O Rio de Janeiro continua lindo-Niterói-dia 5

O Rio de Janeiro continua lindo-Niterói-dia 5

Hoje é sábado, dia 16 de agosto de 2025. Às 9 h o nosso amigo carioca Carlos Renato Machado passa para irmos a Niterói. Minha segunda vez. De Uber fomos à praça XV de Novembro e nos deparamos com o mercado de pulgas. A feira de antiguidades, quinquilharias e brechó é muito interessante. Estilo San Telmo em Buenos Aires, tem muita gente, bancas com comidas, tortas, sucos e vendas no chão. Nunca vi igual. O povo coloca um pano e espalha suas vendas. Vale a pena explorar aos sábados.

Vamos à Estação das Barcas. Dentro do catamarã que liga o Rio a Niterói sempre uma experiência agradável. 20 minutos depois, descemos. Nossa intenção foi percorrer o Caminho Niemeyer. Começa no terminal rodoviário João Goulart. Vemos a capela João Paulo I e oTeatro Popular de Niterói, de 2007, feito em forma de curvas de mulher e imagens de bailarinas. No 2° andar, a imagem na parede do Manifesto Popular. O caminho segue até a praia de Charitas. Na cúpula ali perto, o memorial Roberto Silveira, onde funciona a Secretaria da Mulher. Vemos a estação hidroviária de Charitas. Na praça IX um evento grande de gaúchos: churrascada com torresmo de rolo e galeto, a Blend Barbecue Festival. Um adendo: Roberto Silveira foi governador do antigo estado do Rio de Janeiro (1951-1961). Outra cúpula menor ao lado: o museu do ex-governador Roberto Silveira.

Continuamos caminhando pelo Caminho Niemeyer. Vemos a estátua do fundador de Niterói: cacique Arari Boia, estamos indo para a praça JK e tiramos uma foto ao lado do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) e Oscar Niemeyer.

No Shopping Plaza, pegamos um táxi preto para o Museu de Arte Contemporânea (MAC), parecido com um disco voador. Cartão-postal da cidade e obra do grande arquiteto. Aproveitamos para conhecer um pouco mais do município e suas casas, prédios, ruas. Cidade aprovada, uma lindeza. Arborizada. Agradável. Do museu se veem as praias de Boa Viagem à direita e Icaraí à esquerda. O museu é pequeno, as obras bonitas, porém arte contemporânea não é a minha predileção. Achei interessante o espaço para as crianças colorirem as obras. Diferente, sem dúvida. A visita é obrigatória pela construção original e cenário deslumbrante que se tem de lá.

A Wikipédia nos conta que o MAC foi inaugurado em setembro de 1996. O prefeito da cidade Jorge Roberto Silveira (filho de Roberto Silveira) convidou Niemeyer a construí-lo e ele o fez sobre o mirante de Boa Viagem. O museu com sua fachada futurista possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas. Disponibiliza atividades educativas desde o mesmo ano da sua inauguração, chamadas de Desafios Comunicativos de Arte Contemporânea com o intuito de incentivar a produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte.

Segundo a mesma fonte, o Caminho Niemeyer é um conjunto de equipamentos culturais e centro cultural de grande valor arquitetônico, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, nos bairros litorâneos da cidade de Niterói. O complexo se estende por 11 km, do centro à zona sul, desde o aterro da Praia Grande no centro até o bairro de Charitas. O objetivo era revitalizar a orla da cidade junto à baia de Guanabara.

De lá fomos ao Mercado Público, de Uber. Viva o Renato que nos guiou. Obrigada, amigo. No bairro Ingá, muito movimento. Passamos pelo Centro Cultural dos Correios. Chegamos ao mercado. Dois andares com muitas opções. Gostei da pastelaria A Mortadela. O almoço foi no restaurante Bacalhau Corujão, pedimos um Bacalhau à Gomes de Sá com o vinho Meia Palavra. Caro é, mas o momento requeria uma celebração. Ganhamos do maitre simpático uma prova de vinho e uma ginjinha do Marcone. Aprovado. Ginjinha tomamos em Portugal, em especial em Óbidos. Amo.

O mercado com muitas ofertas de comidas, bolos, sorvetes, brincadeiras para crianças, queijos de Minas Gerais (como o afamado queijo da Canastra e degustação de queijos com goiabada) e doce de leite. Tudo delicioso.

Voltamos ao hotel Socialtel em Copacabana-Rio de Uber, deixamos o Renato perto de Ipanema. Aí resolvemos dar mais uma caminhada à tardinha pela orla, paixão total. Descobri o edifício onde viveu Nara Leão com os pais dela nos bons tempos da Bossa Nova. Para mim, a música mais harmoniosa e bonita do Brasil. Na placa, no prédio histórico da nossa musicalidade, está escrito ser do Circuito da Bossa Nova. Um achado! Nelson Costa, meu professor/orientador de mestrado na Universidade Federal do Ceará, como não lembrar de você?

Depois, lanche no nosso lugar escolhido para jantar: Total Sucos. Suco de morango com laranja (amei!) e a costumeira tapioca de queijo e presunto.

Dia proveitoso. Valeu, Renato.

O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4

O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4

Hoje é quinta-feira, 14 de agosto de 2025. De Uber, com o motorista Ewerthon, fomos ao Morro do Pasmado, ao Memorial às Vítimas do Holocausto no Botafogo. Endereço: Alameda Embaixada Sanchez Gavito, 333. O tempo nublado no mirante. Vemos a bruma no Pão de Açúcar. Infelizmente, o museu fechado permanentemente, por motivo de falta de patrocínio. Fiquei frustrada. Então, conhecemos por fora, com fotos e dizeres. No local existe a praça Rogério Jonas Zylbersztajn. O lugar é bonito e seguro, vi gente com cachorros e um quiosque de lanches. Gostei do capuccino e do picolé da marca Los Los Sorvetes. Não conhecia.

Museu do Amanhã-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Resolvemos ir embora em direção ao Porto Maravilha. O motorista do Uber Adhemar nos levou. Queria muito conhecer o Museu do Amanhã (Praça Mauá,1). Museu de graça para maiores de 60 anos. Compram-se as entradas nas máquinas. Antes de entrar, uma exploração dos arredores do museu. Que beleza de visual. As piscinas dão um charme e convidam a fotos da baía da Guanabara. Foi inaugurado em dezembro de 2015 e o prédio era um antigo píer desativado o qual foi transformado nessa estrutura admirável, inspirada em elementos da natureza, como bromélias, que integra-se à paisagem naturalmente.

Museu do Amanhã com baía de Guanabara-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Deveríamos ter almoçado no Restaurante do Saulo, com comidas amazônicas, estava ainda vago. Deixamos para depois e nos arrependemos, estava lotado depois do passeio no museu.

Lembrando que estava acontecendo o Innovation Week nos galpões próximos, logo o local estava repleto de visitantes. Na entrada do Museu do Amanhã, um coral cantando em um pequeno auditório, bem original. Museu diferente, enorme, com salas interativas. Tudo em inglês e espanhol. Parabéns, Rio. Fiquei encantada. Mostra o nosso futuro, clima, mudanças climáticas, natureza, ecologia. Demais! Nunca estive em um museu tão educativo, alto nível.

A exposição de fotos sobre o Pantanal (mato-grossense) demonstra a realidade da seca e incêndios, além de sua beleza incontestável. São verdadeiras obras de arte dos fotógrafos Lalo de Almeida e Luciano Candisani. Eles nos apresentam o quanto o meio ambiente da região pantaneira está sendo destruído pela inclemência da arrogância e ganância do bicho homem. As fotos enormes são marcantes no corredor longo. Nosso futuro é incerto, não sou positiva, tristemente. A Natureza grita.

A Wikipédia nos informa que o prédio foi projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e está localizado na zona portuária do Rio. Sua construção teve apoio da Fundação Roberto Marinho e teve custo total de 230 milhões de reais. O site do museu: www.museudoamanha.org.br nos conta que é um espaço onde ciência, arte e inovação se encontram para explorar o presente e imaginar o futuro.

A loja do museu também é colorida, completa. Muitos objetos interessantes à venda. Até as portas dos banheiros são cheias de cores. Vimos da mesma forma a exposição temporária de fotografias de Cláudia Andujar. Segundo a Wikipédia, fotógrafa e ativista suíça, naturalizada brasileira. Desde a década de 1970, dedica-se à defesa dos indígenas Yanomami. Vale a pena. Que museu! São 2 a 3 horas de muito aprendizado.

À noite o jantar foi na pizzaria Capricciosa (rua Vinícius de Moraes, 134-Ipanema), onde comemos a pizza com o mesmo nome. Saborosa, sendo o diferencial a alcachofra. Aliás, já conhecia e a pizzaria também. Lá encontramos nosso amigo Carlos Renato que conhecemos na viagem do Marrocos em 2024. Renato, sempre um prazer estar com você, nos divertimos muito. Que dia mais feliz!

