Bela Itália-Sicília-de Letojanni a Catânia-dia 5

Bela Itália-Sicília-de Letojanni a Catânia-dia 5

Hoje é dia 9 de outubro de 2025. Estamos em Letojanni no hotel Antares Olimpo. Passeamos por Taormina no dia anterior. Cidades encantadoras na região. Dia intenso de viagem no ônibus. O café da manhã com o serviço mais lento, as pessoas têm outro ritmo. No mais, o hotel é muito bom. Eis o cronograma da excursão: 5h50-acordar; 6h30-café da manhã; 7h10-entrega das malas; e 7h30-o ônibus parte para Catânia, 51,7 km até lá.

Estamos dentro do ônibus. Tenho que comentar: como se fuma na Europa! A nossa guia não é exceção. Para nós, é um espanto. Grupo grande da excursão que se divide ou se aglutina, os destinos são diferentes.

A guia Sabrina nos conta muito da Sicília. O vulcão Etna, de 3403 metros, está sendo medido novamente. Está com neve desde a semana anterior. Segundo a Wikipédia, é a mais alta montanha da Itália ao sul dos Alpes. No site descobrindoaitalia.com, ficamos sabendo que Etna vem da palavra grega Aitna, o nome do vulcão significa “eu queimo”. Na mitologia grega, Aitna era filha de Urano (céu) e Gaia (terra), a deusa do vulcão. Para os sicilianos, o Etna é feminino. Não é só um vulcão, mas um aglomerado de vulcões. No topo, há 5 grandes crateras (principais) e outras dezenas menores.

Em Catânia, há a Basílica Catedral de Santa Águeda (Ágata). A Catedral de Catânia à direita e o mercado da cidade à esquerda. O mercado é famoso e oferece maravilhas. O local é um enclave bonito. Veremos um arco, onde está cidade antiga, e desceremos. A província de Messina acaba e começa a de Catânia. Ainda iremos a Caltagirone no centro da ilha, subiremos para a Vila Romana e desceremos até Agrigento.

Os imigrantes/refugiados africanos chegam à Europa pela ilha de Lampedusa e de lá Agrigento e Roma. Após uma triagem são distribuídos no continente. Estamos na escuta de música em dialeto siciliano: uma tarantela napolitana. Os dialetos são diferentes e difíceis de entendimento.

À direita se vai para Giarre. A guia nos explica a diferença entre as polícias da Itália. Polícia de azul: estatal; Carabinieri: militares; polícia local: da cidade; auxiliares de tráfego: os que aplicam multa; guarda de finança: a Receita Federal deles; e a polícia penitenciária. A loja que não dá a nota fiscal é considerada que faz “caixa dois e evasão fiscal”. Dependendo do valor, existe o tax free no país. O valor do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) depende do produto e da loja.

A guia sugere compras em Palermo, capital, pois são mais baratas e tem lojas de marca também. Já Nápoles tem lojas para diferentes classes sociais, com muita competição. Ela acrescenta que os restos mortais de são Francisco de Assis serão expostos pela primeira vez em 800 anos, em Assis, em 2026, de acordo com o Papa Leão XIV. Lembra que na cidade também estão as igrejas de santa Clara e de são Carlo Acutis.

Entramos em Catânia, um importante centro cultural e comercial ao longo de sua história. Uns 350 mil habitantes. Localizada à beira mar. O Google.com nos informa que é uma antiga cidade portuária na costa oeste da Sicília. Situa-se no sopé do monte Etna, um vulcão ativo com trilhos que conduzem ao cume. A Wikipédia adiciona que foi fundada no séc. VIII por colonos calcídicos (tribo grega do norte). Santa Ágata é a padroeira, protetora dos seios, e o símbolo da cidade, o elefante. Banhada pelo mar Jônico, é a cidade natal do compositor de ópera Vincenzo Bellini (séc.XIX).

Já foi destruída por desastres naturais, erupções do Etna e terremotos, e foi reconstruída com pedra de lava. E em estilo barroco. Abaixo da catedral existem termas romanas. E o lema da região é Carpe Diem, uma vez que debaixo de um vulcão, ninguém sabe quando vai morrer. Requer um espírito resiliente de quem se reinventa depois de cada tragédia.

