Viagem a São Pedro do Atacama-Chile-2023-Dia 2-Tour Astronômico

Viagem a São Pedro do Atacama-Chile-2023-Dia 2-Tour Astronômico

Dia 6 de outubro de 2023. É noite, está frio e nós esperando o passeio do Tour Astronômico. Por dica do Alan, paulistano aventureiro, descobrimos o Empório Andino (rua Caracoles, 151). Aconselho demais, as empanadas são enormes e deliciosas (3500 pesos chilenos cada). Há também doces e cafés. O maior movimento. Pedimos duas empanadas cada um, e me arrependi. Pois é muita comida, basta uma. Pedi uma de frango e outra napolitana, mais café com leite. O Carlos pediu o mesmo, mas com suco de morango. O clima da cidade à noite é vibrante. E o friozinho de uns 20º C, bem agradável.

Às 21h30 estamos na própria Caracoles em frente à agência Sol Andino Expediciones. O céu está limpo novamente, as nuvens foram embora, então vamos ao Tour Astronômico. O brasileiro Levi, funcionário da agência, nos leva a pé à Praça do Turista (onde ficam as vans e os turistas sentam nos bancos) lá perto e entramos na van com um guia. Somente certas agências de turismo fazem o passeio. Somos um grupo de três chilenos, um peruano, nós brasileiros e uma sul-coreana.

O Tour Astronômico é algo original. 10 minutos da cidade de São Pedro e estamos em um observatório astronômico para ver as estrelas, muito escuro e ermo. Os guias mostram estrelas e planetas com uma caneta laser, estamos divididos em dois grupos: um fala em espanhol e o outro em inglês. Lá sentamos em uma parte alta e tiramos 3 fotos com um fotógrafo profissional. Aliás, recebemos depois pelo Whatsapp do Tour (SOL ANDINO COSMOS.OBS) e elas ficam espetaculares, com o Cosmos atrás da gente. Levamos um binóculo para nos deleitar com a majestade universo. A lanterna do celular ajudou no caminho de tão escuro que era. Bom se agasalhar também, pois no descampado faz mais frio ainda.

Do local andamos até a base a fim de comer snacks (queijo, chocolate, bolo) e tomar vinho e pisco sour . Que bebida mais gostosa. Tudo à vontade.

De lá vamos a pé ver os telescópios, o menor, o maior e um digital. Os dois guias são treinados em astronomia, sabem muito e são apaixonados pelo assunto. Gostei da aula sobre estrelas e planetas. Somos estrelas mesmo, parte do Universo. Aprendi muito. Vimos os planetas Saturno “e seus anéis” e Júpiter “brilhante” pelos telescópios, e a estrela Antares, de cor vermelha, significando que está no fim de sua existência. Implodem e explodem. Testemunhamos gases no céu. Para quem gosta de astronomia, a observação causa uma sensação de felicidade. O deserto do Atacama proporciona o céu mais estrelado e limpo do mundo, é o lugar ideal para isso pela altitude elevada, baixa umidade e clima árido. À noite a temperatura cai e o escuro permite uma visão esplendorosa do céu.

Por curiosidade, é lá no deserto do Atacama que as instalações se localizam, a 35 km do centro de São Pedro, seguindo pela Rua 23. São aqueles telescópios gigantes que vemos na TV. Confesso que achava que o Tour Astronômico era a visitação ao local, mas não. Os telescópios fazem parte do Projeto ALMA. De acordo com o blog: https://fuiegosteitrips.com.br: “O céu do Atacama é tão incrível que diversos países e organizações se juntaram para formar uma associação e investem juntos em muitas pesquisas. Com isso, foram instalados muitos telescópios poderosíssimos. O Projeto Alma (Atacama Large Milimeter Array) estuda a radioastronomia e, para tanto, utiliza radiotelescópios, gigantescas antenas parabólicas. O ALMA, aliás, foi o primeiro no mundo a tirar uma foto de um buraco negro!” Conforme o mesmo blog, depois da pandemia as visitas foram suspensas.  Eu realmente não vi nenhuma programação turística para conhecer o lugar.

Na noite estrelada, conversei bastante com a sul-coreana em inglês, amei! Um doce de pessoa, viajando só, depois iria a Foz do Iguaçu, uma aventura. Falei que amo os doramas (seriados coreanos da Netflix) e ela riu, achou ótimo.

Atraí o que mais queria na viagem: ver um coreano do sul e tomar pisco sour. Matei a vontade. Aliás, segundo a Wikipédia, pisco é uma bebida alcoólica produzida a partir de uvas sem adição de nada, nem água. Baseia-se fundamentalmente na destilação do mosto proveniente de uvas. O coquetel, típico do Peru e Chile, que não é cachaça, é preparado à base de pisco, limão, xarope de açúcar, podendo ou não usar clara de ovo.

Nossa altitude de 2400 m requer muito chá de coca e folha de coca para mascar. Estamos no deserto mais seco do mundo. O passeio acabou pela meia-noite, deixaram o povo na Praça do Turista, estávamos todos radiantes. Já nós fomos de carona com os simpáticos condutor e guia até o nosso hostal Terracota, era o caminho deles. Foram gentis em oferecer carona para a sul-coreana também, afinal era bem tarde e ela uma jovem mulher. Gostei da atitude. O Tour Astronômico é imperdível.

Prosseguiremos com mais passeios em breve.

Viagem a São Pedro do Atacama-Chile-2023-Dia 2-Cidade e Museu Gustavo Le Paige

Viagem a São Pedro do Atacama-Chile-2023-Dia 2-Cidade e Museu Gustavo Le Paige

Dia 6 de outubro de 2023, sexta-feira. Estamos no hostal Terracota. A dormida foi reparadora e o friozinho pela manhã agradável. Deserto é assim mesmo: calor e frio no mesmo dia. Outubro é um mês bom para estar lá. Compramos as passagens do Caetano Alencar da agência de turismo Grandes Viagens em Fortaleza, dica também da Sandra e do Max. O Caetano tem muita experiência em viagens pela América do Sul.

Voltando ao hotel, no momento só tem a gente de hóspedes. Detalhe: vi recente que colocaram a placa com o nome da pousada, que bom. A atendente Yobi é boliviana, um doce de pessoa. O irmão da Sarita, proprietária, mora ao lado em uma casa cujo muro é de galhos secos, bem interessante. Vamos ao café da manhã: tudo é servido na mesa de pouco, mas suficiente: banana, pedaços de maçã e laranja, presunto, queijo, salame, biscoitos, bolo, café e leite, sucrilhos, iogurte, ovos mexidos, um desayuno rico. Aprovado. Depois, ficamos admirando o local, um sítio em plena natureza, um oásis no deserto. Sempre bom mascar as folhas de coca, pois a altitude de 2407 m não brinca, para respirar é custoso. Na Internet vi 2500 m.

E fomos passear: Praça de São Pedro, onde está a prefeitura (Municipalidade) e os Carabineros do Chile (Polícia Nacional). A feirinha é toda colorida com artesanato, comidas, bandeirinhas a enfeitar as árvores, demonstrando ser uma cidade pacata do interior. Não preciso dizer que uma banquinha tinha a bandeira do Rio Grande do Sul: é uma gaúcha casada com um rapaz nativo e vende doces e salgados brasileiros. Entramos na Igreja Matriz, de 1557, com chão e teto de madeira e branca por fora. Simples e rústica. Rumamos ao local onde se localiza a Feira Artesanal, muitas bancas com artesanatos diversos, ótimo para as lembrancinhas. Amo o artesanato andino, produtos de lã de alpaca, bolsinhas, tudo é colorido.

Falando com a Yobi, ela nos deu dica de restaurantes onde os nativos comem e lá fomos nós após a feira de artesanato. Saindo pelos fundos do local, andamos um pouco e encontramos restaurantes, estilo quiosques, um ao lado do outro. Gostamos do Delícias de Cañaveral e pedimos: frango ao forno com batatas fritas e salada mista a 4 mil pesos (uns R$22,00), além de suco de abacaxi e de morango. O de abacaxi da fruta foi o melhor que tomei até hoje. Muitas opções de comida: se pedir a entrada, mais o prato principal e dois agregados, sai 6 mil pesos (uns R$33,00). Para nós, seria muita comida.

