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Paixão por Buenos Aires-2022-Museu Nacional de Belas Artes e outros passeios-fim de viagem

Paixão por Buenos Aires-2022-Museu Nacional de Belas Artes e outros passeios-fim de viagem

Hoje é dia 27 de outubro de 2022, dia para continuar o passeio de ônibus turístico Buenos Aires Bus, uma vez que ainda temos horas a completar das 48 horas compradas. Temos direito até às 11h35.

O Carlos e eu fomos para uma fila na parada 01: Teatro Colón. Vamos seguindo o caminho e nos deleitando. A praça Lavalle faz homenagem ao político Juan Lavalle. Algo muito instrutivo do ônibus é escutar propagandas para não jogar lixo na rua e incentivo à reciclagem. Aliás, os canudos usados na cidade são recicláveis. Sacola plástica na Argentina não é bem-vinda faz tempo, cada um que carregue suas compras do supermercado como achar melhor. Em 1976, quando estive em família em Posadas, essa atitude nos chamou a atenção.

A avenida Corrientes tem sebos, pizzarias, ali foi o primeiro ajuntamento de Pedro de Mendoza, o primeiro fundador de Buenos Aires.

Outro detalhe interessante: os recicladores na rua andam de tênis, se vestem com um uniforme com a estampa da prefeitura, carregam um carrinho coberto com sacos de estopa, ou seja, há um cuidado com eles e uma padronização. Aprovado. Prefeitura de Fortaleza, vá conhecer o exemplo de Buenos Aires e efetivar aqui.

Museu da Casa Rosada no subterrâneo. Conta a história do país. A loja I ♥ GIFTS se encontra em todos os lugares. Lembrancinhas que amo. Vemos a Praça do Congresso, vizinha está a praça Mariano Moreno com uma das três réplicas de “O Pensador” do escultor francês Auguste Rodin.

Como em toda cidade grande, existem descuidistas, cuidado com bolsas, carteiras, mochilas. Assalto a mão armada, não são comuns.

O Palácio do Congresso, construído entre 1898 e 1906. No bairro de Montserrat viveu a população negra. Na av. Belgrano está a igreja de N. Sra. de Montserrat com a imagem da Virgem Negra de Montserrat. Por ali vimos outra manifestação de trabalhadores feita de modo pacífico, as pessoas sentadas segurando bandeiras. O edifício Otto Wulff é de 1914.

A Faculdade de Engenharia é de meados do século XX, seu prédio tem estilo monumental e neoclássico. O edifício fora construído para a Fundação Maria Eva Duarte Perón, porém com a morte de sua fundadora em 1952, o prédio nunca foi usado. O tango é patrimônio mundial pela UNESCO. A primeira vez que vejo uma cuidadora de cães com cinco cachorros. Estava sentindo falta. São uma instituição argentina. Cidade toda monitorada pela Polícia da Cidade.

O MACBA-Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires, ao lado do Museu Moderno. Zona Sul. A cidade é civilizada, param para pedestres que atravessam na faixa. Algo tão simples. Museu das Comunicações. Porto Madero. Muitos grafites artísticos pela cidade, dizem tudo pela pintura: pró e contra muitos assuntos. Museu do Cinema próximo ao bairro La Boca.

Cidade dividida por comunas, muito organizada, estamos na Comuna 4. O estádio La Bombonera é de 25 de maio de 1940. Muitas homenagens em forma de pinturas ao grande jogador de futebol Maradona em frente a lojas, padarias, muros. O restaurante Museu del Jamón (Presunto) no Porto Madero promete. A Fragata Sarmiento, lançada ao mar em 1857, no Dique 3 do Puerto Madero.

Descemos na parada 14 e fomos caminhando até o shopping Patio Bullrich a fim de almoçar. Encontramos o restaurante Sensu, a comidinha de frango, arroz e vegetais estava satisfatória. A proprietária muito simpática. Valeu ter conhecido o shopping.

Após uma boa caminhada de umas seis quadras longas, chegamos ao Museu Nacional de Belas Artes, de graça. Oba! Arte argentina, artefatos andinos, obras das batalhas da Guerra do Paraguai, esculturas de Rodin, coleção de leques (albanicos) e de peinetas das espanholas (enfeites de cabelo), admiráveis. Arte francesa do séc. XIX. Aprendi que Paris foi idealizada por Napoleão III (séc XIX) como traçados urbanos, ele dividiu a cidade em bairros a fim de acabar com a peste bubônica e as revoluções populares. Impressionistas franceses, Escola Flamenga dentre outras maravilhas. Ver crianças no museu alegra a alma. Que museu! Imperdível. Uma vez um aluno me indagou o porquê de ter museus, e eu respondi: “Não existimos como civilização sem eles”.

De lá rumamos ao Café Tortoni, de 1858. A torta de maçã e a de floresta negra, para eles, selva negra é tradição. Perto do hotel República, descobrimos mercados pra comprar alfajores, no Chino e no Carrefour Market. Bons e baratos.

Dia 28 de outubro de 2022. Caminhamos ao redor do Teatro Colón que estava cheio de estudantes para adentrá-lo. Perto do Obelisco outra manifestação de trabalhadores, sempre pacífica, com bandeiras. O Museu Judaico cobra 10 dólares a entrada ou 2.500 pesos à época. Não entramos, porque já conhecíamos.

O Café Petit Colón, uma lindeza, estilo Paris, mais caro que o Tortoni. Perto do teatro e da Corrientes, há lojas de ouro, compra e venda. Na rua Saenz Peña, descobrimos uma loja de doces de leite tendo brasileiros como vendedores: Dulce de Leche &Co. Sabores Argentinos. Uma variedade de doces, alfajores, chocolates, uma maravilha. Vi muitas lojas novas como essa. Em frente, outra manifestação de residentes e médicos, protestando contra a jornada de trabalho de 36 horas seguidas. O calor grande, multidão nas ruas. Fico sempre embasbacada.

Almoço no Alma, lugar transado e amplo do tipo café e lanchonete. Almoço: limonada com menta e peito de frango (pechuga) grelhado com salada. Passeio à tarde, compras na loja Cuesta Blanca na rua Florida com Juan Perón, que diversidade de roupas lindas.

Terminamos a tardinha no velho café Tortoni, nosso querido. Lá há lançamentos de livros, show de tango e muita gente animada.

Sábado, 29 de outubro de 2022. Último dia, mas ainda deu para voltar para as Galerias Pacífico e almoçar no Madison Café, que gostamos. O suco de limão com gengibre e menta, não esquecerei. Na rua Tucumán, encontramos o Sabores Express, com empanadas prontas, então levamos ao aeroporto. Empanadas, tudo de bom.

Fim de viagem com elogios ao hotel Globales República e seu pessoal simpático e solícito e ao Júnior, da CVC, que muito nos ajudou com a troca de dinheiro e transfers.

Buenos Aires, até a volta. Já com saudades…

Paixão por Buenos Aires-2022-Outro dia de passeio de ônibus turístico e chá da tarde no hotel Alvear-quinto dia

Paixão por Buenos Aires-2022-Outro dia de passeio de ônibus turístico e chá da tarde no hotel Alvear-quinto dia

Hoje é dia 26 de outubro de 2022. O café da manhã do hotel Globales República farto com croissants diversos, ovos mexidos, batata em cubos, tortinhas, laticínios, iogurtes cremosos etc e o doce de leite Verónica, de 1923, em sachê. Delícia!

