Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-Cambará do Sul-Cânion Itaimbezinho

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-Cambará do Sul-Cânion Itaimbezinho

Hoje é quarta-feira, dia 12 de abril de 2023. Estávamos no café da manhã às 7 h, pois às 7h30 era para estar em frente à Brocker Turismo (Avenida das Hortênsias,1845). O ônibus com um bom grupo e a guia Rose. Penso que ela poderia ter falado mais sobre a região, sempre aprendo muito com os profissionais de turismo. O motorista Robson/Sorriso. Ganhamos uma sacochila linda da agência de turismo e já inauguramos. No cânion se sente a presença de Deus, a energia da Natureza com toda a sua intensidade, segundo a Rose.

Vamos à cidade de Cambará do Sul, com 6500 habitantes. Estamos dentro dos Campos de Cima da Serra (gaúcha). A altitude é de 1031 m acima do nível do mar. Está entre as três cidades mais geladas do Brasil. Enquanto na capital do estado Porto Alegre está 27º C, em Gramado 20º C, em Cambará 17º C. São dois meses de calor e o restante frio.

A partir da padaria de Cambará ficamos sem sinal de internet. São 18 km de chão duro, carroçal e é uma RS-429! Uns 35 a 45 minutos. Estaremos no Parque Nacional de Aparados da Serra e o cânion Itaimbezinho é o visitado, tem cânions com profundidade de 1000 metros. Possui 13.141,05 hectares e perímetro de 63 km. Na primeira trilha a estrada é de chão, são 6 km de caminhada (3 de ida e 3 de volta). Faz calor. Cada um com seu ritmo, mas não é um passeio para qualquer um, uma vez que exige esforço físico. A guia fica com o último. A segunda trilha é de 1 km e meio. O almoço é um piquenique oferecido pela agência debaixo de árvores na sede/ponto de apoio.

Passamos por Canela, São Francisco de Paula e chegamos a Cambará do Sul. São 2 h de Gramado até a cidade aproximadamente (113 km). Existe a Rota dos Aparados, vi um grupo de peregrinos com bastão em Gramado. Há pórtico de entrada nas cidades de São Francisco de Paula e Cambará do Sul. As cidades da serra são sempre graciosas.

Chegamos a Cambará do Sul. As casas são espalhadas, há pousadas diversas e casas de madeira coloridas, típicas da região. Igreja da praça com termômetro. Na padaria e confeitaria Dois Irmãos, descemos para pastéis. A proprietária dona Susana é uma simpatia. Pedi pastel de pinhão (semente da araucária, comum na região), suco de laranja e café.

Pelo caminho se veem as árvores pinheiros e araucárias, região pródiga em verde e beleza. No ônibus chacoalhamos muito, é uma aventura. O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) controla o parque que é concessionado. É território aspirante a Território Geoparque Mundial da UNESCO (Caminhos dos Cânions do Sul), está escrito em uma placa.

Vamos às trilhas. Com azaleias e muito verde. Mirante do Cotovelo e mirante da Proa do Navio (o ponto final da trilha), estamos nos 3 km de trilha. O mirante do Urubu, embaixo do cânion é o estado de Santa Catarina. Tanto que pode chegar no local do estado subindo por Praia Grande (SC-450). O cânion Fortaleza, dizem ser o mais bonito, mas é difícil chegar lá. O Itaimbezinho é grandioso, foi um sonho realizado. As fotos do cânion ficam espetaculares com sol.

Fazemos o piquenique na sede/ponto de apoio: cuca (um tipo de bolo de origem alemã), sanduíche, maçã verde e suco de uva. Uma experiência diferente. Depois, mais caminhadas. Mirante da Cachoeira, das Andorinhas, do Véu de Noiva, do Vértice. A última trilha vai até a cachoeira, passa por uma porteira e segue na trilha. Eu não fiz, o Carlos foi. Estava um sol de rachar por ser pós-almoço.

O ponto de apoio tem cafeteria, lanchonete, loja de lembrancinhas: camisetas, ímãs, chocolates caseiros, geleias, muitos produtos em madeira, enfim, produtos da região. Os produtos valem a pena.

Na hora de partir, a guia tinha combinado um local, fomos para lá e o ônibus estava em outro, e a gente andando pra lá e pra cá. Pode? Na volta paramos na padaria Dois Irmãos novamente para banheiros e algo mais. Os doces de brigadeiros e tortas como Marta Rocha foram tentadores. Os doces do Rio Grande do Sul são de sonhar acordado.

Ao chegar, ficamos no hotel, foi um dia completo, porém cansativo. Tomamos sopa de alho-poró com requeijão no hotel.

Prosseguiremos em breve… Gramado tem muito a oferecer.

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-segundo dia-segunda parte

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-segundo dia-segunda parte

Hoje é terça-feira, dia 11 de abril de 2023. Continuamos o passeio pelo BUSTOUR, o double-decker gramadense. Gramado surpreende pelo seu tamanho, há muito a ver.

Parada 26: Mirante Belvedere. Ponto turístico com neblina no momento, fenômeno típico da serra gaúcha. Passamos por muitas lojas de móveis renomadas no Brasil: Masotti, Sierra Móveis etc., além de variadas opções de lojas de malharia e sapatos.

São tantos os festivais na região serrana: Festival de Cinema de Gramado, Natal Luz de Gramado, Sonho de Natal de Canela e outros mais. Aliás, a serra gaúcha é composta de outras cidades, como Nova Petrópolis, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Antônio Prado (considerada a cidade mais italiana do Brasil), dentre outras. A serra tem influência predominante dos imigrantes alemães e italianos que chegaram no local no final do séc. XIX. Antes, no séc. XVIII foram os portugueses das ilhas dos Açores e da Madeira os primeiros a chegar nas serras gaúcha e catarinense. Ainda tem a influência da cultura gaúcha, ou seja, é uma região rica e variada.

Parada 27: Chocolate Prawer. Primeira fábrica de chocolate artesanal do Brasil. Uma atendente da loja nos deu amostras grátis do chocolate no ônibus. Gostei. Parada 28: Exceed Experience Park, o mais moderno parque de games das Américas, localizado na Avenida das Hortênsias, 4510.

Parada 29: Reino do Chocolate Caracol. Espaço temático que mostra a origem do produto desde 1500 a. C., e proporciona uma aventura incrível por salas/museus, tendo o chocolate como protagonista. Possui cafeteria e uma enorme loja, conhecida como a Sala dos Tesouros.

Prosseguimos na Avenida das Hortênsias entre Gramado e Canela. Encontramos no caminho um monumento com as letras esculpidas em madeira: Canela: paixão natural. Boa para fotos, mas há de ter cuidado por conta do movimento de carros na rodovia.

Detalhe: já compramos no ônibus o passeio para os Bondinhos Aéreos: paguei R$80,00 e o Carlos: R$40,00 (maior de 60 anos).

Parada 30: Mundo a Vapor. Vale a pena conhecer, já estamos em Canela.

Parada 31: Museu do Automóvel. Apresenta a evolução dos automóveis de 1920 até hoje. Tem Cadillac 1959, Rolls-Royce 1979, minicarros etc. Também é válida a visita.

O Palácio das Hortênsias também chamado de Solar das Hortênsias foi inaugurada em 1954 à época do governador Ernesto Dorneles como a residência oficial de verão do governador do estado. Vários eventos oficiais importantes ocorreram lá. É um parque e está localizado na av. José Luiz Correa Pinto, 915.

A antiga ferroviária de Canela virou complexo turístico: a Estação de Campos de Canella. Virou centro gastronômico e comercial, e abriga locomotiva revitalizada. Dentro da estação se encontra o parque temático Big Land de brinquedos interativos gigantes. A Catedral de Pedra Nossa Senhora de Lourdes, de 1953, uma das Sete Maravilhas do Brasil, é situada na praça Matriz. A torre tem 65 metros de altura e 12 sinos de bronze, a catedral tem estilo gótico inglês e é revestida de basalto.

Até o prédio da prefeitura tem jardim florido, uma lindeza. Aqui tem Zona Azul (aplicativo de pagamento de estacionamento rotativo).

