Buenos Aires sempre!-2024-Monumentos aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul, Centro Cultural Borges e outros passeios-dias 7 e 8
Hoje é dia 11 de setembro de 2024. Fazemos passeios pelos arredores do Gran Hotel Buenos Aires a pé. Vemos o Palácio San Martin ou Anchorena, em frente à praça San Martin. Segundo a Wikipédia, sede cerimonial da Chancelaria da República Argentina, dependente do Ministério das Relações Exteriores. Queríamos conhecer, porém a visita estava suspensa momentaneamente por problemas internos, ameaças. Achei muito estranho mesmo tanto movimento de seguranças e policiais.
Memorial aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na praça San Martin se encontra o Monumento aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul. Está escrito: “Homenagem aos Caídos e Defesa da Pátria”. Lá estava uma banda da Marinha tocando e nós nos deleitando. Houve marcha e troca de guarda. A audiência estava boa. Vimos homens e mulheres da Marinha no local. De acordo com o site audiala.com, o monumento é símbolo da memória coletiva e do sacrifício nacional. Dedicado aos 649 soldados argentinos mortos durante a guerra das Malvinas em 1982, também é local de reflexão e educação, oferecendo uma perspectiva essencial sobre a identidade nacional. Promove o debate sobre a soberania das ilhas Malvinas.
Atravessamos as ruas e chegamos à Torre Monumental, antiga Torre dos Ingleses, cujo relógio está localizado a 39 metros. A torre tem estilo renascentista e foi inaugurada em maio de 1916. Percebi que os monumentos e praças estão cercados. Medo de vandalismo? Tudo muda, não era assim.
Passeio pela estação ferroviária Retiro com trens para Tigre, San Isidro etc. Não foi desta vez que fomos a San Isidro conhecer melhor. A estação é bonita, dentro há Starbucks, Alma (café), bancas de livros e muito mais. Os muffins (pequenos bolinhos individuais) do Café Alma me tentam. Os de chocolate são os melhores.
Almoço no Broccolino-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
De lá mais caminhada até o Broccolino Ristorante Italiano, nosso velho conhecido. Endereço: Calle Esmeralda, 776. Menu: salada e canelones com espinafre. E vinho Acordeón Malbec 2023, Finca Férrer. Mais encorpado que o do show de tango (da Esquina Homero Manzi). Refeição deliciosa. Buenos Aires é sinônimo de boa comida e vinho de qualidade.
Prosseguindo com as andanças, chegamos às Galerias Pacífico, nada surpreendente, afinal estando em Buenos Aires, temos que bater o ponto no shopping. Descobrimos o Centro Cultural Borges dentro. Exposições diversas em salas diferentes nos convidam a visitar o local. Museu Nacional de Arte Oriental (MNAC). A exposição do Oriente é muito interessante com a Armadura do Samurai, do Japão (período Tokugawa-1615-1868). Figuras variadas, acessórios com plumas, caixas, Budas, Vishnu, estela hinduísta de pedra (Estela de Vishnu), almofada de oração (tapete), máscaras, teatro de marionetes. Conforme o site Significados, Vishnu é um deus hindu, o guardião benevolente do cosmos, zelando pela sua preservação e harmonia.
OKAERI, espaço desenhado para invocar o cálido abraço que expressa o lugar como de pertencimento e acolhida. Rituais e teatro das sombras e marionetes da Indonésia. Toalhas da Índia. Kimono e adereços do Japão. Imperdível.
Vimos as obras “Cenários do Litoral” de Juan Ortiz (1896-1978). Outro espaço com arte contemporânea da Argentina, estilo Bienal. Artistas como Eduardo Carrera, Florencia Levy, Ary Brizzi etc.
Espaço Líbero Badíi, Espaço Berni com exposição, fotos da Pedra Movediça de Balcarce na serra La Barrosa.
À noite no Ditali (Maipú, 902) lanchamos e compramos empanadas para a viagem do dia seguinte. Garçom: Juan. Já começamos a sentir saudades.
Hoje é dia 12 de setembro de 2024, último dia. Lembraremos da janela do quarto que dá para o Palácio Paz, um visual bucólico. Dias com sol, mais quentes, uns 20° C; dias nublados, mais frios, uns 15º C. Época boa para visitar a capital federal.
Até logo, Buenos Aires. Para o Aeroparque Jorge Newbery, um táxi fixo por 15 mil pesos (hoje, uns R$57,00). Fomos com as empanadas para o nosso lanche antes da viagem, ainda compramos suco e café no aeroporto. Entrada para o voo demorada, tudo demorado, mas o estafe da GOL, atencioso. Fim de viagem: Buenos Aires-São Paulo-Fortaleza.
Aventura na volta. O avião não pôde aterrissar em Guarulhos-SP, aí eu e mais uns 39 passageiros perdemos a conexão, logo foi um périplo no aeroporto, muita demora. No Centro de Atendimentoda GOL, outra demora, mas enfim conseguimos um transfer de ônibus para o hotel Panamby em Guarulhos. Endereço: Rodovia Presidente Dutra, 7830. Hotel muito bom, 13 km do aeroporto. Jantar buffet, quarto ótimo. No café da manhã, teríamos somente 10 minutos para comer, porém quem supervisionava o café não nos deixou entrar, então tivemos somente uns 5 minutos, foi um corre corre. Bem desagradável isso. Ainda bem que o motorista do transfer foi legal e esperou pela gente um pouquinho mais. Afinal, eram muitos. Nesse fuzuê, conversamos bastante com outros turistas. E conhecemos um casal de argentinos bem simpáticos: Gustavo e Cristina, que ainda ajudamos com informações e troca de dinheiro. Coisas de viajantes, a gente se apoia.
Buenos Aires sempre!-2024-Chegada-dia 1 e Museo de Armas de la Nación-dia 2
Hoje é quinta-feira, dia 5 de setembro de 2024. Fomos de Fortaleza a São Paulo (3h16 m) e de lá para Buenos Aires-Argentina (2h40m) pela GOL. Buenos Aires de novo? Sim, sempre muito a conhecer e o motivo principal é amarmos a cidade. E os “hermanos”. Isso vocês sabem.
Voos lotados, viagem cansativa, ficamos na última fileira para BA. Serviram sanduíche de queijo e mortadela ou queijo, e sucos, refrigerantes e café. A copiloto era mulher, fantástico.
Chegamos e pagamos o táxi na Tienda León no Aeroparque Jorge Newbery. Endereço: avenida Rafael Obligado, s/n° (av. Costanera). Aeroporto dos voos domésticos. Gosto, porque é dentro da cidade e perto do hotel. O taxista Jesus, venezuelano, bom papo. O Gran Hotel Buenos Aires, na rua Marcelo T. de Alvear, 767, bem localizado e ficamos pelo sistema de hospedagens Bancorbrás. Ótimo trocar dinheiro no hotel, facilita nossa vida.
Jantar/lanche no nosso velho conhecido Ditali Pizzas & Comidas na Maipú, 902, esquina com Paraguay. Algo leve como salada (quatro legumes ou verduras a escolher) e suco de limão, gengibre e menta. Típico. Meu suco preferido na cidade. Percebo os garçons serem mais velhos. Na TV o jogo Argentina x Chile pela Sul-Americana, com homenagem ao jogador Di Maria pela saída da seleção argentina.
Eu mostrando o jogador de futebol Di Maria-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Carlos Alencar
Sexta-feira, dia 6 de setembro de 2024. Supercansados, sabemos que viagens são assim mesmo. O avião da GOL tem pouco espaço para as pernas e o corredor é menor. Eis a verdade. Enfim, estamos na bela capital federal e lá vamos nós. O café da manhã no hotel: cucas, croissants, ovos mexidos e o obrigatório doce de leite, mas em sachê. Queria mais. Refeição satisfatória.
Vamos ao Museu de Armas da Nação Tenente-General Pablo Riccheri. Rua Santa Fé com Maipú, cerca do hotel. Pagamos 3 mil pesos argentinos cada na entrada à época (hoje seria em reais R$11,39). Situa-se dentro do Palácio Paz que abriga o Círculo Militar. Muitos policiais militares vestidos de paletó preto, muito mais homens do que mulheres, eram da Gendarmeria Nacional Argentina.
São 17 salas e vemos armaduras, armas, espadas dos séculos XVI, XVII, XVIII, pertencentes a diferentes países. Mosquete, arcabuz, trabuco, do séc XVIII. Fuzil Mauser, de 1898, da Alemanha. Quadro “Combate de San Lorenzo” de Pedro Subercaseaux, de 1909. Ocorreu em 3 de fev de 1813 no monastério de São Carlos em San Lorenzo-Santa Fé-Argentina. Pintor nascido em Roma em 1886, mas que morreu em Santiago do Chile em 1956, e pintava quadros históricos.
Históricos das batalhas. Batalha de Chacabuco, de Pedro Supercaseaux, 1909, ocorrida em 12 de fevereiro de 1817 no Chile (Chacabuco). Evento crucial da guerra de independência do Chile entre Realistas (espanhóis) x Patriotas (San Martin e Bernardo O´Higgins).