Esses restaurantes do povo da terra são os imperdíveis, na minha opinião. A gente observa e conhece os costumes locais. Há gatos e cachorros ao lado, percebi muitos cachorros pelas ruas de São Pedro. Pelo menos, as pessoas cuidam deles, colocam água na porta da loja e dão comida. Ao meu lado, sempre aparece um ou outro, afinal amo animais. Segundo o garçom, existem mais cachorros do que gente. Sem dúvida, o rapaz tem sendo de humor.

Pela cidade, há canaletas de onde a água vinda da Cordilheira dos Andes passa. Lembrei de Mendoza na Argentina (do lado oposto da cordilheira). Em São Pedro, chove muito pouco por ano, a chuva vem da Bolívia, país fronteiriço, mas é algo raro. Os moradores molham a rua, as calçadas e os muros, tamanho o clima seco.

Passamos na pracinha de novo, depois do almoço, um calor de rachar e um sol perigoso fica amenizado debaixo das árvores pimento e algarrobo.

Recebemos o aviso via fone (do chip do Chile que ganhei do Levi da agência de turismo Sol Andino) que o parque Valle da la Luna estava fechado, devido aos ventos de 60 km/h, os quais trazem tempestades de areia. Que fato inusitado! Ruim para a saúde dos olhos e dos ouvidos. Logo, o passeio da tarde foi cancelado. Vamos então aos Museus do Meteorito e do Padre Gustavo Le Paige. No caminho, nos encontramos com o Alan, jovem aventureiro de SP, na fila do banco (uma porta para tirar dinheiro). Dou a dica do Museu do Meteorito e ele dá a dica de umas empanadas incríveis: Empório Andino na Caracoles, 151. Ficamos sonhando com o jantar da noite.

Chegamos no Museu do Meteorito, na rua Tocopilla (nº 201), direto, porém estava fechado, que pena. O horário é das 18 h às 21 h. Expõe 77 meteoritos encontrados no deserto. Acabamos não indo. O Alan foi e gostou, o lugar é pequeno e único.

As cercas das casas feitas de galhos e as ruas de pedregulho fazem de São Pedro um lugar diferente. Continuamos caminhando, quero conhecer o museu Gustavo Le Paige. Antes era no centro, na pracinha, porém mudou para bem mais longe e sem sinalização, as ruas sem placas tornaram a dificuldade maior. Merece ser mais divulgado entre os turistas, nós fomos, porque gostamos de museus.

Quem era Gustavo Le Paige? Jesuíta, arqueólogo, de origem belga. Escavou cemitérios arqueológicos pré-hispânicos. Estão expostos diversos tipos de cerâmicas: polida, manifestação material dos povos pré-hispânicos; monocromática, de pastas e paredes muito finas com tratamento de superfície polida, dando a impressão de estar lustrada; vermelhas; negras etc. Domesticação das lhamas, cestos do Atacama, instrumentos musicais como flautas, trompetas, ocarinas, gorros com bandanas e calota craniana etc. Prática fumatória e inaladora: os indígenas consumiam vegetais com conteúdos alcaloides capazes de gerar alucinações e alterar o estado de consciência em 200 d. C. Túnicas, bolsas com estampas da região. Minerais de cobre usados como oferendas nos rituais religiosos e para lapidação. Mostra de tapeçaria enlaçada e com fibra de alpaca. Túnica Tiawanaku (ou Tiuanaco-sítio arqueológico pré-colombiano no oeste da Bolívia, perto do lago Titicaca) com estampa de pássaro antropomorfizado. Linda! Museu pequeno, situado em contêineres, mas muito válida a visita. Com informação para cegos. Foi uma boa caminhada.

A rua Caracoles é a principal do centro, o “point” de comércio e agências, lojas, restaurantes, me lembrei da rua Broadway em Canoa Quebrada, Ceará. Uma delícia caminhar e ver o movimento seja de dia, seja de noite, lógico que à noite o clima frio é sempre mais aprazível.

O Levi nos disse que os ventos estavam em 53 km/h. O passeio do Vale da Lua foi adiado mesmo. Então decidimos pelas Termas de Puritama no sábado: 95 mil pesos: excursão e ticket de entrada para ambos, em reais R$525,35. Na sexta mesmo à noite, escolhemos o passeio do Tour Astronômico, 50 mil pesos chilenos para ambos: R$276,50. Era para ser às 21 h, mas por conta do tempo nublado só saímos às 21h30. A gente ficou olhando o céu, esperando as nuvens se dissiparem.

Continuaremos em breve com passeios incríveis.

Viagem a São Pedro do Atacama-Chile-2023-Chegada

Viagem a São Pedro do Atacama-Chile-2023-Chegada

Dia 04 de outubro de 2023. Saída de Fortaleza a Guarulhos (São Paulo). Saímos às 15h45, mas só chegaríamos em São Pedro do Atacama ao meio dia do outro dia.

Dia 05 de outubro de 2023. Guarulhos (SP)-Santiago do Chile, de lá a Calama. Que viagem! Por motivos de greve de terceirizados, atrasou em Fortaleza e em Guarulhos, por isso a LATAM mudou nosso voo para Calama (norte do Chile), melhor. Em Guarulhos, no setor internacional, implicaram com minha almofada de gel, quase não me deixaram passar. Sempre viajo para ficar mais confortável. Em lugar nenhum isso acontece, fiquei perplexa. De Guarulhos a Santiago, serviram frutas, chocolate e um sanduíche de frango, melhor do que o usual servido nacionalmente. É bom levar lanches, pois sentimos uma fome danada em avião.

Em Santiago, no aeroporto Arturo Merino Benitez, saímos do Terminal 2 (internacional) para o 1 (nacional). A mala do Carlos foi direto para Calama, o que nos deu um susto. Ainda bem que um funcionário em Santiago foi desenrolado e nos informou corretamente sobre a bagagem. A minha chegou em Santiago, logo tive que fazer o check-in da mala, despachá-la e passar pela alfândega, logo entramos na fila de checagem. Corremos para alcançar o balcão 27 do T1. Como brasileiro sempre conversa e se ajuda, conhecemos ali mesmo os paulistanos Irene e seu filho Dudu, e o Alan que viajava só. Rapaz jovem corajoso na sua primeira viagem internacional. Todos nós ansiosos pelo deserto do Atacama. O Carlos na sua segunda estada lá. Detalhe: não deu tempo para comer nada, somente tomar um suco de pêssego. Todos os voos lotados, incrível, em plenas quarta e quinta-feira. No voo para Calama o lanche foi gostosinho, mas com muito sal e calórico, da marca Tribu: suflês veganos com farinha de grão-de-bico, feitos com pasta de amendoim e com sal do mar. Fazer o quê? Comer. Em suma: Fortaleza-Guarulhos: 3h15 de voo; Guarulhos-Santiago do Chile: 4h24; Santiago-Calama: 2h44, ufa!

Chegados a Calama, província de El Loa na região de Antofagasta, que é uns 100 km de São Pedro, fomos logo ao guichê da TRANSVIP, o transfer que havia consultado antes pela internet. Ida e volta por 25. 800 pesos chilenos (R$138,55). Pagamos em dinheiro (havíamos comprado uns pesos em Fortaleza para garantir). Deixamos a volta combinada para o dia 11 de outubro e nos pegariam às 5h15, cedo demais, mas era o jeito. Detalhe: em São Pedro o melhor a levar é dólar. Trocam reais também.

Pegamos o transfer e lá vou eu prestando a atenção ao caminho, Calama é a terra do sol e cobre. Estamos no deserto, tudo é muito claro e árido. Não há vegetações. Vejo casas coloridas e prédios altos. A cidade é espalhada. Por conta de São Pedro, muitos estrangeiros passam por ela. Há parque de usina eólica e solar por aqui. As outras localidades da região do deserto possuem nomes indígenas: Tocopilla, Paco Sico, Toconao. Estamos na estrada CH 23, bem sinalizada e de boa qualidade.

