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Marrocos colorido-Casablanca-dia 2

Marrocos colorido-Casablanca-dia 2

Hoje é dia 5 de novembro de 2024 e estamos no ônibus vindo de Marrakech rumo a Fez. Passamos por Casablanca para conhecer os pontos turísticos principais.

Estamos nos arredores de Casablanca, passando por outro pedágio: Gare de Peage, em francês mesmo, já que árabe e francês são falados no Marrocos. O nosso guia Abdul continua nos ensinando muito. Bandeiras do país são vistas em firmas, lojas e na estrada. Em um prédio, significa pertencer ao governo.

Chegamos e já sentimos a diferença de Marrakech, primeiro na cor: branca. Os prédios são mais altos, mas com limite. Estamos na maior cidade e com maior tráfego. A poluição se visualiza, o tempo fica nublado. Eis a capital econômica, a cidade dos bancos e da publicidade. Tem o maior porto artificial. Mesmo assim, as companhias existentes em Casablanca se mudaram para Tânger, ao norte, por causa do porto e da distância pequena da Espanha, são 14 km da cidade de Tarifa.

Vale mencionar que na África a maior cidade é Cairo, no Egito, com 21 milhões de habitantes, já Casablanca tem 3,95 milhões em 2024, segundo a World Population Review. Também estão na lista como populosas Luanda em Angola, Joanesburgo na África do Sul, Adis Abeba na Etiópia, dentre outras.

Casablanca, cidade imperial, já foi Anfa ou Anaffa, fundada pelos Berberes em X a. C.. O filme Casablanca que a fez famosa a partir de 1942, é um clássico do cinema. Na verdade, foi mais filmado em Marrakech, conforme o guia nos contou. Com Humphrey Borgart e Ingrid Bergman, a película teve como diretor Michael Curtiz.

Faz parte da história da II Guerra Mundial com a Conferência de Casablanca, que a Wikipédia nos esclarece ter ocorrido no hotel Anfa, em janeiro de 1943, quando o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill se encontraram para planejar a estratégia dos Aliados europeus para a próxima fase da guerra. A Wikiwand acrescenta que estavam presentes na reunião os generais Charles de Gaulle e Henri Giraud representando as forças francesas livres. Daí saiu a “Declaração de Casablanca”, ou seja, a exigência de “rendição incondicional” das potências do Eixo. O premier Josef Stalin se recusou a participar, citando que o conflito em curso em Stalingrado exigia a sua presença na União Soviética.

As ruas lindas com hotéis, jardins e pontes. Existe a parte antiga da cidade, a Medina, menor e menos movimentada que as de Fez e Marrakech.

De acordo com o guia Abdul veremos a segunda maior mesquita do mundo: Hassan II, que perde somente para Meca na Arábia Saudita. Foi erigida entre 1986 e 1993, diz o site http://www.tireabundadosofa.com.br. Também comenta sobre o célebre minarete de 200 m. Desenhada pelo arquiteto francês Michel Pinseau, teve números expressivos: 2500 trabalhadores, 10 mil artesãos a trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana. Nota: a Wikipédia explica que minarete significa “a torre de uma mesquita, local do qual o almuadem anuncia as cinco chamadas diárias à oração”. Também nos menciona que o valor da mesquita em euros foi de 504,85 milhões.

O tour oficial da mesquita Hassan II ocorre em várias línguas e é a única do país que aceita visitação para quem não é muçulmano. Trata-se do maior símbolo do país e atrai milhares de turistas todos os anos. O fato de ser no litoral a embeleza mais ainda. Pela nossa excursão, somente conhecemos o exterior para fotos.

Um detalhe interessante: existe o Museu Judaico de Casablanca, o único museu judaico no mundo árabe. Mostra mais de 2 mil anos de história e tradições dos judeus.

A maioria dos moradores são de fora. O mar tem rochas, as melhores praias do país ficam no norte, em Tânger, por exemplo. O trânsito é digno de nota, intenso, difícil. O povo faz loucuras, anda pelo tráfego, abre porta de carro sem olhar a rua, estaciona de qualquer jeito, uma sandice. O dia ensolarado e quente, contrasta belamente com a cidade branca.

Mulheres ocidentais são vistas. O Marrocos é um país que respeita outras fés, então vemos sinagogas, igrejas, e lógico, mesquitas. Passamos pelo Instituto Cervantes. O Abdul nos ensina que as palmeiras são de dois tipos: a equatorial para decoração, menor; e a mais alta, tamareira, com seus frutos para comer. Que Casablanca mais formosa, limpa, arrumada.

Paramos na praça Mohammed V ou “praça das pombas”, coração da cidade. Em frente, a Ópera e perto o Tribunal de Justiça, cuja inspiração foi árabe andaluza, assim como o prédio da Prefeitura. Na praça, pombos mil. Observamos um tram (trem urbano) passando na nossa frente, bem estiloso. Marrocos surpreendente. No local, há homens berberes vestidos com roupas típicas de vendedores de água: túnica vermelha e chapéus coloridos, recebem gorjeta para fotos. A praça possui jardins bem cuidados, monumentos e fontes, lugar aprazível para passeios e descanso.

Mohammed V, segundo o site www.loucoporviagens.com.br, foi o rei da libertação, sultão do Marrocos de 1927 a 1953. Em fevereiro de 1956, negociou de forma bem-sucedida com a França e a Espanha a independência do Marrocos e, em 1957, assumiu o título de rei e se manteve no trono até 1961.

O rei atual Maomé (Mohammed) VI é figura respeitada, filho de Hassan II. Garante a seguridade e estabilidade, há o primeiro-ministro e representantes, contudo o rei tem poder de decisão. O Marrocos não tem confusão como outros países, de acordo com o Abdul, é porque não tem petróleo, ou seja, não tem “petroguerras”.

O guia sempre fala em táxis, uma graça. São mais de 7 mil. Os táxis pretos só funcionam fora da cidade. O táxi vermelho é o pequeno, para 3 pessoas, e roda dentro da cidade; o branco é para 6 pessoas. É grande e roda fora de Casablanca. Achei um país organizado. Cada cidade com seus táxis de cores diferentes. E detalhe: os taxistas não gostam de Uber.

Muitas mulheres de túnicas coloridas. Como digo, o Marrocos é vibrante.

A gente se dirige à beira mar a fim de conhecer a mesquita Hassan II. São vários prédios, há museu e escola para os imãs, líderes espirituais, com estudos de 4 anos, diz o guia. Ali no passeio conversamos com o Renato, do Rio. Brasileiros se unem, já que o restante do grupo da excursão são de espanhóis. No período do Ramadã, 120 mil pessoas a visitam. O lugar tem poucas cores para os fiéis não perderem a concentração. Casablanca fica chamativa com sua beira mar.

A cidade se situa na costa atlântica, tem o maior porto artificial do país. De lá rumamos à avenida La Corniche, à cerca do mar. Avenida muito formosa com palmeiras e casas antigas e modernas. Os preços são mais altos na região, é mais rica. O calçadão largo com muita vegetação. Eu amei! Vemos o farol. O mar lá embaixo com rochas e sol, uau! A praia Ain Diab é bem conhecida. Ao redor, cadeias de hotéis famosas, por exemplo, o Four Seasons, cadeia francesa. O rei da Arábia Saudita tem dois palácios no Marrocos, uma aqui e outro em Tânger.

Aos sábados, a avenida La Corniche fica um agito à noite, com seus restaurantes e vida noturna em discotecas, região internacional. Olhando para o mar, estão as piscinas construídas que recebem a água do mar. Lugar incrível. Eis a Califórnia do Marrocos, como dizem. Cada casa bela, a maioria branca, com muito estilo.

Em www.loucoporviagens.com.br aprendemos que um bairro conhecido com estilo cosmopolita é Anfa. Suas ruas são arborizadas, há moradias de luxo e refinadas com vistas deslumbrantes do oceano Atlântico e acesso direto a praias.

Há muita umidade em Casablanca, 30 graus aqui é pior que 50 graus em Marrakech. Para os asmáticos é péssimo.

Laranjeiras nos canteiros centrais e palmeiras por todos os lugares. Muito comum ver duas meninas caminhando na rua, uma vestida de forma ocidental e a outra com túnica e hijab (lenço que cobre o cabelo).

Pela cidade, nós no ônibus, reconhecemos os restaurantes de cadeias internacionais como KFC, Pizza Hut, McDonald´s, cafés mil com somente homens sentados na calçada. Atravessamos a movimentada avenida Gandhi.

Cidade imensa, bonita, com avenidas largas e palmeiras. Arquitetura, beira mar, prédios baixos, tudo é um charme. Descobri que meu tipo de cidade está no Marrocos, são muito agradáveis. O país é internacional, com muitas culturas e línguas. Casablanca já foi a mais cara para morar, hoje é Marrakech e Tânger. A dinastia do rei é de linha alauita, tem 400 anos, vem do séc. XVII.