Como o Carlos e eu ainda tínhamos tempo para passear mais, voltamos ao ônibus turístico, afinal havíamos pago por 48 horas. Pegamos no mesmo local do dia anterior.

Comecemos com as informações. A primeira viagem de trem na Argentina foi feita em 1857. Passamos pela praça Lavalle. Praça dos Tribunais. Av. Corrientes a que nunca dorme, sedia livrarias e teatros e ruma ao afamado Obelisco. Av. Presidente Sáens Peña. O prédio Cabildo em branco com a bandeira do país por cima, era a administração do governo e da justiça na época colonial. Hoje é sede do Museu Histórico Nacional e da Revolução de Maio.

Pirâmide de Maio, monumento equestre ao Gal. Belgrano-criador da bandeira argentina. Praça de Maio-Juan de Garay (segundo fundador da cidade). Av. de Maio. Café Tortoni sempre cheio, um sucesso. Teatro Liceo com “Elena Roger canta Edith Piaf”, Confiteria (confeitaria) del Molino, Congresso Nacional, edificação linda. Mosteiro de Santo Domingo (com visitas guiadas) ou Basílica N. Sra. do Rosário.

Buenos Aires é a prova que calçadas decentes favorecem a caminhada, carros não se fazem necessários e o transporte público é bem utilizado. A quantidade de árvores deixa a cidade mais bucólica e aconchegante. Os cães com seus tutores nas praças na maior alegria sempre chamam a atenção.

Av. Paseo Colón. Na zona sul de Buenos Aires se percebe a mistura de culturas devido a imigrantes do mundo todo. As tradições culturais vieram disso: a habanera (música cubana), o chotis (música e baile da Boêmia), o candomble (música e dança da África), as línguas diversas. Na Boca havia inundações do rio da Prata. Tem uma personalidade única, é musical, colorida.

Prédios parecidos com os do centro de Porto Alegre-RS com persianas e sem sacadas. Ministério Público, Av. Brasil. Vários pequenos teatros pela cidade.

A igreja San Juan Evangelista da ordem dos salesianos tem um colégio ao lado com murais de santos na frente.

Vimos uma manifestação pelo caminho de pessoas com jaquetas verdes. Isso é muito comum na capital. As placas nas ruas mostram as direções das atrações turísticas e os minutos pra chegar lá. Fantástico. Monumento de Pedro de Mendoza (primeiro fundador de Buenos Aires) no parque Lezama. Darling Tennis Club, de 1918. Madero Tango, casa de shows. Porto Madero.

A universidade UCA, ou seja, a PUC deles é enorme, são quatro prédios e vemos os alunos nas salas de aula. O World Skate Games ou Jogos Mundiais de Skate ocorreu na cidade em 2022. A Costanera Sur é muito agradável, trata-se de um calçadão para correr, andar à beira de um braço do rio. A Reserva Ecológica estava fechada devido ao mau tempo. Estão construindo o Paseo de los Pescadores. Lá está o Buquebus, empresa de ferryboat, que navega no rio da Prata entre Montevidéu e Colônia do Sacramento no Uruguai e Buenos Aires. Já viajamos de Buenos Aires a Montevidéu anos atrás, vivência recompensadora, e tinha cafeteria e duty free.

O Centro Naval na rua Florida, de 1882, em estilo francês, foi construído pelos primeiros formandos da Marinha como um clube para suas diversas atividades. Av. Córdoba. Até o séc. XVIII o bairro Retiro estava abandonado. A edificação de palácios na área ocorreu por conta do projeto de europeização. No bairro havia uma praça de touros. Praça San Martin. Museu de Armas da Nação criado pelo Gal. Rocas. 649 caídos na Guerra das Malvinas. Av. Del Libertador. Museu da Imigração.

Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA). Museu de Arte Hispanoamericano Fernándes Blanco no Palácio Noel. Palácio Bulrich, onde aconteciam leilões de joias, arte etc. Praça Carlos Thays, ele paisagista, onde há obra do artista colombiano Fernando Botero: a escultura O Torso Masculino, e da argentina Marta Minujín com sua escultura: a estátua às Nações Unidas, dentre outras obras.

Palácio Nacional das Artes onde a sociedade de classe alta começou a dar os primeiros passos de tango (que era discriminado no início).

Descemos no MALBA para rever o grande museu e a obra Abapuru de Tarsila do Amaral, de 1928. Lá estão obras do movimento modernista da América Latina: os brasileiros Rubem Valentim e Cândido Portinari, os argentinos León Ferrari e Nicolás García Uriburu, o uruguaio Joaquín Torres García, dentre outros artistas. Lembrando que este último tem um museu com o seu nome em Montevidéu-Uruguai. A exposição Diego y Yo de Frida Kahlo, de 26/08/2022 a 01/09/2023, com 176 pinturas e 82 desenhos dela foi fabulosa. Tudo escuro, espaço pequeno. Muita gente extasiada. Frida não era católica, mas tinha influência da religião nas suas obras. A sua mãe era mexicana de origem indígena e o seu pai judeu alemão, fotógrafo. Morreu em 1954 por uma broncopneumonia. Que museu imperdível, também há um cinema de arte no espaço.

Pegamos de volta o Buenos Aires Bus em direção ao hotel República no centro. Chamou a atenção as propagandas do filme Argentina 1985 com o fabuloso Ricardo Darín na Prime Video pelo caminho. Descemos no Teatro Collón, detalhe: nem todo ônibus turístico tem proteção em cima. Retorno ao hotel.

Às 17 h estávamos no hotel Alvear para o aclamado chá da tarde, sonho de luxo, antigo, a ser realizado. Fomos de táxi, uns 450 pesos. Chegamos e percebemos gente mais elegante e outras mais à vontade. O importante é se divertir com tantas iguarias. Fomos muito bem tratados. Há a primeira, a segunda e a terceira bandejas de guloseimas. Chá à vontade. Acho que só nós comemos tudo, uma graça, estávamos em transe. Tomamos o espumante rosé e ainda havia uma torta a escolher. Eu preferi torta de amêndoas com creme de frutas vermelhas e o Carlos pistache cremoso. Dos deuses! Um sonho. São dois salões usados para celebrações de festas, como aniversários com bolo e velas. Experiência daquelas que vale cada tostão.

Após a gente se refestelar com o chá, saímos e fomos caminhar na Recoleta para o lado do cemitério onde está o túmulo da Evita Perón, eis o Cemitério da Recoleta. Ao lado se encontra a igreja N. Sra. do Pilar, estava na hora da missa. Muitos restaurantes e cervejarias ao redor, gente jovem, animada, um “point”. Que evento esta cidade!

Paixão por Buenos Aires-2022-Passeio de ônibus turístico hop-on/hop-off-quarto dia-parte 2

Paixão por Buenos Aires-2022-Passeio de ônibus turístico hop-on/hop-off-quarto dia-parte 2

Hoje é dia 25 de outubro de 2022 e continuaremos nosso passeio de ônibus turístico-linha amarela-por Buenos Aires.

Parada 12-Avenida 9 de Julho. Não parou, fomos logo para a parada 13.