Hoje é sexta-feira, 15 de agosto de 2025, dia sonhado, onde reverei uma amiga/tia do coração: Heydir, amizade antiga dos meus pais. Mora perto da Tijuca, então fomos ao shopping Tijuca de Uber novamente, desta vez com o Diego. Endereço: Av. Maracanã, 987.

Assim se conhece o Rio, da zona sul à zona norte. Comentário importante: o asfalto é excelente na cidade. Dá gosto transitar. Chegamos ao shopping e já vi lojas diferentes como a Portugo, de doces portugueses, uau!, Noir Chocolates, FAS Padaria Artesanal. Muito bom descobrir novidades.

Nós com a Heydir e Mário Emílio no shopping Tijuca-Rio de Janeiro-foto tirada por um garçom

Na hora marcada lá estava a Heydir para aquele abraço! Fomos dar uma voltinha e logo almoço na Botânica Bistrô. Indico demais! Foi dica do filho da Heydir, querido Mário Emílio, que conheci criança. Saudações, vocês dois. Voltando ao restaurante e sua comida saudável, original, com pratos elaborados. Sucos também. O do Carlos: suco de maracujá, suco de manga e água de coco, que mistura divina. Amei! Tenho que falar do cardápio. Você escolhe o prato principal e tem direito a dois acompanhamentos: purê de batata-inglesa com alho confitado; salada botânica com granola salgada; cenouras assadas ao molho pesto de manjericão/ salada de abóboras com redução de balsâmico e queijo de cabra/ salada Caesar com dadinho de tapioca/ fettuccine ao molho de queijo com limão siciliano; os tradicionais arroz e feijão; e batatas fritas. Achei demais! No fim, pedi filé de tilápia com o purê de batata e a salada botânica. Aprovado.

Mais passeios pelo shopping, tomamos café e comemos chocolates, muitos papos e fomos embora. A Heydir nos presenteou de montão. Muito obrigada. O Rio de Janeiro enche o coração de emoção ao rever amigos e amigas de longas datas.

Digno de nota o que o Mário Emílio me ensinou: que no Rio chamam de “joelho” o enroladinho de queijo e presunto, porque fica sempre embaixo das “coxinhas” nos balcões. O carioca e seu senso de humor. Povo único.

De volta à Copacabana, lanche no Total Sucos, aquela lanchonete simpática, perto do hotel Socialtel, (a dos docinhos gigantes). Para não perder o costume, suco de manga e maracujá, e misto quente. Mais um dia para sentir saudades. E outra dica: Kiosk da Tika, em frente ao hotel, com seus sucos naturais, e o especial da casa: guaraná em pó, gengibre e limão, um sucesso. Eu não tomei, fica para a próxima.

No dia seguinte, Niterói.

O Rio de Janeiro continua lindo-Cais do Valongo-dia 2

O Rio de Janeiro continua lindo-Cais do Valongo-dia 2

Hoje é quarta-feira, dia 13 de agosto de 2025. Estávamos no AquaRio, no Porto Maravilha, e fomos a pé até o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo. Queria muito conhecer. Endereço: rua Barão de Tefé, Saúde. Os totens educativos nos contam a história da região da Pequena África, sob a curadoria da professora Ynaê Lopes dos Santos, especialista em história da escravidão (fonte: Abril.com).

Cais do Valongo-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Construído em 1811, foi o principal porto de entrada das pessoas escravizadas trazidas da África. Em 1843, o espaço foi configurado para receber a princesa Tereza Cristina de Bourbon, a noiva de D. Pedro II, e renomeado como Cais da Imperatriz.

Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas pela Educação (UNESCO) em 2017, como sítio de memória e reconhecimento das heranças africanas no Brasil. Os painéis explicativos no local nos dão uma aula de História do Brasil. O Mercado do Valongo fazia parte de um complexo escravagista que incluía as lojas de venda próximas ao cais, o Cemitério de Pretos Novos, o Lazareto e o Cais do Valongo.

Datas: 1774-transferência do comércio de escravizados para a região do Valongo; 1811-construção do cais; 1831-desativação do cais/lei de proibição do tráfico de africanos para o Brasil; Lazareto-para onde iam os doentes em quarentena; 1774-instalado o Cemitério dos Pretos Novos. Na atual rua Pedro Ernesto, área de 90 m², o cemitério era administrado pela igreja Católica e deveria garantir o sepultamento desses africanos escravizados. O sítio arqueológico Trapiche Pedra do Sol, um quilombo, sediava a luta de resistência do povo negro herdeiro contra a invisibilidade e o racismo estrutural. 1871-Construção do Armazém Docas D. Pedro II, projetado pelo engenheiro André Rebouças, filho da eminente família Rebouças. Uma das primeiras construções brasileiras a não utilizar mão de obra escravizada.

Pequena África-um território que abrange uma parte da área central da cidade e da região portuária que vai do Cais do Valongo até a atual Praça Onze. Recebeu um milhão de africanos: homens, mulheres e crianças entre 1774 e 1831. Foi um dos primeiros locais de desembarques de africanos escravizados do mundo. Africanos: angolas, minas, benguelas, cabindas, monjolos, congos, quiloas, rebolos, moçambiques etc. Assim eram chamados, por conta de suas procedências.

Cais do Valongo2-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Segundo a Wikipédia, o Cais do Valongo é um antigo cais na zona portuária do Rio de Janeiro, entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Foi construído pela Intendência Geral da Polícia da Corte em 1811 e desativado com a proibição do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra em 1831. Durante os vinte anos de operação, se tornou o maior porto receptor da diáspora africana do mundo.

Estátuas representativas de pessoas escravizadas-Cais do Valongo-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Em um dos totens explicativos está escrito que com as reformas urbanísticas da cidade no início do séc. XX, o local foi aterrado em 1911. Nas escavações que ocorreram durante a Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, em 2011, foram encontrados no atual sítio arqueológico inúmeros vestígios, dentre os quais, amuletos e objetos de uso pessoal desses homens e mulheres brutalmente retirados de suas nações, oriundo principalmente das regiões da África Central e Costa da Mina. Que aula de história mais espetacular!

Pegamos um taxista Vanderson, também guia turístico. Voltamos à Copacabana à tardinha e descobrimos perto do hotel Socialtel Copacabana o Bico Café e Bar, na av. N. Sra. de Copacabana, 1258. Pedi o sanduíche Light do Bico 32: blanquet de peru, queijo minas, ovo frito, cream cheese e alface americano, com suco/vitamina de morango, framboesa e amora, delícia. No caminho de volta ao hotel, encontramos outra lanchonete para o dia seguinte: Total Sucos, na mesma avenida, 1133. Lá vi docinhos gigantes: brigadeiros e bem-casados, fiquei tentada.

Dia muito produtivo. Mais passeios virão. Impossível não entrar na vibração de vida do carioca, ou seja, curtir a cidade nas calçadas, bares, restaurantes. Essa vibração nos contagia. Rio de Janeiro apaixonante.

O Rio de Janeiro continua lindo-Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial e AquaRio-dia 2

O Rio de Janeiro continua lindo-Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial e AquaRio-dia 2

Hoje é quarta-feira, dia 13 de agosto de 2025. O Carlos e eu nos sentimos ressacados da viagem do dia anterior. O café da manhã no rooftop (topo do telhado) do hotel Socialtel Copacabana nos desperta, com certeza. Nunca vi uma pintura tão bela de Copacabana como das janelas do restaurante. Um espetáculo de dia ensolarado. O clima ainda está ameno, mas vai esquentar. Rio de Janeiro no verão, nem pensar! Estamos no final do inverno. No local, muitos argentinos e vários outros grupos de turistas. O suco de morango é tradicional. O buffet é sortido, gostei do bolo de aipim/macaxeira com coco, uau!

O dia é para conhecer o Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial, localizado na av. Infante Dom Henrique, na Glória. Contratamos o taxista sr. Zé Carlos e ele nos esperou lá, pois ainda queríamos ir ao Museu do Amanhã, no Porto Maravilha.

Falando um pouco sobre o monumento. Vale a pena visitar. Achei um museu levado a sério, com tudo traduzido para o inglês. Segundo o folder, foi inaugurado em 5 de agosto de 1960 e abriga os restos mortais de 467 militares que tombaram no teatro de operações da Itália, e o nome dos 2.236 heróis da Marinha de Guerra, Marinha Mercante e do Exército brasileiro que morreram no nosso litoral durante a guerra. A autoria é dos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas Marinho, sendo um dos principais pontos turísticos da cidade.

