O Rio de Janeiro continua lindo-feirinha de Ipanema-dia 6 e outras carioquices-dia 7

O Rio de Janeiro continua lindo-feirinha de Ipanema-dia 6 e outras carioquices-dia 7

Hoje é domingo, dia 17 de agosto de 2025. O café da manhã do hotel Socialtel Copacabana (rua Almirante Gonçalves, 5) teve um bolo de chocolate com coco coberto com creme de leite Ninho delicioso. Poucas frutas, muitas opções de pães recheados. E com aquela paisagem de Copacabana com muita luz e sol. Pensem em um rooftop (terraço) mais abençoado. Detalhe importante: a água da cidade faz bem à pele e ao cabelo. Um tratamento de beleza.

A pé vamos em direção ao bairro de Ipanema, ao lado de Copacabana. Vemos uma feira tradicional no Posto 6 a vender legumes, verduras, frutas e peixe fresco. Segundo o site Foursquare, tem o melhor pastel da cidade e ocorre aos domingos. Na avenida Rainha Elizabeth da Bélgica, de acordo com a placa. Começa quase no final da Avenida Atlântica em Copacabana e termina na av. Vieira Souto em Ipanema. Muito movimento, por mim já ficava lá. Boa caminhada no sol até a rua Visconde de Pirajá.

Feirinha de Ipanema-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Chegamos à feirinha de Ipanema. Amo essa feira hippie (mercado de pulgas), acontece aos domingos, das 10 h às 18 h na praça Gal. Osório. Tudo colorido, bolsas, quadros, incensos, roupas, artesanatos. As americanas comprando os biquínis verde-amarelos, franceses, argentinos, italianos, uma festa. Se morasse no Rio, iria todos os domingos, com certeza. Fiz minhas compras, saí satisfeita e fomos nos encontrar com o amigo Carlos Renato e conhecer sua amada Simone. Um doce de pessoa.

Escolhemos o restaurante Tropikus (rua Visconde de Pirajá, 111), de comida a quilo, restaurante excelente, lotado, pra variar. O que não falta na cidade é gente. Gostei de tudo, de diferente a pera ao vinho, o arroz verde (com brócolis) e as sobremesas… torta de pistache, de chocolate e coco, uau. Os bolos são molhados, bem recheados, clara influência portuguesa. Amo! Saímos de lá e ainda fomos tomar sorvete na Vitali Gelato Artesanal (rua Visconde de Pirajá, 177), dica do Renato e Simone.

Nós com o Renato e Simone no calçadão do Arpoador-Rio de Janeiro-foto selfie tirada por Carlos Renato Machado

Domingo, dia ótimo para passear pela orla. Caminhamos de Ipanema pelo Arpoador até Copacabana. Multidão na rua, na praia, na calçada. Uma banda pelo percurso tocando Coldplay, foto com a estátua do grande Tom Jobim, compositor, maestro, bossa-novista. Que emoção!

À noite no rooftop do hotel, tínhamos direito a uma caipirinha às 18 h, então como perdermos? Presente do hotel. Depois uma salada grega pra mim e um cuscuz marroquino vegano para o Carlos. Vida boa essa nossa.

Na TV do quarto, não há televisão aberta e os canais de streaming só com a senha. Achei diferente isso. Logicamente, que fui para os meus doramas. Pois é, sou dorameira de carteirinha.

Dia 18 de agosto de 2025, dia 7 e último dia. Ficávamos sempre bestificados com a paisagem na hora do café da manhã. O cenário de mar se equipara ao da praia da Redonda em Icapuí, estado do Ceará, a diferença é grande, mas a emoção é a mesma: a baía de Copacabana e seu esplendor, assim como os barquinhos e jangadas na praia com o mar verde do Ceará.

Café da manhã com bolo de aipim (macaxeira) e coco, repeti. E haja quilos a mais…

Descobrimos o Shopping Cassino Atlântico em Ipanema, localizado à Avenida Atlântica, 4240, com lojas de antiguidades diversas, uma Tok Stok, estúdio de beleza, centro médico. Quimera Antiguidades, com suas caixas de madeira dos anos 40. As galerias de arte chamam a atenção. A Mitie Ywamoto e a Patrícia Costa. Obras muito bonitas e cheias de vida. Na Parceria Copacabana, vi roupas e artigos lindos. Bem Rio, com suas cores. O carioca aprecia flores, cores, vida, me identifiquei demais com a vibração da cidade. Tenho alma carioca. Para quem gosta de móveis antigos e modernos, e antiguidades, eis um lugar para visitar.

No térreo do shopping, o guichê de uma ideia original, a do ônibus Rio Samba Bus, estilo hop-on hop-off, ou seja, desce em paradas estabelecidas e oferece um city tour panorâmico musical, vale por 24 h, R$150,00 no momento. Da próxima vez, queremos aproveitar.

De despedida do lindo Rio, um almoço no Dom Camillo (Av. Atlântica, 3056). Menu: Caneloni Verdi di Parma e Ravioli di Vitello (carne de bezerro jovem) com funghi (cogumelo desidratado ou seco). E taças generosas de um bom Frascatti, branco, leve, que saudades desse vinho. E azeite Tempio e viva a Itália! Para completar, um bom espresso, per favore! Bem frequentado por gente da terra, italianos e turistas encantados. Lá oferecem a pink lemonade: morango com limão, eu fazia em casa, mas não sabia o nome.

À tardinha, caminhada até a Gelateria Piemonte (Av. Atlântica, 3056) pela calçada de cá do hotel. Sorvetes de limão siciliano, chocolate amargo 70% e pistache, e que farra! Interessante que vendem sorvetes para cães com fruta e água. E vou observando a calçada com umas quantas pedras soltas. Está na hora de manutenção. Milho verde no palito, um sucesso. Antes eu via mais pessoas levando o carrinho com bolos diversos, algo que só vi no Rio e em Paraty-RJ. Acho fantástico. Desta vez, só vi uma vez. E a feirinha de Copacabana com suas variadas opções de lembrancinhas, camisetas da Seleção Brasileira e biquínis com as nossas cores. Muito bom ver tantos turistas.

Dia 19 de agosto de 2025. Dia da partida. O clima de 20° a 23°C. De dia sol, de manhã cedo e à tardinha começava o vento forte. Bom para um casaco. O Rio é bom de ir em agosto. O Genilson, segurança do hotel, bom papo e solícito. O hotel vale a pena. A estátua do Jorginho Guinle em frente ao Copacabana Palace, hotel que é meu sonho de consumo. E no aeroporto Santos Dumont, comprei enfim os biscoitos Globo, estava curiosa. São de polvilho e tem salgado ou doce. Nada mais são que nossa “peta” no Ceará.

Obrigada, Rio de Janeiro, amigos e amigas pelo reencontro feliz. Retornaremos. Dennis, nosso agente da BLUEDREAM VIAGENS, valeu.

O Rio de Janeiro continua lindo-Niterói-dia 5

O Rio de Janeiro continua lindo-Niterói-dia 5

Hoje é sábado, dia 16 de agosto de 2025. Às 9 h o nosso amigo carioca Carlos Renato Machado passa para irmos a Niterói. Minha segunda vez. De Uber fomos à praça XV de Novembro e nos deparamos com o mercado de pulgas. A feira de antiguidades, quinquilharias e brechó é muito interessante. Estilo San Telmo em Buenos Aires, tem muita gente, bancas com comidas, tortas, sucos e vendas no chão. Nunca vi igual. O povo coloca um pano e espalha suas vendas. Vale a pena explorar aos sábados.

Vamos à Estação das Barcas. Dentro do catamarã que liga o Rio a Niterói sempre uma experiência agradável. 20 minutos depois, descemos. Nossa intenção foi percorrer o Caminho Niemeyer. Começa no terminal rodoviário João Goulart. Vemos a capela João Paulo I e oTeatro Popular de Niterói, de 2007, feito em forma de curvas de mulher e imagens de bailarinas. No 2° andar, a imagem na parede do Manifesto Popular. O caminho segue até a praia de Charitas. Na cúpula ali perto, o memorial Roberto Silveira, onde funciona a Secretaria da Mulher. Vemos a estação hidroviária de Charitas. Na praça IX um evento grande de gaúchos: churrascada com torresmo de rolo e galeto, a Blend Barbecue Festival. Um adendo: Roberto Silveira foi governador do antigo estado do Rio de Janeiro (1951-1961). Outra cúpula menor ao lado: o museu do ex-governador Roberto Silveira.

Continuamos caminhando pelo Caminho Niemeyer. Vemos a estátua do fundador de Niterói: cacique Arari Boia, estamos indo para a praça JK e tiramos uma foto ao lado do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) e Oscar Niemeyer.

