Bela Itália-Sicília-de Messina a Letojanni-dia 3

Bela Itália-Sicília-de Messina a Letojanni-dia 3

Hoje é dia 7 de outubro de 2025. Estivemos em Paola na Calábria, atravessamos o estreito de Messina e chegamos à cidade de Messina na Sicília. Cidade destruída por um terremoto, tsunami e incêndios, de acordo com a guia Sabrina, em 1908. Foi reconstruída posteriormente em formas quadriculares. Segundo a Wikipédia, o terremoto ocorreu na Sicília e Calábria, com magnitude 7,1. O epicentro foi no estreito de Messina. Messina e Reggio Calabria foram quase completamente destruídas e entre 75 e 82 mil pessoas morreram. Foi o terremoto mais destrutivo a atingir a Europa. A Universidade de Messina, fundada em 1548, por Santo Inácio de Loyola foi o primeiro colégio do mundo da Companhia de Jesus.

Também a Wikipédia acrescenta que a cidade foi fundada pelos gregos em 757 a. C. É conhecida pela sua rica história e arquitetura que reflete as influências gregas, romanas, árabes e normandas ao longo dos séculos. Possui uns 220 mil habitantes. A Tripadvisor nos conta que Messina é a “porta da Sicília” e é situada no nordeste da ilha. Já a https://descobrindoasicilia.com acrescenta que está situada a 3 km da península. Os gregos a chamaram de Zancle em homenagem ao lendário rei que construiu o porto: Zanclus. A época de glória de Messina veio com o governo da dinastia Aragão que fez dela a capital do reino da Sicília e reconheceu seu valor e potencial como porto.

Cidade arborizada, agradável. Vemos um transatlântico. Antes da visita à Catedral, vamos provar o famoso doce cannolo, tão falado com detalhes pela guia Sabrina. Típico do local. Detalhe: em italiano: 1 cannolo, 2 cannoli. Na área de calçadão se encontra a Pasticceria Laboratorio del Duomo e o cannolo é simplesmente magnífico. Com casca crocante, é recheado de ricota doce. Nunca provei igual, dos deuses. €3 (euros) cada. O Carlos e eu pedimos dois cada. Endereço: Via Primo Settembre, 154, no centro histórico.

Em https://descobrindoasicilia.com, o cannolo é um doce típico siciliano. Trata-se de uma massa crocante em forma de tubo, recheada tradicionalmente com ricota de ovelha doce, pedacinhos de abóbora cristalizada e gotas de chocolate. O confeiteiro pode usar outros recheios, como pistache, chocolate etc.

Na Piazza del Duomo ou praça da Catedral estão o Palazzo Zanca e o teatro Vittorio Emanuele, com seus afrescos e estilo neoclássico (fonte: Tripadvisor), e outros prédios importantes.

Vimos um prédio mais lindo do que o outro. Edificações claras, amarelas, cor de creme, com sacadas de bronze. Fios submersos. Incrível. Enfim, a Catedral. A torre sineira me lembrou a de Praga (na Chéquia). A Catedral tem seu teto trabalhado, belo, na madeira, o altar com Cristo, de influência da igreja ortodoxa.

A Catedral tem uma história e tanto. A Tripadvisor relata que se trata de um marco da cidade com seu famoso campanário e relógio astronômico. O campanário faz parte da torre sineira e é famoso por seu mecanismo de movimentação que apresenta diariamente as 12 horas e um espetáculo simbólico da história da cidade. Em https://pt.italiani.it sabemos mais. A Catedral é uma obra prima de arte normanda. A sua formação remonta a 1120. O rei normando Roger II queria que fosse construída. Em 1197 foi consagrada pelo arcebispo Benzio e dedicada a Santa Maria Assunta. Depois de terremotos e incêndios, a nova Catedral foi consagrada em 1929. Em 1943 sofreu muitos danos devido ao bombardeio dos Aliados. Sempre foi reconstruída. Ainda hoje fascina os visitantes pela beleza e elegância de suas linhas. Dentro se veem vários monumentos funerários de arcebispos, bem como o mosaico quase inteiramente original da abside (capela) esquerda. No interior, além de admirar o teto e as naves, avista-se o complexo de órgãos, o segundo maior da Itália. Possui 5 teclados, 170 registros e 16 mil tubos. A empresa Tamburini de Crema o criou em 1948.

Segundo o Google.com, o Relógio Astronômico (mecânico), construído em 1933, tem seu mecanismo ativado ao meio dia que exibe cenas religiosas e históricas, leões, galos e signos, com duração de cerca de 10 a 12 minutos ao som de “Ave Maria” de Schubert. O site https://descobrindoasicilia.com adiciona que foi feito pelos irmãos Ungerer de Estrasburgo.

