Curitiba-Paraná-Brasil-a capital mais ecológica do país-passeio de ônibus turístico-parte 3
Hoje é dia 23 de novembro de 2023. Continuamos o nosso passeio de ônibus turístico Linha Turismo. A parada 10 foi no Bosque do Papa/Memorial Polonês. Seguiremos…
Parada 11. Museu Oscar Niemeyer (MON) ou Museu do Olho. De arte contemporânea. O porteiro do museu nos deu a dica do restaurante Barolho ali perto, na rua Manoel Eufrásio, 1350. E rumamos para lá, já que estava na hora do almoço. O Carlos e eu pedimos bife de frango grelhado com salada, arroz integral e feijão (oferta da casa) por R$23,00 cada e dois copos enormes de limonadas. Almoço bom e barato. Tratamento e serviço aprovados.
O museu tem um vão de 65 m, são várias salas e andares, espetacular. Paguei R$15,00 como professora, acima de 60 anos é de graça. Só achei uma burocracia desnecessária na entrada, deixamos a mochila e se levasse meu livrinho de escrita teria que preencher um formulário com meus dados. Sinceramente, nem preenchi. Levei somente o celular.
No dia seguinte, 24 de novembro de 2023, inaugurariam a exposição “Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos, artista renomada portuguesa, no espaço do Olho, nos andares da torre e nos espaços Araucária e na rampa. Lá fora chove, bom dia para museu. Passamos quase 3 h, uma visita intensa. Que museu fabuloso!
Vimos obras das artistas Aline Dias, Ana Gonzaléz, Fernanda Valadares etc. As salas da Índia e as Religiões; da Ásia: a Terra, o Homem e os Deuses; da África, Expressões Artísticas de um Continente; de Poty (Lazzarotto), entre dois mundos, dentre outras. Achei bem linda a sala Ningyos, bonecos que emanam bons augúrios. Mais de 3 mil peças da coleção da arte asiática foram doadas pelo embaixador Fausto Godoy ao MON. São presentes auspiciosos para desejar longevidade, saúde e fertilidade aos recém-nascidos. Há um espaço do museu adaptado para ampliar o acesso das pessoas com baixa visão ou cegueira. Importante e inclusivo.
Também há a sala sobre a produção do filme Ivan, O Terrível, de janeiro de 1941. Obra de Serguei Eisenstein, por ordem direta de Stalin, que acreditava ter finalmente domado o diretor. Ele só concordou em dirigir o filme após ter criado a cena do arrependimento de Ivan diante do afresco do Juízo Final na catedral. A primeira série do filme, de 1944, rendeu ao diretor o Prêmio Stalin, a segunda foi banida e o terceiro filme, inacabado, teve seu material destruído em 1951.
Depois da chuva, esfriou. Às 16 h entramos no ônibus. Em cima o ônibus era aberto dos lados e havia um pano para a limpeza dos bancos.
Parada 12. Bosque Alemão. Descemos, mas conhecemos somente o Oratório de Bach, réplica de uma antiga igreja presbiteriana de madeira, onde atualmente ocorrem concertos. O bosque estava fechado. É o memorial germânico da cidade, em homenagem aos primeiros imigrantes alemães no séc. XIX. Ainda há a Torre dos Filósofos (mirante), a trilha de João e Maria que narra o conto dos Irmãos Grimm, a Casa da Bruxa com biblioteca e hora do conto, e a praça da Poesia Germânica com portal que reproduz a fachada da Casa Mila, construção do início do séc. XX. As casas nos arredores do bosque são grandes, bem cuidadas e com jardins em frente. O bosque em frente ajuda no charme. Há propagandas simpáticas pelo caminho para separar o lixo.
