Marrocos colorido-Ouarzazate até Marrakech-dia 6

Hoje é sábado, dia 9 de novembro de 2024. Saímos do Hotel Karam Palace em Ouarzazate e vamos aos passeios. O condutor do ônibus se chama Reduan e o guia Abdul. Nosso guia tem conhecimento variado. Conta sobre o argan, comum na região. Segundo o site https://esteticacabofrio.com.br, o argan é um óleo extraído das nozes da árvore de argan, nativa do Marrocos. Amplamente reconhecido por suas propriedades nutritivas e hidratantes, muito bom para a saúde da pele e dos cabelos. O guia continua: o último terremoto destruiu muito do Kasbah Aburir que iremos conhecer por fora. Os kasbahs ou fortalezas ficavam sempre na parte alta para observar os soldados inimigos que vinham para guerrear ou as caravanas que passavam. Estamos na avenida principal, muito formosa, com palmeiras em formato de abacaxi, e tiramos fotos do majestoso kasbah. Passamos pelo Tribunal de Primeira Instância de Ouarzazate, bonito.
Ouarzazate em berbere significa “sem barulho” ou “sem confusão”, tem uns 70 mil habitantes e a maioria deles trabalha nos filmes feitos na cidade, ganham em dólares. Por isso ser chamada de Hollywood marroquina ou do deserto. É a maior cidade do Saara marroquino. Interessante dizer que não encontramos um cinema. As produções cinematográficas são grandes e alguns estúdios são abertos à visitação. Sentimos muito o orgulho do guia com o seu país.
“Cleópatra”, de 1999, foi filmada nos Estúdios Atlas. Para a película Kingdom of Heaven (Reino dos Céus), de 2005, foram usados 300 cavalos, e custou 2 milhões de dólares somente para 35 minutos de filme. Os táxis são amarelos. Na cidade, há várias fortalezas utilizadas, incrível. Uma é a mesma da construção de Jerusalém. Os turistas visitam Ouarzazate para conhecê-las, em um estúdio a entrada é uma claque de filmes. Segundo o guia, nos Cla Studios se produzem filmes, as roupas, manufaturas e armas utilizadas nas produções. Eu nunca conheci uma cidade assim, que vive inteiramente de cinema.
Venda de pratos coloridos e cerâmica pelo caminho. Estamos na direção de Marrakech. Dentro do ônibus, cada turista deu 100 DH (R$57,58) de presente para o nosso guia fantástico Abdul e motorista Reduan. O guia disse que fomos os melhores dos melhores, realmente, o grupo de 16 viajantes, sendo 3 brasileiros, era agradável mesmo. A gente senta junto no café da manhã e jantar e se diverte em “espanhol”. Diga-se de passagem: o espanhol é tão festivo quanto o brasileiro. Somos semelhantes. E na viagem ficamos próximos do guia.

Estamos na descida da montanha, embaixo de um vale e vemos outro povoado. Impressionante a quantidade de controle nas estradas. Passamos pelo famoso Kasbah Ait Ben Haddoud e suaaldeia, Patrimônio Mundial da UNESCO, desde 1987, e cenário de diversos filmes, como “Gladiador”, de Ridley Scott, de 2000, e a parte 2 do último com Denzel Washington, de 2023. Além de “Sequestro no Mar Vermelho”, de Dante Lam, de 2018, “Rainha do Deserto”, de Werner Herzog, de 2015, “As Quatro Plumas” (The Four Feathers), de Shekhar Kapur, de 2002 etc. Este último é colossal, vale a pena assistir. Na Hollywood da África, existem muitos hotéis e restaurantes.
Estamos a 30 km de Ouarzazate. Descemos do ônibus e entramos em uma loja de um senhor tuaregue que vende armas antigas, cantis (para beber água), produtos decorativos, colares, tudo bem antigo. Casas em terracota com alfafa para aplacar o frio e o calor. Por ali, há lojas e uma varanda para fotografar o Kasbah Ait Ben Haddoud. Impressionante, mesmo de longe. Um rio passa na frente, é um cenário árido e de mistério. Testemunhamos os visitantes explorando os cantinhos da fortaleza. No local, uma pequena vila de lojas e casas pequenas. Na de outro tuaregue, venda de joias estilosas em prata. Comprei um anel original por €20 euros. As pulseiras estilosas, a mulherada do grupo “endoidou”. Logo adiante uma loja de aquarelas de diversos tamanhos. Tintas feitas de açafrão, chá e índigo para as pinturas. O índigo é utilizado na coloração de turbantes. Comprei um postal pintado a 100 DH (R$57,58), belo de um kasbah, que coloquei em um porta retrato dourado.