Passamos pela Catedral do Sagrado Coração (25 Rue d´Alger), toda branca, construída durante o período colonial francês, entre 1930 e 1956, combina elementos góticos e art déco. O arquiteto foi Paul Tournon em 1930 (fonte: http://www.viajandocommoises.com.br). Hoje é um centro cultural desde 1956.

A fome nos incomoda, porém soubemos que só depois de chegar a Rabat, capital do país, excursão é assim. O que me salva são os biscoitos de chocolate integral Bauducco que o Carlos tinha. Ufa! Ainda bem. O pior foi o engarrafamento que atrapalhou nossos planos. Que trânsito mais louco e intenso, pior que o nosso e muito. O almoço ficou para mais tarde.

Continuaremos em breve com Rabat. São 94 km.

Marrocos colorido-a caminho de Casablanca rumo a Fez-dia 2

Marrocos colorido-a caminho de Casablanca rumo a Fez-dia 2

Hoje é dia 5 de novembro de 2024, estamos em Marrakech, a segunda cidade imperial mais antiga do Marrocos, e vamos chegar a Fez no final do dia. Passaremos em Casablanca, Rabat e Meknes antes de chegar a Fez. Viagem de ônibus pelo Marrocos, com a excursão intitulada de Brasileiros nos Encantos do Marrocos pela CVC.

Acordamos às 6h30, 7 h o café da manhã e 8 h já sairíamos do hotel. O café da manhã no Palm Plaza Hotel & Spa em Marrakech é de sonhar. No mesmo salão do jantar do dia anterior, encontramos um buffet fantástico de comidas (para os orientais), salada de frutas, pêssego e pera em calda, comida marroquina, pães variados, um deles de tamanho médio e retangular, com uma casquinha crocante inesquecível, iogurtes cremosos caseiros (uau!) de morango e baunilha etc. Fiquei com vontade de ficar no hotel, porém a jornada estava para começar. Só tínhamos meia hora para comer. O lugar repleto de europeus. Detalhe: o melhor pão que já comi, ao lado do croissant de chocolate do hotel Printemps em Paris no ano de 1997. Como esquecer?

São 8 h e estamos na entrada do hotel com as malas. Lá conhecemos o grupo da agência Special Tours ligada à CVC brasileira. Somos três brasileiros, o Carlos, eu e o Renato, do Rio de Janeiro. As outras pessoas, quatro casais da Espanha. Todos pontuais, ônibus vermelho, motorista pronto, com guia Abdellatif ou Abdul. As conversas com o guia serão em espanhol, aliás, ele fala muito bem. O guia também fala inglês, francês (todo marroquino fala) e outras línguas. Parabéns!

Observo que as mulheres cobrem o cabelo com um lenço (hijab) e usam túnicas coloridas, bonitas, alguns homens também. Estamos em um país muçulmano. Vejo umas de burca, e algumas cobertas no rosto, vê-se que não são do Marrocos, mas de outros países árabes, mais rígidos.

São 240 km para Casablanca em uma autopista. Estamos rumo ao norte em direção ao oceano Atlântico. Informações do Abdul: 14 km separam Tânger da Espanha. No Marrocos, Fez é a cidade mais antiga, Rabat, a capital administrativa e Casablanca, a capital econômica.

Ainda em Marrakech no rumo de Casablanca. Há a muralha da cidade, dentro dela a parte antiga e fora, a nova. É uma fortificação de 19 km que envolve toda a Medina da cidade, erigida em 1122, faz parte do Patrimônio da Humanidade. Passamos por uma avenida, cujo clima é de 28° C, 30° C e fora dela 50° C, vemos quadras de esportes e lugares para piqueniques à noite. Muitas palmeiras, um verde de chamar a atenção. O motivo do clima ameno é o Jardins de Agdal, no local, que segundo a Wikipédia, são constituídos de talhões retangulares de pomares de laranjeiras, limoeiros, romãzeiras, pessegueiros e figueiras, que são ligados por caminhos ladeados de oliveiras. Localizados ao sul do Palácio Dar El Makhzen ou Palácio Real, cobrem uma área de 500 hectares e datam do séc. XII, jardins feitos durante o reinado do califa almóada Abde Almumine. Nos prédios públicos e ligados à realeza se encontram a bandeira do Marrocos e a foto do rei.

O guia ama o futebol brasileiro, sabe tudo. Estamos passando e circundando a muralha por fora. Uma parte foi destruída pelo último terremoto em setembro de 2023, nível 6.8, a maior devastação foi nos arredores de Marrakech, principalmente, em áreas montanhosas de difícil acesso. No total 2 mil pessoas pereceram. Os cemitérios são todos construídos em direção a Meca. Um rio seco pelo caminho, quando chove nas montanhas, ele enche.

5 milhões de marroquinos moram fora do país e gostam de comprar objetos de qualidade de segunda mão. A periferia da cidade tem construções ao longo do rio, antes eram favelas. Edifícios baixos para funcionários públicos, pagam em 25 anos, percebi serem valorizados como categoria profissional. Mais em conta por serem fora da cidade. Mesquita, Tribunal. Chama a atenção o tamanho dos prédios, são baixos para proteger a harmonia da cidade.

O estádio de futebol em forma de muralha, cabem 65 mil pessoas: Grande Estádio de Marrakech. Não é fácil entender o árabe quando o Abdul fala o nome das ruas e lugares. Tudo é plano. A Copa de Futebol da África será no Marrocos em 2025, os estádios estão sendo restaurados. Nas placas de trânsito sempre o árabe e o francês. Segundo o guia, montanha tem 2 mil metros, menos é serra. Pelo caminho, venda de cerâmica.

Polícia na cidade, fora é Gendarmeria, por sinal, são todos muito elegantes. De impressionar. Na autopista, um ônibus vai a 100 km/h, os carros pequenos a 120 km/h. As estradas são um tapete de tão boas. Há muito controle de velocidade.

Pela estrada, observo uma paisagem árida e seca, parece o deserto do Atacama. Do norte do Marrocos há trens para Marrakech, a ferrovia do sul está em construção. A terra é marrom, mais rica, propícia para a plantação de cereais e trigo. Em Marrakech, a terra é vermelha. São 135 lagos para eletricidade e agricultura no país, de acordo com o guia.

Na Cordilheira Atlas neva. Na região montanhosa Rife, no norte, moram os berberes, povo originário do Marrocos. Eles têm um dialeto diferente do árabe de Marrakech. Dentre os países que falam árabe, o de melhor pronúncia é o do Egito. Os marroquinos falam árabe misturado com francês, por isso não entendem bem os dos outros países. Somente compreendem 80% do árabe da vizinha Argélia e 70% do da Tunísia. Esses países e o Marrocos têm o mesmo clima. Nota: o Marrocos foi colônia francesa do final do séc. XIX até 1956. E o francês é disciplina obrigatória nas escolas marroquinas.

Na opinião do nosso guia, o homem marroquino não gosta das películas indianas ou turcas, porque os mocinhos são ricos. Uma comparação ruim, já que o Marrocos é um país pobre, subdesenvolvido. O Abdul é sincero. Muitos filmes são feitos no país, em Ouarzazate, como O Gladiador e Reino dos Céus (Kingdom of Heaven), esse com 2 mil cavalos e 8 meses para construir a fortaleza. Filme muito falado, a Wikipédia nos informa que é de 2005, o diretor britânico Ridley Scott e conta a retomada de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187. Kingdom of Heaven – Wikipédia, a enciclopédia livre

Chove mais no norte. As oliveiras marroquinas levam 5 anos para crescer e são maiores, então os agricultores preferem as espanholas que com 2 anos estão prontas para a colheita e são menores. A cidade Meknes é a capital do vinho, outras cidades também produtoras, como Benslimane, Berkane e Casablanca. Há restrições às bebidas alcoólicas no país, devido à religião. O argan é usado para comer com pão e salada (a fim de controlar o diabetes), evita a aterosclerose e o infarto, e em cosméticos: evita o envelhecimento precoce, hidrata os cabelos e a pele.

Há cooperativas de mulheres trabalhando juntas, fato que os maridos não se incomodam, pelo motivo de não trabalharem com outros homens. O Abdul gosta de nos dizer (para um grupo com cinco mulheres ocidentais) que a mulher no Marrocos é a rainha da casa, a mais importante da família, a dona da casa e que seu papel é cuidar do lar. Outro país, outra cultura.

Vemos muita energia limpa por aqui, energia solar, até o aeroporto de Marrakech utiliza.

Paramos para banheiros e café em uma loja de conveniência da Shell (em francês, um AIRE DE REPOS, são incríveis). Café com leite e um suco de pêssego COMPAL (marca portuguesa), oba!