Parada 13-Praça San Martin. Centro Naval, de 1882 (frequentado pelos oficiais da Armada argentina). Bairro Retiro do séc. XIX. Na av. 9 de Julho a suntuosidade de seus palácios. Teatro Colón. Av. Santa Fé. A Plaza San Martin foi Praça de Touros nos anos 1800. Foi aqui que o gal. San Martin liderou seus granaderos ou soldados. Palácio San Martin-cerimonial do Ministério das Relações Exteriores. Círculo Militar Argentina. Torre dos Ingleses, de 1916, hoje Torre Monumental. Estação de trens de Retiro, de 1936. Museu Nacional Ferroviário Raúl Scalabrini Ortiz-patrimônio de trens.

Parada 14-Parque Thays. Patio Bullrich (shopping center). Bairro Recoleta. Museu de Arquitetura e Design, de 2000. Av. do Libertador. Faculdade de Direito. Museu Nacional de Belas Artes. Floralis Generica (a flor de metal turística). TV Pública com museu.

Parada 15-MALBA: Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. Lá está o icônico quadro da Tarsila do Amaral: Abaporu, do período antropofágico do movimento modernista brasileiro. Bairro de Palermo Chico. Paseo Alcorta (shopping). Bairro de Palermo. Jardim Japonês (o imperador do Japão esteve aqui).

Parada 16-Planetário. Nome: Galileu Galilei com meteoritos de 4 mil anos. Bairro Palermo.

Parada 17-Plaza Italia Ecoparque. Com monumento a Garibaldi. Jardim Botânico Carlos Thays (arquiteto). Av. Santa Fé. Teatro Sarmiento. Em Palermo, há a última casa de Che Guevara antes de ele partir para a Revolução Cubana. Praça Imigrantes da Armênia, de 1915 a 1925-lugar de refugiados.

Parada 18-Plaza Julio Cortazar: coração do bairro Palermo Soho. Restaurantes graciosos. Descemos nesta parada a fim de procurar um lugar para comer. Esta região é uma gostosura, parece o bairro Bela Vista de Santiago do Chile. Restaurantes e choperias com mesas nas calçadas. Escolhemos o Rey Soho e lá estava escrito: “las mejores cosas de la vida están destinadas a ser compartidas” no jogo americano de papel. Tradução: as melhores coisas da vida são destinadas a serem compartilhadas. Aqui vi uma moça grávida pedindo ajuda/dinheiro. Contei nos dedos isso. A limonada com gengibre e menta é refrescante. Ideia fabulosa. Menu: raviolones caseros ou ravioles caseiros com molho mediterrâneo, ou seja, massa verde com espinafre e frango dentro. Estamos ao lado da praça Serrano.

Seguimos a pé para o bairro Palermo Viejo (Velho). Mais restaurantes acolhedores e coloridos, calçamento, bancos para sentar nas calçadas. Pegamos o ônibus turístico na mesma parada onde descemos.

Parada 19-Distrito Arcos. Centro gastronômico além de food trucks. Pela rua vejo gente vendendo suco de laranja e espremendo na hora. Av. Intendente Bullrich. Centro Cultural Islâmico Rey Fahd. Venda de flores em quiosques. Av. del Libertador, cujos prédios parecem os do Rio de Janeiro com varandas floridas.

Parada 20-Bosques de Palermo. Ou parque Três de Fevereiro, contendo 25 hectares, lagos e muito verde.

Parada 21-Monumentos dos Espanhóis. É o primeiro trabalho integral realizado na escultura que foi inaugurada em 1927. Bairro Palermo.

Parada 22-Museu Nacional de Belas Artes. Descemos e fomos andando até o afamado e chique hotel Alvear na Recoleta. Marcamos nosso chá da tarde para o dia seguinte. São $8300 pesos ( hoje uns R$155,00), mas vale a pena, pois realizaremos um grande sonho de muitos anos.

Prosseguimos a caminhada e curtimos cada pedacinho deste bairro tão charmoso. Av. Alvear. Embaixada do Brasil com piazoleta (uma pracinha, digamos) Carlos Pellegrini em frente.

Fomos para a parada 00-Recoleta, subimos no ônibus e voltamos para o hotel República perto do Obelisco. Já sonhando com o dia seguinte…

Esse passeio é bom pela liberdade de descer onde quiser e subir da mesma forma. Em toda a cidade que vamos, procuramos fazer o city tour com um ônibus assim.

Paixão por Buenos Aires-2022-Passeio de ônibus turístico hop-on/hop-off-quarto dia-parte 1

Paixão por Buenos Aires-2022-Passeio de ônibus turístico hop-on/hop-off-quarto dia-parte 1

Hoje é dia 25 de outubro de 2022, dia de passear de ônibus, do tipo que gosto, típico para turista. Subimos e descemos nas paradas, escutamos em português as explicações, usando o fone de ouvido.

Pegamos o ônibus perto do Teatro Colón, em frente ao Superior Tribunal de Justiça, pagamos 7 mil pesos por 48 h (uns R$130,00 hoje) e a parada ocorria a cada 20 minutos. A taxa foi paga pelo celular, depois a funcionária veio checar o QR CODE e nos dar um recibo (não pode perder, pois a cada retorno ao ônibus tem que mostrar). Estamos na linha amarela do Buenos Aires Bus.

Vamos lá. Parada 1: Teatro Colón. Começamos às 11h30 pelo Palácio da Legislatura de 1931, passamos pela Catedral de onde Jorge Bergoglio saiu para ser o primeiro papa latino-americano. Lá estão os restos mortais do herói nacional Gal. San Martin e do Soldado Desconhecido. O metrô é de 1913, a cidade é uma mistura de Paris e Madri com seus cafés, praças, vida noturna.

Parada 2: Avenida de Mayo. Os cafés da Avenida de Maio foram pontos de intelectuais. Situada no bairro de Montserrat foi o primeiro bulevar da cidade, é a mais antiga e famosa avenida. O Café Tortoni, lugar icônico, é de 1858 e funciona no mesmo lugar desde 1880. A estátua de Dom Quixote na av. 9 de Julho foi presente da comunidade espanhola.

Parada 3: Praça do Congresso. Foi cancelada por causa de uma manifestação. Basílica N. Sra. do Rosário e o Mosteiro de São Domingos. A fundação de Buenos Aires foi em 1536 pela primeira vez, em 1580 foi a segunda e definitiva. Monumento a Perón. A Fundação Evita Perón, criada por ela, cuidava de causas femininas (como o voto) e de classes menos favorecidas. Av. Paseo Colón. Prédio da Faculdade de Engenharia. Antes era para ser a Fundação Evita, mas ela morreu antes da inauguração.

Passamos pelo El Viejo Almacén, onde há shows de tango autêntico. Foi onde assisti ao meu primeiro show de tango em Buenos Aires, inesquecível. Tango: patrimônio cultural pela UNESCO. Vejo prédios baixos de estilo francês, muitos sem garagem, cidade toda limpa o que mostra a educação do povo.