Museu das Armas da Nação-seção da guerra das Malvinas-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Sala Gal. San Martin. Sala Gal. Belgrano, com uniformes usados desde o século XVI até 1942. Bonecos com uniformes. Sala da Constituição Nacional. Sala Ilhas Malvinas. Os 649 argentinos caídos na guerra contra a Inglaterra. Sala Oscar Silva. Armas, jornais, aviões, detalhes da guerra. Homenagem a eles com nomes de cada um. Sala Tenente Coronel Doña Juana Azurday de Padilla. Ela, mulher boliviana de origem indígena que participou das lutas pela independência da América espanhola (1780-1862). Sala 11-Gal. Martín Miguel de Güemes. Armas de punho com explicativo detalhado. Detalhe: visitamos o museu Güemes em Salta no norte da Argentina. Vale a pena a linda cidade e o museu. Visitando museus tomamos aulas de cultura.
Sala Armas do Oriente. Pistolas, armadura cerimonial de samurais (KOGAI-KOGANATA do Japão), espadas do Nepal, Filipinas, Índia, Ceilão (hoje Sri Lanka) etc. As roupas dos guerreiros são bastante interessantes. Apreciei as armaduras japonesas.
Sala Don Jorge Newbery (1875-1914), esportista, aviador, engenheiro, funcionário público e homem de ciência. O aeroparque tem o nome dele. Sempre aprendo em museus. TV com imagem de diferentes armas, outra com o canal História sobre a Batalha de Kursk (de tanques) na Rússia na II GM, além de mostrar mais tanques e bombas modernas.
Na sala Paseo de la Libertad (Passeio da Liberdade) a padroeira da infantaria Santa Bárbara em azulejos. A exposição “40 anos das Malvinas” é bem completa. 1982. Reportagem da guerra de Erwin Frederick Rivadeneira e livro de David Tinker “Malvinas-Cartas de um marine inglês”.
Loja do museu com livros novos e usados, revistas, chaveiros etc. Museu surpreendente. Locais que sempre me interessam, contam muito da história de um país. Saímos do museu e entramos na entrada do Círculo Militar.
Círculo Militar-Palácio Paz-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Palácio Paz. Prédio portentoso bem ao jeito “Buenos Aires” com jardim agradável, maravilhoso. O palácio é do início do séc. XX, tem estilo francês. Fomos almoçar em um dos restaurantes, no Croque Madame, no segundo piso. Uma taça de vinho branco Chardonnay e tinto Malbec Altosdel Plata, frango grelhado com salada e café Americano forte grande, total: 51.700 pesos à época (hoje seria R$196,20). Realizamos nosso sonho de almoçar em local tão deslumbrante.
Falando sobre o Gran Hotel Argentino. Algo inovador. No elevador, a cada andar, uma homenagem a um personagem icônico do país: o papa Francisco, a Mafalda, o Maradona, Gardel. Isso é elogiável a maneira como admiram e cultuam pessoas que fazem a Argentina ser o que é. Parabéns, hermanos.
No centro, na famosa calleFlorida, lojas diversas com promoções de roupas de lã, alfajores na Havana e Punto Dulce (com brasileiros vendedores). Sempre rumamos às Galerias Pacífico, amamos o aroma e a elegância. Lá estão lojas como a Morph, Alparamis, livraria Cúspide e o Madison Café. Nosso querido.
O calor aumentou embora ainda seja inverno. Detalhe: hoje em dia temos que levar roupas para todas as estações, nunca é o imaginado. E sempre Olhamos a temperatura antes de viajar. Era pra ser de 9º a 17º C, porém fez mais calor.
Andamos horrores até o café Tortoni, nosso café preferido. Pedimos a torta Selva Negra e a de maçã, tostados e suco de laranja. 5 mil pesos (hoje, R$18,97) a taça de sidra e 40 mil (hoje, R$151,80) o espetáculo de tango, o qual não fomos desta vez. Aconselho. O espaço é pequeno, intimista, vale a pena. Serviço do café eficiente, rápido. Lugar sempre movimentado. Pela primeira vez testemunhei uma criança de 5 anos vendendo lencinhos de papel dentro. As pessoas compram. Vi famílias dormindo nas ruas, sinal de pobreza. Coisas de cidade grande, infelizmente.
Voltamos ao hotel de táxi: 3 mil pesos (R$11,38) à época, taxista legal. Estávamos cansados. Dia fabuloso. Só lembrando que o que pagávamos no passado na conversão de reais para pesos argentinos, já não acontece mais. Viajar para o país já foi muito barato, atualmente é bem mais caro, há que se precaver. Continuaremos nossas andanças em breve.
O Rio de Janeiro continua lindo-feirinha de Ipanema-dia 6 e outras carioquices-dia 7
Hoje é domingo, dia 17 de agosto de 2025. O café da manhã do hotel Socialtel Copacabana (rua Almirante Gonçalves, 5) teve um bolo de chocolate com coco coberto com creme de leite Ninho delicioso. Poucas frutas, muitas opções de pães recheados. E com aquela paisagem de Copacabana com muita luz e sol. Pensem em um rooftop (terraço) mais abençoado. Detalhe importante: a água da cidade faz bem à pele e ao cabelo. Um tratamento de beleza.
A pé vamos em direção ao bairro de Ipanema, ao lado de Copacabana. Vemos uma feira tradicionalno Posto 6 a vender legumes, verduras, frutas e peixe fresco. Segundo o site Foursquare, tem o melhor pastel da cidade e ocorre aos domingos. Na avenida Rainha Elizabeth da Bélgica, de acordo com a placa. Começa quase no final da Avenida Atlântica em Copacabana e termina na av. Vieira Souto em Ipanema. Muito movimento, por mim já ficava lá. Boa caminhada no sol até a rua Visconde de Pirajá.
Feirinha de Ipanema-Riode Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Chegamos à feirinha de Ipanema. Amo essa feira hippie (mercado de pulgas), acontece aos domingos, das 10 h às 18 h na praça Gal. Osório. Tudo colorido, bolsas, quadros, incensos, roupas, artesanatos. As americanas comprando os biquínis verde-amarelos, franceses, argentinos, italianos, uma festa. Se morasse no Rio, iria todos os domingos, com certeza. Fiz minhas compras, saí satisfeita e fomos nos encontrar com o amigo Carlos Renato e conhecer sua amada Simone. Um doce de pessoa.
Escolhemos o restaurante Tropikus (rua Visconde de Pirajá, 111), de comida a quilo, restaurante excelente, lotado, pra variar. O que não falta na cidade é gente. Gostei de tudo, de diferente a pera ao vinho, o arroz verde (com brócolis) e as sobremesas… torta de pistache, de chocolate e coco, uau. Os bolos são molhados, bem recheados, clara influência portuguesa. Amo! Saímos de lá e ainda fomos tomar sorvete na VitaliGelato Artesanal (rua Visconde de Pirajá, 177), dica do Renato e Simone.
Nós com o Renato e Simone no calçadão do Arpoador-Rio de Janeiro-foto selfie tirada por Carlos Renato Machado
Domingo, dia ótimo para passear pela orla. Caminhamos de Ipanema pelo Arpoador até Copacabana. Multidão na rua, na praia, na calçada. Uma banda pelo percurso tocando Coldplay, foto com a estátua do grande Tom Jobim, compositor, maestro, bossa-novista. Que emoção!
À noite no rooftop do hotel, tínhamos direito a uma caipirinha às 18 h, então como perdermos? Presente do hotel. Depois uma salada grega pra mim e um cuscuz marroquino vegano para o Carlos. Vida boa essa nossa.
Na TV do quarto, não há televisão aberta e os canais de streaming só com a senha. Achei diferente isso. Logicamente, que fui para os meus doramas. Pois é, sou dorameira de carteirinha.
Dia 18 de agosto de 2025, dia 7 e último dia. Ficávamos sempre bestificados com a paisagem na hora do café da manhã. O cenário de mar se equipara ao da praia da Redonda em Icapuí, estado do Ceará, a diferença é grande, mas a emoção é a mesma: a baía de Copacabana e seu esplendor, assim como os barquinhos e jangadas na praia com o mar verde do Ceará.
Café da manhã com bolo de aipim (macaxeira) e coco, repeti. E haja quilos a mais…
Descobrimos o Shopping Cassino Atlântico em Ipanema, localizado à Avenida Atlântica, 4240, com lojas de antiguidades diversas, uma Tok Stok, estúdio de beleza, centro médico. Quimera Antiguidades, com suas caixas de madeira dos anos 40. As galerias de arte chamam a atenção. A Mitie Ywamoto e a Patrícia Costa. Obras muito bonitas e cheias de vida. Na Parceria Copacabana, vi roupas e artigos lindos. Bem Rio, com suas cores. O carioca aprecia flores, cores, vida, me identifiquei demais com a vibração da cidade. Tenho alma carioca. Para quem gosta de móveis antigos e modernos, e antiguidades, eis um lugar para visitar.