No Shopping Plaza, pegamos um táxi preto para o Museu de Arte Contemporânea (MAC), parecido com um disco voador. Cartão-postal da cidade e obra do grande arquiteto. Aproveitamos para conhecer um pouco mais do município e suas casas, prédios, ruas. Cidade aprovada, uma lindeza. Arborizada. Agradável. Do museu se veem as praias de Boa Viagem à direita e Icaraí à esquerda. O museu é pequeno, as obras bonitas, porém arte contemporânea não é a minha predileção. Achei interessante o espaço para as crianças colorirem as obras. Diferente, sem dúvida. A visita é obrigatória pela construção original e cenário deslumbrante que se tem de lá.

A Wikipédia nos conta que o MAC foi inaugurado em setembro de 1996. O prefeito da cidade Jorge Roberto Silveira (filho de Roberto Silveira) convidou Niemeyer a construí-lo e ele o fez sobre o mirante de Boa Viagem. O museu com sua fachada futurista possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas. Disponibiliza atividades educativas desde o mesmo ano da sua inauguração, chamadas de Desafios Comunicativos de Arte Contemporânea com o intuito de incentivar a produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte.

Segundo a mesma fonte, o Caminho Niemeyer é um conjunto de equipamentos culturais e centro cultural de grande valor arquitetônico, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, nos bairros litorâneos da cidade de Niterói. O complexo se estende por 11 km, do centro à zona sul, desde o aterro da Praia Grande no centro até o bairro de Charitas. O objetivo era revitalizar a orla da cidade junto à baia de Guanabara.

De lá fomos ao Mercado Público, de Uber. Viva o Renato que nos guiou. Obrigada, amigo. No bairro Ingá, muito movimento. Passamos pelo Centro Cultural dos Correios. Chegamos ao mercado. Dois andares com muitas opções. Gostei da pastelaria A Mortadela. O almoço foi no restaurante Bacalhau Corujão, pedimos um Bacalhau à Gomes de Sá com o vinho Meia Palavra. Caro é, mas o momento requeria uma celebração. Ganhamos do maitre simpático uma prova de vinho e uma ginjinha do Marcone. Aprovado. Ginjinha tomamos em Portugal, em especial em Óbidos. Amo.

O mercado com muitas ofertas de comidas, bolos, sorvetes, brincadeiras para crianças, queijos de Minas Gerais (como o afamado queijo da Canastra e degustação de queijos com goiabada) e doce de leite. Tudo delicioso.

Voltamos ao hotel Socialtel em Copacabana-Rio de Uber, deixamos o Renato perto de Ipanema. Aí resolvemos dar mais uma caminhada à tardinha pela orla, paixão total. Descobri o edifício onde viveu Nara Leão com os pais dela nos bons tempos da Bossa Nova. Para mim, a música mais harmoniosa e bonita do Brasil. Na placa, no prédio histórico da nossa musicalidade, está escrito ser do Circuito da Bossa Nova. Um achado! Nelson Costa, meu professor/orientador de mestrado na Universidade Federal do Ceará, como não lembrar de você?

Depois, lanche no nosso lugar escolhido para jantar: Total Sucos. Suco de morango com laranja (amei!) e a costumeira tapioca de queijo e presunto.

Dia proveitoso. Valeu, Renato.

O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4

O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4

Hoje é quinta-feira, 14 de agosto de 2025. De Uber, com o motorista Ewerthon, fomos ao Morro do Pasmado, ao Memorial às Vítimas do Holocausto no Botafogo. Endereço: Alameda Embaixada Sanchez Gavito, 333. O tempo nublado no mirante. Vemos a bruma no Pão de Açúcar. Infelizmente, o museu fechado permanentemente, por motivo de falta de patrocínio. Fiquei frustrada. Então, conhecemos por fora, com fotos e dizeres. No local existe a praça Rogério Jonas Zylbersztajn. O lugar é bonito e seguro, vi gente com cachorros e um quiosque de lanches. Gostei do capuccino e do picolé da marca Los Los Sorvetes. Não conhecia.

Museu do Amanhã-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Resolvemos ir embora em direção ao Porto Maravilha. O motorista do Uber Adhemar nos levou. Queria muito conhecer o Museu do Amanhã (Praça Mauá,1). Museu de graça para maiores de 60 anos. Compram-se as entradas nas máquinas. Antes de entrar, uma exploração dos arredores do museu. Que beleza de visual. As piscinas dão um charme e convidam a fotos da baía da Guanabara. Foi inaugurado em dezembro de 2015 e o prédio era um antigo píer desativado o qual foi transformado nessa estrutura admirável, inspirada em elementos da natureza, como bromélias, que integra-se à paisagem naturalmente.

Museu do Amanhã com baía de Guanabara-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Deveríamos ter almoçado no Restaurante do Saulo, com comidas amazônicas, estava ainda vago. Deixamos para depois e nos arrependemos, estava lotado depois do passeio no museu.

Lembrando que estava acontecendo o Innovation Week nos galpões próximos, logo o local estava repleto de visitantes. Na entrada do Museu do Amanhã, um coral cantando em um pequeno auditório, bem original. Museu diferente, enorme, com salas interativas. Tudo em inglês e espanhol. Parabéns, Rio. Fiquei encantada. Mostra o nosso futuro, clima, mudanças climáticas, natureza, ecologia. Demais! Nunca estive em um museu tão educativo, alto nível.

A exposição de fotos sobre o Pantanal (mato-grossense) demonstra a realidade da seca e incêndios, além de sua beleza incontestável. São verdadeiras obras de arte dos fotógrafos Lalo de Almeida e Luciano Candisani. Eles nos apresentam o quanto o meio ambiente da região pantaneira está sendo destruído pela inclemência da arrogância e ganância do bicho homem. As fotos enormes são marcantes no corredor longo. Nosso futuro é incerto, não sou positiva, tristemente. A Natureza grita.

A Wikipédia nos informa que o prédio foi projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e está localizado na zona portuária do Rio. Sua construção teve apoio da Fundação Roberto Marinho e teve custo total de 230 milhões de reais. O site do museu: www.museudoamanha.org.br nos conta que é um espaço onde ciência, arte e inovação se encontram para explorar o presente e imaginar o futuro.

A loja do museu também é colorida, completa. Muitos objetos interessantes à venda. Até as portas dos banheiros são cheias de cores. Vimos da mesma forma a exposição temporária de fotografias de Cláudia Andujar. Segundo a Wikipédia, fotógrafa e ativista suíça, naturalizada brasileira. Desde a década de 1970, dedica-se à defesa dos indígenas Yanomami. Vale a pena. Que museu! São 2 a 3 horas de muito aprendizado.

À noite o jantar foi na pizzaria Capricciosa (rua Vinícius de Moraes, 134-Ipanema), onde comemos a pizza com o mesmo nome. Saborosa, sendo o diferencial a alcachofra. Aliás, já conhecia e a pizzaria também. Lá encontramos nosso amigo Carlos Renato que conhecemos na viagem do Marrocos em 2024. Renato, sempre um prazer estar com você, nos divertimos muito. Que dia mais feliz!

Hoje é sexta-feira, 15 de agosto de 2025, dia sonhado, onde reverei uma amiga/tia do coração: Heydir, amizade antiga dos meus pais. Mora perto da Tijuca, então fomos ao shopping Tijuca de Uber novamente, desta vez com o Diego. Endereço: Av. Maracanã, 987.

Assim se conhece o Rio, da zona sul à zona norte. Comentário importante: o asfalto é excelente na cidade. Dá gosto transitar. Chegamos ao shopping e já vi lojas diferentes como a Portugo, de doces portugueses, uau!, Noir Chocolates, FAS Padaria Artesanal. Muito bom descobrir novidades.

Nós com a Heydir e Mário Emílio no shopping Tijuca-Rio de Janeiro-foto tirada por um garçom

Na hora marcada lá estava a Heydir para aquele abraço! Fomos dar uma voltinha e logo almoço na Botânica Bistrô. Indico demais! Foi dica do filho da Heydir, querido Mário Emílio, que conheci criança. Saudações, vocês dois. Voltando ao restaurante e sua comida saudável, original, com pratos elaborados. Sucos também. O do Carlos: suco de maracujá, suco de manga e água de coco, que mistura divina. Amei! Tenho que falar do cardápio. Você escolhe o prato principal e tem direito a dois acompanhamentos: purê de batata-inglesa com alho confitado; salada botânica com granola salgada; cenouras assadas ao molho pesto de manjericão/ salada de abóboras com redução de balsâmico e queijo de cabra/ salada Caesar com dadinho de tapioca/ fettuccine ao molho de queijo com limão siciliano; os tradicionais arroz e feijão; e batatas fritas. Achei demais! No fim, pedi filé de tilápia com o purê de batata e a salada botânica. Aprovado.

Mais passeios pelo shopping, tomamos café e comemos chocolates, muitos papos e fomos embora. A Heydir nos presenteou de montão. Muito obrigada. O Rio de Janeiro enche o coração de emoção ao rever amigos e amigas de longas datas.

