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Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

Paixão por Buenos Aires-Feira de San Telmo-segundo dia

Hoje é dia 23 de outubro de 2022, domingo, dia de feira de San Telmo na rua Defensa no bairro de San Telmo em Buenos Aires e é para lá que vamos felizes. Passeio da manhã e um pouco da tarde. Amo!

Primeiro, o café da manhã do hotel República. Fantástico com a mesa de croissants, o doce de leite que me deleito, batatas cortadas, omelete, tomate, pães etc e o iogurte Ilolay de morango cremoso, excelente. Uau! Já gosto do hotel. Detalhe: croissants e doce de leite são tradicionais no país.

Bem, vamos a San Telmo na expectativa boa de sempre. Multidão nas ruas, cada dia cresce mais e as lojas, centros comerciais, restaurantes, cafés, sorveterias ao redor abrem também, então é uma grande festa de gente.

Cada barraca mais incrível que a outra: couro, incensos, bijuterias de vidro, Mafalda em copos e em camisetas (comprei uma!), antiguidades diversas, xícaras de peça única, ímãs e por aí vai. A fila para tirar foto com a estátua da amada Mafalda estava gigante, logo não tirei uma. O calor aumentando e eu queria um friozinho, mas não teve jeito. A novidade fica por conta das lojas de doce de leite: La Vaca Lechera, La Casa del Dulce de Leche, Doña Magdalena etc, onde se encontram também alfajores. Só em olhar já engordo…

Multidão na rua. Suco de laranja vendido no sol, muito bom para aplacar o calorão. A arquitetura dos prédios me encanta, as lojas são transadas, dá gosto. A Mafalda está em todos os lugares, é paixão portenha. Um pouquinho sobre ela: foi criada pelo cartunista argentino Quino (1932-2020). O site www.ebiografia.com diz que a menina é uma heroína contestadora, revolucionária, inquieta, que se recusa a aceitar o mundo como ele é, procurando sempre formas de questionar e de mudar a sociedade.

Coincidentemente, nos encontramos com as colegas de UFC (Universidade Federal do Ceará) Márcia Machado e Vládia Borges, tiramos fotos e nos divertimos. Quem tem alma de viajante se encontra pelo mundo. Salve, colegas!

Entramos no Mercado de San Telmo, de 1897, na rua Defensa, 963. Vi o restaurante El Hornero de empanadas, lojas 88 e 89, na Calle Carlos Calvo, 455, o qual conheci pelo Instagram e fiquei curiosa, porém estava lotado. Continuamos procurando um lugar para comer as benditas empanadas que apreciamos. Descobrimos o La Hispano Americana Pastas Frescas, de 1954, localizado do lado de fora, na rua Estados Unidos, 454. Compramos de frango, espinafre e de carne para levar. Ufa! Comemos, então, em frente a uma porta, sentados do outro lado da rua. Experiências impagáveis. Ainda com fome, o Carlos não resistiu e pediu no Nuestra Parrilla no mercado um sanduíche de chorizo (bife de chorizo típico da Argentina), rua Carlos Calvo, 471. Segundo ele, uma maravilha.

Ainda existem locutórios em Buenos Aires, coisa boa. Gosto de usar o telefone e pagar barato. Isso não tem preço.

A grande quantidade de lojas de alfajores, geleias, chocolates, uau! No mercado há brechós de roupas; na feira sebos, livros mil. O povo gosta de ler, sem dúvida. Desbravamos o Paseo del Anticuario, na rua Carlos Calvo, 425, e a Galeria Solar de French (velha conhecida), na Calle Defensa, 1066. Indico muito a galeria, já que lá estão as sombrinhas coloridas decorativas, boas para fotos, e as lojas de bolsas, sapatos, antiguidades e a minha favorita de duendes, bruxinhas, decorações são lindas de morrer. Foi a casa do coronel Patrício Domingos M. French (1773-1825), ilustre soldado da Independência, a tradição o liga às origens da legião de honra nacional. Sempre gosto de ler placas de figuras importantes.

A feira começou na praça Dorrego. Ali perto existe uma loja de chapéus convidativa e também fábrica: Lili Sun Sombreros-hats factory. Tenho um vermelho de anos passados, são bem originais.

Estivemos em uma galeria de antiguidades que não conhecia, um prédio antigo com mosaicos, daqueles de estilo italiano com um pátio interno, escadas e quartos embaixo e em cima. Trata-se de um sobrado tradicional de 1880 que foi moradia da aristocrática família Ezeiza (descendentes de espanhóis do país Basco). A planta baixa tem três pátios: do Tempo, da Árvore e dos Ezeiza. A planta alta é uma só. Foi uma escola para surdos-mudos e em 1981 virou uma galeria comercial dedicada à venda de antiguidades, indumentárias, quadros, lembrancinhas. O nome da casa é Pasaje de la Defensa, Calle Defensa, 1179. Vale a pena conhecer.

Ao sair da feira com tantas novidades, passamos em frente ao Museu Moderno e entramos. Visitamos a planta baixa, o 1º, 2º andar e o subsolo com exposição das artistas abstracionistas/de arte moderna: Cristina Schiari, Mónica Giron, Delcy Morales, Marta Minujín etc. Sempre aprendendo.

O jantar foi novamente no hotel. Prato bem servido de frango grelhado e salada, muito em conta, com um bom vinho Malbec, o forte da Argentina.

À noite, fora do hotel, ao redor do Obelisco havia uma multidão feliz e veio a curiosidade. Era a festa da vitória do time de futebol Boca Juniors, campeão argentino de 2022. Uma festa alegre de famílias, amigos, tudo bem ordeiro e policiado. Sentimos segurança. Foi muito bom de participar. Digno de nota frisar que tudo de fundamental na capital federal ocorre ao redor do Obelisco, é o ícone da cidade: sejam festas, manifestações ou encontros.

Dia seguinte: show de tango. Continuaremos em breve.

Paixão por Buenos Aires-chegada

Paixão por Buenos Aires-2022-chegada

Nada mais fácil do que escrever sobre a capital da Argentina, meu sangue ferve naquela terra. Algo que não sei explicar, chego lá e fico mais do que radiante. Meu coração e alma pedem que voltemos sempre. Ainda bem que o Carlos, meu companheiro de aventuras e de vida, concorda. Nossa jornada em Buenos Aires ocorreu entre 22 e 30 de outubro de 2022.

Dia 22 de outubro de 2022, sábado. Voamos pela GOL às 9h50, voo direto de Fortaleza a Buenos Aires, descendo no aeroporto Jorge Newbery dentro da cidade. Um luxo! 5 h e meia de viagem com almoço de frango, arroz e uma tortinha de chocolate com pouco açúcar. O papo com o argentino Hugo foi agradável, a filha dele tem uma pousada aqui no Ceará na ilha de Guajiru em Itarema. Vimos fotos e nos encantamos.