Como o grupo da excursão era amigável, a gente dividia guloseimas no ônibus. Comemos amêndoas, tâmaras e figos secos. Estamos em uma carretera (estrada nacional em espanhol) nova com controle de velocidade. Entendo perfeitamente, pois os motoristas fazem ultrapassagens perigosas.
Cheio de povoados pelo percurso. Sábado é dia de compras para os funcionário públicos. Os ônibus esperam por eles. Gostam de carne de cabra. O guia dá muitas dicas. Há canaletas saindo das montanhas. Controle na estrada de novo. Subimos a montanha agora. Paramos no Restaurant Palais de Tichka no percurso às 12 h, mas ninguém quis almoçar, só eu… Preferiram seguir adiante. Prosseguimos na subida da montanha, estamos na cadeia montanhosa Atlas. São marrons e verdes por conta das árvores. Marrons por causa do enxofre. O enxofre é amarelo, montanhas com sal, brancas. Terra de ouro e prata, bronze no sul.
Cruzamos o Col du Tichka ou Tizi n´Tichka,conhecida pela sua neve perpétua, mas no momento, estava sem. As mudanças climáticas agindo. A Wikipédia esclarece que se situa a 2260 m de altitude e é um passo de montanha na cordilheira do Alto Atlas. Montanhas de chocolate, no local há cordeiros brancos da cabeça negra, porque tem água. A carretera antiga era pequena. A atual é muito boa. 75% do fosfato do mundo vem do Marrocos. Encontra-se cobalto também.
Enfim, almoço no Café Restaurant Tizi Ait Barka, em Al Haouz Province, Marrakech-Safi, que oferece um visual impactante de montanha e vale lá embaixo. Uma mesa para 16 pessoas. Gostei da venda de postais, cadernos e marcadores de livros, lógico que comprei. 157 DH (R$90,44) mais chocolate da Polônia, uma delícia, parece suíço. Almoço: entrada de azeitona branca temperada e preta que parece ameixa, além do pão, duro de sempre, embora bom. Nunca comi tanta brochete, no caso, de peru e batatas fritas. Na mesa, a maior farra, os espanhóis são muito simpáticos.
Mais informações vindas do guia. Vacas ficam nas casas, as mulheres as alimentam. Vemos muitos tapetes para vender. O Abdul me fala sobre o norte do Marrocos: a cidade de Tânger e Chefchaouen (a cidade azul), quero conhecer. Já nas proximidades de Marrakech, ele nos conta sobre Amelkis Resorts, localizado em Marrakech, no Boulevard Mohammed VI, no sopé das montanhas do Atlas. São casas luxuosas como hotel e morada. Privacidade e campo de golfe com 27 buracos. Usam muita água. Interessante que os marroquinos não jogam golfe, só os estrangeiros. Precisam da autorização da companhia de água e eletricidade para funcionar. Quem tem casa lá são os atores Leonardo Di Caprio, Tom Hanks, o jogador Zidane etc. Existem outros campos de golfe na cidade.
Perto de Marrakech, as antenas de telefone como palmeiras, bem original e integrados à paisagem. O guia sempre fala em funcionários públicos. Pelo visto são valorizados. Têm apartamentos de 52 m² e pagam em 25 anos. A vida é mais fácil para eles do que para o restante da população. Laranjeiras no canteiro central. Entramos em Marrakech pela avenida larga e limpa, rodeada de árvores, um jardim privado onde somente estudantes entram. O clima é melhor entre as árvores.
Ao adentrar o mesmo hotel em que já nos hospedamos no início da viagem em Marrakech, nos despedimos do grupo alegre da nossa excursão e do Abdul no saguão do Palm Plaza Hotel& Spa (Zone Hoteliere De L Agdal em francês). Ele nos deu informações sobre o dia seguinte e nosso voo para mim, Carlos e Renato, nosso bom companheiro de jornada. Quarto melhor ainda, de rei. Saímos depois de nos acomodarmos e fomos passear no (shopping center) Almazar Centre Commercial (em francês), de 3 andares, cerca do hotel. As lojas Miniso (conheci em Lima-Peru e amei), Colin´s e Virgin Megastore são algumas delas. Muitas promoções de roupas/outlets, imperdível, pena eu não ter condições de comprar e tempo.
Jantar no hotel. O melhor buffet, espantoso o número de pessoas, o salão enorme. O feijão é uma fava, comi com arroz. Feijão com arroz, nada mais brasileiro. Doces diversos, pizzas, saladas mil, comidas variadas, tudo perfeito. Depois, hora de se recolher, pois no outro dia mais passeios por Marrakech. Estamos de volta à cidade vermelha.


























