Buenos Aires sempre!-2024-Jardim Japonês e Tango Esquina Homero Manzi-dia 6

Buenos Aires sempre!-2024-Jardim Japonês e Tango Esquina Homero Manzi-dia 6

Hoje é dia 10 de setembro de 2024. Vamos visitar o Jardim Japonês no bairro Palermo. Antes demos umas voltas na Calle Florida, como sempre. Loja Reina Margarita, boa para compras de roupas (Florida, 937). No Punto Dulce, vinhos (Florida, 888 e 940). E a dica: vale comprar vinhos em supermercados, mais em conta. No nosso caso, tinha um Carrefour Express perto do Gran Hotel Buenos Aires.

Rumo a Palermo, Parque 3 de Febrero (ou Bosques de Palermo). Endereço: Av. Adolfo Berro, 3880. Fomos de táxi, 4500 pesos (hoje R$17,14). Entramos pelo Paseo El Rosedal, que lindeza de lugar. Como ainda é inverno, as roseiras não estão floridas. Estátuas de escritores, ganhadores do prêmio Nobel, por exemplo: Miguel Ángel Asturias, da Guatemala, prêmio Nobel de Literatura (1967). Também estão lá Rabindranath Tagore, indiano, 1861-1941; e Gibran Khalil Gibran, artista plástico e ensaísta libanês, 1883-1931. Admirável isso. Um pouco mais sobre cultura: a Wikipédia nos conta que Rabindranath Tagore tinha como alcunha Gurudev, foi poeta, romancista, músico e dramaturgo.

Estamos no Palermo Rosedal. Parque imenso com patos, aves, muito gramado, árvores, lago com pedalinho, uma ponte no meio, dentre outras pontes belas. Deve ser lindo na primavera.

Almoço no Tómate, restaurante com menu executivo por 12.800 pesos (bebida, prato principal vegetariano ou de proteína, e café ou sobremesa). O valor em reais hoje seria R$ 48,74. A bebida pode der vinho, cerveja, água com gás ou suco, no meu caso: limonada, menta e gengibre. Primeiro, entrada de pão e molho de tomate. Prato: massa com almôndega de berinjela e molho delícia com pimentão, azeitona preta, cebola, tomate e pimenta. Música ambiente: jazz ou de filmes, como Harry and Sally (dos antigos, com Meg Ryan e Billy Crystal), magnífico. Que local mais agradável de se estar, ficamos mirando o parque, observando um bocado de estudantes sentados. Endereço: av. Infanta Isabel, 555-Palermo Rosedal.

Buenos Aires e seus parques encantadores. Observei que um motoqueiro não ousa andar na calçada ou na contramão na cidade. Exemplo de civilidade!

Depois de uma refeição dessas, caminhamos longamente até o Jardim Japonês. Paga-se para entrar 4500 pesos cada (hoje R$17,14). Ai, que paraíso! Vale a pena demais. Já de entrada, ficamos deslumbrados. Cheio de flores variadas, pontes vermelhas, carpas, pássaros. Inenarrável.

Em 1981, Don Sunao Sonoda, Sr. Ministro de Relações Exteriores do Japão o visitou. O jardim foi doado pela comunidade japonesa da Argentina. E é administrado pela Fundação Cultural Argentino-Japonesa.

Por 200 pesos (R$0,76), comprei um gatinho de papel para escrever um pedido e colocar na mureta de bambu. Repleta de pedidos. Comprei um gatinho da sorte de chaveiro também. Crianças e professores no local. A gente sai de lá em estado de sonho.

O site www.buenosairesturismo.com nos diz que foi construído em 1967, em ocasião da visita do então imperador herdeiro Akihito, atual imperador do Japão. No local opera um restaurante e casa de chá em um pagode típico. Também tem uma biblioteca de assuntos japoneses, performances teatrais e recitais de música. Há cursos de cozinha japonesa e de cultivo de bonsai e um espaço concebido para meditação.

O taxista que nos leva ao hotel de volta nos dá uma aula sobre a aristocracia argentina que não se misturava com plebeus. Os palácios onde moravam as famílias proeminentes hoje são embaixadas ou o Círculo Militar na qual já estivemos almoçando. Estamos falando do início do séc. XX.

À noite, entre 20 h e 20h45, nosso transporte passa para nos levar ao show de tango com jantar. Indicação do Jimmy da Fontenaytours. Bem longe, diferente o local de outros que já fomos. Um restaurante decorado para o tango. Refrigerante livre, vinho tinto Malbec ou Merlot Estância Mendoza. O garçom se chama Jorge e é paraguaio. Começamos com uma sopa de legumes ou uma salada Caesar de entrada, e pratos principais: um bom bife de chouriço com batatas fritas para o Carlos, e frango com molho cremoso de legumes e estragão para mim. Farto e bom. De sobremesa, sorvete.

O site www.dicasdeviagem.com coloca que o Tango Esquina Homero Manzi, localizado na esquina de San Juan e Boedo, é um verdadeiro ícone da cultura portenha dos anos 40. O bar, construído em 1927, foi declarado Patrimônio Histórico Nacional e é um dos bares mais emblemáticos da era do ouro do tango em Buenos Aires. O ambiente é autêntico, com uma decoração que evoca os tempos áureos do tango argentino.

Em www.tangol.com, aprendemos que pelo local (um café) passaram grandes expoentes do tango e foi também onde o letrista, político e diretor de cinema Homero Manzi escreveu o famoso tango Sur em 1948.

As mesas são separadas, a gente senta só nós dois, os grupos juntos. Quadros e fotografias embelezam as paredes. O lugar é simples e funciona como restaurante também, vimos gente da terra lá antes do show. Gostei. Achei o ambiente intimista. O show de tango oferece cantos de tango, milongas, roupas belíssimas, foi perfeito. Demos gorjeta ao Jorge, porque não faz parte do pacote. Ele mereceu, foi solícito e simpático. Não tem apresentação de folclore antes do show, ainda bem, gostamos mais do tango tradicional. Voltaremos.

Que dia mais fabuloso! Nossos corações repletos de boa música e belezas.

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