Digno de nota o que o Mário Emílio me ensinou: que no Rio chamam de “joelho” o enroladinho de queijo e presunto, porque fica sempre embaixo das “coxinhas” nos balcões. O carioca e seu senso de humor. Povo único.

De volta à Copacabana, lanche no Total Sucos, aquela lanchonete simpática, perto do hotel Socialtel, (a dos docinhos gigantes). Para não perder o costume, suco de manga e maracujá, e misto quente. Mais um dia para sentir saudades. E outra dica: Kiosk da Tika, em frente ao hotel, com seus sucos naturais, e o especial da casa: guaraná em pó, gengibre e limão, um sucesso. Eu não tomei, fica para a próxima.

No dia seguinte, Niterói.

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Hoje é dia 14 de novembro de 2024. Frio grande em Lisboa. O metrô de greve das 6h30 às 10h30, depois volta a funcionar. Vamos ao Gulbenkian novamente. Pegamos o metrô na estação Baixa-Chiado para São Sebastião. Linha Azul.

Chegamos ao Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM). Segundo o site gulbenkian.pt, o novo edifício e jardim foram redesenhados pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, que colaborou com o arquiteto Vladimir Djurovic, para integrar na perfeição natureza e arquitetura.

Vimos a exposição temporária, toda na madeira clara com expositores, de nanquins, quadros e fotografias do artista português Fernando Lemos, exilado no Brasil em 1953 e depois naturalizado. Paisagens e cenas do Japão feitas por ele. Nessa parte moderna, olham os bilhetes o tempo todo. Gosto muito de encontrar crianças em museus. Todas elas de chapéus vermelhos. Pagamos por exposições permanentes e temporárias ou só permanentes.

A obra “Recuar da Onda”, de João Cristino da Silva (1829-1877) merece aplausos. Outra sala com vídeos de temas sensíveis. Perto, uma loja transada que vende livros, velas, sabonetes, bolsas, garrafas etc. Jardins imensos com uma passarela de cimento, bem cuidada com batentes, até o museu Gulbenkian em frente (do lado da sede). Embaixo o bengaleiro ou cloakroom, onde deixamos os casacos e bolsas, e uma cafeteria. Achei o CAM confuso, a entrada é a saída, tivemos que deixar tudo no bengaleiro a fim de ir ao edifício-sede, então pelo bom humor foi melhor almoçar na cafeteria às 12h45. Primeiro prato de legumes salteados com quinoa e nozes e o segundo prato um bom Bacalhau à Braz. Valeu! Conta: €23.10 euros.

Depois, rumamos ao museu em si. De acordo com a Wikipédia, o museu Calouste Gulbenkian acolhe uma da mais importantes coleções privadas de arte do mundo, abrangendo obras do Antigo Egito, das artes do Mundo Islâmico, da China e do Japão, bem como as artes decorativas francesas, joias de René Lalique e quadros dos mestres da pintura como Rembrandt, Rubens, Monet, Renoir, Edgar Degas e Turner.

O site continua explicando que o museu abriu suas portas em outubro de 1969, dando seguimento às disposições testamentárias de Calouste Sarkis Gulbenkian, industrial de origem armênia, fixado em Portugal em meados do séc. XX, e que ao longo de sua vida reuniu uma vasta coleação de arte. As peças em exposição permanente encontram-se expostas de forma a constituir dois circuitos independentes. O primeiro é dedicado à Arte Oriental e Clássica, e o outro à Arte Europeia, do séc. XI ao XX.

Chegamos ao edifício-sede. Agora a exposição temporária “Veneza em Festa”, de 25 de outubro a 13 de janeiro de 2025. Obras, como “O Grande Canal Visto de San Vio”, Veneza, de Canaletto (1697-1768); “O Grande Canal com Santa Maria della Salute”, de Michele Marieschi (1710-1743); “O Pórtico do Palácio Ducal”, de Francesco Guardi (1712-1793) etc. Ficamos encantados. Além da escultura de mármore de Antonio Corradini (1688-1752). Muitas outras maravilhas de John Singer Sargent, Antonio Visentini, Giacomo Guardi e Gianbattista Tiepolo.

Rumamos às exposições permanentes. A do Egito. Primeiras moedas gregas de 575 a. C a 75 a. C. Medalhões romanos encontrados em Abuquir, Egito, em 1902, gravados com as figuras de Alexandre O Grande, seu cavalo Bucéfalo e sua mãe Olímpia.

Salas: Arte do Oriente Islâmico, Arte Greco-romana e da Mesopotâmia. Tapetes persas de veludo, séculos XVI e XVII; tapetes de lã, roupas de seda de fio prateado e dourado do séc. XVIII. Quantas belezas! Estudantes adolescentes no museu. Acho o máximo. Tapete da Turquia do período Otomano. Azulejos com fênix da Pérsia, séc. XIV, do período Ilkhânida. Tapetes da Índia do séc. XVII de padrão floral do período Mogol. Jardim islâmico. Azulejos com padrões florais do período Otomano. Vaso com pássaros a voar do Egito ou Síria, período Mameluco, séc. XIV, o vidro esmaltado e dourado. Arte armênia, primeiro reino a adotar o cristianismo como religião oficial em 301 d. C.

Porcelana chinesa e trabalho em vidro do período Qing, séculos XVIII a XIX, no reinado de Kang XI (1662-1722). Caixas bandejas do Japão período Edo, séculos XVIII e XIX. Arte e culturas chinesas da dinastia Ming (1368-1644).

Arte Europeia. Pinturas de santos do séc. XV. “Sagrada Família e Doadores”, de Vittore Carpaccio, séc. XV. “Figura de Ancião”, de Rembrandt, de 1645. “Mar Encrespado Junto à Costa”, de Jacob van Ruisdael, Holanda, 1660. Gobelins, da Itália, séculos XV e XVI. Artes decorativas do séc. XVIII, mobiliário francês. Belo! Vários ambientes decorados. Prataria francesa dos séculos XVIII e XIX. O museu tem a mais importante coleção particular de ourivesaria (arte de fabricar joias e outros objetos de ouro).

Porcelana francesa, manufatura de Sèvres, do séc. XVIII, mais quadros franceses. “De Natureza Morta”, de Henri Fantim-Latou, de 1866. A escultura em bronze “Cabeça de Legros”, de Rodin, de 1910.

Pinturas: “Barcos” de Claude Monet, de 1868, “O Degelo” de Renoir, de 1880. Em outra sala, René Lalique, dos séculos XIX e XX. Trabalhos em vidro e marfim: pendentes, gargantilhas, diademas, jarros. Espetaculares.

Umas três horas de visita, imperdível. Fomos buscar as bolsas e mochilas no bengaleiro do outro prédio. Chove. Demos uma boa corrida.

De lá, nos dirigimos ao El Corte Inglés, nossa loja de departamentos de sonho. No 7° andar, um chiffon de chocolate amargo em forma de minitorta e um café americano na Alcoa. Amo! Uma visita básica ao supermercado no subsolo e, depois metrô, ali mesmo. Tudo fácil. Dia muito produtivo e prazeroso.

Dia 14 de novembro de 2024. Fomos ao shopping ou centro comercial Vasco da Gama de metrô. Linha Verde direção Telheiras, desce em Alameda, pega a linha Vermelha no sentido de Oriente, pronto, saímos em frente ao shopping. A estação Olaias da linha Vermelha é bonita, colorida e sai do túnel um pouco, depois volta, a de Bela Vista no mármore e desenhos geométricos. Vale a pena esse passeio.

O shopping Vasco da Gama é amplo, com lojas maravilhosas como a Timberland, vimos a brasileira Avatim em um quiosque. A livraria Bertrand, Natura (de roupas transadas) e Parfois, minhas queridas. Dentre outras, o lugar é imperdível.

Almoço no restaurante Serra da Estrela na praça de alimentação. Prato principal: o Carlos no tradicional Bacalhau com Natas e eu provando o Açorda de Camarão, acompanhado de uma sangria pequena, bem refrescante. Vamos ao meu prato: feito de pão, bem diferente, gostei do camarão e da gema de ovo em cima da comida, no mais, achei enjoativo tanto pão. Pagamos uns €30 euros a refeição. No shopping, há várias opções de restaurantes: comida mediterrânea, mexicana e por aí vai. Detalhe: o frio deixa todo mundo doente, eu inclusive, com uma boa gripe. Detalhe: em Portugal há um remédio chamado Griponal efervescente, funciona mesmo. Ninguém merece ficar com nariz pingando em viagens.

Do local, fomos ao Oceanário. A seção dos pinguins estava fechada para manutenção, que pena. Sempre muito bom ir lá, foi minha terceira vez. Só não foi melhor, porque em fim de viagens estamos exaustos.