As estradas sem um remendo. Que inveja! No país se come muito cordeiro. Há uns de cabeça marrom que comem plantas, carne boa para o controle do colesterol, e uns de cabeça branca e olhos negros que são mais caros.

Estamos já perto de Casablanca. Entramos em Settat, cidade onde é mais barato viver do que em Casablanca. Muito comum ver famílias morando juntas em casas nas cercanias. Na parte moderna, prédios rodeados de eucaliptos. Para um marroquino, chá é para todos os momentos. O eucalipto serve para problemas de coluna. Plantas medicinais, chá verde e ducha fria são bons para a saúde. O ginseng vermelho tem ferro. Também encontrado na Mauritânia, país próximo. Mesclas de chás e plantas resultam em afrodisíacos naturais, dão força. Plantação de melão na região. As frutas, devemos perguntar de onde são, porque têm preços diferentes e qualidade também.

No Marrocos existe um problema sério de água, por isso a energia solar é tão utilizada em coleta de água na agricultura.

Importante mencionar a Festa dos Cordeiros ou Festa do Sacrifício, tradicional nos países muçulmanos. Os habitantes oferecem cordeiros às mesquitas, viúvas e pobres. Para um muçulmano, quem pede comida, recebe. A festa, conhecida como Aid al-Adha, marca o fim do Hajj, a peregrinação muçulmana a Meca. Em https://viverviajar.com/festivais-religiosos-do-marrocos-que-encantam-os-viajante-de-todo-mundo.html/ A Festa do Cordeiro e a comemoração do sacrifício de Abraão são celebrados por muçulmanos em todo o mundo com a oferta de um sacrifício de animal, geralmente uma vaca ou um cordeiro, como uma ação de graças a Deus por salvar a vida de Ismael, filho do profeta Abraão. A carne é dividida em três terços, um vai para a pessoa ou pessoas que dão o animal, outro para distribuir entre parentes e o último terço para quem precisa, independente de religião, raça ou nacionalidade.

Shukran Jazilla, muito obrigada. Sou eu, aprendendo com o Abdul um pouquinho de árabe. Não custa nada. Estamos nas adjacências de Casablanca e vemos o maior aeroporto do país.

Em breve, visitaremos a Casablanca, a Cidade Branca.

Marrocos colorido-chegada a Marrakech-dia 1

Marrocos colorido-chegada a Marrakech-dia 1

Hoje é domingo, dia 3 de novembro de 2024 e lá vamos o Carlos e eu para uma nova jornada, desta vez, para pisar em solo africano pela primeira vez. O país escolhido foi o Marrocos, que estava na lista, uma vez que minha mãe sempre falou tão bem da beleza do país. Ainda fala encantada de Fez. Vamos por excursão da CVC (do shopping Del Paseo-Fortaleza) de uma semana. O avião da TAP parte de Fortaleza às 23h15 e às 9h20, hora local, aterrissamos em Lisboa, Portugal. O jantar foi muito bom e assisti a dois filmes, o avião enorme. Já o café da manhã foi simples, um pão frio com presunto e queijo e um suco de laranja da marca COMPAL, a mesma do suco de pêssego que amo.

Segunda, dia 4 de novembro de 2024. Chegada a Lisboa, entramos na fila de controle de passaportes, mas erramos, era mais simples, bastava ir para o outro lado, para a fila dos voos de conexão ou “de ligação”, como se diz em Portugal. Sempre acho o aeroporto de Lisboa gigante. Aliás, não está dando conta de tantos viajantes. A ideia era passar logo e tomar um café para acordar.

Ali mesmo na seção dos voos de conexão, há várias opções para café. No quiosque perto do portão 45, comi, enfim um muffin de chocolate por €4,50 euros. Sonhava fazia tempo. Tinha creme de chocolate dentro com pouco açúcar, que delícia! O café expresso por €1,90 e vamos já se acostumando com a moeda.

Como o voo para Marrakech seria às 13h20, teríamos que almoçar antes. A decisão foi por algo leve, um consome de legumes no First Class Café, por €4,60. Muito bom, por sinal. Estava chovendo em Lisboa, um clima agradável, uns 20° C. Levamos casaco. O turista hoje tem que se precaver com roupas para frio e calor.

Entramos no voo Portugalia/TAP Lisboa-Marrakech e achei interessante algo, só servem água, vendem sanduíches e bebidas. Um espanto! Afinal, é um voo para outro continente.

Ao chegarmos a Marrakech às 15h55, outro clima, bem mais quente. A gente se depara com uma fila enorme para o controle de passaportes. Entra para falar com os oficiais uniformizados em cada guichê só uma pessoa. Incrível a quantidade de turistas. A policial (todos são) muito simpática, pergunta a profissão, aí digo que sou teacher (professora) e que o Carlos atrás de mim é head teacher (diretor de escola (pública)). Ela gostou. Antes, eu havia perguntado se ela falava inglês, porque lá todos falam francês e árabe (uma mistura de árabe com francês, segundo eles). Sim, responde. Anotam um número no nosso passaporte, significa que cada turista é numerado e carimbam (amo carimbos de países visitados). Passamos ainda pelo RAIO X das bagagens, e lá fora do aeroporto o transfer nos esperava. Nome do motorista da van? Tarik. Sempre importante a acolhida, nos faz apreciar o país na entrada. E mais inglês e espanhol. Detalhe: só nós dois na van. Todos dizem You´re welcome (seja bem-vinda/o). O aeroporto tem uma arquitetura arrojada.

O Tarik me coloca em contato via celular com o guia que me explica o horário do jantar no hotel das 19h30 às 22 h. No dia seguinte, saída para Fez de ônibus às 8 h, ou seja, vamos acordar às 6h30 para estar no café às 7 h. Excursão é assim mesmo. Estávamos bem cansados, queríamos dormir um pouquinho mais.

Os táxis têm uma cor dependendo da cidade. Em Marrakech são amarelos. O guia nos conta que o rei é jovem e mais liberal do que em outros países muçulmanos. Nome? Mohammed ben Youssef el-Alaoui ou Maomé VI. Fez já foi a capital do país e tem a universidade mais antiga do mundo: Al-Qarawiyyin ou Karaouine, datada de 859 d. C.. Marrakech é turística, a capital é Rabat. Os prédios são baixos, até 5 andares, já amei. E mais adiante vemos a cadeia montanhosa do Atlas. A principal língua falada é o árabe, mas se fala francês, inglês, espanhol e outras. O Tarik nos deu duas garrafas de água mineral, muito agradável isso.

Segundo a Wikipédia, Marrakech é uma cidade do centro sudoeste do Marrocos, situada no sopé da cordilheira do Atlas. A moeda é Dirham ou DH. Conhecida como a “cidade vermelha”, “pérola do sul” ou “porta do sul”.

Toda cidade marroquina tem uma cor, é um país colorido. Realmente, é muito destacada a cidade vermelha (a gente achou meio ocre ou rosa escuro, deve ser o sol intenso e o calor que desbotam as cores).

O fuso horário é 1 hora a mais do que Lisboa e 4 a mais do que o Brasil.

Estamos no hotel. De primeira, já fenomenal, poucos andares, com vários ambientes, espalhado, lindo, das Arábias! Com uma piscina enorme, tentadora, mas não levamos roupa de banho e nem teríamos muito tempo, na verdade. Os espaços são grandes do hotel, o quarto também. Nome? Palm Plaza Marrakech Hotel & Spa. Na Avenue du 7éme Art, 40000. O hotel é todo róseo, como dizem, vermelho, da cor da cidade. O quarto espaçoso dá gosto. Oferecem água mineral para os dois de graça. Atitude simpática. Chuveiro ótimo, só cuidado com a banheira que é alta e perigosa. Para sair, só na acrobacia.

Vamos para a refeição, que fome! Quantas opções de comida e sobremesas, fiquei estupefata. Hotel 5 estrelas no Marrocos é outra coisa. O refeitório é gigante e atraente. Vamos da pizza à comida marroquina. Aliás, capricham nos temperos, há de se levar remédios pra problemas intestinais. O filme Amores Solitários da Netflix me ajudou a lembrar. Continuamos com a comida… tomate à provençal, paella, saladas diversas, sucos deliciosos de beterraba e cenoura, nunca senti gosto tão apurado, drinques e água. Uau! Que sobremesas magníficas! Aqui começa o “engordol”. Depois do lauto jantar, fomos dar uma caminhada em frente ao hotel e descobrimos uma loja marroquina, cujo vendedor se chamava Karim. Solícito e se virou no inglês. Loja de lembrancinhas e produtos do Marrocos, como roupas, túnicas e muito mais. Al Mazar Artisanat. Comprei logo uma agenda estilo marroquina para os meus apontamentos para o blog por 50 Dihan e uma bata branca por 100 DH. Não é caro. R$1,00 equivale a 1,73 Dirham marroquino. Trocamos 50 euros no próprio hotel, maravilha. Recebemos 520 DH.

