Bela Itália-de Salerno a Paola na Calábria-dia 3

Bela Itália-de Salerno a Paola na Calábria-dia 3

Hoje é dia 7 de outubro de 2025. Estamos na viagem do sul da Itália e Sicília. Dormimos no Gran Hotel Salerno. Endereço: Lungomare Clemente Tafuri, 1. O café da manhã com frutas, pães doces e muito mais, tudo bom.

O ônibus cheio com gente que havia chegado no dia anterior. As peruanas que atrapalharam nosso pôr do sol ontem entre Sorrento e Salerno vão embora hoje, então respiramos aliviados. Salerno, que beira mar mais fantástica com um calçadão muito harmonioso: Lungomare Trieste, de 1,5 km. Conhecido pelas palmeiras, foi estabelecido entre 1926 e 1933. Segundo o Google.com, Salerno é uma cidade costeira charmosa e histórica, situada às margens do mar Tirreno no golfo de Salerno. Funciona como porta de entrada para a famosa costa Amalfitana e sediou a primeira escola de medicina da Europa.

Estamos na região da Campânia e atravessaremos a Basilicata (terra dos meus antepassados), a Calábria e depois a Sicília. A balsa que pegaremos durará 20 min e a pegaremos às 15 h. Por isso sempre acordamos cedo para o dia produzir bem. Em Paola na Calábria, o almoço será às 11h30.

Nossa guia Sabrina sempre cheia de humor. Faz explanações em espanhol e português. Que capacidade! Ela diz que se banheiros de ônibus regionais funcionassem, seria uma guerra nuclear. A gente se diverte. Acrescenta que visitaremos o santuário de Francisco de Paula em Paola e de lá em 3 horas, chegaremos à vila San Giovanni. Em Messina na Sicília, provaremos o doce “canoli original”, inigualável. Ela passa a viagem falando em comida, aí ficamos com mais fome ainda.

Viagem de ônibus pelo país não é para todo mundo, uma senhora passou mal do estômago. Nos barcos, há turbulências às vezes leve, às vezes forte. A guia nos avisa que não podemos passar mal ou precisar de médicos na Sicília, pois a infraestrutura hospitalar é fraca. Temos que estar saudáveis. Reclamação grande da população, pois os serviços são difíceis. Estaremos perto da África. Resumo da Sicília: paisagem selvagem, comida inebriante, infraestrutura pobre.

Montes Apeninos Campânia. Da região da Toscana para baixo, os Apeninos. Vulcão Etna, o maior ativo da Europa, faz parte dos Apeninos. Tem 3357 metros e se localiza na Sicília. Cada italiano do sul fala dialetos, há o siciliano, o napolitano e o calabrês (da Calábria). O napolitano é feito de palavras gregas, espanholas, árabes e francesas. A Sabrina é demais.

Paestum, ruínas históricas e templos gregos bem preservados e pouco publicizados. Parecidos com os de Agrigento na Sicília. Cidade da região da Campânia. De acordo com o site www.bing.com, originalmente chamada de Poseidonia, de 600 a. C.. Battipaglia, a melhor muçarela de búfala de toda a Itália. Povoados, vilarejos nos picos das montanhas, também castelos para proteção em outras épocas. Oliveiras à esquerda na estrada. Montanhas com neve. Nesta região não é comum nevar. Recentemente nevou no Etna. A vegetação vai mudando, fica verdejante, depois muda para deserto.

Nossa guia engraçada saiu com uma raquete para matar uma vespa no ônibus, disse ser alérgica e carregar adrenalina com ela.

Dois verões muito quentes nos últimos anos. Entrando no Parque Nacional do Cilento e Vale de Diano e Alburni na região da Campânia. Parada de 20 min. Tudo verde, com túneis nas montanhas. Em frente, a cidade de Reggio Calabria, à esquerda Petina. Ouvindo a conhecida canção “Volare” no ônibus. De composição de Domenico Modugno e Franco Migliacci, de 1958. O povo é animado, são 52 pessoas.