Messina é grande, estamos no caminho de Catânia e saímos para Taormina, mas nos hospedaremos em Letojanni. O pessoal do grupo vai ser dividido entre hotéis: o Sporting Baia e Antares Olimpo, o nosso. No dia seguinte o dia será livre, oba.

Em Taormina conheceremos o Teatro Grego, a 200 m acima do nível do mar, em cima do estreito de Messina. No verão se alugam Ferraris, está acerca do vulcão Etna. É uma cidade medieval, cercada por muralhas com duas entradas. Eis uma cidade admirada pela sua beleza. Goethe, Churchill e outros nomes a amaram. Justo em cima do mar está o teatro impressionante, lá o Etna não dá medo.

Ainda no ônibus, a guia nos dá dicas de como pegar transporte para ir aos locais de interesse. Vamos receber mapas com os horários de ônibus. Levar trocado. O café da manhã até as 10h30. Se come muita comida frita. Doce de amêndoas, azeite de oliva, cassata siciliana, também doce típico. Na Sicília, não se deve tomar água da torneira, na ilha não há água para todos, os rios estão secos. Pinhas em todos os lados, plantadas pelos sarracenos (árabes). Trazem sorte. O Etna explodiu recentemente, foi forte e quebrou a parte de cima da montanha.

Estamos nos caminhos para os hotéis. Em Giardini Naxos, cidade litorânea com sua baía adorável, se encontra o primeiro hotel: Sporting Baia.

Vemos uma ilha que já foi privada: Isola Bella. Um pedaço de paraíso. Conforme o site https://descobrindoasicilia.com, ilhota repleta de vegetação e com uma casa no topo. Possui pouco menos de 8 mil m², é unida ao continente por uma pequena faixa de areia, que dependendo da maré pode ficar submersa. Pode ser visitada, pois é uma ilha jardim cercada por águas azul turquesa. Pertence ao Governo da Sicília, sendo uma reserva natural e possuindo o Museu Regional dos Bens Naturais e Naturalísticos da Isola Bella.

Em Letojanni, uma cidade costeira, se situa o nosso hotel. Antares Olimpo. Endereço: Via Germano Chincherini. Um caminho até lá, vamos com malas e tudo, está em cima de uma rocha. Jantar das 19 h às 21 h. Buffet com direito a refrigerante, vinho, água, cerveja. Peixe-espada, saladas, tabule, uau. Tudo muito bom. E os garçons pelo espaço da sala de jantar tocando instrumentos típicos da Sicília. Que ilha mais festiva! Eles se vestem em estilo grego/siciliano. Legal. O grupo da Europamundo fica junto dividindo as mesas, como sempre.

Ufa! Finalmente, o dia extenso acabou. Hora de dormir.

Bela Itália-de Salerno a Paola na Calábria-dia 3

Bela Itália-de Salerno a Paola na Calábria-dia 3

Hoje é dia 7 de outubro de 2025. Estamos na viagem do sul da Itália e Sicília. Dormimos no Gran Hotel Salerno. Endereço: Lungomare Clemente Tafuri, 1. O café da manhã com frutas, pães doces e muito mais, tudo bom.

O ônibus cheio com gente que havia chegado no dia anterior. As peruanas que atrapalharam nosso pôr do sol ontem entre Sorrento e Salerno vão embora hoje, então respiramos aliviados. Salerno, que beira mar mais fantástica com um calçadão muito harmonioso: Lungomare Trieste, de 1,5 km. Conhecido pelas palmeiras, foi estabelecido entre 1926 e 1933. Segundo o Google.com, Salerno é uma cidade costeira charmosa e histórica, situada às margens do mar Tirreno no golfo de Salerno. Funciona como porta de entrada para a famosa costa Amalfitana e sediou a primeira escola de medicina da Europa.

Estamos na região da Campânia e atravessaremos a Basilicata (terra dos meus antepassados), a Calábria e depois a Sicília. A balsa que pegaremos durará 20 min e a pegaremos às 15 h. Por isso sempre acordamos cedo para o dia produzir bem. Em Paola na Calábria, o almoço será às 11h30.

Nossa guia Sabrina sempre cheia de humor. Faz explanações em espanhol e português. Que capacidade! Ela diz que se banheiros de ônibus regionais funcionassem, seria uma guerra nuclear. A gente se diverte. Acrescenta que visitaremos o santuário de Francisco de Paula em Paola e de lá em 3 horas, chegaremos à vila San Giovanni. Em Messina na Sicília, provaremos o doce “canoli original”, inigualável. Ela passa a viagem falando em comida, aí ficamos com mais fome ainda.

