Bela Itália-chegada a Roma e ida a Nápoles e Capri

Bela Itália-chegada a Roma e ida a Nápoles e Capri

Hoje é dia 4 de outubro de 2025. Lá vamos o Carlos e eu para uma nova aventura. Desta vez, faremos uma excursão à costa Amalfitana e Sicília na bela Itália (de 4 a 17 de outubro). Altas animações para o retorno à terra dos meus antepassados pelo lado de mãe.

O voo Fortaleza-Lisboa pela TAP. Excursão pela CVC/Europamundo e agradecimento ao nosso agente Dennis, da Blue Dreams Viagens. O jantar no voo (noturno) ótimo com escondidinho de frango e uma sobremesa de brownie recheado. Ao chegar a Lisboa, a sopinha de abóbora por €2,50 (euros), usual para nós no aeroporto. O voo para Roma atrasou 1 hora, era 12h50, aí ficamos na fila, porque a chefe de cabine não chegava. Tomara que o transfer em Roma espere pela gente… No avião disseram que o atraso foi motivado pelos ventos fortes. Quem sabe?

Pedimos salada de quinoa (da Espanha) e água tônica Royal Bliss com notas de yuzu (fruta cítrica) e cardamomo. Mais suave que o Schweppes. Uns €10 (euros) no cartão de crédito. Salada de inspiração mediterrânea com quinoa, tomate seco, cebola assada, abobrinha e pimenta vermelha com azeite de oliva extravirgem. Assinado pelo famoso chef Michellin Martin Berasategui. Deliciosa. €7,50 (euros).

O motorista Andréa, nosso transfer no aeroporto de Roma, nos deixou no Ergife Palace Hotel, no bairro Aurelio. End: Largo Lorenzo Mossa, 8, a 10 min a pé da estação de metrô Cornelia. Estamos a 2 km do Vaticano. Hotel enorme, próprio de excursões. Éramos brasileiros do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará na van. A guia será a Sabrina. Explicações sobre a viagem no aplicativo e pouco escrito nos totens do hotel.

Como estávamos com fome e era domingo à noite, comemos no restaurante/bar/pizzaria uma pizza marguerita com coca cola. Com muito queijo e tomate esmagado, diferente da nossa. Não tinha muitas opções.

Dia 5 de outubro de 2025. Rumo a Nápoles. De manhã, um aviso no totem para o grupo. Hotel no bairro Aurelio, longe do centro. Acordamos às 5h30, o café da manhã às 6 h para sair às 7 h. Lugar para o café da manhã no hotel, espaçoso para grupos. O café com poucas frutas, só maçã e laranja. Pães croissant diversos, iogurte natural e de framboesa maravilhosos, além de pera e pêssego em calda, ovos, bacon.

A guia nos recebe. 15° C e nós prontos para conhecer um pouco mais da “Bota”, como é conhecida a Itália. O motorista Ângelo. Vende água por 1 euro e coca cola por 2 euros. Comidas e bebidas quentes proibidas no ônibus. Vamos a Nápoles direto e de lá para a ilha de Capri de barco, 1 h de viagem. De Capri para Sorrento de barco, 40 minutos, e dormiremos em Salerno. Roma para Nápoles: 2h30 de ônibus.

A fim de sairmos de Roma, pegamos uma via que não anda, trava o tempo todo. Damos voltas circulares, são muitas saídas. Vamos direto a Nápoles, o tempo livre será no centro da cidade do sul. As histórias relativas à região são ricas, houve conquistadores antigamente como os gregos, fenícios, sarracenos e romanos.

A Sabrina nos dá aulas interessantes. São 20 regiões, estados no país. Estamos na região do Lazio, onde se localiza a capital Roma. Há dois estados pequenos independentes: Vaticano e San Marino. As ilhas pertencentes são 5: Sardenha, Sicília, Capri, Elba e Ischia. A população mais de 60 milhões. Cadeias montanhosas: os Apeninos até a Sicília, onde está o vulcão Etna; e os Alpes em direção à Suíça. A Sicília a cada ano vai se separando um pouco mais do continente, por conta dos movimentos embaixo da Terra.

Não vamos à Gruta Azul em Capri. É a mais divulgada, porém cheia e mais cara. Dependendo do mar, vamos às grutas do Coral e a Branca (€25). O turismo é sério, em cada cidade há guias especializados, pessoas de referência. A nossa guia apenas acompanha. No restaurante, os cobertos (entradas) são caros, sentado paga mais caro do que se ficar no bar em pé. Compras em Palermo, mais em conta. A Sabrina dá dicas para poupar o nosso real, muito admirável.

Estamos ainda no caminho para Nápoles. Paramos, enfim, num lugar de serviços para banheiros e café, comida, compras. Esses postos de parada são verdadeiras lojas, fantásticas. Nunca esqueci a que conhecemos no caminho de Florença para Veneza anos atrás. E lá vai a guia falando mais sobre gastronomia: os doces típicos de Nápoles são sfogliatella, ou seja, massa folheada em forma de concha do mar com ricota, e babà, bolo macio embebido em rum. Detalhe: o banheiro de ônibus turístico é lacrado, não pode ser usado.