Como tínhamos combinado o transfer com a CVC, o Gustavo foi nos buscar com a van no aeroporto. Antigamente íamos de ônibus, táxi, a gente se virava, hoje não, queremos conforto e facilidade. Marcas da idade? Ele nos deu o folder de passeios e de shows de tango, tudo muito organizado. A gente queria mais saber dos tangos, uma vez que já fizemos muitos passeios na cidade em outras viagens.

No hotel Globales República (Calle Cerrito, 370), perto do Obelisco, já estava o Júnior da CVC nos esperando, aí nos ajudou com o check-in e trocou dinheiro para nós. Só tenho elogios. Já coloquei o whatsapp dele no celular. Isso facilita a vida do turista. Detalhe: o pagamento do hotel foi feito pelo Bancorbrás, sistema de viagens que utilizamos uma vez por ano. Esperávamos um quarto maior, mas a boa localização e o pessoal do hotel compensaram.

Fomos dar uma reconhecida de área pós check-in na região que é muito central com Starbucks, lojas de lembrancinhas, farmácias, restaurantes e cafés. Amo os kioskos (pequenas lojas que vendem tudo de alfajores, os biscoitos doces típicos, chocolates etc) e percebi lojas novas somente de doces de leite, maravilha! Estamos no centro, lugar para caminhar e ser feliz. Jantamos frango grelhado com salada considerável no próprio hotel. Preço: AR$ 1200 pesos pelo prato individual (hoje em maio de 2023 seria R$ 25,44). Lembrando que o momento é positivo para o turista brasileiro, o nosso real está mais do que valorizado lá. A inflação maltrata os hermanos, logo os preços são mutáveis.

Buenos Aires da última vez que fomos em 2016 estava mal cuidada, porém desta vez foi uma grata surpresa. Amei tê-la visto pujante, com muito movimento, limpa, amada, um arraso.

Estávamos cansados e logo fomos dormir. Continuaremos com o domingo na feira de San Telmo.

Carnaval em Maceió-2023-últimos dias

Carnaval em Maceió-2023-últimos dias

Hoje é dia 21 de fevereiro de 2023, terça-feira gorda de carnaval. O momento é aproveitar a cidade e conhecer um pouco mais. O café da manhã do hotel Acqua Inn de novidade teve omelete fit e bolos diversos com pouco açúcar. O de chocolate com calda de chocolate estava divino.

Vamos a pé até Pajuçara, estamos em Ponta Verde. Vemos a estátua em bronze de Guimarães Rosa no calçadão e a placa em homenagem aos quatro jangadeiros que saíram da Enseada de Pajuçara e navegaram ao Rio de Janeiro no dia de 27 de agosto de 1922 a fim de celebrar o Centenário da Independência na capital federal de então. O dia está nublado, o calor abafado, a orla lotada. Também observamos a estátua do almirante Tamandaré (1807-1897), considerado herói brasileiro e patrono da Marinha do Brasil.

Entramos no Pavilhão do Artesanato de Pajuçara. Tudo bem colorido, muitas variações de saídas de banho, trabalhos em filé, chaveiros, muito a ver. Uma água de coco na Bodega da Tapioca ameniza o calor. Ali perto descobrimos uma feira de artesanato original: a feira Guerreiros da Arte, boxes de madeira bem criativos, bancos e árvores decoradas, tudo mais artístico pra venda. Situa-se na praça Lions em frente à galeria Paiva no shopping Lions.

Maceió convida a longas caminhadas, isso é fantástico. O turista delira. Em Pajuçara existem piscinas naturais que se alcançam por meio de jangadas.

No hotel ganhamos um voucher com desconto de 10% no almoço do restaurante Janga. Como havíamos esquecido, resolvemos almoçar no supermercado Palato, no restaurante estiloso do terceiro andar (misturaram madeira, plantas e a cor preta, logo o resultado é bonito). Pedimos o prato de Legumes à Provençal com camarão (o peixe robalo foi substituído, pois estava em falta), mais filé para o Carlos, além de uma cerveja Corona. Os legumes: abobrinha, tomate-cereja, batata-doce e berinjela, achei demais. Os garçons solícitos de boina preta, calça, sapatos e avental pretos e camisa branca, gostei. A sobremesa creme brullée para ser feliz. Para quem não conhece, a grosso modo, é uma sobremesa francesa que parece Cremogema com casquinha de açúcar refinado. Para completar, um café carioca com água e um bolinho mini. Que refeição!

Na volta ao hotel, vemos o farol vermelho e branco na ponta de Ponta Verde.

Na caminhada pós-descanso do almoço, a maré está alta. A estátua do Aurélio Buarque de Holanda, dicionarista, está no calçadão. O alagoano cultiva seus conterrâneos ilustres, gosto disso. Muitas lixeiras de plástico azuis na orla, muitos quiosques grandes de tapiocarias. Restaurantes bem frequentados, como Barrica´s e Amendoeiras. A beira mar de Maceió é bem sinalizada, com o nome dos locais e início dos bairros. Os canteiros centrais são verdadeiras praças com bancos e coqueiros, ou seja, conforto para o pedestre. As pessoas levam suas cadeiras de praia, ali sentam, convidam os amigos, conversam, bebem, comem, uma graça. Isso é ser uma cidade habitável e humanizada. Por ser plana, é boa para o idoso. Chama a atenção ter menos motos no trânsito. Visivelmente, é uma cidade com menos desigualdade de renda, não se vê tanta riqueza ostensiva nem tanta miséria inaceitável. O fato do estado de Alagoas ser menor e sua capital ter muito menos habitantes do que Fortaleza, por exemplo, ajuda nisso.

A cadeira gigante boa para tirar foto fica em frente ao supermercado Palato em Ponta Verde. E a placa “Eu Amo Maceió” estilizada também tem fila. Maceió é espraiada, espaçosa, dá uma sensação boa na gente.

O jantar no Janga enfim aconteceu. Trouxemos o voucher do desconto. O garçom Alan nos serviu, pedimos Tilápia Primavera: filé de peixe grelhado e coberto com alho crocante e folhas de manjericão fresco servido com salada primavera-cenoura, cebola, vagem e mix de pimentões salteados com azeite e alho-finalizados com alho poró crocante e molho cítrico. Acompanha arroz integral. A bebida foi suco de maracujá. Fenomenal, valeu a espera. Da próxima vez, conheceremos o Bodega do Sertão, que parece uma grande chaleira decorada, no bairro Jatiúca.