A van nos deixa no hostal em São Pedro do Atacama, que não tem placa: Terracota (Tocopilla, 517). Descobri no Booking.com, preço razoável e lugar promissor. Amamos à primeira vista, é um sítio com plantas, árvores, gatos e cachorro. A simpática funcionária Giovana ou Yobi e a proprietária Sarita nos deixam à vontade, pagamento, só depois com calma. A Yobi nos mostra a cozinha e fala sobre o café da manhã. Há chás em sachês, extratos secos ou em folhas na mesa sempre a postos, inclusive o de coca, muito útil por conta da altitude (estamos a 2500 m), pois ameniza a falta de ar e o cansaço. E a água é livre, uma dádiva, uma vez que tomamos muita, por conta da secura do deserto.

Além de cansados demais, estávamos esfomeados. Sinceramente, não vale a pena ir direto, valeu pela experiência de saber que não faremos isso novamente. Melhor, passar um dia ou dois na capital Santiago na ida ou na volta.

Deixamos a bagagem no quarto e saímos para almoçar, eu estava passando mal de fome. O hotel é muito bem localizado, perto do centrinho. A cidade é pequena. Descobrimos o Café Adobe Restaurante, na Caracoles, 211 (com calle Tocopilla). Excelente, comida fina, de chef: frango, molho de tomate e purê de batata especial, além de suco de morango. Encontramos a Irene e Dudu lá. Salve! Na rua Toconao, muitas casas de câmbio. La Llamita, loja de lembrancinhas ali perto.

O povo da terra, percebe-se, é descendente dos indígenas atacamenhos. São Pedro é peculiar, nunca vi lugar igual, é exótico. As ruas de areia, turistas mil. Muitos brasileiros. Se anda a pé, tem uma farmácia, mercadinhos, sorveterias, lojas mil, restaurantes, gamei total. As casas são baixas, têm cor ocre, a cidade tem cor de barro. Muito interessante. O clima de deserto é diferente: de dia muito calor, o sol forte e à noite, frio. Como era outubro, estava suportável o calor e agradável o frio.

Á tarde, “desmaiamos” de tão exaustos. Já à noite, fomos passear. Descobrimos em frente ao Café Adobe, o Rincón del Sal (Caracoles, 218) com opções de comidas, pizzas e… sopa! Crema de verduras por 4500 pesos (R$24,16). A vida é noturna, as ruas ficam vivas, o clima mais suave, achei similar à night de Jericoacoara e Canoa Quebrada no Ceará.

Há de se tomar muita água, pois estamos no deserto mais seco do mundo. Umidade de 10%, é bom evitar carne vermelha, frituras e álcool à noite. E proteger os lábios. Deram a dica de comprar Blistex na farmácia.

Já chegamos a São Pedro com a dica de uma agência de turismo. Obrigada, Sandra Ximenes e Max Krichanã. Sol Andino Expediciones na rua Caracoles, 362. O brasileiro Levi e o colega boliviano Ronaldo, muito solícitos. Ganhei um chip do Chile do Levi, o que se mostrou muito válido. Todas as combinações de turismo são feitas via Whatsapp ou telefonemas. Aliás, muitos bolivianos trabalham lá, é cerca da fronteira com a Bolívia. Na agência, fizemos logo as combinações para os passeios. Muitos viajantes já vão com tudo pago, mas nós gostamos de decidir no momento da chegada. Compramos o passeio ao famoso Valle de la Luna, (Vale da Lua) das 15h45 às 19h30. Eu paguei 40 mil pesos chilenos (R$215,64) e o Carlos 35 mil pesos chilenos (pela idade: R$187,74).

Não resisti a um sorvete na Heladería Babalú (Caracoles, 140) e fiquei encantada com tantos sabores originais: rica-rica (erva com propriedades calmantes), flor do deserto (flor), laranja com gengibre, pera de Páscoa, banana com amora, laranja com cenoura, selva (floresta) negra, frutos vermelhos etc.

São Pedro do Atacama cativa desde o início.

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-últimos dias

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-últimos dias

Hoje é dia 14 de abril de 2023, sexta-feira, um dia que era para ser muito celebrado: o aniversário de 70 anos do Carlos. Fomos a Gramado sonhando com o nosso jantar especial, regado a um bom vinho. Porém… ele não estava se sentindo bem, tinha febre e tosse intermitentes. Infelizmente, todo turista é susceptível ao clima. Fomos a uma farmácia perto do hotel: farmácia São João (Av. Borges de Medeiros, 2540, salas 4 e 5). O farmacêutico Abimael muito nos ajudou, porque o Carlos quase desmaiou lá. Que susto! Eis um profissional de qualidade.

Mesmo sem vontade, o tempo passou e já era hora do almoço. Aconselho a Galeteria Di Biasi, muito boa. Endereço? Avenida das Hortênsias, 1885. O nhoque com molho funghi (um cogumelo desidratado e seco) e galeto valeu. Enfim, não foi o jantar sonhado, mas foi um almoço delicioso. Embora, o doente não estivesse animado, continuava a se sentir mal. Obrigada, garçom Adrian, por ter sido bastante solícito.

No hotel Sky Centro Hotel & Spa, o Carlos ganhou um vinho de presente. Atitude simpática, obrigada. O funcionário Rodrigo entregou. Apreciamos muito. A temperatura esfriou, caiu para 14º C, choveu, ouvimos trovões, aí queríamos ligar o aquecedor, mas não pudemos, pois o mesmo só é ligado quando a temperatura está no mínimo de 10º C. Aqui fica uma sugestão para o hotel: os turistas de clima quente não querem passar frio de jeito nenhum. O jeito foi ligar o ar-condicionado.

Após a sopa de capeletti no hotel, enfim decidimos enfrentar o hospital Arcanjo São Miguel (rua Madre Verônica, 396-Centro). A febre persistia e estávamos preocupados. Ainda bem que o pessoal do hotel nos auxiliou e lá fomos nós de Uber. Ficamos um tempão no hospital, o Carlos foi muito bem tratado, recebeu os parabéns de um bocado de gente, mas confesso que estava com medo de ser COVID de novo. Fez os exames necessários e saímos mais de meia-noite pelo menos aliviados, pois era uma virose. Detalhe: onde estamos conhecemos pessoas maravilhosas. O estafe do hospital foi um doce. Agora era tomar os remédios e se curar.

Dia 15 de abril de 2023, sábado. O sol apareceu fraquinho, já não chovia. O Carlos se sentindo um pouquinho melhor, que bom. Gramado não tem sinal de trânsito, é na base da educação mesmo: os carros param para os pedestres na faixa de pedestres. Há lojas com comidas e águas para os cachorros na porta. A avenida Borges de Medeiros é um shopping a céu aberto. Estamos passeando pela linda cidade. A Igreja Matriz São Pedro faz parte da Diocese de Novo Hamburgo. A loja de roupas Cavalo Marinho é minha velha conhecida. O Empório Essenza, com seus cosméticos feitos à base de uva e vinho, é no mínimo inovador. Aqui um adendo: no meu aniversário a gerente Sara me contactou por Whatsapp, achei incrível. De Gramado para Fortaleza! Ganhou mil pontos.

Almoço? No The Beck Restaurante. Na Garibaldi, 293. Um frango grelhado com arroz, batata frita e salada, o feijão foi cortesia por R$29,90? Um achado.

Em Canela, uma confeitaria bem recomendada: Ginger Haus Doces (rua Fernando Ferrari, 313, Vila Luiza). O banoffe (torta de banana originária da Inglaterra) e um café, delícia. Minha sobrinha/afilhada Natália e o namorado Mathias (moram em Porto Alegre-RS e aproveitam muitos finais de semana em Gramado) me pegaram no hotel e me levaram lá à tardinha, o Carlos com febre intermitente não foi. Obrigada, casal querido, foi muito bom ter estado com vocês.