No próximo dia, começa a aventura via estradas do país em direção a Fez. Animação não falta. Topam iniciar as descobertas?

Lisboa-Portugal-2024-dia 9-Museu Arqueológico do Carmo

Lisboa-Portugal-2024-dia 9-Museu Arqueológico do Carmo

Hoje é dia 11 de abril de 2024, último dia em Lisboa. O Carlos e eu só temos a manhã para ainda fazer algum passeio.

Fomos ao Largo do Carmo a pé, bem perto do hotel Borges Chiado. A intenção era conhecer o Museu Arqueológico do Carmo com a igreja que arriou no terremoto de 1755. Muito interessante as paredes da igreja, a gata mascote do museu, sarcófagos, lápides, túmulos, sendo um deles uma cópia do de Nuno Álvares Pereira. Há filmagens sobre o terremoto na parede em línguas diferentes.

Um pouco de história: a igreja do Convento do Carmo foi mandada construir em 1389 por D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável (antigo comandante do exército, segundo o site http://www.infopedia.pt). Ao longo dos séculos foi constantemente enriquecida com novas capelas e obras de pendor artístico e religioso. No dia 1° de novembro de 1755, os efeitos do terremoto de Lisboa provocaram a derrocada de quase todo o edifício. O incêndio que seguiu completou a destruição. A sua reconstrução inicia-se em 1756, mas as obras foram interrompidas, e no século XIX, sob a influência do Romantismo, decidiu-se não construir o resto do edifício. Em 1864 foi instalado neste espaço um dos primeiros museus de Arte e Arqueologia de Portugal, com coleções de peças recolhidas de antigos mosteiros, de Arqueologia Pré-colombiana, e artefatos da Pré e Proto-história de Portugal.

Na sala 1 do museu, encontram-se artefatos dos mais remotos habitantes do território português, tais como lascas do Paleolítico Inferior e Médio, um notável vaso do Neolítico Antigo, entre outros objetos provenientes de sepulcros megalíticos e de um povoado do Neolítico Final. De épocas mais recentes, destacam-se os conjuntos e artefatos dos povoados calcolíticos de Pedra do Ouro e Pragança, bem como diversos achados isolados da Idade do Bronze e da Idade do Ferro. O núcleo mais importante é o proveniente de Vila Nova de São Pedro (Azambuja). A grande abundância e variedade de artefatos e restos de alimentos, encontrados nesta complexa fortificação, mostram que foi construída e habitada, entre cerca de 3200 a. C e 1500 a. C, por pequenas comunidades agropastoris, já conhecedores da metalurgia do cobre.

Na sala 2, vemos em exposição um conjunto de obras com cronologia compreendidas entre a época romana e o domínio islâmico do território português. De grande valor histórico, documental e artístico são as três peças representativas da arte moçárabe de Lisboa: o friso dos Leões e os dois pilares decorados com medalhões vegetalistas e grifos.

Na sala 5 está escrito: a memória do fundador da igreja e convento do Carmo, D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431), condestável e mordomo-mor do reino, encontra-se presente nesta sala através de uma estátua de vulto que o representa, da réplica do seu túmulo e ainda da maqueta da igreja do Carmo. As escavações arqueológicas realizadas em 1996 e 2008 neste edifício trouxeram à luz do dia um conjunto de objetos que testemunham a vivência quotidiana do convento ao longo dos séculos. Aqui estão expostas imagens dos santos, fragmentos de escultura e arquitetura retabular e ainda um importante acervo de inscrições epigráficas medievais. Merecem ainda especial destaque as quatro placas de alabastro, oriundas das conhecidas oficinas inglesas de Nottingham (século XV). Exibem-se ainda painéis de azulejos setecentistas, alusivos a cenas da Paixão de Cristo (dando continuação aos painéis da sala 4) e vários exemplos de azulejos hispano-árabes.

Vemos o túmulo do rei D. Fernando I, do séc XIV, do Convento de São Francisco de Santarém. Esculpido em relevo, apresenta na testeira, cenas da vida e milagres de São Francisco de Assis. Nas restantes faces da arca e da tampa, os escudos de Portugal e dos Manuéis, figuras religiosas e laicas, bem como um conjunto de seres fantásticos e um alquimista no seu laboratório.

Que visita mais valiosa, saímos deslumbrados. Lisboa é uma festa, globalizada, movimentada, atraente. Acidade homenageia seus heróis em placas em lugares diferentes. Acho isso bonito.

Pagamos €40 euros pelos cafés da manhã. O hotel Borges Chiado cobra. Compramos para levar ao aeroporto pastel de natas e uma empada grande na lanchonete Vitaminas. Sempre nos preparamos com algo para comer em aeroportos.

Estávamos prontos no hotel pelas 11 horas, porém o motorista do transfer nos deixou na mão, a desculpa foi ser difícil estacionar ali perto do hotel por ser um calçadão, isso bem é verdade, porém poderia ter parado nas ruas laterais. Então, uma hora de espera depois, os atendentes do hotel nos ajudaram e pediram um táxi (do sr. João) que nos salvou a não perder o avião. Bom papo. Foram €17 e deu certo. Voamos pela TAP: Lisboa-Fortaleza. De volta, fomos ressarcidos pelo nosso agente de turismo Dennis. Coisas que acontecem a viajantes.

Fim de uma viagem fascinante e com vontade de quero mais. Saudações aos queridos amigos e amigas da boa terra de Portugal.

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 2

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 2

Hoje é dia 10 de abril de 2024 e continuamos em Sesimbra. Pós-almoço no restaurante O Canhão perto da Fortaleza de Santiago, decidimos passear pela cidade. A Capela do Espírito Santo dos Mareantes, localizada na rua Cândido dos Reis, 17, só abre às 14 h. Não conhecemos. Estamos na freguesia de Santiago.

Sesimbra é um lugar pacato e pequeno, todo mundo se conhece, pelo que percebi. São três freguesias, ou seja, subdivisões dos municípios: Castelo, Quinta do Conde e Santiago (sede). E praias diversas, como de Alfarim, da Baleeira, da Mijona, da Pipa etc.

A construção da Capela da Santa Casa de Misericórdia iniciou no séc. XVI, ao longo dos séculos teve muitos melhoramentos e possui estilos barroco, manuelino, maneirista, joanino, dentre outros. Velórios de habitantes da cidade ocorrem lá. Situa-se à Rua da República, 36.

Na praça com um pinheiro gigante e jardins ali ao lado da capela, pegamos um táxi com o Miguel para o Castelo de Sesimbra ou Castelo dos Mouros por €10 euros por pessoa. É uma viagem distante e com subidas. A freguesia do Castelo é enorme. O cemitério lá embaixo não se usa mais, as pessoas traziam o morto em uma carroça a mão, incrível por ser um local alto e longe. Eis a igreja onde ocorriam os velórios antigamente: Igreja N. Sra. do Castelo ou N. Sra. da Assunção ou de Santa Maria do Castelo, toda no azulejo branco e azul, datada de 1165. Segundo a Wikipédia, deve ser apreciado com atenção a beleza e história dos azulejos do séc. XVIII. O altar no ouro é um deslumbre.

O visual lá de cima é digno de nota, o taxista Miguel nos deu aula sobre azeites e oliveiras da região.

O mar vai até o rio Tejo. Muito verde, casas magníficas, cabo Espichel, região agrícola, pesqueira, ventosa (perto do oceano Atlântico com mais de mil metros de profundidade). A Wikipédia esclarece que o cabo, a oeste da vila de Sesimbra, marca a extremidade sudoeste da península de Setúbal. Do local, vislumbra-se a vertiginosa e abissal baía dos Lagosteiros. A Ermida da Memória é situada no local, sendo o elemento mais antigo do santuário.

O site bootraveller.com nos conta que existe uma lenda antiga nesse local, proferida por frei Agostinho de Santa Maria que afirmava que N. Sra. apareceu na baía dos Lagosteiros montada numa mula gigante, subiu rocha acima, firmando as mãos e os pés na rocha, à medida que subia, ia deixando seus vestígios. A lenda diz que no local foi edificada a Ermida da Memória, paragem de N. Senhora. As marcas, na verdade, são de dinossauros.

Tem aqueduto e farol. A Wikipédia nos diz que a Casa da Água, edifício terminal do aqueduto abastecia o Santuário do Cabo Espichel ou de N. Sra. da Pedra da Mua, inserido no parque natural da Arrábida, localizado no cabo Espichel.

Vimos as casas dos romeiros ou Casas dos Círios, que fazem parte do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. O site bootraveller.com nos informa que é o primeiro edifício que vemos ao chegar ao lugar. As antigas hospedarias têm atualmente portas e janelas fechadas com cimento para impedir as ocupações ilegais, ao centro, numa simetria perfeita temos o santuário. O taxista nos informa que lá aconteciam festas, casamentos, vida em comunidade.