Viagem de ônibus pelo país não é para todo mundo, uma senhora passou mal do estômago. Nos barcos, há turbulências às vezes leve, às vezes forte. A guia nos avisa que não podemos passar mal ou precisar de médicos na Sicília, pois a infraestrutura hospitalar é fraca. Temos que estar saudáveis. Reclamação grande da população, pois os serviços são difíceis. Estaremos perto da África. Resumo da Sicília: paisagem selvagem, comida inebriante, infraestrutura pobre.

Montes Apeninos Campânia. Da região da Toscana para baixo, os Apeninos. Vulcão Etna, o maior ativo da Europa, faz parte dos Apeninos. Tem 3357 metros e se localiza na Sicília. Cada italiano do sul fala dialetos, há o siciliano, o napolitano e o calabrês (da Calábria). O napolitano é feito de palavras gregas, espanholas, árabes e francesas. A Sabrina é demais.

Paestum, ruínas históricas e templos gregos bem preservados e pouco publicizados. Parecidos com os de Agrigento na Sicília. Cidade da região da Campânia. De acordo com o site www.bing.com, originalmente chamada de Poseidonia, de 600 a. C.. Battipaglia, a melhor muçarela de búfala de toda a Itália. Povoados, vilarejos nos picos das montanhas, também castelos para proteção em outras épocas. Oliveiras à esquerda na estrada. Montanhas com neve. Nesta região não é comum nevar. Recentemente nevou no Etna. A vegetação vai mudando, fica verdejante, depois muda para deserto.

Nossa guia engraçada saiu com uma raquete para matar uma vespa no ônibus, disse ser alérgica e carregar adrenalina com ela.

Dois verões muito quentes nos últimos anos. Entrando no Parque Nacional do Cilento e Vale de Diano e Alburni na região da Campânia. Parada de 20 min. Tudo verde, com túneis nas montanhas. Em frente, a cidade de Reggio Calabria, à esquerda Petina. Ouvindo a conhecida canção “Volare” no ônibus. De composição de Domenico Modugno e Franco Migliacci, de 1958. O povo é animado, são 52 pessoas.

Parque Nacional do Cilento e Vale de Diano e Alburni. É um dos principais pontos turísticos da cidade de Sapri. A Wikipédia nos conta que foi fundado em 1991, situado na província de Salerno, Campânia. Desde 1998 é Patrimônio Mundial da UNESCO. São 180 mil hectares. A guia nos conta que é Reserva da Biosfera desde 1997. Área natural protegida de 36 mil hectares. Primeiro geoparque da Itália (2010), 1800 espécies de plantas, 254 espécies de orquídeas selvagens da Europa inteira (das 319 relatadas em toda a Europa). Animais: morcego de cauda, lobo, lontra, perdiz grega etc, aves: águia-real, falcão peregrino, pica-pau preto, dentre outras (fonte: https://pt.wiki34.com). 25 habitats. Há muita umidade, diferença de 6º C entre o dia e a noite. Rios secos, mas esperam chuva. Parque acessível. Trekking pela montanha. Sul da costeira amalfitana. Costa das mais bonitas do país. Pequenos vilarejos nos picos das montanhas. A sede se situa em Vallo della Lucania.

Os italianos viajam muito dentro do país. A guia passava seus verões em Agrigento com a família. Os calabreses comem muita linguiça, logo teremos no nosso almoço em Paola. Na região de Basilicata: Rivello, um povoado medieval, de conto de fadas, e Maratea, a única cidade litorânea da região. Tem uma estátua do Cristo Redentor de Maratea, de 21 m,no monte San Biagio que dá para a praia. É considerada a pérola do mar Tirreno. Detalhe: bem diferente do nosso no Rio de Janeiro. Também na Basilicata, a comuna do Lagonegro. Comuna significa uma unidade administrativa, para nós, cidade. Costa de Maratea. Parada técnica em Sorgente, 20 min. Conhecemos os irmãos simpáticos de Florianópolis: Cândido e Rosita. Sempre bom conversar com turistas como nós.

Divisa Campânia/Calábria. Região mais pobre da Itália. Não tem como não mencionar as máfias, infelizmente, que fazem parte da Itália. A guia nos conta os nomes delas por regiões: Ndrangheta: Calábria; Cosa Nostra: Sicília; Camorra: Campânia; Corona Unita: Puglia (no salto da “Bota”, como é conhecido o país) e Anonima Sequestri: Sardenha.

Ilha Dino, a maiorda Calábria, privada, conhecida por sua beleza e é destino popular de ecoturismo. Praias muito visitadas em julho e agosto. Comum ver passagens privadas para as praias que são públicas. Direita, mar; esquerda, montes Apeninos Calabreses, com picos sobre o mar. Rochas que adentram o mar. Cordilheira Costeira, 80 km.

