperar o Carlos sentada com outros visitantes. Há bancos que nos apoiam. Deve ser muito melhor visitar em outra estação, sinceramente. No Bosque da Cascata não se acampa, os turistas só vem de barco, não há estrada ou caminhos, não se pode sujar ou colocar fogo. O verão é mais quente, já o outono é bonito, por causa das cores diversas das árvores em contraste com o lago.

Em uma hora retornamos a Puerto Pañuelo. Descemos mais tarde no centro de Bariloche. Fomos às compras na tentadora rua Mitre. Com certeza, mais alfajores e doces. Lembrando que o doce de leite do país é famoso.

No outro dia, 20 de agosto de 2022, o último, fizemos um passeio pelo lago Nahuel Huapi e seus mirantes, almoçamos no restaurante Família Weiss de novo e voltamos ao hotel. Passeio daqueles inesquecíveis. Obrigada ao Dennis, nosso agente da CVC em Fortaleza-Ceará. Fim de viagem.

Bariloche – Argentina 2022 – um dia em San Martin de los Andes – sexto dia

Bariloche-Argentina 2022-um dia em San Martin de los Andes-sexto dia

Hoje é dia 18 de agosto de 2022. Estamos em Bariloche. Combinamos no dia anterior o passeio a San Martin de los Andes, outra cidade charmosa na Patagônia argentina. Há muito queria conhecer. A van passa às 8h30 no hotel Soft para nos pegar. O retorno será às 18h15. O guia se chama Alejandro e o motorista Palermo. Vamos cruzar a fronteira estadual da província de Rio Negro e chegar à província de Neuquén, então temos que preencher um formulário com nome e número de RG ou passaporte na própria van.

Passamos pelo lago Nahuel Huapi, de acordo com o guia, o quarto maior em tamanho da Argentina, o maior do Parque Nacional Nahuel Huapi, com 530,9 km² de superfície e 10,2 km de largura.

Estamos na afamada Ruta 40, a mais longa estrada do país, corre toda a Cordilheira dos Andes. Beleza não falta nos arredores.

80 km de Bariloche ou 1 h e 15 min depois está Villa Angostura, onde desceremos. Trata-se de outra cidade alpina, uma gracinha. Já conhecia de 2017. A sua arquitetura é rústica com casas de pedra e madeira. Vale a pena visitar. Em espanhol, “villa” significa cidade pequena e “angostura” passagem estreita.

Estamos na Rota dos 7 Lagos, região das mais atrativas. Os lagos são Espejo, Correntoso, Falkner, Machónico, Villarino, Escondido e Lácar. Faremos 4 paradas.

O lago Nahuel Huapi com as montanhas nevadas atrás é espetacular. O parque nacional é conhecido por nos oferecer paisagens suíças. San Martin tem uns 70 mil habitantes e parece com Bariloche e Villa Angostura. Também com a mesma arquitetura. Seu atrativo principal são os cenários idílicos da bela Patagônia.

A última cidade em Rio Negro é Dina Huapi, logo estamos em Neuquén. Há polícia na fronteira. O lago Nahuel Huapi se encontra nas duas províncias ou estados. Nahuel Huapi significa ilha de tigres na língua dos índios mapuches. Eles viviam na região no séc. XIX, eram guerreiros valentes. Homens brancos de Buenos Aires lutaram com eles, e ao vencerem, encamparam a região se tornando consequentemente Argentina. Detalhe: foi o cacique Saihueque que se rendeu aos invasores em 1874.

Vemos a estepe patagônica no caminho, são campos, muitas terras, poucos habitantes e ventos fortes.

Na van escutamos Mercedes Soza e a nossa Alcione. Interessante que quando enxergamos uma pessoa com mate e garrafa térmica, não tenha dúvida, é argentino ou uruguaio. E lá vamos nós pela Ruta 40 repleta de neve, margeando o lago Nahuel Huapi. Um delírio!

Quase 10 h da manhã e nos aproximamos de Villa Angostura, fundada em 1932. O guia diz ser uma aldeia de montanha. Um passeio que já fizemos e aconselho é o do Bosque de Arrayanes (árvores típicas). Lindo! Perto da cidade pequena de três quadras, há a montanha: Cerro Bayo, onde se praticam esportes de inverno como o esqui. No verão, o interesse de gente do mundo todo é o trekking (caminhada intensa) e a pesca. Existe uma estátua em homenagem à truta, peixe procurado por americanos, principalmente.

