Buenos Aires sempre!-2024-Museu Nacional de Arte Decorativo-dia 3

Buenos Aires sempre!-2024-Museu Nacional de Arte Decorativo-dia 3

Hoje é dia 7 de setembro de 2024. Estamos em Buenos Aires no Gran Hotel Buenos Aires (Marcelo T. Alvear, 767). No café da manhã o que aprecio mesmo é o doce de leite. Amo! Como eu já havia mencionado, nos elevadores há homenagens a personalidades do país. No nosso andar, a homenageada é Tita Merello (atriz e tangueira) (1904-2002).

Saímos para os passeios. Pela rua Florida existe um mercado de pequenas lojas que vale a pena conhecer. Live Shop na Florida, 520. Lá têm blusas de lã de padronagens diferentes, do jeito que gosto, além de um Punto Dulce, com alfajores e doces de leite e outros estandes interessantes. Passamos pela porta do Centro Naval. Linda. E rumamos às Galerias Pacífico para almoçar no Madison Café. Menu: surubim com ratatouille (receita francesa) de vegetais, acompanhado de uma taça de vinho branco e um espumante. O peixe surubim, gorduroso como o sirigado, o prato delicioso. Pedimos um café ristretto: café forte, mais intenso e concentrado, e em pequena quantidade, e um espresso: mais suave que o ristretto. Estilo italiano.

Na loja Florida Open Market 25 h, (Florida, 272) alfajores diversos. Somos grande compradores do produto argentino. E descobrimos uma nova casa de tango para conhecermos. O Jimmy, brasileiro de Resende-Rio de Janeiro, da agência Fontenay Tours (Florida, 824) nos deixou curiosos: Tango Esquina Homero, segundo ele, de qualidade. Ficou para a segunda, dia 9 de setembro, às 20 h nos pegarão no hotel. O mesmo Jimmy nos indicou a loja La Fantástica Fábrica del Dulce de Leche na Galeria del Caminante Florida, de brasileiros (Florida, 844). As facilidades no pagamento no cartão de crédito ajudaram.

Depois, enfim fomos ao Museu Nacional de Arte Decorativo. Endereço: Av. del Libertador, 1902. Meu museu favorito por ser belíssimo. Estamos no Palácio Errázuriz Alvear. Começamos com o “Retrato de uma Jovem”, de Charles Chaplin. Sem dúvida, um artista completo. Moedas, pinturas, coleção de pedras chinesas dos séculos XVIII e XIX. Escritório, estilo Luís XVI, de Matías Errázuriz, a sua sala de estudo e trabalho. Vestíbulo: o espaço de transição entre o exterior e a planta nobre do edifício.

Obra de Auguste Rodin, a escultura em bronze “A Eterna Primavera”, de 1884, representando um casal de apaixonados. Pinturas como El Gran Canal, do séc. XVIII, de Michelle Marieschi (1710-1743). O “Salão de Madame”, do séc. XVI, onde Josefina de Alvear organizava reuniões sociais com suas amizades e membros da Sociedade Beneficente. Viúva, casou com Matías Errázuriz, sendo filha de Diego de Alvear. Sempre gosto de saber da história dos palácios e quem morou neles. O “Salão de Baile”, estilo Regência. A decoração interior da sala recria la boiserie (apainelamento) do Salão de Música do príncipe de Soubise, Charles de Rohan, correspondente da Regência na França (1715-1723).

Jardim de inverno ou fumador, estilo Luís XVI, com uma urna funerária do séc. III, de mármore. Comedor, estilo Luís XVI, revestido em diversos mármores franceses, o comedor recria o Salão de Hércules do Palácio de Versalhes. Anna Pavlova, bailarina russa, esteve no local e tinha interesse por cisnes que nadavam no estanque do jardim. Visita ao som de valsas, um sonho. Grande Hall, estilo Renascimento. Pintura de El Greco “Jesus com a Cruz nas Costas”, séculos XVI-XVII. O ponto de partida do Grande Hall são três tapetes monumentais flamengos do séc. XVI da série Escipión el Africano condicionando assim as dimensões do ambiente. Um adendo: Publio Cornelio Escipión (236-183 a.C.), estadista e general romano.

Subindo para o 1º andar. A escultura em bronze O Pensador, de Rodin (1840-1917) e “Gorgona” de Alberto Lago (1885-1960). Vemos o teto de madeira e as sacadas do Grande Hall. Sem palavras para descrever tamanha beleza. Embaixo, muitas cadeiras forradas com audiência para assistir a uma palestra sobre a história do palácio. Fantástico. Museu é para isso: espalhar cultura e encantar.

Do séc. XV, no corredor, “Adoração dos Reis Magos” em mármore, da Itália. “Salão de Família”, estilo Luís XVI, era utilizado para receber visitas chegadas, com o quarto de jogos das crianças. Boudoir (alcova) de Matías Errázuriz em estilo Art Déco.

Lohan, monge budista, dinastia Ming (1368-1644), cerâmica “Três Cores”. “Sala de banho” com piso de mármore em xadrez, banheira e móveis de madeira pesada. Dormitório de Matías Errázuriz, estilo Luís XV. Corredor com tapetes flamengos e cadeiras do séc. XVII. Sala de banho e vestidor de Josefina de Alvear. Um espaço com frascos de farmácia de porcelana. Estilo diretório, uma estética entre os estilos Luís XVI e império, inspirada nas escavações de Pompeia e Herculano, na Itália. Sala de banho fenomenal em uma cúpula de alabastro.

Tapeçaria do séc XV, da França, “Páris e Helena”. E outra tapeçaria “O Rapto de Orítia por Bóreas”, do mesmo país, de 1730. Mitologia grega, sendo “bóreas” o vento do norte que trazia o inverno. Que riqueza! Um banho de aprendizado. A fachada do palácio é pomposa e oferece bancos imitando tecidos com furos (laise) para apreciar o pequeno jardim repleto de roseiras e lavandas. Um ambiente bucólico. O museu foi de graça e pago voluntariamente. Recomendo demais.

Prosseguimos com as caminhadas pelos parques na Av. del Libertador no bairro Recoleta. A praça Mitre repleta de gente sentada no morro. Lá está o monumento em homenagem a Gilbran Khalil Gilbran, poeta e filósofo (1883-1931), no 50° aniversário da independência do Líbano. Praça França. Museu Nacional de Belas Artes, feira da Recoleta e Paseo de las Artesanías. Passeios imperdíveis. Dica de compra: o alfajor de chocolate amargo da marca Entredos é o melhor.

Logo pegamos um táxi na Avenida del Libertador para o hotel e fomos trocar dinheiro na Florida. Detalhe negativo: o taxista na ida para o Museu de Arte Decorativo nos enganou, o taxímetro estava adulterado e cobrou 15 mil pesos (hoje, uns R$56,00). Já o do retorno estava correto e cobrou 3 mil (hoje R$11,21). Que feio isso. Cuidado com os taxistas, bem que isso acontece mesmo com os turistas em outras cidades, infelizmente. Tirando a raiva, a viagem continua…

Jantar de salada no Ditali Pizzas & Comidas (Maipú, 902) e suco de limão, menta e gengibre. Lugar do coração para esta viagem. Na volta para o hotel, a pé, na mesma rua, passamos pelo Centro Cultural Coreano e estavam expostos painéis explicativos sobre a culinária deles: o prato kimchi, na frente. Quem assiste a doramas (séries coreanas), sabe. Estamos na rua em que o escritor Jorge Luís Borges (1899-1986) morou. Ele, ensaísta, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.

Buenos Aires é cultura. Continuaremos com nossos passeios em breve.

Buenos Aires sempre!-2024-Chegada-dia 1 e Museo de Armas de la Nación-dia 2

Buenos Aires sempre!-2024-Chegada-dia 1 e Museo de Armas de la Nación-dia 2

Hoje é quinta-feira, dia 5 de setembro de 2024. Fomos de Fortaleza a São Paulo (3h16 m) e de lá para Buenos Aires-Argentina (2h40m) pela GOL. Buenos Aires de novo? Sim, sempre muito a conhecer e o motivo principal é amarmos a cidade. E os “hermanos”. Isso vocês sabem.

Voos lotados, viagem cansativa, ficamos na última fileira para BA. Serviram sanduíche de queijo e mortadela ou queijo, e sucos, refrigerantes e café. A copiloto era mulher, fantástico.

Chegamos e pagamos o táxi na Tienda León no Aeroparque Jorge Newbery. Endereço: avenida Rafael Obligado, s/n° (av. Costanera). Aeroporto dos voos domésticos. Gosto, porque é dentro da cidade e perto do hotel. O taxista Jesus, venezuelano, bom papo. O Gran Hotel Buenos Aires, na rua Marcelo T. de Alvear, 767, bem localizado e ficamos pelo sistema de hospedagens Bancorbrás. Ótimo trocar dinheiro no hotel, facilita nossa vida.