Passaremos por poucas cidades grandes. Os moradores vivem de turismo, antes eram agricultores. Trabalhadores de gerações dos anos 1970 foram para o norte da Itália. A mão de obra local é de estrangeiros que trabalham na terra. As casas de €1 (euro) são uma realidade. A casa desgastada precisa de reforma. Destino para jovens, com idade reprodutiva, alguém que trabalhe de casa ou na agricultura.

Os prédios e casas pelo caminho bem simpáticos. A guia nos obsequia com música calabresa cantada em dialeto a fim de aumentarmos nossa visão de mundo. Cantores novos. Vemos muitos povoados que pelo jeito só têm seus moradores em certas épocas do ano. As casas têm uma arquitetura típica, os apartamentos são avarandados. Um povoado em cima do outro.

Chegamos a Paola. Cidade antiga, agradável, movimentada. O site www.viajandoparaacalabria.com nos diz ser uma estância balneária famosa na Riviera dos Cedros. É o centro mais importante da alta costa do Tirreno na Calábria.

Visita ao santuário de São Francisco de Paula, e depois, enfim, almoço no restaurante/pizzaria Vecchia Paola. Endereço: Corso Garibaldi, 75. Menu fechado: ou salada mista por €13 (euros) ou massa com calabresa por €16, mais pão, vinho, água e fruta. Preferi a salada com atum e a fruta era melancia. Refeição boa, animada.

Em breve, contarei mais sobre o santuário.

Bela Itália-chegada a Roma e ida a Nápoles e Capri

Bela Itália-chegada a Roma e ida a Nápoles e Capri

Hoje é dia 4 de outubro de 2025. Lá vamos o Carlos e eu para uma nova aventura. Desta vez, faremos uma excursão à costa Amalfitana e Sicília na bela Itália (de 4 a 17 de outubro). Altas animações para o retorno à terra dos meus antepassados pelo lado de mãe.

O voo Fortaleza-Lisboa pela TAP. Excursão pela CVC/Europamundo e agradecimento ao nosso agente Dennis, da Blue Dreams Viagens. O jantar no voo (noturno) ótimo com escondidinho de frango e uma sobremesa de brownie recheado. Ao chegar a Lisboa, a sopinha de abóbora por €2,50 (euros), usual para nós no aeroporto. O voo para Roma atrasou 1 hora, era 12h50, aí ficamos na fila, porque a chefe de cabine não chegava. Tomara que o transfer em Roma espere pela gente… No avião disseram que o atraso foi motivado pelos ventos fortes. Quem sabe?

Pedimos salada de quinoa (da Espanha) e água tônica Royal Bliss com notas de yuzu (fruta cítrica) e cardamomo. Mais suave que o Schweppes. Uns €10 (euros) no cartão de crédito. Salada de inspiração mediterrânea com quinoa, tomate seco, cebola assada, abobrinha e pimenta vermelha com azeite de oliva extravirgem. Assinado pelo famoso chef Michellin Martin Berasategui. Deliciosa. €7,50 (euros).

O motorista Andréa, nosso transfer no aeroporto de Roma, nos deixou no Ergife Palace Hotel, no bairro Aurelio. End: Largo Lorenzo Mossa, 8, a 10 min a pé da estação de metrô Cornelia. Estamos a 2 km do Vaticano. Hotel enorme, próprio de excursões. Éramos brasileiros do Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará na van. A guia será a Sabrina. Explicações sobre a viagem no aplicativo e pouco escrito nos totens do hotel.

Como estávamos com fome e era domingo à noite, comemos no restaurante/bar/pizzaria uma pizza marguerita com coca cola. Com muito queijo e tomate esmagado, diferente da nossa. Não tinha muitas opções.

Dia 5 de outubro de 2025. Rumo a Nápoles. De manhã, um aviso no totem para o grupo. Hotel no bairro Aurelio, longe do centro. Acordamos às 5h30, o café da manhã às 6 h para sair às 7 h. Lugar para o café da manhã no hotel, espaçoso para grupos. O café com poucas frutas, só maçã e laranja. Pães croissant diversos, iogurte natural e de framboesa maravilhosos, além de pera e pêssego em calda, ovos, bacon.

A guia nos recebe. 15° C e nós prontos para conhecer um pouco mais da “Bota”, como é conhecida a Itália. O motorista Ângelo. Vende água por 1 euro e coca cola por 2 euros. Comidas e bebidas quentes proibidas no ônibus. Vamos a Nápoles direto e de lá para a ilha de Capri de barco, 1 h de viagem. De Capri para Sorrento de barco, 40 minutos, e dormiremos em Salerno. Roma para Nápoles: 2h30 de ônibus.