Ficamos uns 20 minutos somente, fomos a um café para banheiros e café, lógico. Pedi um muffin (bolinho denso) de chocolate e um café. O local é o Cucu Schulz na av. Arrayanes, 44. Como aprecio um muffin.

O frio é grande. Ver Villa Angostura no inverno, totalmente gelada e nevada, é encantadora, bem diferente de conhecê-la na primavera, asseguro. Deixamos a cidade e rumamos a San Martin de los Andes pela mesma estrada: Ruta 40.

O guia Alejandro demonstra muito conhecimento da região. O Parque Nacional Nahuel Huapi teve sua fundação em 1934, conta com 712.160 hectares e protege lagos, lagunas e uma selva fria: Los Alerces com as árvores alerces, enormes, milenares e nativas. O fruto llao llao se encontra lá, doce e saboroso. O Cerro Tronador se situa entre o PN Nahuel Huapi e o PN Vicente Pérez Rosales no Chile. Tem 2642 m de altura e a temperatura é de frio, neve e tormentas o ano todo. Muitos glaciares e águas termais na região. Do outro lado de onde estamos se encontra o Chile e o Oceano Pacífico. Por ali, existe o Paso Internacional Los Libertadores, ligação entre os dois países cuja estrada tem forma de caracóis, o transporte usado é ônibus e carro 4×4.

A primeira parada ocorre no mirador do lago Espejo, dito ponto panorâmico. As árvores coihues são sempre verdes. No outono, elas são coloridas formando um cenário formoso. A laguna congelada se chama San Ferino. Existem cervos colorados na área cujas carnes são apreciadas. O lago Espejo ou Espelho fica lá embaixo, no mirante há muita neve.

Vemos o rio Ruca Malen, depois chegamos ao lago Correntoso, fazemos a segunda parada para fotos no mirante. As montanhas nevadas ao longe e à direita floresta. Os lagos são fabulosos de tão mágicos e no inverno ficam mais chamativos. Lá pescam trutas e há cabanas e hospedagens a mil. Deve ser uma tranquilidade passar uns dias naquele paraíso.

O clima está mais aguentável no momento, ainda bem, pois não chove, venta ou neva. Passamos pelos lagos Escondido, Villarino e fazemos outra parada no Falkner, onde nos aproximamos mais do lago. Há uma placa em homenagem ao explorador/médico Thomas Falkner (1702-1784), além de missionário jesuíta inglês. Este lago Falkner parece uma praia congelada, a água fria é profunda. Pisamos na neve, o lugar é hermoso, como dizem os argentinos.

Como não alugamos roupa para o frio intenso, congelamos. Sinceramente, me arrependi. Fica a sugestão.

Vi a placa do Parque Nacional Lanín e o lago Hermoso. San Martin no noroeste da Patagônia, é a porta de entrada desse parque nacional com florestas, vida selvagem diversa e o vulcão Lanín.

Na cidade é comum comer muito alce, cordeiro e bife de chorizo, da mesma forma truta e pizza napolitana.

Mais um lago: Machónico. Que paisagem a do local. O último lago antes de San Martin se denomina Lácar, fica entre montanhas, é glaciar e continua na cidade a margeando. Possui um pontão para barcos e uma praia com areia. A distância da fronteira com o Chile é de 45 km.

O município, enfim. Segundo Alejandro, existe desde 1898 e era um forte militar. A região era país dos índios mapuches cujo líder era o cacique Saihueque, conforme foi dito anteriormente. Com a vitória do Gal. Roca, a cidade se torna San Martin de los Andes em honra ao Libertador, herói da independência da Argentina, Chile e Peru: Gal. San Martin.

Na cidade, ficamos entre 13 h e 15 h. A ideia era almoçar logo, então o guia nos levou ao restaurante La Nueva Barra (Almirante Brown, 216). O Carlos pediu cordeiro patagônico e eu supremo de frango, ambos com salada de cenoura, alface e tomate. Aprovamos.

Enfim, o sol apareceu e colaborou com nossa excursão. A praça San Martin é o ponto principal, a partir dali desbravamos as ruas adoráveis. Lojas, feirinha de rua, chocolaterias, muitas casas floridas, um encanto. San Martin de los Andes é charmosa, com roseiras nas calçadas, parques, árvores, uma mistura de Villa Angostura e Niagara on the Lake no Canadá. As casas são construídas com muita madeira. Que passeio mais gostoso. Há muita beleza no local, como mirantes, praias, o parque nacional, visita ao vulcão, ou seja, visuais arrebatadores. Deu vontade de conhecer mais, mas fica para outra.