Lápides dos pracinhas tombados na Itália-Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

O seu idealizador foi o marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira a fim de homenagear aqueles que perderam a vida nos campos de batalha da Itália. Nas palavras do marechal: “Eu os levei para o sacrifício; cabia-me trazê-los de volta”. No Mausoléu estão sepultados os pracinhas que tombaram na II Guerra. Lá está a lápide do sargento Hermínio, cearense, bem conhecido aqui em Fortaleza. Nome completo: Hermínio Aurélio Sampaio (nascido em 17-06-1912 e morto em 12-12-1944). O Patamar abriga painéis em cerâmica em homenagem à Marinha, um jardim interior e um lago; a Plataforma compreende o Pórtico Monumental, o Túmulo do Soldado Desconhecido e esculturas homenageando as três Forças Armadas, e a Sala de Exposições exibe peças e armamentos utilizados na guerra. Para quem se interessa pela II Guerra é de uma riqueza ímpar de informações.

Do local fomos ao centro, muito trânsito. O taxista bom de papo. Descemos na praça Mauá, perto do Museu do Amanhã. Limpa, bem policiada, com lixeiras laranjas. Sempre observo a limpeza de uma cidade. Para nossa decepção, em plena quarta, o museu estava fechado. Então, rumamos ao AquaRio, amo visitar aquários. Que calor, um sol escaldante.

Estava ocorrendo um evento impactante com uma multidão: o Innovation Week, de 12 a 15 de agosto, no Porto Maravilha. E nós caminhando entre os participantes, íamos pelo calçadão. Foi uma região que de degradada virou renovada. Parabéns, Rio. Só achei o sol de matar e faltam árvores. Hora de almoçar. No caminho, encontramos o Gastronomia Itinerante Café e Restaurante, em frente aos armazéns do Innovation Week. Pequeno e aconchegante, gostamos. Pedimos o velho frango grelhado com arroz, legumes, e farofa, e suco de abacaxi. Para os dois: R$118,00 além dos cafés expressos. Que calor! Esses pequenos restaurantes e botecos são a cara da cidade. O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) passa entre os galpões e o restaurante.

Continuamos a caminhada pelo calçadão no sol até o AquaRio. Endereço: Praça Muhammad Ali, Gambôa/Porto Maravilha. Entramos no prédio e descobrimos também ter o Museu de Cera Dreamland e o G1 Experience da GLOBO, no 4° andar, com 20 atrações imersivas com estúdios da emissora de TV (para celebrar os seus 100 anos). Nós decidimos somente pelo aquário (3° andar) com a atração: Mar de Espelhos (2° andar) por conta do tempo. A funcionária Keila nos atendeu na entrada. Mais de 60 anos tem desconto. Eu paguei R$108,00 por ambas as atrações. Não é barato, mas depois de conhecer o AquaRio, pensei ser válido e muito.

Espaço no AquaRio-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

De acordo com o site do AquaRio: www.aquariomarinhodorio.com.br, são 26 mil m² de área construída e 4,5 milhões de litros d´água. É o maior aquário marinho da América do Sul. São 10 mil moradores de 350 espécies do Brasil e do mundo, divididos em mais de 28 recintos, ou melhor, lares.

Vamos conhecer. Medusa que não queima e não nada. Mututuca (cobra), cavalo-marinho, moreia pintada, moreia leopardo. Que lindeza! Conchas e moluscos. Gastrópodes: lesmas-do-mar, búzios, caramujos. Bivalves: ostras, mexilhões, conchas de vários lugares do mundo. Raias vielas: grupo de tubarões, feitos de cartilagem. Baiacu mirim. Campanha intensa contra sacos plásticos. Piranhas: são detritívoras, se alimentam de restos de matéria orgânica. Por este motivo, são importantes para a manutenção da saúde dos rios da região onde existem.

Bichinho fofinho é o axolote (o “x” se pronuncia /ks/), não conhecia. É um anfíbio que permanece dentro da água. Criticamente em perigo. Se encontra no lago Xochimilco, na cidade do México, um lago poluído, sujo, um habitat fragmentado. Lá estão tilápias e carpas, espécies invasoras. O axolote é o símbolo nacional do México, presente em obras de arte, brinquedos, quadrinhos e até na nota de 50 pesos. Para o povo mexicano, ele representa identidade, resistência e a riqueza da fauna endêmica do país. É parente dos sapos, pererecas e rãs, é salamandra, não faz metamorfose. Mede cerca de 15 a 30 centímetros, pesa 125 a 180 g e vive de 8 a 10 anos na natureza. Característica neotênica, conserva as características da fase juvenil e larval ao longo da vida.

Aquário-AquaRio-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

O aquário de peixes e arraias, e o túnel por onde passamos é entusiasmante. A seção de corais é colorida, bela, com vários tanques. Sem corais, não viveremos. O AquaRio é uma verdadeira escola da natureza. São vários vídeos de aula. Fantástico. Aprendi muito e gostei de ver os mergulhadores alimentando os peixes no grande aquário. Algo interessante sobre a imobilidade tônica para tirar sangue dos tubarões, anestesiam tocando nas terminações nervosas.

O AquaRio merece demais uma visita. Do 3° andar nos dirigimos ao 2° andar para conhecer o Mar de Espelhos. Sinceramente, não acho que foi válido. Apreciei somente a última sala com suas projeções bonitas de paisagens e figuras. Não se pode tirar fotos, a não ser a oficial. As outras salas não me chamaram a atenção.

Na entrada está o restaurante Point da Elis, para pipocas e salgadinhos. Há lojas em cada espaço, divididas. Fiquei tentada pelas camisetas, bolsas, bichinhos de pelúcia, canetas, mas tudo caro, que pena.

Em breve, mais passeios. O Rio tem muito a oferecer.

O Rio de Janeiro continua lindo-Copacabana-dia 1

O Rio de Janeiro continua lindo-Copacabana-dia 1

Hoje é dia 12 de agosto de 2025, vamos em viagem ao Rio de Janeiro depois de longos anos. Motivo? Medo da violência. Porém resolvemos averiguar in loco e lá fomos o Carlos e eu, meu fiel escudeiro. Não quisemos descer no aeroporto Galeão, então viajamos Fortaleza-São Paulo-Rio para chegar pelo Santos Dumont (na praça Senador Salgado Filho, no centro). Não me arrependo de ter viajado mais horas.

Como tínhamos uma semana pelo Bancorbrás (sistema de hospedagem), depois de muito analisar, escolhemos o Socialtel Copacabana, muito bem localizado, perto do Forte de Copacabana e sem aditivo, ou seja, extra no pagamento. Detalhe: o Rio está muito caro e todos os outros hotéis tinham aditivo no bairro. Endereço: Rua Almirante Gonçalves, 5, entre as ruas Aires Saldanha e Djalma Ulrich, posto 5.

Comecemos nossas aventuras. Quem nos recebe é o Victor, atendente. O hotel bem organizado e ajeitado. Tem rooftop (andar da cobertura com um visual de primeira) e restaurante no local: Samba Sky Rooftop. Ganhamos dois drinques: duas caipirinhas a serem pedidas entre 18 h e 18h30. Queríamos almoçar no aeroporto, contudo na saída não tinham opções, fomos ao hotel e comemos um bom frango grelhado no restaurante lá pelas 15 h. Preço: R$40,00.

Problemas com malas sempre acontecem. A mala do Carlos foi pra outra cidade, mas chegou no dia seguinte. Desta vez, não tenho do que reclamar da TAM, agiram eficientemente.

Enfim, hora de curtir a cidade. A feirinha de Copacabana bem pertinho, com lembrancinhas mil, bolsas, caderninhos, camisetas da Seleção Canarinho etc. Com certeza, visitaremos mais vezes. E vamos explorar o famoso calçadão de Copacabana, com aqueles desenhos geométricos inigualáveis. Limpo, repleto de turistas estrangeiros, com ambulantes espalhando seus objetos, principalmente, cangas e bolsas. Tudo colorido, do jeito que gosto. Como amam o Rio! Fico impressionada com a quantidade de gente de outros países falando várias línguas, sobretudo, americanos e argentinos. Muita, muita gente.