Jantar/lanche no nosso velho conhecido Ditali Pizzas & Comidas na Maipú, 902, esquina com Paraguay. Algo leve como salada (quatro legumes ou verduras a escolher) e suco de limão, gengibre e menta. Típico. Meu suco preferido na cidade. Percebo os garçons serem mais velhos. Na TV o jogo Argentina x Chile pela Sul-Americana, com homenagem ao jogador Di Maria pela saída da seleção argentina.

Sexta-feira, dia 6 de setembro de 2024. Supercansados, sabemos que viagens são assim mesmo. O avião da GOL tem pouco espaço para as pernas e o corredor é menor. Eis a verdade. Enfim, estamos na bela capital federal e lá vamos nós. O café da manhã no hotel: cucas, croissants, ovos mexidos e o obrigatório doce de leite, mas em sachê. Queria mais. Refeição satisfatória.

Vamos ao Museu de Armas da Nação Tenente-General Pablo Riccheri. Rua Santa Fé com Maipú, cerca do hotel. Pagamos 3 mil pesos argentinos cada na entrada à época (hoje seria em reais R$11,39). Situa-se dentro do Palácio Paz que abriga o Círculo Militar. Muitos policiais militares vestidos de paletó preto, muito mais homens do que mulheres, eram da Gendarmeria Nacional Argentina.

São 17 salas e vemos armaduras, armas, espadas dos séculos XVI, XVII, XVIII, pertencentes a diferentes países. Mosquete, arcabuz, trabuco, do séc XVIII. Fuzil Mauser, de 1898, da Alemanha. Quadro “Combate de San Lorenzo” de Pedro Subercaseaux, de 1909. Ocorreu em 3 de fev de 1813 no monastério de São Carlos em San Lorenzo-Santa Fé-Argentina. Pintor nascido em Roma em 1886, mas que morreu em Santiago do Chile em 1956, e pintava quadros históricos.

Históricos das batalhas. Batalha de Chacabuco, de Pedro Supercaseaux, 1909, ocorrida em 12 de fevereiro de 1817 no Chile (Chacabuco). Evento crucial da guerra de independência do Chile entre Realistas (espanhóis) x Patriotas (San Martin e Bernardo O´Higgins).

Sala Gal. San Martin. Sala Gal. Belgrano, com uniformes usados desde o século XVI até 1942. Bonecos com uniformes. Sala da Constituição Nacional. Sala Ilhas Malvinas. Os 649 argentinos caídos na guerra contra a Inglaterra. Sala Oscar Silva. Armas, jornais, aviões, detalhes da guerra. Homenagem a eles com nomes de cada um. Sala Tenente Coronel Doña Juana Azurday de Padilla. Ela, mulher boliviana de origem indígena que participou das lutas pela independência da América espanhola (1780-1862). Sala 11-Gal. Martín Miguel de Güemes. Armas de punho com explicativo detalhado. Detalhe: visitamos o museu Güemes em Salta no norte da Argentina. Vale a pena a linda cidade e o museu. Visitando museus tomamos aulas de cultura.

Sala Armas do Oriente. Pistolas, armadura cerimonial de samurais (KOGAI-KOGANATA do Japão), espadas do Nepal, Filipinas, Índia, Ceilão (hoje Sri Lanka) etc. As roupas dos guerreiros são bastante interessantes. Apreciei as armaduras japonesas.

Sala Don Jorge Newbery (1875-1914), esportista, aviador, engenheiro, funcionário público e homem de ciência. O aeroparque tem o nome dele. Sempre aprendo em museus. TV com imagem de diferentes armas, outra com o canal História sobre a Batalha de Kursk (de tanques) na Rússia na II GM, além de mostrar mais tanques e bombas modernas.

Na sala Paseo de la Libertad (Passeio da Liberdade) a padroeira da infantaria Santa Bárbara em azulejos. A exposição “40 anos das Malvinas” é bem completa. 1982. Reportagem da guerra de Erwin Frederick Rivadeneira e livro de David Tinker “Malvinas-Cartas de um marine inglês”.

Loja do museu com livros novos e usados, revistas, chaveiros etc. Museu surpreendente. Locais que sempre me interessam, contam muito da história de um país. Saímos do museu e entramos na entrada do Círculo Militar.

Palácio Paz. Prédio portentoso bem ao jeito “Buenos Aires” com jardim agradável, maravilhoso. O palácio é do início do séc. XX, tem estilo francês. Fomos almoçar em um dos restaurantes, no Croque Madame, no segundo piso. Uma taça de vinho branco Chardonnay e tinto Malbec Altos del Plata, frango grelhado com salada e café Americano forte grande, total: 51.700 pesos à época (hoje seria R$196,20). Realizamos nosso sonho de almoçar em local tão deslumbrante.

Falando sobre o Gran Hotel Argentino. Algo inovador. No elevador, a cada andar, uma homenagem a um personagem icônico do país: o papa Francisco, a Mafalda, o Maradona, Gardel. Isso é elogiável a maneira como admiram e cultuam pessoas que fazem a Argentina ser o que é. Parabéns, hermanos.

No centro, na famosa calle Florida, lojas diversas com promoções de roupas de lã, alfajores na Havana e Punto Dulce (com brasileiros vendedores). Sempre rumamos às Galerias Pacífico, amamos o aroma e a elegância. Lá estão lojas como a Morph, Alparamis, livraria Cúspide e o Madison Café. Nosso querido.

O calor aumentou embora ainda seja inverno. Detalhe: hoje em dia temos que levar roupas para todas as estações, nunca é o imaginado. E sempre Olhamos a temperatura antes de viajar. Era pra ser de 9º a 17º C, porém fez mais calor.

Andamos horrores até o café Tortoni, nosso café preferido. Pedimos a torta Selva Negra e a de maçã, tostados e suco de laranja. 5 mil pesos (hoje, R$18,97) a taça de sidra e 40 mil (hoje, R$151,80) o espetáculo de tango, o qual não fomos desta vez. Aconselho. O espaço é pequeno, intimista, vale a pena. Serviço do café eficiente, rápido. Lugar sempre movimentado. Pela primeira vez testemunhei uma criança de 5 anos vendendo lencinhos de papel dentro. As pessoas compram. Vi famílias dormindo nas ruas, sinal de pobreza. Coisas de cidade grande, infelizmente.

Voltamos ao hotel de táxi: 3 mil pesos (R$11,38) à época, taxista legal. Estávamos cansados. Dia fabuloso. Só lembrando que o que pagávamos no passado na conversão de reais para pesos argentinos, já não acontece mais. Viajar para o país já foi muito barato, atualmente é bem mais caro, há que se precaver. Continuaremos nossas andanças em breve.

O Rio de Janeiro continua lindo-feirinha de Ipanema-dia 6 e outras carioquices-dia 7

O Rio de Janeiro continua lindo-feirinha de Ipanema-dia 6 e outras carioquices-dia 7

Hoje é domingo, dia 17 de agosto de 2025. O café da manhã do hotel Socialtel Copacabana (rua Almirante Gonçalves, 5) teve um bolo de chocolate com coco coberto com creme de leite Ninho delicioso. Poucas frutas, muitas opções de pães recheados. E com aquela paisagem de Copacabana com muita luz e sol. Pensem em um rooftop (terraço) mais abençoado. Detalhe importante: a água da cidade faz bem à pele e ao cabelo. Um tratamento de beleza.

A pé vamos em direção ao bairro de Ipanema, ao lado de Copacabana. Vemos uma feira tradicional no Posto 6 a vender legumes, verduras, frutas e peixe fresco. Segundo o site Foursquare, tem o melhor pastel da cidade e ocorre aos domingos. Na avenida Rainha Elizabeth da Bélgica, de acordo com a placa. Começa quase no final da Avenida Atlântica em Copacabana e termina na av. Vieira Souto em Ipanema. Muito movimento, por mim já ficava lá. Boa caminhada no sol até a rua Visconde de Pirajá.

Feirinha de Ipanema-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Chegamos à feirinha de Ipanema. Amo essa feira hippie (mercado de pulgas), acontece aos domingos, das 10 h às 18 h na praça Gal. Osório. Tudo colorido, bolsas, quadros, incensos, roupas, artesanatos. As americanas comprando os biquínis verde-amarelos, franceses, argentinos, italianos, uma festa. Se morasse no Rio, iria todos os domingos, com certeza. Fiz minhas compras, saí satisfeita e fomos nos encontrar com o amigo Carlos Renato e conhecer sua amada Simone. Um doce de pessoa.

Escolhemos o restaurante Tropikus (rua Visconde de Pirajá, 111), de comida a quilo, restaurante excelente, lotado, pra variar. O que não falta na cidade é gente. Gostei de tudo, de diferente a pera ao vinho, o arroz verde (com brócolis) e as sobremesas… torta de pistache, de chocolate e coco, uau. Os bolos são molhados, bem recheados, clara influência portuguesa. Amo! Saímos de lá e ainda fomos tomar sorvete na Vitali Gelato Artesanal (rua Visconde de Pirajá, 177), dica do Renato e Simone.