Parada 13. Bosque Zaninelli/Universidade Livre do Meio Ambiente. Criado em 1992, o bosque dá um novo uso a uma antiga pedreira, da qual restam um paredão de granito e um lago no meio da mata. A Universidade Livre do Meio Ambiente é feita de troncos de eucaliptos e madeira de construção, para valorização do meio ambiente, preservação e conscientização. Representa os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar. Abriga a Escola Municipal de Sustentabilidade. Foi inaugurada com a presença de Jacques Cousteau. Oferece vista panorâmica do lago e bosque.
Parada 14. Parque São Lourenço. Bom para caminhar, andar de skate e carrinho de rolimã. O parque une natureza, arte e cultura. Implantado em 1972, é um dos mais antigos da cidade, para recuperar estragos do rompimento da represa do rio Belém. Conta também com o Memorial Paranista e o Jardim das Esculturas João Turin, considerado o precursor da escultura do Paraná. O caminho parece com a Zona Sul de Porto Alegre com suas ruas largas e casas.


Parada 15. Ópera de Arame. De 1992. Outro cartão-postal de Curitiba. Eu tinha que conhecer. O lago, a chuva e a ópera, que visual. Mais tarde ocorreria o concerto Candlelight à luz de velas. Que mágico! Restaurante, café, loja, escadas de ferro, um lugar muito original. Há exposição de arte espalhada. Haja escada, mas vale a pena. Segundo o folder Curta Curitiba, a estrutura é tubular e o teto transparente, e compõe o Parque das Pedreiras, junto com a Pedreira Paulo Leminski, de 1989.
Parada 16. Parque Tanguá. Com floresta preservada, cachoeira, lagos, mirante. Um dos melhores locais para apreciar o pôr do sol.
Parada 17. Parque Tingui. O folder Curta Curitiba nos esclarece que o parque foi criado em 1994, localiza-se em uma faixa de preservação junto ao rio Barigui. Tem escultura do cacique Tindiquera, da tribo Tingui. Possui também a obra Raízes Afro-Brasileiras de Emanoel Araújo.
Parada 18. Memorial Ucraniano. Dentro do parque Tingui. Com um portal e réplica da antiga capela de São Miguel, construída em madeira em estilo bizantino, onde há uma exposição de ícones da cultura ucraniana.
Parada 19. Portal Italiano. Adiante está o bairro mais conhecido de Curitiba: Santa Felicidade.
Parada 20. Santa Felicidade. Com cantinas, restaurantes, sorveterias, feira de artesanato, lojas, bem festivo. Vimos a loja de chocolate Florybal, de Gramado-RS. Primeira colônia de imigrantes italianos na cidade. Chegaram a partir de 1872.
Parada 21. Parque Barigui. O rio com o mesmo nome foi represado e formou-se um lago. O parque foi criado em 1972 e é bem frequentado pelos habitantes. Não houve parada pelo perigo, pois o rio/lago estava para transbordar por chuvas recentes.
Parada 22. Torre Panorâmica. Inaugurada em 1991,é suporte de telefonia celular. Tem mirante a 109, 5 m de altura, para uma visão de 360 graus de Curitiba e dos contornos da Serra do Mar.
Parada 23. Setor Histórico. Área de preservação histórica e cultural. Domingo abriga uma feira de artesanato e antiguidades parecida com a de San Telmo em Buenos Aires. O Museu Paranaense se localiza nesta parte antiga da cidade.
Passamos por alguns Faróis do Saber, bibliotecas municipais com um farol como símbolo. Da época do Jaime Lerner como governador, o arquiteto que mudou Curitiba e trouxe inventividades existentes até hoje. Parabéns, a cidade brilha com tanta cultura e natureza.
Praça Garibaldi com palácio Garibaldi, usado para eventos. Local que abrigou os primeiros imigrantes italianos chegados na cidade.
Parada 24. Praça Tiradentes. Marco Zero de Curitiba. Aqui descemos, pois é perto do hotel Bourbon. Apesar de tão importante e histórica, infelizmente, é um local inseguro. Realidade das nossas cidades grandes no Brasil.
Continuaremos nossa jornada em breve.

