E rumamos ao Forte de Copacabana, construção histórica, inaugurada em 28 de setembro de 1914. Localizado na praça Coronel Eugênio Franco, 1. Entramos e me deparei com uma exposição nas paredes do muro sobre a FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália. Mais encanto para mim, já que me interesso pela II Guerra Mundial. Um pouco sobre a nossa história. No painel FEB/O Brasil em Guerra: Em 22 de agosto de 1942 o governo brasileiro reconhecia o estado de beligerância. Nove dias depois foi declarada a guerra aos países do Eixo. No painel FEB/Formação e Adestramento: Após a declaração de guerra, tiveram início os preparativos para a formação da FEB. Coube diretamente ao Presidente da República, Getúlio Vargas, a nomeação do General de Divisão João Batista Mascarenhas de Moraes para Comandante da FEB. A partir daí, foram escolhidos os três Regimentos que iriam compor a espinha dorsal da FEB: 1° Regimento de Infantaria, sediado no Rio de Janeiro, 11° Regimento de Infantaria, sediado em Minas Gerais e 6° Regimento de Infantaria, sediado no Estado de São Paulo. No painel FEB/A Cobra Fumou/A FEB Parte para a Itália: Com o passar do tempo e diante de tantas adversidades, a imprensa começou a noticiar que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil enviar soldados para a guerra. No dia 2 de julho de 1944 a cobra fumou! O 1° Escalão da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) composto por 5.081 homens partiu para a Itália, a bordo do navio General Mann. São vários painéis explicativos da nossa participação. Muito bem escolhido o local, por ali passam pessoas que não sabem da nossa importância no teatro de guerra da Itália. Um comentário: na região onde ocorreram as batalhas, os brasileiros são homenageados e considerados salvadores até hoje, graças aos nossos pracinhas valorosos.

Estar no Forte de Copacabana é ter a chance de se deparar com um cenário incomparável da cidade mais charmosa do planeta. A natureza é prodigiosa. Um verdadeiro cartão postal. E logicamente queríamos matar as saudades do Café do Forte (confeitaria Colombo). Embora não seja a do centro, que está incluída na lista dos 10 cafés mais bonitos do mundo (endereço: rua Gonçalves Dias, 32). Deu para perceber que sou deslumbrada pelo Rio de Janeiro? E estamos só iniciando…

Não sei explicar para vocês, mas há cidades no mundo que quando piso, sinto uma felicidade de alma. O Rio é uma delas. Não ficaremos sem ir por tanto tempo mais. No forte, em uma sala há uma exposição do soldado do Exército brasileiro, e na outra 51 anos de amizade Brasil e China.

Na confeitaria, as mesas lotadas e até fora. Sorte delas, têm a oportunidade de mirar a baía que se forma. Demoram para atender a gente. Fizemos um lanche de jantar: suco e misto quente no pão Petrópolis ou Blumenau, típico da cidade. Bem sortido e delicioso, bem molinho.

Voltamos a pé pelo calçadão, sem dúvida. Copacabana é para caminhar muito. A vida no bairro é radiante. A cidade reflete o espírito do carioca: festivo, bem-humorado, alegre, musical. Nas ruas, bares diversos, como gostam. Em um deles, um grupo de amigos cantando “happy birthday” (feliz aniversário), devem ser americanos, e em outro local, em uma mesa, senhores jogando baralho. Acho uma graça! Como “vivem” nas calçadas o seu dia a dia.

Continuaremos em breve.

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Hoje é dia 14 de novembro de 2024. Frio grande em Lisboa. O metrô de greve das 6h30 às 10h30, depois volta a funcionar. Vamos ao Gulbenkian novamente. Pegamos o metrô na estação Baixa-Chiado para São Sebastião. Linha Azul.

Chegamos ao Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM). Segundo o site gulbenkian.pt, o novo edifício e jardim foram redesenhados pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, que colaborou com o arquiteto Vladimir Djurovic, para integrar na perfeição natureza e arquitetura.

Vimos a exposição temporária, toda na madeira clara com expositores, de nanquins, quadros e fotografias do artista português Fernando Lemos, exilado no Brasil em 1953 e depois naturalizado. Paisagens e cenas do Japão feitas por ele. Nessa parte moderna, olham os bilhetes o tempo todo. Gosto muito de encontrar crianças em museus. Todas elas de chapéus vermelhos. Pagamos por exposições permanentes e temporárias ou só permanentes.

A obra “Recuar da Onda”, de João Cristino da Silva (1829-1877) merece aplausos. Outra sala com vídeos de temas sensíveis. Perto, uma loja transada que vende livros, velas, sabonetes, bolsas, garrafas etc. Jardins imensos com uma passarela de cimento, bem cuidada com batentes, até o museu Gulbenkian em frente (do lado da sede). Embaixo o bengaleiro ou cloakroom, onde deixamos os casacos e bolsas, e uma cafeteria. Achei o CAM confuso, a entrada é a saída, tivemos que deixar tudo no bengaleiro a fim de ir ao edifício-sede, então pelo bom humor foi melhor almoçar na cafeteria às 12h45. Primeiro prato de legumes salteados com quinoa e nozes e o segundo prato um bom Bacalhau à Braz. Valeu! Conta: €23.10 euros.

Depois, rumamos ao museu em si. De acordo com a Wikipédia, o museu Calouste Gulbenkian acolhe uma da mais importantes coleções privadas de arte do mundo, abrangendo obras do Antigo Egito, das artes do Mundo Islâmico, da China e do Japão, bem como as artes decorativas francesas, joias de René Lalique e quadros dos mestres da pintura como Rembrandt, Rubens, Monet, Renoir, Edgar Degas e Turner.

O site continua explicando que o museu abriu suas portas em outubro de 1969, dando seguimento às disposições testamentárias de Calouste Sarkis Gulbenkian, industrial de origem armênia, fixado em Portugal em meados do séc. XX, e que ao longo de sua vida reuniu uma vasta coleação de arte. As peças em exposição permanente encontram-se expostas de forma a constituir dois circuitos independentes. O primeiro é dedicado à Arte Oriental e Clássica, e o outro à Arte Europeia, do séc. XI ao XX.

Chegamos ao edifício-sede. Agora a exposição temporária “Veneza em Festa”, de 25 de outubro a 13 de janeiro de 2025. Obras, como “O Grande Canal Visto de San Vio”, Veneza, de Canaletto (1697-1768); “O Grande Canal com Santa Maria della Salute”, de Michele Marieschi (1710-1743); “O Pórtico do Palácio Ducal”, de Francesco Guardi (1712-1793) etc. Ficamos encantados. Além da escultura de mármore de Antonio Corradini (1688-1752). Muitas outras maravilhas de John Singer Sargent, Antonio Visentini, Giacomo Guardi e Gianbattista Tiepolo.

Rumamos às exposições permanentes. A do Egito. Primeiras moedas gregas de 575 a. C a 75 a. C. Medalhões romanos encontrados em Abuquir, Egito, em 1902, gravados com as figuras de Alexandre O Grande, seu cavalo Bucéfalo e sua mãe Olímpia.

Salas: Arte do Oriente Islâmico, Arte Greco-romana e da Mesopotâmia. Tapetes persas de veludo, séculos XVI e XVII; tapetes de lã, roupas de seda de fio prateado e dourado do séc. XVIII. Quantas belezas! Estudantes adolescentes no museu. Acho o máximo. Tapete da Turquia do período Otomano. Azulejos com fênix da Pérsia, séc. XIV, do período Ilkhânida. Tapetes da Índia do séc. XVII de padrão floral do período Mogol. Jardim islâmico. Azulejos com padrões florais do período Otomano. Vaso com pássaros a voar do Egito ou Síria, período Mameluco, séc. XIV, o vidro esmaltado e dourado. Arte armênia, primeiro reino a adotar o cristianismo como religião oficial em 301 d. C.

Porcelana chinesa e trabalho em vidro do período Qing, séculos XVIII a XIX, no reinado de Kang XI (1662-1722). Caixas bandejas do Japão período Edo, séculos XVIII e XIX. Arte e culturas chinesas da dinastia Ming (1368-1644).

Arte Europeia. Pinturas de santos do séc. XV. “Sagrada Família e Doadores”, de Vittore Carpaccio, séc. XV. “Figura de Ancião”, de Rembrandt, de 1645. “Mar Encrespado Junto à Costa”, de Jacob van Ruisdael, Holanda, 1660. Gobelins, da Itália, séculos XV e XVI. Artes decorativas do séc. XVIII, mobiliário francês. Belo! Vários ambientes decorados. Prataria francesa dos séculos XVIII e XIX. O museu tem a mais importante coleção particular de ourivesaria (arte de fabricar joias e outros objetos de ouro).

Porcelana francesa, manufatura de Sèvres, do séc. XVIII, mais quadros franceses. “De Natureza Morta”, de Henri Fantim-Latou, de 1866. A escultura em bronze “Cabeça de Legros”, de Rodin, de 1910.

Pinturas: “Barcos” de Claude Monet, de 1868, “O Degelo” de Renoir, de 1880. Em outra sala, René Lalique, dos séculos XIX e XX. Trabalhos em vidro e marfim: pendentes, gargantilhas, diademas, jarros. Espetaculares.

Umas três horas de visita, imperdível. Fomos buscar as bolsas e mochilas no bengaleiro do outro prédio. Chove. Demos uma boa corrida.

De lá, nos dirigimos ao El Corte Inglés, nossa loja de departamentos de sonho. No 7° andar, um chiffon de chocolate amargo em forma de minitorta e um café americano na Alcoa. Amo! Uma visita básica ao supermercado no subsolo e, depois metrô, ali mesmo. Tudo fácil. Dia muito produtivo e prazeroso.