Após as caminhadas, nos direcionamos à Villa Angostura de novo, descemos para um café no mesmo Cucu Schulz e retornamos a Bariloche na hora do rush. Carros em quantidade, como é de se imaginar.

Dia completo e feliz. Em breve Puerto Blest.

Bariloche-Argentina 2022-Cerro Otto-quarto dia

Bariloche-Argentina 2022-Cerro Otto-quarto dia

Hoje é dia 16 de agosto de 2022, dia de visitar o Cerro Otto, a 1405 m acima do nível do mar, localizado à Avenida de los Pioneros km 5, Circuito Chico. A temperatura continua muito fria: 2º C. O teleférico da montanha custa $ 4.500 (pesos argentinos), para maiores de 65 anos $ 3.500 pesos, o ônibus é gratuito. Há horários do ônibus que se pega no guichê do centro na Calle (rua) Mitre a partir das 10 h da manhã, o último às 16h15. O regresso começa às 14h15 e termina às 17h15, ou seja, tem que se programar. Endereço do guichê: esquina da Calle Mitre com Villegas.

O Carlos e eu decidimos pegar o ônibus das 12h, assim almoçaríamos lá. Como já conhecíamos na primavera, a ideia era conhecer no inverno e digo, é bem diferente. Tiritei de frio e nem saí na neve. Já o Carlos se deleitou.

Vamos aos fatos: fila para comprar, fila para entrar no Cerro Otto. É 5 km do centro de Bariloche, bem localizado. No teleférico fechado, estávamos com mais um casal de Porto Alegre-RS. O visual na subida é espetacular: a floresta e a neve. Fomos direto à confeitaria giratória e foi uma boa pedida, porque depois lotou e a gente já estava almoçando na paz. Pode ficar lá uma hora, então ao sentarmos, pedimos suco de laranja, licuado (smoothie) de framboesa com leite e frango grelhado com salada.

O cenário da janela era incrível, tudo congelado, com pouca visibilidade. Tudo girando bem lentamente, é marcante o local. A neve é a senhora das montanhas. A comida ótima e para me satisfazer, pedi a torta selva negra: a framboesa estava demais, assim como o chantilly (fresco e inigualável) e bolo de chocolate. Chego a sonhar com essa iguaria.

O Carlos saiu no mirante, corajoso. Na verdade, estava cheio de gente, o povo se divertindo com a neve, tirando fotos, um evento. E eu mirando pelas janelas de vidro, morrendo de frio.

Antes de sairmos, passamos na pequena galeria de arte existente, a única do mundo situada no pico de uma montanha. Segundo o site http://www.telefericobariloche.com.ar, a Galeria de Arte do Cerro Otto expõe permanentemente e em tamanho natural três obras famosas de Michelangelo Buonarroti: David, La Pietà e Moisés. Todas as cópias realizadas com autorização e certificação do governo italiano.

Descemos novamente pelo teleférico a tempo de pegar o ônibus das 15h15. Lotado, voltamos em pé, ainda bem que é perto do centro.

Paramos cerca da Catedral de San Carlos de Bariloche, de 1944, cujos patronos são Nossa Senhora das Neves e San Carlos Borromeo. O arquiteto foi Alejandro Bustillo, que gratuitamente ofereceu seu projeto à cidade. O engenheiro foi Pedro Faukland e o capataz Esteban Capitanich. O edifício forma uma cruz latina deitada no solo, com a sua cabeceira orientada exatamente a ele. Tem muros de pedra branca e sua altura é de 69 m na agulha do campanário. Na catedral está a imagem de Nossa Senhora de Nahuel Huapi, o dia comemorativo é 3 de maio, data da peregrinação náutica. Dentro, a sensação é de paz, com cantos gregorianos. Muito bonita a igreja, lembra muito do lado de fora a de Canela-RS, toda na pedra.

Na lojinha da catedral, a freira que nos atendeu foi calorosa conosco, logo compramos alfajores e artesanatos de madeira (típicos da região), além de medalhas de Nossa Senhora de Nahuel Huapi por preços em conta.

Na saída, voltamos a pé ao hotel Soft e demos uma parada no Pieros Deli & Café para um suco de framboesa. O jantar foi no Coffee Store em frente ao hotel, só pra variar.