Dia 22 de fevereiro de 2023, quarta-feira de cinzas, dia de ir embora com saudades. Detalhes a ressaltar: no café da manhã tinha banana da terra, tapiocas recheadas de coco, presunto e queijo e macaxeira. Nada melhor. No nordeste brasileiro, os cafés da manhã provocam deleite.

No aeroporto, apreciei a loja de bijuterias Palhas da Terra com brincos, colares e pulseiras atraentes.

Até logo, Maceió, espero voltar sempre. Valeu o passeio. Parabéns pela organização, e obrigada, Débora e Natália da CVC Del Paseo-Fortaleza.

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Hoje é dia 20 de fevereiro de 2023, o passeio de hoje é em direção ao litoral norte, na AL101 Norte, só duplicada no início, no rumo de Sonho Verde, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Porto de Galinhas em Pernambuco. Vamos conhecer a praia de São Miguel dos Milagres e fazer passeio de bugre pela cidade.

Mas antes falarei sobre o café da manhã do hotel Acqua Inn. Dentre tantas iguarias, macaxeira cozida e bolo de tapioca. Amo! Saímos correndo, pois o ônibus da WS/CVC nos pagou às 6h45 para mais um dia de lindas praias. Detalhe: tudo muito organizado.

Fico observando a orla de Maceió. Há placas dizendo: “a praia e nossa, o lixo é seu”. Algo básico, mas que deve ser dito. Lá estão os garis limpando a praia às 7 h da manhã. As paradas de ônibus são de madeira, bem ajeitadas.

O litoral é todo coqueiral. Belo. A guia Andréa é a mais completa dos guias em informações. O motorista é o Rinaldo. Interessante que todos os guias agradecem a Deus e falam na graça de estarmos vivos.

Passamos por Jacarecica, praia de mar aberto sem a barreira natural de arrecifes. O nome Jacarecica significa “o melhor pedaço do jacaré”. Vemos um calçadão novo, casas simples, prédios da década de 80. Chácaras fechadas para um lado com área verde, condomínios fechados para o lado da orla. A casa do notório PC Farias é avistada. A praia de Guaxuma, área nobre, ainda vai crescer muito. O SESC Guaxuma se situa no local. Os pescadores vão para alto-mar, há comércio, condomínios fechados na praia da Garça Torta, lá existem piscinas naturais. A região é tranquila. Os guias usam uns termos coloquiais que não conhecia, por exemplo: “passa a régua”, ou seja, pára o assunto.

Continuamos por Riacho Doce, onde o escritor José Lins do Rego se inspirou para escrever sua obra Riacho Doce, publicada em 1939. Terra de manguezais, fazem bolo de macaxeira, os pescadores vão para alto-mar. Praia de Pratagy que significa “nas águas da tainha”, o resort Pratagy Beach promete, do tipo all-inclusive; praia da Sereia, onde há a estátua da Sereia do mesmo pernambucano que esculpiu a estátua de Iracema aqui em Fortaleza: José Corbiniano Lins. Na barreira de corais há de se cuidar, pois existe um buraco onde alguns já se afogaram. Os nativos bebem muita cachaça Pitu, o uísque deles.

Ali, no povoado de Pescaria estão manguezais e há a coleta do caranguejo. O rio do mesmo nome tem cor barrenta, escura, o mar entra no rio e alimenta os manguezais. Mais nomes: Maragogi quer dizer “rio dos maracujás” na língua indígena e Aracaju “cajueiro dos papagaios”. Sempre aprendendo.

O afamado Hibiscus Beach Club se localiza na praia de Ipioca, distrito de Floriano Peixoto. A Costa dos Corais vai até Tamandaré em Pernambuco. Outro hotel mencionado foi Salinas de Maceió e o Ipioca Resort está em construção. A região é um paraíso.

Antes de São Miguel, cruzamos Passo de Camaragibe com uma estátua de Padre Cícero na praça. Nesta localidade nasceu Aurélio Buarque de Holanda, formado em Recife-Pernambuco, é dicionarista mor da língua portuguesa, nosso orgulho. Passo era o rio usado por quem vinha da Capitania de Pernambuco, já que Alagoas fazia parte. Na entrada da rodovia que dá para Passo de Camaragibe, há a estátua de um dicionário com a foto de seu autor. Bonita homenagem. A região é de fazendas e usinas. Tudo verde, terra úmida e abençoada. Gado e cavalos mil. Houve alagamento na região em 2022.

Enfim, chegamos a São Miguel dos Milagres. A guia já nos conta a lenda local: um pescador doente encontrou uma imagem de São Miguel e se curou. Logo, o santo foi lavado na fonte de água pura da cidade. A fonte é visitada e a capela de São Miguel na gruta ao lado também. As casinhas são coloridas, baixinhas, do mesmo estilo, o lugar é de paz e tranquilidade. Os terrenos estão encarecendo, muitas construções a caminho, lastimo que muitos coqueiros irão embora.

Ficaremos no ponto de apoio pousada Recanto dos Milagres, com ficha. E devemos fazer a reserva do almoço antes de sair para a praia. A praia é plana, com manguezais do lado direito e esquerdo. A água é turva e a maré ideal para os passeios. Vamos por R$75,00 por pessoa fazer um passeio de jangada até a piscina natural. 1 h e 30 minutos de vida boa. Se quiser, usar o snorkel, pode. Nós preferimos não usar e ficar se deliciando com os peixinhos. Há muito movimento com barcos na praia, gente e música.

Vamos ao passeio de jangada. Vão até 8 pessoas. A praia tem água escura, mas em alto-mar se torna transparente. O mar verde fica raso nas piscinas naturais. O lugar é mais amplo do que o de Maragogi e tem menos gente. Bastante gostoso. Os peixinhos sargentinhos dão o colorido, a areia com pedrinhas é chatinha de andar, mas dá certo. Pode caminhar com chinelos. O sol, o mar, o calor, tudo tão tropical. Delícia. O local se torna mais privado, gostei.

Ao voltarmos já engatamos o passeio de bugre. Mais 1 h e 30 min., R$ 60,00 por pessoa. Atravessamos São Miguel com o bugreiro Gabriel e um casal do Rio de Janeiro (Orlando e Núbia, comerciantes). Aí ele começa contando a lenda com outro detalhe: o pescador tinha lepra e se cura com a imagem de Miguel Arcanjo. Quem nasce lá é milagrense. São 8 mil habitantes, a economia é baseada no comércio e turismo. Vemos a praça Nossa Senhora Mãe do Povo com a paróquia do mesmo nome. Mais prefeitura, centro administrativo, o bairro Povoado Porto da Rua. A cidade é bem espalhada.

