Marrocos colorido-Zaida, Midelt, Rich e Errachidia até Erfoud-dia 4
Hoje é dia 7 de novembro de 2024. Saímos de Fez, já passamos por Ifrane e cruzaremos as cidades de Zaida, Midelt, Rich e Errachidia antes de alcançar Erfoud.
Chegamos a Zaida, cidade de cor amarela, bem desértica, portão do deserto do Saara para os viajantes que vêm de Merzouga e região de Tafilalet. Maçãs por todo o lado. A rua principal com mercados na calçada e restaurantes nos dois lados da rua. Que visual mais diferente de deserto. O guia Abdul comprou maçãs verdes e vermelhas para nós todos, uma atitude simpática. Maçãs deliciosas.
Segundo a Wikipédia, Zaida é uma aldeia berbere na região centro-oeste do Marrocos. Está localizada a 30 km a sudeste da cidade de Midelt e é conhecida pela produção de maçãs. A maioria dos habitantes é de agricultores.
Paramos no Café Restaurant 7 (Ait Ayacherp, 13), endereço: 23 km entre Midelt e Zaida 54375, para café e banhos. Ainda não para almoço. Tomamos um café americano por 20DH (R$11,71) a fim de enganar a fome. Entramos na zona militar, há um presídio à esquerda.
Próxima cidade: Midelt. Vemos o Hotel Taddart, uma fortaleza ou kasbah em árabe, construção do sul. Deserto, calor, a cadeia montanhosa Atlas à vista. Passamos por uma alameda com árvores dos dois lados, controle policial. No Marrocos, as entradas das cidades têm fontes de água com símbolos de frutas, no caso, a maçã. Muito criativo. Vimos um hospital, lojas, prédios, bancos, alamedas, casas quadradas de cor amarela de adobe. Os muros são trabalhados. Fora das casas 40° C e dentro 20° C. As escolas são coloridas, a cidade é grande, toda no adobe. Lembra São Pedro do Atacama no Chile. Há estação de trem e ponte com luminárias e bandeiras. Considero tudo gracioso.
De acordo com a Wikipédia, Midelt é uma cidade no centro do Marrocos, capital da província homônima, que faz parte da região de Meknès-Tafilalet. Situada na junção dos maciços montanhosos do Médio Atlas e do Alto Atlas Oriental, a 1520 m de altitude, tendo por fundo o imponente Jbel Ayachi, um pico que se ergue a 3757 m de altitude, Midelt encontra-se a 190 km a sudeste de Meknès, a 200 km a sul de Fez e a 140 km a norte noroeste de Errachidia. Uma curiosidade: no sul do país está o pico mais alto Jbel Toubkal a 4167 m.
Rumamos ao sul, as montanhas ficam mais avermelhadas. No Atlas, ao norte não neva, ao sul, sim. Sinto falta de placas de trânsito na estrada com distâncias e direções das cidades. Vemos a primeira usina de energia, lá adiante à esquerda energia eólica. Montanhas rochosas, subimos a 1907 m, depois descemos em pista dupla. Que fome! São 12h45 e nós na estrada. Deserto com plantas baixas e o Atlas à frente sem neve.
Montanhas caracoles, ou seja, em forma de caracol. Vimos nômades no rio seco que só tem água quando chove. Essa água não é usada para agricultura, porque tem enxofre. Casas maiores e mais baratas na região. A água pura utilizada pela população é de água vinda da montanha. A eletricidade vem da energia solar, no local, muito frio. De 6 anos para cá, ocorreram mudanças na região com a plantação de oliveiras. Muitas macieiras e outras árvores.
O rio de água quente com enxofre à direita, bom para pessoas com reumatismo e problemas de articulação se banharem. Um oásis ao lado. O governo paga a escavação de muitos poços para a população, afinal estamos no deserto. Cabras, e casas com mais de 2/3 das famílias nelas. País organizado. Compram petróleo do Catar e da Rússia, além de outros países. Testemunhamos mulheres lavando roupas no rio. Zona militar, porque é perto da fronteira com a Argélia. Vemos uma mesquita.
Enfim, almoço em Rich, umas 14 h, estávamos esfomeados! Rich é uma cidade na província de Midelt, região de Drâa-Tafilalet. Anteriormente, pertencia à província de Errachidia, mas desde 2009 faz parte da província de Midelt, diz a Wikipédia. No Café Salama, comida prato executivo: frango assado, legumes, arroz e batata-doce. Levemente apimentado, típico. Na frente do restaurante, uma tenda de um tuareg, feita de pele de dromedário negro. Tuareg, explica a Wikipédia, são do grupo étnico “berberes”, tradicionalmente, pastores nômades, que habitam o deserto do Saara, da Líbia à Nigéria.
Pós-almoço vemos o Grand Canyon do Marrocos. Túnel Zaabal, dentro da montanha do Médio Atlas. Erfoud ou Arfoud a 110 km. Finalmente, vejo uma placa informativa sobre um kasbah na estrada.
São muitos lagos no país, este que vemos não serve para pesca, só para eletricidade e militar, pois possui enxofre. Em pesquisa, vi uns 67. O lago Al-Hassan Addakhil (ou barragem) é enorme, a água vem da montanha e vai se concentrando em buracos no chão, feitos de pedra. Há ruínas de casas ao redor do rio Ziz, porque o governo construiu casas mais adiante. Passamos pelo palácio do rei do Catar em frente da estação de gasolina privada dele.
Mais uma cidade antes de Erfoud, Errachidia. Zona militar, por ser próxima da fronteira com a Argélia. O guia nos informa que se faz serviço militar aos 18 anos por 2 anos. Cada mês, o jovem recebe €200 euros, quem faz geralmente é pobre. Quem tem irmãs somente ou é filho único ou está enfermo não faz. O contrato para quem quer servir por mais tempo é de 10 anos e o governo ajuda a pagar a eletricidade para os militares. Vimos a academia militar que os forma na cidade. O símbolo da monarquia é Alá, País, Rei.
A Wikipédia nos conta que Errachidia ou Er-Rachidia, antigamente chamada Ksar es Souk ou Ighram n Souk em berbere, é uma cidade ao sudeste do Marrocos, capital da província homônima, faz parte da região de Meknès-Tafilalet.
As palmeiras são diferentes na região, menos decorativas, são tamareiras. A fruta tâmara, amada e produzida no Marrocos, é boa para diabéticos, quando o açúcar cai. Há diversos tipos de tâmaras. No período do Ramadã (feriado muçulmano) se come muito.