No térreo do shopping, o guichê de uma ideia original, a do ônibus Rio Samba Bus, estilo hop-on hop-off, ou seja, desce em paradas estabelecidas e oferece um city tour panorâmico musical, vale por 24 h, R$150,00 no momento. Da próxima vez, queremos aproveitar.
De despedida do lindo Rio, um almoço no Dom Camillo (Av. Atlântica, 3056). Menu: Caneloni Verdi di Parma e Ravioli di Vitello (carne de bezerro jovem) com funghi (cogumelo desidratado ou seco). E taças generosas de um bom Frascatti, branco, leve, que saudades desse vinho. E azeite Tempio e viva a Itália! Para completar, um bom espresso, per favore! Bem frequentado por gente da terra, italianos e turistas encantados. Lá oferecem a pinklemonade: morango com limão, eu fazia em casa, mas não sabia o nome.
À tardinha, caminhada até a Gelateria Piemonte (Av. Atlântica, 3056) pela calçada de cá do hotel. Sorvetes de limão siciliano, chocolate amargo 70% e pistache, e que farra! Interessante que vendem sorvetes para cães com fruta e água. E vou observando a calçada com umas quantas pedras soltas. Está na hora de manutenção. Milho verde no palito, um sucesso. Antes eu via mais pessoas levando o carrinho com bolos diversos, algo que só vi no Rio e em Paraty-RJ. Acho fantástico. Desta vez, só vi uma vez. E a feirinha de Copacabana com suas variadas opções de lembrancinhas, camisetas da Seleção Brasileira e biquínis com as nossas cores. Muito bom ver tantos turistas.
Dia 19 de agosto de 2025. Dia da partida. O clima de 20° a 23°C. De dia sol, de manhã cedo e à tardinha começava o vento forte. Bom para um casaco. O Rio é bom de ir em agosto. O Genilson, segurança do hotel, bom papo e solícito. O hotel vale a pena. A estátua do Jorginho Guinle em frente ao Copacabana Palace, hotel que é meu sonho de consumo. E no aeroporto Santos Dumont, comprei enfim os biscoitos Globo, estava curiosa. São de polvilho e tem salgado ou doce. Nada mais são que nossa “peta” no Ceará.
Obrigada, Rio de Janeiro, amigos e amigas pelo reencontro feliz. Retornaremos. Dennis, nosso agente da BLUEDREAM VIAGENS, valeu.
Hoje é sábado, dia 16 de agosto de 2025. Às 9 h o nosso amigo carioca Carlos Renato Machado passa para irmos a Niterói. Minha segunda vez. De Uber fomos à praça XV de Novembro e nos deparamos com o mercado de pulgas. A feira de antiguidades, quinquilharias e brechó é muito interessante. Estilo San Telmo em Buenos Aires, tem muita gente, bancas com comidas, tortas, sucos e vendas no chão. Nunca vi igual. O povo coloca um pano e espalha suas vendas. Vale a pena explorar aos sábados.
Feira de pulgas na praça XV-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vamos à Estação das Barcas. Dentro do catamarã que liga o Rio a Niterói sempre uma experiência agradável. 20 minutos depois, descemos. Nossa intenção foi percorrer o Caminho Niemeyer. Começa no terminal rodoviário João Goulart. Vemos a capela João Paulo I e oTeatro Popular de Niterói, de 2007, feito em forma de curvas de mulher e imagens de bailarinas. No 2° andar, a imagem na parede do Manifesto Popular. O caminho segue até a praia de Charitas. Na cúpula ali perto, o memorial Roberto Silveira, onde funciona a Secretaria da Mulher. Vemos a estação hidroviária de Charitas. Na praça IX um evento grande de gaúchos: churrascada com torresmo de rolo e galeto, a Blend Barbecue Festival. Um adendo: Roberto Silveira foi governador do antigo estado do Rio de Janeiro (1951-1961). Outra cúpula menor ao lado: o museu do ex-governador Roberto Silveira.
Nós com o Renato no Caminho Niemeyer-Niterói-RJ-foto selfie tirada pelo nosso amigo Carlos Renato
Continuamos caminhando pelo Caminho Niemeyer. Vemos a estátua do fundador de Niterói: cacique Arari Boia, estamos indo para a praça JK e tiramos uma foto ao lado do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) e Oscar Niemeyer.
No Shopping Plaza, pegamos um táxi preto para o Museu de Arte Contemporânea (MAC), parecido com um disco voador. Cartão-postal da cidade e obra do grande arquiteto. Aproveitamos para conhecer um pouco mais do município e suas casas, prédios, ruas. Cidade aprovada, uma lindeza. Arborizada. Agradável. Do museu se veem as praias de Boa Viagem à direita e Icaraí à esquerda. O museu é pequeno, as obras bonitas, porém arte contemporânea não é a minha predileção. Achei interessante o espaço para as crianças colorirem as obras. Diferente, sem dúvida. A visita é obrigatória pela construção original e cenário deslumbrante que se tem de lá.
Museu de Arte Contemporânea-Niterói-RJ-foto tirada por Mônica D. Furtado
A Wikipédia nos conta que o MAC foi inaugurado em setembro de 1996. O prefeito da cidade Jorge Roberto Silveira (filho de Roberto Silveira) convidou Niemeyer a construí-lo e ele o fez sobre o mirante de Boa Viagem. O museu com sua fachada futurista possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas. Disponibiliza atividades educativas desde o mesmo ano da sua inauguração, chamadas de Desafios Comunicativos de Arte Contemporânea com o intuito de incentivar a produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte.
Segundo a mesma fonte, o Caminho Niemeyer é um conjunto de equipamentos culturais e centro cultural de grande valor arquitetônico, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, nos bairros litorâneos da cidade de Niterói. O complexo se estende por 11 km, do centro à zona sul, desde o aterro da Praia Grande no centro até o bairro de Charitas. O objetivo era revitalizar a orla da cidade junto à baia de Guanabara.
De lá fomos ao Mercado Público, de Uber. Viva o Renato que nos guiou. Obrigada, amigo. No bairro Ingá, muito movimento. Passamos pelo Centro Cultural dos Correios. Chegamos ao mercado. Dois andares com muitas opções. Gostei da pastelaria A Mortadela. O almoço foi no restaurante BacalhauCorujão, pedimos um Bacalhau à Gomes de Sá com o vinho Meia Palavra. Caro é, mas o momento requeria uma celebração. Ganhamos do maitre simpático uma prova de vinho e uma ginjinha do Marcone. Aprovado. Ginjinha tomamos em Portugal, em especial em Óbidos. Amo.
O mercado com muitas ofertas de comidas, bolos, sorvetes, brincadeiras para crianças, queijos de Minas Gerais (como o afamado queijo da Canastra e degustação de queijos com goiabada) e doce de leite. Tudo delicioso.
Voltamos ao hotel Socialtel em Copacabana-Rio de Uber, deixamos o Renato perto de Ipanema. Aí resolvemos dar mais uma caminhada à tardinha pela orla, paixão total. Descobri o edifício onde viveu Nara Leão com os pais dela nos bons tempos da Bossa Nova. Para mim, a música mais harmoniosa e bonita do Brasil. Na placa, no prédio histórico da nossa musicalidade, está escrito ser do Circuito da Bossa Nova. Um achado! Nelson Costa, meu professor/orientador de mestrado na Universidade Federal do Ceará, como não lembrar de você?
Depois, lanche no nosso lugar escolhido para jantar: Total Sucos. Suco de morango com laranja (amei!) e a costumeira tapioca de queijo e presunto.
Visual da cidade de Évora-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 13 de novembro de 2024. Vamos a Évora, cidade imperdível perto de Lisboa, na região do Alentejo (significa “além do Tejo”). Estamos no hotel Duas Nações na Rua da Vitória, 41. Pegamos o metrô linha azul ida e volta. Como temos o cartão, pagamos €3.60 euros em direção ao Jardim Zoológico. Descemos e fomos procurar o Terminal Sete Rios, detalhe: a gente sempre se perde, mas também sempre encontramos um anjo para nos ajudar. Uma senhora nos levou até a entrada. Enfim, deu certo. Paguei €12.50, o Carlos €11.30 (mais de 65 anos).
Fixamos o olhar no painel de chegadas e saídas para saber o portão da Rede Expressos. Não apareceu, por sorte, estávamos na frente do portão, aí a atendente nos indicou. Assentos 21 e 22, 1h e 30 min. de viagem. Não deu tempo para o café.
E vamos observando o visual. Passamos pelo Aqueduto. Obra de engenharia fantástica em uma época em que não havia nem ferro nem cimento. Ponte 25 de Abril, outra obra de engenharia admirável. Estamos no mesmo caminho das cidades de Setúbal e Sesimbra (já estivemos lá). Monumento ao Cristo Rei. Ninhos de cegonhas nas torres de eletricidade. Curiosidade: no Marrocos, são protegidos, se machucá-los é preso.
As estradas um tapete. Estamos no interior de Portugal com gado, muito verde, casas isoladas que parecem fazendas.