A fim de sairmos de Roma, pegamos uma via que não anda, trava o tempo todo. Damos voltas circulares, são muitas saídas. Vamos direto a Nápoles, o tempo livre será no centro da cidade do sul. As histórias relativas à região são ricas, houve conquistadores antigamente como os gregos, fenícios, sarracenos e romanos.

A Sabrina nos dá aulas interessantes. São 20 regiões, estados no país. Estamos na região do Lazio, onde se localiza a capital Roma. Há dois estados pequenos independentes: Vaticano e San Marino. As ilhas pertencentes são 5: Sardenha, Sicília, Capri, Elba e Ischia. A população mais de 60 milhões. Cadeias montanhosas: os Apeninos até a Sicília, onde está o vulcão Etna; e os Alpes em direção à Suíça. A Sicília a cada ano vai se separando um pouco mais do continente, por conta dos movimentos embaixo da Terra.

Não vamos à Gruta Azul em Capri. É a mais divulgada, porém cheia e mais cara. Dependendo do mar, vamos às grutas do Coral e a Branca (€25). O turismo é sério, em cada cidade há guias especializados, pessoas de referência. A nossa guia apenas acompanha. No restaurante, os cobertos (entradas) são caros, sentado paga mais caro do que se ficar no bar em pé. Compras em Palermo, mais em conta. A Sabrina dá dicas para poupar o nosso real, muito admirável.

Estamos ainda no caminho para Nápoles. Paramos, enfim, num lugar de serviços para banheiros e café, comida, compras. Esses postos de parada são verdadeiras lojas, fantásticas. Nunca esqueci a que conhecemos no caminho de Florença para Veneza anos atrás. E lá vai a guia falando mais sobre gastronomia: os doces típicos de Nápoles são sfogliatella, ou seja, massa folheada em forma de concha do mar com ricota, e babà, bolo macio embebido em rum. Detalhe: o banheiro de ônibus turístico é lacrado, não pode ser usado.

Um pouco mais sobre a história de Capri. Conforme o site www.historiaomgosto.com.br, os primeiros habitantes de Capri são um tema de estudo e fascínio com evidências que remontam à pré-história. Acredita-se que a ilha tenha sido inicialmente ocupada durante o Neolítico, por volta de 8000 a. C., por grupos de caçadores-coletores que mais tarde deram lugar às comunidades agrícolas. As primeiras evidências concretas de assentamentos em Capri datam da época dos gregos, especificamente dos séculos VIII e VII a. C.. Os gregos foram atraídos para a ilha devido à sua localização estratégica no mar Tirreno, bem como pela sua beleza natural. A eles se atribui a introdução do cultivo de videiras e oliveiras, práticas agrícolas que se tornariam importantes para a economia local. A presença grega em Capri é evidenciada por achados arqueológicos, incluindo fragmentos de cerâmica e inscrições, que sugerem uma presença e influência significativas. Estes primeiros habitantes nomearam a ilha de “kapros”, em referência aos javalis selvagens comuns na região à época. Após o período grego, Capri caiu sob domínio romano, tornando-se um retiro popular para os ricos e poderosos do Império Romano, incluindo os imperadores Augusto e Tibério. No entanto, a importância e o impacto dos primeiros habitantes gregos na formação da identidade cultural e histórica de Capri permanecem evidentes até hoje.

A guia nos conta que depois da caída de Roma, a ilha foi abandonada e saqueada por piratas na gestão de Nápoles. Barbarossa era o pirata mais notório. No séc. XIX, a história pacífica. Visitada por Pablo Neruda e a rainha Vitória da Suécia em épocas distintas. E vira destino turístico do mundo. Lugar encantador, ilha de pescadores. Sempre com muita gente. Capri representa o dolce far niente italiano, ou seja, a arte de desfrutar o ócio.

Na estrada, acompanhados de músicas italianas, vemos o monte Vesúvio e à esquerda em frente os Apeninos Campânia. Nesta região de Campânia, existe um palácio estilo Versalhes, desconhecido do estrangeiro. Trata-se de Reggia di Caserta, Palácio Real de Caserta, barroco, encomendado pelo rei Carlos VII para servir de centro administrativo e cortesão do novo reino de Nápoles, ao mesmo tempo simbolizava o poder, segundo a Wikipédia. Passamos por ele. As árvores são os pinos mediterrâneos. Todo mar Mediterrâneo tem um nome diferente em cada lugar: na Calábria (Itália): mar Tirreno, no país da Bósnia, mar Adriático e na Sicília, mar Jônico.