Parada 1: Catedral de Canela. Troca de monitores no ônibus. Loja BUSTOUR. A cidade era concentrada na região de Banhado Grande onde se situa o Parque do Caracol. Nos anos 50 acabou o ciclo da madeira, então o turismo mostrou a sua fundamental importância desde os anos 60. O nome da cidade de Canela vem da árvore “caneleira” que dava descanso às pessoas.

Parada 2: Saída Centro de Canela. 7 km até o Parque do Caracol. Canela Paixão natural, uma boa propaganda essa, aparece bastante.

Parada 3: Terra Mágica/Florybal/Parque Vale dos Dinossauros. Museu do Caminhão.

Parada 4: Parque do Caracol. Lá viveram os imigrantes, chegados ao Brasil, e os veranistas que vinham de férias. Caracol: nome do arroio (regato) que passava pelas terras. A terra foi desapropriada pelo estado a fim de se construir o parque. Cascata do Caracol com um a queda livre de 131 metros e é a principal atração turística. Museu Egípcio de Canela.

Parada 5: Bondinhos Aéreos. Quem vai para os bondinhos e Skyglass (mirante envidraçado), troca de ônibus. Vamos aos bondinhos, descemos do ônibus e vamos para a entrada. Dois horários para a volta do ônibus: 12h40 ou 13h10. Nos Bondinhos Aéreos cabem 6 pessoas. Estação 1: lojas; Estação 2: Animal. Mirante, trilhas, natureza, Trilha ecológica, espaço com esculturas que falam: são animais feitos de madeira, bom para crianças se divertirem. Estação 3: Cascata do Caracol. Mirante. Fotos daquelas tiradas por fotógrafos do parque. Vale a pena pela beleza do Caracol. No mais, é simples. Ainda há o Eagle (de tecnologia norte-americana, sendo uma cadeira suspensa, presa por cabos de aço, que simula o voo de uma águia a 180 m de distância e cabem duas pessoas) e a tirolesa para os mais aventureiros. Deve provocar uma sensação incrível o passeio. Não fomos ao Skyglass, a plataforma estaiada de aço e vidro que avança 35 m sobre o Vale da Ferradura e tem 360 m de altura. Também não fomos ao Abusado, plataforma de vidro com 10 cadeiras suspensas que passeiam sobre o Cânion, se anda a 360° preso pela cintura embaixo do Skyglass. Uau! Realmente fantástico! Um baita de um empreendimento. Fazem um trabalho ecológico de pássaros e animais nativos muito consistente, mostram a foto e algo escrito sobre eles. Parabéns, Parque do Caracol.

Ser turista nos proporciona conhecer pessoas agradáveis pelo caminho. Sempre muito bom. No caso, uma família de São Bernardo do Campo-São Paulo.

Trocamos de ônibus em frente ao Parque do Caracol. Ainda em Canela, mas no caminho a Gramado. Passamos pelo Parque Temático Mundo Gelado, primeiro parque de gelo da América Latina, onde há um helicóptero dos Marines (fuzileiros navais americanos) para fotos. Castelinho do Caracol, casa de chá e oferece uma torta de maçã conhecida (a apfelstrudel). A árvore araucária é símbolo da região. É considerada “majestade”, os pássaros e humanos se alimentam das suas sementes: os pinhões, era usada na construção civil, não mais.

No Parque do Pinheiro Grosso existe uma espécie de araucária remanescente da floresta nativa, com 45 m de altura. Museu da Moda e dos Beatles. Chegamos a Gramado, uma cidade interligada a outra. Café Colonial Gramado.

Hora do almoço. Decidimos pelo restaurante buffet ou no kilo Pouso Novo na rua Garibaldi, 320, atrás da Rua Coberta. Dica do meu irmão Ricardo. Preço mais em conta, lembrem-se que Gramado é caro demais. R$99,00 o kilo. A comida é farta e boa. Gostei da torta de maçã. Amo! Fiquei refletindo como seria a vida do morador de Gramado com tanta carestia. Aí descobri: quem vive na linda cidade paga bem menos do que o turista, está explicado!

Fomos à loja da Brocker Turismo (Avenida das Hortênsias, 1845) comprar o passeio do dia seguinte: Cânion Itainbezinho. Depois passeio pelo centro. Como é gostoso andar por Gramado.

Para o jantar, ficamos no Sky Centro Hotel & Spa mesmo, à noite há buffet de sopas: 3 sopas com salada por R$39,00, porém preferimos uma sopa somente por R$22,00. Escolhi a típica sopa italiana de capeletti e o Carlos um goulash (tomate, carne, batata e páprica) na pizzaria do hotel La Bella Notte. Conhecemos outra turista gaúcha, moradora no Rio de Janeiro, Marli. Muito bom papo. Aquele abraço! Antes da sopa, fomos a uma loja de conveniência do posto de gasolina ao lado do hotel e encontramos uma cearense de Acaraú chamada Leila. Muitos nordestinos trabalhando na região. Achei ótimo.

No dia seguinte, visita a um lugar imperdível: Itaimbezinho. Em breve…

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Hoje é dia 20 de fevereiro de 2023, o passeio de hoje é em direção ao litoral norte, na AL101 Norte, só duplicada no início, no rumo de Sonho Verde, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Porto de Galinhas em Pernambuco. Vamos conhecer a praia de São Miguel dos Milagres e fazer passeio de bugre pela cidade.

Mas antes falarei sobre o café da manhã do hotel Acqua Inn. Dentre tantas iguarias, macaxeira cozida e bolo de tapioca. Amo! Saímos correndo, pois o ônibus da WS/CVC nos pagou às 6h45 para mais um dia de lindas praias. Detalhe: tudo muito organizado.

Fico observando a orla de Maceió. Há placas dizendo: “a praia e nossa, o lixo é seu”. Algo básico, mas que deve ser dito. Lá estão os garis limpando a praia às 7 h da manhã. As paradas de ônibus são de madeira, bem ajeitadas.

O litoral é todo coqueiral. Belo. A guia Andréa é a mais completa dos guias em informações. O motorista é o Rinaldo. Interessante que todos os guias agradecem a Deus e falam na graça de estarmos vivos.

Passamos por Jacarecica, praia de mar aberto sem a barreira natural de arrecifes. O nome Jacarecica significa “o melhor pedaço do jacaré”. Vemos um calçadão novo, casas simples, prédios da década de 80. Chácaras fechadas para um lado com área verde, condomínios fechados para o lado da orla. A casa do notório PC Farias é avistada. A praia de Guaxuma, área nobre, ainda vai crescer muito. O SESC Guaxuma se situa no local. Os pescadores vão para alto-mar, há comércio, condomínios fechados na praia da Garça Torta, lá existem piscinas naturais. A região é tranquila. Os guias usam uns termos coloquiais que não conhecia, por exemplo: “passa a régua”, ou seja, pára o assunto.

Continuamos por Riacho Doce, onde o escritor José Lins do Rego se inspirou para escrever sua obra Riacho Doce, publicada em 1939. Terra de manguezais, fazem bolo de macaxeira, os pescadores vão para alto-mar. Praia de Pratagy que significa “nas águas da tainha”, o resort Pratagy Beach promete, do tipo all-inclusive; praia da Sereia, onde há a estátua da Sereia do mesmo pernambucano que esculpiu a estátua de Iracema aqui em Fortaleza: José Corbiniano Lins. Na barreira de corais há de se cuidar, pois existe um buraco onde alguns já se afogaram. Os nativos bebem muita cachaça Pitu, o uísque deles.

Ali, no povoado de Pescaria estão manguezais e há a coleta do caranguejo. O rio do mesmo nome tem cor barrenta, escura, o mar entra no rio e alimenta os manguezais. Mais nomes: Maragogi quer dizer “rio dos maracujás” na língua indígena e Aracaju “cajueiro dos papagaios”. Sempre aprendendo.

O afamado Hibiscus Beach Club se localiza na praia de Ipioca, distrito de Floriano Peixoto. A Costa dos Corais vai até Tamandaré em Pernambuco. Outro hotel mencionado foi Salinas de Maceió e o Ipioca Resort está em construção. A região é um paraíso.

