Berlim e Leste Europeu-chegada a Berlim-dia 1

Berlim e Leste Europeu-chegada a Berlim-dia 1

Hoje é dia 13 de março de 2025. Lá vamos nós fazer um circuito pelos países do Leste Europeu e Berlim com a CVC/Europamundo (à época com a Débora no shopping Del Paseo em Fortaleza) no inverno. Fomos pela TAP Fortaleza-Lisboa. Na chegada para os voos de conexão ou ligação, como os portugueses dizem, passamos pela imigração e raio-X. Do ano anterior para então, havia mudado o protocolo. Sempre uma sopinha de abóbora no Go Natural por €2,50 (euros). Lugar de estimação. Voo para Berlim na hora também pela TAP, só água oferecem, no mais, se compra no cartão de crédito.

Chegamos à histórica Berlim. Berlin Brandemburg Airport. Enorme. As malas chegaram, que alívio. São 16h40. O motorista do transfer nos aguarda em uma Mercedes, o Harry, um senhor bem simpático. São 27 km do centro de Berlim. Passamos pelo futurístico Tempelhof, aeroporto que pertencia ao setor americano pós-II Guerra Mundial. As esteiras de malas eram as maiores do mundo. Conforme o livro Pelos Caminhos da II Guerra Mundial, volume 1, editora Chiado, 2019, de Eleazar de Castro e Goretti Gurgel, o aeroporto foi construído em 1923 pelo presidente Hindenburg após a I Guerra Mundial. Quando Hitler assumiu o poder, encomendou o projeto de um aeroporto para Albert Speer, o arquiteto do nazismo. A ideia é que fosse “a mãe de todos os aeroportos”, de fato, chegou a ser dos mais importantes. Com as linhas retas e sóbrias, típicas do partido nazista, já tinha à época uma ligação com os trens do metrô de Berlim. Durante a II GM foi base de manutenção dos aviões da Luftwaffe e no subterrâneo uma fábrica de armas. Muito tempo depois, foi transformado no maior parque público da cidade, utilizado por ciclistas, corredores e skatistas. No pátio permanece um avião Douglas C-54 Skymaster (a versão militar americana do DC-4).

E vamos batendo papo com o Harry. Os prédios têm a mesma altura por onde passamos, 4 andares, há uma razão histórica. Estamos na antiga Berlim oriental. Diz ele ser o tempo uma gigantesca máquina de lavar, devolve tudo para onde pertence (Time is a huge washing machine. It puts everything back to what it belongs).

Que distância! Enfim, chegamos ao hotel da excursão. Decidimos aproveitar a cidade com uns dias antes. Hotel muito bem localizado, na famosa praça Alexanderplatz: Park Inn by Radisson. Entramos, deixamos as malas e fomos comer. Descobrimos o Frittenwerk na praça. Salada com frango e avocado chicken bowl (tigela de frango com abacate), uma delícia, com quinoa. €10,90 (euros). Restaurante descolado, como se diz, pratos de locais diversos, como Istambul (Turquia), Montreal (Canadá), Tijuana (México) etc. Um achado.

Dormimos exaustos. Algo a contar, eis minha segunda estada na cidade. A primeira foi em 1997 por poucos dias, ainda com aquele clima lúgubre na Berlim, então oriental. Faltou muito a conhecer. Queria muito checar como estava anos depois, porque só escutava elogios. Lembrando que em 9 de novembro de 1989 ruiu o notório Muro de Berlim, marcando a queda da Cortina de Ferro e o início da queda do comunismo na Europa Oriental e Central (fonte: Wikipédia). Berlim, história sem fim.

Continuaremos com muito mais sobre essa cidade vivaz.

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