Chegamos a Évora e fomos logo tomar um café americano para animar. Máquina de troco. A pé para a cidade histórica. Largo das Alterações de Évora, de 1637. Muito mais frio do que em Lisboa. Trouxe um casaco que não protegeu muito. Como fumam! Observação: quem nasce em Évora é eborense.
Na igreja em que entramos uma exposição dos cristãos perseguidos pelo mundo, da Fundação AIS. Rua Serpa Pinto. Loja Marques Soares, muitas ruelas, Travessa das Cruzes, Mercearia Mimos e Iguarias Amanhecer, restaurante Pipa Redonda. Ladeira, Museu Inatel. Calçadas e ruas de pedra, Loja Mango. Praça principal com igreja e fonte com uma coroa em cima.
Praça principal em Évora-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Descendo pelos Arcos no corredor de pedra, vemos várias lojas de viajantes Barbour e outras, pastelaria Alabaca, restaurante O Antão, doceria Queijadas d´ Évora. Provamos, por sinal, bem suave o doce típico. Mais lojas atraentes Calzedonia, Parfois (amo!), Eborina, Ale-Hop, um show de lojas. Agências de viagens, Natura (loja linda de roupas coloridas, bijus, bolsas com preços razoáveis). Tudo mais barato do que em Lisboa.
Restaurante Tunnel, bem fofo com fotos de roqueiros e guitarras. Foi onde almoçamos um bom Bacalhau à Braz por €9.50 e tomamos um vinho da casa frutado Montado. Vida boa a nossa.
Que cidade mais agradável! Rua 5 de Outubro e seu comércio forte de cortiça. Também boinas, bonés, tênis. E lá vamos à Basílica Catedral, finalmente. Com torre de 106 degraus, Galeria dos Arcebispos, Coro Alto e claustro. Endereço: Rua do Cenáculo, 1A. Segundo a Wikipédia, a Basílica Sé Nossa Senhora de Assunção ou Sé da Catedral de Évora foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204. Esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. Seus estilo é romântico, gótico. E se trata da maior catedral medieval de Portugal.
Templo de Diana em Évora-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Visita ao Templo de Diana. Perto há a Cartuxa Enoteca, da Fundação Eugênio Almeida. Para quem é amante de vinhos e azeites, um deslumbre ver seus vinhos famosos, como o Pera Manca. No local, vinícola e restaurante de gastronomia alentejana. Rua Vasco da Gama, 15. Estamos no centro histórico de Évora.
Mais caminhada e descobrimos o Mercado Municipal Zé do Bacalhau, com opções diversas: biscoitos de coco, torta de amêndoas, pastel de feijão etc. A Tripadvisor menciona ser o local onde podemos encontrar variedade e qualidade, em especial a loja Zé do Bacalhau que tem enchidos e queijos regionais. Endereço: Praça 1° de Maio, 28.
Convento e Igreja de São Francisco com a afamada Capela dos Ossos na Praça 1° de Maio. Um verdadeiro museu na entrada com um conjunto de esculturas, por exemplo: Santa Águeda, do século XV/XVI, a história do convento, pinturas dos mesmos séculos. Arca tumular dos fundadores do convento. Lápide da fundação do claustro, de 1376.
Um pouco da história do Convento e Igreja de São Francisco. O folder da igreja cita os primeiros franciscanos chegados a Évora em 1224, vindos da Galiza. Do primeiro convento apenas restam vestígios da igreja gótica e uma parte do claustro, edificado em 1376. Conhecido no séc. XVI como o Convento de Ouro, foi difícil manter as prerrogativas como abandono do Paço numa parte do convento até que Filipe II acabou por entregá-lo aos religiosos. A partir do séc. XVI a Ordem Terceira da Penitência de São Francisco veio trazer à igreja um forte cunho devocional e artístico pela contratação de consagrados mestres na instalação e decoração da sua Capela dos Ossos e da Casa do Despacho. A extinção das ordens religiosas em 1834 ditou o rápido declínio do edifício conventual. Mantiveram-se a igreja e a Capela dos Ossos, devido em parte à Ordem Terceira, à intensa devoção popular ao Senhor dos Passos e à passagem da sede da paróquia de São Pedro para a igreja. Em 1892-95 grande parte do arruinado convento foi vendida em hasta pública ao benemérito eborense Francisco Barahona, que mandou construir as habitações ainda hoje existentes e colaborou generosamente no restauro da igreja e Capela dos Ossos.
A Capela dos Ossos, nos explica o informativo, foi construída no séc. XVII, seguindo um modelo então em voga, com a intenção de provocar pela imagem a reflexão sobre a transitoriedade da vida humana e o consequente compromisso de uma permanente vida cristã. Tanto as paredes como os pilares estão revestidos de alguns milhares de ossos e crânios, provenientes dos espaços de enterro ligados ao convento. Os frescos que decoram o teto abobadado, datados de 1810, apresentam uma variedade de símbolos ilustrados por passagens bíblicas e outros com os instrumentos da Paixão de Cristo. À saída da capela, na parede fronteira, um painel azulejar, da autoria do arquiteto Siza Vieira, contrapõe à alusão da morte o milagre da vida.
No primeiro piso, o Núcleo Museológico. O folder nos informa que com as obras de 2014-2015 recuperou-se o espaço do antigo dormitório dos frades, situado sobre a Sala do Capítulo e a Capela dos Ossos, inutilizado desde os finais do séc. XIX. Instalou-se um Núcleo Museológico, a partir dos acervos do próprio convento e de outros conventos franciscanos eborenses extintos. Dele fazem parte obras de pintores como Francisco João e António de Oliveira Bernardes, esculturas dos séculos XVI a XVIII, uma coleção de ourivesaria sacra da mesma época, paramentaria e objetos devocionais.
No segundo piso, a coleção de presépios Canha da Silva. De diferentes países. Belos, os meus preferidos foram os coloridos e originais. De acordo com o mesmo informativo, após a requalificação da igreja, foram abertas ao público as galerias superiores sobre as capelas laterais. Seguindo a espiritualidade franciscana, aí se encontram expostos os presépios da grande coleção particular do major-general Fernando Canha da Silva e sua esposa FernandaCanha da Silva, mercê da sua formação e sensibilidade religiosas e de um protocolo com a igreja de São Francisco.
Terminados os passeios, retornamos à estação rodoviária. Outro anjo nos guiou para pegar o “autobus”. Hora: 16 h. O ônibus para na rodoviária de Montemor-o-Novo, outra gracinha. Cruzamos a ponte Vasco da Gama ao entardecer. Mais um dia bem aproveitado no lindo Portugal. Ai, como gostamos!
Hoje é dia 10 de abril de 2024. O café da manhã do hotel Chiado Borges de novidade compotas de abacaxi e pêssego com pouco açúcar. No mais, o de sempre. Todo hotel é assim, em geral, o café fica repetitivo. Perto poderíamos tomar o pequeno almoço, como chamam, e mais barato, já que no hotel nos cobram, porém dava preguiça de sair e comer menos.
A ideia do dia é conhecer Sesimbra, cidade litorânea, distante 40 km de Lisboa, pertencente ao distrito de Setúbal, antiga província de Estremadura. Ouvi falar pelas amigas portuguesas Luísa e Inês, quando lá foram veranear, vindas do norte do país. Saudações, amigas queridas.
Entramos na estação do metrô Baixa-Chiado e haja escadas, a escada rolante para descer não estava funcionando, a de subida estava. €2,30 (euros) o tíquete no guichê mais o cartão, devemos recarregar depois. São 7 paradas até o Jardim Zoológico/estação de ônibus Sete Rios, onde pegaremos o ônibus para Sesimbra. O assento do metrô imita a cortiça, nas costas também, em vermelho e cortiça. Muito giro, como dizem. Gostei.
Alcançamos o Terminal Sete Rios, achei mal sinalizado. O lugar do ônibus para Sesimbra não era dentro, tivemos que dar mil voltas até encontrar a parada do lado de fora, olhando para o Jardim Zoológico, do outro lado da avenida Gulbekian. Na verdade, é Sete Rios P3-Sesimbra (terminal), companhia Carris n° 3721, estação Campolide. Felizmente, sempre há quem ajude. A passagem é €4,50 em moedas. Está explicado porque Sesimbra não é muito conhecida, porque é uma aventura chegar, só nós mesmos. O ônibus a gás natural partiu às 9h45.
Agora, relaxar e ver a paisagem. Estamos passando pela ponte 25 de Abril, temos um visual bonito de Lisboa. Veremos a estátua do Cristo Rei do outro lado do rio Tejo mais de perto. Setúbal do outro lado. Para um lado da estrada Sesimbra/Seixal, de outro Sesimbra/Azeitão. Nas paradas de ônibus, informações pertinentes, bem organizado. Continuamos Sesimbra/Santana. Tudo verde, que país mais arborizado!
A velocidade na estrada é de 50 km/h e vemos casas, lojas de automóveis, de cerâmicas etc.