Nós com o Renato e Simone no calçadão do Arpoador-Rio de Janeiro-foto selfie tirada por Carlos Renato Machado

Domingo, dia ótimo para passear pela orla. Caminhamos de Ipanema pelo Arpoador até Copacabana. Multidão na rua, na praia, na calçada. Uma banda pelo percurso tocando Coldplay, foto com a estátua do grande Tom Jobim, compositor, maestro, bossa-novista. Que emoção!

À noite no rooftop do hotel, tínhamos direito a uma caipirinha às 18 h, então como perdermos? Presente do hotel. Depois uma salada grega pra mim e um cuscuz marroquino vegano para o Carlos. Vida boa essa nossa.

Na TV do quarto, não há televisão aberta e os canais de streaming só com a senha. Achei diferente isso. Logicamente, que fui para os meus doramas. Pois é, sou dorameira de carteirinha.

Dia 18 de agosto de 2025, dia 7 e último dia. Ficávamos sempre bestificados com a paisagem na hora do café da manhã. O cenário de mar se equipara ao da praia da Redonda em Icapuí, estado do Ceará, a diferença é grande, mas a emoção é a mesma: a baía de Copacabana e seu esplendor, assim como os barquinhos e jangadas na praia com o mar verde do Ceará.

Café da manhã com bolo de aipim (macaxeira) e coco, repeti. E haja quilos a mais…

Descobrimos o Shopping Cassino Atlântico em Ipanema, localizado à Avenida Atlântica, 4240, com lojas de antiguidades diversas, uma Tok Stok, estúdio de beleza, centro médico. Quimera Antiguidades, com suas caixas de madeira dos anos 40. As galerias de arte chamam a atenção. A Mitie Ywamoto e a Patrícia Costa. Obras muito bonitas e cheias de vida. Na Parceria Copacabana, vi roupas e artigos lindos. Bem Rio, com suas cores. O carioca aprecia flores, cores, vida, me identifiquei demais com a vibração da cidade. Tenho alma carioca. Para quem gosta de móveis antigos e modernos, e antiguidades, eis um lugar para visitar.

No térreo do shopping, o guichê de uma ideia original, a do ônibus Rio Samba Bus, estilo hop-on hop-off, ou seja, desce em paradas estabelecidas e oferece um city tour panorâmico musical, vale por 24 h, R$150,00 no momento. Da próxima vez, queremos aproveitar.

De despedida do lindo Rio, um almoço no Dom Camillo (Av. Atlântica, 3056). Menu: Caneloni Verdi di Parma e Ravioli di Vitello (carne de bezerro jovem) com funghi (cogumelo desidratado ou seco). E taças generosas de um bom Frascatti, branco, leve, que saudades desse vinho. E azeite Tempio e viva a Itália! Para completar, um bom espresso, per favore! Bem frequentado por gente da terra, italianos e turistas encantados. Lá oferecem a pink lemonade: morango com limão, eu fazia em casa, mas não sabia o nome.

À tardinha, caminhada até a Gelateria Piemonte (Av. Atlântica, 3056) pela calçada de cá do hotel. Sorvetes de limão siciliano, chocolate amargo 70% e pistache, e que farra! Interessante que vendem sorvetes para cães com fruta e água. E vou observando a calçada com umas quantas pedras soltas. Está na hora de manutenção. Milho verde no palito, um sucesso. Antes eu via mais pessoas levando o carrinho com bolos diversos, algo que só vi no Rio e em Paraty-RJ. Acho fantástico. Desta vez, só vi uma vez. E a feirinha de Copacabana com suas variadas opções de lembrancinhas, camisetas da Seleção Brasileira e biquínis com as nossas cores. Muito bom ver tantos turistas.

Dia 19 de agosto de 2025. Dia da partida. O clima de 20° a 23°C. De dia sol, de manhã cedo e à tardinha começava o vento forte. Bom para um casaco. O Rio é bom de ir em agosto. O Genilson, segurança do hotel, bom papo e solícito. O hotel vale a pena. A estátua do Jorginho Guinle em frente ao Copacabana Palace, hotel que é meu sonho de consumo. E no aeroporto Santos Dumont, comprei enfim os biscoitos Globo, estava curiosa. São de polvilho e tem salgado ou doce. Nada mais são que nossa “peta” no Ceará.

Obrigada, Rio de Janeiro, amigos e amigas pelo reencontro feliz. Retornaremos. Dennis, nosso agente da BLUEDREAM VIAGENS, valeu.

O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4

O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4

Hoje é quinta-feira, 14 de agosto de 2025. De Uber, com o motorista Ewerthon, fomos ao Morro do Pasmado, ao Memorial às Vítimas do Holocausto no Botafogo. Endereço: Alameda Embaixada Sanchez Gavito, 333. O tempo nublado no mirante. Vemos a bruma no Pão de Açúcar. Infelizmente, o museu fechado permanentemente, por motivo de falta de patrocínio. Fiquei frustrada. Então, conhecemos por fora, com fotos e dizeres. No local existe a praça Rogério Jonas Zylbersztajn. O lugar é bonito e seguro, vi gente com cachorros e um quiosque de lanches. Gostei do capuccino e do picolé da marca Los Los Sorvetes. Não conhecia.

Museu do Amanhã-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Resolvemos ir embora em direção ao Porto Maravilha. O motorista do Uber Adhemar nos levou. Queria muito conhecer o Museu do Amanhã (Praça Mauá,1). Museu de graça para maiores de 60 anos. Compram-se as entradas nas máquinas. Antes de entrar, uma exploração dos arredores do museu. Que beleza de visual. As piscinas dão um charme e convidam a fotos da baía da Guanabara. Foi inaugurado em dezembro de 2015 e o prédio era um antigo píer desativado o qual foi transformado nessa estrutura admirável, inspirada em elementos da natureza, como bromélias, que integra-se à paisagem naturalmente.

Museu do Amanhã com baía de Guanabara-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Deveríamos ter almoçado no Restaurante do Saulo, com comidas amazônicas, estava ainda vago. Deixamos para depois e nos arrependemos, estava lotado depois do passeio no museu.

Lembrando que estava acontecendo o Innovation Week nos galpões próximos, logo o local estava repleto de visitantes. Na entrada do Museu do Amanhã, um coral cantando em um pequeno auditório, bem original. Museu diferente, enorme, com salas interativas. Tudo em inglês e espanhol. Parabéns, Rio. Fiquei encantada. Mostra o nosso futuro, clima, mudanças climáticas, natureza, ecologia. Demais! Nunca estive em um museu tão educativo, alto nível.

A exposição de fotos sobre o Pantanal (mato-grossense) demonstra a realidade da seca e incêndios, além de sua beleza incontestável. São verdadeiras obras de arte dos fotógrafos Lalo de Almeida e Luciano Candisani. Eles nos apresentam o quanto o meio ambiente da região pantaneira está sendo destruído pela inclemência da arrogância e ganância do bicho homem. As fotos enormes são marcantes no corredor longo. Nosso futuro é incerto, não sou positiva, tristemente. A Natureza grita.

A Wikipédia nos informa que o prédio foi projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e está localizado na zona portuária do Rio. Sua construção teve apoio da Fundação Roberto Marinho e teve custo total de 230 milhões de reais. O site do museu: www.museudoamanha.org.br nos conta que é um espaço onde ciência, arte e inovação se encontram para explorar o presente e imaginar o futuro.

A loja do museu também é colorida, completa. Muitos objetos interessantes à venda. Até as portas dos banheiros são cheias de cores. Vimos da mesma forma a exposição temporária de fotografias de Cláudia Andujar. Segundo a Wikipédia, fotógrafa e ativista suíça, naturalizada brasileira. Desde a década de 1970, dedica-se à defesa dos indígenas Yanomami. Vale a pena. Que museu! São 2 a 3 horas de muito aprendizado.

À noite o jantar foi na pizzaria Capricciosa (rua Vinícius de Moraes, 134-Ipanema), onde comemos a pizza com o mesmo nome. Saborosa, sendo o diferencial a alcachofra. Aliás, já conhecia e a pizzaria também. Lá encontramos nosso amigo Carlos Renato que conhecemos na viagem do Marrocos em 2024. Renato, sempre um prazer estar com você, nos divertimos muito. Que dia mais feliz!

Hoje é sexta-feira, 15 de agosto de 2025, dia sonhado, onde reverei uma amiga/tia do coração: Heydir, amizade antiga dos meus pais. Mora perto da Tijuca, então fomos ao shopping Tijuca de Uber novamente, desta vez com o Diego. Endereço: Av. Maracanã, 987.

