Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a (Fátima, Batalha), Nazaré e Óbidos
Hoje é domingo, dia 7 de abril de 2024. Continuaremos o artigo anterior. Vamos em excursão de um dia às cidades de Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos que nós já conhecíamos. Sempre vale a pena retornar a elas. Nazaré dista 99 km de Lisboa.
As estradas em Portugal são de qualidade. Saímos de Batalha e estamos rumo a Nazaré, onde passaremos 2 horas. Chegamos. Muitas casas brancas, à direita a Praia de Nazaré lá embaixo, mais adiante Pederneiras. Em cima, o Sítio de Nazaré. Interessante que antigamente os habitantes desses três antigos povoados não se falavam. A praia do Norte, que vemos na televisão, oferece, em geral, ondas de 10 a 12 m, as de 30 m são raras, mas acontecem para deleite de surfistas do mundo todo.


A cidade (Sítio) é clara e ensolarada, possui um coreto no meio da praça e ao redor dela existem restaurantes e lojas. O sol está forte, ofuscante. Entramos no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, de 1377, fundada pelo rei D. Fernando I. A igreja tem estilo barroco e é folheada a ouro. Conforme a Wikipédia, a sagrada imagem de Nossa Senhora de Nazaré, uma Virgem Negra, esculpida em madeira, foi trazida de Mérida (México) para este Sítio no ano de 711. A história desta imagem é contada na lenda de Nazaré (Lenda da Nazaré – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)).
Estivemos na capelinha de N. Sra. de Nazaré, a Capela da Memória, que se localiza à beira da falésia sobre a gruta. É um pequeno edifício de planta quadrada, com abóboda piramidal. A imagem de N. Sra. de Nazaré foi venerada no local de 1182 a 1377 (fonte: Wikipédia).
O almoço indicado é no restaurante Portobello na praça: frango grelhado com o refrigerante que amo: Ginger Ale (feito de gengibre, parece o nosso guaraná) da Schweppes. Estávamos com a Isa do nosso grupo, sempre bom bater papo com as outras viajantes.
Vamos pós-almoço conhecer o Espaço das Maiores Ondas do Mundo, para nós, novidade. A caminhada no sol requer um baita esforço. Vemos o farol de longe, bem perto das ondas, atrás do forte. Na volta à praça, comprei bolinhos de amendoim (€3 euros) de uma senhora vestida com um avental típico da região.
Falando um pouco da cultura da vila, como chamam. A Wikipédia nos conta que faz parte da tradição nazarena o uso de sete saias pelas suas mulheres. Elas tinham o hábito de esperar pelos seus maridos e filhos, de volta da pesca, sentadas no areal, passando aí horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para proteger a cabeça e ombros da maresia e as restantes para tapar as pernas. Durante os anos 1950 e 1960, nomes como o fotógrafo Cartier-Bresson, Lino António, Stanley Kubrick e Jorge Barradas documentaram em pintura e fotografia o dia a dia do povo nazareno.
Nazaré, de tempos atrás, era uma vila de pescadores, usava a pesca de arrasto: “Arte Xávega” (técnica de pesca tradicional de Portugal e do sul da Espanha). Atualmente, o barco é a motor e a cidade tem porto. As peixeiras, mulheres dos pescadores, além de vender peixe, também os tratavam: os abriam e os deixavam ao sol. Ficavam rígidos e salgados. O sal do mar os deixavam assim. Muito comum no prato dos portugueses são os peixes: sardinha e carapau. No Algarve, sul do país, se come “muxama” (de peças lombares de atum seco e salgado) que parece um presunto e se come como petisco.
De 10 anos para cá, Nazaré se tornou mundialmente famosa, por conta das ondas gigantes. Tudo começou com o surfista americano Garrett McNamara, quando teve o recorde mundial da maior onda já surfada, de 30 m, na praia do Norte em novembro de 2011. Segundo a Wikipédia, devido à projeção mundial, a vila tornou-se anfitriã dos maiores campeonatos de surfe e recebe muitos desportistas dessa modalidade, assim com milhares de curiosos e de turistas que vêm apreciar as suas corajosas demonstrações.