Dia 16 de novembro de 2024, dia de ir embora com a certeza de retorno. Uma informação de utilidade pública aos viajantes. Quem compra em certas lojas e gasta uma certa quantia, tem direito ao TAX FREE, ou seja, recebe de volta o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Foi o caso do Carlos que comprou botas novas na Timberland no shopping Vasco da Gama. Chegando ao aeroporto Humberto Delgado com as malas e com uma multidão lá dentro, soubemos que o guichê 24 da TAP era responsável por isso antes de despachar as malas, porém a fila estava enorme, então seguimos adiante. Despachamos a bagagem e entramos. Encontramos pelo caminho a Alfândega com uma funcionária da Receita portuguesa só para isso. Outra fila. O Carlos estava com a nota fiscal, o cartão de embarque do voo e o passaporte, mas… ela queria ver as botas que estavam na mala! Pensem na frustração. Que burocracia mais sem sentido. Resumo da ópera: não houve recebimento nenhum do TAX FREE. O vendedor da loja havia dito que a nota fiscal com o nome dele e documento eram suficiente. Enfim, não foi.

Obs:. Segundo o www.bing.com, sobre o TAX FREE: 11% a 13,6% do valor gasto em produtos sujeitos à taxa padrão de IVA. O limite mínimo de compra para ter direito ao reembolso é de €61.35 euros.

Fim de viagem. Marrocos e Portugal, momentos inesquecíveis que deixarão saudade.

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Évora-dia 2

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-Évora-dia 2

Hoje é dia 13 de novembro de 2024. Vamos a Évora, cidade imperdível perto de Lisboa, na região do Alentejo (significa “além do Tejo”). Estamos no hotel Duas Nações na Rua da Vitória, 41. Pegamos o metrô linha azul ida e volta. Como temos o cartão, pagamos €3.60 euros em direção ao Jardim Zoológico. Descemos e fomos procurar o Terminal Sete Rios, detalhe: a gente sempre se perde, mas também sempre encontramos um anjo para nos ajudar. Uma senhora nos levou até a entrada. Enfim, deu certo. Paguei €12.50, o Carlos €11.30 (mais de 65 anos).

Fixamos o olhar no painel de chegadas e saídas para saber o portão da Rede Expressos. Não apareceu, por sorte, estávamos na frente do portão, aí a atendente nos indicou. Assentos 21 e 22, 1h e 30 min. de viagem. Não deu tempo para o café.

E vamos observando o visual. Passamos pelo Aqueduto. Obra de engenharia fantástica em uma época em que não havia nem ferro nem cimento. Ponte 25 de Abril, outra obra de engenharia admirável. Estamos no mesmo caminho das cidades de Setúbal e Sesimbra (já estivemos lá). Monumento ao Cristo Rei. Ninhos de cegonhas nas torres de eletricidade. Curiosidade: no Marrocos, são protegidos, se machucá-los é preso.

As estradas um tapete. Estamos no interior de Portugal com gado, muito verde, casas isoladas que parecem fazendas.

Chegamos a Évora e fomos logo tomar um café americano para animar. Máquina de troco. A pé para a cidade histórica. Largo das Alterações de Évora, de 1637. Muito mais frio do que em Lisboa. Trouxe um casaco que não protegeu muito. Como fumam! Observação: quem nasce em Évora é eborense.

Na igreja em que entramos uma exposição dos cristãos perseguidos pelo mundo, da Fundação AIS. Rua Serpa Pinto. Loja Marques Soares, muitas ruelas, Travessa das Cruzes, Mercearia Mimos e Iguarias Amanhecer, restaurante Pipa Redonda. Ladeira, Museu Inatel. Calçadas e ruas de pedra, Loja Mango. Praça principal com igreja e fonte com uma coroa em cima.

Descendo pelos Arcos no corredor de pedra, vemos várias lojas de viajantes Barbour e outras, pastelaria Alabaca, restaurante O Antão, doceria Queijadas d´ Évora. Provamos, por sinal, bem suave o doce típico. Mais lojas atraentes Calzedonia, Parfois (amo!), Eborina, Ale-Hop, um show de lojas. Agências de viagens, Natura (loja linda de roupas coloridas, bijus, bolsas com preços razoáveis). Tudo mais barato do que em Lisboa.

Restaurante Tunnel, bem fofo com fotos de roqueiros e guitarras. Foi onde almoçamos um bom Bacalhau à Braz por €9.50 e tomamos um vinho da casa frutado Montado. Vida boa a nossa.

Que cidade mais agradável! Rua 5 de Outubro e seu comércio forte de cortiça. Também boinas, bonés, tênis. E lá vamos à Basílica Catedral, finalmente. Com torre de 106 degraus, Galeria dos Arcebispos, Coro Alto e claustro. Endereço: Rua do Cenáculo, 1A. Segundo a Wikipédia, a Basílica Sé Nossa Senhora de Assunção ou Sé da Catedral de Évora foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204. Esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. Seus estilo é romântico, gótico. E se trata da maior catedral medieval de Portugal.

Visita ao Templo de Diana. Perto há a Cartuxa Enoteca, da Fundação Eugênio Almeida. Para quem é amante de vinhos e azeites, um deslumbre ver seus vinhos famosos, como o Pera Manca. No local, vinícola e restaurante de gastronomia alentejana. Rua Vasco da Gama, 15. Estamos no centro histórico de Évora.

Mais caminhada e descobrimos o Mercado Municipal Zé do Bacalhau, com opções diversas: biscoitos de coco, torta de amêndoas, pastel de feijão etc. A Tripadvisor menciona ser o local onde podemos encontrar variedade e qualidade, em especial a loja Zé do Bacalhau que tem enchidos e queijos regionais. Endereço: Praça 1° de Maio, 28.

Convento e Igreja de São Francisco com a afamada Capela dos Ossos na Praça 1° de Maio. Um verdadeiro museu na entrada com um conjunto de esculturas, por exemplo: Santa Águeda, do século XV/XVI, a história do convento, pinturas dos mesmos séculos. Arca tumular dos fundadores do convento. Lápide da fundação do claustro, de 1376.

Um pouco da história do Convento e Igreja de São Francisco. O folder da igreja cita os primeiros franciscanos chegados a Évora em 1224, vindos da Galiza. Do primeiro convento apenas restam vestígios da igreja gótica e uma parte do claustro, edificado em 1376. Conhecido no séc. XVI como o Convento de Ouro, foi difícil manter as prerrogativas como abandono do Paço numa parte do convento até que Filipe II acabou por entregá-lo aos religiosos. A partir do séc. XVI a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco veio trazer à igreja um forte cunho devocional e artístico pela contratação de consagrados mestres na instalação e decoração da sua Capela dos Ossos e da Casa do Despacho. A extinção das ordens religiosas em 1834 ditou o rápido declínio do edifício conventual. Mantiveram-se a igreja e a Capela dos Ossos, devido em parte à Ordem Terceira, à intensa devoção popular ao Senhor dos Passos e à passagem da sede da paróquia de São Pedro para a igreja. Em 1892-95 grande parte do arruinado convento foi vendida em hasta pública ao benemérito eborense Francisco Barahona, que mandou construir as habitações ainda hoje existentes e colaborou generosamente no restauro da igreja e Capela dos Ossos.

A Capela dos Ossos, nos explica o informativo, foi construída no séc. XVII, seguindo um modelo então em voga, com a intenção de provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vida cristã. Tanto as paredes como os pilares estão revestidos de alguns milhares de ossos e crânios, provenientes dos espaços de enterro ligados ao convento. Os frescos que decoram o teto abobadado, datados de 1810, apresentam uma variedade de símbolos ilustrados por passagens bíblicas e outros com os instrumentos da Paixão de Cristo. À saída da capela, na parede fronteira, um painel azulejar, da autoria do arquiteto Siza Vieira, contrapõe à alusão da morte o milagre da vida.

No primeiro piso, o Núcleo Museológico. O folder nos informa que com as obras de 2014-2015 recuperou-se o espaço do antigo dormitório dos frades, situado sobre a Sala do Capítulo e a Capela dos Ossos, inutilizado desde os finais do séc. XIX. Instalou-se um Núcleo Museológico, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos eborenses extintos. Dele fazem parte obras de pintores como Francisco João e António de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII, uma coleção de ourivesaria sacra da mesma época, paramentaria e objetos devocionais.

No segundo piso, a coleção de presépios Canha da Silva. De diferentes países. Belos, os meus preferidos foram os coloridos e originais. De acordo com o mesmo informativo, após a requalificação da igreja, foram abertas ao público as galerias superiores sobre as capelas laterais. Seguindo a espiritualidade franciscana, aí se encontram expostos os presépios da grande coleção particular do major-general Fernando Canha da Silva e sua esposa Fernanda Canha da Silva, mercê da sua formação e sensibilidade religiosas e de um protocolo com a igreja de São Francisco.