Prosseguiremos com mais belezas em breve.

Bariloche-Argentina-terceiro dia-Circuito Chico e Campanário 2

Bariloche-Argentina-terceiro dia-Circuito Chico e Campanário 2

Hoje é dia 15 de agosto de 2022 e continuamos no nosso passeio intitulado Circuito Chico. Damos uma parada na loja Nature Laps (av. Bustillo, 19.500), onde vendem produtos feitos de rosa mosqueta. Segundo o guia Fabrício, a rosa mosqueta é exuberante nesta região patagônica, pois é encontrada nos Andes, e seu arbusto é selvagem. É usada para cremes para a pele, mãos, chá (antioxidante), licor, doce etc. O óleo, extraído da semente, tira manchas, diminui rugas e estrias. Só pode ser usado à noite. Na apresentação na loja, oferecem chá e passam creme e óleo na mão da gente. Como é algo típico deles, comprei um bocadinho de coisas, mas não é barato.

Vemos o Clube de Regatas à direita. Fazem caiaque com rafting no verão (clima seco) no braço Campanário do lago Nahuel Huapi. Já no inverno, o clima é úmido. Estações diferentes, atividades diversas no Parque Nacional Nahuel Huapi, que rodeia Bariloche. Tal parque teve como primeiro presidente Bustillo, o nome da avenida. E foi também o primeiro parque nacional argentino. Foi a partir daí que começou a transformação da cidade em lugar turístico, com o dinheiro do Estado Nacional dado ao parque.

Um pouco da história argentina. Perito Moreno (1852-1919) chegou ao lago Nahuel Huapi em 1876. Eis Francisco Moreno, conhecido por Perito. Explorador, colecionador de fósseis, tinha paixão por paleontologia e antropologia. Foi ele que baseou a linha fronteiriça entre Argentina e Chile nos cumes das montanhas e não mais em cursos de água. Por causa dele, a Argentina ganhou mais 42.000 km. Ele percorria o território a cavalo e a pé. Em sua homenagem há a geleira famosa com seu nome em El Calafate e a cidade na Patagônia dita Perito Moreno. Por isso se diz no país: “um homem, um glaciar, uma cidade”.

Puerto Blest, outra atração turística que ainda vamos conhecer, é protegida pelo PN Nahuel Huapi. Segundo a Wikipédia, o parque tem 712. 160 mil hectares em uma faixa de 50 a 60 km recostada sobre a Cordilheira dos Andes, ao sudoeste da província de Neuquén e noroeste da província de Rio Negro.

Fazemos outra parada em Puerto Pañuelo (porto), onde se pega o barco para a Ilha Vitória e Puerto Blest.

Interessante dizer que perguntei ao guia sobre Trevelin na província de Chubut, também na Patagônia, mais ao sul, são 217 km de Bariloche. Quero conhecer seus campos de tulipas a céu aberto, são únicos na América do Sul. Outra informação: a Ruta Nacional 40 (de 5400 km) vai do sul da Cordilheira dos Andes (província de Santa Cruz) até a divisa com a Bolívia, ou seja, corta 11 províncias, trata-se da mais extensa rodovia do país. Muita beleza a ver, com certeza, que digam os aventureiros e viajantes. Mais um lugar a conhecer: Puerto Madryn para ver baleias e pinguins.

O afamado hotel resort Llao Llao (se pronuncia chao chao) fica bem ali, se vê do Porto Pañuelo, na avenida Ezequiel Bustillo km 25. É o hotel mais exclusivo da Patagônia argentina por muitos motivos: 5 estrelas, histórico, completo, com campo de golfe de 18 buracos e dá para o lago Nahuel Huapi e Moreno, além de estar rodeado pelo Cerro Lopez e Tronador, logo o cenário é deslumbrante. Excursão não entra, mas para um curioso entrar deve fazer reserva, e a diária custa 400 dólares. Data do ano 1939 e o arquiteto foi Alejandro Bustillo. Notável como gostam de dizer o nome do arquiteto, acho positivo isso. O tipo do hotel para se hospedar antes de morrer, como se diz.

Outros hotéis históricos, segundo o Fabrício, são o Amancay e o Tunquelén. O primeiro nome é uma flor em língua mapuche, e o segundo significa “lugar de descanso”.