Assim se conhece o Rio, da zona sul à zona norte. Comentário importante: o asfalto é excelente na cidade. Dá gosto transitar. Chegamos ao shopping e já vi lojas diferentes como a Portugo, de doces portugueses, uau!, Noir Chocolates, FAS Padaria Artesanal. Muito bom descobrir novidades.

Nós com a Heydir e Mário Emílio no shopping Tijuca-Rio de Janeiro-foto tirada por um garçom

Na hora marcada lá estava a Heydir para aquele abraço! Fomos dar uma voltinha e logo almoço na Botânica Bistrô. Indico demais! Foi dica do filho da Heydir, querido Mário Emílio, que conheci criança. Saudações, vocês dois. Voltando ao restaurante e sua comida saudável, original, com pratos elaborados. Sucos também. O do Carlos: suco de maracujá, suco de manga e água de coco, que mistura divina. Amei! Tenho que falar do cardápio. Você escolhe o prato principal e tem direito a dois acompanhamentos: purê de batata-inglesa com alho confitado; salada botânica com granola salgada; cenouras assadas ao molho pesto de manjericão/ salada de abóboras com redução de balsâmico e queijo de cabra/ salada Caesar com dadinho de tapioca/ fettuccine ao molho de queijo com limão siciliano; os tradicionais arroz e feijão; e batatas fritas. Achei demais! No fim, pedi filé de tilápia com o purê de batata e a salada botânica. Aprovado.

Mais passeios pelo shopping, tomamos café e comemos chocolates, muitos papos e fomos embora. A Heydir nos presenteou de montão. Muito obrigada. O Rio de Janeiro enche o coração de emoção ao rever amigos e amigas de longas datas.

Digno de nota o que o Mário Emílio me ensinou: que no Rio chamam de “joelho” o enroladinho de queijo e presunto, porque fica sempre embaixo das “coxinhas” nos balcões. O carioca e seu senso de humor. Povo único.

De volta à Copacabana, lanche no Total Sucos, aquela lanchonete simpática, perto do hotel Socialtel, (a dos docinhos gigantes). Para não perder o costume, suco de manga e maracujá, e misto quente. Mais um dia para sentir saudades. E outra dica: Kiosk da Tika, em frente ao hotel, com seus sucos naturais, e o especial da casa: guaraná em pó, gengibre e limão, um sucesso. Eu não tomei, fica para a próxima.

No dia seguinte, Niterói.

O Rio de Janeiro continua lindo-Cais do Valongo-dia 2

O Rio de Janeiro continua lindo-Cais do Valongo-dia 2

Hoje é quarta-feira, dia 13 de agosto de 2025. Estávamos no AquaRio, no Porto Maravilha, e fomos a pé até o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo. Queria muito conhecer. Endereço: rua Barão de Tefé, Saúde. Os totens educativos nos contam a história da região da Pequena África, sob a curadoria da professora Ynaê Lopes dos Santos, especialista em história da escravidão (fonte: Abril.com).

Cais do Valongo-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Construído em 1811, foi o principal porto de entrada das pessoas escravizadas trazidas da África. Em 1843, o espaço foi configurado para receber a princesa Tereza Cristina de Bourbon, a noiva de D. Pedro II, e renomeado como Cais da Imperatriz.

Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas pela Educação (UNESCO) em 2017, como sítio de memória e reconhecimento das heranças africanas no Brasil. Os painéis explicativos no local nos dão uma aula de História do Brasil. O Mercado do Valongo fazia parte de um complexo escravagista que incluía as lojas de venda próximas ao cais, o Cemitério de Pretos Novos, o Lazareto e o Cais do Valongo.

Datas: 1774-transferência do comércio de escravizados para a região do Valongo; 1811-construção do cais; 1831-desativação do cais/lei de proibição do tráfico de africanos para o Brasil; Lazareto-para onde iam os doentes em quarentena; 1774-instalado o Cemitério dos Pretos Novos. Na atual rua Pedro Ernesto, área de 90 m², o cemitério era administrado pela igreja Católica e deveria garantir o sepultamento desses africanos escravizados. O sítio arqueológico Trapiche Pedra do Sol, um quilombo, sediava a luta de resistência do povo negro herdeiro contra a invisibilidade e o racismo estrutural. 1871-Construção do Armazém Docas D. Pedro II, projetado pelo engenheiro André Rebouças, filho da eminente família Rebouças. Uma das primeiras construções brasileiras a não utilizar mão de obra escravizada.

Pequena África-um território que abrange uma parte da área central da cidade e da região portuária que vai do Cais do Valongo até a atual Praça Onze. Recebeu um milhão de africanos: homens, mulheres e crianças entre 1774 e 1831. Foi um dos primeiros locais de desembarques de africanos escravizados do mundo. Africanos: angolas, minas, benguelas, cabindas, monjolos, congos, quiloas, rebolos, moçambiques etc. Assim eram chamados, por conta de suas procedências.

Cais do Valongo2-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Segundo a Wikipédia, o Cais do Valongo é um antigo cais na zona portuária do Rio de Janeiro, entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Foi construído pela Intendência Geral da Polícia da Corte em 1811 e desativado com a proibição do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra em 1831. Durante os vinte anos de operação, se tornou o maior porto receptor da diáspora africana do mundo.

Estátuas representativas de pessoas escravizadas-Cais do Valongo-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

Em um dos totens explicativos está escrito que com as reformas urbanísticas da cidade no início do séc. XX, o local foi aterrado em 1911. Nas escavações que ocorreram durante a Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, em 2011, foram encontrados no atual sítio arqueológico inúmeros vestígios, dentre os quais, amuletos e objetos de uso pessoal desses homens e mulheres brutalmente retirados de suas nações, oriundo principalmente das regiões da África Central e Costa da Mina. Que aula de história mais espetacular!

Pegamos um taxista Vanderson, também guia turístico. Voltamos à Copacabana à tardinha e descobrimos perto do hotel Socialtel Copacabana o Bico Café e Bar, na av. N. Sra. de Copacabana, 1258. Pedi o sanduíche Light do Bico 32: blanquet de peru, queijo minas, ovo frito, cream cheese e alface americano, com suco/vitamina de morango, framboesa e amora, delícia. No caminho de volta ao hotel, encontramos outra lanchonete para o dia seguinte: Total Sucos, na mesma avenida, 1133. Lá vi docinhos gigantes: brigadeiros e bem-casados, fiquei tentada.

Dia muito produtivo. Mais passeios virão. Impossível não entrar na vibração de vida do carioca, ou seja, curtir a cidade nas calçadas, bares, restaurantes. Essa vibração nos contagia. Rio de Janeiro apaixonante.

O Rio de Janeiro continua lindo-Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial e AquaRio-dia 2

O Rio de Janeiro continua lindo-Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial e AquaRio-dia 2

Hoje é quarta-feira, dia 13 de agosto de 2025. O Carlos e eu nos sentimos ressacados da viagem do dia anterior. O café da manhã no rooftop (topo do telhado) do hotel Socialtel Copacabana nos desperta, com certeza. Nunca vi uma pintura tão bela de Copacabana como das janelas do restaurante. Um espetáculo de dia ensolarado. O clima ainda está ameno, mas vai esquentar. Rio de Janeiro no verão, nem pensar! Estamos no final do inverno. No local, muitos argentinos e vários outros grupos de turistas. O suco de morango é tradicional. O buffet é sortido, gostei do bolo de aipim/macaxeira com coco, uau!

O dia é para conhecer o Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial, localizado na av. Infante Dom Henrique, na Glória. Contratamos o taxista sr. Zé Carlos e ele nos esperou lá, pois ainda queríamos ir ao Museu do Amanhã, no Porto Maravilha.

Falando um pouco sobre o monumento. Vale a pena visitar. Achei um museu levado a sério, com tudo traduzido para o inglês. Segundo o folder, foi inaugurado em 5 de agosto de 1960 e abriga os restos mortais de 467 militares que tombaram no teatro de operações da Itália, e o nome dos 2.236 heróis da Marinha de Guerra, Marinha Mercante e do Exército brasileiro que morreram no nosso litoral durante a guerra. A autoria é dos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas Marinho, sendo um dos principais pontos turísticos da cidade.

Lápides dos pracinhas tombados na Itália-Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

O seu idealizador foi o marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira a fim de homenagear aqueles que perderam a vida nos campos de batalha da Itália. Nas palavras do marechal: “Eu os levei para o sacrifício; cabia-me trazê-los de volta”. No Mausoléu estão sepultados os pracinhas que tombaram na II Guerra. Lá está a lápide do sargento Hermínio, cearense, bem conhecido aqui em Fortaleza. Nome completo: Hermínio Aurélio Sampaio (nascido em 17-06-1912 e morto em 12-12-1944). O Patamar abriga painéis em cerâmica em homenagem à Marinha, um jardim interior e um lago; a Plataforma compreende o Pórtico Monumental, o Túmulo do Soldado Desconhecido e esculturas homenageando as três Forças Armadas, e a Sala de Exposições exibe peças e armamentos utilizados na guerra. Para quem se interessa pela II Guerra é de uma riqueza ímpar de informações.

