Buenos Aires sempre!-2024-Chegada-dia 1 e Museo de Armas de la Nación-dia 2
Hoje é quinta-feira, dia 5 de setembro de 2024. Fomos de Fortaleza a São Paulo (3h16 m) e de lá para Buenos Aires-Argentina (2h40m) pela GOL. Buenos Aires de novo? Sim, sempre muito a conhecer e o motivo principal é amarmos a cidade. E os “hermanos”. Isso vocês sabem.
Voos lotados, viagem cansativa, ficamos na última fileira para BA. Serviram sanduíche de queijo e mortadela ou queijo, e sucos, refrigerantes e café. A copiloto era mulher, fantástico.
Chegamos e pagamos o táxi na Tienda León no Aeroparque Jorge Newbery. Endereço: avenida Rafael Obligado, s/n° (av. Costanera). Aeroporto dos voos domésticos. Gosto, porque é dentro da cidade e perto do hotel. O taxista Jesus, venezuelano, bom papo. O Gran Hotel Buenos Aires, na rua Marcelo T. de Alvear, 767, bem localizado e ficamos pelo sistema de hospedagens Bancorbrás. Ótimo trocar dinheiro no hotel, facilita nossa vida.
Jantar/lanche no nosso velho conhecido Ditali Pizzas & Comidas na Maipú, 902, esquina com Paraguay. Algo leve como salada (quatro legumes ou verduras a escolher) e suco de limão, gengibre e menta. Típico. Meu suco preferido na cidade. Percebo os garçons serem mais velhos. Na TV o jogo Argentina x Chile pela Sul-Americana, com homenagem ao jogador Di Maria pela saída da seleção argentina.

Sexta-feira, dia 6 de setembro de 2024. Supercansados, sabemos que viagens são assim mesmo. O avião da GOL tem pouco espaço para as pernas e o corredor é menor. Eis a verdade. Enfim, estamos na bela capital federal e lá vamos nós. O café da manhã no hotel: cucas, croissants, ovos mexidos e o obrigatório doce de leite, mas em sachê. Queria mais. Refeição satisfatória.
Vamos ao Museu de Armas da Nação Tenente-General Pablo Riccheri. Rua Santa Fé com Maipú, cerca do hotel. Pagamos 3 mil pesos argentinos cada na entrada à época (hoje seria em reais R$11,39). Situa-se dentro do Palácio Paz que abriga o Círculo Militar. Muitos policiais militares vestidos de paletó preto, muito mais homens do que mulheres, eram da Gendarmeria Nacional Argentina.
São 17 salas e vemos armaduras, armas, espadas dos séculos XVI, XVII, XVIII, pertencentes a diferentes países. Mosquete, arcabuz, trabuco, do séc XVIII. Fuzil Mauser, de 1898, da Alemanha. Quadro “Combate de San Lorenzo” de Pedro Subercaseaux, de 1909. Ocorreu em 3 de fev de 1813 no monastério de São Carlos em San Lorenzo-Santa Fé-Argentina. Pintor nascido em Roma em 1886, mas que morreu em Santiago do Chile em 1956, e pintava quadros históricos.
Históricos das batalhas. Batalha de Chacabuco, de Pedro Supercaseaux, 1909, ocorrida em 12 de fevereiro de 1817 no Chile (Chacabuco). Evento crucial da guerra de independência do Chile entre Realistas (espanhóis) x Patriotas (San Martin e Bernardo O´Higgins).