Fomos à rodoviária a pé a fim de comprar as passagens para Porto Alegre. R$67,00 para cada, escolhemos para as 10h45 do outro dia pela companhia Citral. São umas 2 horas e 45 minutos atá a capital. Passamos pela Praça das Etnias. Vimos a Casa Italiana, a Casa Alemã, a Casa do Colono e a Casa Portuguesa. 270 anos de colonização açoriana está escrito na placa. Na Casa do Colono, há doces, shimier (chimia-tipo de geleia para passar no pão ou colocar em doces), mel, quentão (bebida típica do RS no frio), waffle, biscoitos, uma loucura. Ou seja, Gramado é uma festa culinária. Ainda há o Galpão do Imigrante ao lado da rodoviária com seus pães, cucas, doces, uau!

No Centro de Artesanato ali perto, vimos lindezas, acho o artesanato de Gramado algo irresistível, são bonecas de lã, louças, decoração para casa, banheiros, roupas de lã, uma fartura de belezas. Cruzamos a Rua Torta. Muitas lojas de couro legítimo pelo caminho e lojas de lembrancinhas. O turista endoida.

Com o ticket do Bustour tivemos direito a uma visita ao museu do Mundo de Chocolate da Lugano, av. Borges de Medeiros, 2497-Centro. Muito divertido ver ícones turísticos mundiais feitos de chocolate e em tamanhos grandes. Depois, prova de chocolate negro e branco, além de uma loja incrível com muito chocolate. Fantástico! Na cafeteria se ganha desconto de 10% com o ticket do Bustour. Tomamos café e sucos de morango e limonada. O morango no sul tem outro sabor por ser original da terra.

O almoço foi na rua Garibaldi, 271-Centro, com opções mais razoáveis: Ingate Beer Choperia & Petiscaria: à la minuta de frango (prato rápido por R$28,90) valeu a pena. Bem que meu irmão Ricardo deu a dica certa: fora das ruas mais badaladas, os restaurantes são bons e baratos. O jantar foi pizza vegetariana com coca na pizzaria Bella Notte do hotel Sky Centro Hotel & Spa.

Dia 17 de abril de 2023. Partida de Gramado, infelizmente, não deu tempo de comprar cucas na Casa do Colono, preferimos antecipar a saída para as 9h15, assim chegaríamos mais cedo em Porto Alegre, já que meus pais estavam a nossa espera. No ônibus, comemos cookies de aveia com castanhas da Marschner Sabores de Gramado.

Enfim, em POA, com direito à sopa de capeletti, vinho Malbec e pudim de leite condensado na casa do irmão e família. A cunhada cozinha muito bem. Obrigada, Família. Vida boa essa nossa.

No dia seguinte, rumo a Montevidéu no Uruguai. Mais escritas para depois.

Gramado-Rio Grande do Sul-2023-Museu Mundo a Vapor e Museu do Automóvel de Canela-quarto dia

Gramado-Rio Grande do Sul-2023-Museu Mundo a Vapor e Museu do Automóvel de Canela-quarto dia

Hoje é dia 13 de abril de 2023. O clima que estava bem quente começa a mudar, chove e tem neblina. Esfria bastante. O gaúcho é um forte por lidar com essas mudanças de clima.

O atendente do Sky Centro Hotel & Spa Jerônimo nos ajuda a comprar ingressos para os museus Vapor e do Automóvel pelo Tchê Ofertas online, vale a pena. Para maiores de 60 anos, é mais em conta. O motorista da Uber, Rafael, é natural de Natal-Rio Grande do Norte, um bom papo. Ele nos deixou na cidade de Canela, ao lado de Gramado.

Vamos ao museu Mundo a Vapor (Dom Luiz Guanella, 1247-Canela). Sempre quis conhecer. Conta a história das máquinas a vapor, o monitor Rian deixa tudo interessante. O museu dentro é colorido, com uma loja de lembrancinhas fantásticas, lanchonete, álcool em gel em todos os lugares, além de uma loja para tirar fotos antigas com roupas e decoração italiana. Do lado de fora, mas dentro do espaço do museu, muitas flores e árvores, e um trenzinho para passeio com fotógrafo na porta.

Vemos a miniatura da primeira máquina a vapor feita por James Watt, patentada em 1769. A primeira máquina de Heron de Alexandria do séc. I foi o primeiro experimento com vapor, era mais uma brincadeira. 1600 anos depois, em 1689, considerada a “era nobre”, aparece a máquina de Thomas Savery. Era usada para retirar água das minas de carvão, hoje é feita de maneira industrial. A pedra de carvão mineral era cinza e tóxica. A máquina era lenta, perigosa e as minas explodiam.

Em 1712, no País de Gales, o motor de Thomas Newcomen conseguia bombear água e mover cargas, porém ainda ineficiente. Já o escocês James Watt (1769), mencionado anteriormente, é considerado o pai da máquina a vapor e deu início à Revolução Industrial. Tirou a bomba e adicionou o volante, a válvula de gaveta e a câmara de condensação. Os cavalos de potência, ele usou como comparação com a máquina dele.

O primeiro veículo motorizado de 1801, um Puffing Devil de Richard Trevithick, da Cornualha, Inglaterra. A história do museu Mundo a Vapor vem de máquinas utilizadas para movimentar as serrarias dos irmãos Omar, Hermes e Benito Urbani. Vemos a primeira máquina criada por Omar aos 16 anos. Benito que teve a ideia de expor as miniaturas. O trem na frente do museu que faz parte do seu layout foi a Locomotiva 721 que sofrera um acidente na estação de Montparnasse em Paris em 1895. O trem andava a 60 km, mas era para estar a 30 km, logo atravessou a estação e ficou pendurado a 12 m. A locomotiva do museu veio de Sorocaba-SP e foi limpa pela Coca-Cola. Eis um museu único no mundo.

Agora o passeio pelos países com suas máquinas. Presenciamos o movimento. Reino Unido. Siderúrgica. Faz a apresentação de fazer um lingote (maleável) de chumbo com estanho. Tocamos nele. Vemos uma termoelétrica em miniatura, queima o combustível e mostra o funcionamento do vapor. Vergalhões e máquina a vapor 12 HP (horsepower). O relógio a vapor, existe outro em Vancouver-Canadá.

Itália. Olaria. Máquina a vapor vertical-18 Hp maromba. Tem argila dentro. Cria o tijolo maciço (10 g) que chega a 7 k no real. Telha prensa para moldar. Telha colonial encaixa uma na outra. Galpão para secagem de tijolos e telhas, depois iam para fornos a 1000º C, a temperatura ideal.

Alemanha. Rolo compressor a 15 km/h. Na década de 1920, na Alemanha, tiveram a ideia de pegar as locomotivas e adaptarem para rolos compressores com 5 m de altura de aço e ferro fundido, inspiração para os tratores na agricultura.

Holanda. Usina eólica. No séc. XII, os moinhos de vento moíam grãos. No séc. XIX, o gerador no moinho: catavento. Na década de 1970, as torres eólicas para até 6 mil residências.

Austrália. Pedreira. Separa pedras como se fazia há 150 anos.

Japão. Usina termoelétrica. Precisa de calor. Queima combustíveis fósseis-carvão mineral-vapor-turbina em movimento gerador ativado.

Estados Unidos. Fábrica de papel. Nova York 1888. Combustível ecológico mais correto: madeira de reflorestamento, queima lenha que gera o vapor, dá movimento e seca o papel. Atualmente, o vapor é usado para secar o papel.

Argentina. Fábrica de ervas (SÓQUE). Rodas de água, produção de chimarrão da árvore de erva mate (Ilex Paraguariensis).

Rússia. Usina Hidrelétrica. Há uma réplica de uma usina em miniatura.

Romênia. Moinho de pedra, roda d´água, moinho para o cuscuz: criação da polenta.

África do Sul. Trator a vapor de 1927 para arar o solo. Lenha e água como combustível.

Canela-RS. Serraria. 1939-indústria madeireira de árvore araucária, hoje protegida por lei. Motor a vapor movimentando a serraria.