As árvores mais utilizadas na região são o coihue (ou carvalho, a árvore mais úmida da região) e o cipreste (madeira bonita estilo andino). A madeira é isolante do frio e calor.

Os coihues são muito encontrados no Cerro Campanário, algo belíssimo de ver com neve. Aliás, campanário tem o sentido de “torre de igreja onde estão os sinos”, de acordo com www.dicio.combr.

Enfim, vamos à montanha, pegamos o teleférico (onde o fotógrafo Martin tira nossa foto) sob neve e frio polar, ufa! Não foi fácil e a nossa roupa não deu conta. Mas, maravilhados, o Carlos e eu parecíamos crianças se esbaldando com tanta beleza. Depois de meia hora de subida com a vista dos lagos e floresta nativa (os coihues), chegamos à parte alta do Campanário. A nevasca intensa, abaixo de zero, tiramos fotos e fomos à confeitaria do local, bem mais quente e local fechado. Que alívio! Aproveitamos para nos aquecer com empanadas, e tortas de selva negra (no Brasil, floresta negra) e de nozes. Mais o café indefectível, logicamente. Quantas delícias! Na foto abaixo, a selva negra, típica da região, é a do Cerro Otto, simplesmente imperdível.

Descemos na cadeirinha do teleférico novamente, com o vento patagônico a nos atingir. E neve e frio. No verão, pode nevar também e o vento é tão intenso que atinge o deserto, isto é, a estepe patagônica, com suas plantas baixas e espinhosas (que vão do aeroporto ao Atlântico).

Retornamos à cidade de Bariloche, passeio de meio dia imperdível, eu diria. Só há edifícios baixos no centro, nos bairros residenciais unicamente casas. Para mim, modelo de cidade.

Almoço na Família Weiss, pra variar: truta com ervas finas, bife de chorizo com batatas fritas (para o Carlos), sobremesa de strudel de maçã e sorvete de morango. E café. Eu diria que é o nosso restaurante favorito, a atmosfera, a decoração na madeira, bem aconchegante. Endereço: calle Vice Almirante O´Connor, 401, esquina com Palacios).

A chuva e a neve não dão trégua. Faz – 2º C, porém a sensação térmica é de – 8º C. Socorro! Não nasci pra isso, decididamente. De agora em diante, neve só em fotos.

O jantar foi no Coffee Store em frente ao hotel: empanadas, sanduíche de frango e suco de laranja, bem básico. Tomei este café/lanchonete como meu.

Dia completo e lindo. Bariloche é uma mistura de Gramado no Rio Grande do Sul e Pucón no centro do Chile. Ambos lugares para visitar, sem dúvida.

Bariloche-Argentina-terceiro dia-Circuito Chico e Campanário 1

Bariloche-Argentina-terceiro dia-Circuito Chico e Campanário 1

Hoje é dia 15 de agosto de 2022. Às 8 h saímos do hotel com o grupo do Circuito Chico (circuito menor) e Cerro Campanário (faz parte do itinerário da empresa turística CVC). Havia outras programações. Como não têm telefones no quarto, vamos no velho despertador para acordar no horário certo. Interessante ainda haver bidê no banheiro.

Em Bariloche, não há sinais de trânsito, só faixas de pedestre. Povo educado respeita o pedestre.

O nosso motorista é o Malem e o guia se chama Fabrício, também guia do Parque Nacional Nahuel Huapi. O passeio promete. Passamos pela Catedral de San Carlos de Bariloche e lago Nahuel Huapi, pelo lado oeste da cidade. O lago, por sinal, margeia o parque nacional citado acima. Aliás, Nahuel Huapi na língua indígena Mapuche significa: “ilha do tigre”. Reconhecemos o hotel Huinid, onde nos hospedamos há 5 anos. É amplo, perto do lago, com um cenário encantado, porém mais longe do centro.

O famoso hotel Llao-Llao (se fala chao chao) fica a 25 km do centro, indo em direção à Cordilheira dos Andes. Os bairros residenciais se desenvolvem pelo setor oeste. Vimos florestas e muita neve. O Cerro Otto com o teleférico se localiza por estas redondezas.

Toda arquitetura de Bariloche é adaptada ao clima de montanha: neve, chuva e vento. Trata-se do estilo andino, próprio da cidade. A gente delira ao ver a neve nas calçadas, em cima dos carros, é surreal para um brasileiro que sente calor o ano todo. Estamos na avenida Ezequiel Bustillo (se fala busticho). Os telhados das casas em “V” invertido existem para drenar a água da neve. A partir da década de 1990, casas começaram a ser construídas no estilo de montanha alpino, europeu, com madeira e pedra.