Terminados os passeios, retornamos à estação rodoviária. Outro anjo nos guiou para pegar o “autobus”. Hora: 16 h. O ônibus para na rodoviária de Montemor-o-Novo, outra gracinha. Cruzamos a ponte Vasco da Gama ao entardecer. Mais um dia bem aproveitado no lindo Portugal. Ai, como gostamos!

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Hoje é dia 11 de novembro de 2024, estamos partindo do Marrocos e chegando a Lisboa por alguns dias. Vamos nos hospedar no hotel Duas Nações, nosso velho conhecido na Rua da Vitória, 39. Perto da Praça do Comércio na Rua Augusta com Vitória. Já chegamos conversando com o taxista, bom de papo. Lisboa, nos sentimos em casa. Eis a razão de voltarmos sempre.

No hotel, pagamos logo a taxa turismo de €20 euros por pessoa. Quem nos recebe é o Diniz, muito educado. O hotel não é mais o mesmo. O quarto é diminuto, mas o café da manhã muito bom, €10 euros por dia e por pessoa. Cama, chuveiro, localização e preço excelentes. Os dois sócios de antigamente apartaram e dividiram o hotel em dois, ficou bem menor, logicamente. Os atendentes bem solícitos. Vale, mas há de se prevenir que o elevador só dá pra uma pessoa ou para as malas, a gente sobe e desce de escadas. Uma graça. Detalhe: fiquei presa no elevador! Ainda bem que são somente dois andares, melhor de escada.

Lisboa com gente do mundo todo. Uma festa constante. Jantar de sopa de legumes mais salada de frutas no Cais das Colunas, na esquina, na Rua da Vitória, 46.

Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Dia 12 de novembro de 2024. Café da manhã com frutas, Nutella, iogurtes, bolos sem açúcar, tudo bom. A ideia do dia é visitar o museu Calouste Gulbenkian: Fundação Calouste Gulbekian, Centro de Arte Moderna José de Azevedo Perdigão. Metrô 4, estamos na Baixa Chiado e vamos na linha Azul, direção Reboleiras. Vamos lá: passamos por Restauradores, Avenida, Marquês de Pombal, Parque e São Sebastião, onde descemos. A loja de departamentos El Corte Inglés à direita, o Gulbekian à esquerda. Porém… era terça-feira e estava fechado. Que coisa! Tem problema, não, fomos passear por fora do prédio. Onde vamos, sempre temos boas companhias para conversar. Um senhor estava lá nos dando informações. O jardim agradável, bem frequentado pelos moradores. Um café chamado Brunch no Jardim, uma lindeza. €1.10 euro o cafezinho. Detalhe: você paga para uma máquina que dá o troco em cédula e moeda. Uau! Cidade com qualidade de vida por meio de suas áreas verdes para desfrutar.

Eu e o Carlos na Fundação Calouste Gulbenkian do lado de fora-Lisboa-Portugal-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Depois, um prazer enorme entrar no El Corte Inglés (av. António Augusto Aguiar, 31). A gente ama de paixão. 7 andares de maravilhas. O supermercado é gigante, de babar. Cinemas, restaurantes de tapas, sushi, sopas, empanadas, opções mil. Na hora da comida, fomos ao 7° andar. Taberna portuguesa, cafeteria, restaurante havaiano etc, enfim, escolhemos o Tasca Chic. Menu: Bacalhau a Gomes de Sá com vinho do Alentejo: vinho Lagoalva, uvas: Alfrocheiro e Syrah. Seco e amadeirado. Refeição gourmet com água da bica (torneira). €32 euros cada. Para sobremesa, nada como o Alcoa: os doces são uma perdição. Socorro!

Bacalhau a Gomes de Sá-Tasca Chic-El Corte Inglés-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Para voltar ao hotel, linha Azul, sentido Santa Apolônia. Descemos na Baixa Chiado. Um pastel de nata na Pastelaria Pau de Canela (fabrico próprio), endereço: Rua da Vitória, 57; o picolé natural e sem conservantes de frutas vermelhas no Popbar (rua Augusta, 139) e vamos nos divertindo. O calçadão no centro convida a um passeio. Sapatarias, e a loja de bebidas, de figo seco, de queijos e de chocolates Manuel Tavares Ltda, de 1860 (rua Betesga, 1 A/B). Nada como manter a tradição e entrar em uma loja conhecida. Carrinho de Ginjinha de Óbidos por €1.50 euro no copinho de chocolate Cherry ou Trip, saboroso. Celeiro Drogaria, uma farmácia com artigos variados de cosméticos. Oferece os produtos Couto de Portugal: sabonetes, cremes de mãos etc. Rua 1° de Dezembro, 64. Indico.

Na entrada da sorveteria Popbar, uma grata surpresa. Olhamos pro chão e vimos um vidro protegendo o que parecia ser um sítio arqueológico mais abaixo. E era mesmo. Uma placa de vidro nos conta a descoberta: “Rua Augusta 135, testemunho da transformação de Lisboa ao longo dos séculos. A cidade é feita de múltiplas camadas de história e este edifício é disso prova viva. As escavações arqueológicas aqui realizadas entre 1993 e 1996 revelaram ruínas que remontam ao período romano, quando as esteiras do Tejo (rio) chegava a este local. Nesse tempo existia aqui uma fábrica de salga de peixe. Foram também aqui descobertos vestígios datados do período medieval islâmico entre os séculos XI e XII. Nesta zona da cidade, as ruas repletas de oficinas dirigiam-se ao ainda hoje correntemente denominado Terreiro do Paço e o Rio Tejo. Prosperaram durante vários séculos. No séc. XVI, sobre a olaria medieval islâmica, foi construída uma ferraria, oficina que trabalhava o ferro, cujas ruínas podem ser vistas sob o chão de vidro. Mais tarde, em 1755, um violento terremoto, seguido de tsunami e incêndio, destruíram completamente a Baixa de Lisboa, incluindo a ferraria. Sobre os escombros, foi construída a Baixa Pombalina, incluindo este edifício, com recurso a técnicas antissísmicas inovadoras, característica da reconstrução promovida pelo Marquês de Pombal. A estrutura urbana tornou-se ortogonal, contrastando com a rede orgânica que caracterizava a Baixa pré-pombalina”. A Wikipédia nos informa que são as Galerias Romanas da Rua da Prata (no subsolo a antiga Rua Bela da Rainha) e da Rua da Conceição, estendendo-se até a Rua do Comércio.

Sobre a história do pastel de nata, está escrito em mosaicos na parede da pastelaria Fábrica da Nata: “Os pastéis de nata são uma das mais tradicionais e populares especialidades da doçaria Portuguesa. No final do séc. XVII vários conventos e mosteiros em Portugal produziram uma gama diversa de pastelaria e doçaria à base de ovo, utilizando sobras das claras de ovo utilizadas na engomagem de roupas e no processo de produção de vinho. Com a expulsão das ordens religiosas e o encerramento de muitos conventos e mosteiros no rescaldo da Revolução Liberal de 1820, esta receita saiu dos conventos e tornou-se um ex libris (propriedade de) da doçaria Portuguesa. Desde então, clientes locais e visitantes provam estes deliciosos pastéis polvilhados com canela e açúcar em pós recém-saídos do forno.” Endereço: Rua Augusta, 255 a.

De novo, jantar de sopa, desta vez de abóbora. No Cais das Colunas. Como sempre, sou constante nas escolhas e escolho um lugar pra chamar de meu.

No dia seguinte, passeio a Évora. Nossa segunda vez. Cidade para conhecer, certamente.

Peru surpreendente-conhecendo Lima-Miraflores-dia 2

Peru surpreendente-conhecendo Lima-Miraflores-dia 2

Hoje é dia 6 de maio de 2024. Estamos em Lima no hotel Ibis Reducto Miraflores. O nevoeiro grande, parece que acontece sempre. O café da manhã do hotel pago (52 soles PEN), vale a pena. Do jeito que eu gosto: muita gente falando diversas línguas, de brasileiros só o Carlos e eu. Americanos às pencas. Musli (cereal matinal à base de flocos de aveia crus, fruta e frutos secos), frutas, sucos, pães, tudo muito bom. O tomate está presente, tratado como é, uma fruta. A fruta granadina, tipo um maracujá, me chamou a atenção. O Carlos comeu um goulash, um cozido de carne, e lá estavam as folhas: alfaces e cia.

Pós refeição matinal, nos direcionamos a pé ao shopping Larcomar. No caminho, trocamos dinheiro com um cambista de jaqueta oficial. Para um brasileiro, isso é inacreditável ver alguém com dinheiro vivo em quantidade na rua e em segurança. Que inveja! Boa caminhada para queimar as calorias. Há um guichê dos ônibus Miraflores Bus Turístico, perto do Larcomar. Por 100 soles PEN, pegamos um a fim de passear pelo bairro Miraflores. Das 11 h às 18h30, desce e sobe com horários fixos.

