Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a Fátima, Batalha, (Nazaré e Óbidos)

Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a Fátima, Batalha, (Nazaré e Óbidos)

Hoje é domingo, dia 7 de abril de 2024. Vamos em excursão de um dia às cidades de Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos, nós já conhecíamos, mas o Carlos queria conhecer melhor o Mosteiro de Batalha, aí depois de muitas pesquisas, chegamos à conclusão que valia pegar um bate e volta desses. Por €89 (euros) por pessoa, pagamos para a atendente Patrícia no balcão do hotel Borges Chiado um dia antes.

O motorista Francisco, da empresa Seven Tours e Transferes Lda., nos apanha no hotel e vamos acompanhados de três brasileiras em uma Sprinter. Ficaremos em Fátima 1h15 min, em Batalha 30 min, em Nazaré 2 h, e em Óbidos 1h30 minutos. Na autoestrada, há paredões para as pessoas não atravessarem, vi isso em Viena-Áustria também. Acho correto, pois cruzamos cidades e eles evitam acidentes.

Passamos por Santarém, Castelo das Torres Novas e por dois pedágios. A estrada é um tapete. Entramos em Fátima, uma preciosidade de cidade, com prédios baixos e jardins, rosas nos canteiros e paralelepípedos nas ruas. Muitos comércios de itens religiosos.

O ônibus nos deixa perto do Santuário de Fátima. Visita iluminada com missa na Capelinha das Aparições às 10 h, compramos velas por 1 euro e fizemos nossa oração. Saímos rumo ao santuário. No espaço todo, uma multidão. Trata-se de um lugar emocionante, ladeado pela Colunata, que integra uma Via sacra em painéis em cerâmica.

Segundo a Wikipédia, é formalmente intitulado pela igreja Católica como Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Santuário mariano dedicado à N. Sra. de Fátima, localizado no lugar da Cova da Iria, na cidade de Fátima, município de Ourém. É um dos mais importantes santuários marianos do mundo e o maior destino internacional de turismo religioso, recebendo cerca de 6 milhões de visitantes por ano. A sua edificação se iniciou em 1919 com a construção da Capelinha das Aparições.

No santuário, vimos os túmulos de Jacinta e Lúcia lado a lado e na frente o de Francisco. Jacinta e Francisco eram irmãos e primos de Lúcia, os pastorinhos que viram Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria. O local é imenso, há uma igreja mais recente, a Basílica da Santíssima Trindade (que integra o edifício principal e os espaços subterrâneos da Galilé dos Apóstolos São Pedro e São Paulo e capelas anexas), e no pátio, perto da Cruz Alta, a praça do papa João Paulo II (santo) onde se encontra a estátua dele, a praça de Paulo VI com a sua estátua fica próxima. Há muito a conhecer: os lugares de culto, a Colunata, estátuas, monumentos, áreas subterrâneas, porém o tempo é pouco.

De lá, demos uma parada no Centro Comercial Fátima (Estrada de Leiria, 108), onde achei tudo bem mais barato. A loja é gigantesca e ganhamos uma lembrancinha ao comprar.

Rumo à Batalha. Covão da Carvalha, Vale da Quebrada. Região verde com oliveiras e eucaliptos. Estrada sinuosa. Requengo do Fetal. Zona rural, pequenas vilas adoráveis, muito verde. Casas grandes. Celeiros. Há muita reciclagem no país. Casal do Quinta.

Chegamos ao Mosteiro de Batalha ou Santa Maria da Vitória. Uma campanha de outdoor na cidade: “Agarre a vida, largue o telemóvel.” Genial. O mosteiro é em homenagem à batalha de Aljubarrota, ocorrida em 1385. A estátua do general Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável (título do primeiro oficial da coroa portuguesa que tinha o comando de todo o exército) está do lado de fora.

Conforme o site visitportugal.com, do local onde se ergue o Mosteiro da Batalha ocorreu em 14 de agosto de 1385 um acontecimento decisivo para a consolidação da nação portuguesa: D. João, Mestre de Avis e futuro rei de Portugal, venceu os exércitos castelhanos na batalha de Aljubarrota. Essa vitória pôs termo a uma crise dinástica que se arrastava desde 1383, quando da morte do rei D. Fernando, cuja única filha (D. Beatriz) era casada com o rei de Castela (na Espanha), pretendente ao trono de Portugal.

O site continua: D. João dedicou o mosteiro à Virgem Maria, que havia invocado para que intercedesse pelo seu triunfo, e doou-o à Ordem Dominicana, à qual pertencia seu confessor. Esta foi a razão de ser do nascimento de uma obra cuja construção se prolongou por quase dois séculos e que resultou num dos mais fascinantes monumentos góticos da Península Ibérica. A construção do mosteiro corporizou também a consagração de D. João I como rei de Portugal, assumindo-se assim como símbolo da dinastia e legitimada pela vontade divina.

A nave central do mosteiro se eleva a 32,5 m de altura e se apoia sobre oito colunas de cada lado, e tem 80 m de comprimento. Na igreja, a visita é livre. É Monumento Nacional desde 1907, Panteão Nacional desde 2016 e Patrimônio da Humanidade desde 1983. Por conta de um evento militar e de ex-combatentes, não pudemos visitar o claustro Dom Afonso V, estava fechado por 1 h e meia, e era pago. O primeiro-ministro e o presidente de Portugal estavam presentes, logo a segurança estava reforçada. Só deu pra visitar a Sala do Capítulo, o Panteão e o interior da igreja. De acordo com a Wikipédia, panteão significa um mausoléu que abriga os restos mortais de diversas pessoas notáveis. No panteão está o túmulo do rei Dom João I (1357-1433) e de D. Filipa de Lencastre (inglesa-1360-1415).

O site tigets.com acrescenta que o mosteiro alberga o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses, que podem admirar na Capela-mor e na Sala do Capítulo. Há ainda capelas e claustros, e se visita o dormitório, o refeitório e a cozinha do mosteiro.

Seguiremos com a cidade de Nazaré e Óbidos.



4 comentários em “Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a Fátima, Batalha, (Nazaré e Óbidos)

  1. É simplesmente maravilhosa a nossa Igreja Católica. Que maravilha é Fátima! Meu pai amava N. S. de Fátima. Ó Virgem de Fátima, Mãe de misericórdia, Rainha do Céu e da Terra, refúgio dos pecadores, nós nos consagramos ao Vosso Imaculado Coração. Consagramos o nosso coração, a nossa alma, a nossa família e tudo o que nos pertence.

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