Prosseguimos com a primeira parada: a visita à casa simples do casal sensação dona Hilda e o senhor Conconha. Casa de taipa com vendas. A d. Hilda está famosa, já saiu em revista de companhia aérea. Ela merece, abraça todo mundo, é uma figura doce. Tiramos fotos da casa, do coqueiral. Oferecem cafezinho, amam conversar. Lá o Carlos encontrou os biscoitos conhecidos de Maragogi e comprou. Recomendo.

O modo de vida dos nativos é descomplicado, todo mundo se conhece. Vejo umas pousadas atraentes pelo caminho: Corais dos Milagres, Brisa dos Milagres, e muitas outras.

Segunda parada: na fonte milagrosa e na gruta com a imagem de São Miguel ao lado das torneiras com a água curadora. Muita gente da cidade pega água lá. Tomamos água, com certeza e rezamos a São Miguel.

Terceira parada: no alto da cidade no Mirante do Cruzeiro. Existe uma árvore peroba branca de 300 anos no local. O visual vale a pena. É um marco histórico. Na descida passamos pela paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo novamente, fundada entre os séculos XVII e XVIII, que está em reforma no momento. No alicerce foram usados corais do mar. Muitas lojas de artesanato ao redor. Passamos pelo distrito de Riacho, pela Capela dos Milagres, particular, e logo pela praia dos Marceneiros, pertencente a Camaragibe.

Retornamos após tirar umas fotos. Chegamos para o almoço na pousada/restaurante Recanto dos Milagres. Filé de peixe grelhado, servido com molho de manteiga, alcaparras, cogumelos e acompanhando arroz à grega e batatas souté por R$115,00. Muito bom. No restaurante conversamos com um casal de Passo Fundo-RS, deram mil dicas de Santa Catarina. Obrigada, Giovani e Elizete.

A cidade toda tem placas escritas Milagres, lojas, restaurantes, pousadas, uma graça. Passeio aprovado, papo bom, guia espetacular. No ônibus da WS, sacos de lixo em cada assento, gostei. Da próxima vez quero conhecer Sonho Verde onde está a afamada praia de Carro Quebrado. Dizem ter boa estrutura.

À noite jantar/lanche no supermercado Palato, pra variar. Em cada cidade, escolho um lugar como meu. Aí vai: crepioca de frango e muçarela, salada de frutas com iogurte e cereais, vou sentir falta. E café com leite, minha marca registrada, estava saudosa. Ainda há mais: no segundo andar há uma loja de casa e decoração de muito bom gosto e no terceiro andar o café/restaurante com muitas opções de entradas, pratos principais e sobremesas. Lugarzinho elegante.

Maceió irresistível! Apaixonante! Pena a viagem estar quase acabando…

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Carnaval em Maceió-2023-Praia do Gunga-terceiro dia

Hoje é dia 19 de fevereiro de 2023. Falemos no hotel Acqua Inn em Ponta Verde primeiro. O piso do elevador é uma foto do mar e de um coco, e o piso que dá para os elevadores é uma foto da orla de Maceió. Original.

No café da manhã, não vi tapioca, mas havia batata-doce, banana da terra, bolos diversos, pães, frutas, muito bom. Lotado de gente.

O ônibus da WS/CVC nos pega às 7h20 pontualmente. Destaco a organização, parabéns! A guia é a Glauciene e o motorista Antônio. Excelente guia, engraçada, simpática e solícita. Segundo ela, a Praia do Gunga fica a 50 km de Maceió, litoral sul, vamos sentido bairro e praia de Pajuçara. Na viagem, observo a orla decorada com bandeirinhas por conta do carnaval. Tudo arrumado, com muitas praças pelo caminho. Passamos pelo porto de Jaraguá.

Lá em Gunga dizem que a praia é mais bonita por ser mais rústica e que a estrutura é mais simples, mas não achei, é o contrário. Gunga na língua indígena significa “puxado, ponta”, é uma ponta de terra. A fazenda de coqueirais da empresa Sococo é importante para a região. Não se pode pegar nada lá, nem um coco caído.

Há banho de mar e lagoa entre os dois, há uma ponta de terra onde não se banha. Chegamos às 9 h, com um cenário deslumbrante, um coqueiral imenso, são da fazenda Sococo. Lembrei de Icapuí no litoral leste do Ceará, fronteira com o estado do Rio Grande do Norte, uma das paisagens mais belas que conheço.

Ficamos na barraca Pajú, ponto de apoio, onde ganhamos uma pulseira para consumo. Existem outras barracas/restaurantes, mas cobram day-use para cadeira e guarda-sol. No restô, dão cartão de consumo e podemos ficar em qualquer lugar. Os espaços se chamam gazebos e há guarda-volumes para alugar (R$10,00). Fazemos a pré reserva do almoço, uma vez que muita gente frequenta o local, e os guias chamam os alagoanos de talentosos, ou seja, lentos, devagar quase parando. Pode? Os nativos devem estar certos, se apressar para quê se estão no paraíso? O almoço foi de peixe (cavala) grelhado ao molho de camarão com macaxeira e arroz de brócolis.

O passeio para as falésias é o carro-chefe do local. Areias coloridas são retiradas delas (lembra a praia de Morro Branco no Ceará). De bugre (quatro pessoas) ou quadriciclo (duas pessoas) se visita a fazenda de coqueiros, o mar, as falésias com 17 tons diferentes, sobe-se na parte mais alta de uma delas para fotos, a lagoa com água quente e fria, em cima e embaixo, e também, a venda de argila. Duração: 1h10. Segundo a guia, o investimento na felicidade é de R$75,00 o bugre, e R$ 150,00 no quadriciclo. Não aceitam cartão.

Tomamos banho de mar de águas calmas antes do passeio de catamarã, nossa escolha. O guia Hélio chama de passeio ostentação (cabem 180 pessoas) com serviço de bar e petiscos, música e animação. O coquetel de abacaxi estava bem tropical (R$22,00). Visualizamos a frente da Barra de São Miguel, a casa das marisqueiras, a casa do cantor alagoano Djavan, da Xuxa, da Tereza Collor (Ilha de Três Corações) e ainda há uma parada para banhos e fotos. O fotógrafo é o Natan.

Descemos no banco de areia onde há boias como marcadores, fora delas é perigoso. O mangue parece um lago e fica à esquerda. O banho é na Praia das Conchas. O passeio de catamarã é de contemplação. Duração: 1h30 m, R$55,00 por pessoa. Tem gente que faz os dois passeios e ainda dá tempo pra descansar. A saída para o passeio às 11 h da manhã é única. Quanto aos mariscos da região, o forte é o massunim, irmão do sururu, dito “viagra nordestino”. Serve frito, como calda etc.

Na praia também há passeio de helicóptero, são dois. Lanchas, parapentes com hélices (flyboards), bola na água para crianças, enfim um lugar completo para esportes náuticos. De rústica, Gunga não tem nada. Existem barracas, restaurantes bem sombreados com mesas mil, música ao vivo. Ainda há um centro de artesanato bem sortido ali perto.