Conforme a Wikipédia, a Igreja N. Sra. do Cabo Espichel foi edificada no séc. XVIII, com traça atribuída ao arquiteto real João Antunes. Integra o conjunto arquitetônico do Santuário de N. Sra. do Cabo Espichel.

O penhasco atrás da igreja, lugar que pessoas vinham se suicidar até de carro, por isso é proibido passar e tem barreira.

No Miradouro do Monumento Natural dos Lagosteiros encontram-se as pegadas de dinossauros na rocha, conhecida como Pedra de Mua, que tem origem vucânica. De acordo com o site bootraveller.com, no local existe uma placa interpretativa que se encontra vandalizada que falava sobre as pegadas de dinossauros existentes e que são visíveis (com alguma imaginação). Transição do período Jurássico Superior para o Cretássio Inferior. Pegadas pertencentes a saurópodes e terópodes. Estes vestígios permitiram novas conclusões no campo da paleontologia.

Os vinhos alentejanos por causa do calor têm o grau alto. Passamos na volta por Azoia, um vilarejo com casas brancas por causa do calor, cultura típica portuguesa. Queijo de Azoia, de Azeitão e da Serra da Estrela são queijos amanteigados portugueses. Deliciosos.

No final, pagamos €28 euros ao Miguel, foi merecido, mais €4,50 para o ônibus 3721 a fim de retornar a Lisboa.

Detalhe histórico, segundo a Wikipédia: no ano de 1534, a segunda esposa de Henrique VIIIAna Bolena, Rainha de Inglaterra, deu ordem para serem deitadas ao mar todas as imagens sagradas, devido às lutas religiosas tidas. Julga-se que terá sido esse o início da lenda e da crença no Senhor Jesus das Chagas. Mas o mar tem das suas, e a imagem de Jesus crucificado apareceu na praia de Sesimbra. O povo desde logo apadrinhou o Senhor Jesus das Chagas como padroeiro dos pescadores e do povo de Sesimbra. Essa devoção está bem viva há mais de 500 anos, e os sesimbrenses prestam assim homenagem ao seu protetor todos os anos a 4 de Maio.

De volta a Lisboa, chegamos exaustos e ainda fizemos pequenas compras. Para jantar, a nossa lanchonete escolhida Vitaminas: empada de frango, purê de banana com iogurte e cereais, e suco de abacaxi com hortelã. Rua Garrett, 69/71.

Que dia mais empolgante!

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 1

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 1

Hoje é dia 10 de abril de 2024. O café da manhã do hotel Chiado Borges de novidade compotas de abacaxi e pêssego com pouco açúcar. No mais, o de sempre. Todo hotel é assim, em geral, o café fica repetitivo. Perto poderíamos tomar o pequeno almoço, como chamam, e mais barato, já que no hotel nos cobram, porém dava preguiça de sair e comer menos.

A ideia do dia é conhecer Sesimbra, cidade litorânea, distante 40 km de Lisboa, pertencente ao distrito de Setúbal, antiga província de Estremadura. Ouvi falar pelas amigas portuguesas Luísa e Inês, quando lá foram veranear, vindas do norte do país. Saudações, amigas queridas.

Entramos na estação do metrô Baixa-Chiado e haja escadas, a escada rolante para descer não estava funcionando, a de subida estava. €2,30 (euros) o tíquete no guichê mais o cartão, devemos recarregar depois. São 7 paradas até o Jardim Zoológico/estação de ônibus Sete Rios, onde pegaremos o ônibus para Sesimbra. O assento do metrô imita a cortiça, nas costas também, em vermelho e cortiça. Muito giro, como dizem. Gostei.

Alcançamos o Terminal Sete Rios, achei mal sinalizado. O lugar do ônibus para Sesimbra não era dentro, tivemos que dar mil voltas até encontrar a parada do lado de fora, olhando para o Jardim Zoológico, do outro lado da avenida Gulbekian. Na verdade, é Sete Rios P3-Sesimbra (terminal), companhia Carris n° 3721, estação Campolide. Felizmente, sempre há quem ajude. A passagem é €4,50 em moedas. Está explicado porque Sesimbra não é muito conhecida, porque é uma aventura chegar, só nós mesmos. O ônibus a gás natural partiu às 9h45.

Agora, relaxar e ver a paisagem. Estamos passando pela ponte 25 de Abril, temos um visual bonito de Lisboa. Veremos a estátua do Cristo Rei do outro lado do rio Tejo mais de perto. Setúbal do outro lado. Para um lado da estrada Sesimbra/Seixal, de outro Sesimbra/Azeitão. Nas paradas de ônibus, informações pertinentes, bem organizado. Continuamos Sesimbra/Santana. Tudo verde, que país mais arborizado!

A velocidade na estrada é de 50 km/h e vemos casas, lojas de automóveis, de cerâmicas etc.

Chegamos a Sesimbra, descemos no Terminal Carris em frente à Biblioteca. Estamos na pedonal/calçadão. Vamos logo tomar um café na pastelaria O Caseiro, na Av. da Liberdade, 15, repleto de gente. Peço um doce: farinha torrada, típico do local. Muito bom, pouco doce com gosto de chocolate e limão. Onde vamos há europeus “turistando” e aqui vemos o legítimo português.

A praia nos chama, descemos até ela. Que lindeza! O sol escaldante, a cidade muito clara, tem que usar óculos escuros. Tem cheiro de peixe, clima praiano, mar calmo, uma esplanada para as caminhadas, hotéis à beira mar e restaurantes diversos. Agradável de se estar e sentir o momento. Prédios simpáticos e de poucos andares na orla, do jeito que gosto. Sesimbra tem a maioria das casas e edificações de cor branca e telhados vermelhos.

Entramos no Museu Marítimo de Sesimbra dentro da Fortaleza de Santiago, logo ali. Era a casa do governador. À época, o rei de Portugal era D. Carlos I (1863-1908) e D. Amélia (1865-1951), ele era próximo da comunidade pesqueira e fez expedições oceanográficas. Na placa na frente do museu, está escrito Carlos de Bragança “O Rei Pescador”. Herda de seu pai, D. Luís, o “Rei Marinheiro”, a paixão pelos assuntos do mar, o que irá justamente refletir na sua obra artística e científica. No campo das artes plásticas, tinha dotes de aquarelista (utilizando também o pastel e o óleo) e de desenhista; e obteve êxito na área da ornitologia e oceanografia, dentre outros muitos talentos.

Um pouco de história com a Wikipédia: Carlos I foi aclamado rei em 28/12/1889 e teve a presença de seu tio-avô Pedro II, imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês. Foi casado com a francesa Amélia de Orléans, filha primogênita de Luís Filipe, Conde de Paris (pretendente ao trono da França).

O museu mostra o mobiliário da época, altar de madeira, Chincha ou Arte de Comeiro (Xávega), de 1462, uma técnica de arrastão sobre a arte da pesca de sardinha e carapau. A respeito da indústria conserveira datada de 1896, existiam três fábricas de conservas na cidade. O período mais expressivo foi das fábricas de conserva em azeite na I Guerra Mundial e final da década de 1920 do séc. XX.

Mostra as técnicas de pesca de robalos, pargos, peixe-espada que eram colocados no areal para a venda até os anos 1970. A barca de Sesimbra e aoila (3,30 m de comprimento e 1,52 m de boca): duas embarcações de pesca características até meados do séc. XX. Os barcos de Sesimbra descobriram o mundo. A construção de barcos remete a 7/4/1410, do deão de Coimbra, D. Álvaro Afonso, que menciona os dízimos a pagar pelos calafates e carpinteiros que construíram os barcos.

Em uma sala, a religiosidade dos pescadores. Culto a Santa Maria do Cabo Espichel, do séc. XVII/XVIII. Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Boa Viagem. Sala da Memória, Identidade e Comunidade. Mais escadas em curva se abaixando e saímos na parte de cima da fortaleza, um cenário deslumbrante. Valeu o passeio. Lembrei do Museu do Mar de Parnaíba-Piauí.

Hora do almoço. Descobrimos ali perto o restaurante O Canhão. Robalinho com batatas e legumes salteados para mim, e para o Carlos, bacalhau assado com o refrigerante Ginger Ale, nossa paixão, e vinho verde Azevedo (da região do Minho), perfeito. De entrada nos ofereceram azeitonas e queijo de ovelha cremoso de Azeitão (da região) e pão português. O garçom João Paulo, uma simpatia, conhecedor de Londrina-Paraná. Que refeição deliciosa! Pagamos €50 com a taxa de serviço.

Em breve, prosseguiremos com mais passeios nesta cidade praiana e ensolarada.