Antes de São Miguel, cruzamos Passo de Camaragibe com uma estátua de Padre Cícero na praça. Nesta localidade nasceu Aurélio Buarque de Holanda, formado em Recife-Pernambuco, é dicionarista mor da língua portuguesa, nosso orgulho. Passo era o rio usado por quem vinha da Capitania de Pernambuco, já que Alagoas fazia parte. Na entrada da rodovia que dá para Passo de Camaragibe, há a estátua de um dicionário com a foto de seu autor. Bonita homenagem. A região é de fazendas e usinas. Tudo verde, terra úmida e abençoada. Gado e cavalos mil. Houve alagamento na região em 2022.

Enfim, chegamos a São Miguel dos Milagres. A guia já nos conta a lenda local: um pescador doente encontrou uma imagem de São Miguel e se curou. Logo, o santo foi lavado na fonte de água pura da cidade. A fonte é visitada e a capela de São Miguel na gruta ao lado também. As casinhas são coloridas, baixinhas, do mesmo estilo, o lugar é de paz e tranquilidade. Os terrenos estão encarecendo, muitas construções a caminho, lastimo que muitos coqueiros irão embora.

Ficaremos no ponto de apoio pousada Recanto dos Milagres, com ficha. E devemos fazer a reserva do almoço antes de sair para a praia. A praia é plana, com manguezais do lado direito e esquerdo. A água é turva e a maré ideal para os passeios. Vamos por R$75,00 por pessoa fazer um passeio de jangada até a piscina natural. 1 h e 30 minutos de vida boa. Se quiser, usar o snorkel, pode. Nós preferimos não usar e ficar se deliciando com os peixinhos. Há muito movimento com barcos na praia, gente e música.

Vamos ao passeio de jangada. Vão até 8 pessoas. A praia tem água escura, mas em alto-mar se torna transparente. O mar verde fica raso nas piscinas naturais. O lugar é mais amplo do que o de Maragogi e tem menos gente. Bastante gostoso. Os peixinhos sargentinhos dão o colorido, a areia com pedrinhas é chatinha de andar, mas dá certo. Pode caminhar com chinelos. O sol, o mar, o calor, tudo tão tropical. Delícia. O local se torna mais privado, gostei.

Ao voltarmos já engatamos o passeio de bugre. Mais 1 h e 30 min., R$ 60,00 por pessoa. Atravessamos São Miguel com o bugreiro Gabriel e um casal do Rio de Janeiro (Orlando e Núbia, comerciantes). Aí ele começa contando a lenda com outro detalhe: o pescador tinha lepra e se cura com a imagem de Miguel Arcanjo. Quem nasce lá é milagrense. São 8 mil habitantes, a economia é baseada no comércio e turismo. Vemos a praça Nossa Senhora Mãe do Povo com a paróquia do mesmo nome. Mais prefeitura, centro administrativo, o bairro Povoado Porto da Rua. A cidade é bem espalhada.

Prosseguimos com a primeira parada: a visita à casa simples do casal sensação dona Hilda e o senhor Conconha. Casa de taipa com vendas. A d. Hilda está famosa, já saiu em revista de companhia aérea. Ela merece, abraça todo mundo, é uma figura doce. Tiramos fotos da casa, do coqueiral. Oferecem cafezinho, amam conversar. Lá o Carlos encontrou os biscoitos conhecidos de Maragogi e comprou. Recomendo.

O modo de vida dos nativos é descomplicado, todo mundo se conhece. Vejo umas pousadas atraentes pelo caminho: Corais dos Milagres, Brisa dos Milagres, e muitas outras.

Segunda parada: na fonte milagrosa e na gruta com a imagem de São Miguel ao lado das torneiras com a água curadora. Muita gente da cidade pega água lá. Tomamos água, com certeza e rezamos a São Miguel.

Terceira parada: no alto da cidade no Mirante do Cruzeiro. Existe uma árvore peroba branca de 300 anos no local. O visual vale a pena. É um marco histórico. Na descida passamos pela paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo novamente, fundada entre os séculos XVII e XVIII, que está em reforma no momento. No alicerce foram usados corais do mar. Muitas lojas de artesanato ao redor. Passamos pelo distrito de Riacho, pela Capela dos Milagres, particular, e logo pela praia dos Marceneiros, pertencente a Camaragibe.

Retornamos após tirar umas fotos. Chegamos para o almoço na pousada/restaurante Recanto dos Milagres. Filé de peixe grelhado, servido com molho de manteiga, alcaparras, cogumelos e acompanhando arroz à grega e batatas souté por R$115,00. Muito bom. No restaurante conversamos com um casal de Passo Fundo-RS, deram mil dicas de Santa Catarina. Obrigada, Giovani e Elizete.

A cidade toda tem placas escritas Milagres, lojas, restaurantes, pousadas, uma graça. Passeio aprovado, papo bom, guia espetacular. No ônibus da WS, sacos de lixo em cada assento, gostei. Da próxima vez quero conhecer Sonho Verde onde está a afamada praia de Carro Quebrado. Dizem ter boa estrutura.

À noite jantar/lanche no supermercado Palato, pra variar. Em cada cidade, escolho um lugar como meu. Aí vai: crepioca de frango e muçarela, salada de frutas com iogurte e cereais, vou sentir falta. E café com leite, minha marca registrada, estava saudosa. Ainda há mais: no segundo andar há uma loja de casa e decoração de muito bom gosto e no terceiro andar o café/restaurante com muitas opções de entradas, pratos principais e sobremesas. Lugarzinho elegante.

Maceió irresistível! Apaixonante! Pena a viagem estar quase acabando…

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Hoje é dia 19 de fevereiro de 2023. Falemos no hotel Acqua Inn em Ponta Verde primeiro. O piso do elevador é uma foto do mar e de um coco, e o piso que dá para os elevadores é uma foto da orla de Maceió. Original.

No café da manhã, não vi tapioca, mas havia batata-doce, banana da terra, bolos diversos, pães, frutas, muito bom. Lotado de gente.

O ônibus da WS/CVC nos pega às 7h20 pontualmente. Destaco a organização, parabéns! A guia é a Glauciene e o motorista Antônio. Excelente guia, engraçada, simpática e solícita. Segundo ela, a Praia do Gunga fica a 50 km de Maceió, litoral sul, vamos sentido bairro e praia de Pajuçara. Na viagem, observo a orla decorada com bandeirinhas por conta do carnaval. Tudo arrumado, com muitas praças pelo caminho. Passamos pelo porto de Jaraguá.

Lá em Gunga dizem que a praia é mais bonita por ser mais rústica e que a estrutura é mais simples, mas não achei, é o contrário. Gunga na língua indígena significa “puxado, ponta”, é uma ponta de terra. A fazenda de coqueirais da empresa Sococo é importante para a região. Não se pode pegar nada lá, nem um coco caído.

Há banho de mar e lagoa entre os dois, há uma ponta de terra onde não se banha. Chegamos às 9 h, com um cenário deslumbrante, um coqueiral imenso, são da fazenda Sococo. Lembrei de Icapuí no litoral leste do Ceará, fronteira com o estado do Rio Grande do Norte, uma das paisagens mais belas que conheço.

Ficamos na barraca Pajú, ponto de apoio, onde ganhamos uma pulseira para consumo. Existem outras barracas/restaurantes, mas cobram day-use para cadeira e guarda-sol. No restô, dão cartão de consumo e podemos ficar em qualquer lugar. Os espaços se chamam gazebos e há guarda-volumes para alugar (R$10,00). Fazemos a pré reserva do almoço, uma vez que muita gente frequenta o local, e os guias chamam os alagoanos de talentosos, ou seja, lentos, devagar quase parando. Pode? Os nativos devem estar certos, se apressar para quê se estão no paraíso? O almoço foi de peixe (cavala) grelhado ao molho de camarão com macaxeira e arroz de brócolis.