Pós-almoço um picolé de jaca da empresa Fika Frio no Pajú, delícia. O Carlos tentou outro banho de mar, mas estava revolto, aí não deu.

Gunga é uma península, encontro do mar com a lagoa de Roteiro, pertence ao município desse mesmo nome.

A economia de Alagoas é baseada na cana-de-açúcar, turismo, coco e comércio. De acordo com a Wikipédia, pertencia à Capitania de Pernambuco, se tornou capitania independente em 1817, decreto assinado pelo rei de Portugal Dom João VI. Foi rota da invasão holandesa.

Gunga é bem mais em conta do que Maragogi, os preços são mais razoáveis. Na praia, o barulho é ensurdecedor: tem gente andando na praia com aparelho de som, as lanchas dos banana boats disputando quem escuta música mais alta, e achei interessante ver no mar um rapaz com um aparelho coletando lixo usando protetor de ouvido. Mil pontos para ele. Ele nos disse que a cacofonia de sons é diária. Uma pena, o lugar só não é paradisíaco por causa da barulheira. Aí entramos no ônibus cansados e como dizer aos turistas não escutar áudios das suas mensagens alto no ônibus? Socorro! Em quesito de educação, estamos mal. Para mim, o mar é sagrado, aprecio mesmo é o som das ondas. E respeito o direito ao silêncio do outro.

Passeio que aconselho. Saímos às 15h30, dia completo. Ao chegar a Maceió, cidade colorida e alegre, percebo garis trabalhando à noite. Parabéns! E foliões pulando carnaval em frente a um trio elétrico em Ponta Verde, bem divertido.

A próxima praia será São Miguel dos Milagres. Muito a dizer.

Carnaval em Maceió-2023-ida a Maragogi-segundo dia

Carnaval em Maceió-2023-ida a Maragogi-segundo dia

Hoje é dia 18 de fevereiro de 2023. O Carlos e eu estamos em Maceió no bairro Ponta Verde.O ônibus da WS/CVC nos busca no hotel Acqua Inn às 5h10 para a ida a Maragogi, conhecida pelas suas piscinas naturais. 131 km de distância. O horário sempre depende da maré baixa, por isso tão cedo. O guia se chama Felipe e percebi serem todos bem-humorados e piadistas. Falam muito em viver o presente, agradecer a Deus e ser feliz. O motorista é o Tiago.

Que orla mais bonita, limpa, adorável de se observar. O gabarito dos prédios não passa de dez andares e há espaço entre eles. Louvável não terem a moda de colocarem vidro ou pior o vidro espelhado que encontramos muito nos edifícios de Fortaleza. As ruas são espaçosas com canteiros centrais arborizados. Estamos no caminho dos bairros Ponta Verde direção Jatiúca, litoral norte. Tão cedo e já existe muita gente na orla fazendo seu exercício físico.

Do litoral passamos à Zona da Mata, vegetação abundante, tudo verde: zona canavieira. Sempre chove. Passamos pela localidade São Luís do Quitunde. Depois rumamos ao litoral novamente. A praia tem 22 km de extensão. Ficamos na praia de Peroba, onde há um ponto de receptivo “Maré Beach Club”, com estrutura de redes (redário), passeios náuticos, restaurante, sorveteria, loja de artesanato e a cocada do Édson. Aliás, divina, com creme de coco dentro, ele é uma simpatia e está sempre por lá. Maragogi já conhecia, mas de passagem a Recife de carro.

A beleza está no meio do mar: as galés de Maragogi, a segunda maior área de corais do mundo depois da Austrália, segundo o guia. Costa dos Corais, reserva ecológica controlada pela Marinha do Brasil. Vamos de lancha com o Alef ver as piscinas próximas aos corais com peixes ornamentais. Esperava uma variedade maior de peixinhos coloridos, embora seja uma delícia tê-los por perto: são os Sargentinhos. O fotógrafo oficial da excursão se faz presente. O lugar é de matar qualquer um de inveja. Permanecemos uma hora no paraíso em um local específico para os turistas da CVC, separados dos outros grupos. O passeio saiu por R$120,00 por pessoa e aceitam PIX ou cartão.

O passeio tem a parte náutica e a terrestre com bugreiro e fotógrafo. São três praias para quatro pessoas no bugre. Uma hora e meia de passeio nas praias de Antunes (famosa), com balanços e troncos em forma de coração e estrela; a praia descoberta pela atriz e poetisa Bruna (Lombardi), dita praia da Bruna, ou seja, a praia de Xaréu com a croa (crosta de terreno não mexido) da Bruna e banco de areia, e mais a praia de Burgalhau com o nome Maragogi e com um coração gigante e foto do alto por R$75,00. Esse passeio não fizemos, preferimos curtir o mar.

Na praia, há venda de camarões, sorvetes, sequilhos feitos de água de coco recheados de chocolate e goiabada (muito bons), dizem que no carnaval tem pouca gente, eu não achei. Maragogi é famosa.

No restaurante, existem mesas na areia e lá pedi água de coco que vem em um pedestal de bambu. Original. Para o almoço, ficamos dentro do espaço do restaurante, fugindo do calor intenso. Pedimos frango grelhado, arroz branco, feijão-fradinho e purê de batata. Não tinha peixe grelhado, ficou faltando, na minha opinião. Outro detalhe: a música muito alta com músicas nada do meu gosto. Fazer o quê? Prefiro marchinhas de carnaval.

Pós-almoço, fomos às redinhas, mas o calor atrapalhou. O redário colorido com redes separadas em grupos, além de cadeiras de balanço em cada espaço foi apreciado. Saímos às 14h30 de volta a Maceió. Em comparação às outras praias que visitamos depois, considerei os preços cobrados em Maragogi muito caros. A praia ganhou a fama, aí exploram o visitante. Mas valeu ter conhecido as piscinas naturais.

O lanche da noite foi no supermercado Palato, maravilhoso e chique na Ponta Verde: tapioca com frango e muçarela, suco funcional de laranja e cenoura e a indefectível salada de frutas. Mais tarde, caminhada pela orla. Descobrimos o píer Marco dos Corais, inaugurado em junho de 2022. Simplesmente um ponto de reunião de pessoas da terra, jovens dançando, escutando música. Amei! Espaçoso, com bancos, plantas, rodeado por vidro com pedestres mil. Tudo é pensado de forma a agradar. No chão, madeira, ladrilhos e iluminação. Há um pequeno farol perto e uma ponte com estrutura de alumínio de onde vemos a contenção do mar. Interessante que do lado de fora do píer, embaixo, existe uma estátua de um cavalo-marinho gigante, na maré baixa se anda ao lado e se tira fotos, na maré alta o mar toma conta e as pessoas nadam ao lado. Bem pensado.