Parque Nacional do Cilento e Vale de Diano e Alburni. É um dos principais pontos turísticos da cidade de Sapri. A Wikipédia nos conta que foi fundado em 1991, situado na província de Salerno, Campânia. Desde 1998 é Patrimônio Mundial da UNESCO. São 180 mil hectares. A guia nos conta que é Reserva da Biosfera desde 1997. Área natural protegida de 36 mil hectares. Primeiro geoparque da Itália (2010), 1800 espécies de plantas, 254 espécies de orquídeas selvagens da Europa inteira (das 319 relatadas em toda a Europa). Animais: morcego de cauda, lobo, lontra, perdiz grega etc, aves: águia-real, falcão peregrino, pica-pau preto, dentre outras (fonte: https://pt.wiki34.com). 25 habitats. Há muita umidade, diferença de 6º C entre o dia e a noite. Rios secos, mas esperam chuva. Parque acessível. Trekking pela montanha. Sul da costeira amalfitana. Costa das mais bonitas do país. Pequenos vilarejos nos picos das montanhas. A sede se situa em Vallo della Lucania.

Os italianos viajam muito dentro do país. A guia passava seus verões em Agrigento com a família. Os calabreses comem muita linguiça, logo teremos no nosso almoço em Paola. Na região de Basilicata: Rivello, um povoado medieval, de conto de fadas, e Maratea, a única cidade litorânea da região. Tem uma estátua do Cristo Redentor de Maratea, de 21 m,no monte San Biagio que dá para a praia. É considerada a pérola do mar Tirreno. Detalhe: bem diferente do nosso no Rio de Janeiro. Também na Basilicata, a comuna do Lagonegro. Comuna significa uma unidade administrativa, para nós, cidade. Costa de Maratea. Parada técnica em Sorgente, 20 min. Conhecemos os irmãos simpáticos de Florianópolis: Cândido e Rosita. Sempre bom conversar com turistas como nós.

Divisa Campânia/Calábria. Região mais pobre da Itália. Não tem como não mencionar as máfias, infelizmente, que fazem parte da Itália. A guia nos conta os nomes delas por regiões: Ndrangheta: Calábria; Cosa Nostra: Sicília; Camorra: Campânia; Corona Unita: Puglia (no salto da “Bota”, como é conhecido o país) e Anonima Sequestri: Sardenha.

Ilha Dino, a maiorda Calábria, privada, conhecida por sua beleza e é destino popular de ecoturismo. Praias muito visitadas em julho e agosto. Comum ver passagens privadas para as praias que são públicas. Direita, mar; esquerda, montes Apeninos Calabreses, com picos sobre o mar. Rochas que adentram o mar. Cordilheira Costeira, 80 km.

Passaremos por poucas cidades grandes. Os moradores vivem de turismo, antes eram agricultores. Trabalhadores de gerações dos anos 1970 foram para o norte da Itália. A mão de obra local é de estrangeiros que trabalham na terra. As casas de €1 (euro) são uma realidade. A casa desgastada precisa de reforma. Destino para jovens, com idade reprodutiva, alguém que trabalhe de casa ou na agricultura.

Os prédios e casas pelo caminho bem simpáticos. A guia nos obsequia com música calabresa cantada em dialeto a fim de aumentarmos nossa visão de mundo. Cantores novos. Vemos muitos povoados que pelo jeito só têm seus moradores em certas épocas do ano. As casas têm uma arquitetura típica, os apartamentos são avarandados. Um povoado em cima do outro.

Chegamos a Paola. Cidade antiga, agradável, movimentada. O site www.viajandoparaacalabria.com nos diz ser uma estância balneária famosa na Riviera dos Cedros. É o centro mais importante da alta costa do Tirreno na Calábria.

Visita ao santuário de São Francisco de Paula, e depois, enfim, almoço no restaurante/pizzaria Vecchia Paola. Endereço: Corso Garibaldi, 75. Menu fechado: ou salada mista por €13 (euros) ou massa com calabresa por €16, mais pão, vinho, água e fruta. Preferi a salada com atum e a fruta era melancia. Refeição boa, animada.

Em breve, contarei mais sobre o santuário.

4 comentários em “Bela Itália-de Salerno a Paola na Calábria-dia 3

  1. Querida Mônica!
    Sempre descrevendo com primazia e com detalhes as partes boas e ruins de uma viagem, o que proporciona, a teus leitores, conhecimento básico para o enfrentamento quando do seu turismo! Parabéns 👏👏💐

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  2. Bom dia chuvoso, Mônica. Acabei de fazer um tour maravilhoso pela Bela Itália.

    Seu relato conseguiu me transportar para estas belas paragens.

    ADOREI! 👏👏😘

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