Estamos na praça Salazar, cuja placa em homenagem a Alfredo Salazar (1913-1937) nos diz: alferes (antigo posto militar, seria hoje o de segundo tenente) peruano, herói da aviação que teve como ato heroico evitar que seu avião colidisse com a cidade, salvando muitos “miraflorinos” (em espanhol). Parque rodeado de flores, mirantes e embaixo o shopping convidativo Larcomar. Parece com o shopping Arauco de Santiago do Chile, por ser aberto. Dia nublado, vemos o mar lá embaixo. O miradouro dá para o oceano Pacífico, antes do mar existem falésias cinzas e cobertas por redes. Bem interessante. Na praia, há um píer e a orla é usada para esportes e caminhadas. Trata-se do calçadão urbano Malecón de la Reserva.

O shopping se localiza em cima de uma montanha. Pelas escadas se chega ao Larcomar, fomos pela rampa. Lojas famosas para viajantes, como The North Face, Rockford the Outdoor Experience, roupas de lã lindas, Patagonia, Desigual, Mango etc. Uau! Café por 8 soles PEN. Mais: La Iberica (chocolates), quiosques da Havanna, Don Salazar (café), San Roque (alfajores e outros), Picky (de roupas de lã pra crianças). Muito, muito atraente o centro comercial.

Ao redor do guichê no parque Salazar, há muitos vendedores de passeios. Preferimos o ônibus Miraflores, diário. Por 35 soles PEN, Mario, o vendedor. O percurso total é de 1 h e 20 min. Estamos na parada Larcomar. Em espanhol e inglês, a guia Vilma e o motorista Vicente. Vamos começar?

Av. 28 de Julho em breve. Data importante, independência do Peru. Segundo a www.infoescola.com/peru/historia-do-peru/, foram as batalhas de Junín (6/8/1821) e Ayacucho (9/12/1821), ambas lideradas por Simón Bolívar que tornaram o Peru independente. Celebrado com festas e bandeiras. Já na Venezuela foi em 5/7/1811, liderada pelo mesmo Simón Bolívar e por Francisco Miranda. Foi o primeiro país da América do Sul a se libertar do domínio espanhol.

Av. Larco em homenagem ao ex-prefeito José Larco. Bancos, lojas, cassinos, restaurantes, galerias de arte, casas de câmbio, centros culturais, Centro de Informação ao Turista. Agora sol e calor. O chato disso é tirar o casaco e ficar segurando. Que cidade! Que bairro!

Parque Central de Miraflores ou Parque dos Gatos, muitos foram abandonados e vivem no local.Recebe multa de 4 mil soles PEN quem abandona. Igreja Matriz Virgem Milagrosa. Parque Kennedy, em tributo ao ex-presidente americano John Kennedy, em frente à rua São Ramón. Parada: Pasaje San Ramón. A rua é um calçadão. Bulevar Gastronômico de San Ramón. Tentador, com tantas opções de restaurantes, lindo. Calor, o sol esquenta muito. Detalhe: Lima, capital gastronômica renomada internacionalmente. São 43 bairros ou distritos na cidade, cada um autônomo e com prefeito. Eleições acontecem normalmente. Existe um prefeito geral, de Lima. Gostei da ideia.

Próxima parada: Museu do sítio Pucllana. Sítio arqueológico dentro da cidade. A monumental pirâmide tem 25 m de altura. A língua falada era quéchua ou quíchua, língua inca ancestral. O nome do sítio é Huaca Pucllana, huaca significando “lugar de rituais”. Obs: em Machu Pichu se fala espanhol e quéchua. Descemos do ônibus por 10 min e continuamos a jornada, depois voltaremos. São 15 soles PEN a entrada até as 17 h, um museu a céu aberto. A guia nos informa que ali se praticavam sacrifícios humanos, de mulheres, principalmente. A razão tem a ver com o poder da vida, para impedir desastres naturais e aumentar a fertilidade. Funciona de quarta a domingo. Fico curiosa para conhecer o lugar que era uma cidade sobre a montanha. Pescavam e tinham a cultura têxtil e de fazer cerâmica como trabalho. Havia o culto à Mãe Terra (Pachamama ou Mama Pacha-divindade máxima para os povos andinos, especialmente Quechua e Aymara). Lima era uma sociedade inca na época pré-colombiana. Há muitos sítios arqueológicos no Peru, Machu Pichu é o mais conhecido. Houve outras culturas antes dos incas no país.

Informações: o Peru tem 34.4 milhões de habitantes. Miraflores foi fundada em 1857 e se situa a sudoeste de Lima. Os guardas de trânsito usam chapéus. Avenidas largas com árvores no meio fio. São Miguel Arcanjo, o protetor de Miraflores, com escultura em bronze, em cima de um pilar na rotatória Óvalo Gutiérrez, também praça, localizada no limite dos distritos Miraflores e San Isidro. O Centro Histórico é de 1535. A fundação do convento dominicano ou convento e igreja de Santo Domingo foi de 1540, pelo frei Vicente de Valverde. Eis um do monumentos históricos mais proeminentes da cidade. Para o turista, Lima é preciosa, muito organizada com mapas, folders, tudo fácil. Parabéns, Lima.

Miraflores, cidade-jardim, cidade heroica. Em 1881, a batalha de Miraflores na Guerra do Pacífico entre Peru, aliado à Bolívia e contra o Chile (1879-1883), teve por razão a briga por território. Mais frio agora, 22º C, a neblina retornou. Estamos no outono e acerca do mar.

Prosseguimos no percurso. Parque Maria Reiche com a imitação das linhas de Nazca e pistas de skate. Maria Reiche Neumann foi uma arqueóloga, matemática e tradutora técnica alemã-peruana que as investigou por muitos anos. Tanto Nazca como Lima são Patrimônios da Humanidade. Impressionante como valorizam seus heróis. Os parques são bem cuidados. O almirante Miguel Grau, outro herói. Parque Chino Bicentenario. No calçadão urbano Malecón Cisneros, há o parque Faro de la Marina (Farol da Marina) ou parque Antonio Raimondi, homem que construiu muitos resorts, geógrafo, catedrático. Impressionada com Miraflores e consequentemente, Lima.

Parque do Amor, inspirado no parque Guell de Barcelona-Espanha, com azulejos, também situado no Malecón Cisneros. Inaugurado em 14 de fevereiro de 1993 para homenagear o dia dos namorados (dia diferente do nosso brasileiro). Todo limpo, sem pichação. Que passeio maravilhoso!

Parada no parque Intihuatana, 10 min. Descemos e fomos a um quiosque/creperia. O mirante vislumbra o mar, estamos em cima da montanha, tudo enevoado, mágico. Voltamos ao ônibus. Mais abaixo o parque Gran Mariscal Mariano Necochea, inaugurado em 1949, no centenário de sua morte. Prócer da independência do Peru, vencedor da batalha de Junín.

Próxima parada: Larcomar, desceremos para almoçar e às 14h15 pegaremos o ônibus novamente. Almoço no restaurante Lucio Caffé: prato do dia (creme de frango, batata doce,arroz e ovo) e limonada por 23,90 soles PEN. O banheiro do shopping é inusitado. Da torneira, sai água botando a mão embaixo e ao lado da torneira, e para secar há duas barras de cada lado da torneira de onde sai o “vento secador”. Nunca vi igual.

Miraflores-Lima-Peru, que paraíso. Como podemos não conhecer muito do nosso país vizinho? Tão rico, original e apaixonante.

Em breve, a continuação do passeio de ônibus de onde retornaremos ao sítio arqueológico Huaca Pucllana.

Peru surpreendente-chegada a Lima

Peru surpreendente-chegada a Lima

Hoje é dia 5 de maio de 2024. Tempo para realizar o sonho de conhecer o Peru, tão bem falado pela culinária e riqueza histórica. Vamos lá. Saímos de Fortaleza pela LATAM com troca de avião em Brasília, acho mais fácil de me localizar do que no aeroporto a de Guarulhos-SP. No avião de Fortaleza a Brasília ofereceram polvilho de macaxeira (aipim). Em Brasília, portão 32 e lá rumamos ao sonho. Horário: 9 h, pode entrar no país com identidade ou passaporte. Voo para Lima, tratamento VIP, por ser GOLD PLUS. Detalhe: caí para GOLD recentemente. Os comissários sabem o nome da gente, nunca vi isso. A Tatiana e o José super simpáticos. Falemos no serviço de bordo, ou seja, comida. Lanche de sanduíche de queijo e presunto, bolo, barrinha de cereal de quinoa (ótimo), já vamos nos preparando para a terra onde se come muito esse cereal. Voo ótimo de 4 h e meia, em Lima 2 horas a menos do que no Brasil.

