Peru surpreendente-Museu Ouro do Peru e de Armas do Mundo-Lima-dia 4

Peru surpreendente-Museu Ouro do Peru e de Armas do Mundo-Lima-dia 4

Hoje é dia 8 de maio de 2024, pela manhã estivemos no distrito de Barranco e prosseguimos com a visita a um museu imperdível no bairro vizinho chamado Surco. Por 20 soles PEN (R$30,95), fomos com o taxista Marco António, bom de prosa. Ele nos contou que o prefeito da municipalidade fica 4 anos no poder e o de bairros de Lima fica 5 anos, podendo se reeleger.

Estamos longe de Miraflores, em uma área residencial com condomínios fechados, um bairro enorme. Chegamos ao museu bem conhecido: Museo Oro del Perú y Armas del Mundo. 30 soles PEN para sênior. Segundo o Google, é um museu arqueológico e militar sediado no distrito de Santiago de Surco. Foi criado na década de 1960 a partir da coleção privada do empresário e diplomata peruano Miguel Mujica Gallo. O blog Viagens Machu Picchu destaca que o museu detém um extensa coleção de peças de ouro e prata que foram rastreadas até as culturas pré-colombianas. Adiciona serem histórias de civilizações milenares como a Moche, Sipan, Mochica, Lambayaque e Chimu as quais viveram no Peru entre os séculos III e XV, muito antes dos Incas.

Colares em exposição no Museu Ouro do Peru e Armas do Mundo-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vamos conhecer? Vasos, fragmentos de ouro e prata, estilo Lambayeque, de 700 a 1350 d. C. E pulseiras e colares, eram povos mineradores. Faca cerimonial: Tumi, da cultura Chiribaya, de 1100 a 1450 d. C. da costa sul do país. Narigueiras de ouro, estilo Moche, de 100 a 700 d. C. Objetos, estilo Vicús, de 200 a 600 d. C. Colares incríveis e argolas, estilo Frias, de 300 a 500 d. C. Estilo Nazca, de 200 a. C. a 600 d. C. Fragmentos de borda tridimensional, representações ornitomorfas (aves) e fitomorfas (vegetais). Ponchos ou UNKU com lâminas de ouro. Cerâmica, estilo Chancay, de 1300 a 1450 d. C. Esculturas em forma de garrafas. Múmias em posição flexionada da costa sul do Peru. Múmia com três crianças. Um colar com contas de marfim, pérolas e ouro, colonial. Belo. De artesãos da costa norte. Do mesmo local, instrumentos musicais feitos de osso animal.

É tanto ouro que o museu é uma caixa forte. Colher de cobre com desenhos geométricos na alça, estilo Inca, de 1450 a 1532 d. C. O império Inca abarcou os atuais territórios do Peru, Colômbia, Equador, Bolívia e Chile.

Ademais, cântaro com galette escultural, estilo Moche, de 100 a 700 d. C. Lindo. Vemos instrumentos de agricultores e de pescadores: remos, timões, arpões.

No primeiro andar, armas mil de várias épocas, pertencentes a diferentes presidentes, binóculos, relógios, roupas militares, condecorações. Armaduras, rifles, peças de artilharia, de 1862, usadas na Guerra da Secessão americana (1861-1865). Armaduras medievais do séc. XV, adagas venezianas dos séc XVII e XVIII, e muito mais. De cair o queixo.

Armaduras samurais no Museu Ouro do Peru e Armas do Mundo-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

A espada de Alexandre I, czar da Rússia (1812) está presente. Espadas samurais dos séculos XVI, XVII e XVIII do Japão. A história deles me atrai. Além de esporas, estribos, rifles afegãos e malaios, tapa-olhos, selas. Do séc. XIX, estribos chilenos de madeira decorados com desenhos. Na Sala Japonesa, armaduras samurais com sabres. Impressionantes. Lembrei demais do Instituto Ricardo Brennand ou Castelo de Brennand em Recife-Pernambuco.

Curioso ter visto em forma de um buquê estilizado, um quadro dado ao nosso Dom Pedro II, pela Tripla Aliança com as Repúblicas da Argentina e Uruguai, onde se lê: Al Magnanimo Emperador de Brasil, datado de 1865. Bem bonito. Certamente referente à Guerra do Paraguai (1864-1870). E uma arma dada ao capitão J.C. Porter (USMC, ou seja, Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos) pelos seus amigos da Companhia Fox em 1945. História e II Guerra Mundial, não resisto…

Estão expostos os silícios utilizados por Santa Rosa de Lima. Ela comia pouco e os usava por debaixo das roupas, com o intuito de se autoflagelar pelos pecadores.

O taxista nos pega às 14h30 e nos leva ao hotel de volta. Marco António “de palavra”. No Ibis Lima Miraflores, rumamos ao restaurante, que fome! Pedimos logo o suco chicha morada, feito de milho roxo, canela e suco de limão, para refrescar. E um prato: La Causa Limeña y el Ceviche de Pota. 33 soles PEN (R$51,09). Está escrito no cardápio: nosso clássico ceviche de lula (um molusco marinho) servido sobre uma receita tradicional de batata prensada, pimentão amarelo, lagostins, limão e abacate. Uma combinação generosa.

Depois, shopping Larcomar. Na parte de cima há um espaço bom para uma feira alternativa de roupas, bolsas, bijuterias etc. Encontramos um argentino vendendo pães em forma de pastéis (nosso jantar). Voltamos ao shopping, embaixo, e adquirimos mais king kongs (biscoitos recheados originais) de lúcuma no quiosque com o mesmo nome. Na Sangucheria, compramos para levar sucos de abacaxi e morango. Tomamos no lobby do hotel sentados, rodeados de americanos, em clima de despedida da cidade e já com saudades. Que Lima espetacular!

Cusco em breve!

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