Dia 14 de novembro de 2024. Fomos ao shopping ou centro comercial Vasco da Gama de metrô. Linha Verde direção Telheiras, desce em Alameda, pega a linha Vermelha no sentido de Oriente, pronto, saímos em frente ao shopping. A estação Olaias da linha Vermelha é bonita, colorida e sai do túnel um pouco, depois volta, a de Bela Vista no mármore e desenhos geométricos. Vale a pena esse passeio.

O shopping Vasco da Gama é amplo, com lojas maravilhosas como a Timberland, vimos a brasileira Avatim em um quiosque. A livraria Bertrand, Natura (de roupas transadas) e Parfois, minhas queridas. Dentre outras, o lugar é imperdível.

Almoço no restaurante Serra da Estrela na praça de alimentação. Prato principal: o Carlos no tradicional Bacalhau com Natas e eu provando o Açorda de Camarão, acompanhado de uma sangria pequena, bem refrescante. Vamos ao meu prato: feito de pão, bem diferente, gostei do camarão e da gema de ovo em cima da comida, no mais, achei enjoativo tanto pão. Pagamos uns €30 euros a refeição. No shopping, há várias opções de restaurantes: comida mediterrânea, mexicana e por aí vai. Detalhe: o frio deixa todo mundo doente, eu inclusive, com uma boa gripe. Detalhe: em Portugal há um remédio chamado Griponal efervescente, funciona mesmo. Ninguém merece ficar com nariz pingando em viagens.

Do local, fomos ao Oceanário. A seção dos pinguins estava fechada para manutenção, que pena. Sempre muito bom ir lá, foi minha terceira vez. Só não foi melhor, porque em fim de viagens estamos exaustos.

Dia 16 de novembro de 2024, dia de ir embora com a certeza de retorno. Uma informação de utilidade pública aos viajantes. Quem compra em certas lojas e gasta uma certa quantia, tem direito ao TAX FREE, ou seja, recebe de volta o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Foi o caso do Carlos que comprou botas novas na Timberland no shopping Vasco da Gama. Chegando ao aeroporto Humberto Delgado com as malas e com uma multidão lá dentro, soubemos que o guichê 24 da TAP era responsável por isso antes de despachar as malas, porém a fila estava enorme, então seguimos adiante. Despachamos a bagagem e entramos. Encontramos pelo caminho a Alfândega com uma funcionária da Receita portuguesa só para isso. Outra fila. O Carlos estava com a nota fiscal, o cartão de embarque do voo e o passaporte, mas… ela queria ver as botas que estavam na mala! Pensem na frustração. Que burocracia mais sem sentido. Resumo da ópera: não houve recebimento nenhum do TAX FREE. O vendedor da loja havia dito que a nota fiscal com o nome dele e documento eram suficiente. Enfim, não foi.

Obs:. Segundo o www.bing.com, sobre o TAX FREE: 11% a 13,6% do valor gasto em produtos sujeitos à taxa padrão de IVA. O limite mínimo de compra para ter direito ao reembolso é de €61.35 euros.

Fim de viagem. Marrocos e Portugal, momentos inesquecíveis que deixarão saudade.

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Évora-dia 2

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-Évora-dia 2

Hoje é dia 13 de novembro de 2024. Vamos a Évora, cidade imperdível perto de Lisboa, na região do Alentejo (significa “além do Tejo”). Estamos no hotel Duas Nações na Rua da Vitória, 41. Pegamos o metrô linha azul ida e volta. Como temos o cartão, pagamos €3.60 euros em direção ao Jardim Zoológico. Descemos e fomos procurar o Terminal Sete Rios, detalhe: a gente sempre se perde, mas também sempre encontramos um anjo para nos ajudar. Uma senhora nos levou até a entrada. Enfim, deu certo. Paguei €12.50, o Carlos €11.30 (mais de 65 anos).

Fixamos o olhar no painel de chegadas e saídas para saber o portão da Rede Expressos. Não apareceu, por sorte, estávamos na frente do portão, aí a atendente nos indicou. Assentos 21 e 22, 1h e 30 min. de viagem. Não deu tempo para o café.

E vamos observando o visual. Passamos pelo Aqueduto. Obra de engenharia fantástica em uma época em que não havia nem ferro nem cimento. Ponte 25 de Abril, outra obra de engenharia admirável. Estamos no mesmo caminho das cidades de Setúbal e Sesimbra (já estivemos lá). Monumento ao Cristo Rei. Ninhos de cegonhas nas torres de eletricidade. Curiosidade: no Marrocos, são protegidos, se machucá-los é preso.

As estradas um tapete. Estamos no interior de Portugal com gado, muito verde, casas isoladas que parecem fazendas.

Chegamos a Évora e fomos logo tomar um café americano para animar. Máquina de troco. A pé para a cidade histórica. Largo das Alterações de Évora, de 1637. Muito mais frio do que em Lisboa. Trouxe um casaco que não protegeu muito. Como fumam! Observação: quem nasce em Évora é eborense.

Na igreja em que entramos uma exposição dos cristãos perseguidos pelo mundo, da Fundação AIS. Rua Serpa Pinto. Loja Marques Soares, muitas ruelas, Travessa das Cruzes, Mercearia Mimos e Iguarias Amanhecer, restaurante Pipa Redonda. Ladeira, Museu Inatel. Calçadas e ruas de pedra, Loja Mango. Praça principal com igreja e fonte com uma coroa em cima.

Descendo pelos Arcos no corredor de pedra, vemos várias lojas de viajantes Barbour e outras, pastelaria Alabaca, restaurante O Antão, doceria Queijadas d´ Évora. Provamos, por sinal, bem suave o doce típico. Mais lojas atraentes Calzedonia, Parfois (amo!), Eborina, Ale-Hop, um show de lojas. Agências de viagens, Natura (loja linda de roupas coloridas, bijus, bolsas com preços razoáveis). Tudo mais barato do que em Lisboa.

Restaurante Tunnel, bem fofo com fotos de roqueiros e guitarras. Foi onde almoçamos um bom Bacalhau à Braz por €9.50 e tomamos um vinho da casa frutado Montado. Vida boa a nossa.

Que cidade mais agradável! Rua 5 de Outubro e seu comércio forte de cortiça. Também boinas, bonés, tênis. E lá vamos à Basílica Catedral, finalmente. Com torre de 106 degraus, Galeria dos Arcebispos, Coro Alto e claustro. Endereço: Rua do Cenáculo, 1A. Segundo a Wikipédia, a Basílica Sé Nossa Senhora de Assunção ou Sé da Catedral de Évora foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204. Esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. Seus estilo é romântico, gótico. E se trata da maior catedral medieval de Portugal.

Visita ao Templo de Diana. Perto há a Cartuxa Enoteca, da Fundação Eugênio Almeida. Para quem é amante de vinhos e azeites, um deslumbre ver seus vinhos famosos, como o Pera Manca. No local, vinícola e restaurante de gastronomia alentejana. Rua Vasco da Gama, 15. Estamos no centro histórico de Évora.

Mais caminhada e descobrimos o Mercado Municipal Zé do Bacalhau, com opções diversas: biscoitos de coco, torta de amêndoas, pastel de feijão etc. A Tripadvisor menciona ser o local onde podemos encontrar variedade e qualidade, em especial a loja Zé do Bacalhau que tem enchidos e queijos regionais. Endereço: Praça 1° de Maio, 28.

Convento e Igreja de São Francisco com a afamada Capela dos Ossos na Praça 1° de Maio. Um verdadeiro museu na entrada com um conjunto de esculturas, por exemplo: Santa Águeda, do século XV/XVI, a história do convento, pinturas dos mesmos séculos. Arca tumular dos fundadores do convento. Lápide da fundação do claustro, de 1376.

Um pouco da história do Convento e Igreja de São Francisco. O folder da igreja cita os primeiros franciscanos chegados a Évora em 1224, vindos da Galiza. Do primeiro convento apenas restam vestígios da igreja gótica e uma parte do claustro, edificado em 1376. Conhecido no séc. XVI como o Convento de Ouro, foi difícil manter as prerrogativas como abandono do Paço numa parte do convento até que Filipe II acabou por entregá-lo aos religiosos. A partir do séc. XVI a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco veio trazer à igreja um forte cunho devocional e artístico pela contratação de consagrados mestres na instalação e decoração da sua Capela dos Ossos e da Casa do Despacho. A extinção das ordens religiosas em 1834 ditou o rápido declínio do edifício conventual. Mantiveram-se a igreja e a Capela dos Ossos, devido em parte à Ordem Terceira, à intensa devoção popular ao Senhor dos Passos e à passagem da sede da paróquia de São Pedro para a igreja. Em 1892-95 grande parte do arruinado convento foi vendida em hasta pública ao benemérito eborense Francisco Barahona, que mandou construir as habitações ainda hoje existentes e colaborou generosamente no restauro da igreja e Capela dos Ossos.