Cruzamos o colégio São Patrício, santo padroeiro da Irlanda. Na verdade, os irlandeses não fazem parte da coletividade, mas os alemães, italianos, suíços, eslovenos e dinamarqueses, sim.

O turismo ocorre o ano todo, para cada clima, algo diferente a se fazer. No verão, por exemplo, com o clima de 30º, 34º C, se pratica rafting, trilhas e pesca. Junto ao inverno, são as principais temporadas de turistas. Bariloche é sempre bela, isso é destacável.

No passeio, há um fotógrafo a bordo do nosso ônibus: Martin. Ele cobrou uns R$100,00 por 25 fotos digitais, contudo pedimos somente uma e valeu a pena (nós no teleférico do Campanário). A neve vai caindo e nós nos deliciando. Vemos longe o Cerro Catedral. Há praias públicas nas margens do lago Nahuel Huapi: a Playa Bonita é uma delas. Tem ótima infraestrutura e fica cheia no verão.

O guia nos conta que o principal lago é Nahuel Huapi, mas também há o Gutiérrez e o Moreno.

A Escola Militar de Montanha Gal. Juan Domingo Perón é uma instituição tradicional e só existe em Bariloche, Mendoza (na região de Cuyo) e Jujuy (no norte). Na cidade são 60 anos de treinamentos de combate de montanha, por isso praticam esqui, escalada, práticas de esportes de inverno.

Outro detalhe importante: a cidade tem o maior número de cientistas da Argentina. Lá se encontra o Centro Atômico Bariloche-Instituto Balseiro-responsável pela pesquisa em física e engenharia nuclear. Fazem investigação aplicada para o uso pacífico de energia nuclear. Trata-se de um dos centros de pesquisa e desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Atômica da Argentina. O INVAP é uma empresa de alta tecnologia com projetos das áreas: nuclear, aeroespacial (satélites, radares), química, médica, petróleo e governamental. Empresas consideradas verdes se mudam para o município.

A cidade é grande e espraiada, não tem edifícios altos, são aproximadamente 150 mil habitantes. Como é limitada pela geografia (das montanhas), o tráfego de carros atrapalha, os congestionamentos são constantes.

Conhecemos outra praia do lago Nahuel Huapi: a Bahia Serena com areia e neve. Um visual e tanto. Praia pequena com 200 m de extensão. Passamos por açougues, cabeleireiros, restaurantes e hotéis. O setor oeste é lotado. O caminhão da prefeitura tira a neve, passam um líquido de solução salina para quebrar o gelo. Pista com muita neve.

Às vezes o Cerro Campanário abre mais tarde, justamente por causa das nevascas. Considerado pequeno, tem 1049 m de altura, às margens do lago Nahuel Huapi. A floresta ao redor é nativa: ciprestes e introduzida: pinheiros do Hemisfério Norte. Quanta neve! Os animais encontrados são puma, raposa, cervos da região, condor andino etc.

As nevascas fazem árvores caírem e fios elétricos ficarem prejudicados. São os problemas de um clima adverso.

Continuaremos mais com o passeio em breve.

Bariloche-Argentina 2022

Bariloche-Argentina-2022-chegada

Hoje é dia 13 de agosto de 2022. O Carlos e eu pegamos o voo Fortaleza-São Paulo-Bariloche (LATAM). De SP para Bariloche, o voo charter da CVC durou 4 h e meia. Chegamos às 18 h no hotel Soft, pelo pacote da empresa. Hotel no centro, bem localizado na rua (calle) Mitre, 685. O nosso motorista foi o Sebastian. A neblina estava intensa, chovia e as montanhas se cobriam de neve. Nosso intuito foi experienciar o inverno, uma vez que já havíamos ido lá na primavera. Sair de Fortaleza a uns 30 graus C e chegar a – 0 grau não é fácil, mas para viajantes é uma aventura.

Foi a minha segunda vez em San Carlos de Bariloche, no estado de Rio Negro, na região mais bela do mundo, na minha opinião: a Patagônia. Segundo o nosso guia Esteban, a cidade é diferente e oferece atrações diversas a cada estação. Na língua indígena mapuche, Bariloche significa “homem que fica detrás da montanha”. Já a palavra Patagônia significa “índios de pé grande”. No caminho para o hotel já vamos conhecendo a vegetação típica da região: a estepe patagônica.