Parada 4: Paseo de la Historieta. As crianças amam. Trata-se de estátuas de personagens das principais tirinhas da história argentina, por exemplo: Mafalda, Isidorito, Patoruzito etc. espalhados pelos bairros de Montserrat, San Telmo e Puerto Madero. Percurso a pé autoguiado que passa por murais e cerca de vinte personagens feitas de epóxi e fibra de vidro. O da Mafalda em San Telmo faz o maior sucesso, tem fila para fotos. Algo original, divertido e colorido. Em Puerto Madero, existe o Museu do Humor, local onde termina o trajeto.

Parada 5: San Telmo. Praça Dorrego, Museu de Arte Moderna de Buenos Aires de 2012. De 1973 a 1983, 10 anos de período da ditadura argentina mostrado no Centro de Detenção, todo escuro para mostrar a tristeza e o luto. Cúpula bizantina da igreja ortodoxa russa do séc. XVII, a primeira da América do Sul. As avenidas largas do final do séc. XIX.

Parada 6: La Bombonera, casa do time Boca Juniors. O estádio em azul e dourado, sua marca registrada. O estádio do rival River Plate fica em Belgrano. O clássico River × Boca deve ser visto antes de morrer. Muitas lojas ao redor da Bombonera. Os imigrantes vieram morar no bairro quando chegavam, famílias viviam juntas. Os cortiços pipocaram. Região portuária, usavam madeira e zinco, encontrados no porto, para construir casas. O bairro tem cores mil, bonito de se ver. Hoje, artistas moram no local. Passamos pelo Complexo Maestro Quinquela Martín: museu de suas obras e de outros artistas, escola primária e teatro. Foi ele que pintou La Boca e a tornou conhecida pelas suas cores.

Parada 7: Bairro la Boca/Caminito. Primeira no mundo. Paisagem urbana artística. Autor de tango Caminito. Onde nasceu o tango, mistura de várias culturas, um verdadeiro resultado da imigração no país. Casas de zinco, as mais antigas. Avenida Regimento dos Patrícios, onde havia carnavais, e manifestações operárias devido à quantidade de fábricas que lá existiam. Foram fechadas, hoje são moradias. O regimento citado defendeu o país contra invasões inglesas e na guerra da independência.

Parada 8: Parque Lezama. Museu Histórico Nacional. Av. Caseros, com cafés, sorveterias, restaurantes. Café Bar Britânico, emblemático, frequentado por intelectuais no passado. Av. Brasil.

Parada 9: Ponte da Mulher. Porto Madero. Parque Micaela Bastidas, enorme. Cais 3-Ponte da Mulher, cujo arquiteto foi Santiago Calatrava, representa um casal dançando tango. Primeira obra dele na América do Sul. É espanhol. Dali se visita a corveta Uruguai. Parque Mulheres Argentinas. A mulher é protagonista da região, ruas com nomes de mulheres destacadas. O Porto Madero é residencial, oferece uma gama variada de gastronomia, escritórios, distrito jovem. De todas as obras na cidade o engenheiro e arquiteto sempre são mencionados. O sol está forte. O bairro tem arranha-céus, porém os afrancesados são os mais belos, na minha opinião.

Parada 10: Reserva Ecológica Costanera Sur. 350 hectares. O projeto foi abandonado para obras e em 1936 foi estabelecida a reserva. 340 espécies de animais, pequenos mamíferos, pássaros, répteis. Espaços para piqueniques visualizando o Rio da Prata, que faz limite com o Uruguai. Descoberto por volta de 1512 por um navegador português João de Lisboa. Em 1516 chegou lá outro navegador português ou castelhano João Dias de Solis, conhecido como o “descobridor” deste rio tão importante.

Parada 11: Galerias Pacífico. Peatonal (área de pedestres) Florida. Aqui trocamos de ônibus para não ficarmos parados. O ar-condicionado estava melhor no segundo ônibus.

Continuaremos nosso passeio de ônibus turístico em breve.

Paixão por Buenos Aires-2022-Galerias Pacífico e Señor Tango-terceiro dia

Paixão por Buenos Aires-Galerias Pacífico e Señor Tango-terceiro dia

Hoje é dia 24 de outubro de 2022. Estamos no hotel República perto do Obelisco, o café da manhã com seus croissants deliciosos, provei o mais fininho. Sempre muito bom. E o doce de leite, não perco.

Hoje depois de compras na farmácia ao lado (creme de mãos, probióticos, alcachofra e remédio com boldo para digestão, tudo bem em conta), rumamos à famosa e agradável rua Florida. Fomos pela rua Lavalle, mais linda ainda. Encontrei na Florida a loja de blusas de lã que já conhecia e havia feitos compras de outra vez. Nome? Genoa Sweaters, Calle Florida 683. O centro limpo, policiado, com muitas bancas, bom de andar, com árvores no meio do calçadão. Vi poucos moradores de rua. Amo o centro de Buenos Aires, sem dúvida, meu preferido.

A Galerias Pacífico (rua Florida com Córdoba) nos deleita com seus aromas, tem lojas especiais. Trata-se de um shopping bonito. No segundo piso, havia uma exposição de obras de arte e roupas recicláveis feitas por modistas/estilistas famosos do país. Achei fantástico. No térreo, reencontrei a minha loja de perfumes favorita: VZ, gosto de body splash, desta vez descobri um de gengibre com limão. Os produtos são alto-astral e transmitem energia positiva. O creme de mãos que comprei se chama This is peace (Esta é a paz) e acrescenta “respira profundo e medita”. No mínimo, original.

O almoço foi também no térreo, no Madison Café. A salada COBB foi novidade, tinha abacate, folhas verdes frescas, tomate-cereja, ovo, bacon e queijo gorgonzola. Simplesmente demais. Além de suco de limão, com menta e gengibre, próprio para aplacar o calor.

Ao sair da Galerias Pacífico, continuamos o passeio pelo centro, seguimos pela Florida, Lavalle, Tucumán, onde vimos lojas de vinhos, sapatos, roupas, bolsas de couro, lembrancinhas etc. Existem lojas de decoração, que não encontro em Fortaleza-Ceará, com objetos de casas tentadores. Os produtos de couro argentinos são muito bem-feitos. As bolsas são lindas. Para homens, há muita variedade de sapatos, cintos e roupas.

Havíamos combinado com o rapaz da CVC para nos pegar às 19h30 a fim de nos levar ao show de tango. Detalhe: já fui a vários, por exemplo: El Viejo Almacén, Café de los Angelitos, Astor Piazzolla, Café Tortoni etc. Antigamente, o show era só de tango, hoje oferecem shows de folclore incluído.

Lá vamos nós ao Señor Tango, no bairro Barracas, localizado à rua Hipolito Vieytes, 1655. O espetáculo foi declarado de interesse cultural pelo Ministério da Cultura do Governo de Buenos Aires. É o mais conhecido e oferece jantar e show. É um dos mais caros, por sinal, mas vale cada tostão.

Sentamos com duas pernambucanas Gil e Val, primas. O menu depende da escolha de cada um, o meu foi de creme de espinafre como entrada, truta como prato principal e de sobremesa tiramisu. O Carlos ficou com o bife de chorizo como prato principal. O nosso vinho foi Cafayate Malbec. O lugar é precioso, o show estilo hollywoodiano é muito vibrante, tem acrobacias, parece um show de circo, os dançarinos usam roupas belas e dançam de forma magistral. O proprietário do Señor Tango, Fernando Soler, canta, interage com o público e dá um show de carisma. É um evento e tanto, eu queria muito conhecer. Confesso, porém, que gosto mais do show de tango como era. Pelo visto, não existe mais.