Na placa do píer está escrito: “O Marco dos Corais está localizado sobre o traçado do antigo Alagoas Iate Clube construído na ponta da Ponta Verde. Daqui é possível ver à direita em direção ao Litoral Sul, a enseada de Pajuçara e o Porto de Jaraguá. À esquerda, a Praia da Ponta Verde e a vista da enseada de Jatiúca em direção ao litoral Norte”.

Parece uma relíquia arquitetônica, pois há pontes com pedras antigas das ruínas do antigo Iate Clube. Coqueiros no centro dão um toque decorativo. No chão está escrito em uma linha marrom: início da área de proteção da Costa de Corais e o nome das praias de Alagoas até Pernambuco. Exemplificando com Ipioca, Sonho Verde, Carro Quebrado etc do estado de Alagoas e a fenomenal Porto de Galinhas de Pernambuco.

O píer fica em frente à praça Gogó da Ema. A orla é cercada de madeira em algumas partes. Lembrei de Camocim-Ceará, cidade toda nascente agradabilíssima. Continuando a caminhada, vimos o quiosque Maria Coxinha e o restaurante com música ao vivo Pedra Virada do Giovane. Bem frequentados.

Que litoral mais delicioso! Os moradores se reúnem com os amigos nas praças/canteiros centrais que são inúmeros. Na av. Álvaro Otacílio, na orla, vimos três carros alegóricos pequenos e ornamentados, afinal é carnaval. Os foliões fantasiados estavam esperando o momento de sair atrás deles.

Maceió cativante! Prosseguiremos com a Praia do Gunga em breve.

Carnaval em Maceió-2023-chegada

Carnaval em Maceió-2023- chegada

Hoje é dia 17 de fevereiro de 2023, sexta-feira. A intenção de passar o carnaval em Maceió, capital das Alagoas, no nordeste brasileiro é passear e relaxar. Não estou mais na vibe de folia faz tempo.

O voo da LATAM Fortaleza-Maceió direto é uma maravilha: das 14h20 às 15h30. Fomos pela CVC, agência shopping Del Paseo com Débora e Natália. 27 km separam o aeroporto do litoral. Os guias Lionel ou Messi e o Leonardo, além do motorista Halisson estavam a nossa espera. Dizem ser seguro andar na orla, o clima está entre 29º C e 31º C. Devemos usar muito protetor solar e aí entregaram o encarte dos passeios, um por dia.

Ficamos no hotel Acqua Inn em Ponta Verde (rua Engenheiro Mário de Gusmão, 988), entre os bairros de Jatiúca e Pajuçara. A loja de conveniência do hotel chamada Aquarium é uma pedida para lanches, pratos rápidos e guloseimas. Ao lado do hotel há lojas e farmácia, muito bem localizado. A loja Querida B. Acessórios é de endoidar. Maceió pede caminhadas. Gostoso de ver prédios baixos de até nove andares, agradáveis e convidativos. A cidade continua limpa e verde. Que delícia! Sempre que vou a Maceió, fico encantada.

Achei confuso o calçadão da orla de Ponta Verde, com pedestres (faixa verde) e bicicletas dividindo o mesmo espaço, embora haja uma ciclovia na cor vermelha, logo vamos andando com cuidado. Chegamos a um supermercado promissor. Dentro é estiloso, espaçoso e decorado no preto e no tijolo à vista, data de 1992 e cresceu como padaria. Eis o Palato na rua Deputado José Lages, 700. O seu Espaço Saúde com lanches rápidos, pizzas, crepes, tapiocas, saladas diversas etc no térreo é demais. Onde sentamos existe um janelão de vidro que dá para uma pracinha em frente ao calçadão, um visual de primeira. Amei a salada de frutas e as crepiocas (tapiocas com ovo). Quando aprecio um lugar assim, volto sempre. Interessante que em frente ao supermercado, há uma cadeira de praia gigante para os turistas tirarem fotos na pracinha em frente, uma graça. Havia uma pessoa com uma escada ganhando um troquinho para ajudar a subir na cadeira, é isso aí. Nem tiramos fotos, afinal todos os dias havia uma multidão esperando.

Ao sair de lá na caminhada até o hotel, percebo ainda haver muitas casas sem eletrificação, ponto para Maceió, apesar de que algumas já estejam na mira da construção civil. Uma lástima. Para mim cidade com qualidade de vida tem muitas casas e árvores. E pedestres na rua.

Descobrimos uma creperia que fica próxima do hotel, estava fechando para o carnaval. Nome: Amo Crepes e Saladas na rua Pompeu Sarmento, 52. A decoração com lustres esverdeados nas árvores é uma beleza. Dá água na boca.

Como no dia seguinte o passeio é para a praia de Maragogi, tendo que acordar às 4h30 da madrugada, pedimos o kit de café da manhã no Aquarium para ser pego às 21h30. Muito bom isso. Maragogi: 124 km distante de Maceió, perto da fronteira do estado de Pernambuco. A maré baixa seria bem cedo no dia seguinte, então às 5h10 o ônibus da WS (coligada à CVC) nos pegará. Cedo demais, mas fazer o quê? Acordar e sair feliz.

E vamos começar as aventuras nas praias paradisíacas de Alagoas.

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-já no fim

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022 -já no fim

Ainda estamos no dia 6 de dezembro de 2022, terça-feira à tarde. Meus pais e eu estamos no Shopping Recife e vamos almoçar no espaço Skillus-um self-service excelente by Itamar Silva. O garçom Alex, gente boa, fez a maior propaganda do Bolo de Noiva com queijo do reino, produzido por Cecília Chaves. Amei o local, a comida e as sobremesas.

Após o almoço, meus pais foram para o hotel e eu me dirigi ao café São Braz, ao lado do supermercado Bom Preço. Sempre que venho a Recife, este lugar é parada obrigatória. Vejo o cardápio na espera pela companheira Joaquina Ramos, do grupo de estudos de @peloscaminhosdaiiguerramundial. A gente já tomou café em Fortaleza e agora na cidade dela, é cearense de Recife.

Interessante um costume da terra: escrever os ingredientes dos bolos. Vamos lá: o Bolo de Noiva-manteiga, farinha de trigo, chocolate, açúcar, ameixa, uva passa, frutas cristalizadas, ovos e vinho tinto; o bolo Souza Leão-massa de mandioca, açúcar, ovos, manteiga, leite de coco, sal e corante; e o meu preferido bolo de tapioca-leite de coco, leite, açúcar, coco ralado e massa de tapioca. São servidos como bolinhos redondos, antes era em fatias. Gostei, tudo muito arrumado.

