Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Hoje é dia 14 de novembro de 2024. Frio grande em Lisboa. O metrô de greve das 6h30 às 10h30, depois volta a funcionar. Vamos ao Gulbenkian novamente. Pegamos o metrô na estação Baixa-Chiado para São Sebastião. Linha Azul.

Chegamos ao Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM). Segundo o site gulbenkian.pt, o novo edifício e jardim foram redesenhados pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, que colaborou com o arquiteto Vladimir Djurovic, para integrar na perfeição natureza e arquitetura.

Vimos a exposição temporária, toda na madeira clara com expositores, de nanquins, quadros e fotografias do artista português Fernando Lemos, exilado no Brasil em 1953 e depois naturalizado. Paisagens e cenas do Japão feitas por ele. Nessa parte moderna, olham os bilhetes o tempo todo. Gosto muito de encontrar crianças em museus. Todas elas de chapéus vermelhos. Pagamos por exposições permanentes e temporárias ou só permanentes.

A obra “Recuar da Onda”, de João Cristino da Silva (1829-1877) merece aplausos. Outra sala com vídeos de temas sensíveis. Perto, uma loja transada que vende livros, velas, sabonetes, bolsas, garrafas etc. Jardins imensos com uma passarela de cimento, bem cuidada com batentes, até o museu Gulbenkian em frente (do lado da sede). Embaixo o bengaleiro ou cloakroom, onde deixamos os casacos e bolsas, e uma cafeteria. Achei o CAM confuso, a entrada é a saída, tivemos que deixar tudo no bengaleiro a fim de ir ao edifício-sede, então pelo bom humor foi melhor almoçar na cafeteria às 12h45. Primeiro prato de legumes salteados com quinoa e nozes e o segundo prato um bom Bacalhau à Braz. Valeu! Conta: €23.10 euros.

Depois, rumamos ao museu em si. De acordo com a Wikipédia, o museu Calouste Gulbenkian acolhe uma da mais importantes coleções privadas de arte do mundo, abrangendo obras do Antigo Egito, das artes do Mundo Islâmico, da China e do Japão, bem como as artes decorativas francesas, joias de René Lalique e quadros dos mestres da pintura como Rembrandt, Rubens, Monet, Renoir, Edgar Degas e Turner.

O site continua explicando que o museu abriu suas portas em outubro de 1969, dando seguimento às disposições testamentárias de Calouste Sarkis Gulbenkian, industrial de origem armênia, fixado em Portugal em meados do séc. XX, e que ao longo de sua vida reuniu uma vasta coleação de arte. As peças em exposição permanente encontram-se expostas de forma a constituir dois circuitos independentes. O primeiro é dedicado à Arte Oriental e Clássica, e o outro à Arte Europeia, do séc. XI ao XX.

Chegamos ao edifício-sede. Agora a exposição temporária “Veneza em Festa”, de 25 de outubro a 13 de janeiro de 2025. Obras, como “O Grande Canal Visto de San Vio”, Veneza, de Canaletto (1697-1768); “O Grande Canal com Santa Maria della Salute”, de Michele Marieschi (1710-1743); “O Pórtico do Palácio Ducal”, de Francesco Guardi (1712-1793) etc. Ficamos encantados. Além da escultura de mármore de Antonio Corradini (1688-1752). Muitas outras maravilhas de John Singer Sargent, Antonio Visentini, Giacomo Guardi e Gianbattista Tiepolo.

Rumamos às exposições permanentes. A do Egito. Primeiras moedas gregas de 575 a. C a 75 a. C. Medalhões romanos encontrados em Abuquir, Egito, em 1902, gravados com as figuras de Alexandre O Grande, seu cavalo Bucéfalo e sua mãe Olímpia.

Salas: Arte do Oriente Islâmico, Arte Greco-romana e da Mesopotâmia. Tapetes persas de veludo, séculos XVI e XVII; tapetes de lã, roupas de seda de fio prateado e dourado do séc. XVIII. Quantas belezas! Estudantes adolescentes no museu. Acho o máximo. Tapete da Turquia do período Otomano. Azulejos com fênix da Pérsia, séc. XIV, do período Ilkhânida. Tapetes da Índia do séc. XVII de padrão floral do período Mogol. Jardim islâmico. Azulejos com padrões florais do período Otomano. Vaso com pássaros a voar do Egito ou Síria, período Mameluco, séc. XIV, o vidro esmaltado e dourado. Arte armênia, primeiro reino a adotar o cristianismo como religião oficial em 301 d. C.

Porcelana chinesa e trabalho em vidro do período Qing, séculos XVIII a XIX, no reinado de Kang XI (1662-1722). Caixas bandejas do Japão período Edo, séculos XVIII e XIX. Arte e culturas chinesas da dinastia Ming (1368-1644).