Chegamos a Sesimbra, descemos no Terminal Carris em frente à Biblioteca. Estamos na pedonal/calçadão. Vamos logo tomar um café na pastelaria O Caseiro, na Av. da Liberdade, 15, repleto de gente. Peço um doce: farinha torrada, típico do local. Muito bom, pouco doce com gosto de chocolate e limão. Onde vamos há europeus “turistando” e aqui vemos o legítimo português.
Sesimbra e seus prédios à beira mar-Portugal-foto tirada por Mônica D. FurtadoSesimbra litorânea-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
A praia nos chama, descemos até ela. Que lindeza! O sol escaldante, a cidade muito clara, tem que usar óculos escuros. Tem cheiro de peixe, clima praiano, mar calmo, uma esplanada para as caminhadas, hotéis à beira mar e restaurantes diversos. Agradável de se estar e sentir o momento. Prédios simpáticos e de poucos andares na orla, do jeito que gosto. Sesimbra tem a maioria das casas e edificações de cor branca e telhados vermelhos.
Fortaleza de Santiago-parte de cima-Sesimbra-Portugal-foto tirada por Mônica D. FurtadoMuseu Marítimo de Sesimbra-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Entramos no Museu Marítimo de Sesimbra dentro da Fortaleza de Santiago, logo ali. Era a casa do governador. À época, o rei de Portugal era D. Carlos I (1863-1908) e D. Amélia (1865-1951), ele era próximo da comunidade pesqueira e fez expedições oceanográficas. Na placa na frente do museu, está escrito Carlos de Bragança “O Rei Pescador”. Herda de seu pai, D. Luís, o “Rei Marinheiro”, a paixão pelos assuntos do mar, o que irá justamente refletir na sua obra artística e científica. No campo das artes plásticas, tinha dotes de aquarelista (utilizando também o pastel e o óleo) e de desenhista; e obteve êxito na área da ornitologia e oceanografia, dentre outros muitos talentos.
Um pouco de história com a Wikipédia: Carlos I foi aclamado rei em 28/12/1889 e teve a presença de seu tio-avô Pedro II, imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês. Foi casado com a francesa Amélia deOrléans, filha primogênita de Luís Filipe, Conde de Paris (pretendente ao trono da França).
O museu mostra o mobiliário da época, altar de madeira, Chincha ou Arte de Comeiro (Xávega), de 1462, uma técnica de arrastão sobre a arte da pesca de sardinha e carapau. A respeito da indústria conserveira datada de 1896, existiam três fábricas de conservas na cidade. O período mais expressivo foi das fábricas de conserva em azeite na I Guerra Mundial e final da década de 1920 do séc. XX.
Mostra as técnicas de pesca de robalos, pargos, peixe-espada que eram colocados no areal para a venda até os anos 1970. A barca de Sesimbra e aoila (3,30 m de comprimento e 1,52 m de boca): duas embarcações de pesca características até meados do séc. XX. Os barcos de Sesimbra descobriram o mundo. A construção de barcos remete a 7/4/1410, do deão de Coimbra, D. Álvaro Afonso, que menciona os dízimos a pagar pelos calafates e carpinteiros que construíram os barcos.
Em uma sala, a religiosidade dos pescadores. Culto a Santa Maria do Cabo Espichel, do séc. XVII/XVIII. Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Boa Viagem. Sala da Memória, Identidade e Comunidade. Mais escadas em curva se abaixando e saímos na parte de cima da fortaleza, um cenário deslumbrante. Valeu o passeio. Lembrei do Museudo Mar de Parnaíba-Piauí.
Hora do almoço. Descobrimos ali perto o restaurante O Canhão. Robalinho com batatas e legumes salteados para mim, e para o Carlos, bacalhau assado com o refrigerante Ginger Ale, nossa paixão, e vinhoverde Azevedo (da região do Minho), perfeito. De entrada nos ofereceram azeitonas e queijo de ovelha cremoso de Azeitão (da região) e pão português. O garçom João Paulo, uma simpatia, conhecedor de Londrina-Paraná. Que refeição deliciosa! Pagamos €50 com a taxa de serviço.
Em breve, prosseguiremos com mais passeios nesta cidade praiana e ensolarada.
Hoje é segunda, dia 8 de abril de 2024, dia de visitar Tomar, minha segunda vez lá. O Carlos queria muito conhecer de tanto que eu falava. Acordamos às 6h45, pegamos um táxi (€6,30 euros) para a estação de trens Santa Apolônia, mais próxima do hotel Borges Chiado. Saímos sem café da manhã e na estação não encontramos nada aberto.
O trem Regional custou €10,75 euros e a hora foi 7h45. Vamos viajar? Já disse que amo viagens de trem ou comboio? A duração é de 2 h.
Parada ou paragem 1: Estação (ferroviária) do Oriente; parada 2: Póvoa, entra e sai gente, são paquistaneses, africanos, europeus, americanos e nós; parada 3: Alverca do Ribatejo, onde se encontra o Museu do Ar, detalhe: 15º C lá fora, tempo nublado e chuvoso; parada 4: Vila Franca de Xira, comentário a fazer: ninguém ousa passar o sinal de trânsito. respeitam o pedestre que atravessa nas faixas; lá vem o cobrador, bem-vestido de gravata e terno, acho o máximo, conhecido como o sr. picador. Mostramos o bilhete, ele pediu o passaporte dos ingleses perto da gente, o nosso, não.
Parada 5: Azambuja; dentro do trem só aceitam pagamentos do bilhete a dinheiro, quem não tiver, tem que sair; parada 6: Virtudes; parada 7: Reguengo; parada8: Setil; parada 9: Santana-Cartaxo; parada 10: Vale de Santarém. Passamos pelo rio Tejo.
Parada 11: Santarém; parada 12: Vale da Figueira; parada 13: Mato de Miranda; parada 14: Riacho-Torres Novas-Galegã; parada 15: Entroncamento, estação maior. Informe: ver CP Comboios de Portugal no Google que informam tudo: só preencher data, partida e destino. 17º C; parada 16: Lamarosa, e eu de papo com o casal de americanos de Charlestown-Massachussetts, ele de 90 e ela de 88, que disposição! Haviam contratado um guia. A gente foi por conta própria mesmo.
Parada 17: Tomar!!! Descemos e paramos para um cafezinho e uma tosta/misto quente no café mais próximo da estação. São 10 h da manhã.
Tomar e o rio Nabão-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos na parte histórica, ruelas lindas, praça da República, Câmara Municipal, rua de Serpa Pinto (antiga Corredoura), com calçadão no qual passa carro, parte comercial com restaurantes, tabacarias, lojas e antiquários. Vai acabar em uma ponte que liga a parte antiga à nova e passa pelo rio Nabão. Uma formosura de cenário, a gente se sente em uma pintura impressionista.
Castelo de Tomar-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Resolvemos subir ao Castelo de Tomar, obra icônica. Bom ir de tênis ou bota antiderrapante, pois o caminho é de pedra. Ao lado, um bosque com um belo visual da cidade. Estamos no Convento de Cristo. Na entrada, um cavaleiro templário para fotos, uma diversão, paga-se o que quiser. Visitamos os espaços exteriores, as muralhas, a Torre da Condessa, os jardins, muita mata, e nos sentimos em um reino encantado. Vimos mais americanos pelo percurso, sempre simpáticos. Passeio a pé para quem tem joelho e perna bons.
Dentro paga €10 euros ou €5 (terceira idade). A igreja da Ordem dos Templários data do séc. XII, é espetacular, uma obra de arte. Do lado de fora é do séc. XVI, da época de D. Manoel, que foi responsável por muito da construção.
Segundo nos disse a solícita funcionária da igreja, a história dos templários não é ensinada em Portugal, porque a Igreja não os aceitava. Foram protegidos por D. Dinis (1261-1325) que para não os entregar, os transformou em monges da Ordem de Cristo. Na França, no séc. XIV, foram perseguidos e queimados na fogueira. Na Sala do Capítulo, duas televisões contando a história deles. O Claustro de Santa Bárbara, de 1531, cujo arquiteto foi João de Castilho, é digno de foto. O castelo é enorme e são tantos claustros…
Filmes e exibições mostram a Rota dos Templários em outras línguas. Eles estiveram no Médio Tejo, região no centro do país, também em Fátima, Torres Novas etc. Sempre houve tentativas de invasões, como a islâmica, por exemplo, no qual houve confronto. Os cavaleiros templários, liderados por D. Gualdim Pais, defenderam o Castelo. A Porta de Almedina, chamada de Porta de Sangue, confirma a luta sangrenta. Os templários eram Cavaleiros de Cristo, que criaram a Ordem de Cristo, sendo Tomar, o centro nevrálgico.
Igreja da Ordem dos Templários-Convento de Cristo-Tomar-Portugal-foto tirada por Mônica D. FurtadoJanela Manuelina-Castelo de Tomar-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Também vimos os quartos dos monges, muitos, que são celas. O corredor é tão grande que a gente se perde. De uma das celas, se vê a Janela Manuelina, algo de uma beleza inenarrável. Das janelas dos quartos, vê-se o Aqueduto do Convento de Cristo ou de Pegõesque trazia água para eles. Fabuloso. Os brasileiros são raros, para nós Tomar ainda é desconhecido. Americanos aos montes. Por fim, a loja do castelo, dita Água.
