Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga

Hoje é terça-feira, dia 9 de abril de 2024. Para o Museu Nacional de Arte Antiga, pedimos informações ao guardinha do Museu do Oriente, um senhor muito solícito, e rumamos a pé. Uma boa caminhada, porém confusa, com escadas mil pelo caminho. Chegamos e já estávamos fascinados pela entrada e beleza do prédio. Endereço: Rua das Janelas Verdes, 1249-017. Eu paguei €10 euros de entrada e o Carlos €5. o museu foi fundado em 1884 e adquirida a atual designação em1911.

O folder do museu nos esclarece que é conhecido como o Grande Museu de Portugal e alberga a mais relevante coleção pública do país, da Idade Média até o séc. XXI. Pintura, escultura, ourivesaria, artes decorativas portuguesas, europeias, da África e do Oriente, incluindo o maior número de obras classificadas como “tesouros nacionais”. Entre elas, os Painéis de São Vicente e a Custódia de Belém, símbolos da arte portuguesa dos séculos XV e XVI, e importante obras de Bosch, Memling, Dürer, Rafael ou Piero della Francesca. O jardim do MNAA, com restaurante e esplanada, oferece uma excepcional vista sobre o rio Tejo.

Vemos a história do mobiliário português de 1490 a 1500. E haja caminhada dentro do museu… “A Batalha entre Alexandre, o Grande e o rei Poros no rio Hidaspes”, de Nicolaes Pietersz Berchem (1621/1622-1683) dos Países Baixos, e a Baixela da Coroa Portuguesa de Dom João V/ Dom José I, do séc. XVIII, chamam a atenção. “Salomé”, de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553) é espetacular.

O Relógio de Mesa, de Jean-Baptiste Dégré a Paris, de 1778, mereceu uma foto. As obras “Naufrágio” e “Porto do Mar” de Vernet Claude-Joseph (1714-1789), da escola francesa, são deslumbrantes. São tantas obras com motivos religiosos, retratos, batalhas, de material de prata dourada: estatuetas, candelabros, baixelas, talheres, ufa! Da escola alemã “São Jerônimo”, de Albrecht Dürer (1471-1528). Que riqueza! Nós em estado de encantamento, embora cansados. Felizmente, há bancos para descansar.

No 2° andar, maravilhas de ourivesaria e objetos de missa com cálices, cruzes em ouro e prata. O báculo ou cetro do bispo ou cardeal está presente.

A Custódia de Bemposta, de 1876, com rubis, diamantes, esmeraldas, prata dourada, topázios, safiras e crisoberilos é uma relíquia. As porcelanas portuguesas do séc. XVI são belas. Segundo a Wikipédia, a chamada Custódia da Bemposta é uma alfaia litúrgica, peça de ourivesaria e pedraria, de manufatura portuguesa da segunda metade do século XVIII, desenhada pelo arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Proveniente da Capela do Paço da Bemposta, conserva-se desde 1876 no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

No 3° andar, pinturas e esculturas portuguesas. Retábulos dos séculos XV e XVI, de Jorge Afonso. Retábulo da Madre de Deus. O presépio, de 38 figuras, do Convento de Santa Teresa de Jesus Carnide, das Carmelitas Descalças, foi feito por António Ferreira (1701-1725).

Para descansar, fomos à cafeteria para um suco Compal de pêssego, minha paixão. Depois saímos do museu e rumamos ao ponto de ônibus para pegar o número 714, porém demorou tanto que desistimos, logo pegamos um táxi por €6,35 euros.

Perto do hotel, compras de vinhos no supermercado Pingo Doce. E descobrimos um sebo fantástico: a livraria Sá da Costa, ao lado do hotel Borges Chiado na rua Garrett, 100/102.

Dia mais memorável, de cultura e aprendizado. Em breve, a cidade litorânea de Sesimbra.

6 comentários em “Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

  1. Mônica, os sebos de Lisboa! Minha paixão. Fui ver esse (Sá da Costa) no Google Maps e percebi que, ademais, eles têm uma pastelaria bem ao lado! Perfeita combinação: livros e doces!

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