Vamos aos detalhes: ficaremos com o guia Esteban a semana toda; não vale a pena usar cartão de crédito, já que o preço será cobrado em pesos argentinos, porém quando chega a fatura, há a conversão do peso oficial para o dólar e do dólar para o real. E nessa questão, o dinheiro perde valor. Por isso, trocamos o dinheiro no hotel com os guias no paralelo ou blue, como chamam. A cotação pode mudar a cada dia. Estava entre 40 a 50 pesos para 1 real.

Na época invernosa, a dica é conhecer os cerros ou montanhas. São cinco na área: Campanário (mirante a 1500 m), Catedral, Otto (onde se situa o parque de neve “Piedras Blancas” com ski-bunda), Lopes (perto da Cordilheira dos Andes a 1700 m) e Bajo (em Villa Angostura na província de Neuquén, cidade a uma hora de Bariloche). No Cerro Lopes, há um restaurante no meio da montanha com caminhada com raquete (snowshoe em inglês) nos pés.

O Esteban aconselha a quem vai às montanhas esquiar, alugar as roupas próprias para a neve ou chuva. Gostei dele, fala português e é desenrolado. Veio de Córdoba para nos assistir, tamanha a quantidade de brasileiros em Bariloche, trabalha indiretamente para a CVC. Na cidade, os restaurantes abrem ao meio dia e fecham às 16 h, já o horário de jantar é das 19h30 até meia-noite.

Como estávamos cansados, decidimos jantar no restaurante ao lado do hotel: Cold Beer Hot Chilly Hot Food: peixe truta ao queijo roquefort com purê de batatas e vinho Malbec. Cheio de turistas da nossa excursão. Comi truta todos os dias, amo! Lá, conhecemos o Edison e a Roberta de Registro-SP, onde eles trabalham com plantas.

Continuaremos em breve. Bariloche promete muitas belezas e trutas…

Guaramiranga-Ceará-2022

Guaramiranga-Ceará-2022

Hoje é dia 23 de abril de 2022. Estamos em Guaramiranga na serra de Baturité no Ceará, a 108 km de Fortaleza, capital do estado. Cidade serrana amada. Fazia tempo que não voltávamos.

Estamos na Pousada Convento da Gruta, mais conhecida como Mosteiro dos Capuchinhos. O clima de 22°C é uma delícia. Estamos em plena estação invernal ou chuvosa. A natureza exuberante, o clima sempre mais ameno, os pássaros livres e as flores diversas fazem de Guaramiranga um destino procurado.

Vi novidade na pousada: obras do pintor Lucivaldo “de Pacoti” (cidade serrana ao lado de Guaramiranga) nas paredes. As pinturas dele são o retrato da serra, suas paisagens e pássaros são dignos de nota. No mosteiro, ele pintou santos católicos. O rapaz é talentoso.

Chove direto. Infelizmente, não oferecem mais a sopa da noite. Continua o café da manhã e almoço. Efeito da pandemia, dizem. O almoço com vegetais e legumes frescos é bom demais. Para jantar, aconselho descer ao centrinho, pois tem mais opções de refeições. As opções de delivery são limitadas.

Dia 24 de abril de 2022. O café da manhã é farto, bolos de milho verde e mole (típico do Ceará), canjica com pouco açúcar, frutas diversas da região, uma abundância.

Fomos passear e rever os amigos da cidade. Passamos pelo amigo Thiago da pousada Alto da Montanha. A sede é uma verdadeira galeria de arte com quadros de quem? Do Lucivaldo, certamente. Volta e meia nos hospedamos em um dos chalés, junto à mata. Sugiro no restaurante a canja e outros pratos. O café da manhã é um buffet fenomenal.

O Chalé das Montanhas veio abaixo, a pousada era composta de casinhas coloridas que faziam parte da paisagem… uma tristeza. As imobiliárias chegaram lá, fico chocada. No lugar dos chalés, virão construções outras que serão para venda e caríssimas. Não me acostumo com isso, espero de coração que não desvirtuem a beleza da natureza de Guaramiranga. Isso é modernidade?

No centro de Guará (apelido carinhoso), a pracinha com a feirinha, sempre lá. Ao lado, da amiga Ligênia, conheço a Docca Doceria. Saudações a ela e à sua querida mãe, dona Alice. No local, já teve restaurante. No momento, a Ligênia assumiu seu lado doceira. Ela também é uma artesã de qualidade. Sou sua fã.