Detalhe: perto do Café São Braz há debaixo da escada rolante o Espaço da Boa Idade com mesas e cadeiras. Um ponto de encontro para idosos. Demais! O shopping é enorme e oferece muitos bancos, sinal que pensam no bom convívio social e de descanso.

A Joaquina chega, colocamos os papos em dia e enfim, eu peço o meu bolo de tapioca com café. Valeu, Joaquina!

Á noite, jantar com a família Dourado no apartamento da prima Ritinha. Emocionante o nosso encontro. Lá estão os familiares: os irmãos Rita, Luiz Antônio e Lúcia e as filhas da Rita: Adriana e Lúcia com marido Tonico. Laços de sangue próximos dando muito aconchego. Obrigada, família.

Dia 07 de dezembro de 2022, quarta-feira. No café da manhã conheci o casal de Rosario, Argentina, terra do Messi!!! Conversamos muito, afinal não posso ver argentinos que declaro o meu amor ao país deles. No café da manhã, a novidade foi o bolo de milho e o de tapioca, uau!

Mais uma caminhada pelo calçadão, exercício importante, ainda mais depois de tantas guloseimas… O semáforo tem tempo, mostra os pontos verdes diminuindo, acho fantástico. Dá mais segurança ao pedestre. Quero isso em Fortaleza. Cuidado com as bicicletas: não respeitam o pedestre! Os garis limpam a praia a qualquer hora, outra diferença da minha cidade. Os quiosques à beira mar tem beirais para dar sombra e são revestidos com azulejaria em referência ao antigo calçadão.

Voltamos ao Shopping Recife para almoçar, de novo no Skillus, amamos. Desta vez, provamos o Bolo de Noiva by Cecília Chaves. Maravilhoso! Imperdível e com pouco açúcar. Senti o gosto da ameixa e do vinho. De lá, fui passear e comprar quitutes para trazer para casa. Fiz compras de bolo de rolo, logicamente, e descobri um biscoito chamado Lolita, recheado de goiabada, não conhecia. Também encontrei a loja Casa Feliz, não mais existente em Fortaleza. Encontrei uma em Jericoacoara-Ceará. É uma loja de quadros, chaveiros e decorações estilosos. Fiz a festa.

No outro dia, dia da partida, o café da manhã teve bolo de macaxeira e banana da terra cozida. Delícia total! Que passeio mais agradável esse, fica no pensamento a música símbolo do carnaval, sempre cantada, de Alceu Valença: “Voltei, Recife/ Foi a saudade que me trouxe pelo braço …” Voltaremos, com certeza.

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-segundo dia

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-segundo dia

Hoje é dia 06 de dezembro de 2022. O café da manhã do hotel Grand Mercure Boa Viagem é repleto de iguarias. De novidade, dois bolos regionais: o Souza Leão e o de rolo. Bem doces, eu diria que tem que provar. O de rolo é o xodó dos pernambucanos, é Patrimônio Cultural e Imaterial do estado. Parece um rocambole fino, aliás, dizer que é rocambole recheado de goiabada enfurece os pernambucanos. Na verdade, é de uma delicadeza ímpar que o nosso paladar nunca esquece. No refeitório do hotel, o explicativo nos informa que surgiu como uma adaptação do bolo português “Colchão de Noiva”, recheado com nozes e amêndoas. Chegando ao estado, as sinhás (nome como os escravos chamavam as patroas, “sinhá” é originário de “senhora”) afinaram camadas e preencheram com goiabada, sucesso que foi repassado por gerações. Já o Souza Leão tem como ingredientes: massa de mandioca, leite de coco, água, gemas de ovo, açúcar, manteiga e sal. Preciosidades pernambucanas.

Depois de tantas delícias, voltei ao calçadão de Boa Viagem para mais uma caminhada. Gosto de observar o ambiente. Vamos lá: carrinho de venda de abacaxi, senhores jogando dominó, os “bebinhos” tomando a sua cachaça/cana, muitos andantes e as piscinas no mar. O mar convidativo, fiquei arrependida de não ter levado roupa de banho. A praia relativamente limpa. Andar no calçadão é uma glória. Há aparelhos de fazer ginástica em aço com tela de propaganda ao lado se movimentando, muito interessante. O caminho é sombreado na maioria das vezes, muitos coqueiros embelezando a paisagem. Existe o projeto Salva-Arte 2021-Cores Inclusivas, isto é, os antigos postos salva-vidas caíram em abandono e foram reinseridos na paisagem turística como arte. São coloridos e pintados, lindos. Várias lixeiras verdes de plástico no calçadão limpo. A faixa de areia da praia é grande. Nas minhas caminhadas, localizei o Parque dos Coqueiros, uma iniciativa vencedora, frutos e ideia de um grande abnegado em defesa da praia de Boa Viagem: Edson Campos e Silva. No dia 21 de setembro de 1999, um pequeno grupo de colaboradores começou o plantio de coqueiros, tornando mais verde a praia. Sensacional. Também percebi não haver a Zona Azul para os motoristas. Fiquei feliz em saber que podem estacionar sem pagar nada. Parabéns, Recife!

O passeio da manhã foi para o Centro Histórico ou Recife Antigo, dos tempos de colonização portuguesa que começou no séc. XVI e sob a influência dos anos de domínio holandês(1630 a1654). O taxista Flávio nos dá dicas da cidade. E eu vejo um caminhãozinho limpador de calçada, além de um peixe decorativo de arame na calçada para se colocar garrafas PET dentro. Parabéns, Recife!

Descemos no Recife Antigo e nos dirigimos à Rua do Bom Jesus ou Rua dos Judeus. Na av. Alfredo Lisboa se situa a Caixa Cultural Recife, prédio do antigo Bank of London & South America Limited, localizada em frente ao Marco Zero. À época dos holandeses, a rua do Bom Jesus se chamava Rua do Bode. O intuito é conhecer a famosa primeira sinagoga do Brasil Kahal Zur Israel com museu (Rua do Bom Jesus, 197/203).

A visita é um banho de história. Fundada em 1636, é museu desde o ano 2000. Em 1593 chega a Olinda o Visitador do Santo Ofício, Heitor Furtado de Mendonça, ou seja, o representante da Inquisição da Igreja Católica. Seu momento mais vergonhoso e violento. Com a chegada dele, os judeus sofrem perseguição. Bento Teixeira, o autor da Prosopopeia, a primeira obra literária escrita no Brasil foi um exemplo. Outra ilustre da época a ser perseguida foi Branca Dias, a primeira pessoa a cuidar da educação de mulheres no país (escola de prendas domésticas). Era uma das poucas que sabia ler. Triste que ela foi denunciada por uma aluna que desconfiava de suas práticas judaicas disfarçadas. Era casada com Diogo Fernandes, um dos mais importantes conhecedores do fabrico açucareiro. Tinham engenho em Camaragibe e uma casa em Olinda. Em www.aldeiadagente.com.br se aprende muito sobre essa figura marcante. Só lembrando que a cultura canavieira e a comercialização do produto fizeram de Pernambuco uma próspera capitania.