O garçom que nos atendeu pediu uma gorjeta de $1000 pesos, achamos exagerado, demos como grupo menos e ele não gostou. Foi a primeira vez que testemunhei isso, algo totalmente dispensável. Chegamos ao hotel à 1 h da madrugada, cheios de vinho e animados.

Continuaremos nossa viagem em breve.

Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

Hoje é dia 23 de outubro de 2022, domingo, dia de feira de San Telmo na rua Defensa no bairro de San Telmo em Buenos Aires e é para lá que vamos felizes. Passeio da manhã e um pouco da tarde. Amo!

Primeiro, o café da manhã do hotel República. Fantástico com a mesa de croissants, o doce de leite que me deleito, batatas cortadas, omelete, tomate, pães etc e o iogurte Ilolay de morango cremoso, excelente. Uau! Já gosto do hotel. Detalhe: croissants e doce de leite são tradicionais no país.

Bem, vamos a San Telmo na expectativa boa de sempre. Multidão nas ruas, cada dia cresce mais e as lojas, centros comerciais, restaurantes, cafés, sorveterias ao redor abrem também, então é uma grande festa de gente.

Cada barraca mais incrível que a outra: couro, incensos, bijuterias de vidro, Mafalda em copos e em camisetas (comprei uma!), antiguidades diversas, xícaras de peça única, ímãs e por aí vai. A fila para tirar foto com a estátua da amada Mafalda estava gigante, logo não tirei uma. O calor aumentando e eu queria um friozinho, mas não teve jeito. A novidade fica por conta das lojas de doce de leite: La Vaca Lechera, La Casa del Dulce de Leche, Doña Magdalena etc, onde se encontram também alfajores. Só em olhar já engordo…

Multidão na rua. Suco de laranja vendido no sol, muito bom para aplacar o calorão. A arquitetura dos prédios me encanta, as lojas são transadas, dá gosto. A Mafalda está em todos os lugares, é paixão portenha. Um pouquinho sobre ela: foi criada pelo cartunista argentino Quino (1932-2020). O site www.ebiografia.com diz que a menina é uma heroína contestadora, revolucionária, inquieta, que se recusa a aceitar o mundo como ele é, procurando sempre formas de questionar e de mudar a sociedade.

Coincidentemente, nos encontramos com as colegas de UFC (Universidade Federal do Ceará) Márcia Machado e Vládia Borges, tiramos fotos e nos divertimos. Quem tem alma de viajante se encontra pelo mundo. Salve, colegas!

Entramos no Mercado de San Telmo, de 1897, na rua Defensa, 963. Vi o restaurante El Hornero de empanadas, lojas 88 e 89, na Calle Carlos Calvo, 455, o qual conheci pelo Instagram e fiquei curiosa, porém estava lotado. Continuamos procurando um lugar para comer as benditas empanadas que apreciamos. Descobrimos o La Hispano Americana Pastas Frescas, de 1954, localizado do lado de fora, na rua Estados Unidos, 454. Compramos de frango, espinafre e de carne para levar. Ufa! Comemos, então, em frente a uma porta, sentados do outro lado da rua. Experiências impagáveis. Ainda com fome, o Carlos não resistiu e pediu no Nuestra Parrilla no mercado um sanduíche de chorizo (bife de chorizo típico da Argentina), rua Carlos Calvo, 471. Segundo ele, uma maravilha.

Ainda existem locutórios em Buenos Aires, coisa boa. Gosto de usar o telefone e pagar barato. Isso não tem preço.

A grande quantidade de lojas de alfajores, geleias, chocolates, uau! No mercado há brechós de roupas; na feira sebos, livros mil. O povo gosta de ler, sem dúvida. Desbravamos o Paseo del Anticuario, na rua Carlos Calvo, 425, e a Galeria Solar de French (velha conhecida), na Calle Defensa, 1066. Indico muito a galeria, já que lá estão as sombrinhas coloridas decorativas, boas para fotos, e as lojas de bolsas, sapatos, antiguidades e a minha favorita de duendes, bruxinhas, decorações são lindas de morrer. Foi a casa do coronel Patrício Domingos M. French (1773-1825), ilustre soldado da Independência, a tradição o liga às origens da legião de honra nacional. Sempre gosto de ler placas de figuras importantes.

A feira começou na praça Dorrego. Ali perto existe uma loja de chapéus convidativa e também fábrica: Lili Sun Sombreros-hats factory. Tenho um vermelho de anos passados, são bem originais.

Estivemos em uma galeria de antiguidades que não conhecia, um prédio antigo com mosaicos, daqueles de estilo italiano com um pátio interno, escadas e quartos embaixo e em cima. Trata-se de um sobrado tradicional de 1880 que foi moradia da aristocrática família Ezeiza (descendentes de espanhóis do país Basco). A planta baixa tem três pátios: do Tempo, da Árvore e dos Ezeiza. A planta alta é uma só. Foi uma escola para surdos-mudos e em 1981 virou uma galeria comercial dedicada à venda de antiguidades, indumentárias, quadros, lembrancinhas. O nome da casa é Pasaje de la Defensa, Calle Defensa, 1179. Vale a pena conhecer.

Ao sair da feira com tantas novidades, passamos em frente ao Museu Moderno e entramos. Visitamos a planta baixa, o 1º, 2º andar e o subsolo com exposição das artistas abstracionistas/de arte moderna: Cristina Schiari, Mónica Giron, Delcy Morales, Marta Minujín etc. Sempre aprendendo.

O jantar foi novamente no hotel. Prato bem servido de frango grelhado e salada, muito em conta, com um bom vinho Malbec, o forte da Argentina.

À noite, fora do hotel, ao redor do Obelisco havia uma multidão feliz e veio a curiosidade. Era a festa da vitória do time de futebol Boca Juniors, campeão argentino de 2022. Uma festa alegre de famílias, amigos, tudo bem ordeiro e policiado. Sentimos segurança. Foi muito bom de participar. Digno de nota frisar que tudo de fundamental na capital federal ocorre ao redor do Obelisco, é o ícone da cidade: sejam festas, manifestações ou encontros.

Dia seguinte: show de tango. Continuaremos em breve.

Paixão por Buenos Aires-chegada

Paixão por Buenos Aires-2022-chegada

Nada mais fácil do que escrever sobre a capital da Argentina, meu sangue ferve naquela terra. Algo que não sei explicar, chego lá e fico mais do que radiante. Meu coração e alma pedem que voltemos sempre. Ainda bem que o Carlos, meu companheiro de aventuras e de vida, concorda. Nossa jornada em Buenos Aires ocorreu entre 22 e 30 de outubro de 2022.

Dia 22 de outubro de 2022, sábado. Voamos pela GOL às 9h50, voo direto de Fortaleza a Buenos Aires, descendo no aeroporto Jorge Newbery dentro da cidade. Um luxo! 5 h e meia de viagem com almoço de frango, arroz e uma tortinha de chocolate com pouco açúcar. O papo com o argentino Hugo foi agradável, a filha dele tem uma pousada aqui no Ceará na ilha de Guajiru em Itarema. Vimos fotos e nos encantamos.

