O Rio de Janeiro continua lindo-Cais do Valongo-dia 2
Hoje é quarta-feira, dia 13 de agosto de 2025. Estávamos no AquaRio, no Porto Maravilha, e fomos a pé até o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo. Queria muito conhecer. Endereço: rua Barão de Tefé, Saúde. Os totens educativos nos contam a história da região da Pequena África, sob a curadoria da professora Ynaê Lopes dos Santos, especialista em história da escravidão (fonte: Abril.com).

Construído em 1811, foi o principal porto de entrada das pessoas escravizadas trazidas da África. Em 1843, o espaço foi configurado para receber a princesa Tereza Cristina de Bourbon, a noiva de D. Pedro II, e renomeado como Cais da Imperatriz.
Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas pela Educação (UNESCO) em 2017, como sítio de memória e reconhecimento das heranças africanas no Brasil. Os painéis explicativos no local nos dão uma aula de História do Brasil. O Mercado do Valongo fazia parte de um complexo escravagista que incluía as lojas de venda próximas ao cais, o Cemitério de Pretos Novos, o Lazareto e o Cais do Valongo.
Datas: 1774-transferência do comércio de escravizados para a região do Valongo; 1811-construção do cais; 1831-desativação do cais/lei de proibição do tráfico de africanos para o Brasil; Lazareto-para onde iam os doentes em quarentena; 1774-instalado o Cemitério dos Pretos Novos. Na atual rua Pedro Ernesto, área de 90 m², o cemitério era administrado pela igreja Católica e deveria garantir o sepultamento desses africanos escravizados. O sítio arqueológico Trapiche Pedra do Sol, um quilombo, sediava a luta de resistência do povo negro herdeiro contra a invisibilidade e o racismo estrutural. 1871-Construção do Armazém Docas D. Pedro II, projetado pelo engenheiro André Rebouças, filho da eminente família Rebouças. Uma das primeiras construções brasileiras a não utilizar mão de obra escravizada.
Pequena África-um território que abrange uma parte da área central da cidade e da região portuária que vai do Cais do Valongo até a atual Praça Onze. Recebeu um milhão de africanos: homens, mulheres e crianças entre 1774 e 1831. Foi um dos primeiros locais de desembarques de africanos escravizados do mundo. Africanos: angolas, minas, benguelas, cabindas, monjolos, congos, quiloas, rebolos, moçambiques etc. Assim eram chamados, por conta de suas procedências.

Segundo a Wikipédia, o Cais do Valongo é um antigo cais na zona portuária do Rio de Janeiro, entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Foi construído pela Intendência Geral da Polícia da Corte em 1811 e desativado com a proibição do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra em 1831. Durante os vinte anos de operação, se tornou o maior porto receptor da diáspora africana do mundo.

Em um dos totens explicativos está escrito que com as reformas urbanísticas da cidade no início do séc. XX, o local foi aterrado em 1911. Nas escavações que ocorreram durante a Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, em 2011, foram encontrados no atual sítio arqueológico inúmeros vestígios, dentre os quais, amuletos e objetos de uso pessoal desses homens e mulheres brutalmente retirados de suas nações, oriundo principalmente das regiões da África Central e Costa da Mina. Que aula de história mais espetacular!
Pegamos um taxista Vanderson, também guia turístico. Voltamos à Copacabana à tardinha e descobrimos perto do hotel Socialtel Copacabana o Bico Café e Bar, na av. N. Sra. de Copacabana, 1258. Pedi o sanduíche Light do Bico 32: blanquet de peru, queijo minas, ovo frito, cream cheese e alface americano, com suco/vitamina de morango, framboesa e amora, delícia. No caminho de volta ao hotel, encontramos outra lanchonete para o dia seguinte: Total Sucos, na mesma avenida, 1133. Lá vi docinhos gigantes: brigadeiros e bem-casados, fiquei tentada.
Dia muito produtivo. Mais passeios virão. Impossível não entrar na vibração de vida do carioca, ou seja, curtir a cidade nas calçadas, bares, restaurantes. Essa vibração nos contagia. Rio de Janeiro apaixonante.