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga

Hoje é terça-feira, dia 9 de abril de 2024. Para o Museu Nacional de Arte Antiga, pedimos informações ao guardinha do Museu do Oriente, um senhor muito solícito, e rumamos a pé. Uma boa caminhada, porém confusa, com escadas mil pelo caminho. Chegamos e já estávamos fascinados pela entrada e beleza do prédio. Endereço: Rua das Janelas Verdes, 1249-017. Eu paguei €10 euros de entrada e o Carlos €5. o museu foi fundado em 1884 e adquirida a atual designação em1911.

O folder do museu nos esclarece que é conhecido como o Grande Museu de Portugal e alberga a mais relevante coleção pública do país, da Idade Média até o séc. XXI. Pintura, escultura, ourivesaria, artes decorativas portuguesas, europeias, da África e do Oriente, incluindo o maior número de obras classificadas como “tesouros nacionais”. Entre elas, os Painéis de São Vicente e a Custódia de Belém, símbolos da arte portuguesa dos séculos XV e XVI, e importante obras de Bosch, Memling, Dürer, Rafael ou Piero della Francesca. O jardim do MNAA, com restaurante e esplanada, oferece uma excepcional vista sobre o rio Tejo.

Vemos a história do mobiliário português de 1490 a 1500. E haja caminhada dentro do museu… “A Batalha entre Alexandre, o Grande e o rei Poros no rio Hidaspes”, de Nicolaes Pietersz Berchem (1621/1622-1683) dos Países Baixos, e a Baixela da Coroa Portuguesa de Dom João V/ Dom José I, do séc. XVIII, chamam a atenção. “Salomé”, de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553) é espetacular.

O Relógio de Mesa, de Jean-Baptiste Dégré a Paris, de 1778, mereceu uma foto. As obras “Naufrágio” e “Porto do Mar” de Vernet Claude-Joseph (1714-1789), da escola francesa, são deslumbrantes. São tantas obras com motivos religiosos, retratos, batalhas, de material de prata dourada: estatuetas, candelabros, baixelas, talheres, ufa! Da escola alemã “São Jerônimo”, de Albrecht Dürer (1471-1528). Que riqueza! Nós em estado de encantamento, embora cansados. Felizmente, há bancos para descansar.

No 2° andar, maravilhas de ourivesaria e objetos de missa com cálices, cruzes em ouro e prata. O báculo ou cetro do bispo ou cardeal está presente.

A Custódia de Bemposta, de 1876, com rubis, diamantes, esmeraldas, prata dourada, topázios, safiras e crisoberilos é uma relíquia. As porcelanas portuguesas do séc. XVI são belas. Segundo a Wikipédia, a chamada Custódia da Bemposta é uma alfaia litúrgica, peça de ourivesaria e pedraria, de manufatura portuguesa da segunda metade do século XVIII, desenhada pelo arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Proveniente da Capela do Paço da Bemposta, conserva-se desde 1876 no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

No 3° andar, pinturas e esculturas portuguesas. Retábulos dos séculos XV e XVI, de Jorge Afonso. Retábulo da Madre de Deus. O presépio, de 38 figuras, do Convento de Santa Teresa de Jesus Carnide, das Carmelitas Descalças, foi feito por António Ferreira (1701-1725).

Para descansar, fomos à cafeteria para um suco Compal de pêssego, minha paixão. Depois saímos do museu e rumamos ao ponto de ônibus para pegar o número 714, porém demorou tanto que desistimos, logo pegamos um táxi por €6,35 euros.

Perto do hotel, compras de vinhos no supermercado Pingo Doce. E descobrimos um sebo fantástico: a livraria Sá da Costa, ao lado do hotel Borges Chiado na rua Garrett, 100/102.

Dia mais memorável, de cultura e aprendizado. Em breve, a cidade litorânea de Sesimbra.

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu do Oriente

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu do Oriente

Hoje é terça-feira, dia 9 de abril de 2024. Saímos do hotel Borges Chiado com a intenção de ir aos museus Calouste Gulbenkian e de Arte Antiga de metrô. Fomos informados pelos atendentes solícitos do hotel como chegar lá de tram, porém não deu muito certo. Foi confuso, pegamos o tram 15 (€3,10 euros) direção Belém para o Museu de Arte Antiga no Cais do Sodré, só que no caminho dentro do tram ajudei um bocado de europeus com a máquina de tíquetes, logo perdemos a parada de descida. Descemos duas paradas adiante, caminhamos até a estação Alcântara e atravessamos a avenida por baixo (na Europa se chama subway). Chegamos ao Museu do Oriente, enorme e promissor, mas que não estava nos planos. Endereço: Avenida Brasília, Doca de Alcântara. Ainda bem que os moradores dão informações aos turistas perdidos.

Paguei €8 euros e o Carlos €4. O armário (locker) para as mochilas requer uma moeda de €1 euro, a devolver na saída, perguntamos tudo, nada é escrito.

Vamos à visita. Sala dos tecidos trabalhados com diversos padrões de peixes e frutas, colorido. Têxteis indígenas australianos: Dry Season WindJarracharra, exposição temporária, feitos por mulheres da região Maningrida no oeste de Arnhem Land, Austrália. Outra exposição temporária “O Colecionismo de Frascos de Rapé”, do diplomata Manuel Teixeira Gomes.

Já estou amando o museu, tanto a ver e conhecer. A exposição permanente da presença portuguesa na Ásia com testemunhos, memórias e colecionismo é imperdível. “A Expansão da Fé Cristã”, “Os Deuses do Olimpo”, “Um Mundo de Porcelana Chinesa”: a antiga coleção do diplomata Cunha Alves, peças do séc. XVII a XIX.

Brasões, porcelanas, pratos da China da Dinastia QING (1644-1911), Colecionismo de Arte da Ásia Oriental, o gosto colecionista europeu remonta ao final do Império Romano e ao início da Alta Idade Média, graças à Rota da Seda. Estatuetas funerárias, figura tumular, perfumadores em forma de dragão. Túnicas femininas de seda bordada a fio de ouro, belíssimas.

Budismo, Taoísmo, GUANYN, nome chinês representado por uma figura feminina que significa a compaixão. Armaduras japonesas com leque de guerra utilizado no comando das tropas. Arte dos períodos EDO e MEIJI (1868-1912). Quimono feminino, dos anos 50-60 do Japão com seda lavrada e pintada a mão. Altar SHIBAYAMA, com a figura de Buda sentado.

Pinturas a nanquim com cenas de folclore e costumes coreanos do séc. XIX. Timor-Leste representado por uma escultura mortuária de cavalo e seu cavaleiro, de 1940. Máscaras de 1920, espadas e sabres de 1968. A ilha foi povoada há cerca de 14 mil anos até 2 mil a. C. e foi alvo de sucessivas vagas de colonização. Importante: portas de pau rosa de 1900, painéis decorados das casas timorenses, potes de barro cozido, colheres de chifre de búfalo do séc. XX. Estátuas dos antepassados colocadas no exterior da aldeia em locais de destaque (1900-1930), guarda-joias, filigrana de prata etc.

2° andar. Japão: Festas e Rituais. A cultura oriental me atrai. Kannushi, roupas dos sacerdotes intermediários entre os kami e as pessoas comuns, responsáveis pela manutenção do santuário e pela realização dos rituais e cerimônias religiosas. Xintoísmo, autóctone do país e baseado no antigo culto aos kami, entidades do mundo sobrenatural. Dōsojin, protetores dos viajantes. Rituais de purificação HARAE e MISOGI. Calendários e almanaques: refeição do 1° dia do ano, bebe-se muito saquê, muito doce a e aromatizado com ervas para expulsar a má sorte do ano anterior e pedir saúde.

Eu não tinha ideia da quantidade de atividades feitas no Ano Novo japonês, como banhos, escritas, cartões, sacos da sorte. Darumas para proteção e sorte. Marionetes, talismãs, oráculos de previsão em papéis. Raquetes decoradas com motivos japoneses. Teatro Nō, com auditórios bem frequentados por escolas.

Museu enorme. Biombos e coleção: “Leques Chineses”. Exposições “Marfins de Goa”, “A Índia em Aquarela”, e “Da Terra Santa ao Japão”. Birmânia representada também. A obra de Os Lusíadas, de 1669, de Luís de Camões, o príncipe dos poetas portugueses. Que emoção!

No 5° piso, o restaurante Museu do Oriente/Imppacto, de alto nível, que oferece um visual bonito da marina, porto e ponte 25 de Abril. O menu executivo por 15 euros. Pedi crosta de peixe com legumes salteados adocicados, e o Carlos carne. Sobremesa: abacaxi e amora. E café.

O museu data de 8 de maio de 2008 e foi inaugurado pelo presidente da República, Prof. Dr. Aníbal Cavaco e Silva.