Como tínhamos combinado o transfer com a CVC, o Gustavo foi nos buscar com a van no aeroporto. Antigamente íamos de ônibus, táxi, a gente se virava, hoje não, queremos conforto e facilidade. Marcas da idade? Ele nos deu o folder de passeios e de shows de tango, tudo muito organizado. A gente queria mais saber dos tangos, uma vez que já fizemos muitos passeios na cidade em outras viagens.

No hotel Globales República (Calle Cerrito, 370), perto do Obelisco, já estava o Júnior da CVC nos esperando, aí nos ajudou com o check-in e trocou dinheiro para nós. Só tenho elogios. Já coloquei o whatsapp dele no celular. Isso facilita a vida do turista. Detalhe: o pagamento do hotel foi feito pelo Bancorbrás, sistema de viagens que utilizamos uma vez por ano. Esperávamos um quarto maior, mas a boa localização e o pessoal do hotel compensaram.

Fomos dar uma reconhecida de área pós check-in na região que é muito central com Starbucks, lojas de lembrancinhas, farmácias, restaurantes e cafés. Amo os kioskos (pequenas lojas que vendem tudo de alfajores, os biscoitos doces típicos, chocolates etc) e percebi lojas novas somente de doces de leite, maravilha! Estamos no centro, lugar para caminhar e ser feliz. Jantamos frango grelhado com salada considerável no próprio hotel. Preço: AR$ 1200 pesos pelo prato individual (hoje em maio de 2023 seria R$ 25,44). Lembrando que o momento é positivo para o turista brasileiro, o nosso real está mais do que valorizado lá. A inflação maltrata os hermanos, logo os preços são mutáveis.

Buenos Aires da última vez que fomos em 2016 estava mal cuidada, porém desta vez foi uma grata surpresa. Amei tê-la visto pujante, com muito movimento, limpa, amada, um arraso.

Estávamos cansados e logo fomos dormir. Continuaremos com o domingo na feira de San Telmo.

Carnaval em Maceió-2023-últimos dias

Carnaval em Maceió-2023-últimos dias

Hoje é dia 21 de fevereiro de 2023, terça-feira gorda de carnaval. O momento é aproveitar a cidade e conhecer um pouco mais. O café da manhã do hotel Acqua Inn de novidade teve omelete fit e bolos diversos com pouco açúcar. O de chocolate com calda de chocolate estava divino.

Vamos a pé até Pajuçara, estamos em Ponta Verde. Vemos a estátua em bronze de Guimarães Rosa no calçadão e a placa em homenagem aos quatro jangadeiros que saíram da Enseada de Pajuçara e navegaram ao Rio de Janeiro no dia de 27 de agosto de 1922 a fim de celebrar o Centenário da Independência na capital federal de então. O dia está nublado, o calor abafado, a orla lotada. Também observamos a estátua do almirante Tamandaré (1807-1897), considerado herói brasileiro e patrono da Marinha do Brasil.

Entramos no Pavilhão do Artesanato de Pajuçara. Tudo bem colorido, muitas variações de saídas de banho, trabalhos em filé, chaveiros, muito a ver. Uma água de coco na Bodega da Tapioca ameniza o calor. Ali perto descobrimos uma feira de artesanato original: a feira Guerreiros da Arte, boxes de madeira bem criativos, bancos e árvores decoradas, tudo mais artístico pra venda. Situa-se na praça Lions em frente à galeria Paiva no shopping Lions.

Maceió convida a longas caminhadas, isso é fantástico. O turista delira. Em Pajuçara existem piscinas naturais que se alcançam por meio de jangadas.

No hotel ganhamos um voucher com desconto de 10% no almoço do restaurante Janga. Como havíamos esquecido, resolvemos almoçar no supermercado Palato, no restaurante estiloso do terceiro andar (misturaram madeira, plantas e a cor preta, logo o resultado é bonito). Pedimos o prato de Legumes à Provençal com camarão (o peixe robalo foi substituído, pois estava em falta), mais filé para o Carlos, além de uma cerveja Corona. Os legumes: abobrinha, tomate-cereja, batata-doce e berinjela, achei demais. Os garçons solícitos de boina preta, calça, sapatos e avental pretos e camisa branca, gostei. A sobremesa creme brullée para ser feliz. Para quem não conhece, a grosso modo, é uma sobremesa francesa que parece Cremogema com casquinha de açúcar refinado. Para completar, um café carioca com água e um bolinho mini. Que refeição!

Na volta ao hotel, vemos o farol vermelho e branco na ponta de Ponta Verde.

Na caminhada pós-descanso do almoço, a maré está alta. A estátua do Aurélio Buarque de Holanda, dicionarista, está no calçadão. O alagoano cultiva seus conterrâneos ilustres, gosto disso. Muitas lixeiras de plástico azuis na orla, muitos quiosques grandes de tapiocarias. Restaurantes bem frequentados, como Barrica´s e Amendoeiras. A beira mar de Maceió é bem sinalizada, com o nome dos locais e início dos bairros. Os canteiros centrais são verdadeiras praças com bancos e coqueiros, ou seja, conforto para o pedestre. As pessoas levam suas cadeiras de praia, ali sentam, convidam os amigos, conversam, bebem, comem, uma graça. Isso é ser uma cidade habitável e humanizada. Por ser plana, é boa para o idoso. Chama a atenção ter menos motos no trânsito. Visivelmente, é uma cidade com menos desigualdade de renda, não se vê tanta riqueza ostensiva nem tanta miséria inaceitável. O fato do estado de Alagoas ser menor e sua capital ter muito menos habitantes do que Fortaleza, por exemplo, ajuda nisso.

A cadeira gigante boa para tirar foto fica em frente ao supermercado Palato em Ponta Verde. E a placa “Eu Amo Maceió” estilizada também tem fila. Maceió é espraiada, espaçosa, dá uma sensação boa na gente.

O jantar no Janga enfim aconteceu. Trouxemos o voucher do desconto. O garçom Alan nos serviu, pedimos Tilápia Primavera: filé de peixe grelhado e coberto com alho crocante e folhas de manjericão fresco servido com salada primavera-cenoura, cebola, vagem e mix de pimentões salteados com azeite e alho-finalizados com alho poró crocante e molho cítrico. Acompanha arroz integral. A bebida foi suco de maracujá. Fenomenal, valeu a espera. Da próxima vez, conheceremos o Bodega do Sertão, que parece uma grande chaleira decorada, no bairro Jatiúca.

Dia 22 de fevereiro de 2023, quarta-feira de cinzas, dia de ir embora com saudades. Detalhes a ressaltar: no café da manhã tinha banana da terra, tapiocas recheadas de coco, presunto e queijo e macaxeira. Nada melhor. No nordeste brasileiro, os cafés da manhã provocam deleite.

No aeroporto, apreciei a loja de bijuterias Palhas da Terra com brincos, colares e pulseiras atraentes.

Até logo, Maceió, espero voltar sempre. Valeu o passeio. Parabéns pela organização, e obrigada, Débora e Natália da CVC Del Paseo-Fortaleza.