Escutamos o cantor famoso: Lucio Battisti, que de acordo com a Wikipédia, é ícone da música leggera, um estilo musical orquestral leve. Catânia é a segunda maior cidade da Sicília, tem prédios baixos, rumamos ao centro. Restaurante com carne de cavalo, vejo a foto de um asno. Sempre nos choca. Parte da máfia gosta.

Começamos o passeio pelo Mercado de Catânia: azeitonas, pistaches, nozes, amêndoas. 5 euros para 100 g de pistache, comprei. O mercado é original: resto de peixes expostos, pão com baço (pode?), sorvete no brioche doce, la granita, feita com leite de amêndoas, figo da Índia, de categoria protegida, exportam para o mundo todo. O Instagram nos deleita sobre o local. Diz ser uma experiência vibrante e histórica, com destaque para a conhecida La Pescheria (mercado de peixe) perto da Piazza Duomo, e o mercado na Piazza Carlo Alberto (Fiera di Catânia). A La Pescheria é um grande mercado vendendo frutas, legumes, queijos e produtos locais, considerado um retrato da vida siciliana. Um ótimo local para provar a gastronomia local, como ostras ao limão e pratos típicos (caponata), com vendedores gritando e em grande agitação. Considerado um dos pontos mais autênticos da cidade. O site descobrindoasicilia.com nos diz que peixes e frutos do mar são exibidos em bancas, tabuleiros, baldes, caixotes de plástico. Promovem sua mercadoria em dialeto siciliano. Polvo, lula, mexilhões, enguias, sardinhas, peixes-espada, anchovas, atum e outras variedades de peixes do Mediterrâneo. Além de suco de laranja e romã.

Via Pardo, com sombrinhas coloridas no teto. Uma rua movimentada e efervescente no coração da cidade. Conhecida pelo seu diversificado leque de opções de cafés e restaurantes, da culinária local à internacional. Também lojas variadas que oferecem roupas, lembrancinhas e acessórios (fonte: Wanderlog).

No centro histórico se situa a Basílica Catedral de Santa Ágataque possui o corpo embalsamado do cardeal Giuseppe Benedetto. E o túmulo e relíquias de santa Ágata. Comprei um santinho e uma medalha. O centro com calçadão e cafés ao redor. Fomos ao Caffé Duomo para banheiros. Estamos na Piazza Duomo, a ampla praça central. Chegamos cedo, porque depois aparece muita gente. Ali está a Fonte do Elefante. O Tripadvisor nos informa que foi criada pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Vaccarini, por volta do ano 1736 e virou símbolo de Catânia. O site https://pt.italiani.it apresenta algo mais. A base da fonte é formada por um pedestal de mármore branco localizado no centro de uma bacia, também de mármore, na qual jorros de água saem da base. Na base, duas esculturas reproduzem os dois rios de Catânia: o Simeto e o Amenano. O aparato decorativo remete à mitologia, ao cristianismo, à literatura presente nas inscrições latinas. Acima está o elefante de pedra de lava, encimado por um obelisco de origem egípcia que chegou à Catânia graças às Cruzadas. O elefante tem nome próprio: Liotru, distorção dialética do nome Heliodorus, figura lendária de Catânia. Tornou-se símbolo da cidade em 1239 e é usado como relógio de sol.

A respeito de santa Ágata, sempre é curioso conhecer algo sobre a sua história. A Wikipédia nos ajuda nisso. Ela era oriunda de uma família rica e teria vivido no séc. III, quando sua cidade era controlada pelo consular (oficial) Quinciano. Ele se apaixonou por Ágata, conhecida pela sua beleza e nobreza, e a forçou a se casar com ele, mas ela não aceitou, então foi acusada de ser cristã e presa. Foi martirizada durante a perseguição do imperador Décio. Foi presa, torturada e teve seus seios mutilados, tornando-se a padroeira das mulheres com câncer de mama e das que sofrem com doenças mamárias (fonte: http://www.astrocentro.com.br).

Um pouco sobre a catedral. Conforme o site descobrindoasicilia.com, a primeira catedral de Catânia foi erigida em 1086, por ordem do rei normando Ruggero I. A construção ocorreu especificamente sobre ruínas de termas romanas, as Termas de Aquiles, onde santa Ágata teria sido martirizada. Dessas termas, hoje, só resta uma pequena área, acessível dentro da igreja. Após o terremoto de 1693, a catedral teve que ser totalmente reconstruída, por isso tem um estilo único de arquitetura.

Quanta cultura! A Itália é uma riqueza e tanto. Prosseguiremos para Caltagirone.

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