Saindo do castelo, nos dirigimos à cidade novamente. Descemos a grande ladeira de pedras, ufa! Mais para baixo nos deparamos com um prédio que tinha um elevador, ainda bem, pois o esforço foi grande.
A Sinagoga mais antiga de Portugal se localiza em Tomar e data de 1190. Estava fechada, uma pena. A Cidade Templária, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo são Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade tem tradições, igrejas e jardins, uma maravilha e há uma Festa Templária todos os anos. Muito a ver, ainda tem o Museu Municipal.
Com era feriado, só encontramos poucos restaurantes abertos. Escolhemos o Landeira e pedimos uma feijoada de bacalhau: feijão-branco com cenoura, bacalhau, uns grelos e uma porção de azeitonas, novidade. Grelos são folhas das couves e nabos, muito utilizados na culinária portuguesa como acompanhamento. E um Ginger Ale da Schweppes, além do vinho branco Insólito da região. Delicioso. Lugar bem estiloso com cadeiras e mesas pretas e uma vinoteca. Situado na rua Da Silva Magalhães, 45. Almoço muito bom e atendimento também.
Pós-almoço, rumamos à sinagoga. Apesar de fechada, deu para dar uma olhada e ver as explicações do lado de fora. A sinagoga era o centro da vida comunitária judaica medieval, funcionando como lugar de oração, assembleia e escola. Praticamente intacta, construída no séc. XV, é um raríssimo exemplar de uma sinagoga medieval. Encontra-se na antiga Judiaria Henriquina. Atualmente alberga o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. Dos elementos originais conservam-se as quatro colunas e o sistema de acústica (cântaros embutidos nas paredes). No edifício contíguo à sinagoga podem-se ver os vestígios arqueológicos do mikvé, estrutura para os banhos de purificação mais a loja de suvenires dos Templários.
Continuando o passeio pela cidade a pé, chegamos a um parque de jardins: Mata Nacional dos SeteMontes e Porta Almedina do sítio templário. Um jardim formal, uma beleza de se ver, falta pouco para a primavera na Europa. Está escrito no local: espaço bem definido por canteiros de buxo, de traçado geométrico, simples e regulares, ligeiramente desviado do eixo central do vale principal, prolongando-se pelos dois patamares superiores. Estes espaços, contemporâneos entre si, teriam sido uma forma de regularizar o terreno das hortas existentes inicialmente neste vale, bem evidenciado pelo “tanque do meio” e pelo “tanque pequeno” entre os quais a água comunicava por uma coluna.
Estávamos na estação de Tomar às 16 h. Compramos três minutos antes de partirmos. O Carlos queria pegar o ônibus, eu sempre prefiro o comboio. Vamos lá, outras paragens como Carvalho de Figueiredo, Santa Cita, Curvaceiras, Carrascal/Delongo, Soudos/Vila Nova, Lamarosa etc. Clima de 19º C, zona rural com vacas, ovelhas e cavalos.
Na volta a Lisboa, táxi para o hotel, O falante taxista Ricardo nos deu dicas da sua cidade Sesimbra.
No jantar, a lanchonete Vitaminas de novo perto do Borges Chiado. Uma comida saudável como creme de tomate e muçarela (€3,50 euros) e buffet de salada de frutas com iogurte e gelatina (€4,50 euros). A Celeste Tavares nos atendeu novamente, uma simpatia. Para fazer a digestão, descemos a ladeira até o Shopping Armazéns do Chiado. Descobri a Beatriz, brasileira, no quiosque Wood World de relógios estilosos feitos na Espanha por 30 euros. Amei! Comprei um colorido, a minha cara.
Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico Yellow Bus
Hoje é quinta-feira, dia 4 de abril de 2024. Dia para passear de ônibus double-decker por Lisboa. Acordamos tarde, por conta da diferença de fuso horário entre Fortaleza-Ceará-Brasil e Lisboa, 4 horas a mais. Estávamos bem cansados. Decidimos comer no hotel Borges Chiado (rua Garrett, 108), por $10 (euros) cada. Bom custo-benefício. O pequeno almoço ou café da manhã é bem sortido: frutas: maçãs e tangerinas, sucos de máquina, cafés diversos, cogumelos, cereais, feijões, pães, bolos de nozes, chocolate e ananás, tudo com pouco açúcar, iogurte etc. No final, vale a pena. Elegante a sala do café de cor branca e dourada, com lustres bonitos do tipo pendentes, bem Europa. E turistas nas mesas falando alemão, francês, inglês e nós, sensacional! O hotel é decorado com fotos de Lisboa antiga e azulejos. Bem Portugal!
Por ser muito bem localizado, é mais caro, porém vale cada tostão. Estar ao lado do Café ABrasileira e estar em um bairro repleto de teatros, restaurantes, cafés e livraria Bertrand é um show. Trata-se da maior rede de livrarias de Portugal, inaugurada em 1732, por Pedro Faure, na rua Direita do Loreto.
Antes de sairmos do hotel, deixamos reservado o a excursão a Fátima, Nazaré, Batalha e Óbidos domingo por $76 cada, das 8h30 até as 18 h.
Há uma banca de revistas ali perto, do Jorge, onde compramos o passeio do dia. Preferimos ter direito a 48 h por $28. O Jorge vende mapas, linhas de ônibus turísticos e bondes, chocolates, livros e muito mais. E ele nos dá o folder e ensina a chegar na praça da Figueira para pegar o ônibus da linha amarela na sua primeira parada. No caminho, vimos o Café Nicola, as praças do Rossio eRestauradores. Nos perdemos e achávamos que a Restauradores era a Figueira, era pra ter dobrado à esquerda no Rossio, mas tudo bem. Nos encontramos, enfim.
Avenida da Liberdade-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos no ônibus Yellow Bus-Ônibus Amarelo (linha Belém Lisbon) com auriculares e satisfeitos. Vamos sentir Lisboa, topam? Lisboa com suas subidas e descidas, praças, espaços. Estamos na Avenida daLiberdade, audaciosa, luxuosa, uma das avenidas mais caras da Europa, origem do séc. XIX. Edifícios imponentes, calçadas portuguesas, tradicionais quiosques. 1 km de comprimento. Larga, arborizada, imagino o que seja morar lá. Deve ser um paraíso.
A festa de santo Antônio é marcada por desfiles do santo, roupas tradicionais populares, a avenida fica linda, segundo o áudio. Segundo o site www.eurodicas.com.br, em vigor há mais de 90 anos, as marchas populares são parte importante das comemorações da festa. Elas acontecem na noite de 12de junho na Avenida da Liberdade. Dali, saem pessoas em desfiles com coreografias, roupas tradicionais e música. Ocorrem mais festas do santo em outros bairros também. Eis Lisboa, uma cidade para “turistar’. O transporte facilita a vida do viajante, há os turísticos Yellow Bus e Gray Line (Linha Cinza), o tuk tuk, o tram, o metrô, táxis, Uber, o bonde, e as pernas, bastante válido o exercício. Falando em tuk tuk, vi pela primeira vez. Trata-se de um triciclo coberto que leva de 3 a 6 pessoas e o motorista funciona com guia.
Tuk tuks em Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
Passamos pela Praça ou Rotunda do Marquês de Pombal, tendo no centro o monumento dedicado a ele (1699-1782) e inaugurado em 1934. Figura da história portuguesa, importante, controverso, carismático, secretário de Estado do Reino de Dom José I (1750-1777), autoritário, reconstruiu Lisboa após o terremoto de 1755. Lisboa é a capital mais ocidental da Europa, são aproximadamente 3 milhões de habitantes. O bairro peculiar Alfama tem becos e ruelas. No séc. XII, os mouros foram expulsos definitivamente da terra portuguesa por Dom Afonso Henriques na batalha de Ourique.
Ruas estreitas e medievais antes do terremoto. Depois, se urbanizou e desenvolveu. O clima está ensolarado, uns 19°C, uma gostosura, basta um casaquinho. Vemos a loja de departamentos que simplesmente acho formidável: o El Corte Inglés, o primeiro fora da Espanha, a loja é enorme, tem de tudo, supermercado e 14 salas de cinema. Muita gente na rua onde formos. A cidade com suas avenidas largas convida a caminhadas. Amo a arquitetura de prédios baixos, tão Europa.
Parque Eduardo VII, inaugurado em 1940, em homenagem ao rei da Inglaterra que visitou a cidade em 1903 para celebrar a aliança entre os dois países. Jardim AmáliaRodrigues, em tributo à grande cantora de fado. Conforme a Wikipédia, a rainha Catarina de Bragança foi casada com o rei Carlos II, logo foi rainha consorte da Inglaterra, Escócia e Irlanda de 1662 a 1685. Era filha de Dom João IV e Luísa de Gusmão. Foi quem levou a tradição do chá à Inglaterra. A ligação entre os dois países é antiga. No parque, a vegetação luxuriante com estufa fria, quente e doce, lagos, bosques, lugar imperdível. Há as árvores jacarandás na praça.
