Lisboa-Portugal-2024-dia 3-segundo passeio de Yellow Bus e elétricos
Hoje é sexta-feira, dia 5 de abril de 2024. Vamos passear de novo de Yellow Bus, o ônibus turístico. Afinal, havíamos comprado por 48 horas. Andamos até a praça da Figueira. Entramos no ônibus e seguimos. A intenção era descer na loja de departamentos El Corte Inglés. Estamos no percurso em direção a Belém.
O motorista brasileiro deu dica do shopping Amoreiras e seu mirante com o visual da cidade. Preferem chamar shopping center de “centro comercial”. Vemos o Mercado da Baixa, de 1855, com queijos da serra da Estrela, ginjinha, artesanato de azulejos, muitos decorados com estampas deles. Considero uma beleza. Muitos táxis e tuk tuks ali.
Praça do Rossio, lugar de acontecimentos importantes. Teatro Dona Maria II (irmã do nosso Dom Pedro II), da segunda metade do séc. XIX, além da estação de trens ou comboios, como dizem, a Estação do Rossio. O Obelisco homenageia os portugueses que lutaram pela independência de Portugal da Espanha em 1640.
Na parada 4, descemos no El Corte Inglés. A melhor loja de departamentos, na minha visão. Deliro só de olhar e sentir o perfume. Fomos logo à Timberland a fim de ver sandálias, botas, pisantes para viajantes. O Carlos se entusiasmou e olha que não queria ir à loja. A vendedora atenciosa Isabel Mateus nos deu a dica do cartão do turista com desconto de 10% na próxima compra. Sugestão válida. A loja possui 13 andares, com cafeteria, loja de vinhos, bebidas e azeites, móveis, restaurante, espaço para eventos culturais, supermercado, quiosques etc. Uma loucura gastronômica. Na Alcoa Doçaria Conventual, de 1957, encontramos delícias como Almofadinha de maçã, Torresmo do céu, Segredo de D. Pedro, Mimos de freira, Diário de D. Inês, Jesuíta e outros doces. Escolhi um café com Delícias do convento que era feito com amêndoas e ovos. Uau! Doces conventuais (criados em conventos). Amo de paixão! Quem estiver de dieta, não vá a Portugal, meu conselho. No supermercado, prova de sorvetes de frutas exóticas: graviola, coco, goiaba e açaí. Tive que achar graça, pois são nossas frutas tropicais.
Em frente da seção de roupas do El Corte Inglés, do lado de fora, estava a parada do Yellow Bus-Belém. Entramos, fiquem ligados para não perder o tíquete. Alias, dá desconto em museus. Continuamos. Praça Eduardo VII, Jardim Amália Rodrigues. Detalhe: o bairro Queens em Nova York-EUA tem esse nome em homenagem à rainha Catarina Henriqueta (da Casa de Bragança), portuguesa. Os jacarandás embelezam Lisboa no final da primavera.
Estamos na zona/região das árvores amoreiras. São inúmeras. Shopping das Amoreiras, no mármore rosa e vidro, o primeiro a receber vários prêmios pela sua arquitetura arrojada. Monumento a Pedro Álvares Cabral, que com a sua armada, descobriu o Brasil. Dizem que os portugueses poderiam saber da existência do nosso país, por isso o desvio em Cabo Verde.
Que calor! Ponte 25 de Abril. Ponte Vasco da Gama celebra os 500 anos de descoberta dos Caminhos das Índias. Na ponte, o Bridge Experience é um observatório envidraçado. Rio Tejo, o mais extenso da Europa. Museu Nacional dos Coches. Vi o caminho de evacuação em caso de tsunami. Palácio de Belém, de cor rosa. Lá estava a Família Real na época do terremoto de 1755. Houve danos. Rua de Belém e as várias opções de confeitarias, onde vendem o único pastel de Belém. O Mosteiro dos Jerônimos foi construído com o dinheiro das especiarias, a pimenta, da época das navegações. Jardim da praça do Império Magnífico com seus jardins. Notamos uma máquina que limpa a grama em uma praça. Zona/região de Belém com muitos prédios baixos, cafés, restaurantes, uma lindeza. Avenida da Torre de Belém. Torre de Belém, Patrimônio Mundial da Unesco, parte de defesa da cidade e Torre São Sebastião, desaparecida pelos séculos. Museu de Arte Popular, Padrão dos Descobrimentos. O calçadão ao longo do Tejo incentiva uma boa caminhada. Ponte 25 de Abril acaba em Almada do outro lado do rio, Reserva Natural do Estuário do Tejo.