A Sabrina, excelente em português e espanhol. Ama os brasileiros. No nosso grupo do Brasil, a maioria do sul. Carrega um bonequinho chamado Super Mário para nos chamar a atenção enquanto grupo. Na estrada, tráfego intenso do outro lado. Saímos cedo para aproveitarmos o dia melhor. Vinhedos, oliveiras e “limões gigantes de Sorrento” nos seguem. No sul da Itália, tudo é gigante, segundo a guia. As pessoas são mais calorosas e fogosas. Parte com mais sol da Europa.

Travessia de barco para Capri: 1 hora, com banheiros, bares e venda de lembrancinhas. A guia se comunica muito por Whatsapp com o grupo, coloca informações importantes. Por mais que eu não queira, hoje está difícil ficar sem em uma viagem. E fez falta. Porém gosto de me concentrar na viagem, tirar fotos, fazer anotações e curtir o momento. Vemos o Vesúvio no caminho. E o Centro Direcional, escritórios de Nápoles. Casas em cima das montanhas valem milhões de euros com vista do mar. O napolitano vive mais ao dia e não segue regras. O símbolo de dar sorte da região é uma pimentinha vermelha de coral comprida usada em colares ou chaveiros ou de outras formas. Deve ser ativada pela mão. Desde 1979, o Vesúvio não acorda. Por isso, a filosofia da população: viver o momento, não se sabe até quando. Enfim, Nápoles, entramos pelo porto.

Em Nápoles. Ao grupo se juntaram umas argentinas, muito queridas. Vemos o Castelo Maschio Angioino ou Castelo Novo em frente ao porto. De acordo com o site www.tudosobrenapoles.com, o castelo pequeno foi construído entre 1279 e 1282. É uma fortaleza medieval renascentista de aspecto imponente. Foi construído pelo rei Carlos I, conde de Anjou (1226 ou 1227-1285) e posteriormente modernizado por Afonso V de Aragão durante o séc. XV. Carlos I, rei da Sicília e Nápoles, filho do rei Luís VIII da França e de Branca de Castela. Já no topo da colina Vomero que domina o golfo, a Wikipédia nos conta que tem o marco mais visível da cidade: o Castelo Sant´Elmo. Ao lado da Certosa di San Martino ou Cartuxa de São Martinho, um complexo mosteiro, agora um museu. Este mosteiro cartuxo foi concluído e inaugurado sob o governo da rainha Joana I em 1368.

Uns 30 min para sair do porto e ir a uma rua central perto. Não fomos, ficamos na estação mesmo, dando voltinhas nos arredores. No porto há escavações de um sítio arqueológico, tudo muito antigo. Na Piazza Município, uma das maiores da Europa, um lugar de exposições de flotilhas de barcos púnicos (da civilização cartaginesa, da Antiguidade) será aberto no futuro.

Capri em breve.

Marrocos colorido-Ouarzazate até Marrakech-dia 6

Marrocos colorido-Ouarzazate até Marrakech-dia 6

Hoje é sábado, dia 9 de novembro de 2024. Saímos do Hotel Karam Palace em Ouarzazate e vamos aos passeios. O condutor do ônibus se chama Reduan e o guia Abdul. Nosso guia tem conhecimento variado. Conta sobre o argan, comum na região. Segundo o site https://esteticacabofrio.com.br, o argan é um óleo extraído das nozes da árvore de argan, nativa do Marrocos. Amplamente reconhecido por suas propriedades nutritivas e hidratantes, muito bom para a saúde da pele e dos cabelos. O guia continua: o último terremoto destruiu muito do Kasbah Aburir que iremos conhecer por fora. Os kasbahs ou fortalezas ficavam sempre na parte alta para observar os soldados inimigos que vinham para guerrear ou as caravanas que passavam. Estamos na avenida principal, muito formosa, com palmeiras em formato de abacaxi, e tiramos fotos do majestoso kasbah. Passamos pelo Tribunal de Primeira Instância de Ouarzazate, bonito.

Ouarzazate em berbere significa “sem barulho” ou “sem confusão”, tem uns 70 mil habitantes e a maioria deles trabalha nos filmes feitos na cidade, ganham em dólares. Por isso ser chamada de Hollywood marroquina ou do deserto. É a maior cidade do Saara marroquino. Interessante dizer que não encontramos um cinema. As produções cinematográficas são grandes e alguns estúdios são abertos à visitação. Sentimos muito o orgulho do guia com o seu país.

“Cleópatra”, de 1999, foi filmada nos Estúdios Atlas. Para a película Kingdom of Heaven (Reino dos Céus), de 2005, foram usados 300 cavalos, e custou 2 milhões de dólares somente para 35 minutos de filme. Os táxis são amarelos. Na cidade, há várias fortalezas utilizadas, incrível. Uma é a mesma da construção de Jerusalém. Os turistas visitam Ouarzazate para conhecê-las, em um estúdio a entrada é uma claque de filmes. Segundo o guia, nos Cla Studios se produzem filmes, as roupas, manufaturas e armas utilizadas nas produções. Eu nunca conheci uma cidade assim, que vive inteiramente de cinema.