O passeio para as falésias é o carro-chefe do local. Areias coloridas são retiradas delas (lembra a praia de Morro Branco no Ceará). De bugre (quatro pessoas) ou quadriciclo (duas pessoas) se visita a fazenda de coqueiros, o mar, as falésias com 17 tons diferentes, sobe-se na parte mais alta de uma delas para fotos, a lagoa com água quente e fria, em cima e embaixo, e também, a venda de argila. Duração: 1h10. Segundo a guia, o investimento na felicidade é de R$75,00 o bugre, e R$ 150,00 no quadriciclo. Não aceitam cartão.

Tomamos banho de mar de águas calmas antes do passeio de catamarã, nossa escolha. O guia Hélio chama de passeio ostentação (cabem 180 pessoas) com serviço de bar e petiscos, música e animação. O coquetel de abacaxi estava bem tropical (R$22,00). Visualizamos a frente da Barra de São Miguel, a casa das marisqueiras, a casa do cantor alagoano Djavan, da Xuxa, da Tereza Collor (Ilha de Três Corações) e ainda há uma parada para banhos e fotos. O fotógrafo é o Natan.

Descemos no banco de areia onde há boias como marcadores, fora delas é perigoso. O mangue parece um lago e fica à esquerda. O banho é na Praia das Conchas. O passeio de catamarã é de contemplação. Duração: 1h30 m, R$55,00 por pessoa. Tem gente que faz os dois passeios e ainda dá tempo pra descansar. A saída para o passeio às 11 h da manhã é única. Quanto aos mariscos da região, o forte é o massunim, irmão do sururu, dito “viagra nordestino”. Serve frito, como calda etc.

Na praia também há passeio de helicóptero, são dois. Lanchas, parapentes com hélices (flyboards), bola na água para crianças, enfim um lugar completo para esportes náuticos. De rústica, Gunga não tem nada. Existem barracas, restaurantes bem sombreados com mesas mil, música ao vivo. Ainda há um centro de artesanato bem sortido ali perto.

Pós-almoço um picolé de jaca da empresa Fika Frio no Pajú, delícia. O Carlos tentou outro banho de mar, mas estava revolto, aí não deu.

Gunga é uma península, encontro do mar com a lagoa de Roteiro, pertence ao município desse mesmo nome.

A economia de Alagoas é baseada na cana-de-açúcar, turismo, coco e comércio. De acordo com a Wikipédia, pertencia à Capitania de Pernambuco, se tornou capitania independente em 1817, decreto assinado pelo rei de Portugal Dom João VI. Foi rota da invasão holandesa.

Gunga é bem mais em conta do que Maragogi, os preços são mais razoáveis. Na praia, o barulho é ensurdecedor: tem gente andando na praia com aparelho de som, as lanchas dos banana boats disputando quem escuta música mais alta, e achei interessante ver no mar um rapaz com um aparelho coletando lixo usando protetor de ouvido. Mil pontos para ele. Ele nos disse que a cacofonia de sons é diária. Uma pena, o lugar só não é paradisíaco por causa da barulheira. Aí entramos no ônibus cansados e como dizer aos turistas não escutar áudios das suas mensagens alto no ônibus? Socorro! Em quesito de educação, estamos mal. Para mim, o mar é sagrado, aprecio mesmo é o som das ondas. E respeito o direito ao silêncio do outro.

Passeio que aconselho. Saímos às 15h30, dia completo. Ao chegar a Maceió, cidade colorida e alegre, percebo garis trabalhando à noite. Parabéns! E foliões pulando carnaval em frente a um trio elétrico em Ponta Verde, bem divertido.

A próxima praia será São Miguel dos Milagres. Muito a dizer.

Carnaval em Maceió-2023-ida a Maragogi-segundo dia

Carnaval em Maceió-2023-ida a Maragogi-segundo dia

Hoje é dia 18 de fevereiro de 2023. O Carlos e eu estamos em Maceió no bairro Ponta Verde.O ônibus da WS/CVC nos busca no hotel Acqua Inn às 5h10 para a ida a Maragogi, conhecida pelas suas piscinas naturais. 131 km de distância. O horário sempre depende da maré baixa, por isso tão cedo. O guia se chama Felipe e percebi serem todos bem-humorados e piadistas. Falam muito em viver o presente, agradecer a Deus e ser feliz. O motorista é o Tiago.

Que orla mais bonita, limpa, adorável de se observar. O gabarito dos prédios não passa de dez andares e há espaço entre eles. Louvável não terem a moda de colocarem vidro ou pior o vidro espelhado que encontramos muito nos edifícios de Fortaleza. As ruas são espaçosas com canteiros centrais arborizados. Estamos no caminho dos bairros Ponta Verde direção Jatiúca, litoral norte. Tão cedo e já existe muita gente na orla fazendo seu exercício físico.

Do litoral passamos à Zona da Mata, vegetação abundante, tudo verde: zona canavieira. Sempre chove. Passamos pela localidade São Luís do Quitunde. Depois rumamos ao litoral novamente. A praia tem 22 km de extensão. Ficamos na praia de Peroba, onde há um ponto de receptivo “Maré Beach Club”, com estrutura de redes (redário), passeios náuticos, restaurante, sorveteria, loja de artesanato e a cocada do Édson. Aliás, divina, com creme de coco dentro, ele é uma simpatia e está sempre por lá. Maragogi já conhecia, mas de passagem a Recife de carro.

A beleza está no meio do mar: as galés de Maragogi, a segunda maior área de corais do mundo depois da Austrália, segundo o guia. Costa dos Corais, reserva ecológica controlada pela Marinha do Brasil. Vamos de lancha com o Alef ver as piscinas próximas aos corais com peixes ornamentais. Esperava uma variedade maior de peixinhos coloridos, embora seja uma delícia tê-los por perto: são os Sargentinhos. O fotógrafo oficial da excursão se faz presente. O lugar é de matar qualquer um de inveja. Permanecemos uma hora no paraíso em um local específico para os turistas da CVC, separados dos outros grupos. O passeio saiu por R$120,00 por pessoa e aceitam PIX ou cartão.

O passeio tem a parte náutica e a terrestre com bugreiro e fotógrafo. São três praias para quatro pessoas no bugre. Uma hora e meia de passeio nas praias de Antunes (famosa), com balanços e troncos em forma de coração e estrela; a praia descoberta pela atriz e poetisa Bruna (Lombardi), dita praia da Bruna, ou seja, a praia de Xaréu com a croa (crosta de terreno não mexido) da Bruna e banco de areia, e mais a praia de Burgalhau com o nome Maragogi e com um coração gigante e foto do alto por R$75,00. Esse passeio não fizemos, preferimos curtir o mar.

Na praia, há venda de camarões, sorvetes, sequilhos feitos de água de coco recheados de chocolate e goiabada (muito bons), dizem que no carnaval tem pouca gente, eu não achei. Maragogi é famosa.

No restaurante, existem mesas na areia e lá pedi água de coco que vem em um pedestal de bambu. Original. Para o almoço, ficamos dentro do espaço do restaurante, fugindo do calor intenso. Pedimos frango grelhado, arroz branco, feijão-fradinho e purê de batata. Não tinha peixe grelhado, ficou faltando, na minha opinião. Outro detalhe: a música muito alta com músicas nada do meu gosto. Fazer o quê? Prefiro marchinhas de carnaval.

Pós-almoço, fomos às redinhas, mas o calor atrapalhou. O redário colorido com redes separadas em grupos, além de cadeiras de balanço em cada espaço foi apreciado. Saímos às 14h30 de volta a Maceió. Em comparação às outras praias que visitamos depois, considerei os preços cobrados em Maragogi muito caros. A praia ganhou a fama, aí exploram o visitante. Mas valeu ter conhecido as piscinas naturais.