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Hoje é dia 20 de fevereiro de 2023, o passeio de hoje é em direção ao litoral norte, na AL101 Norte, só duplicada no início, no rumo de Sonho Verde, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Porto de Galinhas em Pernambuco. Vamos conhecer a praia de São Miguel dos Milagres e fazer passeio de bugre pela cidade.

Mas antes falarei sobre o café da manhã do hotel Acqua Inn. Dentre tantas iguarias, macaxeira cozida e bolo de tapioca. Amo! Saímos correndo, pois o ônibus da WS/CVC nos pagou às 6h45 para mais um dia de lindas praias. Detalhe: tudo muito organizado.

Fico observando a orla de Maceió. Há placas dizendo: “a praia e nossa, o lixo é seu”. Algo básico, mas que deve ser dito. Lá estão os garis limpando a praia às 7 h da manhã. As paradas de ônibus são de madeira, bem ajeitadas.

O litoral é todo coqueiral. Belo. A guia Andréa é a mais completa dos guias em informações. O motorista é o Rinaldo. Interessante que todos os guias agradecem a Deus e falam na graça de estarmos vivos.

Passamos por Jacarecica, praia de mar aberto sem a barreira natural de arrecifes. O nome Jacarecica significa “o melhor pedaço do jacaré”. Vemos um calçadão novo, casas simples, prédios da década de 80. Chácaras fechadas para um lado com área verde, condomínios fechados para o lado da orla. A casa do notório PC Farias é avistada. A praia de Guaxuma, área nobre, ainda vai crescer muito. O SESC Guaxuma se situa no local. Os pescadores vão para alto-mar, há comércio, condomínios fechados na praia da Garça Torta, lá existem piscinas naturais. A região é tranquila. Os guias usam uns termos coloquiais que não conhecia, por exemplo: “passa a régua”, ou seja, pára o assunto.

Continuamos por Riacho Doce, onde o escritor José Lins do Rego se inspirou para escrever sua obra Riacho Doce, publicada em 1939. Terra de manguezais, fazem bolo de macaxeira, os pescadores vão para alto-mar. Praia de Pratagy que significa “nas águas da tainha”, o resort Pratagy Beach promete, do tipo all-inclusive; praia da Sereia, onde há a estátua da Sereia do mesmo pernambucano que esculpiu a estátua de Iracema aqui em Fortaleza: José Corbiniano Lins. Na barreira de corais há de se cuidar, pois existe um buraco onde alguns já se afogaram. Os nativos bebem muita cachaça Pitu, o uísque deles.

Ali, no povoado de Pescaria estão manguezais e há a coleta do caranguejo. O rio do mesmo nome tem cor barrenta, escura, o mar entra no rio e alimenta os manguezais. Mais nomes: Maragogi quer dizer “rio dos maracujás” na língua indígena e Aracaju “cajueiro dos papagaios”. Sempre aprendendo.

O afamado Hibiscus Beach Club se localiza na praia de Ipioca, distrito de Floriano Peixoto. A Costa dos Corais vai até Tamandaré em Pernambuco. Outro hotel mencionado foi Salinas de Maceió e o Ipioca Resort está em construção. A região é um paraíso.

Antes de São Miguel, cruzamos Passo de Camaragibe com uma estátua de Padre Cícero na praça. Nesta localidade nasceu Aurélio Buarque de Holanda, formado em Recife-Pernambuco, é dicionarista mor da língua portuguesa, nosso orgulho. Passo era o rio usado por quem vinha da Capitania de Pernambuco, já que Alagoas fazia parte. Na entrada da rodovia que dá para Passo de Camaragibe, há a estátua de um dicionário com a foto de seu autor. Bonita homenagem. A região é de fazendas e usinas. Tudo verde, terra úmida e abençoada. Gado e cavalos mil. Houve alagamento na região em 2022.

Enfim, chegamos a São Miguel dos Milagres. A guia já nos conta a lenda local: um pescador doente encontrou uma imagem de São Miguel e se curou. Logo, o santo foi lavado na fonte de água pura da cidade. A fonte é visitada e a capela de São Miguel na gruta ao lado também. As casinhas são coloridas, baixinhas, do mesmo estilo, o lugar é de paz e tranquilidade. Os terrenos estão encarecendo, muitas construções a caminho, lastimo que muitos coqueiros irão embora.

Ficaremos no ponto de apoio pousada Recanto dos Milagres, com ficha. E devemos fazer a reserva do almoço antes de sair para a praia. A praia é plana, com manguezais do lado direito e esquerdo. A água é turva e a maré ideal para os passeios. Vamos por R$75,00 por pessoa fazer um passeio de jangada até a piscina natural. 1 h e 30 minutos de vida boa. Se quiser, usar o snorkel, pode. Nós preferimos não usar e ficar se deliciando com os peixinhos. Há muito movimento com barcos na praia, gente e música.

Vamos ao passeio de jangada. Vão até 8 pessoas. A praia tem água escura, mas em alto-mar se torna transparente. O mar verde fica raso nas piscinas naturais. O lugar é mais amplo do que o de Maragogi e tem menos gente. Bastante gostoso. Os peixinhos sargentinhos dão o colorido, a areia com pedrinhas é chatinha de andar, mas dá certo. Pode caminhar com chinelos. O sol, o mar, o calor, tudo tão tropical. Delícia. O local se torna mais privado, gostei.

Ao voltarmos já engatamos o passeio de bugre. Mais 1 h e 30 min., R$ 60,00 por pessoa. Atravessamos São Miguel com o bugreiro Gabriel e um casal do Rio de Janeiro (Orlando e Núbia, comerciantes). Aí ele começa contando a lenda com outro detalhe: o pescador tinha lepra e se cura com a imagem de Miguel Arcanjo. Quem nasce lá é milagrense. São 8 mil habitantes, a economia é baseada no comércio e turismo. Vemos a praça Nossa Senhora Mãe do Povo com a paróquia do mesmo nome. Mais prefeitura, centro administrativo, o bairro Povoado Porto da Rua. A cidade é bem espalhada.

Prosseguimos com a primeira parada: a visita à casa simples do casal sensação dona Hilda e o senhor Conconha. Casa de taipa com vendas. A d. Hilda está famosa, já saiu em revista de companhia aérea. Ela merece, abraça todo mundo, é uma figura doce. Tiramos fotos da casa, do coqueiral. Oferecem cafezinho, amam conversar. Lá o Carlos encontrou os biscoitos conhecidos de Maragogi e comprou. Recomendo.

O modo de vida dos nativos é descomplicado, todo mundo se conhece. Vejo umas pousadas atraentes pelo caminho: Corais dos Milagres, Brisa dos Milagres, e muitas outras.

Segunda parada: na fonte milagrosa e na gruta com a imagem de São Miguel ao lado das torneiras com a água curadora. Muita gente da cidade pega água lá. Tomamos água, com certeza e rezamos a São Miguel.

Terceira parada: no alto da cidade no Mirante do Cruzeiro. Existe uma árvore peroba branca de 300 anos no local. O visual vale a pena. É um marco histórico. Na descida passamos pela paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo novamente, fundada entre os séculos XVII e XVIII, que está em reforma no momento. No alicerce foram usados corais do mar. Muitas lojas de artesanato ao redor. Passamos pelo distrito de Riacho, pela Capela dos Milagres, particular, e logo pela praia dos Marceneiros, pertencente a Camaragibe.