Do local fomos ao centro, muito trânsito. O taxista bom de papo. Descemos na praça Mauá, perto do Museu do Amanhã. Limpa, bem policiada, com lixeiras laranjas. Sempre observo a limpeza de uma cidade. Para nossa decepção, em plena quarta, o museu estava fechado. Então, rumamos ao AquaRio, amo visitar aquários. Que calor, um sol escaldante.

Estava ocorrendo um evento impactante com uma multidão: o Innovation Week, de 12 a 15 de agosto, no Porto Maravilha. E nós caminhando entre os participantes, íamos pelo calçadão. Foi uma região que de degradada virou renovada. Parabéns, Rio. Só achei o sol de matar e faltam árvores. Hora de almoçar. No caminho, encontramos o Gastronomia Itinerante Café e Restaurante, em frente aos armazéns do Innovation Week. Pequeno e aconchegante, gostamos. Pedimos o velho frango grelhado com arroz, legumes, e farofa, e suco de abacaxi. Para os dois: R$118,00 além dos cafés expressos. Que calor! Esses pequenos restaurantes e botecos são a cara da cidade. O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) passa entre os galpões e o restaurante.

Continuamos a caminhada pelo calçadão no sol até o AquaRio. Endereço: Praça Muhammad Ali, Gambôa/Porto Maravilha. Entramos no prédio e descobrimos também ter o Museu de Cera Dreamland e o G1 Experience da GLOBO, no 4° andar, com 20 atrações imersivas com estúdios da emissora de TV (para celebrar os seus 100 anos). Nós decidimos somente pelo aquário (3° andar) com a atração: Mar de Espelhos (2° andar) por conta do tempo. A funcionária Keila nos atendeu na entrada. Mais de 60 anos tem desconto. Eu paguei R$108,00 por ambas as atrações. Não é barato, mas depois de conhecer o AquaRio, pensei ser válido e muito.

Espaço no AquaRio-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

De acordo com o site do AquaRio: www.aquariomarinhodorio.com.br, são 26 mil m² de área construída e 4,5 milhões de litros d´água. É o maior aquário marinho da América do Sul. São 10 mil moradores de 350 espécies do Brasil e do mundo, divididos em mais de 28 recintos, ou melhor, lares.

Vamos conhecer. Medusa que não queima e não nada. Mututuca (cobra), cavalo-marinho, moreia pintada, moreia leopardo. Que lindeza! Conchas e moluscos. Gastrópodes: lesmas-do-mar, búzios, caramujos. Bivalves: ostras, mexilhões, conchas de vários lugares do mundo. Raias vielas: grupo de tubarões, feitos de cartilagem. Baiacu mirim. Campanha intensa contra sacos plásticos. Piranhas: são detritívoras, se alimentam de restos de matéria orgânica. Por este motivo, são importantes para a manutenção da saúde dos rios da região onde existem.

Bichinho fofinho é o axolote (o “x” se pronuncia /ks/), não conhecia. É um anfíbio que permanece dentro da água. Criticamente em perigo. Se encontra no lago Xochimilco, na cidade do México, um lago poluído, sujo, um habitat fragmentado. Lá estão tilápias e carpas, espécies invasoras. O axolote é o símbolo nacional do México, presente em obras de arte, brinquedos, quadrinhos e até na nota de 50 pesos. Para o povo mexicano, ele representa identidade, resistência e a riqueza da fauna endêmica do país. É parente dos sapos, pererecas e rãs, é salamandra, não faz metamorfose. Mede cerca de 15 a 30 centímetros, pesa 125 a 180 g e vive de 8 a 10 anos na natureza. Característica neotênica, conserva as características da fase juvenil e larval ao longo da vida.

Aquário-AquaRio-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado

O aquário de peixes e arraias, e o túnel por onde passamos é entusiasmante. A seção de corais é colorida, bela, com vários tanques. Sem corais, não viveremos. O AquaRio é uma verdadeira escola da natureza. São vários vídeos de aula. Fantástico. Aprendi muito e gostei de ver os mergulhadores alimentando os peixes no grande aquário. Algo interessante sobre a imobilidade tônica para tirar sangue dos tubarões, anestesiam tocando nas terminações nervosas.

O AquaRio merece demais uma visita. Do 3° andar nos dirigimos ao 2° andar para conhecer o Mar de Espelhos. Sinceramente, não acho que foi válido. Apreciei somente a última sala com suas projeções bonitas de paisagens e figuras. Não se pode tirar fotos, a não ser a oficial. As outras salas não me chamaram a atenção.

Na entrada está o restaurante Point da Elis, para pipocas e salgadinhos. Há lojas em cada espaço, divididas. Fiquei tentada pelas camisetas, bolsas, bichinhos de pelúcia, canetas, mas tudo caro, que pena.

Em breve, mais passeios. O Rio tem muito a oferecer.

O Rio de Janeiro continua lindo-Copacabana-dia 1

O Rio de Janeiro continua lindo-Copacabana-dia 1

Hoje é dia 12 de agosto de 2025, vamos em viagem ao Rio de Janeiro depois de longos anos. Motivo? Medo da violência. Porém resolvemos averiguar in loco e lá fomos o Carlos e eu, meu fiel escudeiro. Não quisemos descer no aeroporto Galeão, então viajamos Fortaleza-São Paulo-Rio para chegar pelo Santos Dumont (na praça Senador Salgado Filho, no centro). Não me arrependo de ter viajado mais horas.

Como tínhamos uma semana pelo Bancorbrás (sistema de hospedagem), depois de muito analisar, escolhemos o Socialtel Copacabana, muito bem localizado, perto do Forte de Copacabana e sem aditivo, ou seja, extra no pagamento. Detalhe: o Rio está muito caro e todos os outros hotéis tinham aditivo no bairro. Endereço: Rua Almirante Gonçalves, 5, entre as ruas Aires Saldanha e Djalma Ulrich, posto 5.

Comecemos nossas aventuras. Quem nos recebe é o Victor, atendente. O hotel bem organizado e ajeitado. Tem rooftop (andar da cobertura com um visual de primeira) e restaurante no local: Samba Sky Rooftop. Ganhamos dois drinques: duas caipirinhas a serem pedidas entre 18 h e 18h30. Queríamos almoçar no aeroporto, contudo na saída não tinham opções, fomos ao hotel e comemos um bom frango grelhado no restaurante lá pelas 15 h. Preço: R$40,00.

Problemas com malas sempre acontecem. A mala do Carlos foi pra outra cidade, mas chegou no dia seguinte. Desta vez, não tenho do que reclamar da TAM, agiram eficientemente.

Enfim, hora de curtir a cidade. A feirinha de Copacabana bem pertinho, com lembrancinhas mil, bolsas, caderninhos, camisetas da Seleção Canarinho etc. Com certeza, visitaremos mais vezes. E vamos explorar o famoso calçadão de Copacabana, com aqueles desenhos geométricos inigualáveis. Limpo, repleto de turistas estrangeiros, com ambulantes espalhando seus objetos, principalmente, cangas e bolsas. Tudo colorido, do jeito que gosto. Como amam o Rio! Fico impressionada com a quantidade de gente de outros países falando várias línguas, sobretudo, americanos e argentinos. Muita, muita gente.

E rumamos ao Forte de Copacabana, construção histórica, inaugurada em 28 de setembro de 1914. Localizado na praça Coronel Eugênio Franco, 1. Entramos e me deparei com uma exposição nas paredes do muro sobre a FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália. Mais encanto para mim, já que me interesso pela II Guerra Mundial. Um pouco sobre a nossa história. No painel FEB/O Brasil em Guerra: Em 22 de agosto de 1942 o governo brasileiro reconhecia o estado de beligerância. Nove dias depois foi declarada a guerra aos países do Eixo. No painel FEB/Formação e Adestramento: Após a declaração de guerra, tiveram início os preparativos para a formação da FEB. Coube diretamente ao Presidente da República, Getúlio Vargas, a nomeação do General de Divisão João Batista Mascarenhas de Moraes para Comandante da FEB. A partir daí, foram escolhidos os três Regimentos que iriam compor a espinha dorsal da FEB: 1° Regimento de Infantaria, sediado no Rio de Janeiro, 11° Regimento de Infantaria, sediado em Minas Gerais e 6° Regimento de Infantaria, sediado no Estado de São Paulo. No painel FEB/A Cobra Fumou/A FEB Parte para a Itália: Com o passar do tempo e diante de tantas adversidades, a imprensa começou a noticiar que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil enviar soldados para a guerra. No dia 2 de julho de 1944 a cobra fumou! O 1° Escalão da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) composto por 5.081 homens partiu para a Itália, a bordo do navio General Mann. São vários painéis explicativos da nossa participação. Muito bem escolhido o local, por ali passam pessoas que não sabem da nossa importância no teatro de guerra da Itália. Um comentário: na região onde ocorreram as batalhas, os brasileiros são homenageados e considerados salvadores até hoje, graças aos nossos pracinhas valorosos.