Logo depois de volta pelo mundo, pegamos o trenzinho para o passeio final. Não quisemos fotos, mas achei uma boa sugestão para famílias com crianças, uma curtição. Aconselho o museu, fiquei surpreendida com tanto conhecimento e qualidade.

Algo a acrescentar: em 1963, a ferrovia foi extinta na região da serra gaúcha. Percorria Porto Alegre (POA-capital do estado) a Canella e alcançava toda a serra, a rota era POA-Novo Hamburgo-Taquara-Gramado-Várzea Grande-Canella (à época “Canela” era escrita assim).

Saímos do museu e fomos caminhando 1 km até o Museu do Automóvel de Canela. No caminho, almoçamos em um restaurante na beira da Avenida das Hortênsias, 3877: Maison Bercari Restaurante e Fondue, o buffet a R$29,90, preço maravilhoso. Comida caseira boa e de sobremesa: sagu e gelatina de uva com creme, delícia! Lá encontramos um casal de Teresina-Piauí, também turistas. Gente do Brasil todo na linda serra.

Entramos no Museu do Automóvel de Canela, pequeno e fofo (Parque das Nações, 281-Canela). Validamos o ingresso primeiro. Dão cartões para consumo. Na primeira sala, carros antigos como Buick 1925, Pontiac 1931, Ford T 1924, Marmon 1930 etc. A Ford foi a primeira fabricante de carros do Brasil (1919). Na segunda sala, Hudson 1947, Oldsmobile e Cadillac de 1959, Mercedes-Benz 1956, Democrata 1968, dentre outros. Ter visto o Willys Itamaraty Executivo 1968, modelo limusine, que serviu a sete presidentes da República do Brasil e transportou o príncipe Akihito e a princesa Michiko do Japão, a ex-primeira ministra Indira Gandhi da Índia e a rainha Elizabeth II da Inglaterra.

Foi gostoso ter visto um VW Karmann-Ghia 1964, objeto de muitas histórias do meu pai, já que teve esse carro. Já o Fusca 1967 e a Kombi 1973 são sempre minhas paixões. Que museu lindo, colorido, com carros queridos nossos. Lembrei do VW UP e o Gol, carros que amo, mas já não são mais fabricados, logo em breve estarão no museu. Uma tristeza.

De volta ao hotel, pegamos uma motorista da Uber Paula, de Fortaleza-Ceará. Dia completo.

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-Cambará do Sul-Cânion Itaimbezinho

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-Cambará do Sul-Cânion Itaimbezinho

Hoje é quarta-feira, dia 12 de abril de 2023. Estávamos no café da manhã às 7 h, pois às 7h30 era para estar em frente à Brocker Turismo (Avenida das Hortênsias,1845). O ônibus com um bom grupo e a guia Rose. Penso que ela poderia ter falado mais sobre a região, sempre aprendo muito com os profissionais de turismo. O motorista Robson/Sorriso. Ganhamos uma sacochila linda da agência de turismo e já inauguramos. No cânion se sente a presença de Deus, a energia da Natureza com toda a sua intensidade, segundo a Rose.

Vamos à cidade de Cambará do Sul, com 6500 habitantes. Estamos dentro dos Campos de Cima da Serra (gaúcha). A altitude é de 1031 m acima do nível do mar. Está entre as três cidades mais geladas do Brasil. Enquanto na capital do estado Porto Alegre está 27º C, em Gramado 20º C, em Cambará 17º C. São dois meses de calor e o restante frio.

A partir da padaria de Cambará ficamos sem sinal de internet. São 18 km de chão duro, carroçal e é uma RS-429! Uns 35 a 45 minutos. Estaremos no Parque Nacional de Aparados da Serra e o cânion Itaimbezinho é o visitado, tem cânions com profundidade de 1000 metros. Possui 13.141,05 hectares e perímetro de 63 km. Na primeira trilha a estrada é de chão, são 6 km de caminhada (3 de ida e 3 de volta). Faz calor. Cada um com seu ritmo, mas não é um passeio para qualquer um, uma vez que exige esforço físico. A guia fica com o último. A segunda trilha é de 1 km e meio. O almoço é um piquenique oferecido pela agência debaixo de árvores na sede/ponto de apoio.

Passamos por Canela, São Francisco de Paula e chegamos a Cambará do Sul. São 2 h de Gramado até a cidade aproximadamente (113 km). Existe a Rota dos Aparados, vi um grupo de peregrinos com bastão em Gramado. Há pórtico de entrada nas cidades de São Francisco de Paula e Cambará do Sul. As cidades da serra são sempre graciosas.

Chegamos a Cambará do Sul. As casas são espalhadas, há pousadas diversas e casas de madeira coloridas, típicas da região. Igreja da praça com termômetro. Na padaria e confeitaria Dois Irmãos, descemos para pastéis. A proprietária dona Susana é uma simpatia. Pedi pastel de pinhão (semente da araucária, comum na região), suco de laranja e café.

Pelo caminho se veem as árvores pinheiros e araucárias, região pródiga em verde e beleza. No ônibus chacoalhamos muito, é uma aventura. O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) controla o parque que é concessionado. É território aspirante a Território Geoparque Mundial da UNESCO (Caminhos dos Cânions do Sul), está escrito em uma placa.

Vamos às trilhas. Com azaleias e muito verde. Mirante do Cotovelo e mirante da Proa do Navio (o ponto final da trilha), estamos nos 3 km de trilha. O mirante do Urubu, embaixo do cânion é o estado de Santa Catarina. Tanto que pode chegar no local do estado subindo por Praia Grande (SC-450). O cânion Fortaleza, dizem ser o mais bonito, mas é difícil chegar lá. O Itaimbezinho é grandioso, foi um sonho realizado. As fotos do cânion ficam espetaculares com sol.

Fazemos o piquenique na sede/ponto de apoio: cuca (um tipo de bolo de origem alemã), sanduíche, maçã verde e suco de uva. Uma experiência diferente. Depois, mais caminhadas. Mirante da Cachoeira, das Andorinhas, do Véu de Noiva, do Vértice. A última trilha vai até a cachoeira, passa por uma porteira e segue na trilha. Eu não fiz, o Carlos foi. Estava um sol de rachar por ser pós-almoço.

O ponto de apoio tem cafeteria, lanchonete, loja de lembrancinhas: camisetas, ímãs, chocolates caseiros, geleias, muitos produtos em madeira, enfim, produtos da região. Os produtos valem a pena.

Na hora de partir, a guia tinha combinado um local, fomos para lá e o ônibus estava em outro, e a gente andando pra lá e pra cá. Pode? Na volta paramos na padaria Dois Irmãos novamente para banheiros e algo mais. Os doces de brigadeiros e tortas como Marta Rocha foram tentadores. Os doces do Rio Grande do Sul são de sonhar acordado.

Ao chegar, ficamos no hotel, foi um dia completo, porém cansativo. Tomamos sopa de alho-poró com requeijão no hotel.

Prosseguiremos em breve… Gramado tem muito a oferecer.

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-segundo dia-segunda parte

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-segundo dia-segunda parte

Hoje é terça-feira, dia 11 de abril de 2023. Continuamos o passeio pelo BUSTOUR, o double-decker gramadense. Gramado surpreende pelo seu tamanho, há muito a ver.

Parada 26: Mirante Belvedere. Ponto turístico com neblina no momento, fenômeno típico da serra gaúcha. Passamos por muitas lojas de móveis renomadas no Brasil: Masotti, Sierra Móveis etc., além de variadas opções de lojas de malharia e sapatos.

São tantos os festivais na região serrana: Festival de Cinema de Gramado, Natal Luz de Gramado, Sonho de Natal de Canela e outros mais. Aliás, a serra gaúcha é composta de outras cidades, como Nova Petrópolis, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Antônio Prado (considerada a cidade mais italiana do Brasil), dentre outras. A serra tem influência predominante dos imigrantes alemães e italianos que chegaram no local no final do séc. XIX. Antes, no séc. XVIII foram os portugueses das ilhas dos Açores e da Madeira os primeiros a chegar nas serras gaúcha e catarinense. Ainda tem a influência da cultura gaúcha, ou seja, é uma região rica e variada.

