O Rio de Janeiro continua lindo-Copacabana-dia 1

Hoje é dia 12 de agosto de 2025, vamos em viagem ao Rio de Janeiro depois de longos anos. Motivo? Medo da violência. Porém resolvemos averiguar in loco e lá fomos o Carlos e eu, meu fiel escudeiro. Não quisemos descer no aeroporto Galeão, então viajamos Fortaleza-São Paulo-Rio para chegar pelo Santos Dumont (na praça Senador Salgado Filho, no centro). Não me arrependo de ter viajado mais horas.
Como tínhamos uma semana pelo Bancorbrás (sistema de hospedagem), depois de muito analisar, escolhemos o Socialtel Copacabana, muito bem localizado, perto do Forte de Copacabana e sem aditivo, ou seja, extra no pagamento. Detalhe: o Rio está muito caro e todos os outros hotéis tinham aditivo no bairro. Endereço: Rua Almirante Gonçalves, 5, entre as ruas Aires Saldanha e Djalma Ulrich, posto 5.
Comecemos nossas aventuras. Quem nos recebe é o Victor, atendente. O hotel bem organizado e ajeitado. Tem rooftop (andar da cobertura com um visual de primeira) e restaurante no local: Samba Sky Rooftop. Ganhamos dois drinques: duas caipirinhas a serem pedidas entre 18 h e 18h30. Queríamos almoçar no aeroporto, contudo na saída não tinham opções, fomos ao hotel e comemos um bom frango grelhado no restaurante lá pelas 15 h. Preço: R$40,00.
Problemas com malas sempre acontecem. A mala do Carlos foi pra outra cidade, mas chegou no dia seguinte. Desta vez, não tenho do que reclamar da TAM, agiram eficientemente.
Enfim, hora de curtir a cidade. A feirinha de Copacabana bem pertinho, com lembrancinhas mil, bolsas, caderninhos, camisetas da Seleção Canarinho etc. Com certeza, visitaremos mais vezes. E vamos explorar o famoso calçadão de Copacabana, com aqueles desenhos geométricos inigualáveis. Limpo, repleto de turistas estrangeiros, com ambulantes espalhando seus objetos, principalmente, cangas e bolsas. Tudo colorido, do jeito que gosto. Como amam o Rio! Fico impressionada com a quantidade de gente de outros países falando várias línguas, sobretudo, americanos e argentinos. Muita, muita gente.

E rumamos ao Forte de Copacabana, construção histórica, inaugurada em 28 de setembro de 1914. Localizado na praça Coronel Eugênio Franco, 1. Entramos e me deparei com uma exposição nas paredes do muro sobre a FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália. Mais encanto para mim, já que me interesso pela II Guerra Mundial. Um pouco sobre a nossa história. No painel FEB/O Brasil em Guerra: Em 22 de agosto de 1942 o governo brasileiro reconhecia o estado de beligerância. Nove dias depois foi declarada a guerra aos países do Eixo. No painel FEB/Formação e Adestramento: Após a declaração de guerra, tiveram início os preparativos para a formação da FEB. Coube diretamente ao Presidente da República, Getúlio Vargas, a nomeação do General de Divisão João Batista Mascarenhas de Moraes para Comandante da FEB. A partir daí, foram escolhidos os três Regimentos que iriam compor a espinha dorsal da FEB: 1° Regimento de Infantaria, sediado no Rio de Janeiro, 11° Regimento de Infantaria, sediado em Minas Gerais e 6° Regimento de Infantaria, sediado no Estado de São Paulo. No painel FEB/A Cobra Fumou/A FEB Parte para a Itália: Com o passar do tempo e diante de tantas adversidades, a imprensa começou a noticiar que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil enviar soldados para a guerra. No dia 2 de julho de 1944 a cobra fumou! O 1° Escalão da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) composto por 5.081 homens partiu para a Itália, a bordo do navio General Mann. São vários painéis explicativos da nossa participação. Muito bem escolhido o local, por ali passam pessoas que não sabem da nossa importância no teatro de guerra da Itália. Um comentário: na região onde ocorreram as batalhas, os brasileiros são homenageados e considerados salvadores até hoje, graças aos nossos pracinhas valorosos.

Estar no Forte de Copacabana é ter a chance de se deparar com um cenário incomparável da cidade mais charmosa do planeta. A natureza é prodigiosa. Um verdadeiro cartão postal. E logicamente queríamos matar as saudades do Café do Forte (confeitaria Colombo). Embora não seja a do centro, que está incluída na lista dos 10 cafés mais bonitos do mundo (endereço: rua Gonçalves Dias, 32). Deu para perceber que sou deslumbrada pelo Rio de Janeiro? E estamos só iniciando…
Não sei explicar para vocês, mas há cidades no mundo que quando piso, sinto uma felicidade de alma. O Rio é uma delas. Não ficaremos sem ir por tanto tempo mais. No forte, em uma sala há uma exposição do soldado do Exército brasileiro, e na outra 51 anos de amizade Brasil e China.
Na confeitaria, as mesas lotadas e até fora. Sorte delas, têm a oportunidade de mirar a baía que se forma. Demoram para atender a gente. Fizemos um lanche de jantar: suco e misto quente no pão Petrópolis ou Blumenau, típico da cidade. Bem sortido e delicioso, bem molinho.
Voltamos a pé pelo calçadão, sem dúvida. Copacabana é para caminhar muito. A vida no bairro é radiante. A cidade reflete o espírito do carioca: festivo, bem-humorado, alegre, musical. Nas ruas, bares diversos, como gostam. Em um deles, um grupo de amigos cantando “happy birthday” (feliz aniversário), devem ser americanos, e em outro local, em uma mesa, senhores jogando baralho. Acho uma graça! Como “vivem” nas calçadas o seu dia a dia.
Continuaremos em breve.