Estar no Forte de Copacabana é ter a chance de se deparar com um cenário incomparável da cidade mais charmosa do planeta. A natureza é prodigiosa. Um verdadeiro cartão postal. E logicamente queríamos matar as saudades do Café do Forte (confeitaria Colombo). Embora não seja a do centro, que está incluída na lista dos 10 cafés mais bonitos do mundo (endereço: rua Gonçalves Dias, 32). Deu para perceber que sou deslumbrada pelo Rio de Janeiro? E estamos só iniciando…

Não sei explicar para vocês, mas há cidades no mundo que quando piso, sinto uma felicidade de alma. O Rio é uma delas. Não ficaremos sem ir por tanto tempo mais. No forte, em uma sala há uma exposição do soldado do Exército brasileiro, e na outra 51 anos de amizade Brasil e China.

Na confeitaria, as mesas lotadas e até fora. Sorte delas, têm a oportunidade de mirar a baía que se forma. Demoram para atender a gente. Fizemos um lanche de jantar: suco e misto quente no pão Petrópolis ou Blumenau, típico da cidade. Bem sortido e delicioso, bem molinho.

Voltamos a pé pelo calçadão, sem dúvida. Copacabana é para caminhar muito. A vida no bairro é radiante. A cidade reflete o espírito do carioca: festivo, bem-humorado, alegre, musical. Nas ruas, bares diversos, como gostam. Em um deles, um grupo de amigos cantando “happy birthday” (feliz aniversário), devem ser americanos, e em outro local, em uma mesa, senhores jogando baralho. Acho uma graça! Como “vivem” nas calçadas o seu dia a dia.

Continuaremos em breve.

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Centro Cultural Gulbenkian-dia 3

Hoje é dia 14 de novembro de 2024. Frio grande em Lisboa. O metrô de greve das 6h30 às 10h30, depois volta a funcionar. Vamos ao Gulbenkian novamente. Pegamos o metrô na estação Baixa-Chiado para São Sebastião. Linha Azul.

Chegamos ao Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM). Segundo o site gulbenkian.pt, o novo edifício e jardim foram redesenhados pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, que colaborou com o arquiteto Vladimir Djurovic, para integrar na perfeição natureza e arquitetura.

Vimos a exposição temporária, toda na madeira clara com expositores, de nanquins, quadros e fotografias do artista português Fernando Lemos, exilado no Brasil em 1953 e depois naturalizado. Paisagens e cenas do Japão feitas por ele. Nessa parte moderna, olham os bilhetes o tempo todo. Gosto muito de encontrar crianças em museus. Todas elas de chapéus vermelhos. Pagamos por exposições permanentes e temporárias ou só permanentes.

A obra “Recuar da Onda”, de João Cristino da Silva (1829-1877) merece aplausos. Outra sala com vídeos de temas sensíveis. Perto, uma loja transada que vende livros, velas, sabonetes, bolsas, garrafas etc. Jardins imensos com uma passarela de cimento, bem cuidada com batentes, até o museu Gulbenkian em frente (do lado da sede). Embaixo o bengaleiro ou cloakroom, onde deixamos os casacos e bolsas, e uma cafeteria. Achei o CAM confuso, a entrada é a saída, tivemos que deixar tudo no bengaleiro a fim de ir ao edifício-sede, então pelo bom humor foi melhor almoçar na cafeteria às 12h45. Primeiro prato de legumes salteados com quinoa e nozes e o segundo prato um bom Bacalhau à Braz. Valeu! Conta: €23.10 euros.

Depois, rumamos ao museu em si. De acordo com a Wikipédia, o museu Calouste Gulbenkian acolhe uma da mais importantes coleções privadas de arte do mundo, abrangendo obras do Antigo Egito, das artes do Mundo Islâmico, da China e do Japão, bem como as artes decorativas francesas, joias de René Lalique e quadros dos mestres da pintura como Rembrandt, Rubens, Monet, Renoir, Edgar Degas e Turner.

O site continua explicando que o museu abriu suas portas em outubro de 1969, dando seguimento às disposições testamentárias de Calouste Sarkis Gulbenkian, industrial de origem armênia, fixado em Portugal em meados do séc. XX, e que ao longo de sua vida reuniu uma vasta coleação de arte. As peças em exposição permanente encontram-se expostas de forma a constituir dois circuitos independentes. O primeiro é dedicado à Arte Oriental e Clássica, e o outro à Arte Europeia, do séc. XI ao XX.

Chegamos ao edifício-sede. Agora a exposição temporária “Veneza em Festa”, de 25 de outubro a 13 de janeiro de 2025. Obras, como “O Grande Canal Visto de San Vio”, Veneza, de Canaletto (1697-1768); “O Grande Canal com Santa Maria della Salute”, de Michele Marieschi (1710-1743); “O Pórtico do Palácio Ducal”, de Francesco Guardi (1712-1793) etc. Ficamos encantados. Além da escultura de mármore de Antonio Corradini (1688-1752). Muitas outras maravilhas de John Singer Sargent, Antonio Visentini, Giacomo Guardi e Gianbattista Tiepolo.

Rumamos às exposições permanentes. A do Egito. Primeiras moedas gregas de 575 a. C a 75 a. C. Medalhões romanos encontrados em Abuquir, Egito, em 1902, gravados com as figuras de Alexandre O Grande, seu cavalo Bucéfalo e sua mãe Olímpia.

Salas: Arte do Oriente Islâmico, Arte Greco-romana e da Mesopotâmia. Tapetes persas de veludo, séculos XVI e XVII; tapetes de lã, roupas de seda de fio prateado e dourado do séc. XVIII. Quantas belezas! Estudantes adolescentes no museu. Acho o máximo. Tapete da Turquia do período Otomano. Azulejos com fênix da Pérsia, séc. XIV, do período Ilkhânida. Tapetes da Índia do séc. XVII de padrão floral do período Mogol. Jardim islâmico. Azulejos com padrões florais do período Otomano. Vaso com pássaros a voar do Egito ou Síria, período Mameluco, séc. XIV, o vidro esmaltado e dourado. Arte armênia, primeiro reino a adotar o cristianismo como religião oficial em 301 d. C.

Porcelana chinesa e trabalho em vidro do período Qing, séculos XVIII a XIX, no reinado de Kang XI (1662-1722). Caixas bandejas do Japão período Edo, séculos XVIII e XIX. Arte e culturas chinesas da dinastia Ming (1368-1644).

Arte Europeia. Pinturas de santos do séc. XV. “Sagrada Família e Doadores”, de Vittore Carpaccio, séc. XV. “Figura de Ancião”, de Rembrandt, de 1645. “Mar Encrespado Junto à Costa”, de Jacob van Ruisdael, Holanda, 1660. Gobelins, da Itália, séculos XV e XVI. Artes decorativas do séc. XVIII, mobiliário francês. Belo! Vários ambientes decorados. Prataria francesa dos séculos XVIII e XIX. O museu tem a mais importante coleção particular de ourivesaria (arte de fabricar joias e outros objetos de ouro).

Porcelana francesa, manufatura de Sèvres, do séc. XVIII, mais quadros franceses. “De Natureza Morta”, de Henri Fantim-Latou, de 1866. A escultura em bronze “Cabeça de Legros”, de Rodin, de 1910.

Pinturas: “Barcos” de Claude Monet, de 1868, “O Degelo” de Renoir, de 1880. Em outra sala, René Lalique, dos séculos XIX e XX. Trabalhos em vidro e marfim: pendentes, gargantilhas, diademas, jarros. Espetaculares.

Umas três horas de visita, imperdível. Fomos buscar as bolsas e mochilas no bengaleiro do outro prédio. Chove. Demos uma boa corrida.

De lá, nos dirigimos ao El Corte Inglés, nossa loja de departamentos de sonho. No 7° andar, um chiffon de chocolate amargo em forma de minitorta e um café americano na Alcoa. Amo! Uma visita básica ao supermercado no subsolo e, depois metrô, ali mesmo. Tudo fácil. Dia muito produtivo e prazeroso.

Dia 14 de novembro de 2024. Fomos ao shopping ou centro comercial Vasco da Gama de metrô. Linha Verde direção Telheiras, desce em Alameda, pega a linha Vermelha no sentido de Oriente, pronto, saímos em frente ao shopping. A estação Olaias da linha Vermelha é bonita, colorida e sai do túnel um pouco, depois volta, a de Bela Vista no mármore e desenhos geométricos. Vale a pena esse passeio.