O lanche da noite foi no supermercado Palato, maravilhoso e chique na Ponta Verde: tapioca com frango e muçarela, suco funcional de laranja e cenoura e a indefectível salada de frutas. Mais tarde, caminhada pela orla. Descobrimos o píer Marco dos Corais, inaugurado em junho de 2022. Simplesmente um ponto de reunião de pessoas da terra, jovens dançando, escutando música. Amei! Espaçoso, com bancos, plantas, rodeado por vidro com pedestres mil. Tudo é pensado de forma a agradar. No chão, madeira, ladrilhos e iluminação. Há um pequeno farol perto e uma ponte com estrutura de alumínio de onde vemos a contenção do mar. Interessante que do lado de fora do píer, embaixo, existe uma estátua de um cavalo-marinho gigante, na maré baixa se anda ao lado e se tira fotos, na maré alta o mar toma conta e as pessoas nadam ao lado. Bem pensado.

Na placa do píer está escrito: “O Marco dos Corais está localizado sobre o traçado do antigo Alagoas Iate Clube construído na ponta da Ponta Verde. Daqui é possível ver à direita em direção ao Litoral Sul, a enseada de Pajuçara e o Porto de Jaraguá. À esquerda, a Praia da Ponta Verde e a vista da enseada de Jatiúca em direção ao litoral Norte”.

Parece uma relíquia arquitetônica, pois há pontes com pedras antigas das ruínas do antigo Iate Clube. Coqueiros no centro dão um toque decorativo. No chão está escrito em uma linha marrom: início da área de proteção da Costa de Corais e o nome das praias de Alagoas até Pernambuco. Exemplificando com Ipioca, Sonho Verde, Carro Quebrado etc do estado de Alagoas e a fenomenal Porto de Galinhas de Pernambuco.

O píer fica em frente à praça Gogó da Ema. A orla é cercada de madeira em algumas partes. Lembrei de Camocim-Ceará, cidade toda nascente agradabilíssima. Continuando a caminhada, vimos o quiosque Maria Coxinha e o restaurante com música ao vivo Pedra Virada do Giovane. Bem frequentados.

Que litoral mais delicioso! Os moradores se reúnem com os amigos nas praças/canteiros centrais que são inúmeros. Na av. Álvaro Otacílio, na orla, vimos três carros alegóricos pequenos e ornamentados, afinal é carnaval. Os foliões fantasiados estavam esperando o momento de sair atrás deles.

Maceió cativante! Prosseguiremos com a Praia do Gunga em breve.

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Dia 04 de dezembro de 2022, domingo, ida a Recife a fim de buscar meus pais que lá estavam por uma semana, foram pelo sistema Bancorbrás. Peguei o voo da Azul: Fortaleza-Recife e gostei. Ofereceram snacks/lanchinhos generosos, sucos, refrigerantes e água, e os assentos tinham tela para filmes. Saudade de ver um filme assim.

Chegando, me dirijo ao hotel Grand Mercure Boa Viagem (av. Boa Viagem, 4070), muito bem localizado em frente ao mar. Ao encontrar meus pais, já fomos almoçar. Escolhemos no restaurante do hotel uma lasanha vegetariana, obrigada garçom Alves. O estafe do hotel é muito bem preparado e solícito. Para quem aprecia um queijo, a lasanha estava repleta.

À tardinha, passeio no shopping Recife: amo! Estava lotado, lógico, domingo antes do Natal. No Delta Expresso (quiosque de café), pedimos sanduíches e empanada integral. Uma loja interessante: Escrita Fina, para quem gosta de canetas e papelaria como eu. No mais, as lojas são as mesmas dos shoppings em Fortaleza. Acho fantástico observar a multidão tão diferente entre si. Valeu. À noite faz um friozinho.

Dia 05 de dezembro de 2022, segunda-feira, antes do café da manhã do hotel, caminhada pela orla de Boa Viagem. O calçadão é estreito, então fui caminhar na faixa de areia, plana, boa demais! Vou vendo os detalhes, curtindo o momento. Os quiosques estão sendo reformados, vão ficar bonitos e estilosos. Há trabalhadores na praia ajeitando as cadeiras para os banhistas. Pessoas pescando, tomando banho nas piscinas no mar na maré baixa. Na alta, nem pensar, afinal tem tubarão (aviso na praia, cuidado!). Gente se exercitando, ciclistas na faixa de bicicleta e eu a andar, olhando para tudo: mar, areia, jogadores de vôlei, edifícios, sempre linda a Boa Viagem. Detalhe: é o bairro onde tenho parentes queridos. Meu avô materno era pernambucano, logo tenho uma ligação emocional com Recife.

Vamos ao café da manhã. Adoro! Muito variado e delicioso. Pães, queijos diversos, iogurtes, frutas, inhame (uau), bolo de cenoura com calda de chocolate e bolo de tapioca (regional) etc. Dá para sonhar.

Dia de visitar a prima Ritinha que mora perto do hotel. Saudades. A casa antiga da família Dourado se localiza em Morenos, as histórias de família alimentam a alma. Tão espetacular estar com a família pernambucana.

No caminho de volta ao hotel, uma casa antiga nos atraiu. Era a Casa do Brigadeiro, de 11 de outubro de 1944. Está escrito na placa em frente: “Construída ao final da Segunda Guerra Mundial pelo patrono da Força Aérea brasileira, brigadeiro Eduardo Gomes, em meio a poucos vizinhos, mangues e dificuldades viárias. Voltada para o Atlântico, mantendo eterna vigilância do nosso litoral, onde 34 navios brasileiros foram torpedeados, causando a morte de 1081 pessoas, na maioria, civis inocentes. Projeta a grandeza de uma geração de heróis, que souberam hipotecar suas existências a serviço da Pátria, sem nada exigirem, nem mesmo compreensão. O trabalho de conservação da beleza arquitetônica da casa retrata o carinho e o respeito da Família Aeronáutica para com a sociedade pernambucana que há mais de 60 anos acolhe fraternalmente a Força Aérea na terra dos Altos Coqueiros.” Recife, dezembro de 2008.

Almoço no hotel novamente. Risoto de camarão, bonito o prato. À tarde jogo do Brasil e Coreia, a cidade estava em polvorosa e em clima de carnaval. E lá fomos nós assistir no apartamento dos grandes amigos Carminha e Ramiro, em Boa Viagem também. Momento feliz com amigos antigos. O lanche de café, pão e torta de nozes e maçã foi delicioso. À noite, canja no hotel, gostei.

Continuarei com mais detalhes sobre Recife…

Bariloche-Argentina2022-Puerto Blest-sétimo dia

Bariloche-Argentina 2022-Puerto Blest-sétimo dia

Hoje é dia 19 de agosto de 2022, e estamos em Bariloche. O café da manhã foi melhor, com quitutes da terra e o mate argentino para os visitantes. Como vamos a Puerto Blest, temos que estar na TURISUR na rua Mitre, 219 em frente ao MacDonald´s às 8h30. O guia é o Sebastian e o motorista é o Sergius. Vai muita gente da excursão. O clima está promissor, não neva ou chove, mas faz o frio de inverno. Iremos também passear pelo Lago Frías e pela Cascata de los Cántaros, todos os passeios localizados na província de Rio Negro.

Em Puerto Pañuelo, saímos do ônibus e nos dirigimos ao terminal do porto, entrada do Parque Nacional Nahuel Huapi, pagamos ($ 3.050,00 pesos argentinos mais a taxa) e mostramos o voucher digital para o guia a fim de subir no catamarã. Partida e chegada sentados. O capitão se chama Alberto. Estamos a 3 km do Chile. Seguimos pelo lago Nahuel Huapi e por um braço que vai a oeste.

Aproximadamente uma hora depois estamos em Puerto Blest, descemos e rumamos ao hotel Puerto Blest, à cafeteria para comer algo, o restaurante se encontra no primeiro piso. Escolhemos sanduíches, saladas, bebidas quentes e frias. O lago tem origem glacial, 40 mil anos atrás era gelo, 10 mil anos atrás o gelo virou rio, a região é pródiga em água.

As árvores alerces da região foram utilizadas para a construção das primeiras casas de Bariloche. Os índios mapuches que viviam na região dois mil anos atrás eram valentes como tigres, faziam canoas e navegavam. As plantas são nativas, o parque é úmido. Estamos na Selva Valdiviana, cuja origem vem de Valdívia, Chile.