Sou amante de museus. Uma vez um aluno me perguntou para quê museus? Sem a nossa tradição, cultura e história contadas por museus, não somos nada. Por isso amo tudo que aprendo em um. E alguns são fantásticos, como esse Museu do Oriente. Parabéns, Lisboa!

De lá, nos dirigimos a pé ao Museu de Arte Antiga. Em breve, muito a contar.

Lisboa-Portugal-2024-dia 6-Tomar

Lisboa-Portugal-2024-dia 6-Tomar

Hoje é segunda, dia 8 de abril de 2024, dia de visitar Tomar, minha segunda vez lá. O Carlos queria muito conhecer de tanto que eu falava. Acordamos às 6h45, pegamos um táxi (€6,30 euros) para a estação de trens Santa Apolônia, mais próxima do hotel Borges Chiado. Saímos sem café da manhã e na estação não encontramos nada aberto.

O trem Regional custou €10,75 euros e a hora foi 7h45. Vamos viajar? Já disse que amo viagens de trem ou comboio? A duração é de 2 h.

Parada ou paragem 1: Estação (ferroviária) do Oriente; parada 2: Póvoa, entra e sai gente, são paquistaneses, africanos, europeus, americanos e nós; parada 3: Alverca do Ribatejo, onde se encontra o Museu do Ar, detalhe: 15º C lá fora, tempo nublado e chuvoso; parada 4: Vila Franca de Xira, comentário a fazer: ninguém ousa passar o sinal de trânsito. respeitam o pedestre que atravessa nas faixas; lá vem o cobrador, bem-vestido de gravata e terno, acho o máximo, conhecido como o sr. picador. Mostramos o bilhete, ele pediu o passaporte dos ingleses perto da gente, o nosso, não.

Parada 5: Azambuja; dentro do trem só aceitam pagamentos do bilhete a dinheiro, quem não tiver, tem que sair; parada 6: Virtudes; parada 7: Reguengo; parada8: Setil; parada 9: Santana-Cartaxo; parada 10: Vale de Santarém. Passamos pelo rio Tejo.

Parada 11: Santarém; parada 12: Vale da Figueira; parada 13: Mato de Miranda; parada 14: Riacho-Torres Novas-Galegã; parada 15: Entroncamento, estação maior. Informe: ver CP Comboios de Portugal no Google que informam tudo: só preencher data, partida e destino. 17º C; parada 16: Lamarosa, e eu de papo com o casal de americanos de Charlestown-Massachussetts, ele de 90 e ela de 88, que disposição! Haviam contratado um guia. A gente foi por conta própria mesmo.

Parada 17: Tomar!!! Descemos e paramos para um cafezinho e uma tosta/misto quente no café mais próximo da estação. São 10 h da manhã.

Estamos na parte histórica, ruelas lindas, praça da República, Câmara Municipal, rua de Serpa Pinto (antiga Corredoura), com calçadão no qual passa carro, parte comercial com restaurantes, tabacarias, lojas e antiquários. Vai acabar em uma ponte que liga a parte antiga à nova e passa pelo rio Nabão. Uma formosura de cenário, a gente se sente em uma pintura impressionista.

Na praça da República se encontra a estátua de D. Gualdim Pais, líder dos Templários. Também conhecidos como Freires de Cristo ou Freires do Templo de Salomão. Foi uma ordem militar de Cavalaria da Igreja Católica. A Wikipédia nos conta que D. Gualdim Pais nasceu em Amares em 1118 e faleceu em Tomar em 1195, foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques (1128-1185). Fundou as cidades de Tomar e Pombal. Para entender mais sobre os templários, vale pesquisar em Os Templários: os poderosos e temidos monges guerreiros – Ensinar História – Joelza Ester Domingues (ensinarhistoria.com.br) e Os Templários e a Ordem de Cristo | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (snpcultura.org).

Resolvemos subir ao Castelo de Tomar, obra icônica. Bom ir de tênis ou bota antiderrapante, pois o caminho é de pedra. Ao lado, um bosque com um belo visual da cidade. Estamos no Convento de Cristo. Na entrada, um cavaleiro templário para fotos, uma diversão, paga-se o que quiser. Visitamos os espaços exteriores, as muralhas, a Torre da Condessa, os jardins, muita mata, e nos sentimos em um reino encantado. Vimos mais americanos pelo percurso, sempre simpáticos. Passeio a pé para quem tem joelho e perna bons.

Dentro paga €10 euros ou €5 (terceira idade). A igreja da Ordem dos Templários data do séc. XII, é espetacular, uma obra de arte. Do lado de fora é do séc. XVI, da época de D. Manoel, que foi responsável por muito da construção.

Segundo nos disse a solícita funcionária da igreja, a história dos templários não é ensinada em Portugal, porque a Igreja não os aceitava. Foram protegidos por D. Dinis (1261-1325) que para não os entregar, os transformou em monges da Ordem de Cristo. Na França, no séc. XIV, foram perseguidos e queimados na fogueira. Na Sala do Capítulo, duas televisões contando a história deles. O Claustro de Santa Bárbara, de 1531, cujo arquiteto foi João de Castilho, é digno de foto. O castelo é enorme e são tantos claustros…

Filmes e exibições mostram a Rota dos Templários em outras línguas. Eles estiveram no Médio Tejo, região no centro do país, também em Fátima, Torres Novas etc. Sempre houve tentativas de invasões, como a islâmica, por exemplo, no qual houve confronto. Os cavaleiros templários, liderados por D. Gualdim Pais, defenderam o Castelo. A Porta de Almedina, chamada de Porta de Sangue, confirma a luta sangrenta. Os templários eram Cavaleiros de Cristo, que criaram a Ordem de Cristo, sendo Tomar, o centro nevrálgico.

Também vimos os quartos dos monges, muitos, que são celas. O corredor é tão grande que a gente se perde. De uma das celas, se vê a Janela Manuelina, algo de uma beleza inenarrável. Das janelas dos quartos, vê-se o Aqueduto do Convento de Cristo ou de Pegõesque trazia água para eles. Fabuloso. Os brasileiros são raros, para nós Tomar ainda é desconhecido. Americanos aos montes. Por fim, a loja do castelo, dita Água.

Saindo do castelo, nos dirigimos à cidade novamente. Descemos a grande ladeira de pedras, ufa! Mais para baixo nos deparamos com um prédio que tinha um elevador, ainda bem, pois o esforço foi grande.

A Sinagoga mais antiga de Portugal se localiza em Tomar e data de 1190. Estava fechada, uma pena. A Cidade Templária, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo são Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade tem tradições, igrejas e jardins, uma maravilha e há uma Festa Templária todos os anos. Muito a ver, ainda tem o Museu Municipal.

Com era feriado, só encontramos poucos restaurantes abertos. Escolhemos o Landeira e pedimos uma feijoada de bacalhau: feijão-branco com cenoura, bacalhau, uns grelos e uma porção de azeitonas, novidade. Grelos são folhas das couves e nabos, muito utilizados na culinária portuguesa como acompanhamento. E um Ginger Ale da Schweppes, além do vinho branco Insólito da região. Delicioso. Lugar bem estiloso com cadeiras e mesas pretas e uma vinoteca. Situado na rua Da Silva Magalhães, 45. Almoço muito bom e atendimento também.

Pós-almoço, rumamos à sinagoga. Apesar de fechada, deu para dar uma olhada e ver as explicações do lado de fora. A sinagoga era o centro da vida comunitária judaica medieval, funcionando como lugar de oração, assembleia e escola. Praticamente intacta, construída no séc. XV, é um raríssimo exemplar de uma sinagoga medieval. Encontra-se na antiga Judiaria Henriquina. Atualmente alberga o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. Dos elementos originais conservam-se as quatro colunas e o sistema de acústica (cântaros embutidos nas paredes). No edifício contíguo à sinagoga podem-se ver os vestígios arqueológicos do mikvé, estrutura para os banhos de purificação mais a loja de suvenires dos Templários.

Continuando o passeio pela cidade a pé, chegamos a um parque de jardins: Mata Nacional dos Sete Montes e Porta Almedina do sítio templário. Um jardim formal, uma beleza de se ver, falta pouco para a primavera na Europa. Está escrito no local: espaço bem definido por canteiros de buxo, de traçado geométrico, simples e regulares, ligeiramente desviado do eixo central do vale principal, prolongando-se pelos dois patamares superiores. Estes espaços, contemporâneos entre si, teriam sido uma forma de regularizar o terreno das hortas existentes inicialmente neste vale, bem evidenciado pelo “tanque do meio” e pelo “tanque pequeno” entre os quais a água comunicava por uma coluna.

Estávamos na estação de Tomar às 16 h. Compramos três minutos antes de partirmos. O Carlos queria pegar o ônibus, eu sempre prefiro o comboio. Vamos lá, outras paragens como Carvalho de Figueiredo, Santa Cita, Curvaceiras, Carrascal/Delongo, Soudos/Vila Nova, Lamarosa etc. Clima de 19º C, zona rural com vacas, ovelhas e cavalos.