Chegamos e lá estava o transfer nos esperando, hoje em dia gosto de conforto. Detalhe: pacote pela CVC, tudo resolvido com as nossas agentes Débora e Patrícia do shopping Del Paseo, em Fortaleza. O Roberto, da empresa Condor, nos espera no aeroporto de Lima e dá dicas, sempre valiosas. No momento da viagem, 1 sol peruano (PEN) estava R$1,40 reais e $1 dólar, 3,72 soles PEN.

O país está tranquilo para as jornadas. O Aeroporto Internacional Jorge Chávez é em Callao, cidade vizinha a Lima, distante 11 km, siuada na província de Callao. Estamos em direção ao hotel Ibis Lima Reducto Miraflores (Av. Reducto, 1057-Miraflores). No outono à noite uns 17º C, 22º de dia e de madrugada 6º. Em Cusco, 18º C de dia com sol. Para lá é necessário levar repelente.

Continuemos com as observações do Roberto. A estação de trem em Cusco ou Cuzco que leva a Machu Pichu se chama Aguas Calientes, está localizada no povoado de Aguas Calientes aos pés de Machu Pichu. Pedro Castillo é o ex-presidente apartado por haver tentado um golpe de estado. A CNN nos informa que ele foi afastado do cargo e preso após a tentativa de dissolver o Congresso no final de 2022. O oceano Pacífico tem ondas e água fria, já perto do Equador, ao norte do Peru, as correntes mudam e a água fica mais quente. Há vulcões em Arequipa e vi uma rota de evacuação de tsunami no caminho do hotel. São 10 milhões de habitantes na capital. A segunda cidade maior é Arequipa com 850 mil.

É seguro morar e ser turista na parte residencial, fora tem que ter mais cuidado. O interior do país é seguro. As embaixadas ficam no bairro de San Isidro. Passamos pela avenida principal de Miraflores: José Larco. Alguns estabelecimentos chamam a minha atenção: Punto Azul, restaurante de frutos do mar, Pollo a la Brasa (frango) e Comida China, aliás, percebe-se que gostam de comida chinesa. O bairro Barranco é bem próximo e há o museu MALI (Museo de Arte de Lima), no Parque de la Exposición. Motorista bom de papo.

Como é de praxe, no hotel Ibis se paga o café da manhã. 52 soles PEN, das 6h30 às 10 h. O nome do carregador é Félix, saber o nome do povo sempre ajuda. O hotel padrão, em todas as cidades do mesmo jeito. A diferença está no restaurante. Prato: Solterito de quinoa com pollo a las finas hierbas, isto é, uma salada com um bife de frango grelhado, quinoa, cebola, queijo, tomate sem pele e sementes, azeitonas, feijões-verdes (das montanhas), milho, salsinha, sal, pimenta, azeite de oliva e um toque de limão. Com Ginger Ale de refrigerante, amo! Marca Mr. Perkins, extrato natural de gengibre. 86 soles PEN. Como pode uma simples salada ser tão elaborada? Deliciosa.

Depois do almoço e de um descanso, o Carlos e eu rumamos à avenida 28 de Julho a pé para fazer um reconhecimento de área. Vimos casas e ruas maravilhosas que parecem com o bairro de Pinheiros em São Paulo, cujas calçadas são decentes e largas. Um cassino e hotel La Hacienda. Na av. José Larco, estamos à procura de casas de câmbio. Bairro altamente habitável. Na San Martin com Larco, um Centro de Informação ao Turista (Tourist Information Center) para mapas e informações.

O tempo nublado, um friozinho, lugar em que já estou me sentindo empolgada. Não faltam casas de câmbio por ali. Encontramos um Juan Valdez Café e achei interessante o refrigerante típico deles: Inca Kola.

Retornamos ao hotel, cansados da viagem, mas ainda passamos em um mercado para comprar iogurte de pêssego a fim de ser acrescentado ao jantar que foi no quarto com bolachas e barrinhas de cereal e chocolate Bis amargo. Vida boa essa de viajante.

Lima promete…

Marrocos colorido-Marrakech-dia 7-fim de viagem

Marrocos colorido-Marrakech-dia 7-fim de viagem

Hoje é dia 10 de novembro de 2024. Continuamos com o nosso passeio a pé pela parte antiga da cidade. Paramos no Café La Menara para um cafezinho com o guia Tuk. Ele é bom de papo. O marroquino, pelo visto, gosta de cuidar da saúde. Ele dá dicas: o óleo de cactus é um botox natural e o chá das oliveiras é bom para hipertensão.

Passamos pelo bairro judeu Hay El Mellah, na zona sul da medina. Um mercado aberto com lojas diversas. Vemos frutas, lembrancinhas, roupas, massas folheadas fabricadas ali. Motos entre a gente, uma graça. Turistas mil. O rabino morava no bairro e há marroquinos judeus que habitam no momento. Segundo o site https://www.marraquexe.net, algumas diferenças arquitetônicas ocorrem com o resto da medina: as varandas e janelas se abrem para as ruas, as casas são mais altas e os apartamentos menores. Os joalheiros eram tradicionalmente situados no local, já que os judeus tinham um longo e histórico monopólio do ouro no reino marroquino. O souk ou mercado do bairro Mellah foi recentemente renovado graças a doações de judeus americanos e do rei do Marrocos.

Na porta, saímos para a mesquita. Os prédios em Marrakech não podem ser mais altos que o minarete principal da mesquita. O imame (imã), sacerdote muçulmano, tem que memorizar o Corão inteiro, umas 8600 palavras. Para os outros fiéis, devem saber no mínimo o primeiro capítulo. A pessoa que sobe ao minarete e grita ou anuncia a reza é o muazin. Antes não haviam elevadores e alto-falantes. Hoje, ao vivo embaixo e no microfone. Os horários para as orações mudam dependendo da posição do Sol. No mundo inteiro são chamadas simultâneas (adhan), 5 x ao dia: no nascer do Sol, meio-dia, meia tarde, noite e crepúsculo.

O Tuk nos leva a uma farmácia bem conhecida para mostrar produtos: Ircos Cosmetics (endereço:109 Quartier Industrielle) e Herboristerie Bab Agnaou. O farmacêutico fala espanhol e recebe a nós brasileiros (somos três) em uma sala privada e dê-lhe mostrar maravilhas. Óleo de argan como cosmético (não tostado) e para cozinhar (tostado, bom contra o colesterol), para o fortalecimento do cabelo e das unhas. O argan puro, não oleoso, bastam 8 gotas, o oleoso misturado com flor de girassol. Sabonete, creme hidratante, produto para tendinite, creme contra fungos, eczema e óleo contra rosácea. Óleos mil, perfumes como batom de eucalipto, de laranja, almíscar, cristal para sinusite, perfume antitraça, pitaya ou figo da Índia, botox natural em óleo, melhor que rosa mosqueta (4 gotas 3x semana). Pó misturado com açafrão para dor menstrual com água quente. Uau, saí toda perfumada, um lugar que queria ter comprado todo. No final, saí de lá com perfume flor de laranjeira para calmante em forma de batom, se coloca na testa dos dois lados antes de dormir e com chá de cominho para uma boa digestão. Aprendendo com os marroquinos. Demos 60 DH (R$36,14) para o Tuk de presente e nos separamos. Ele perguntou se queríamos ficar pelo local, mas dissemos que depois do almoço iríamos embora.

O motorista vem nos buscar às 15 h, então ali perto o Tuk nos deixou no restaurante L´ Orientale devidamente recomendados. Av. Mouahidine et Rue Bab Agnaou Marrakech. Restaurante típico marroquino, o valor da refeição com entrada, prato principal e sobremesa por 120 DH (R$72,28), o guia nos ajudou na negociação. Na mesa, toalha marroquina com pétalas, muitos turistas, lugar formoso. Antes, havia comprado chaveiros de lembrancinhas, as lojas são uma loucura e o preço fantástico, pena estar tão na pressa. Vamos ao cardápio: salada crua, cuscuz marroquino e pastelão de laranja, romã e uva, coberto por um creme leve. Refeição suave, delícia! Pra variar, tinha gato perto de mim.

De volta ao hotel às 15 h. À noite tínhamos um jantar sensação. Ficamos sem saber muito bem as diretrizes, isso faltou, porém sabíamos que alguém passaria às 20 h, então estávamos prontos no lobby do hotel Palm Plaza & Spa Marrakech na hora combinada. Chegou o motorista Nordim que já conhecíamos, muito simpático. E rumamos ao Complexo Chez Ali, longe que só, na Route de Casablanca, somente o Carlos e eu, o Renato não quis ir e o pessoal da excursão já havia partido.