Venda de pratos coloridos e cerâmica pelo caminho. Estamos na direção de Marrakech. Dentro do ônibus, cada turista deu 100 DH (R$57,58) de presente para o nosso guia fantástico Abdul e motorista Reduan. O guia disse que fomos os melhores dos melhores, realmente, o grupo de 16 viajantes, sendo 3 brasileiros, era agradável mesmo. A gente senta junto no café da manhã e jantar e se diverte em “espanhol”. Diga-se de passagem: o espanhol é tão festivo quanto o brasileiro. Somos semelhantes. E na viagem ficamos próximos do guia.

Estamos na descida da montanha, embaixo de um vale e vemos outro povoado. Impressionante a quantidade de controle nas estradas. Passamos pelo famoso Kasbah Ait Ben Haddoud e suaaldeia, Patrimônio Mundial da UNESCO, desde 1987, e cenário de diversos filmes, como “Gladiador”, de Ridley Scott, de 2000, e a parte 2 do último com Denzel Washington, de 2023. Além de “Sequestro no Mar Vermelho”, de Dante Lam, de 2018, “Rainha do Deserto”, de Werner Herzog, de 2015, “As Quatro Plumas” (The Four Feathers), de Shekhar Kapur, de 2002 etc. Este último é colossal, vale a pena assistir. Na Hollywood da África, existem muitos hotéis e restaurantes.

Estamos a 30 km de Ouarzazate. Descemos do ônibus e entramos em uma loja de um senhor tuaregue que vende armas antigas, cantis (para beber água), produtos decorativos, colares, tudo bem antigo. Casas em terracota com alfafa para aplacar o frio e o calor. Por ali, há lojas e uma varanda para fotografar o Kasbah Ait Ben Haddoud. Impressionante, mesmo de longe. Um rio passa na frente, é um cenário árido e de mistério. Testemunhamos os visitantes explorando os cantinhos da fortaleza. No local, uma pequena vila de lojas e casas pequenas. Na de outro tuaregue, venda de joias estilosas em prata. Comprei um anel original por €20 euros. As pulseiras estilosas, a mulherada do grupo “endoidou”. Logo adiante uma loja de aquarelas de diversos tamanhos. Tintas feitas de açafrão, chá e índigo para as pinturas. O índigo é utilizado na coloração de turbantes. Comprei um postal pintado a 100 DH (R$57,58), belo de um kasbah, que coloquei em um porta retrato dourado.

Como o grupo da excursão era amigável, a gente dividia guloseimas no ônibus. Comemos amêndoas, tâmaras e figos secos. Estamos em uma carretera (estrada nacional em espanhol) nova com controle de velocidade. Entendo perfeitamente, pois os motoristas fazem ultrapassagens perigosas.

Cheio de povoados pelo percurso. Sábado é dia de compras para os funcionário públicos. Os ônibus esperam por eles. Gostam de carne de cabra. O guia dá muitas dicas. Há canaletas saindo das montanhas. Controle na estrada de novo. Subimos a montanha agora. Paramos no Restaurant Palais de Tichka no percurso às 12 h, mas ninguém quis almoçar, só eu… Preferiram seguir adiante. Prosseguimos na subida da montanha, estamos na cadeia montanhosa Atlas. São marrons e verdes por conta das árvores. Marrons por causa do enxofre. O enxofre é amarelo, montanhas com sal, brancas. Terra de ouro e prata, bronze no sul.

Cruzamos o Col du Tichka ou Tizi n´Tichka,conhecida pela sua neve perpétua, mas no momento, estava sem. As mudanças climáticas agindo. A Wikipédia esclarece que se situa a 2260 m de altitude e é um passo de montanha na cordilheira do Alto Atlas. Montanhas de chocolate, no local há cordeiros brancos da cabeça negra, porque tem água. A carretera antiga era pequena. A atual é muito boa. 75% do fosfato do mundo vem do Marrocos. Encontra-se cobalto também.

Enfim, almoço no Café Restaurant Tizi Ait Barka, em Al Haouz Province, Marrakech-Safi, que oferece um visual impactante de montanha e vale lá embaixo. Uma mesa para 16 pessoas. Gostei da venda de postais, cadernos e marcadores de livros, lógico que comprei. 157 DH (R$90,44) mais chocolate da Polônia, uma delícia, parece suíço. Almoço: entrada de azeitona branca temperada e preta que parece ameixa, além do pão, duro de sempre, embora bom. Nunca comi tanta brochete, no caso, de peru e batatas fritas. Na mesa, a maior farra, os espanhóis são muito simpáticos.