Sala Gal. San Martin. Sala Gal. Belgrano, com uniformes usados desde o século XVI até 1942. Bonecos com uniformes. Sala da Constituição Nacional. Sala Ilhas Malvinas. Os 649 argentinos caídos na guerra contra a Inglaterra. Sala Oscar Silva. Armas, jornais, aviões, detalhes da guerra. Homenagem a eles com nomes de cada um. Sala Tenente Coronel Doña Juana Azurday de Padilla. Ela, mulher boliviana de origem indígena que participou das lutas pela independência da América espanhola (1780-1862). Sala 11-Gal. Martín Miguel de Güemes. Armas de punho com explicativo detalhado. Detalhe: visitamos o museu Güemes em Salta no norte da Argentina. Vale a pena a linda cidade e o museu. Visitando museus tomamos aulas de cultura.
Sala Armas do Oriente. Pistolas, armadura cerimonial de samurais (KOGAI-KOGANATA do Japão), espadas do Nepal, Filipinas, Índia, Ceilão (hoje Sri Lanka) etc. As roupas dos guerreiros são bastante interessantes. Apreciei as armaduras japonesas.
Sala Don Jorge Newbery (1875-1914), esportista, aviador, engenheiro, funcionário público e homem de ciência. O aeroparque tem o nome dele. Sempre aprendo em museus. TV com imagem de diferentes armas, outra com o canal História sobre a Batalha de Kursk (de tanques) na Rússia na II GM, além de mostrar mais tanques e bombas modernas.
Na sala Paseo de la Libertad (Passeio da Liberdade) a padroeira da infantaria Santa Bárbara em azulejos. A exposição “40 anos das Malvinas” é bem completa. 1982. Reportagem da guerra de Erwin Frederick Rivadeneira e livro de David Tinker “Malvinas-Cartas de um marine inglês”.
Loja do museu com livros novos e usados, revistas, chaveiros etc. Museu surpreendente. Locais que sempre me interessam, contam muito da história de um país. Saímos do museu e entramos na entrada do Círculo Militar.

Palácio Paz. Prédio portentoso bem ao jeito “Buenos Aires” com jardim agradável, maravilhoso. O palácio é do início do séc. XX, tem estilo francês. Fomos almoçar em um dos restaurantes, no Croque Madame, no segundo piso. Uma taça de vinho branco Chardonnay e tinto Malbec Altos del Plata, frango grelhado com salada e café Americano forte grande, total: 51.700 pesos à época (hoje seria R$196,20). Realizamos nosso sonho de almoçar em local tão deslumbrante.
Falando sobre o Gran Hotel Argentino. Algo inovador. No elevador, a cada andar, uma homenagem a um personagem icônico do país: o papa Francisco, a Mafalda, o Maradona, Gardel. Isso é elogiável a maneira como admiram e cultuam pessoas que fazem a Argentina ser o que é. Parabéns, hermanos.
No centro, na famosa calle Florida, lojas diversas com promoções de roupas de lã, alfajores na Havana e Punto Dulce (com brasileiros vendedores). Sempre rumamos às Galerias Pacífico, amamos o aroma e a elegância. Lá estão lojas como a Morph, Alparamis, livraria Cúspide e o Madison Café. Nosso querido.
O calor aumentou embora ainda seja inverno. Detalhe: hoje em dia temos que levar roupas para todas as estações, nunca é o imaginado. E sempre Olhamos a temperatura antes de viajar. Era pra ser de 9º a 17º C, porém fez mais calor.
Andamos horrores até o café Tortoni, nosso café preferido. Pedimos a torta Selva Negra e a de maçã, tostados e suco de laranja. 5 mil pesos (hoje, R$18,97) a taça de sidra e 40 mil (hoje, R$151,80) o espetáculo de tango, o qual não fomos desta vez. Aconselho. O espaço é pequeno, intimista, vale a pena. Serviço do café eficiente, rápido. Lugar sempre movimentado. Pela primeira vez testemunhei uma criança de 5 anos vendendo lencinhos de papel dentro. As pessoas compram. Vi famílias dormindo nas ruas, sinal de pobreza. Coisas de cidade grande, infelizmente.
Voltamos ao hotel de táxi: 3 mil pesos (R$11,38) à época, taxista legal. Estávamos cansados. Dia fabuloso. Só lembrando que o que pagávamos no passado na conversão de reais para pesos argentinos, já não acontece mais. Viajar para o país já foi muito barato, atualmente é bem mais caro, há que se precaver. Continuaremos nossas andanças em breve.