Parada 27: Chocolate Prawer. Primeira fábrica de chocolate artesanal do Brasil. Uma atendente da loja nos deu amostras grátis do chocolate no ônibus. Gostei. Parada 28: Exceed Experience Park, o mais moderno parque de games das Américas, localizado na Avenida das Hortênsias, 4510.

Parada 29: Reino do Chocolate Caracol. Espaço temático que mostra a origem do produto desde 1500 a. C., e proporciona uma aventura incrível por salas/museus, tendo o chocolate como protagonista. Possui cafeteria e uma enorme loja, conhecida como a Sala dos Tesouros.

Prosseguimos na Avenida das Hortênsias entre Gramado e Canela. Encontramos no caminho um monumento com as letras esculpidas em madeira: Canela: paixão natural. Boa para fotos, mas há de ter cuidado por conta do movimento de carros na rodovia.

Detalhe: já compramos no ônibus o passeio para os Bondinhos Aéreos: paguei R$80,00 e o Carlos: R$40,00 (maior de 60 anos).

Parada 30: Mundo a Vapor. Vale a pena conhecer, já estamos em Canela.

Parada 31: Museu do Automóvel. Apresenta a evolução dos automóveis de 1920 até hoje. Tem Cadillac 1959, Rolls-Royce 1979, minicarros etc. Também é válida a visita.

O Palácio das Hortênsias também chamado de Solar das Hortênsias foi inaugurada em 1954 à época do governador Ernesto Dorneles como a residência oficial de verão do governador do estado. Vários eventos oficiais importantes ocorreram lá. É um parque e está localizado na av. José Luiz Correa Pinto, 915.

A antiga ferroviária de Canela virou complexo turístico: a Estação de Campos de Canella. Virou centro gastronômico e comercial, e abriga locomotiva revitalizada. Dentro da estação se encontra o parque temático Big Land de brinquedos interativos gigantes. A Catedral de Pedra Nossa Senhora de Lourdes, de 1953, uma das Sete Maravilhas do Brasil, é situada na praça Matriz. A torre tem 65 metros de altura e 12 sinos de bronze, a catedral tem estilo gótico inglês e é revestida de basalto.

Até o prédio da prefeitura tem jardim florido, uma lindeza. Aqui tem Zona Azul (aplicativo de pagamento de estacionamento rotativo).

Parada 1: Catedral de Canela. Troca de monitores no ônibus. Loja BUSTOUR. A cidade era concentrada na região de Banhado Grande onde se situa o Parque do Caracol. Nos anos 50 acabou o ciclo da madeira, então o turismo mostrou a sua fundamental importância desde os anos 60. O nome da cidade de Canela vem da árvore “caneleira” que dava descanso às pessoas.

Parada 2: Saída Centro de Canela. 7 km até o Parque do Caracol. Canela Paixão natural, uma boa propaganda essa, aparece bastante.

Parada 3: Terra Mágica/Florybal/Parque Vale dos Dinossauros. Museu do Caminhão.

Parada 4: Parque do Caracol. Lá viveram os imigrantes, chegados ao Brasil, e os veranistas que vinham de férias. Caracol: nome do arroio (regato) que passava pelas terras. A terra foi desapropriada pelo estado a fim de se construir o parque. Cascata do Caracol com um a queda livre de 131 metros e é a principal atração turística. Museu Egípcio de Canela.

Parada 5: Bondinhos Aéreos. Quem vai para os bondinhos e Skyglass (mirante envidraçado), troca de ônibus. Vamos aos bondinhos, descemos do ônibus e vamos para a entrada. Dois horários para a volta do ônibus: 12h40 ou 13h10. Nos Bondinhos Aéreos cabem 6 pessoas. Estação 1: lojas; Estação 2: Animal. Mirante, trilhas, natureza, Trilha ecológica, espaço com esculturas que falam: são animais feitos de madeira, bom para crianças se divertirem. Estação 3: Cascata do Caracol. Mirante. Fotos daquelas tiradas por fotógrafos do parque. Vale a pena pela beleza do Caracol. No mais, é simples. Ainda há o Eagle (de tecnologia norte-americana, sendo uma cadeira suspensa, presa por cabos de aço, que simula o voo de uma águia a 180 m de distância e cabem duas pessoas) e a tirolesa para os mais aventureiros. Deve provocar uma sensação incrível o passeio. Não fomos ao Skyglass, a plataforma estaiada de aço e vidro que avança 35 m sobre o Vale da Ferradura e tem 360 m de altura. Também não fomos ao Abusado, plataforma de vidro com 10 cadeiras suspensas que passeiam sobre o Cânion, se anda a 360° preso pela cintura embaixo do Skyglass. Uau! Realmente fantástico! Um baita de um empreendimento. Fazem um trabalho ecológico de pássaros e animais nativos muito consistente, mostram a foto e algo escrito sobre eles. Parabéns, Parque do Caracol.

Ser turista nos proporciona conhecer pessoas agradáveis pelo caminho. Sempre muito bom. No caso, uma família de São Bernardo do Campo-São Paulo.

Trocamos de ônibus em frente ao Parque do Caracol. Ainda em Canela, mas no caminho a Gramado. Passamos pelo Parque Temático Mundo Gelado, primeiro parque de gelo da América Latina, onde há um helicóptero dos Marines (fuzileiros navais americanos) para fotos. Castelinho do Caracol, casa de chá e oferece uma torta de maçã conhecida (a apfelstrudel). A árvore araucária é símbolo da região. É considerada “majestade”, os pássaros e humanos se alimentam das suas sementes: os pinhões, era usada na construção civil, não mais.

No Parque do Pinheiro Grosso existe uma espécie de araucária remanescente da floresta nativa, com 45 m de altura. Museu da Moda e dos Beatles. Chegamos a Gramado, uma cidade interligada a outra. Café Colonial Gramado.

Hora do almoço. Decidimos pelo restaurante buffet ou no kilo Pouso Novo na rua Garibaldi, 320, atrás da Rua Coberta. Dica do meu irmão Ricardo. Preço mais em conta, lembrem-se que Gramado é caro demais. R$99,00 o kilo. A comida é farta e boa. Gostei da torta de maçã. Amo! Fiquei refletindo como seria a vida do morador de Gramado com tanta carestia. Aí descobri: quem vive na linda cidade paga bem menos do que o turista, está explicado!

Fomos à loja da Brocker Turismo (Avenida das Hortênsias, 1845) comprar o passeio do dia seguinte: Cânion Itainbezinho. Depois passeio pelo centro. Como é gostoso andar por Gramado.

Para o jantar, ficamos no Sky Centro Hotel & Spa mesmo, à noite há buffet de sopas: 3 sopas com salada por R$39,00, porém preferimos uma sopa somente por R$22,00. Escolhi a típica sopa italiana de capeletti e o Carlos um goulash (tomate, carne, batata e páprica) na pizzaria do hotel La Bella Notte. Conhecemos outra turista gaúcha, moradora no Rio de Janeiro, Marli. Muito bom papo. Aquele abraço! Antes da sopa, fomos a uma loja de conveniência do posto de gasolina ao lado do hotel e encontramos uma cearense de Acaraú chamada Leila. Muitos nordestinos trabalhando na região. Achei ótimo.

No dia seguinte, visita a um lugar imperdível: Itaimbezinho. Em breve…

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-segundo dia-primeira parte

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-segundo dia-primeira parte

Hoje é terça-feira, dia 11 de abril de 2023. O Carlos e eu estamos em Gramado, a cidade da paixão nacional, na serra gaúcha. Sempre aguardo ansiosa pelo café da manhã em qualquer hospedagem em Gramado. O Sky Centro Hotel & Spa não decepciona. A seção de bolos e cucas (tradição alemã) é excepcional. Vamos lá: bolos de cenoura com cobertura de chocolate, chocolate, maracujá, além de tortas de chuchu e espinafre e muito mais, tudo no capricho. A mesa é farta.