A Capela dos Ossos, nos explica o informativo, foi construída no séc. XVII, seguindo um modelo então em voga, com a intenção de provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vida cristã. Tanto as paredes como os pilares estão revestidos de alguns milhares de ossos e crânios, provenientes dos espaços de enterro ligados ao convento. Os frescos que decoram o teto abobadado, datados de 1810, apresentam uma variedade de símbolos ilustrados por passagens bíblicas e outros com os instrumentos da Paixão de Cristo. À saída da capela, na parede fronteira, um painel azulejar, da autoria do arquiteto Siza Vieira, contrapõe à alusão da morte o milagre da vida.

No primeiro piso, o Núcleo Museológico. O folder nos informa que com as obras de 2014-2015 recuperou-se o espaço do antigo dormitório dos frades, situado sobre a Sala do Capítulo e a Capela dos Ossos, inutilizado desde os finais do séc. XIX. Instalou-se um Núcleo Museológico, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos eborenses extintos. Dele fazem parte obras de pintores como Francisco João e António de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII, uma coleção de ourivesaria sacra da mesma época, paramentaria e objetos devocionais.

No segundo piso, a coleção de presépios Canha da Silva. De diferentes países. Belos, os meus preferidos foram os coloridos e originais. De acordo com o mesmo informativo, após a requalificação da igreja, foram abertas ao público as galerias superiores sobre as capelas laterais. Seguindo a espiritualidade franciscana, aí se encontram expostos os presépios da grande coleção particular do major-general Fernando Canha da Silva e sua esposa Fernanda Canha da Silva, mercê da sua formação e sensibilidade religiosas e de um protocolo com a igreja de São Francisco.

Terminados os passeios, retornamos à estação rodoviária. Outro anjo nos guiou para pegar o “autobus”. Hora: 16 h. O ônibus para na rodoviária de Montemor-o-Novo, outra gracinha. Cruzamos a ponte Vasco da Gama ao entardecer. Mais um dia bem aproveitado no lindo Portugal. Ai, como gostamos!

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Hoje é dia 11 de novembro de 2024, estamos partindo do Marrocos e chegando a Lisboa por alguns dias. Vamos nos hospedar no hotel Duas Nações, nosso velho conhecido na Rua da Vitória, 39. Perto da Praça do Comércio na Rua Augusta com Vitória. Já chegamos conversando com o taxista, bom de papo. Lisboa, nos sentimos em casa. Eis a razão de voltarmos sempre.

No hotel, pagamos logo a taxa turismo de €20 euros por pessoa. Quem nos recebe é o Diniz, muito educado. O hotel não é mais o mesmo. O quarto é diminuto, mas o café da manhã muito bom, €10 euros por dia e por pessoa. Cama, chuveiro, localização e preço excelentes. Os dois sócios de antigamente apartaram e dividiram o hotel em dois, ficou bem menor, logicamente. Os atendentes bem solícitos. Vale, mas há de se prevenir que o elevador só dá pra uma pessoa ou para as malas, a gente sobe e desce de escadas. Uma graça. Detalhe: fiquei presa no elevador! Ainda bem que são somente dois andares, melhor de escada.

Lisboa com gente do mundo todo. Uma festa constante. Jantar de sopa de legumes mais salada de frutas no Cais das Colunas, na esquina, na Rua da Vitória, 46.

Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Dia 12 de novembro de 2024. Café da manhã com frutas, Nutella, iogurtes, bolos sem açúcar, tudo bom. A ideia do dia é visitar o museu Calouste Gulbenkian: Fundação Calouste Gulbekian, Centro de Arte Moderna José de Azevedo Perdigão. Metrô 4, estamos na Baixa Chiado e vamos na linha Azul, direção Reboleiras. Vamos lá: passamos por Restauradores, Avenida, Marquês de Pombal, Parque e São Sebastião, onde descemos. A loja de departamentos El Corte Inglés à direita, o Gulbekian à esquerda. Porém… era terça-feira e estava fechado. Que coisa! Tem problema, não, fomos passear por fora do prédio. Onde vamos, sempre temos boas companhias para conversar. Um senhor estava lá nos dando informações. O jardim agradável, bem frequentado pelos moradores. Um café chamado Brunch no Jardim, uma lindeza. €1.10 euro o cafezinho. Detalhe: você paga para uma máquina que dá o troco em cédula e moeda. Uau! Cidade com qualidade de vida por meio de suas áreas verdes para desfrutar.

Eu e o Carlos na Fundação Calouste Gulbenkian do lado de fora-Lisboa-Portugal-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Depois, um prazer enorme entrar no El Corte Inglés (av. António Augusto Aguiar, 31). A gente ama de paixão. 7 andares de maravilhas. O supermercado é gigante, de babar. Cinemas, restaurantes de tapas, sushi, sopas, empanadas, opções mil. Na hora da comida, fomos ao 7° andar. Taberna portuguesa, cafeteria, restaurante havaiano etc, enfim, escolhemos o Tasca Chic. Menu: Bacalhau a Gomes de Sá com vinho do Alentejo: vinho Lagoalva, uvas: Alfrocheiro e Syrah. Seco e amadeirado. Refeição gourmet com água da bica (torneira). €32 euros cada. Para sobremesa, nada como o Alcoa: os doces são uma perdição. Socorro!

Bacalhau a Gomes de Sá-Tasca Chic-El Corte Inglés-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Para voltar ao hotel, linha Azul, sentido Santa Apolônia. Descemos na Baixa Chiado. Um pastel de nata na Pastelaria Pau de Canela (fabrico próprio), endereço: Rua da Vitória, 57; o picolé natural e sem conservantes de frutas vermelhas no Popbar (rua Augusta, 139) e vamos nos divertindo. O calçadão no centro convida a um passeio. Sapatarias, e a loja de bebidas, de figo seco, de queijos e de chocolates Manuel Tavares Ltda, de 1860 (rua Betesga, 1 A/B). Nada como manter a tradição e entrar em uma loja conhecida. Carrinho de Ginjinha de Óbidos por €1.50 euro no copinho de chocolate Cherry ou Trip, saboroso. Celeiro Drogaria, uma farmácia com artigos variados de cosméticos. Oferece os produtos Couto de Portugal: sabonetes, cremes de mãos etc. Rua 1° de Dezembro, 64. Indico.

Na entrada da sorveteria Popbar, uma grata surpresa. Olhamos pro chão e vimos um vidro protegendo o que parecia ser um sítio arqueológico mais abaixo. E era mesmo. Uma placa de vidro nos conta a descoberta: “Rua Augusta 135, testemunho da transformação de Lisboa ao longo dos séculos. A cidade é feita de múltiplas camadas de história e este edifício é disso prova viva. As escavações arqueológicas aqui realizadas entre 1993 e 1996 revelaram ruínas que remontam ao período romano, quando as esteiras do Tejo (rio) chegava a este local. Nesse tempo existia aqui uma fábrica de salga de peixe. Foram também aqui descobertos vestígios datados do período medieval islâmico entre os séculos XI e XII. Nesta zona da cidade, as ruas repletas de oficinas dirigiam-se ao ainda hoje correntemente denominado Terreiro do Paço e o Rio Tejo. Prosperaram durante vários séculos. No séc. XVI, sobre a olaria medieval islâmica, foi construída uma ferraria, oficina que trabalhava o ferro, cujas ruínas podem ser vistas sob o chão de vidro. Mais tarde, em 1755, um violento terremoto, seguido de tsunami e incêndio, destruíram completamente a Baixa de Lisboa, incluindo a ferraria. Sobre os escombros, foi construída a Baixa Pombalina, incluindo este edifício, com recurso a técnicas antissísmicas inovadoras, característica da reconstrução promovida pelo Marquês de Pombal. A estrutura urbana tornou-se ortogonal, contrastando com a rede orgânica que caracterizava a Baixa pré-pombalina”. A Wikipédia nos informa que são as Galerias Romanas da Rua da Prata (no subsolo a antiga Rua Bela da Rainha) e da Rua da Conceição, estendendo-se até a Rua do Comércio.

Sobre a história do pastel de nata, está escrito em mosaicos na parede da pastelaria Fábrica da Nata: “Os pastéis de nata são uma das mais tradicionais e populares especialidades da doçaria Portuguesa. No final do séc. XVII vários conventos e mosteiros em Portugal produziram uma gama diversa de pastelaria e doçaria à base de ovo, utilizando sobras das claras de ovo utilizadas na engomagem de roupas e no processo de produção de vinho. Com a expulsão das ordens religiosas e o encerramento de muitos conventos e mosteiros no rescaldo da Revolução Liberal de 1820, esta receita saiu dos conventos e tornou-se um ex libris (propriedade de) da doçaria Portuguesa. Desde então, clientes locais e visitantes provam estes deliciosos pastéis polvilhados com canela e açúcar em pós recém-saídos do forno.” Endereço: Rua Augusta, 255 a.

