Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Hoje é dia 11 de novembro de 2024, estamos partindo do Marrocos e chegando a Lisboa por alguns dias. Vamos nos hospedar no hotel Duas Nações, nosso velho conhecido na Rua da Vitória, 39. Perto da Praça do Comércio na Rua Augusta com Vitória. Já chegamos conversando com o taxista, bom de papo. Lisboa, nos sentimos em casa. Eis a razão de voltarmos sempre.

No hotel, pagamos logo a taxa turismo de €20 euros por pessoa. Quem nos recebe é o Diniz, muito educado. O hotel não é mais o mesmo. O quarto é diminuto, mas o café da manhã muito bom, €10 euros por dia e por pessoa. Cama, chuveiro, localização e preço excelentes. Os dois sócios de antigamente apartaram e dividiram o hotel em dois, ficou bem menor, logicamente. Os atendentes bem solícitos. Vale, mas há de se prevenir que o elevador só dá pra uma pessoa ou para as malas, a gente sobe e desce de escadas. Uma graça. Detalhe: fiquei presa no elevador! Ainda bem que são somente dois andares, melhor de escada.

Lisboa com gente do mundo todo. Uma festa constante. Jantar de sopa de legumes mais salada de frutas no Cais das Colunas, na esquina, na Rua da Vitória, 46.

Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Dia 12 de novembro de 2024. Café da manhã com frutas, Nutella, iogurtes, bolos sem açúcar, tudo bom. A ideia do dia é visitar o museu Calouste Gulbenkian: Fundação Calouste Gulbekian, Centro de Arte Moderna José de Azevedo Perdigão. Metrô 4, estamos na Baixa Chiado e vamos na linha Azul, direção Reboleiras. Vamos lá: passamos por Restauradores, Avenida, Marquês de Pombal, Parque e São Sebastião, onde descemos. A loja de departamentos El Corte Inglés à direita, o Gulbekian à esquerda. Porém… era terça-feira e estava fechado. Que coisa! Tem problema, não, fomos passear por fora do prédio. Onde vamos, sempre temos boas companhias para conversar. Um senhor estava lá nos dando informações. O jardim agradável, bem frequentado pelos moradores. Um café chamado Brunch no Jardim, uma lindeza. €1.10 euro o cafezinho. Detalhe: você paga para uma máquina que dá o troco em cédula e moeda. Uau! Cidade com qualidade de vida por meio de suas áreas verdes para desfrutar.

Eu e o Carlos na Fundação Calouste Gulbenkian do lado de fora-Lisboa-Portugal-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Depois, um prazer enorme entrar no El Corte Inglés (av. António Augusto Aguiar, 31). A gente ama de paixão. 7 andares de maravilhas. O supermercado é gigante, de babar. Cinemas, restaurantes de tapas, sushi, sopas, empanadas, opções mil. Na hora da comida, fomos ao 7° andar. Taberna portuguesa, cafeteria, restaurante havaiano etc, enfim, escolhemos o Tasca Chic. Menu: Bacalhau a Gomes de Sá com vinho do Alentejo: vinho Lagoalva, uvas: Alfrocheiro e Syrah. Seco e amadeirado. Refeição gourmet com água da bica (torneira). €32 euros cada. Para sobremesa, nada como o Alcoa: os doces são uma perdição. Socorro!

Bacalhau a Gomes de Sá-Tasca Chic-El Corte Inglés-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Para voltar ao hotel, linha Azul, sentido Santa Apolônia. Descemos na Baixa Chiado. Um pastel de nata na Pastelaria Pau de Canela (fabrico próprio), endereço: Rua da Vitória, 57; o picolé natural e sem conservantes de frutas vermelhas no Popbar (rua Augusta, 139) e vamos nos divertindo. O calçadão no centro convida a um passeio. Sapatarias, e a loja de bebidas, de figo seco, de queijos e de chocolates Manuel Tavares Ltda, de 1860 (rua Betesga, 1 A/B). Nada como manter a tradição e entrar em uma loja conhecida. Carrinho de Ginjinha de Óbidos por €1.50 euro no copinho de chocolate Cherry ou Trip, saboroso. Celeiro Drogaria, uma farmácia com artigos variados de cosméticos. Oferece os produtos Couto de Portugal: sabonetes, cremes de mãos etc. Rua 1° de Dezembro, 64. Indico.

Na entrada da sorveteria Popbar, uma grata surpresa. Olhamos pro chão e vimos um vidro protegendo o que parecia ser um sítio arqueológico mais abaixo. E era mesmo. Uma placa de vidro nos conta a descoberta: “Rua Augusta 135, testemunho da transformação de Lisboa ao longo dos séculos. A cidade é feita de múltiplas camadas de história e este edifício é disso prova viva. As escavações arqueológicas aqui realizadas entre 1993 e 1996 revelaram ruínas que remontam ao período romano, quando as esteiras do Tejo (rio) chegava a este local. Nesse tempo existia aqui uma fábrica de salga de peixe. Foram também aqui descobertos vestígios datados do período medieval islâmico entre os séculos XI e XII. Nesta zona da cidade, as ruas repletas de oficinas dirigiam-se ao ainda hoje correntemente denominado Terreiro do Paço e o Rio Tejo. Prosperaram durante vários séculos. No séc. XVI, sobre a olaria medieval islâmica, foi construída uma ferraria, oficina que trabalhava o ferro, cujas ruínas podem ser vistas sob o chão de vidro. Mais tarde, em 1755, um violento terremoto, seguido de tsunami e incêndio, destruíram completamente a Baixa de Lisboa, incluindo a ferraria. Sobre os escombros, foi construída a Baixa Pombalina, incluindo este edifício, com recurso a técnicas antissísmicas inovadoras, característica da reconstrução promovida pelo Marquês de Pombal. A estrutura urbana tornou-se ortogonal, contrastando com a rede orgânica que caracterizava a Baixa pré-pombalina”. A Wikipédia nos informa que são as Galerias Romanas da Rua da Prata (no subsolo a antiga Rua Bela da Rainha) e da Rua da Conceição, estendendo-se até a Rua do Comércio.

Sobre a história do pastel de nata, está escrito em mosaicos na parede da pastelaria Fábrica da Nata: “Os pastéis de nata são uma das mais tradicionais e populares especialidades da doçaria Portuguesa. No final do séc. XVII vários conventos e mosteiros em Portugal produziram uma gama diversa de pastelaria e doçaria à base de ovo, utilizando sobras das claras de ovo utilizadas na engomagem de roupas e no processo de produção de vinho. Com a expulsão das ordens religiosas e o encerramento de muitos conventos e mosteiros no rescaldo da Revolução Liberal de 1820, esta receita saiu dos conventos e tornou-se um ex libris (propriedade de) da doçaria Portuguesa. Desde então, clientes locais e visitantes provam estes deliciosos pastéis polvilhados com canela e açúcar em pós recém-saídos do forno.” Endereço: Rua Augusta, 255 a.

De novo, jantar de sopa, desta vez de abóbora. No Cais das Colunas. Como sempre, sou constante nas escolhas e escolho um lugar pra chamar de meu.

No dia seguinte, passeio a Évora. Nossa segunda vez. Cidade para conhecer, certamente.

2 comentários em “Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

  1. Maravilhoso relato sobre Lisboa! Viagens de família e imperdíveis com gratas recordações!

    As tascas, o El Corte Inglês, no Natal é frenético, com seus vinhos e festival de jamon (há as técnicas para fatiar as peças).

    Os pasteis de nata e tudo relacionado à terra dos patrícios!

    Maravilhoso!

    Parabéns pelo relato, Mônica!

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