Praça das Amoreiras com muitas árvores plantadas para alimentar o bicho da seda para o comércio da época de Marquês de Pombal. Diz-se que ele plantou a primeira amoreira.
Arcos e Aqueduto das Águas Livres, construído entre 1731 e 1799, Monumento Nacional desde 1910, permitiu abastecer de água fresca e potável toda a cidade de Lisboa. Armazenamento de água com galerias e fontes, a água era transportada pela força da gravidade. Algo curioso: nesse século as pessoas só tomavam banho 3 vezes na vida: nascimento, casamento e morte. Colocavam perfume na base dos candelabros para afastar o mau cheiro. No Largo do Rato, do séc. XVIII, os chafarizes faziam a distribuição das águas pela cidade.
Nos prédios baixos é comum ter comércio embaixo. Monumento a Pedro Álvares Cabral, inaugurado em 1941, na freguesia de Santa Isabel. A influência portuguesa foi imensa na África, Ásia e América formando um grande império.
O romântico Jardim da Estrela, onde os habitantes fazem piqueniques e se encontram parques infantis. Basílica da Estrela, onde está o túmulo de D. Maria I, que faleceu no Brasil, e ela mesma mandou erguê-la. Também há pinturas de Pompeo Batoni, pintor italiano de período Rococó. A basílica tem estilo barroco com traços neogóticos do séc. XVIII. De acordo com a Wikipédia, uma curiosidade: foi a primeira igreja do mundo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, tendo por base as revelações de Cristo à santa Margarida de Alacoque e reforçadas mais tarde à beata Maria do Divino Coração (Droste zu Vischering) Foi ela que influenciou o papa Leão XIII a efetuar a consagração do mundo ao Sagrado Coração de Jesus em 11 de junho de 1899.
Amo o sotaque português, desbravamos a cidade lusa ao som de músicas de fado. Vemos o monumento ao Cristo Rei ou Santuário Nacional do Cristo Rei que fica na margem sul de lisboa, do outro lado do Tejo, já na região de Almada em Setúbal. Para chegar lá, deve-se cruzar a ponte 25 de Abril.
Portugal é o país com maior influência árabe do outro lado do Tejo, isso é materializado nos azulejos existentes em pontes, muros, linda decoração. O Museu do Oriente mostra a presença portuguesa nesses países.
Atravessamos a ponte suspensa rodoferroviária 25 de Abril, nome que mudou por conta do fim da ditadura, com a Revolução dos Cravos nessa data. Antes se chamava ponte Salazar. No nível inferior passam trens ou comboios, como chamam. Museu daCarris, uma viagem no tempo com bondes, Centro de Congressos, um dos melhores espaços para receber eventos. Ponte Vasco da Gama.
Rio Tejo, ícone da cidade com calçadão para longas caminhadas. Cordoaria Nacional, com feiras de antiguidades e arte em abril. Museu do Tesouro Real: ouro e diamantes do Brasil, joias da Coroa Portuguesa, conhecimento dos descobrimentos portugueses, lugar mais visitado, orgulho nacional. Museu Nacional dos Coches.
Estamos em Belém. Palácio Nacional de Belém, na praça Afonso de Albuquerque,residência oficial do presidente da República. Quando a bandeira verde está hasteada, o presidente da República se faz presente no local. Monumento Nacional desde 2007. Monumentos, Mosteiro dos Jerônimos ou de Santa Maria de Belém, do séc. XV, estilo manuelino, uma das sete maravilhas de Portugal, com os túmulos de Vasco da Gama, Luís de Camões etc. Jardim Botânico, pastéis de Belém. O rio Tejo chegava até ali e trazia os barcos do mar. Museu Nacional de Arqueologia, Museu da Marinha, Planetário.
Na praça do Império se situa o Centro Cultural de Belém. Torre de Belém. Museudo Combatente.
Fundação Champolimaud, com espaços públicos e lugar de trabalho de cientistas. Lisboa, ponto de encontro de culturas, sempre foi assim e sempre será.
Doca do Bom Sucesso, com iates e barcos, um visual para pinturas. Museu de Arte Popular, tradições e objetos típicos da cultura portuguesa. Padrão dos Descobrimentos, outra marina. Passear pelo calçadão é um primor. Estação Fluvial de Belém, em frente há obras com poesias da artista Sophia de Mello Breyner Andresen O lisboeta aprecia a arte, sem dúvida.
Estação das Docas, armazéns à beira do rio, com restaurantes embalados por muito jazz à noite, onde a animação rola solta. Terminal do Porto de Lisboa que expõe obras modernistas.
Na volta, se vai direto à parada 1, não descemos. Estamos no Bairro Alto. A rua Alexandre Herculano parece uma avenida. Tudo limpo, bonito, ensolarado. Antigamente os lisboetas faziam passeios nos jardins, nas hortas de alface, por isso são conhecidos como “alfacinhas”. Eram alfaces abundantes, aliás, foi o que comeram na época do Cerco de Lisboa em 1147, no período da Reconquista cristã da Península Ibérica aos mouros. Comiam muito, tinham plantações. A origem da verdura é árabe.
A arte da calçada portuguesa vem de meados do séc. XIX. Eram feitas por mestres calçadeiros. Encontramos nas cores branca e negra em Macau e no Rio de Janeiro, em Copacabana. Hoje é obra de artistas plásticos e arquitetos em espaços públicos. Espelham tendências e hábitos de cada época. Contam histórias e passam mensagens de vida dos santos, batalhas, fábulas.
Na cidade, espetáculos, museus, monumentos dos tradicionais aos arrojados. Muitos brasileiros turistas e moradores. Também vejo pichações em azulejos, uma lástima.
Parque Martim Moniz. Praça da Figueira onde descemos. Descobrimos o restaurante perto “A Moderna”, na Rua dos Currieros. A garçonete Carina, uma simpatia. Pedimos o nosso desejado Bacalhau à Braz, regado ao vinho branco Ermida, português de Gondomar. Para nós dois: $31,95 euros, com duas bicas (cafés) e serviço incluído. Em outra mesa, duas brasileiras Vanessa e Mara, de Santa Maria-RS. Trocamos experiências diversas de viagens, sempre muito positivo esse papo de turistas.
Bacalhau à Braz com um bom vinho português-restaurante A Moderna-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. FurtadoSeção de vinhos do El Corte Inglés-Lisboa-Portugal-foto tirada por Mônica D. Furtado
As lojas de lembrancinhas na praça Figueira são uma loucura. Muitos objetos de cortiça, bolsas, carteiras, portas telefones etc. Os chaveiros de sardinhas coloridas de pano foram novidades para mim, tudo é colorido e bonito de se ver.
Na mesma parada 1, se pega o ônibus da Yellow Bus e o da linha moderna (ambos com a mesma cor). Continuaremos em breve com mais passeios.
Montevidéu-Uruguai-2023-dia 7-Fortaleza del Cerro de Montevideo
Hoje é segunda-feira, dia 24 de abril de 2023. Incrível que a gente achava que era o dia da viagem de volta ao Brasil. Fomos checar, aí descobrimos que seria no dia seguinte e que estávamos “trelelé” da cabeça. Tudo bem, relaxamos e decidimos conhecer a Fortaleza do Cerro deMontevidéu ou Fortaleza General Artigas, onde se localiza o Museu Militar desde 1916.Endereço:Jose Battle y Ordonez, 12800.
Fomos de Uber e nos dirigimos ao cerro, uns 1000 pesos uruguaios (R$140,50) de ida e volta, lugar bem longínquo. O motorista Marcelo nos dá dicas valiosas sobre a cidade. O monte tem 134 metros acima do nível do mar, está no bairro Casabó. Ele não sabe como o Uruguai sobrevive sem petróleo e indústrias, somente com serviços e pecuária. Disse que deveríamos conhecer CaboPolonio, distante 260 km de Montevidéu. É um balneário rústico, sem luz, interessante e receptivo a turistas do mundo todo pela sua beleza e natureza exuberante e inóspita.
Fortaleza del Cerro-Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. FurtadoFortaleza del Cerro ou Fortaleza General Artigas-Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. Furtado
Falemos sobre o cerro. O Museu Militar vale a pena conhecer, mostra batalhas importantes, armas, generais, canhões, e muita história sobre a fundação de Montevidéu, a declaração de independência do Uruguai em 25 de agosto de 1825, mapas etc. O mirante da fortaleza nos proporciona um cenário grandioso da baía de Montevidéu, com o rio da Prata embaixo e a cidade de Montevidéu do outro lado. Também se vê o porto e a refinaria de lá. A dica foi da Shame, atendente do hotel América.
Para chegar no local, tem que tomar cuidado, pois não é um bairro tão policiado. A fortaleza por ser área militar, sim. Melhor não ir de ônibus.