Não vejo mais a dona Teresinha vendendo doces na pracinha do lado de trás. O seu João Caracas também não vende mais o seu café E Jóia na feirinha. Sinal dos tempos e da pandemia?

A caminhada foi boa, troquei muitos abraços. Também vimos a pousada Casarão dos Uchôa de 1904. Há história na casa. Nunca nos hospedamos lá.

O almoço nos Capuchinhos foi perfeito. Tudo cultivado na serra. Os doces de ambrosia e banana são de sonhar. Guaramiranga é produtora de banana e café sombreado.

À tardinha andamos pros lados do restaurante Macario´s e suas vitórias-régias. Uma pintura o lugar. No caminho, passamos pela escola EFM Zélia Matos Brito e pela nova quadra esportiva com piscina para as crianças. A geladeira existente ali perto para doação de livros é um achado. O Manjericão Restaurante e Pesqueiro continua lindo.

Foi feito um calçadão em frente à pracinha principal de Guará com bloquetes, carros não são mais permitidos. Há bancos de madeira distribuídos na praça e peatonal, boa atitude. Achei tudo mais bem cuidado.

O jantar foi de cuscuz e complementos em uma das lanchonetes atrás da pracinha. Depois, sorvete com calda de chocolate amargo (que ainda é muito doce, na minha opinião) na Chocoberry na rua principal. Muitas opções gostosas. Fiquei impressionada com o movimento em um domingo, Guará sempre atrai.

Ao chegar à pousada de volta, um bom papo com o frei Helder, pároco do mosteiro. Muito culto.

Dia 25 de abril de 2022. O café da manhã sempre uma delícia. Os bolos de chocolate e laranja me deixaram querendo mais. Já perceberam que adoro bolo, né?

Vamos a Pacoti, cidade vizinha. É mais cidade que Guaramiranga, a população é maior e tem mais infraestrutura de bancos e comércio. Comprei bolachas na padaria de sempre: Panificadora Bonfim, rua Padre Constantino, 413 no centro. Faz parte da tradição.

Passamos por Forquilha e Botija. Pela Linha da Serra, rota turística, também. E a Pernambuquinho para rever o sr. João Caracas, do Café E Jóia. Gente boa demais. Mora na propriedade com a esposa e planta café. Tem a loja com mel, licores, bananas, passas de banana e café, logicamente.

No mosteiro, conhecemos o Alverne, lugar de meditação onde antes era a pocilga. Hoje é um lugar de veneração a São Francisco de Assis. Sua história é contada em placas quando foi ao Monte Alverne na Toscana (1300 m) e ficou em meditação sozinho em uma caverna na montanha só com pão e água, dados diariamente pelo frei Leão, seu ajudante. Ele testemunhou as Chagas de Cristo nas mãos e pés de Francisco. A capela é feita de madeiras, mesas, bancos reciclados da natureza. Tudo rústico e original.

Da próxima vez faremos a trilha do café e da banana na área do mosteiro, uns 200 m. de altitude. O chão de terra estava perigoso para a gente cair, por conta das chuvas da época e por ser íngreme.

A região da serra de Baturité oferece muito a ver: cachoeiras, o Pico Alto (1.115 m), os sítios históricos de plantação de café, como o São Luís, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, o museu da EPCAR etc. O sítio São Luís de 1858 vale a visita em Pacoti. Pertence à família de Cláudia Goes, por sinal, prima do meu pai. A filha Laura é responsável pela administração. A casa histórica e seus arredores são belos. Fazem um trabalho muito intenso de divulgação da região. Algo louvável.

Gostaria de ressaltar a Villa Nova Holanda em Mulungu. A casa e museu são atualmente mantidos pelo proprietário Max Cid de Holanda Furtado e sua família, são abertos à visitação. Também primo do meu pai. A família é grande… Finalizada em 1920, a casa principal continua com sua arquitetura colonial, típica da serra de Baturité. A família tem origem holandesa e é muito interessante conhecer sua história.

Uma observação: meu pai nasceu em Baturité, no pé da serra, cidade-sede, terra de meus antepassados da família Furtado.

Guaramiranga é preciosa. Nunca passo muito tempo sem visitá-la, a natureza exuberante nos chama e seu charme mais ainda.