Em 1852, o desbravador Perito Moreno chegou à localidade. A Argentina e o Chile tinham fronteiras diferentes, logo Moreno fez o estudo para a nova fronteira: a partir das montanhas e não das águas fronteiriças. Seu trabalho e conhecimento foram tão valorizados pela República Argentina que ele recebeu terras na Patagônia de presente com o direito de escolher o local. Perito Moreno é considerado o pai dos parques nacionais no país entre Neuquén e Rio Negro.

Em 1913, o presidente americano Theodore Roosevelt realizou uma expedição pela América do Sul e veio a Puerto Varas na Patagônia chilena. Perito Moreno e outras pessoas o esperavam em Puerto Blest.

Puerto Blest era Puerto Esperanza no passado. Era fundamental para o intercâmbio entre Argentina e Chile. Na baía de Puerto Blest, o emblemático hotel Puerto Blest era todo na madeira, hoje é mais simples. Entramos no hotel para banheiros, enfim vamos conhecer o lago Frías. O guia Eduardo chama o grupo 1 nome por nome para o ônibus (são dois). Muito organizado, são 3 grupos. O grupo 1: quem comprou em Bariloche o passeio. Grupo 2: quem comprou no catamarã e Grupo 3: quem não vai.

Uma observação: a segurança no catamarã é levada a sério. Falam as instruções de segurança ao Parque Nacional Nahuel Huapi o tempo todo.

De ônibus andamos pela Ruta Nacional 237. Vemos um bosque com passarelas de madeira, ditas senderos, com árvores antigas, um bosque puro de rocha e areia vulcânica. Vamos a Puerto Alegre onde está o rio Frías, um trecho da RN 237. Fica em uma das pontas do lago Frías. Lá pegamos o barco para navegar o lago.

O Bosque Valdiviano tem uns 13 mil anos, os solos férteis, o clima temperado, chuvoso, oceânico. Faz parte do Cruzeiro dos Lagos Andinos, 100 anos atrás já usados pelos jesuítas. Chove muito na região, o verão é mais seco.

O nome de San Carlos de Bariloche teve o nome Carlos acrescentado em 1902, por conta de um comerciante: Don Carlos Wiederhold, principal comerciante da outra margem do lago Nahuel Huapi. Por conta de um engano do nome escrito no destinatário de uma carta para ele como San Carlos, mesmo sendo talvez piada de quem mandou, o nome pegou, segundo o site Bariloche para Brasileiros.

O percurso no lago Frías é bem curto, ele se alimenta das abundantes precipitações da região e dos córregos que descem do glaciar Frías do Cerro Tronador, cujas águas lhe dão a cor esmeralda. A navegação no lago é imperdível e a sua paisagem exuberante, há florestas verdejantes ao redor e montanhas nevadas no horizonte.

Descemos em Puerto Frías, a outra ponta do rio Frías. Caminhamos na neve com cuidado, uma farra. Coisas que são raras na vida. Há uma exposição ali perto do lago: a réplica da moto de Ernesto Che Guevara nomeada de “La Poderosa”, modelo Norton 500 M18, de 1939. Ele passou pelo local com Alberto Granado na sua famosa viagem de motocicleta pela América do Sul. Sugiro assistirem ao filme “Diários de Motocicleta”, de 2003.

A cadeia de montanhas ao redor do lago é impressionante. O Cerro Internacional Tronador se vê do local. O guia chamou de vulcão. Tem nove geleiras. O nome tronador é porque se parece com trovões. Bem perto dali se encontra o Passo Internacional (em espanhol, paso fronterizo Vicente Pérez Rosales) que chega ao Chile. O rio Frías tem o lado superior e o inferior. Passamos pelos dois e rumamos ao Puerto Alegre para pegar o ônibus de volta.

Em Puerto Blest, almoçamos no restaurante do hotel: wrap vegetariano de frango com champignon mais coca. Não havia muitas opções prontas.

Depois, voltamos ao catamarã rumo à Cascata de Cántaros quando saímos da província de Rio Negro rumo a Neuquén. O ambiente é singular, de selva úmida com musgo.

A passarela de madeira (sendero) que sobe aos mirantes é cheia de gelo, temos que nos segurar na amurada. É perigoso, uma aventura. O primeiro mirante é belo e vemos a cascata com sua força incrível. A floresta de coihues, que significam “lugar de água”, se faz presente no caminho. Confesso não ter ido ao segundo mirante, pois havia muita neve e estava com medo de derrapar. Preferi esperar o Carlos sentada com outros visitantes. Há bancos que nos apoiam. Deve ser muito melhor visitar em outra estação, sinceramente. No Bosque da Cascata não se acampa, os turistas só vem de barco, não há estrada ou caminhos, não se pode sujar ou colocar fogo. O verão é mais quente, já o outono é bonito, por causa das cores diversas das árvores em contraste com o lago.

Em uma hora retornamos a Puerto Pañuelo. Descemos mais tarde no centro de Bariloche. Fomos às compras na tentadora rua Mitre. Com certeza, mais alfajores e doces. Lembrando que o doce de leite do país é famoso.

No outro dia, 20 de agosto de 2022, o último, fizemos um passeio pelo lago Nahuel Huapi e seus mirantes, almoçamos no restaurante Família Weiss de novo e voltamos ao hotel. Passeio daqueles inesquecíveis. Obrigada ao Dennis, nosso agente da CVC em Fortaleza-Ceará. Fim de viagem.

Bariloche – Argentina 2022 – um dia em San Martin de los Andes – sexto dia

Bariloche-Argentina 2022-um dia em San Martin de los Andes-sexto dia

Hoje é dia 18 de agosto de 2022. Estamos em Bariloche. Combinamos no dia anterior o passeio a San Martin de los Andes, outra cidade charmosa na Patagônia argentina. Há muito queria conhecer. A van passa às 8h30 no hotel Soft para nos pegar. O retorno será às 18h15. O guia se chama Alejandro e o motorista Palermo. Vamos cruzar a fronteira estadual da província de Rio Negro e chegar à província de Neuquén, então temos que preencher um formulário com nome e número de RG ou passaporte na própria van.

Passamos pelo lago Nahuel Huapi, de acordo com o guia, o quarto maior em tamanho da Argentina, o maior do Parque Nacional Nahuel Huapi, com 530,9 km² de superfície e 10,2 km de largura.

Estamos na afamada Ruta 40, a mais longa estrada do país, corre toda a Cordilheira dos Andes. Beleza não falta nos arredores.

80 km de Bariloche ou 1 h e 15 min depois está Villa Angostura, onde desceremos. Trata-se de outra cidade alpina, uma gracinha. Já conhecia de 2017. A sua arquitetura é rústica com casas de pedra e madeira. Vale a pena visitar. Em espanhol, “villa” significa cidade pequena e “angostura” passagem estreita.

Estamos na Rota dos 7 Lagos, região das mais atrativas. Os lagos são Espejo, Correntoso, Falkner, Machónico, Villarino, Escondido e Lácar. Faremos 4 paradas.

O lago Nahuel Huapi com as montanhas nevadas atrás é espetacular. O parque nacional é conhecido por nos oferecer paisagens suíças. San Martin tem uns 70 mil habitantes e parece com Bariloche e Villa Angostura. Também com a mesma arquitetura. Seu atrativo principal são os cenários idílicos da bela Patagônia.

A última cidade em Rio Negro é Dina Huapi, logo estamos em Neuquén. Há polícia na fronteira. O lago Nahuel Huapi se encontra nas duas províncias ou estados. Nahuel Huapi significa ilha de tigres na língua dos índios mapuches. Eles viviam na região no séc. XIX, eram guerreiros valentes. Homens brancos de Buenos Aires lutaram com eles, e ao vencerem, encamparam a região se tornando consequentemente Argentina. Detalhe: foi o cacique Saihueque que se rendeu aos invasores em 1874.

Vemos a estepe patagônica no caminho, são campos, muitas terras, poucos habitantes e ventos fortes.

Na van escutamos Mercedes Soza e a nossa Alcione. Interessante que quando enxergamos uma pessoa com mate e garrafa térmica, não tenha dúvida, é argentino ou uruguaio. E lá vamos nós pela Ruta 40 repleta de neve, margeando o lago Nahuel Huapi. Um delírio!