Arte Europeia. Pinturas de santos do séc. XV. “Sagrada Família e Doadores”, de Vittore Carpaccio, séc. XV. “Figura de Ancião”, de Rembrandt, de 1645. “Mar Encrespado Junto à Costa”, de Jacob van Ruisdael, Holanda, 1660. Gobelins, da Itália, séculos XV e XVI. Artes decorativas do séc. XVIII, mobiliário francês. Belo! Vários ambientes decorados. Prataria francesa dos séculos XVIII e XIX. O museu tem a mais importante coleção particular de ourivesaria (arte de fabricar joias e outros objetos de ouro).

Porcelana francesa, manufatura de Sèvres, do séc. XVIII, mais quadros franceses. “De Natureza Morta”, de Henri Fantim-Latou, de 1866. A escultura em bronze “Cabeça de Legros”, de Rodin, de 1910.

Pinturas: “Barcos” de Claude Monet, de 1868, “O Degelo” de Renoir, de 1880. Em outra sala, René Lalique, dos séculos XIX e XX. Trabalhos em vidro e marfim: pendentes, gargantilhas, diademas, jarros. Espetaculares.

Umas três horas de visita, imperdível. Fomos buscar as bolsas e mochilas no bengaleiro do outro prédio. Chove. Demos uma boa corrida.

De lá, nos dirigimos ao El Corte Inglés, nossa loja de departamentos de sonho. No 7° andar, um chiffon de chocolate amargo em forma de minitorta e um café americano na Alcoa. Amo! Uma visita básica ao supermercado no subsolo e, depois metrô, ali mesmo. Tudo fácil. Dia muito produtivo e prazeroso.

Dia 14 de novembro de 2024. Fomos ao shopping ou centro comercial Vasco da Gama de metrô. Linha Verde direção Telheiras, desce em Alameda, pega a linha Vermelha no sentido de Oriente, pronto, saímos em frente ao shopping. A estação Olaias da linha Vermelha é bonita, colorida e sai do túnel um pouco, depois volta, a de Bela Vista no mármore e desenhos geométricos. Vale a pena esse passeio.

O shopping Vasco da Gama é amplo, com lojas maravilhosas como a Timberland, vimos a brasileira Avatim em um quiosque. A livraria Bertrand, Natura (de roupas transadas) e Parfois, minhas queridas. Dentre outras, o lugar é imperdível.

Almoço no restaurante Serra da Estrela na praça de alimentação. Prato principal: o Carlos no tradicional Bacalhau com Natas e eu provando o Açorda de Camarão, acompanhado de uma sangria pequena, bem refrescante. Vamos ao meu prato: feito de pão, bem diferente, gostei do camarão e da gema de ovo em cima da comida, no mais, achei enjoativo tanto pão. Pagamos uns €30 euros a refeição. No shopping, há várias opções de restaurantes: comida mediterrânea, mexicana e por aí vai. Detalhe: o frio deixa todo mundo doente, eu inclusive, com uma boa gripe. Detalhe: em Portugal há um remédio chamado Griponal efervescente, funciona mesmo. Ninguém merece ficar com nariz pingando em viagens.

Do local, fomos ao Oceanário. A seção dos pinguins estava fechada para manutenção, que pena. Sempre muito bom ir lá, foi minha terceira vez. Só não foi melhor, porque em fim de viagens estamos exaustos.

Dia 16 de novembro de 2024, dia de ir embora com a certeza de retorno. Uma informação de utilidade pública aos viajantes. Quem compra em certas lojas e gasta uma certa quantia, tem direito ao TAX FREE, ou seja, recebe de volta o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Foi o caso do Carlos que comprou botas novas na Timberland no shopping Vasco da Gama. Chegando ao aeroporto Humberto Delgado com as malas e com uma multidão lá dentro, soubemos que o guichê 24 da TAP era responsável por isso antes de despachar as malas, porém a fila estava enorme, então seguimos adiante. Despachamos a bagagem e entramos. Encontramos pelo caminho a Alfândega com uma funcionária da Receita portuguesa só para isso. Outra fila. O Carlos estava com a nota fiscal, o cartão de embarque do voo e o passaporte, mas… ela queria ver as botas que estavam na mala! Pensem na frustração. Que burocracia mais sem sentido. Resumo da ópera: não houve recebimento nenhum do TAX FREE. O vendedor da loja havia dito que a nota fiscal com o nome dele e documento eram suficiente. Enfim, não foi.

Obs:. Segundo o www.bing.com, sobre o TAX FREE: 11% a 13,6% do valor gasto em produtos sujeitos à taxa padrão de IVA. O limite mínimo de compra para ter direito ao reembolso é de €61.35 euros.

Fim de viagem. Marrocos e Portugal, momentos inesquecíveis que deixarão saudade.

2 comentários em “Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

  1. Olá, dear Mônica!

    É sempre delicioso passear com você e o Carlos mundo afora. Lisboa sempre acolhedora. Infelizmente o aeroporto é altamente estressante.
    Até a próxima viagem!

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    1. Querida Josi,
      Sempre muito bom saber que você viaja com a gente. Obrigada pelo seu comentário. Verdade, Lisboa é uma cidade acolhedora, voltaremos e voltaremos. Aeroportos no exterior não são fáceis, por isso chegarmos cedo. Nunca me arrependo. Grande abraço e até a próxima viagem.

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