Montevidéu-Uruguai-2023-dia 7-Fortaleza del Cerro de Montevideo

Montevidéu-Uruguai-2023-dia 7-Fortaleza del Cerro de Montevideo

Hoje é segunda-feira, dia 24 de abril de 2023. Incrível que a gente achava que era o dia da viagem de volta ao Brasil. Fomos checar, aí descobrimos que seria no dia seguinte e que estávamos “trelelé” da cabeça. Tudo bem, relaxamos e decidimos conhecer a Fortaleza do Cerro de Montevidéu ou Fortaleza General Artigas, onde se localiza o Museu Militar desde 1916.Endereço:Jose Battle y Ordonez, 12800.

Fomos de Uber e nos dirigimos ao cerro, uns 1000 pesos uruguaios (R$140,50) de ida e volta, lugar bem longínquo. O motorista Marcelo nos dá dicas valiosas sobre a cidade. O monte tem 134 metros acima do nível do mar, está no bairro Casabó. Ele não sabe como o Uruguai sobrevive sem petróleo e indústrias, somente com serviços e pecuária. Disse que deveríamos conhecer Cabo Polonio, distante 260 km de Montevidéu. É um balneário rústico, sem luz, interessante e receptivo a turistas do mundo todo pela sua beleza e natureza exuberante e inóspita.

Falemos sobre o cerro. O Museu Militar vale a pena conhecer, mostra batalhas importantes, armas, generais, canhões, e muita história sobre a fundação de Montevidéu, a declaração de independência do Uruguai em 25 de agosto de 1825, mapas etc. O mirante da fortaleza nos proporciona um cenário grandioso da baía de Montevidéu, com o rio da Prata embaixo e a cidade de Montevidéu do outro lado. Também se vê o porto e a refinaria de lá. A dica foi da Shame, atendente do hotel América.

Para chegar no local, tem que tomar cuidado, pois não é um bairro tão policiado. A fortaleza por ser área militar, sim. Melhor não ir de ônibus.

A Fortaleza del Cerro foi construída na pedra em 1809 e fundada pelo governador Francisco Xavier Elio. Ali estava a Guarnição Real Corpo de Artilharia. Segundo a Wikipédia, em posição dominante sobre o monte mais elevado da região, tinha como função a defesa do povoado e seu porto, à margem esquerda do rio da Prata. Trata-se da última fortificação espanhola construída no Uruguai. É um Monumento Nacional desde 1931.

O Marcelo ficou nos esperando e ao sairmos, retornamos ao centro direto para almoçar no El Fogón (rua San José,1080). Eu escolhi tilápia com legumes ao vapor, regada ao vinho jovem Cabernet Franc tinto, da Bodega Tomasi (Região Vinícola Atlântica Lomas de la Paloma/Rocha) e o Carlos: entrecôte bovino com salada, e de sobremesa: sorvete de limão com creme. O garçom Luís muito solícito, queria aprender português. Muito bom almoço, bem servido e tratamento de primeira.

Passeamos à tarde pelo centro. Não se veem fios elétricos nas ruas, por isso as árvores altas. A cidade fica bem mais agradável e bucólica. Perto do hotel América está a Passagemdos Direitos Humanos com o Palácio dosTribunais de um lado e a Suprema Corte do outro. Na avenida 18 de Julho, 1249, paramos no Bar Facal para um café expresso, detalhe: 110 pesos, ou seja, R$15,43. Ali fora está a Fonte dos Cadeados (Fuente de los Candados), local dos românticos frequentadores que colocam cadeados para ter um amor duradouro. Na rua Paraguay, descobrimos o Mercado dos Artesãos, onde indico a lojinha Caravanas com bijuterias originais, aliás, que mercado mais deslumbrante. São os mesmos artesãos do Mercado do Porto. Gostei, artesanato de alto nível, muitos feitos em vidro e osso.

Na praça de Cagancha ou Liberdade, demos uma parada. Para jantar, sanduíches e suco de laranja no Bar Hispano (San José, 1050) com os garçons Eduardo e Gustavo. Ficaram nossos “chapas”.

Dia 25 de abril de 2023. Dia da partida para Porto Alegre-Rio Grande do Sul. Às 12 h o transfer para o aeroporto nos pegou. Fizemos outro passeio pelas ramblas. O motorista Eduardo foi um ótimo guia, aliás, como gostam de nos contar detalhes. A música candombe nasceu no bairro Cordón. A praia Ramirez foi a primeira praia a ser frequentada pelas pessoas que logo depois tomavam chá no Parque Hotel de Montevidéu, de 1909 (hoje sede do Mercosul desde 1997). O bairro Pocitos é uma Copacabana pequena. Depois vem Buceo. Nas ramblas não se aceitam ambulantes. Passamos pelo museu Oceanográfico (Rambla República de Chile, 4215). A ilha das Gaivotas, uma reserva natural. Na praia Malvín se localiza a Casa de Veraneio de Carlos Gardel, Villa Yeruá, hoje museu (Rambla O´Higgins Rimac). Os bairros à beira rio são charmosos. Não se podem construir prédios altos.