Um pouco mais sobre a história de Capri. Conforme o site www.historiaomgosto.com.br, os primeiros habitantes de Capri são um tema de estudo e fascínio com evidências que remontam à pré-história. Acredita-se que a ilha tenha sido inicialmente ocupada durante o Neolítico, por volta de 8000 a. C., por grupos de caçadores-coletores que mais tarde deram lugar às comunidades agrícolas. As primeiras evidências concretas de assentamentos em Capri datam da época dos gregos, especificamente dos séculos VIII e VII a. C.. Os gregos foram atraídos para a ilha devido à sua localização estratégica no mar Tirreno, bem como pela sua beleza natural. A eles se atribui a introdução do cultivo de videiras e oliveiras, práticas agrícolas que se tornariam importantes para a economia local. A presença grega em Capri é evidenciada por achados arqueológicos, incluindo fragmentos de cerâmica e inscrições, que sugerem uma presença e influência significativas. Estes primeiros habitantes nomearam a ilha de “kapros”, em referência aos javalis selvagens comuns na região à época. Após o período grego, Capri caiu sob domínio romano, tornando-se um retiro popular para os ricos e poderosos do Império Romano, incluindo os imperadores Augusto e Tibério. No entanto, a importância e o impacto dos primeiros habitantes gregos na formação da identidade cultural e histórica de Capri permanecem evidentes até hoje.

A guia nos conta que depois da caída de Roma, a ilha foi abandonada e saqueada por piratas na gestão de Nápoles. Barbarossa era o pirata mais notório. No séc. XIX, a história pacífica. Visitada por Pablo Neruda e a rainha Vitória da Suécia em épocas distintas. E vira destino turístico do mundo. Lugar encantador, ilha de pescadores. Sempre com muita gente. Capri representa o dolce far niente italiano, ou seja, a arte de desfrutar o ócio.

Na estrada, acompanhados de músicas italianas, vemos o monte Vesúvio e à esquerda em frente os Apeninos Campânia. Nesta região de Campânia, existe um palácio estilo Versalhes, desconhecido do estrangeiro. Trata-se de Reggia di Caserta, Palácio Real de Caserta, barroco, encomendado pelo rei Carlos VII para servir de centro administrativo e cortesão do novo reino de Nápoles, ao mesmo tempo simbolizava o poder, segundo a Wikipédia. Passamos por ele. As árvores são os pinos mediterrâneos. Todo mar Mediterrâneo tem um nome diferente em cada lugar: na Calábria (Itália): mar Tirreno, no país da Bósnia, mar Adriático e na Sicília, mar Jônico.

A Sabrina, excelente em português e espanhol. Ama os brasileiros. No nosso grupo do Brasil, a maioria do sul. Carrega um bonequinho chamado Super Mário para nos chamar a atenção enquanto grupo. Na estrada, tráfego intenso do outro lado. Saímos cedo para aproveitarmos o dia melhor. Vinhedos, oliveiras e “limões gigantes de Sorrento” nos seguem. No sul da Itália, tudo é gigante, segundo a guia. As pessoas são mais calorosas e fogosas. Parte com mais sol da Europa.

Travessia de barco para Capri: 1 hora, com banheiros, bares e venda de lembrancinhas. A guia se comunica muito por Whatsapp com o grupo, coloca informações importantes. Por mais que eu não queira, hoje está difícil ficar sem em uma viagem. E fez falta. Porém gosto de me concentrar na viagem, tirar fotos, fazer anotações e curtir o momento. Vemos o Vesúvio no caminho. E o Centro Direcional, escritórios de Nápoles. Casas em cima das montanhas valem milhões de euros com vista do mar. O napolitano vive mais ao dia e não segue regras. O símbolo de dar sorte da região é uma pimentinha vermelha de coral comprida usada em colares ou chaveiros ou de outras formas. Deve ser ativada pela mão. Desde 1979, o Vesúvio não acorda. Por isso, a filosofia da população: viver o momento, não se sabe até quando. Enfim, Nápoles, entramos pelo porto.

Em Nápoles. Ao grupo se juntaram umas argentinas, muito queridas. Vemos o Castelo Maschio Angioino ou Castelo Novo em frente ao porto. De acordo com o site www.tudosobrenapoles.com, o castelo pequeno foi construído entre 1279 e 1282. É uma fortaleza medieval renascentista de aspecto imponente. Foi construído pelo rei Carlos I, conde de Anjou (1226 ou 1227-1285) e posteriormente modernizado por Afonso V de Aragão durante o séc. XV. Carlos I, rei da Sicília e Nápoles, filho do rei Luís VIII da França e de Branca de Castela. Já no topo da colina Vomero que domina o golfo, a Wikipédia nos conta que tem o marco mais visível da cidade: o Castelo Sant´Elmo. Ao lado da Certosa di San Martino ou Cartuxa de São Martinho, um complexo mosteiro, agora um museu. Este mosteiro cartuxo foi concluído e inaugurado sob o governo da rainha Joana I em 1368.

Uns 30 min para sair do porto e ir a uma rua central perto. Não fomos, ficamos na estação mesmo, dando voltinhas nos arredores. No porto há escavações de um sítio arqueológico, tudo muito antigo. Na Piazza Município, uma das maiores da Europa, um lugar de exposições de flotilhas de barcos púnicos (da civilização cartaginesa, da Antiguidade) será aberto no futuro.

Capri em breve.

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