O shopping Vasco da Gama é amplo, com lojas maravilhosas como a Timberland, vimos a brasileira Avatim em um quiosque. A livraria Bertrand, Natura (de roupas transadas) e Parfois, minhas queridas. Dentre outras, o lugar é imperdível.

Almoço no restaurante Serra da Estrela na praça de alimentação. Prato principal: o Carlos no tradicional Bacalhau com Natas e eu provando o Açorda de Camarão, acompanhado de uma sangria pequena, bem refrescante. Vamos ao meu prato: feito de pão, bem diferente, gostei do camarão e da gema de ovo em cima da comida, no mais, achei enjoativo tanto pão. Pagamos uns €30 euros a refeição. No shopping, há várias opções de restaurantes: comida mediterrânea, mexicana e por aí vai. Detalhe: o frio deixa todo mundo doente, eu inclusive, com uma boa gripe. Detalhe: em Portugal há um remédio chamado Griponal efervescente, funciona mesmo. Ninguém merece ficar com nariz pingando em viagens.

Do local, fomos ao Oceanário. A seção dos pinguins estava fechada para manutenção, que pena. Sempre muito bom ir lá, foi minha terceira vez. Só não foi melhor, porque em fim de viagens estamos exaustos.

Dia 16 de novembro de 2024, dia de ir embora com a certeza de retorno. Uma informação de utilidade pública aos viajantes. Quem compra em certas lojas e gasta uma certa quantia, tem direito ao TAX FREE, ou seja, recebe de volta o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). Foi o caso do Carlos que comprou botas novas na Timberland no shopping Vasco da Gama. Chegando ao aeroporto Humberto Delgado com as malas e com uma multidão lá dentro, soubemos que o guichê 24 da TAP era responsável por isso antes de despachar as malas, porém a fila estava enorme, então seguimos adiante. Despachamos a bagagem e entramos. Encontramos pelo caminho a Alfândega com uma funcionária da Receita portuguesa só para isso. Outra fila. O Carlos estava com a nota fiscal, o cartão de embarque do voo e o passaporte, mas… ela queria ver as botas que estavam na mala! Pensem na frustração. Que burocracia mais sem sentido. Resumo da ópera: não houve recebimento nenhum do TAX FREE. O vendedor da loja havia dito que a nota fiscal com o nome dele e documento eram suficiente. Enfim, não foi.

Obs:. Segundo o www.bing.com, sobre o TAX FREE: 11% a 13,6% do valor gasto em produtos sujeitos à taxa padrão de IVA. O limite mínimo de compra para ter direito ao reembolso é de €61.35 euros.

Fim de viagem. Marrocos e Portugal, momentos inesquecíveis que deixarão saudade.

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024-Évora-dia 2

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-Évora-dia 2

Hoje é dia 13 de novembro de 2024. Vamos a Évora, cidade imperdível perto de Lisboa, na região do Alentejo (significa “além do Tejo”). Estamos no hotel Duas Nações na Rua da Vitória, 41. Pegamos o metrô linha azul ida e volta. Como temos o cartão, pagamos €3.60 euros em direção ao Jardim Zoológico. Descemos e fomos procurar o Terminal Sete Rios, detalhe: a gente sempre se perde, mas também sempre encontramos um anjo para nos ajudar. Uma senhora nos levou até a entrada. Enfim, deu certo. Paguei €12.50, o Carlos €11.30 (mais de 65 anos).

Fixamos o olhar no painel de chegadas e saídas para saber o portão da Rede Expressos. Não apareceu, por sorte, estávamos na frente do portão, aí a atendente nos indicou. Assentos 21 e 22, 1h e 30 min. de viagem. Não deu tempo para o café.

E vamos observando o visual. Passamos pelo Aqueduto. Obra de engenharia fantástica em uma época em que não havia nem ferro nem cimento. Ponte 25 de Abril, outra obra de engenharia admirável. Estamos no mesmo caminho das cidades de Setúbal e Sesimbra (já estivemos lá). Monumento ao Cristo Rei. Ninhos de cegonhas nas torres de eletricidade. Curiosidade: no Marrocos, são protegidos, se machucá-los é preso.

As estradas um tapete. Estamos no interior de Portugal com gado, muito verde, casas isoladas que parecem fazendas.

Chegamos a Évora e fomos logo tomar um café americano para animar. Máquina de troco. A pé para a cidade histórica. Largo das Alterações de Évora, de 1637. Muito mais frio do que em Lisboa. Trouxe um casaco que não protegeu muito. Como fumam! Observação: quem nasce em Évora é eborense.

Na igreja em que entramos uma exposição dos cristãos perseguidos pelo mundo, da Fundação AIS. Rua Serpa Pinto. Loja Marques Soares, muitas ruelas, Travessa das Cruzes, Mercearia Mimos e Iguarias Amanhecer, restaurante Pipa Redonda. Ladeira, Museu Inatel. Calçadas e ruas de pedra, Loja Mango. Praça principal com igreja e fonte com uma coroa em cima.

Descendo pelos Arcos no corredor de pedra, vemos várias lojas de viajantes Barbour e outras, pastelaria Alabaca, restaurante O Antão, doceria Queijadas d´ Évora. Provamos, por sinal, bem suave o doce típico. Mais lojas atraentes Calzedonia, Parfois (amo!), Eborina, Ale-Hop, um show de lojas. Agências de viagens, Natura (loja linda de roupas coloridas, bijus, bolsas com preços razoáveis). Tudo mais barato do que em Lisboa.

Restaurante Tunnel, bem fofo com fotos de roqueiros e guitarras. Foi onde almoçamos um bom Bacalhau à Braz por €9.50 e tomamos um vinho da casa frutado Montado. Vida boa a nossa.

Que cidade mais agradável! Rua 5 de Outubro e seu comércio forte de cortiça. Também boinas, bonés, tênis. E lá vamos à Basílica Catedral, finalmente. Com torre de 106 degraus, Galeria dos Arcebispos, Coro Alto e claustro. Endereço: Rua do Cenáculo, 1A. Segundo a Wikipédia, a Basílica Sé Nossa Senhora de Assunção ou Sé da Catedral de Évora foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204. Esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. Seus estilo é romântico, gótico. E se trata da maior catedral medieval de Portugal.

Visita ao Templo de Diana. Perto há a Cartuxa Enoteca, da Fundação Eugênio Almeida. Para quem é amante de vinhos e azeites, um deslumbre ver seus vinhos famosos, como o Pera Manca. No local, vinícola e restaurante de gastronomia alentejana. Rua Vasco da Gama, 15. Estamos no centro histórico de Évora.

Mais caminhada e descobrimos o Mercado Municipal Zé do Bacalhau, com opções diversas: biscoitos de coco, torta de amêndoas, pastel de feijão etc. A Tripadvisor menciona ser o local onde podemos encontrar variedade e qualidade, em especial a loja Zé do Bacalhau que tem enchidos e queijos regionais. Endereço: Praça 1° de Maio, 28.

Convento e Igreja de São Francisco com a afamada Capela dos Ossos na Praça 1° de Maio. Um verdadeiro museu na entrada com um conjunto de esculturas, por exemplo: Santa Águeda, do século XV/XVI, a história do convento, pinturas dos mesmos séculos. Arca tumular dos fundadores do convento. Lápide da fundação do claustro, de 1376.

Um pouco da história do Convento e Igreja de São Francisco. O folder da igreja cita os primeiros franciscanos chegados a Évora em 1224, vindos da Galiza. Do primeiro convento apenas restam vestígios da igreja gótica e uma parte do claustro, edificado em 1376. Conhecido no séc. XVI como o Convento de Ouro, foi difícil manter as prerrogativas como abandono do Paço numa parte do convento até que Filipe II acabou por entregá-lo aos religiosos. A partir do séc. XVI a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco veio trazer à igreja um forte cunho devocional e artístico pela contratação de consagrados mestres na instalação e decoração da sua Capela dos Ossos e da Casa do Despacho. A extinção das ordens religiosas em 1834 ditou o rápido declínio do edifício conventual. Mantiveram-se a igreja e a Capela dos Ossos, devido em parte à Ordem Terceira, à intensa devoção popular ao Senhor dos Passos e à passagem da sede da paróquia de São Pedro para a igreja. Em 1892-95 grande parte do arruinado convento foi vendida em hasta pública ao benemérito eborense Francisco Barahona, que mandou construir as habitações ainda hoje existentes e colaborou generosamente no restauro da igreja e Capela dos Ossos.

A Capela dos Ossos, nos explica o informativo, foi construída no séc. XVII, seguindo um modelo então em voga, com a intenção de provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vida cristã. Tanto as paredes como os pilares estão revestidos de alguns milhares de ossos e crânios, provenientes dos espaços de enterro ligados ao convento. Os frescos que decoram o teto abobadado, datados de 1810, apresentam uma variedade de símbolos ilustrados por passagens bíblicas e outros com os instrumentos da Paixão de Cristo. À saída da capela, na parede fronteira, um painel azulejar, da autoria do arquiteto Siza Vieira, contrapõe à alusão da morte o milagre da vida.