Em Punta Gorda se encontram residências bem cuidadas, protegidas, a arquitetura é europeia. Carrasco é a região mais cara da cidade. No séc. XIX era um balneário como Punta del Este é hoje. Era um bairro privado, só entravam pelos portões de Carrasco. Depois o bairro foi crescendo com a venda dos terrenos. O hotel Sofitel Montevideo Casino Carrasco & Spa é um deslumbre. Carrasco é pensado, planejado com parques, árvores, flores, beleza. Vemos o parque Roosevelt no caminho do aeroporto. No aeroporto pediram comprovante de vacina da COVID-19. Havíamos comprado empanadas no centro por garantia.

Chegamos a Porto Alegre-Rio Grande do Sul, meus pais estavam lá. Na quarta, fomos ver a tia Rita no bairro Agronomia, e à tarde passeamos pela praça Comendador Souza Gomes no bairro Tristeza. De triste não tem nada, é alegre e movimentado. Lá nos deparamos com uma feira de verduras, cucas e produtos feitos e plantados pelos agricultores. Fiquei com água na boca. A confeitaria Bassani é uma tentação, antesera o café Itália (Praça Comendador Souza Gomes, 15). Passear pelas casas ao longo do rio/lago Guaíba é um cenário e tanto. As fotos com os barcos velejando viram poesia. Na confeitaria Rony Francês, as tortas são tentadoras (av. Wenceslau Escobar, 2389). À noite pizza com a família e amigos Isa e Fernando na Don Matraconni Pizzeria (av. Wenceslau Escobar, 2320, loja 6). Bom demais estar com os familiares do RS e casal amigo. A Zona Sul do Portinho é uma festa.

No dia seguinte, retorno a Fortaleza. Uma baita viagem. Uruguai, país pequeno, organizado, letrado, bonito e com um povo muito querido. Além de Porto Alegre e Gramado no Rio Grande do Sul, foi uma jornada gastronômica com muito vinho e encontros carinhosos.

4 comentários em “Montevidéu-Uruguai-2023-dia 7-Fortaleza del Cerro de Montevideo

  1. Que viagem deliciosa, dear Mônica!

    Montevidéu (e o Uruguai como

    um todo!) é adorável! A comida sempre nos encantou. Keith e eu fomos duas vezes.

    Adoro as histórias que você conta dos motoristas. E os relatos das comidas & vinhos. Sempre uma viagem na minha cabeça.

    E POA? Deu agora uma dor no coração. Amo essa cidade. Que tudo volte ao normal em breve!

    Obrigada por nos proporcionar viagens maravilhosas com vocês.

    With love,

    Josi

    Curtir

  2. Impressionada de ler que, em julho de 2023 — passados três anos do gigantesco engano que a OMS perpetrou contra a humanidade –, no aeroporto do Uruguai as autoridades estivessem pedindo comprovante da vacina COVID-19, fui buscar informação com ajuda do Google. Encontrei uma notícia na web do Ministerio de Saúde Pública do Uruguai, segundo a qual “desde 16 de fevereiro de 2023 que não é solicitado aos viajantes certificado de vacinação contra a covid-19 ou apresentação de resultados de testes, independentemente da sua idade ou nacionalidade”. Acho que vocês sofreram um abuso de autoridade por parte das autoridades aeroportuárias em abril de 2023.

    Curtir

    1. Querida Helga,
      Ao contrário de você, eu sou totalmente pró-vacina e não nos sentimos abusados. Se pedem vacina contra febre amarela para entrar na Colômbia ou nos EUA, já passei por isso no passado, eu tomo. aliás, já tomei vacinas mil. contra dengue, herpes zoster, meningite, a da COVID-19 é apenas mais uma. Não viajo de avião sem vacinas, é pros meus cuidados e dos meus pais que são idosos. Obrigada pela sua participação e grande abraço.

      Curtir

  3. Mônica, não sou antivaxxer. Mas não me vacinei nem permiti que vacinassem meus pais porque tinha informação sobre o que eram essas vacinas. Eu estava certa (claro, eu tinha informação para contrastar com a desinformação do “pensamento único” divulgada pela mídia tradicional): nesses quatro anos muita água passou debaixo da ponte: as farmacêuticas já reconheceram que suas vacinas Covid-19 provocam graves seqüelas e, em muitos casos, matam. O Center for Disease Control and Prevention americano, o CDC, também já o reconheceu. O Congresso dos Estados Unidos está investigando e fornecendo provas nesse sentido. A União Europeia já proibiu a comercialização de uma delas. Você sabe inglês. Tem todas as condições de se informar, pelos seus cuidados e dos seus pais que são idosos. Conte comigo, se quiser saber mais sobre o assunto.

    Curtir

Deixar mensagem para monicaalmadeviajante Cancelar resposta