Ali se fala o árabe, o berbere e o francês. Chegamos com cavaleiros nos esperando para a foto de entrada. Há a Caverna do Ali Baba com roupas berberes expostas e joias de mulheres. Mulheres vestidas de roupas típicas. Uma era originária de Ouarzazate com tatuagens de henna no queixo. O espaço é gigante, com músicas diversas, grupos de danças e roupas bonitas. São trupes folclóricas de todo o país. Funciona todos os dias, mesmo sendo lugar para turista ver, amei. Nunca vi nada igual. 25 anos atrás era só almoço com espetáculo de cavalos, porém foi crescendo e hoje é imperdível. O rei Hassan II esteve no lugar e gostou. Ajudou com a água e eletricidade. Vemos tendas Kaidal do deserto.

Há várias tendas de restaurantes para grupos grandes, o nosso era só o Carlos e eu, uma pena tanta comida. Bebidas por fora, gastronomia do povo berbere. Primeiro: sopa com especiarias e massa. Muito bom. Segundo: prato principal: tagine de carneiro com ameixas-pretas e sementes. O Carlos aprovou. Os grupos de música com homens e mulheres que estavam do lado de fora entram na tenda e se apresentam para cada mesa. Com roupas e apetrechos de cabelo dos homens diferentes. Que país mais colorido.

Veio o prato principal para mim de cuscuz com frango e legumes, gigantesco. Prato para 10 pessoas, fiquei triste por deixar tanto. Depois, cominho com água para a digestão, mais o prato doce: um pastelão com molho suave e amendoim triturado em cima. Maravilhoso com frutas dentro. Chá de menta e biscoito. Socorro! Vamos explodir! A coca cola: 30 DH (R$18,07). Quase a mesma comida do almoço, ainda estávamos cheios, imaginem.

Saímos para as arquibancadas já repletas de gente a fim de ver o espetáculo. Em frente, um campo aberto. E vai começar. Dromedários, música árabe, multidão aplaudindo. Cavaleiros berberes fazendo acrobacias nos cavalos e saindo em grupo para atirar suas espingardas em uníssono, ovelhas com pastor, um burrinho fazendo graça, finalmente, todos os grupos de dança e música juntos. Aladim no tapete voando e uma dançarina de dança do ventre no meio do campo, dentro de um local móvel. Fabuloso. Saímos realizados e felizes.

Marrocos, que país marcante e cheio de cores. Amei! Jornada que valeu a pena, indico.

Marrocos colorido-Gargantas de Todra, Kelaat-M´Gouna e Ouarzazate-dia 5

Marrocos colorido-Gargantas de Todra, Kelaat-M´Gouna e Ouarzazate-dia 5

Hoje é dia 8 de novembro de 2024. Viemos de Erfoud, estamos em Tinghir e continuaremos até Ouarzazate no percurso de ônibus, distância de 305 km aproximadamente. As Gargantas de Todra distam 15 km de Tinghir.

Segundo a Wikipédia, Tinghir é uma cidade na região de Drâa-Tafilalet, no sul do Alto Atlas e norte do Pequeno Atlas no Marrocos Central. Capital da província de Tinghir, situa-se no centro do oásis do vale do rio Todra (ou Todgha), perto das suas famosas gargantas. O oásis é povoado por amazigues (berberes) muçulmanos. Região de tamareiras, que têm sido substituídas por oliveiras. O oásis tem 30 km de comprimento e 4 km de largura. O clima é árido e subtropical: quente, seco com poucos dias chuvosos.

Em https://www.queroviajarmais.com/pontos-turisticos-do-marrocos, descobrimos mais sobre Todra. Eis o cânion formado pelo rio Todra que corta as montanhas do Atlas e cria um desfiladeiro com paredões de mais de 300 m de altura. Visitado por viajantes, tem pouca infraestrutura e alimentação.

Estamos quase nas Gargantas de Todra, um grande acidente geográfico. Estamos na província de Tinghir. O povoado ao redor é grande e peculiar, tem cor vermelha, e casas com portões de alumínio verdes. Estamos na estrada entre montanhas com o oásis circundando. O hotel Kasbah Taborihte em Tinerhir ou Tinghir é de 1960. Sexta-feira, dia da mesquita e do cuscuz marroquino em família. Vemos muito vermelho e verde, as cores da bandeira. Por isso, o Marrocos colorido. Faz frio. TodraGorges ou Gargantas de Todra. As pessoas frequentam o local para fazer piquenique, se banhar. A via para as gargantas é larga, ali andam ônibus e pessoas. Muitas vendas à esquerda, à direita o rio Todra. Lugar monumental. A água brota do chão e também sai em valas para ser utilizada nas casas. O rio serve para a agricultura. País surpreendente. Oásis verdejante, local para conhecer, o rio acompanha a gente.

Enfim, almoço! Na Maison D´Hotes Anissa/Hotel Restaurant Panoramique, na Gorge Toudra Road 10 km, escolhemos o menu 6: salada com brochete de frango e fruta (tangerina), além de batata e cenoura cozidas. Trocamos a salada por arroz, mas estava uma “papa” e sem sal. Comemos com um visual lindo da varanda. Valeu pelo lugar, vendo o oásis. O garçom fã do jogador de futebol brasileiro Paquetá, sempre me espanto com o poder de penetração do esporte.

Voltamos a Tinghir, cidade toda vermelha, grande, muito ajeitada. Não se vê gente dormindo na rua, isso chama a atenção no país. No sul, as cidades têm a cor das montanhas. O canteiro central é bem largo e repleto de árvores.

Outro acidente geográfico da região é o de Dades, a caminho de Oarzazate. De acordo com a Wikipédia, as Gargantas do Dades, também conhecidas como Vale de Dades, são uma série de desfiladeiros de uádi escarpados e esculpidos pelo rio Dadès. Uádi é um leito seco de rio no qual as águas correm apenas na estação das chuvas. O termo é usado nas regiões desérticas do norte da África e da Ásia. O site https://maisumdestino.com nos conta que os desfiladeiros são compostos de arenito e calcário. Também é conhecido como Vale dos Mil Kasbahs (fortalezas).

Seguimos pela Cidade das Rosas, como é chamada Kelaat M´Gouna, vemos a rosa como símbolo na entrada. Os táxis são rosas, ela é toda dessa cor. Que lugar mais interessante. A Wikipédia nos informa que o Vale das Rosas é o nome turístico dado a vales perto da cidade de Kelaat-M´Gouna, nas montanhas do sul do Alto Atlas. Está situada na província de Tinghir, a 80 km de Ouarzazate.

A cidade é conhecida pela venda de inúmeros produtos cosméticos feitos à base de rosas para mulheres. Tem até festival que, de acordo com o blog www.viajecomigo.com, costuma acontecer no segundo fim de semana de maio e dura três dias. Celebra a finalização da colheita de milhões de rosas. Um dos momentos altos da festa é a coroação da Rainha das Rosas, e também o desfile com carroças decoradas com rosas. Curiosidades: para fazer 1 litro de óleo, são necessárias 5 toneladas de rosas. E a colheita das rosas costuma ser feita pela manhã, por mulheres. Eu amei a cidade. Peculiar demais, como não lembrar do carro rosa dos produtos Mary Kay?

A jornada do dia é longa, são 18h24 e nós em movimento. Paramos em uma das lojas de produtos de rosas: Organic Rose Water Biologique Certifée, Shop of Rose Products. Comprei creme para as mãos e rosto, e seis sabonetes por 100 DH (R$57,99). Se não estivesse tão cansada, teria comprado muito mais. Preços ótimos e produtos únicos. Lá fora 23º C, está friozinho, para os padrões do nordeste brasileiro.

Voltamos ao ônibus. Uns doidos no trânsito. Os caminhões têm luzes coloridas à noite, a gente vê de longe. Quão diferente.

Ufa! Finalmente, chegamos a Ouarzazate. Cidade vermelha também. Avenida longa, bem-arrumada. A impressão que temos ao chegarmos às cidades é sempre de encanto. Sempre há um kasbah. Turismo e cinema são os fortes da cidade. Estamos na Hollywood marroquina. No Hotel Karam Palace, a noite é animada, o hotel é gigante e transado com uma sala de leitura no mosaico e sofás coloridos, a piscina grande no meio do pátio. Grupos de franceses ao redor do conjunto de música árabe instrumental e de uma fogueira, e um bar no meio. Como se diz, “das Arábias”. Eu me belisco nesse ambiente espetacular das mil e uma noites.

Vamos jantar, só sonhando com isso. O buffet é muito bom, estamos na mesa com três casais de espanhóis do grupo. Conversando, entendi que três são parentes e moram em cidades diferentes da Espanha. Por isso a ligação tão próxima deles.

Nos hotéis, em geral, existe uma pessoa para nos mostrar a tradição do chá. Tomamos e tiramos foto. O funcionário do hotel bem solícito. Era mais no sorriso, pois falava pouco francês e nada de espanhol ou inglês. O quarto com duas águas minerais de graça. Atitude simpática. E com chá para tomar à vontade. Só não dá tempo de aproveitar as maravilhas do hotel. No dia seguinte já saímos depois do café da manhã rumo a Marrakech, já no fim da excursão.