Quase 10 h da manhã e nos aproximamos de Villa Angostura, fundada em 1932. O guia diz ser uma aldeia de montanha. Um passeio que já fizemos e aconselho é o do Bosque de Arrayanes (árvores típicas). Lindo! Perto da cidade pequena de três quadras, há a montanha: Cerro Bayo, onde se praticam esportes de inverno como o esqui. No verão, o interesse de gente do mundo todo é o trekking (caminhada intensa) e a pesca. Existe uma estátua em homenagem à truta, peixe procurado por americanos, principalmente.

Ficamos uns 20 minutos somente, fomos a um café para banheiros e café, lógico. Pedi um muffin (bolinho denso) de chocolate e um café. O local é o Cucu Schulz na av. Arrayanes, 44. Como aprecio um muffin.

O frio é grande. Ver Villa Angostura no inverno, totalmente gelada e nevada, é encantadora, bem diferente de conhecê-la na primavera, asseguro. Deixamos a cidade e rumamos a San Martin de los Andes pela mesma estrada: Ruta 40.

O guia Alejandro demonstra muito conhecimento da região. O Parque Nacional Nahuel Huapi teve sua fundação em 1934, conta com 712.160 hectares e protege lagos, lagunas e uma selva fria: Los Alerces com as árvores alerces, enormes, milenares e nativas. O fruto llao llao se encontra lá, doce e saboroso. O Cerro Tronador se situa entre o PN Nahuel Huapi e o PN Vicente Pérez Rosales no Chile. Tem 2642 m de altura e a temperatura é de frio, neve e tormentas o ano todo. Muitos glaciares e águas termais na região. Do outro lado de onde estamos se encontra o Chile e o Oceano Pacífico. Por ali, existe o Paso Internacional Los Libertadores, ligação entre os dois países cuja estrada tem forma de caracóis, o transporte usado é ônibus e carro 4×4.

A primeira parada ocorre no mirador do lago Espejo, dito ponto panorâmico. As árvores coihues são sempre verdes. No outono, elas são coloridas formando um cenário formoso. A laguna congelada se chama San Ferino. Existem cervos colorados na área cujas carnes são apreciadas. O lago Espejo ou Espelho fica lá embaixo, no mirante há muita neve.

Vemos o rio Ruca Malen, depois chegamos ao lago Correntoso, fazemos a segunda parada para fotos no mirante. As montanhas nevadas ao longe e à direita floresta. Os lagos são fabulosos de tão mágicos e no inverno ficam mais chamativos. Lá pescam trutas e há cabanas e hospedagens a mil. Deve ser uma tranquilidade passar uns dias naquele paraíso.

O clima está mais aguentável no momento, ainda bem, pois não chove, venta ou neva. Passamos pelos lagos Escondido, Villarino e fazemos outra parada no Falkner, onde nos aproximamos mais do lago. Há uma placa em homenagem ao explorador/médico Thomas Falkner (1702-1784), além de missionário jesuíta inglês. Este lago Falkner parece uma praia congelada, a água fria é profunda. Pisamos na neve, o lugar é hermoso, como dizem os argentinos.

Como não alugamos roupa para o frio intenso, congelamos. Sinceramente, me arrependi. Fica a sugestão.

Vi a placa do Parque Nacional Lanín e o lago Hermoso. San Martin no noroeste da Patagônia, é a porta de entrada desse parque nacional com florestas, vida selvagem diversa e o vulcão Lanín.

Na cidade é comum comer muito alce, cordeiro e bife de chorizo, da mesma forma truta e pizza napolitana.

Mais um lago: Machónico. Que paisagem a do local. O último lago antes de San Martin se denomina Lácar, fica entre montanhas, é glaciar e continua na cidade a margeando. Possui um pontão para barcos e uma praia com areia. A distância da fronteira com o Chile é de 45 km.

O município, enfim. Segundo Alejandro, existe desde 1898 e era um forte militar. A região era país dos índios mapuches cujo líder era o cacique Saihueque, conforme foi dito anteriormente. Com a vitória do Gal. Roca, a cidade se torna San Martin de los Andes em honra ao Libertador, herói da independência da Argentina, Chile e Peru: Gal. San Martin.

Na cidade, ficamos entre 13 h e 15 h. A ideia era almoçar logo, então o guia nos levou ao restaurante La Nueva Barra (Almirante Brown, 216). O Carlos pediu cordeiro patagônico e eu supremo de frango, ambos com salada de cenoura, alface e tomate. Aprovamos.

Enfim, o sol apareceu e colaborou com nossa excursão. A praça San Martin é o ponto principal, a partir dali desbravamos as ruas adoráveis. Lojas, feirinha de rua, chocolaterias, muitas casas floridas, um encanto. San Martin de los Andes é charmosa, com roseiras nas calçadas, parques, árvores, uma mistura de Villa Angostura e Niagara on the Lake no Canadá. As casas são construídas com muita madeira. Que passeio mais gostoso. Há muita beleza no local, como mirantes, praias, o parque nacional, visita ao vulcão, ou seja, visuais arrebatadores. Deu vontade de conhecer mais, mas fica para outra.

Após as caminhadas, nos direcionamos à Villa Angostura de novo, descemos para um café no mesmo Cucu Schulz e retornamos a Bariloche na hora do rush. Carros em quantidade, como é de se imaginar.

Dia completo e feliz. Em breve Puerto Blest.

Bariloche-Argentina 2022-Cerro Otto-quarto dia

Bariloche-Argentina 2022-Cerro Otto-quarto dia

Hoje é dia 16 de agosto de 2022, dia de visitar o Cerro Otto, a 1405 m acima do nível do mar, localizado à Avenida de los Pioneros km 5, Circuito Chico. A temperatura continua muito fria: 2º C. O teleférico da montanha custa $ 4.500 (pesos argentinos), para maiores de 65 anos $ 3.500 pesos, o ônibus é gratuito. Há horários do ônibus que se pega no guichê do centro na Calle (rua) Mitre a partir das 10 h da manhã, o último às 16h15. O regresso começa às 14h15 e termina às 17h15, ou seja, tem que se programar. Endereço do guichê: esquina da Calle Mitre com Villegas.

O Carlos e eu decidimos pegar o ônibus das 12h, assim almoçaríamos lá. Como já conhecíamos na primavera, a ideia era conhecer no inverno e digo, é bem diferente. Tiritei de frio e nem saí na neve. Já o Carlos se deleitou.

Vamos aos fatos: fila para comprar, fila para entrar no Cerro Otto. É 5 km do centro de Bariloche, bem localizado. No teleférico fechado, estávamos com mais um casal de Porto Alegre-RS. O visual na subida é espetacular: a floresta e a neve. Fomos direto à confeitaria giratória e foi uma boa pedida, porque depois lotou e a gente já estava almoçando na paz. Pode ficar lá uma hora, então ao sentarmos, pedimos suco de laranja, licuado (smoothie) de framboesa com leite e frango grelhado com salada.

O cenário da janela era incrível, tudo congelado, com pouca visibilidade. Tudo girando bem lentamente, é marcante o local. A neve é a senhora das montanhas. A comida ótima e para me satisfazer, pedi a torta selva negra: a framboesa estava demais, assim como o chantilly (fresco e inigualável) e bolo de chocolate. Chego a sonhar com essa iguaria.

O Carlos saiu no mirante, corajoso. Na verdade, estava cheio de gente, o povo se divertindo com a neve, tirando fotos, um evento. E eu mirando pelas janelas de vidro, morrendo de frio.

Antes de sairmos, passamos na pequena galeria de arte existente, a única do mundo situada no pico de uma montanha. Segundo o site http://www.telefericobariloche.com.ar, a Galeria de Arte do Cerro Otto expõe permanentemente e em tamanho natural três obras famosas de Michelangelo Buonarroti: David, La Pietà e Moisés. Todas as cópias realizadas com autorização e certificação do governo italiano.

Descemos novamente pelo teleférico a tempo de pegar o ônibus das 15h15. Lotado, voltamos em pé, ainda bem que é perto do centro.