No primeiro piso, o Núcleo Museológico. O folder nos informa que com as obras de 2014-2015 recuperou-se o espaço do antigo dormitório dos frades, situado sobre a Sala do Capítulo e a Capela dos Ossos, inutilizado desde os finais do séc. XIX. Instalou-se um Núcleo Museológico, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos eborenses extintos. Dele fazem parte obras de pintores como Francisco João e António de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII, uma coleção de ourivesaria sacra da mesma época, paramentaria e objetos devocionais.

No segundo piso, a coleção de presépios Canha da Silva. De diferentes países. Belos, os meus preferidos foram os coloridos e originais. De acordo com o mesmo informativo, após a requalificação da igreja, foram abertas ao público as galerias superiores sobre as capelas laterais. Seguindo a espiritualidade franciscana, aí se encontram expostos os presépios da grande coleção particular do major-general Fernando Canha da Silva e sua esposa Fernanda Canha da Silva, mercê da sua formação e sensibilidade religiosas e de um protocolo com a igreja de São Francisco.

Terminados os passeios, retornamos à estação rodoviária. Outro anjo nos guiou para pegar o “autobus”. Hora: 16 h. O ônibus para na rodoviária de Montemor-o-Novo, outra gracinha. Cruzamos a ponte Vasco da Gama ao entardecer. Mais um dia bem aproveitado no lindo Portugal. Ai, como gostamos!

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Lisboa-Portugal-pós-Marrocos-2024

Hoje é dia 11 de novembro de 2024, estamos partindo do Marrocos e chegando a Lisboa por alguns dias. Vamos nos hospedar no hotel Duas Nações, nosso velho conhecido na Rua da Vitória, 39. Perto da Praça do Comércio na Rua Augusta com Vitória. Já chegamos conversando com o taxista, bom de papo. Lisboa, nos sentimos em casa. Eis a razão de voltarmos sempre.

No hotel, pagamos logo a taxa turismo de €20 euros por pessoa. Quem nos recebe é o Diniz, muito educado. O hotel não é mais o mesmo. O quarto é diminuto, mas o café da manhã muito bom, €10 euros por dia e por pessoa. Cama, chuveiro, localização e preço excelentes. Os dois sócios de antigamente apartaram e dividiram o hotel em dois, ficou bem menor, logicamente. Os atendentes bem solícitos. Vale, mas há de se prevenir que o elevador só dá pra uma pessoa ou para as malas, a gente sobe e desce de escadas. Uma graça. Detalhe: fiquei presa no elevador! Ainda bem que são somente dois andares, melhor de escada.

Lisboa com gente do mundo todo. Uma festa constante. Jantar de sopa de legumes mais salada de frutas no Cais das Colunas, na esquina, na Rua da Vitória, 46.

Fundação Calouste Gulbenkian-Centro de Arte Moderna-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Dia 12 de novembro de 2024. Café da manhã com frutas, Nutella, iogurtes, bolos sem açúcar, tudo bom. A ideia do dia é visitar o museu Calouste Gulbenkian: Fundação Calouste Gulbekian, Centro de Arte Moderna José de Azevedo Perdigão. Metrô 4, estamos na Baixa Chiado e vamos na linha Azul, direção Reboleiras. Vamos lá: passamos por Restauradores, Avenida, Marquês de Pombal, Parque e São Sebastião, onde descemos. A loja de departamentos El Corte Inglés à direita, o Gulbekian à esquerda. Porém… era terça-feira e estava fechado. Que coisa! Tem problema, não, fomos passear por fora do prédio. Onde vamos, sempre temos boas companhias para conversar. Um senhor estava lá nos dando informações. O jardim agradável, bem frequentado pelos moradores. Um café chamado Brunch no Jardim, uma lindeza. €1.10 euro o cafezinho. Detalhe: você paga para uma máquina que dá o troco em cédula e moeda. Uau! Cidade com qualidade de vida por meio de suas áreas verdes para desfrutar.

Eu e o Carlos na Fundação Calouste Gulbenkian do lado de fora-Lisboa-Portugal-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado

Depois, um prazer enorme entrar no El Corte Inglés (av. António Augusto Aguiar, 31). A gente ama de paixão. 7 andares de maravilhas. O supermercado é gigante, de babar. Cinemas, restaurantes de tapas, sushi, sopas, empanadas, opções mil. Na hora da comida, fomos ao 7° andar. Taberna portuguesa, cafeteria, restaurante havaiano etc, enfim, escolhemos o Tasca Chic. Menu: Bacalhau a Gomes de Sá com vinho do Alentejo: vinho Lagoalva, uvas: Alfrocheiro e Syrah. Seco e amadeirado. Refeição gourmet com água da bica (torneira). €32 euros cada. Para sobremesa, nada como o Alcoa: os doces são uma perdição. Socorro!

Bacalhau a Gomes de Sá-Tasca Chic-El Corte Inglés-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado

Para voltar ao hotel, linha Azul, sentido Santa Apolônia. Descemos na Baixa Chiado. Um pastel de nata na Pastelaria Pau de Canela (fabrico próprio), endereço: Rua da Vitória, 57; o picolé natural e sem conservantes de frutas vermelhas no Popbar (rua Augusta, 139) e vamos nos divertindo. O calçadão no centro convida a um passeio. Sapatarias, e a loja de bebidas, de figo seco, de queijos e de chocolates Manuel Tavares Ltda, de 1860 (rua Betesga, 1 A/B). Nada como manter a tradição e entrar em uma loja conhecida. Carrinho de Ginjinha de Óbidos por €1.50 euro no copinho de chocolate Cherry ou Trip, saboroso. Celeiro Drogaria, uma farmácia com artigos variados de cosméticos. Oferece os produtos Couto de Portugal: sabonetes, cremes de mãos etc. Rua 1° de Dezembro, 64. Indico.

Na entrada da sorveteria Popbar, uma grata surpresa. Olhamos pro chão e vimos um vidro protegendo o que parecia ser um sítio arqueológico mais abaixo. E era mesmo. Uma placa de vidro nos conta a descoberta: “Rua Augusta 135, testemunho da transformação de Lisboa ao longo dos séculos. A cidade é feita de múltiplas camadas de história e este edifício é disso prova viva. As escavações arqueológicas aqui realizadas entre 1993 e 1996 revelaram ruínas que remontam ao período romano, quando as esteiras do Tejo (rio) chegava a este local. Nesse tempo existia aqui uma fábrica de salga de peixe. Foram também aqui descobertos vestígios datados do período medieval islâmico entre os séculos XI e XII. Nesta zona da cidade, as ruas repletas de oficinas dirigiam-se ao ainda hoje correntemente denominado Terreiro do Paço e o Rio Tejo. Prosperaram durante vários séculos. No séc. XVI, sobre a olaria medieval islâmica, foi construída uma ferraria, oficina que trabalhava o ferro, cujas ruínas podem ser vistas sob o chão de vidro. Mais tarde, em 1755, um violento terremoto, seguido de tsunami e incêndio, destruíram completamente a Baixa de Lisboa, incluindo a ferraria. Sobre os escombros, foi construída a Baixa Pombalina, incluindo este edifício, com recurso a técnicas antissísmicas inovadoras, característica da reconstrução promovida pelo Marquês de Pombal. A estrutura urbana tornou-se ortogonal, contrastando com a rede orgânica que caracterizava a Baixa pré-pombalina”. A Wikipédia nos informa que são as Galerias Romanas da Rua da Prata (no subsolo a antiga Rua Bela da Rainha) e da Rua da Conceição, estendendo-se até a Rua do Comércio.

Sobre a história do pastel de nata, está escrito em mosaicos na parede da pastelaria Fábrica da Nata: “Os pastéis de nata são uma das mais tradicionais e populares especialidades da doçaria Portuguesa. No final do séc. XVII vários conventos e mosteiros em Portugal produziram uma gama diversa de pastelaria e doçaria à base de ovo, utilizando sobras das claras de ovo utilizadas na engomagem de roupas e no processo de produção de vinho. Com a expulsão das ordens religiosas e o encerramento de muitos conventos e mosteiros no rescaldo da Revolução Liberal de 1820, esta receita saiu dos conventos e tornou-se um ex libris (propriedade de) da doçaria Portuguesa. Desde então, clientes locais e visitantes provam estes deliciosos pastéis polvilhados com canela e açúcar em pós recém-saídos do forno.” Endereço: Rua Augusta, 255 a.

De novo, jantar de sopa, desta vez de abóbora. No Cais das Colunas. Como sempre, sou constante nas escolhas e escolho um lugar pra chamar de meu.

No dia seguinte, passeio a Évora. Nossa segunda vez. Cidade para conhecer, certamente.