O Forte de Nazaré ou de São Miguel Arcanjo ou do Morro de Nazaré tem história. O site www.cm-nazare.pt nos ensina que a construção deste monumento de estilo maneirista teve início no reinado de D. Sebastião em 1577, visando a defesa da enseada dos ataques de piratas argelinos, marroquinos, holandeses e normandos que investiam sobre o litoral atlântico. Uma turista do grupo nos disse que o seu museu merece ser visitado, pois mostra a Nazaré de hoje e do passado, pranchas de surfe de “heróis” e a história da cidade. Para explicar, o estilo maneirista se caracterizava por maior ornamentação, contraste de luz e sombra e deformações (fonte: Wikipédia).
Há placas tectônicas no mar de Nazaré, foram elas que causaram o terremoto, tsunami e incêndio em Lisboa e arredores em 1755. Duraram duas semanas e destruíram muito das cidades. A Baixa em Lisboa teve que ser reconstruída, por exemplo. As correntes marítimas empurram a água, por isso a praia do Norte tem ondas imensas.
De acordo com a Wikipédia, o Canhão de Nazaré ou Cana de Nazaré é um desfiladeiro submarino de origem tectônica situado ao largo da costa oeste de Nazaré, na região oeste de Portugal, relacionado com a falha de Nazaré-Pombal, que começa a se definir a cerca de 500 m da costa. Considerado por muitos o maior da Europa, separa a costa da Península Ibérica na direção leste-oeste desde a plataforma continental, numa extensão de cerca de 211 km, começando a uma profundidade de 50 m até a planície abissal ibérica onde atinge profundidades na ordem de 5000 metros.
De Nazaré, fomos em direção à vila de Óbidos, são 42,2 km. Sempre me encanto com a sua formosura. As casinhas brancas decoradas com flores dão gosto. Detalhe histórico: o terremoto de 1755 destruiu parte do castelo e da muralha. Primeiro a fazer ao chegar: tomar ginjinha no copinho de chocolate por €1 euro. Depois, repeteco. E caminhadas pelas suas ruas de pedra, um sobe e desce até a muralha lá em cima. Há muito a ver: igrejas, livrarias, museus mil, restaurantes, casas de chocolate e ginjinha, lojas, uma delícia passear por suas ruelas medievais. E tem aqueduto. E, enfim, tomei um suco de pêssego da marca famosa Compal, amado desde o primeiro gole, em 1998. É a cara de Portugal.


O Castelo de Óbidos é Monumento Nacional desde 1910. A Wikipédia nos conta que ele se ergue na cota de 79 m acima do nível do mar e mistura elementos dos estilos românico, gótico, manuelino e barroco. A Porta da Vila de Óbidos faz parte da muralha medieval que contorna o vilarejo (site: http://www.melhoresdestinos.com.br).
O Aqueduto de Óbidos ou da Usseira, diz o site www.explorial.com, foi construído durante a época dos Descobrimentos sob ordens da rainha D. Catarina (da Áustria, esposa de D. João III), entre 1571 e 1575, para resolver os problemas de escassez de água, enfrentados pela vila amuralhada. Trata-se de uma estrutura grandiosa que se estende por 3 km de comprimento e atinge alturas até 20 metros.
Na Livraria do Mercado Biológico, as estantes são feitas de caixas de frutas reaproveitadas, também há vendas de produtos naturais. Lugarzinho interessante.
Na volta à Lisboa, hora do jantar. Fomos à feirinha na praça Camões no Chiado comprar queijos da Serra da Estrela, de tamanhos variados e descobrimos a lanchonete Vitaminas (rua Garrett, 69/71), perto do hotel Borges Chiado. Pedimos um empadão de frango e queijo catupiry e suco de abacaxi com hortelã por €6,90 euros. Pronto, um lugar pra chamar de nosso.
Prosseguiremos com Tomar, cidade Templária.






