Retornamos após tirar umas fotos. Chegamos para o almoço na pousada/restaurante Recanto dos Milagres. Filé de peixe grelhado, servido com molho de manteiga, alcaparras, cogumelos e acompanhando arroz à grega e batatas souté por R$115,00. Muito bom. No restaurante conversamos com um casal de Passo Fundo-RS, deram mil dicas de Santa Catarina. Obrigada, Giovani e Elizete.

A cidade toda tem placas escritas Milagres, lojas, restaurantes, pousadas, uma graça. Passeio aprovado, papo bom, guia espetacular. No ônibus da WS, sacos de lixo em cada assento, gostei. Da próxima vez quero conhecer Sonho Verde onde está a afamada praia de Carro Quebrado. Dizem ter boa estrutura.

À noite jantar/lanche no supermercado Palato, pra variar. Em cada cidade, escolho um lugar como meu. Aí vai: crepioca de frango e muçarela, salada de frutas com iogurte e cereais, vou sentir falta. E café com leite, minha marca registrada, estava saudosa. Ainda há mais: no segundo andar há uma loja de casa e decoração de muito bom gosto e no terceiro andar o café/restaurante com muitas opções de entradas, pratos principais e sobremesas. Lugarzinho elegante.

Maceió irresistível! Apaixonante! Pena a viagem estar quase acabando…

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Hoje é dia 19 de fevereiro de 2023. Falemos no hotel Acqua Inn em Ponta Verde primeiro. O piso do elevador é uma foto do mar e de um coco, e o piso que dá para os elevadores é uma foto da orla de Maceió. Original.

No café da manhã, não vi tapioca, mas havia batata-doce, banana da terra, bolos diversos, pães, frutas, muito bom. Lotado de gente.

O ônibus da WS/CVC nos pega às 7h20 pontualmente. Destaco a organização, parabéns! A guia é a Glauciene e o motorista Antônio. Excelente guia, engraçada, simpática e solícita. Segundo ela, a Praia do Gunga fica a 50 km de Maceió, litoral sul, vamos sentido bairro e praia de Pajuçara. Na viagem, observo a orla decorada com bandeirinhas por conta do carnaval. Tudo arrumado, com muitas praças pelo caminho. Passamos pelo porto de Jaraguá.

Lá em Gunga dizem que a praia é mais bonita por ser mais rústica e que a estrutura é mais simples, mas não achei, é o contrário. Gunga na língua indígena significa “puxado, ponta”, é uma ponta de terra. A fazenda de coqueirais da empresa Sococo é importante para a região. Não se pode pegar nada lá, nem um coco caído.

Há banho de mar e lagoa entre os dois, há uma ponta de terra onde não se banha. Chegamos às 9 h, com um cenário deslumbrante, um coqueiral imenso, são da fazenda Sococo. Lembrei de Icapuí no litoral leste do Ceará, fronteira com o estado do Rio Grande do Norte, uma das paisagens mais belas que conheço.

Ficamos na barraca Pajú, ponto de apoio, onde ganhamos uma pulseira para consumo. Existem outras barracas/restaurantes, mas cobram day-use para cadeira e guarda-sol. No restô, dão cartão de consumo e podemos ficar em qualquer lugar. Os espaços se chamam gazebos e há guarda-volumes para alugar (R$10,00). Fazemos a pré reserva do almoço, uma vez que muita gente frequenta o local, e os guias chamam os alagoanos de talentosos, ou seja, lentos, devagar quase parando. Pode? Os nativos devem estar certos, se apressar para quê se estão no paraíso? O almoço foi de peixe (cavala) grelhado ao molho de camarão com macaxeira e arroz de brócolis.

O passeio para as falésias é o carro-chefe do local. Areias coloridas são retiradas delas (lembra a praia de Morro Branco no Ceará). De bugre (quatro pessoas) ou quadriciclo (duas pessoas) se visita a fazenda de coqueiros, o mar, as falésias com 17 tons diferentes, sobe-se na parte mais alta de uma delas para fotos, a lagoa com água quente e fria, em cima e embaixo, e também, a venda de argila. Duração: 1h10. Segundo a guia, o investimento na felicidade é de R$75,00 o bugre, e R$ 150,00 no quadriciclo. Não aceitam cartão.

Tomamos banho de mar de águas calmas antes do passeio de catamarã, nossa escolha. O guia Hélio chama de passeio ostentação (cabem 180 pessoas) com serviço de bar e petiscos, música e animação. O coquetel de abacaxi estava bem tropical (R$22,00). Visualizamos a frente da Barra de São Miguel, a casa das marisqueiras, a casa do cantor alagoano Djavan, da Xuxa, da Tereza Collor (Ilha de Três Corações) e ainda há uma parada para banhos e fotos. O fotógrafo é o Natan.

Descemos no banco de areia onde há boias como marcadores, fora delas é perigoso. O mangue parece um lago e fica à esquerda. O banho é na Praia das Conchas. O passeio de catamarã é de contemplação. Duração: 1h30 m, R$55,00 por pessoa. Tem gente que faz os dois passeios e ainda dá tempo pra descansar. A saída para o passeio às 11 h da manhã é única. Quanto aos mariscos da região, o forte é o massunim, irmão do sururu, dito “viagra nordestino”. Serve frito, como calda etc.

Na praia também há passeio de helicóptero, são dois. Lanchas, parapentes com hélices (flyboards), bola na água para crianças, enfim um lugar completo para esportes náuticos. De rústica, Gunga não tem nada. Existem barracas, restaurantes bem sombreados com mesas mil, música ao vivo. Ainda há um centro de artesanato bem sortido ali perto.

Pós-almoço um picolé de jaca da empresa Fika Frio no Pajú, delícia. O Carlos tentou outro banho de mar, mas estava revolto, aí não deu.

Gunga é uma península, encontro do mar com a lagoa de Roteiro, pertence ao município desse mesmo nome.

A economia de Alagoas é baseada na cana-de-açúcar, turismo, coco e comércio. De acordo com a Wikipédia, pertencia à Capitania de Pernambuco, se tornou capitania independente em 1817, decreto assinado pelo rei de Portugal Dom João VI. Foi rota da invasão holandesa.

Gunga é bem mais em conta do que Maragogi, os preços são mais razoáveis. Na praia, o barulho é ensurdecedor: tem gente andando na praia com aparelho de som, as lanchas dos banana boats disputando quem escuta música mais alta, e achei interessante ver no mar um rapaz com um aparelho coletando lixo usando protetor de ouvido. Mil pontos para ele. Ele nos disse que a cacofonia de sons é diária. Uma pena, o lugar só não é paradisíaco por causa da barulheira. Aí entramos no ônibus cansados e como dizer aos turistas não escutar áudios das suas mensagens alto no ônibus? Socorro! Em quesito de educação, estamos mal. Para mim, o mar é sagrado, aprecio mesmo é o som das ondas. E respeito o direito ao silêncio do outro.

Passeio que aconselho. Saímos às 15h30, dia completo. Ao chegar a Maceió, cidade colorida e alegre, percebo garis trabalhando à noite. Parabéns! E foliões pulando carnaval em frente a um trio elétrico em Ponta Verde, bem divertido.

A próxima praia será São Miguel dos Milagres. Muito a dizer.