Paramos cerca da Catedral de San Carlos de Bariloche, de 1944, cujos patronos são Nossa Senhora das Neves e San Carlos Borromeo. O arquiteto foi Alejandro Bustillo, que gratuitamente ofereceu seu projeto à cidade. O engenheiro foi Pedro Faukland e o capataz Esteban Capitanich. O edifício forma uma cruz latina deitada no solo, com a sua cabeceira orientada exatamente a ele. Tem muros de pedra branca e sua altura é de 69 m na agulha do campanário. Na catedral está a imagem de Nossa Senhora de Nahuel Huapi, o dia comemorativo é 3 de maio, data da peregrinação náutica. Dentro, a sensação é de paz, com cantos gregorianos. Muito bonita a igreja, lembra muito do lado de fora a de Canela-RS, toda na pedra.

Na lojinha da catedral, a freira que nos atendeu foi calorosa conosco, logo compramos alfajores e artesanatos de madeira (típicos da região), além de medalhas de Nossa Senhora de Nahuel Huapi por preços em conta.

Na saída, voltamos a pé ao hotel Soft e demos uma parada no Pieros Deli & Café para um suco de framboesa. O jantar foi no Coffee Store em frente ao hotel, só pra variar.

Prosseguiremos com mais belezas em breve.

Bariloche-Argentina-terceiro dia-Circuito Chico e Campanário 2

Bariloche-Argentina-terceiro dia-Circuito Chico e Campanário 2

Hoje é dia 15 de agosto de 2022 e continuamos no nosso passeio intitulado Circuito Chico. Damos uma parada na loja Nature Laps (av. Bustillo, 19.500), onde vendem produtos feitos de rosa mosqueta. Segundo o guia Fabrício, a rosa mosqueta é exuberante nesta região patagônica, pois é encontrada nos Andes, e seu arbusto é selvagem. É usada para cremes para a pele, mãos, chá (antioxidante), licor, doce etc. O óleo, extraído da semente, tira manchas, diminui rugas e estrias. Só pode ser usado à noite. Na apresentação na loja, oferecem chá e passam creme e óleo na mão da gente. Como é algo típico deles, comprei um bocadinho de coisas, mas não é barato.

Vemos o Clube de Regatas à direita. Fazem caiaque com rafting no verão (clima seco) no braço Campanário do lago Nahuel Huapi. Já no inverno, o clima é úmido. Estações diferentes, atividades diversas no Parque Nacional Nahuel Huapi, que rodeia Bariloche. Tal parque teve como primeiro presidente Bustillo, o nome da avenida. E foi também o primeiro parque nacional argentino. Foi a partir daí que começou a transformação da cidade em lugar turístico, com o dinheiro do Estado Nacional dado ao parque.

Um pouco da história argentina. Perito Moreno (1852-1919) chegou ao lago Nahuel Huapi em 1876. Eis Francisco Moreno, conhecido por Perito. Explorador, colecionador de fósseis, tinha paixão por paleontologia e antropologia. Foi ele que baseou a linha fronteiriça entre Argentina e Chile nos cumes das montanhas e não mais em cursos de água. Por causa dele, a Argentina ganhou mais 42.000 km. Ele percorria o território a cavalo e a pé. Em sua homenagem há a geleira famosa com seu nome em El Calafate e a cidade na Patagônia dita Perito Moreno. Por isso se diz no país: “um homem, um glaciar, uma cidade”.

Puerto Blest, outra atração turística que ainda vamos conhecer, é protegida pelo PN Nahuel Huapi. Segundo a Wikipédia, o parque tem 712. 160 mil hectares em uma faixa de 50 a 60 km recostada sobre a Cordilheira dos Andes, ao sudoeste da província de Neuquén e noroeste da província de Rio Negro.

Fazemos outra parada em Puerto Pañuelo (porto), onde se pega o barco para a Ilha Vitória e Puerto Blest.

Interessante dizer que perguntei ao guia sobre Trevelin na província de Chubut, também na Patagônia, mais ao sul, são 217 km de Bariloche. Quero conhecer seus campos de tulipas a céu aberto, são únicos na América do Sul. Outra informação: a Ruta Nacional 40 (de 5400 km) vai do sul da Cordilheira dos Andes (província de Santa Cruz) até a divisa com a Bolívia, ou seja, corta 11 províncias, trata-se da mais extensa rodovia do país. Muita beleza a ver, com certeza, que digam os aventureiros e viajantes. Mais um lugar a conhecer: Puerto Madryn para ver baleias e pinguins.

O afamado hotel resort Llao Llao (se pronuncia chao chao) fica bem ali, se vê do Porto Pañuelo, na avenida Ezequiel Bustillo km 25. É o hotel mais exclusivo da Patagônia argentina por muitos motivos: 5 estrelas, histórico, completo, com campo de golfe de 18 buracos e dá para o lago Nahuel Huapi e Moreno, além de estar rodeado pelo Cerro Lopez e Tronador, logo o cenário é deslumbrante. Excursão não entra, mas para um curioso entrar deve fazer reserva, e a diária custa 400 dólares. Data do ano 1939 e o arquiteto foi Alejandro Bustillo. Notável como gostam de dizer o nome do arquiteto, acho positivo isso. O tipo do hotel para se hospedar antes de morrer, como se diz.

Outros hotéis históricos, segundo o Fabrício, são o Amancay e o Tunquelén. O primeiro nome é uma flor em língua mapuche, e o segundo significa “lugar de descanso”.

As árvores mais utilizadas na região são o coihue (ou carvalho, a árvore mais úmida da região) e o cipreste (madeira bonita estilo andino). A madeira é isolante do frio e calor.

Os coihues são muito encontrados no Cerro Campanário, algo belíssimo de ver com neve. Aliás, campanário tem o sentido de “torre de igreja onde estão os sinos”, de acordo com www.dicio.combr.

Enfim, vamos à montanha, pegamos o teleférico (onde o fotógrafo Martin tira nossa foto) sob neve e frio polar, ufa! Não foi fácil e a nossa roupa não deu conta. Mas, maravilhados, o Carlos e eu parecíamos crianças se esbaldando com tanta beleza. Depois de meia hora de subida com a vista dos lagos e floresta nativa (os coihues), chegamos à parte alta do Campanário. A nevasca intensa, abaixo de zero, tiramos fotos e fomos à confeitaria do local, bem mais quente e local fechado. Que alívio! Aproveitamos para nos aquecer com empanadas, e tortas de selva negra (no Brasil, floresta negra) e de nozes. Mais o café indefectível, logicamente. Quantas delícias! Na foto abaixo, a selva negra, típica da região, é a do Cerro Otto, simplesmente imperdível.

Descemos na cadeirinha do teleférico novamente, com o vento patagônico a nos atingir. E neve e frio. No verão, pode nevar também e o vento é tão intenso que atinge o deserto, isto é, a estepe patagônica, com suas plantas baixas e espinhosas (que vão do aeroporto ao Atlântico).

Retornamos à cidade de Bariloche, passeio de meio dia imperdível, eu diria. Só há edifícios baixos no centro, nos bairros residenciais unicamente casas. Para mim, modelo de cidade.

Almoço na Família Weiss, pra variar: truta com ervas finas, bife de chorizo com batatas fritas (para o Carlos), sobremesa de strudel de maçã e sorvete de morango. E café. Eu diria que é o nosso restaurante favorito, a atmosfera, a decoração na madeira, bem aconchegante. Endereço: calle Vice Almirante O´Connor, 401, esquina com Palacios).

A chuva e a neve não dão trégua. Faz – 2º C, porém a sensação térmica é de – 8º C. Socorro! Não nasci pra isso, decididamente. De agora em diante, neve só em fotos.

O jantar foi no Coffee Store em frente ao hotel: empanadas, sanduíche de frango e suco de laranja, bem básico. Tomei este café/lanchonete como meu.

Dia completo e lindo. Bariloche é uma mistura de Gramado no Rio Grande do Sul e Pucón no centro do Chile. Ambos lugares para visitar, sem dúvida.