Estamos na serra gaúcha, sonho de consumo de todo o país. Aqui gostam de rodízios no cotidiano, tudo é rodízio de sopas, carnes, comida, uau! Rodízio: paga-se um valor fixo e passam pratos e pratos diferentes, uma fartura.

Hoje é dia de passeio do BUSTOUR, o double-decker gramadense com áudio. R$89,00 para mim e R$79,00 para o Carlos, para maiores de 60 anos. Iniciamos pela parada 15: loja Brocker Turismo na Avenida das Hortênsias, 1845-centro, onde compramos o ticket do ônibus. Cruzamos a av. Borges de Medeiros, com iluminação temática e fios subterrâneos. Rua Torta ou rua Emílio Sorgetz, inspiração da rua sinuosa em São Francisco-Califórnia-Estados Unidos, dita Lombard Street. Gramado sempre inovando, município limpo, florido, bom para fotos.

Parada 16: Mini Mundo, situado à rua Horácio Cardoso, 291. São cidades em miniaturas. Parada 17: Bairro Bavária (hotel Laghetto Viale). Tem hotéis, pousadas, casas aconchegantes, jardins e muitas árvores. Do jeito que Las Vegas nos Estados Unidos leva nubentes a casarem em espaços feitos para isso, Gramado copia a fórmula com o espaço Casamento dos Sonhos (Av. das Hortênsias, 782). O juiz pode ser real ou de mentirinha, são capelas com temas diversos, por exemplo: Elvis Presley, filmes, românticos, medieval, Harry Potter etc.

Parada 18: Hotel Laghetto Vivace. Parada 19: Bairro Planalto, com arquitetura típica europeia possui prédios de até 4 andares, planejado por Leopoldo Rosenfeldt. Criou o folheto “Gramado Maravilha do Veraneio” à época da Segunda Guerra Mundial a fim de publicizar o então distrito. Foi vereador na época em que Gramado ainda pertencia a Taquara, sua emancipação ocorreu em 1954. Em 1955 foi vice-prefeito. O clima da serra curava males respiratórios, para isso os veranistas a procuravam no passado. O plano diretor de Gramado como foi pensado continua atual.

Há verdadeiros bosques, existem 3 km de ciclofaixa. Cada casa! Cada prédio! O desembarque para quem está no Bustour acontece só nas paradas. No parque Carrieri, situado à rua Casa da Juventude, 396, há um anfiteatro para caminhadas e rodas de chimarrão. Era o local do Natal Luz, hoje desativado.

Eis o famoso Lago Negro, artificial de cor verde escura e águas profundas, é arrodeado por árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha, mais flores como hortênsias, azaleias, dentre outras. Oferece pedalinho, bar, restaurante e lojas de conveniência. Houve um incêndio no local e Leopold Rosenfeldt reconstruiu o espaço como um lago.

Parada 20: Lago Negro. Vila do Artesanato Elisabeth Rosenfeld, nome dado em homenagem à esposa de Leopold Rosenfeldt, tem várias casinhas em madeira e vende o artesanato gramadense. Lindo de morrer, são decorações para casa, cozinha, roupas de lã, cerâmica, muito a admirar e comprar. Estamos no bairro Três Pinheiros.

No folder do passeio, a rota aparece pelo aplicativo. Serra Park: centro de feiras e eventos para o turismo de negócios. O Lago Joaquina Rita Bier, artificial com 17 mil m², faz homenagem a uma das precursoras da divisão de terrenos em Gramado. O início da festa do Natal Luz começou lá com mil pessoas entoando canções natalinas. A cada ano fez mais sucesso e hoje é de multidões. Trata-se do período natalino mais conhecido do Brasil.

Parada 21: Cristais de Gramado-técnica artesanal italiana de Murano (ilha perto de Veneza), onde se testemunha a elaboração dos cristais. Museu Vivo do Cristal by Cristais de Gramado.

Bairro Várzea Grande onde se localiza o Pórtico de Gramado (vindo de Taquara). A obra de 1992 é estilo normando. Quem chega via Nova Petrópolis encontra o de 1973, estilo bávaro, o mais tradicional. Em 1922, é aberta a estação ferroviária no local do Pórtico via Taquara, porém o trem de passageiros somente começou a ir para lá em 1924. Representava um sonho para os habitantes. Em 1963, os trens foram desativados.

Parada 22: Parque Le Jardin, ali morava um casal apaixonado que acolhia os visitantes. São flores mil, jardins, estufas, o parque de lavandas da serra gaúcha com vendas de produtos de lavanda. Tem o jardim mais belo da serra e oferece o melhor strudel de maçã, segundo dizem.

Estamos na época de venda do pinhão, fruta da árvore araucária ou Pinheiro-do-Paraná. Vendem em casinhas na estrada. O caminho que fazemos de ônibus possui paredões de rocha com bosques, lembra um pouco a beleza do percurso entre Pacoti e Guaramiranga na Serra de Baturité, no Ceará.

Parada 23: Lago Joaquina Rita Bier, onde ocorrem os espetáculos do afamado Natal de Luz, com apresentações, fogos de artifício, coral de música e muito mais. Os postes têm flores, tudo é belo em Gramado.

Parada 24: Centro. Fundo da rodoviária. Praça das Etnias (italiana, alemã e portuguesa). Há um local onde se vendem cucas, biscoitos, mel, pães, eu endoido. Pizzaria do Cara Mau, a do Pirata.

Parada 25: Hard Rock Café, com culinária americana e relíquias de músicos lendários. Nosso hotel é bem perto. Restaurante El Fuego, Cantina Di Paollo (onde almoçamos no dia anterior). Paradas de ônibus de madeira. Avenida das Hortênsias, liga Gramado a Canela, cidade contígua. Outra grande atração da serra gaúcha.

Prosseguiremos com o nosso passeio em breve.

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-Chegada

Gramado-Rio Grande do Sul-Brasil-2023-Chegada

Dia 10 de abril de 2023. Lá vamos nós à cidade da paixão nacional: Gramado. Pegamos o voo das 4h30 da madrugada de Fortaleza a Guarulhos-São Paulo e de lá a Porto Alegre pela GOL. Chegando pelas 11h30, pegamos um transfer da CVC com seis pessoas (uma Sprinter), já pago, e rumamos a Gramado por Taquara, mais 2 h de viagem. No caminho, passamos por Sapiranga, Araricá e Parobé.

Chegamos a Gramado, ao Sky Centro Hotel & Spa, localizado à rua João Fish Sobrinho, 115, escolhido por ser perto do centro e de ótima qualidade. Hospedagem via sistema Bancorbras, ou seja, tínhamos direito a 7 diárias. Tomar água da torneira é um luxo. Os atendentes do hotel solícitos e queridos: o pernambucano Rodrigo, o Tony, dentre outros. A cidade repleta de trabalhadores nordestinos, fiquei feliz em ver.

Saímos logo para o almoço. Estava calor. Estávamos muito cansados de tantas horas de viagem. O Galeto Di Paolo estava bem ali, logo foi o escolhido (rua Garibaldi, 23). Muita gente prefere a refeição do tipo Sequência, isto é, um valor fixo com muita comida que começa com uma sopa de capeletti, típica do sul. Nós decidimos pelo prato a la carte mesmo: penne integral ao molho de tomate seco mais o “galeto al primo canto” (receita tradicional gaúcha feita de frangos pequenos assados). Delícia! O restaurante é primoroso e bonito, por isso caro. Pagamos uns R$210,00. Ao longo dos dias, fomos conhecendo opções também muito boas por preços mais acessíveis, embora soubéssemos que Gramado é uma cidade dispendiosa. Planejamento financeiro é necessário.

À noite, o clima estava 22º C, uma maravilha perambular por suas ruas limpas, bem cuidadas. Muito movimento, como sempre, Gramado sempre atrai turistas. As ruas ainda estavam decoradas para a Páscoa. As flores pela cidade toda e os jardins encantam. Passamos pelo prédio do Festival de Cinema de Gramado, o Palácio dos Festivais, situado à av. Borges de Medeiros, 2697, com a estatueta do Kikito exposta, eis a premiação. Surgiu na imaginação da artista Elisabeth Rosenfeld em 1967, como representação do deus do bom humor.