Perto de Erfoud, visualizamos um oásis gigante (palmeiral de Ziz) com casas quadradas de adobe ao redor, incrível observar o contraste com a terra seca e árida. Eu não tinha ideia do tamanho de um oásis. Conforme o Abdul, já prendeu fogo em um oásis desses de 11 km de palmeiras.
Finalmente, Erfoud. A porta de entrada para o deserto. O hotel com arcadas é “das Arábias”: Kasbah Hotel Chergui (Route/Rota Errachidia km 5.5). Logo pegamos as malas e fomos deixá-las no quarto. O planejamento com o guia era fazer isso rápido, porque o rapaz do carro 4×4 estava nos esperando a fim de irmos às dunas de Erg Chebbi, onde os 3 dromedários nos esperavam. Muito emocionante estar no deserto do Saara em uma jornada dessas, apreciando a paisagem. Escolhi o animal branco, mansinho, e o apelidei de Carmelo, o condutor era o Ibrahim que falava espanhol.

Experiência que amei. Fiz muito cafuné no Carmelo e no do Carlos que estava atrás de mim, estávamos em fila: eu na frente, o Carlos e o Renato (nosso amigo brasileiro) atrás, seguros por uma corda guiada pelo Ibrahim. Os dromedários (ou camelos da Arábia) são calmos, diferente dos camelos do Egito que, na verdade, são de Mali, maiores, mais brabos e com duas corcundas. Os nossos são menores e têm uma corcunda. Descemos para ver o pôr do sol e entardecer em cima da duna menor. Momento mágico. Depois, o Ibrahim nos mostra uns produtos da região e pede que o ajudemos comprando. Comprei um dromedário bem lindinho de pedra por 100DH (R$58,73). Subimos nos nossos animais e rumamos ao carro 4×4 para a volta ao hotel. Nem todos da excursão escolhem fazer esse passeio.
Para acrescentar, o site Visit Morocco menciona que Merzouga é um dos portões do Saara, uma pequena aldeia perdida no meio das areias. É o território de Erg Chebbi, um mundo de dunas, palmeiras, trilhas e caminhadas. Indica que devemos passear pelo deserto e descobrir trechos de areia banhada pelo sol e pelo silêncio. Caminha-se no meio da imensidão árida, quando na curva de uma duna, se distingue o lago Dayet Srij.
Retornamos ao hotel 4 estrelas, enorme, o quarto com cama gigante, tudo muito lindo e decorado em estilo marroquino, deslumbrante. O jantar em forma de buffet, espetacular. Cheio de americanos. Senti-me “no reino das mil e uma noites”.
Continuaremos com mais aventuras no Marrocos encantado.

O Carmelo parece ser muito “gente boa”.. hahah
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Querido Victor,
Você tem toda a razão, o Carmelo é calmo e “gente boa”. Os dromedários são bons para fazer carinho e eu fiz um bocado. Obrigada pelo seu comentário, sempre preciso. kkkk Grande abraço.
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