Campos do Jordão para conhecer-Centro de Memória Ferroviária e teleférico-dia 2

Campos do Jordão para conhecer-Centro de Memória Ferroviária e teleférico-dia 2

Hoje é dia 15 de março de 2026. Fizemos o passeio de trenzinho turístico e agora estamos no parque Capivari, onde há uma roda gigante, um lago com pedalinhos e o Centro de Memória Ferroviária. É um museu com a exposição do bonde que ia até o Portal de entrada da cidade. Vemos o relógio de ponto e o famoso trenzinho que ia até outras cidades. Está parado desde 2017 e, segundo nos disseram no museu, vai à leilão para uma futura concessão.

Vemos fotos de trens e muito da história ferroviária da cidade e arredores. A construção do sanatório em Campos do Jordão foi em 1900, sugestão do médico Clemente Ferreira que exerceu importante papel no controle da tuberculose em São Paulo e pensou em uma estrada de ferro para ligar a estação de cura a um ponto no Vale do Paraíba. Havia muito a imprensa difundia a ótima qualidade do clima e as belezas naturais da região da serra da Mantiqueira, igualando-a às das melhores estações de descanso e cura europeias.

Telefones da época expostos. Emílio Ribas, patrono da saúde do estado de São Paulo. Acompanhado de Victor Godinho, fundou a Estrada de Ferro Campos do Jordão, inaugurada em 15 de novembro de 1914.

Maquetes do trem e bonde, informes sobre a história e personagens importantes relativos à cidade e sua ferrovia, fotos. Em um painel está escrito: “Estações, paradas e estribos”. São as estações: Pindamonhangaba (sede), Expedicionária, Piracuama, Eugênio Lèfevre, Abernéssia e Emílio Ribas, com muitas paradas. Primeiro carro de passageiro de 1917, ferramentas e peças da Estrada de Ferro Campos do Jordão que funcionou de 1914 a 2014. Vale a visita.

Saímos do museu e nos dirigimos à estação ferroviária que está fechada por tempo indeterminado, na espera pelo trem que virá. Fotos de Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho. Dá para entrar, embora não tenha nada. Tudo é bonito nos arredores.

Estamos no parque Capivari, um lugar repleto de entretenimento. Espaço Aventura com arvorismo e escalada. Agora, teleférico rumo ao Morro dos Macacos (de 2022). Compramos os bilhetes nas máquinas, existem ajudantes. De R$49,50 em diante. Subimos e na parte alta, música com DJ e lojas de pedras, quiosques de chocolate, sidra e vinho quentes. Pastelão do Maluf, chope Baden Baden. Mais, crepes e churros, e Gold Cooper (fondue e gelato). Copo com pedaços de morango, sorvete de maracujá, chocolate brownie e creme. Tentação total. Uau! e com calda de chocolate. Haja caminhada depois… Fiquei cheia. O mirante dá para ver toda a cidade e ainda conhecemos um casal de Fortaleza: a Rosa e o marido português. Também turistas encantados como nós. O mundo é pequeno. A estação é TOP, como se diz, muito agradável de se estar. Muita gente se divertindo, batendo papo, ouvindo música. Uma delícia. Depois de tanto deslumbre, descemos de volta no parque Capivari e encontramos um trailer estilizado São Benedito. Compramos um misto quente para o nosso jantar. De pão bola e recheio de queijo e presunto, sem ser prensado. Para mim, novidade. Gostei de um quiosque original Vinho Até Você com espumantes, vinhos, bebidas, muito convidativo.

Retornamos à pousada La Toscana a pé. O bom de Capivari é ser tudo perto. Vemos prédios baixos, lindos com varandas em madeira. E casas amplas, com muros verdes ou daqueles que dá para admirar as residências das pessoas, ruas arborizadas de plátanos. Folhas nas calçadas. Recordei-me de Puerto Varas na Patagônia chilena. Campos do Jordão, uma formosura de cidade.

Passamos pelo prédio conhecido como Vila Holandesa, uma maravilha. Com moinho de vento para os viajantes maravilhados tirarem fotos. Imagine morar em um lugar desses? Paraíso. Na esquina da rua Dr. Plínio Barbosa com rua Eurico Sodré. Caminho da nossa pousada. Fizemos uma ótima escolha de localização. Chegamos à La Toscana às 16h45 direto para o chá da tarde: bolo de aipim (macaxeira) e de maçã sem açúcar, e café com leite. Bom demais.

Um pouco de história sempre nos ensina muito. A Wikipédia nos conta que Mateus da Costa Pinto adquiriu parte das terras do brigadeiro Jordão e se transfere de Pindamonhangaba (SP) para Campos do Jordão, onde em 29 de abril de 1874 deu início a inúmeras construções, fundando o primeiro povoado. Em 1891, o dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho comprou todas as terras de Mateus Pinto e instalou-se na vila de São Mateus, que em sua homenagem foi chamada de Vila Jaguaribe. Já em 29 de outubro de 1915, iniciou-se a construção da Vila Abernéssia onde estavam localizados os sanatórios dos doentes de pulmão. Em 1920 foi iniciada a construção da Vila Emílio Ribas. A emancipação da cidade ocorreu em 19 de junho de 1934. A partir da década de 1950, o avanço da medicina fez com que a tuberculose deixasse de ser uma doença tão perigosa e com isso, a cidade passou a desenvolver o turismo.

Um detalhe sobre o clima em março: à noite esfria, de dia se estiver ensolarado esquenta.

Continuaremos em breve.

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