Na volta a Lisboa, táxi para o hotel, O falante taxista Ricardo nos deu dicas da sua cidade Sesimbra.

No jantar, a lanchonete Vitaminas de novo perto do Borges Chiado. Uma comida saudável como creme de tomate e muçarela (€3,50 euros) e buffet de salada de frutas com iogurte e gelatina (€4,50 euros). A Celeste Tavares nos atendeu novamente, uma simpatia. Para fazer a digestão, descemos a ladeira até o Shopping Armazéns do Chiado. Descobri a Beatriz, brasileira, no quiosque Wood World de relógios estilosos feitos na Espanha por 30 euros. Amei! Comprei um colorido, a minha cara.

Que dia mais encantado. Tomar, cidade mágica!

Lisboa-Portugal-2024-Viagem a (Fátima, Batalha), Nazaré e Óbidos

Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a (Fátima, Batalha), Nazaré e Óbidos

Hoje é domingo, dia 7 de abril de 2024. Continuaremos o artigo anterior. Vamos em excursão de um dia às cidades de Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos que nós já conhecíamos. Sempre vale a pena retornar a elas. Nazaré dista 99 km de Lisboa.

As estradas em Portugal são de qualidade. Saímos de Batalha e estamos rumo a Nazaré, onde passaremos 2 horas. Chegamos. Muitas casas brancas, à direita a Praia de Nazaré lá embaixo, mais adiante Pederneiras. Em cima, o Sítio de Nazaré. Interessante que antigamente os habitantes desses três antigos povoados não se falavam. A praia do Norte, que vemos na televisão, oferece, em geral, ondas de 10 a 12 m, as de 30 m são raras, mas acontecem para deleite de surfistas do mundo todo.

A cidade (Sítio) é clara e ensolarada, possui um coreto no meio da praça e ao redor dela existem restaurantes e lojas. O sol está forte, ofuscante. Entramos no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, de 1377, fundada pelo rei D. Fernando I. A igreja tem estilo barroco e é folheada a ouro. Conforme a Wikipédia, a sagrada imagem de Nossa Senhora de Nazaré, uma Virgem Negra, esculpida em madeira, foi trazida de Mérida (México) para este Sítio no ano de 711. A história desta imagem é contada na lenda de Nazaré (Lenda da Nazaré – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)).

Estivemos na capelinha de N. Sra. de Nazaré, a Capela da Memória, que se localiza à beira da falésia sobre a gruta. É um pequeno edifício de planta quadrada, com abóboda piramidal. A imagem de N. Sra. de Nazaré foi venerada no local de 1182 a 1377 (fonte: Wikipédia).

O almoço indicado é no restaurante Portobello na praça: frango grelhado com o refrigerante que amo: Ginger Ale (feito de gengibre, parece o nosso guaraná) da Schweppes. Estávamos com a Isa do nosso grupo, sempre bom bater papo com as outras viajantes.

Vamos pós-almoço conhecer o Espaço das Maiores Ondas do Mundo, para nós, novidade. A caminhada no sol requer um baita esforço. Vemos o farol de longe, bem perto das ondas, atrás do forte. Na volta à praça, comprei bolinhos de amendoim (€3 euros) de uma senhora vestida com um avental típico da região.

Falando um pouco da cultura da vila, como chamam. A Wikipédia nos conta que faz parte da tradição nazarena o uso de sete saias pelas suas mulheres. Elas tinham o hábito de esperar pelos seus maridos e filhos, de volta da pesca, sentadas no areal, passando aí horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para proteger a cabeça e ombros da maresia e as restantes para tapar as pernas. Durante os anos 1950 e 1960, nomes como o fotógrafo Cartier-Bresson, Lino António, Stanley Kubrick e Jorge Barradas documentaram em pintura e fotografia o dia a dia do povo nazareno.

Nazaré, de tempos atrás, era uma vila de pescadores, usava a pesca de arrasto: “Arte Xávega” (técnica de pesca tradicional de Portugal e do sul da Espanha). Atualmente, o barco é a motor e a cidade tem porto. As peixeiras, mulheres dos pescadores, além de vender peixe, também os tratavam: os abriam e os deixavam ao sol. Ficavam rígidos e salgados. O sal do mar os deixavam assim. Muito comum no prato dos portugueses são os peixes: sardinha e carapau. No Algarve, sul do país, se come “muxama” (de peças lombares de atum seco e salgado) que parece um presunto e se come como petisco.

De 10 anos para cá, Nazaré se tornou mundialmente famosa, por conta das ondas gigantes. Tudo começou com o surfista americano Garrett McNamara, quando teve o recorde mundial da maior onda já surfada, de 30 m, na praia do Norte em novembro de 2011. Segundo a Wikipédia, devido à projeção mundial, a vila tornou-se anfitriã dos maiores campeonatos de surfe e recebe muitos desportistas dessa modalidade, assim com milhares de curiosos e de turistas que vêm apreciar as suas corajosas demonstrações.

O Forte de Nazaré ou de São Miguel Arcanjo ou do Morro de Nazaré tem história. O site www.cm-nazare.pt nos ensina que a construção deste monumento de estilo maneirista teve início no reinado de D. Sebastião em 1577, visando a defesa da enseada dos ataques de piratas argelinos, marroquinos, holandeses e normandos que investiam sobre o litoral atlântico. Uma turista do grupo nos disse que o seu museu merece ser visitado, pois mostra a Nazaré de hoje e do passado, pranchas de surfe de “heróis” e a história da cidade. Para explicar, o estilo maneirista se caracterizava por maior ornamentação, contraste de luz e sombra e deformações (fonte: Wikipédia).

Há placas tectônicas no mar de Nazaré, foram elas que causaram o terremoto, tsunami e incêndio em Lisboa e arredores em 1755. Duraram duas semanas e destruíram muito das cidades. A Baixa em Lisboa teve que ser reconstruída, por exemplo. As correntes marítimas empurram a água, por isso a praia do Norte tem ondas imensas.

De acordo com a Wikipédia, o Canhão de Nazaré ou Cana de Nazaré é um desfiladeiro submarino de origem tectônica situado ao largo da costa oeste de Nazaré, na região oeste de Portugal, relacionado com a falha de Nazaré-Pombal, que começa a se definir a cerca de 500 m da costa. Considerado por muitos o maior da Europa, separa a costa da Península Ibérica na direção leste-oeste desde a plataforma continental, numa extensão de cerca de 211 km, começando a uma profundidade de 50 m até a planície abissal ibérica onde atinge profundidades na ordem de 5000 metros.

De Nazaré, fomos em direção à vila de Óbidos, são 42,2 km. Sempre me encanto com a sua formosura. As casinhas brancas decoradas com flores dão gosto. Detalhe histórico: o terremoto de 1755 destruiu parte do castelo e da muralha. Primeiro a fazer ao chegar: tomar ginjinha no copinho de chocolate por €1 euro. Depois, repeteco. E caminhadas pelas suas ruas de pedra, um sobe e desce até a muralha lá em cima. Há muito a ver: igrejas, livrarias, museus mil, restaurantes, casas de chocolate e ginjinha, lojas, uma delícia passear por suas ruelas medievais. E tem aqueduto. E, enfim, tomei um suco de pêssego da marca famosa Compal, amado desde o primeiro gole, em 1998. É a cara de Portugal.

O Castelo de Óbidos é Monumento Nacional desde 1910. A Wikipédia nos conta que ele se ergue na cota de 79 m acima do nível do mar e mistura elementos dos estilos românico, gótico, manuelino e barroco. A Porta da Vila de Óbidos faz parte da muralha medieval que contorna o vilarejo (site: http://www.melhoresdestinos.com.br).

O Aqueduto de Óbidos ou da Usseira, diz o site www.explorial.com, foi construído durante a época dos Descobrimentos sob ordens da rainha D. Catarina (da Áustria, esposa de D. João III), entre 1571 e 1575, para resolver os problemas de escassez de água, enfrentados pela vila amuralhada. Trata-se de uma estrutura grandiosa que se estende por 3 km de comprimento e atinge alturas até 20 metros.

Na Livraria do Mercado Biológico, as estantes são feitas de caixas de frutas reaproveitadas, também há vendas de produtos naturais. Lugarzinho interessante.

Na volta à Lisboa, hora do jantar. Fomos à feirinha na praça Camões no Chiado comprar queijos da Serra da Estrela, de tamanhos variados e descobrimos a lanchonete Vitaminas (rua Garrett, 69/71), perto do hotel Borges Chiado. Pedimos um empadão de frango e queijo catupiry e suco de abacaxi com hortelã por €6,90 euros. Pronto, um lugar pra chamar de nosso.

Prosseguiremos com Tomar, cidade Templária.