De novo, jantar de sopa, desta vez de abóbora. No Cais das Colunas. Como sempre, sou constante nas escolhas e escolho um lugar pra chamar de meu.

No dia seguinte, passeio a Évora. Nossa segunda vez. Cidade para conhecer, certamente.

Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 2-dia 8

Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 2-dia 8

Machu Picchu-Cusco-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 12 de maio de 2024, continuamos na nossa excursão por Machu Picchu. Estamos no meio da cidade perdida dos incas. Segundo o blog www.historiadomundo.com.br, foi construída no século XV, possivelmente durante o reinado de Pachacuti (de 1438 a 1471), e abandonada no séc. XVI. Os historiadores acreditam que era um local sagrado relacionado com o deus Inti (o deus Sol), além de ser refúgio do imperador inca.

Em 1981, Machu Picchu foi considerada um patrimônio histórico peruano, e desde 1983, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Desde 2007, uma das sete Maravilhas do Mundo Moderno. O site www.machupicchuterra.com adiciona que se localiza no Vale do Rio Urubamba, no Vale Sagrado dos Incas.

O santuário natural da cidadela inca tem 32.592 hectares. A flora e fauna são riquíssimas. De acordo com o Google.com, são 400 espécies de orquídeas, bromélias, samambaias. Árvores: o loureiro, a intimpa (conífera endêmica da região andina), o cipreste português etc. Animais: o urso-de-óculos (urso andino), raposas andinas, viscachas (parecem coelhos, pequenos roedores da América do Sul), macacos bugios, veados-da-cauda-branca etc. Aves: condor andino (com as asas abertas mede 3,3 metros), beija-flores, papagaios, e a ave nacional do país: o galo-da-serra andino, além de mais de 300 tipos de borboletas. O santuário é Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela UNESCO.

Estamos com o grupo e com o guia Marcial no meio de Machu Picchu. Dia quente, sol a pino, o chapéu é obrigatório e os óculos escuros também. Estamos na praça Sagrada. No templo do deus Wiracocha, nas janelas se colecionava estátuas de ouro. Eram formadas como o jogo Lego. As três janelas significavam os três mundos andinos: em cima, no meio e embaixo. A Cruz Andina embaixo da terra representava a sombra, a outra metade, a luz. Sempre a dualidade: sol/lua; branco/preto. Movimento circular, acreditavam na reencarnação. O site www.ingressomachupicchu.com nos conta que a adoração ao deus Wiracocha é muito anterior aos Incas, na cultura Caral (3.000 a.C. a 1.800 a.C.) e também que para a maioria das culturas andinas, é creditado por criar o mundo, o sol, a lua, as estrelas, e todo o universo.

Vemos um pequeno anfiteatro com eco. Imaginem tambores, cantores e danças no local, era assim. Na Montanha Jovem ou Huayna Picchu, as pessoas podem escalar, porém é íngreme. O Templo do Sol foi feito sem argamassa, a água só foi usada para esse fim tempos depois. Pedra e argila. Calhas d´água, construções em forma de trapézio, retangular contra sismos. O que está acabado foi pelo tempo. Templo do Sol, calendário inca, relógio. Tahuantisuyo era o nome do império inca, foram 14 governantes. O site www.bing.com acrescenta que é um recinto sagrado erigido pelos incas para render homenagem e dar oferendas ao Sol, a máxima deidade para eles. Esse templo localizado no setor religioso de Machu Picchu é a única obra da cidade com forma circular e foi erguido com blocos de granito do estilo imperial inca. Era decorado com ornamentos de ouro e prata. O templo era também um observatório astronômico, de onde podiam determinar a chegada dos solstícios e as mudanças sazonais.

O guia Marcial fala sobre a importância do escritor e cronista peruano, nascido em Cusco, Inca Garcilaso de la Vega. Segundo http://www.bing.com, filho de um capitão espanhol e de uma princesa inca. Foi um personagem fundamental na história e literatura do país. Escreveu “Comentarios Reales de los Incas”.

Nosso grupo era composto de amantes de viagens, batemos altos papos sobre o assunto. Grupo pequeno: a maioria brasileiros e uma espanhola (Justi). Acabou o passeio, saímos, foi divino. A fila grande para pegar um ônibus de volta à estação de Águas Calientes na cidade de Machu Picchu Pueblo. Muito calor. E nós segurando os casacos não foi confortável. A gente sai de Cusco de madrugada com frio e voltamos no calor. Ossos do ofício de quem é aventureiro. Os banheiros são na entrada ou saída, 2 soles PEN (R$3,13) para banheiros, 5 soles PEN (R$7,82) para guardar roupas ou objetos. Fila para banheiros, em Machu Picchu não existem. Muita gente, guias mil, caminhos lotados. Sol, calor, ufa! Protetor solar e repelentes obrigatórios. Os mosquitos são uma realidade.

Machu Picchu Pueblo-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Fomos de ônibus à cidade de Machu Picchu Pueblo. Tínhamos umas 5 h para almoçar e aproveitar. Em muitos locais agradam o turista carimbando os passaportes com fotos de Machu Picchu, achei uma simpatia essa atitude. Decidimos almoçar no restaurante Kaymanka (602, Calle Imperio de los Incas) com buffet e sobremesa. Pedi um Ginger Ale (refrigerante de gengibre), amo!! Estavam comigo e com o Carlos, os pernambucanos Alberto Cajueiro, Pedro e Luciana e o mineiro Felipe. Isso de conhecermos gente interessante em viagens não tem preço.

Conforme a Wikipédia, Machu Picchu Pueblo, também é conhecida como Águas Calientes, o motivo é por existirem fontes termais na localidade, ou seja, “águas quentes”, em português.

Rio Urubamba passando por Machu Picchu Pueblo-foto tirada por Mônica D. Furtado

Passeamos pela cidade, com a praça principal, igreja Virgen del Carmen, feira de artesanato, lojas, o rio Urubamba que corta o povoado, hotéis e restaurantes, um charme. No centro mais uma estátua de um governante inca: Pachacutec (o nono governante, de 1438 a 1471), conhecido por ter liderado a defesa de Cusco contra os Chancas e por ter ordenado a edificação de Machu Picchu e de várias outras construções importantes do império (fonte: http://www.bing.com).

Às 18h10 saía o trem panorâmico VISTADOME da Peru Rail, chique que só. Pena ser quase de noite, perdemos muito do visual das amplas janelas. Só um vagão era assim. 1h30 até a estação Ollantaytambo, depois de van para Cusco, o caminho inverso. Vamos chegar tarde em Cusco, ainda bem que tomamos uma vitamina (leite com a fruta) de morango e chocolate. O trem vai de 30 a 45 km/h.

O vagão tem toalhas decorativas nas mesas. Com apresentação de dança e música andina, serviço de bordo com kit de barrinha e biscoito de quinoa, e chá ou café. Fizeram desfile de roupas, os próprios atendentes, com roupas de alpaca, belas, que vontade de comprar todas… Muito divertido, delirei! O guia Marcial explica que a região é de sincretismo religioso: a igreja católica com a filosofia andina. E enfatiza que não eram índios os incas, eram andinos. Seus descendentes, porém, parecem muito com nossos indígenas do Amazonas.

Também faziam parte do grupo a Lurdes e outras pessoas. Trocamos telefones e formamos um grupo no Whatsapp até hoje. Saudações a vocês. Chegamos a Cusco mais de 22 h, cansados, mas felizes.

Dia 13 de maio de 2024. Café da manhã no hotel Tampu. Café com pipoca doce, quinoa, fruta, pão mais duro (saudável), geleia azedinha de saúco (a fruta do sabugueiro). O povo amável do hotel nos deixa ficar um pouquinho mais, sairíamos às 12h40. Obrigada ao Bernard, Neli e Aleli, um estafe querido. Saímos para comer algo antes do aeroporto. Fomos ao Plaza Café (Portal de Comercio, 117) e pedimos vitamina de morango e empanadas de frango por 35 soles PEN (R$54,75).

A impressão do Peru foi magnífica, povo amável e caloroso. O motorista do transfer já trouxe os cartões de embarque prontos, conversa boa. Ele nos disse que no ano anterior houve três sismos de pouca intensidade em Cusco. Algo raro. Detalhe: para quem quer pedir as milhas contabilizadas, o guichê é específico no aeroporto. Tem um caramelo de coca para doença de altitude. Na espera pelo avião a Lima, fiquei conversando com um casal idoso de americanos da Geórgia/Flórida, casal bonito e simpático, ela se sentindo mal, por conta da altitude. O voo atrasou, pra piorar o estado dela. Aí serviram chocolates La Iberica e água. Já em Lima, comemos no aeroporto e bebemos a cerveja deles, Cusqueña Negra. Ótima. A americana estava 100 % melhor ao chegar. Fiquei satisfeita.