Vista da Fortaleza do Cerro-Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. Furtado
A Fortaleza del Cerro foi construída na pedra em 1809 e fundada pelo governador FranciscoXavier Elio. Ali estava a Guarnição Real Corpo de Artilharia. Segundo a Wikipédia, em posição dominante sobre o monte mais elevado da região, tinha como função a defesa do povoado e seu porto, à margem esquerda do rio da Prata. Trata-se da última fortificação espanhola construída no Uruguai. É um Monumento Nacional desde 1931.
O Marcelo ficou nos esperando e ao sairmos, retornamos ao centro direto para almoçar no El Fogón (rua San José,1080). Eu escolhi tilápia com legumes ao vapor, regada ao vinho jovem Cabernet Franc tinto, da Bodega Tomasi (Região Vinícola Atlântica Lomas de la Paloma/Rocha) e o Carlos: entrecôte bovino com salada, e de sobremesa: sorvete de limão com creme. O garçom Luís muito solícito, queria aprender português. Muito bom almoço, bem servido e tratamento de primeira.
Passeamos à tarde pelo centro. Não se veem fios elétricos nas ruas, por isso as árvores altas. A cidade fica bem mais agradável e bucólica. Perto do hotel América está a Passagemdos DireitosHumanos com o Palácio dosTribunais de um lado e a Suprema Corte do outro. Na avenida 18 de Julho, 1249, paramos no Bar Facal para um café expresso, detalhe: 110 pesos, ou seja, R$15,43. Ali fora está a Fonte dos Cadeados (Fuente de los Candados), local dos românticos frequentadores que colocam cadeados para ter um amor duradouro. Na rua Paraguay, descobrimos o Mercado dos Artesãos, onde indico a lojinha Caravanas com bijuterias originais, aliás, que mercado mais deslumbrante. São os mesmos artesãos do Mercado do Porto. Gostei, artesanato de alto nível, muitos feitos em vidro e osso.
Na praça de Cagancha ou Liberdade, demos uma parada. Para jantar, sanduíches e suco de laranja no Bar Hispano (San José, 1050) com os garçons Eduardo e Gustavo. Ficaram nossos “chapas”.
Dia 25 de abril de 2023. Dia da partida para Porto Alegre-Rio Grande do Sul. Às 12 h o transfer para o aeroporto nos pegou. Fizemos outro passeio pelas ramblas. O motorista Eduardo foi um ótimo guia, aliás, como gostam de nos contar detalhes. A música candombe nasceu no bairro Cordón. A praia Ramirez foi a primeira praia a ser frequentada pelas pessoas que logo depois tomavam chá no Parque Hotel de Montevidéu, de 1909 (hoje sede do Mercosul desde 1997). O bairro Pocitos é uma Copacabana pequena. Depois vem Buceo. Nas ramblas não se aceitam ambulantes. Passamos pelo museu Oceanográfico (Rambla República de Chile, 4215). A ilha das Gaivotas, uma reserva natural. Na praia Malvín se localiza a Casa de Veraneio de Carlos Gardel, Villa Yeruá, hoje museu (Rambla O´Higgins Rimac). Os bairros à beira rio são charmosos. Não se podem construir prédios altos.
Em Punta Gorda se encontram residências bem cuidadas, protegidas, a arquitetura é europeia. Carrasco é a região mais cara da cidade. No séc. XIX era um balneário como Punta del Este é hoje. Era um bairro privado, só entravam pelos portões de Carrasco. Depois o bairro foi crescendo com a venda dos terrenos. O hotel Sofitel Montevideo Casino Carrasco & Spa é um deslumbre. Carrasco é pensado, planejado com parques, árvores, flores, beleza. Vemos o parque Roosevelt no caminho do aeroporto. No aeroporto pediram comprovante de vacina da COVID-19. Havíamos comprado empanadas no centro por garantia.
Chegamos a Porto Alegre-Rio Grande do Sul, meus pais estavam lá. Na quarta, fomos ver a tia Rita no bairro Agronomia, e à tarde passeamos pela praça Comendador Souza Gomes no bairro Tristeza. De triste não tem nada, é alegre e movimentado. Lá nos deparamos com uma feira de verduras, cucas e produtos feitos e plantados pelos agricultores. Fiquei com água na boca. A confeitaria Bassani é uma tentação, antesera o café Itália (Praça Comendador Souza Gomes, 15). Passear pelas casas ao longo do rio/lago Guaíba é um cenário e tanto. As fotos com os barcos velejando viram poesia. Na confeitaria RonyFrancês, as tortas são tentadoras (av. Wenceslau Escobar, 2389). À noite pizza com a família e amigos Isa e Fernando na Don Matraconni Pizzeria (av. Wenceslau Escobar, 2320, loja 6). Bom demais estar com os familiares do RS e casal amigo. A Zona Sul do Portinho é uma festa.
No dia seguinte, retorno a Fortaleza. Uma baita viagem. Uruguai, país pequeno, organizado, letrado, bonito e com um povo muito querido. Além de Porto Alegre e Gramado no Rio Grande do Sul, foi uma jornada gastronômica com muito vinho e encontros carinhosos.
Hoje é domingo, dia 23 de abril de 2023. Fomos de táxi do hotel América (Rio Negro, 1330) à feira usual da cidade aos domingos: Tristán Narvaja, das 8 h às 16 horas, no bairro Cordón. Inicia na rua Tristán Narvaja e se estende por várias quadras nos arredores. Fica perto da Plaza de losTreinta y Tres Orientales na av. 18 de Julho.
Feira Tristán Narvaja-Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. FurtadoMultidão na feira Tristán Narvaja em Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. Furtado
É diferente de San Telmo em Buenos Aires-Argentina, pois é mais feira de alimentos, como mel, mate, frutas, sucos, legumes etc. Também há roupas, antiguidades, sebo de livros, chapéus, produtos antigos fora de uso, quinquilharias mil, dentre outros. São quadras e quadras de feira, com muita gente, uma multidão. O povo leva cachorro e mate também, como bons uruguaios. Dá uma canseira de tanto caminhar, uma loucura. De almoço, comemos pizza e crepe acompanhados de suco de quatro frutas em uma banca, um evento. Ali perto música de candombe. Aliás, segundo a Wikipédia, é uma dança com atabaques típicos da América do Sul. Tem um papel significativo na cultura do Uruguai dos últimos 200 anos. Encontrei livros sobre a II Guerra Mundial em um dos sebos. O dono da banca não sabia que o Brasil havia mandado os “pracinhas” para a Itália para lutar contra o nazismo.
Fomos embora a pé, umas 8 quadras, até a av. 18 de Julho no centro. Muito movimento, vimos pedintes também. Passamos pela praça Engenheiro Juan Fabini, onde houve luta de estudantes pela democracia, há uma placa contando a história. As praças têm bancos para os pedestres sentarem, acho fantástico. A paz reina. O café La Pasiva, com sorvete, pelo caminho.
Para se despedir da jornada turística, decidimos pelo restaurante Tannat no jantar. Endereço: San José, 1065, centro. Menu: bife de chorizo com batatas fritas para o Carlos, e para mim frango recheado de queijo e presunto com purê de batata. Vinho Don Pascual 375 ml Varietal Tannat. Uma refeição robusta.
Nosso jantar de despedida no restaurante Tannat-Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. FurtadoDança de tango na praça Engenheiro Juan Fabini em Montevidéu-Uruguai-foto tirada por Mônica D. Furtado
Para fazer a digestão, voltamos à mesma praça mencionada anteriormente. Para nosso divertimento, testemunhamos idosos dançando tango, uma graça. Isso é tão Uruguai. Ao som de tango, os casais bailavam à vontade. Há 9 anos quando estivemos lá já faziam isso. Escutamos também músicas gauchescas. O Carlos e eu sentamos no banco assistindo às danças, uma delícia. Se eu não tivesse acabado de jantar, teria caído no passo. Vimos isso em Córdoba na Argentina também, praças como espaço de danças.
Um pouco da história de Montevidéu. O folder Uruguay Natural do Ministério do Turismo nos informa que a capital foi fundada pelo governador e capitão do rio da Prata Don Bruno Mauricio deZabala. O processo fundacional da cidade data entre 1724 e 1730, período em que começaram a chegar os primeiros colonizadores provenientes de Buenos Aires e das Ilhas Canárias. Os traçados da cidade foram delineados segundo as Leis das Índias a 45 graus em ângulos retos. A cidade foi muralhada em todo o seu perímetro, encontrando-se a Cidadela onde hoje é a parte ocidental da praça Independência. No ano de 1833 se projeta um novo traçado para a cidade nova que foi plenamente executado a partir de 1861. Diferentemente da Cidade Velha, a Cidade Nova se projetou com ruas amplas e arborizadas, onde se localizaram comércios suntuosos e grandes residências. No entanto, a avenida 18 de julho teve que esperar até o início do século XX para consolidar sua atividade como centro comercial e cívico. Com o traçado da Cidade Nova se criaram dois novos espaços públicos: a praça de Cagancha na avenida 18 de Julho e a praça Independência, onde as redes das duas cidades Velha e Nova se entrelaçam.