Na Rua dos Judeus residiam aqueles que tinham alcançado as melhores condições econômicas. Nessas casas, a parte residencial se localizava no andar superior, numa delas a sinagoga Zur Israel. Em 1637 o comércio funcionava ali, e moravam senhores de engenho, profissionais liberais etc, as atividades econômicas floresciam.

Em 1654, por conta de perseguições, houve a dispersão dos judeus que foram embora para Amsterdã, Nova York, Caribe e sertão brasileiro.

No segundo andar se encontra a sinagoga. Os símbolos do judaísmo estão lá: a Torá, a Bíblia Hebraica; a Arca da Aliança, a principal representação do Sagrado; NER TAMID, a lâmpada de óleo simbolizando a luz espiritual que a Casa de Israel tem a missão de difundir pelo mundo etc.

Também a exposição do mestre holandês Rembrandt van Rijn (1606-1669) estão presentes, são explicativos das telas com temas judeus em cavaletes. São eles: “O Casamento de Sansão”, de 1638; “A Noiva Judia”, de 1665; “O Retrato de um Ancião”, de 1645, dentre outras obras menos conhecidas do pintor barroco. O bairro judeu Vlooienburg na Amsterdã de 1625 fez parte do repertório visual do pintor. A exposição foi organizada pelo Centro Sefarad de Israel e apoiado pela Embaixada da Espanha no Brasil e Instituto Cervantes de Recife.

Gostei da exposição da medalha em homenagem a Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordeaux na França durante o período salazarista. Salvou mais de 30 mil pessoas do nazismo durante a II Guerra Mundial, dentre eles, 11 mil judeus. Por isso foi reconhecido pelo museu YAD VASHEM em Jerusalém, Israel. Foi emocionante para quem estuda a II Guerra Mundial como eu ler um pouco da história de tão corajoso ser humano. Estão expostos outros símbolos judaicos como a Menorá (representa a luz da Torá), o Sidur (livro de rezas), o Cálice, dentre outros.

A sinagoga foi uma baita visitação. No Recife Antigo se encontram o Centro de Artesanato, cafés e restaurantes. Vale a pena conhecer, só aconselho ficar alerta, pois não é área das mais seguras.

Em breve conto mais…

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Viagem sentimental a Recife-Pernambuco-dezembro de 2022-chegada

Dia 04 de dezembro de 2022, domingo, ida a Recife a fim de buscar meus pais que lá estavam por uma semana, foram pelo sistema Bancorbrás. Peguei o voo da Azul: Fortaleza-Recife e gostei. Ofereceram snacks/lanchinhos generosos, sucos, refrigerantes e água, e os assentos tinham tela para filmes. Saudade de ver um filme assim.

Chegando, me dirijo ao hotel Grand Mercure Boa Viagem (av. Boa Viagem, 4070), muito bem localizado em frente ao mar. Ao encontrar meus pais, já fomos almoçar. Escolhemos no restaurante do hotel uma lasanha vegetariana, obrigada garçom Alves. O estafe do hotel é muito bem preparado e solícito. Para quem aprecia um queijo, a lasanha estava repleta.

À tardinha, passeio no shopping Recife: amo! Estava lotado, lógico, domingo antes do Natal. No Delta Expresso (quiosque de café), pedimos sanduíches e empanada integral. Uma loja interessante: Escrita Fina, para quem gosta de canetas e papelaria como eu. No mais, as lojas são as mesmas dos shoppings em Fortaleza. Acho fantástico observar a multidão tão diferente entre si. Valeu. À noite faz um friozinho.

Dia 05 de dezembro de 2022, segunda-feira, antes do café da manhã do hotel, caminhada pela orla de Boa Viagem. O calçadão é estreito, então fui caminhar na faixa de areia, plana, boa demais! Vou vendo os detalhes, curtindo o momento. Os quiosques estão sendo reformados, vão ficar bonitos e estilosos. Há trabalhadores na praia ajeitando as cadeiras para os banhistas. Pessoas pescando, tomando banho nas piscinas no mar na maré baixa. Na alta, nem pensar, afinal tem tubarão (aviso na praia, cuidado!). Gente se exercitando, ciclistas na faixa de bicicleta e eu a andar, olhando para tudo: mar, areia, jogadores de vôlei, edifícios, sempre linda a Boa Viagem. Detalhe: é o bairro onde tenho parentes queridos. Meu avô materno era pernambucano, logo tenho uma ligação emocional com Recife.

Vamos ao café da manhã. Adoro! Muito variado e delicioso. Pães, queijos diversos, iogurtes, frutas, inhame (uau), bolo de cenoura com calda de chocolate e bolo de tapioca (regional) etc. Dá para sonhar.

Dia de visitar a prima Ritinha que mora perto do hotel. Saudades. A casa antiga da família Dourado se localiza em Morenos, as histórias de família alimentam a alma. Tão espetacular estar com a família pernambucana.

No caminho de volta ao hotel, uma casa antiga nos atraiu. Era a Casa do Brigadeiro, de 11 de outubro de 1944. Está escrito na placa em frente: “Construída ao final da Segunda Guerra Mundial pelo patrono da Força Aérea brasileira, brigadeiro Eduardo Gomes, em meio a poucos vizinhos, mangues e dificuldades viárias. Voltada para o Atlântico, mantendo eterna vigilância do nosso litoral, onde 34 navios brasileiros foram torpedeados, causando a morte de 1081 pessoas, na maioria, civis inocentes. Projeta a grandeza de uma geração de heróis, que souberam hipotecar suas existências a serviço da Pátria, sem nada exigirem, nem mesmo compreensão. O trabalho de conservação da beleza arquitetônica da casa retrata o carinho e o respeito da Família Aeronáutica para com a sociedade pernambucana que há mais de 60 anos acolhe fraternalmente a Força Aérea na terra dos Altos Coqueiros.” Recife, dezembro de 2008.

Almoço no hotel novamente. Risoto de camarão, bonito o prato. À tarde jogo do Brasil e Coreia, a cidade estava em polvorosa e em clima de carnaval. E lá fomos nós assistir no apartamento dos grandes amigos Carminha e Ramiro, em Boa Viagem também. Momento feliz com amigos antigos. O lanche de café, pão e torta de nozes e maçã foi delicioso. À noite, canja no hotel, gostei.

Continuarei com mais detalhes sobre Recife…