Estação das Docas, armazéns à beira do Tejo: Havana Bar, Hawaii, Capricciosa Pizzaria, muito movimento. Avenida Infante Santo. Colinas de Lisboa, a parte alta oferece vistas deslumbrantes. Bairro Freguesia de Santo Antônio. Rua do Conde de Redondo. Rua Jacinta Marto. Museu de São Vicente de Fora, com a Galeria das Fábulas (de La Fontaine) em painéis de azulejo.


Descemos do ônibus. Almoço na Cozinha D´Avó Celeste, rua Augusta, 282. Por €14 (euros), filete de bacalhau (bom, mas com espinhas) e bacalhau com natas para mim e Carlos. Chope Imperial (Sagres) para o calor. Vimos uma garçonete argentina e não resistimos, declaramos nosso amor aos hermanos.
Na rua Garrett, perto do hotel Borges Chiado, há lojas brasileiras: Granado e Havaianas. Na praça Camões, música ao vivo brasileira: Bossa Nova e Djavan. Vimos manifestação dos motoristas da TVDE (transporte em veículo descaracterizado a partir de plataforma digital)-Uber.
Na espera do bonde n. 28, considerado a grande estrela sobre trilhos. Transporte comum usado por turistas e moradores. Usamos o mesmo tíquete do Yellow Bus. Ficamos em pé, depois sentei. Vai subindo as ladeiras, há paradas. Vamos até a última, só queremos aproveitar a viagem. Dentro, um aviso para tomar cuidado com os pickpockets, ladrões de ocasião. Só ando com a minha mochila rosa choque pra frente, aprendi na dor em Paris, quando furtaram a minha carteira, creio que dentro de uma farmácia. Enfim…Subimos, novos bairros. Rua Saraiva de Carvalho, bairro Prazeres.
Em Lisboa se chama o bonde de “elétrico”, o 28 passa pelos bairros tradicionais. Alguns são estreitos e históricos. Os pontos de passagem são Praça do Comércio, parada 1. E mais: Praça do Município, Lapa, Estrela, São Bento, Camões (onde pegamos), Chiado, Rua da Conceição, Sé, Portas do Sol, Alfama, Graça, Martim Moniz e Praça do Comércio de novo. Descemos na parada final em Campo de Ourique, em 1h20 min. fizemos o trajeto. Esperamos um pouco e entramos no mesmo bonde com o mesmo condutor simpático.
Na volta, rua Saraiva de Carvalho de novo, eram 20 pessoas sentadas e 38 em pé. Bairro classe média, com prédios baixos, muitas lojas embaixo dos prédios, deve ser bom de viver. Mais turistas que portugueses na área turística. O bonde em frente estava avariado, logo descemos, caminhamos e rumamos à Basílica da Estrela. Testemunhamos condutores descerem de bondes e ajeitarem os trilhos. Fomos em grupo e subimos em outro, enfim. Agora em processo de descida. Rua Calçada da Estrela e rua de São Bento. Detalhe: há motoristas que estacionam seus carros em cima de trilhos e atrapalham o trânsito, aí o bonde não consegue prosseguir. A multa varia de €60 a €300 (euros).
Chegamos à praça Camões. A feirinha sempre convidativa, então comemos uma empada de bacalhau e uma de frango da República das Empadas, €2 (euros) cada. No restaurante O Trevo pedimos a canja com massa redonda por €1,70 euro. Melhor pedir algo diferente, pois deixou a desejar.

Ainda resolvemos passear mais de elétrico, o n. 24 na mesma parada da praça Camões. São 19h10, o dia claro. Bairro Alto, miradouro São Pedro de Alcântara. Rua Dom Pedro V, rua da Escola Politécnica, Mãe de Água das Amoreiras, rua das Amoreiras, término de trajeto na esplanada do Quiosque 24, com venda de vinho, espumante, sucos, café e petiscos mil na praça de Campolide. Mais 15 minutos e entramos no mesmo bonde com o mesmo condutor. Trânsito civilizado. Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Jardim Botânico, rua da Escola Politécnica, restaurante do Jamie Oliver de Lisboa: Jamie´s Italian Lisboa, praça do Príncipe Real, mirador de São Pedro de Alcântara, com outra feirinha de comida, sangria, sabor serrano, mais completa que as outras. O belvedere (mirante) parece uma praça, ali se reúnem artesãos expondo suas obras, artistas de rua e quiosques para um café ou muito mais. Teatro da Trindade e retornamos.
Detalhe: a água de Lisboa é maravilhosa para o cabelo e pele. Uma água que se bebe já diz tudo. Dia completo.

