Saímos à procura da Casa da Velha Bruxa, uma confeitaria/ lanchonete original, com guloseimas apetitosas. Pedimos suco de uva branca que nos lembrou a cajuína do Ceará. Bem refrescante. E a torrada da Velha Bruxa com molho da casa. Conversamos bastante com o garçom Pablo, que havia morado em Aquiraz, no Ceará. Ele deu a sugestão da vinícola Jolimont. Segundo ele, o vinho rosé vale a pena. Detalhe: os lugares mais turísticos são sempre os mais custosos. Com os dias, descobrimos outros cantinhos válidos.

Após o jantar, saímos pelo Largo da Borges, Via San Marco, Chocolateria Prawer, Fantástica Casa de Chocolates Florybal etc. A avenida Borges de Medeiros é um evento! Iluminação, multidão, alegria, bom demais.

Meu conhecimento com Gramado remete a minha infância, quando vivia em Porto Alegre (dos 6 aos 12 anos). Ao longo dos anos, sempre voltei e vejo que de uma cidade mais calma e natural, está cada vez mais agitada, cheia de atrações. Uma coisa ninguém duvida, continua bela.

Paixão por Buenos Aires-2022-Museu Nacional de Belas Artes e outros passeios-fim de viagem

Paixão por Buenos Aires-2022-Museu Nacional de Belas Artes e outros passeios-fim de viagem

Hoje é dia 27 de outubro de 2022, dia para continuar o passeio de ônibus turístico Buenos Aires Bus, uma vez que ainda temos horas a completar das 48 horas compradas. Temos direito até às 11h35.

O Carlos e eu fomos para uma fila na parada 01: Teatro Colón. Vamos seguindo o caminho e nos deleitando. A praça Lavalle faz homenagem ao político Juan Lavalle. Algo muito instrutivo do ônibus é escutar propagandas para não jogar lixo na rua e incentivo à reciclagem. Aliás, os canudos usados na cidade são recicláveis. Sacola plástica na Argentina não é bem-vinda faz tempo, cada um que carregue suas compras do supermercado como achar melhor. Em 1976, quando estive em família em Posadas, essa atitude nos chamou a atenção.

A avenida Corrientes tem sebos, pizzarias, ali foi o primeiro ajuntamento de Pedro de Mendoza, o primeiro fundador de Buenos Aires.

Outro detalhe interessante: os recicladores na rua andam de tênis, se vestem com um uniforme com a estampa da prefeitura, carregam um carrinho coberto com sacos de estopa, ou seja, há um cuidado com eles e uma padronização. Aprovado. Prefeitura de Fortaleza, vá conhecer o exemplo de Buenos Aires e efetivar aqui.

Museu da Casa Rosada no subterrâneo. Conta a história do país. A loja I ♥ GIFTS se encontra em todos os lugares. Lembrancinhas que amo. Vemos a Praça do Congresso, vizinha está a praça Mariano Moreno com uma das três réplicas de “O Pensador” do escultor francês Auguste Rodin.

Como em toda cidade grande, existem descuidistas, cuidado com bolsas, carteiras, mochilas. Assalto a mão armada, não são comuns.

O Palácio do Congresso, construído entre 1898 e 1906. No bairro de Montserrat viveu a população negra. Na av. Belgrano está a igreja de N. Sra. de Montserrat com a imagem da Virgem Negra de Montserrat. Por ali vimos outra manifestação de trabalhadores feita de modo pacífico, as pessoas sentadas segurando bandeiras. O edifício Otto Wulff é de 1914.

A Faculdade de Engenharia é de meados do século XX, seu prédio tem estilo monumental e neoclássico. O edifício fora construído para a Fundação Maria Eva Duarte Perón, porém com a morte de sua fundadora em 1952, o prédio nunca foi usado. O tango é patrimônio mundial pela UNESCO. A primeira vez que vejo uma cuidadora de cães com cinco cachorros. Estava sentindo falta. São uma instituição argentina. Cidade toda monitorada pela Polícia da Cidade.

O MACBA-Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires, ao lado do Museu Moderno. Zona Sul. A cidade é civilizada, param para pedestres que atravessam na faixa. Algo tão simples. Museu das Comunicações. Porto Madero. Muitos grafites artísticos pela cidade, dizem tudo pela pintura: pró e contra muitos assuntos. Museu do Cinema próximo ao bairro La Boca.

Cidade dividida por comunas, muito organizada, estamos na Comuna 4. O estádio La Bombonera é de 25 de maio de 1940. Muitas homenagens em forma de pinturas ao grande jogador de futebol Maradona em frente a lojas, padarias, muros. O restaurante Museu del Jamón (Presunto) no Porto Madero promete. A Fragata Sarmiento, lançada ao mar em 1857, no Dique 3 do Puerto Madero.

Descemos na parada 14 e fomos caminhando até o shopping Patio Bullrich a fim de almoçar. Encontramos o restaurante Sensu, a comidinha de frango, arroz e vegetais estava satisfatória. A proprietária muito simpática. Valeu ter conhecido o shopping.

Após uma boa caminhada de umas seis quadras longas, chegamos ao Museu Nacional de Belas Artes, de graça. Oba! Arte argentina, artefatos andinos, obras das batalhas da Guerra do Paraguai, esculturas de Rodin, coleção de leques (albanicos) e de peinetas das espanholas (enfeites de cabelo), admiráveis. Arte francesa do séc. XIX. Aprendi que Paris foi idealizada por Napoleão III (séc XIX) como traçados urbanos, ele dividiu a cidade em bairros a fim de acabar com a peste bubônica e as revoluções populares. Impressionistas franceses, Escola Flamenga dentre outras maravilhas. Ver crianças no museu alegra a alma. Que museu! Imperdível. Uma vez um aluno me indagou o porquê de ter museus, e eu respondi: “Não existimos como civilização sem eles”.

De lá rumamos ao Café Tortoni, de 1858. A torta de maçã e a de floresta negra, para eles, selva negra é tradição. Perto do hotel República, descobrimos mercados pra comprar alfajores, no Chino e no Carrefour Market. Bons e baratos.

Dia 28 de outubro de 2022. Caminhamos ao redor do Teatro Colón que estava cheio de estudantes para adentrá-lo. Perto do Obelisco outra manifestação de trabalhadores, sempre pacífica, com bandeiras. O Museu Judaico cobra 10 dólares a entrada ou 2.500 pesos à época. Não entramos, porque já conhecíamos.

O Café Petit Colón, uma lindeza, estilo Paris, mais caro que o Tortoni. Perto do teatro e da Corrientes, há lojas de ouro, compra e venda. Na rua Saenz Peña, descobrimos uma loja de doces de leite tendo brasileiros como vendedores: Dulce de Leche &Co. Sabores Argentinos. Uma variedade de doces, alfajores, chocolates, uma maravilha. Vi muitas lojas novas como essa. Em frente, outra manifestação de residentes e médicos, protestando contra a jornada de trabalho de 36 horas seguidas. O calor grande, multidão nas ruas. Fico sempre embasbacada.

Almoço no Alma, lugar transado e amplo do tipo café e lanchonete. Almoço: limonada com menta e peito de frango (pechuga) grelhado com salada. Passeio à tarde, compras na loja Cuesta Blanca na rua Florida com Juan Perón, que diversidade de roupas lindas.

Terminamos a tardinha no velho café Tortoni, nosso querido. Lá há lançamentos de livros, show de tango e muita gente animada.

Sábado, 29 de outubro de 2022. Último dia, mas ainda deu para voltar para as Galerias Pacífico e almoçar no Madison Café, que gostamos. O suco de limão com gengibre e menta, não esquecerei. Na rua Tucumán, encontramos o Sabores Express, com empanadas prontas, então levamos ao aeroporto. Empanadas, tudo de bom.

Fim de viagem com elogios ao hotel Globales República e seu pessoal simpático e solícito e ao Júnior, da CVC, que muito nos ajudou com a troca de dinheiro e transfers.

Buenos Aires, até a volta. Já com saudades…