Que viagem! Recomendo demais! Cultura inigualável.

Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 1-dia 8

Peru surpreendente-Cusco-Machu Picchu 1-dia 8

Machu Picchu-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 12 de maio de 2024, data especial, pois vamos finalmente pisar no sítio arqueológico mais famoso do mundo. Saímos do hotel Tampu em Cusco às 5h25, o guia nos colocou na van com outros brasileiros. Estávamos com o kit do café da manhã que havíamos pedido no dia anterior. Gostei da ideia: 2 balas de chicha morada, suco, bolachas e maçã. Fomos pela agência Condor Travel (em conjunto com a CVC brasileira). O guia dá informações e dicas. Detalhe: o passeio já estava pago. Compramos junto com o pacote turístico em Fortaleza-Ceará.

Vamos em direção à estação de trens e temos que procurar o vagão 83 logo. O trem sai pontualmente, não espera. De Cusco rumamos à estação Ollantaytambo, 1h40 min para chegar lá. No caminho passamos por Poroy (distrito de Cusco) e outras localidades. Anta é uma municipalidade maior. Estamos abaixo do nível das montanhas, a estrada é esburacada, as montanhas verdes. Vemos plantações de milho e criações de gado pelo percurso. Depois vem o asfalto e melhora a estrada, vamos circundando a Cordilheira dos Andes, uma beleza! Passamos por mais um sítio arqueológico, o rio Urubamba à esquerda nos acompanha.

Estação de trem de Ollantaytambo-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

Pinturas rupestres, muro pré-hispânico. Tomamos o café da manhã no trem. Localidade: Pachar, Ollantaytambo, cidade inca. A montanha Ollantaytambo tem 2792 m. Estrada de pedra. Chegamos à estação. Entramos com informações, o povo é solícito. Fomos para a área de espera tomar café para acordar. Dentro do trem anterior havia um grupo musical com apresentação de dança, vestidos com roupas típicas, quando desembarcaram saíram cantando e dançando na estação. Uma graça. Estação pequena com muita gente. Já chegamos impactados.

Conhecemos um casal da província de Buenos Aires com o mate tradicional. E a boa família de Pernambuco do nosso grupo, Cajueiro e família, que sentaram ao nosso lado no novo trem panorâmico que pegamos. Perurail Expedition, vagão 83, nossos assentos 37 e 38. Cada vagão tem um responsável, se vestem elegantemente. Destino final: Machu Picchu Águas Calientes. Informações em inglês e espanhol. A velocidade é de 30 a 45 km/h por conta das características geográficas. Tem serviço de bordo: de graça só água, o café custa 10 soles PEN (R$15,72).

Montanhas no caminho a Machu Picchu-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado

No km 82 da Trilha Inca ou Picacucho Inca, um posto de controle. Antigamente os incas faziam o caminho a pé, eram uns 4 dias de caminhada até Machu Picchu. Estamos em uma altura de 2709 m. Essa trilha original tem 500 anos. Há terraços de agricultura cultivadas: batatas, verduras e milho. Rio Urubamba. Orquídeas perto da trilha do trem, já cerca do sítio arqueológico. A Cordilheira dos Andes é bela. O mês de julho é seco, não neva nas montanhas.

Na estação de Águas Calientes, o guia da Condor Travel, Marcial, estava nos esperando e nos encaminhou para o ônibus. Tudo muito controlado, pois é multidão ao redor. Uns 25 minutos de trajeto, um ônibus atrás do outro. O rio nos acompanha. No meio da floresta, fontes de água, que lindo. Estamos a 2430 m. O lugar intacto, subida difícil, estamos exaustos, enfim Machu Picchu! A trilha feita para turistas foi feita em 1995, sim, há corajosos ou doidos que fazem o caminho a pé. Ufa!

Machu Picchu é um santuário natural. São 32.592 hectares, área que inclui a cidade inca e as montanhas circundantes. É proibido pegar rochas, o lugar todo é protegido. Há flora e fauna variadas. Cuidado que as lhamas cospem.

Há a plataforma baixa, mas os incas se protegiam em locais altos, a natureza os protegia. Machu Picchu, a cidade perdida dos incas, é incrível. Patayata, cidade de escadas. Íngreme, perigoso. A cultura andina englobava Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Equador e Venezuela. Kosko era o centro do mundo andino. Longe de Cusco, encontra-se água nas nascentes atrás das montanhas. Os aquedutos traziam água das montanhas. Água potável nas temperaturas de 5° a 15° C.

Montanhas de granito. Terra limpa com pedra. A terra treme com sismos. Local seguro, isolado. Pela trilha original se passa na Porta del Sol Inti Punku, um caminho secreto à época. O site www.ingressomahupicchu.com nos diz que Inti Punku era o portão de entrada e controle de Machu Picchu. Essa construção inca está localizada no ponto mais alto da cidadela, cujo acesso é feito através das estradas incas. Localiza-se a 2 km do sítio arqueológico e tem 2745 m acima do nível do mar. Consiste em paredes de pedra, janelas, nichos e caminhos. De lá, você tem uma bela vista panorâmica do complexo arqueológico e das montanhas ao redor.

O líder inca incorporava outras tribos, matava os governantes. Fugiam dos espanhóis, aliás eles não chegaram aqui, conforme o guia. Na porta de ingresso moravam crianças. Vemos terraços para agricultura, de pedra e argila que também eram para defesa. Boa terra para plantações de batatas, quinoa, folhas de coca etc. Por 400 anos os incas se estabeleceram em Machu Picchu. Lugar de quebrar pedras de hematita (60% ferro). Quebravam pedra com pedra, embaixo calor, em cima água gelada.

De acordo com www.bing.com, quem descobriu Machu Picchu foi Hiram Bingham, um antropólogo norte-americano, em 1911, durante uma expedição. Contribuiu para o reconhecimento de seu valor histórico e arqueológico. Já o guia nos conta que por três anos ele levou caixas e caixas para os Estados Unidos e nunca retornou. Imaginam que ele tenha levado muito ouro.

3 km de granito, feito de mica, quartzo e feldspato. O local mais energético do mundo. O conjunto de culturas andinas faziam o conhecimento juntos. Traziam os melhores cérebros, tinham escola de formação em processo de construção. Não eram índios, eram andinos. Cristóvão Colombo confundiu índios das Índias Ocidentais e chamou a todos de índios. Tinham desenhos, cores, formas de comunicação, não pinturas rupestres.

O guia fala e nosso grupo vai acompanhando. Passeio que exige esforço e joelhos bons. Estamos no meio de Machu Picchu. A Cordilheira dos Andes defende o sítio em 360° C. As montanhas eram deidades, espíritos. O site www.machupicchuterra.com nos informa que a antiga cidadela inca é rodeada pelas montanhas Huayna Picchu (Montanha Jovem, em quéchua), Machu Picchu (Montanha Velha, na mesma língua) e Huchuy Picchu, uma encosta de Huayna Picchu.

Segundo o mesmo blog, Huayna Picchu está situada atrás da cidadela, tem 2693 m, sendo o cartão-postal de Machu Picchu, responsável pelas fotos icônicas do local. Já a Montanha Velha está localizada ao sul da cidade inca. Seu cume chega a 3082 m, está 600 m acima do sítio arqueológico. A cidade inca recebeu o mesmo nome da montanha, após a sua descoberta. A cidadela tem mais de 150 construções.

O blog www.historiadomundo.com.br adiciona que possuía uma infraestrutura muito rica. Tinha construções dedicadas à administração local, religiosas, residenciais, um centro para observação astronômica, fortificações militares e um espaço separado para as valas. Além de um terreno reservado para a produção agrícola que não produzia comida suficiente para alimentar toda a sua população (entre 500 e 750 pessoas). Também dispunha de um sistema de distribuição de água por meio de canais, e a região mais centralizada da cidade tinha fontes. Esses canais garantiam que quantidades suficientes de água abastecessem a cidade e sua população, além de evitar que a cidade fosse inundada e que a água da chuva ficasse represada nos terraços das casas, que poderiam ser usados para o plantio. Todas as construções foram feitas em pedra, sendo utilizado o granito. As pedras foram encaixadas umas nas outras, e os pesquisadores falam que, em certos pontos, o encaixe é tão perfeito que nem uma faca consegue penetrar. A composição foi realizada sem nenhum tipo de argamassa.

Continuaremos nossa jornada nesse local sagrado para os incas em breve.