Mais informações vindas do guia. Vacas ficam nas casas, as mulheres as alimentam. Vemos muitos tapetes para vender. O Abdul me fala sobre o norte do Marrocos: a cidade de Tânger e Chefchaouen (a cidade azul), quero conhecer. Já nas proximidades de Marrakech, ele nos conta sobre Amelkis Resorts, localizado em Marrakech, no Boulevard Mohammed VI, no sopé das montanhas do Atlas. São casas luxuosas como hotel e morada. Privacidade e campo de golfe com 27 buracos. Usam muita água. Interessante que os marroquinos não jogam golfe, só os estrangeiros. Precisam da autorização da companhia de água e eletricidade para funcionar. Quem tem casa lá são os atores Leonardo Di Caprio, Tom Hanks, o jogador Zidane etc. Existem outros campos de golfe na cidade.

Perto de Marrakech, as antenas de telefone como palmeiras, bem original e integrados à paisagem. O guia sempre fala em funcionários públicos. Pelo visto são valorizados. Têm apartamentos de 52 m² e pagam em 25 anos. A vida é mais fácil para eles do que para o restante da população. Laranjeiras no canteiro central. Entramos em Marrakech pela avenida larga e limpa, rodeada de árvores, um jardim privado onde somente estudantes entram. O clima é melhor entre as árvores.

Ao adentrar o mesmo hotel em que já nos hospedamos no início da viagem em Marrakech, nos despedimos do grupo alegre da nossa excursão e do Abdul no saguão do Palm Plaza Hotel& Spa (Zone Hoteliere De L Agdal em francês). Ele nos deu informações sobre o dia seguinte e nosso voo para mim, Carlos e Renato, nosso bom companheiro de jornada. Quarto melhor ainda, de rei. Saímos depois de nos acomodarmos e fomos passear no (shopping center) Almazar Centre Commercial (em francês), de 3 andares, cerca do hotel. As lojas Miniso (conheci em Lima-Peru e amei), Colin´s e Virgin Megastore são algumas delas. Muitas promoções de roupas/outlets, imperdível, pena eu não ter condições de comprar e tempo.

Jantar no hotel. O melhor buffet, espantoso o número de pessoas, o salão enorme. O feijão é uma fava, comi com arroz. Feijão com arroz, nada mais brasileiro. Doces diversos, pizzas, saladas mil, comidas variadas, tudo perfeito. Depois, hora de se recolher, pois no outro dia mais passeios por Marrakech. Estamos de volta à cidade vermelha.

Marrocos colorido-Gargantas de Todra, Kelaat-M´Gouna e Ouarzazate-dia 5

Marrocos colorido-Gargantas de Todra, Kelaat-M´Gouna e Ouarzazate-dia 5

Hoje é dia 8 de novembro de 2024. Viemos de Erfoud, estamos em Tinghir e continuaremos até Ouarzazate no percurso de ônibus, distância de 305 km aproximadamente. As Gargantas de Todra distam 15 km de Tinghir.

Segundo a Wikipédia, Tinghir é uma cidade na região de Drâa-Tafilalet, no sul do Alto Atlas e norte do Pequeno Atlas no Marrocos Central. Capital da província de Tinghir, situa-se no centro do oásis do vale do rio Todra (ou Todgha), perto das suas famosas gargantas. O oásis é povoado por amazigues (berberes) muçulmanos. Região de tamareiras, que têm sido substituídas por oliveiras. O oásis tem 30 km de comprimento e 4 km de largura. O clima é árido e subtropical: quente, seco com poucos dias chuvosos.

Em https://www.queroviajarmais.com/pontos-turisticos-do-marrocos, descobrimos mais sobre Todra. Eis o cânion formado pelo rio Todra que corta as montanhas do Atlas e cria um desfiladeiro com paredões de mais de 300 m de altura. Visitado por viajantes, tem pouca infraestrutura e alimentação.

Estamos quase nas Gargantas de Todra, um grande acidente geográfico. Estamos na província de Tinghir. O povoado ao redor é grande e peculiar, tem cor vermelha, e casas com portões de alumínio verdes. Estamos na estrada entre montanhas com o oásis circundando. O hotel Kasbah Taborihte em Tinerhir ou Tinghir é de 1960. Sexta-feira, dia da mesquita e do cuscuz marroquino em família. Vemos muito vermelho e verde, as cores da bandeira. Por isso, o Marrocos colorido. Faz frio. TodraGorges ou Gargantas de Todra. As pessoas frequentam o local para fazer piquenique, se banhar. A via para as gargantas é larga, ali andam ônibus e pessoas. Muitas vendas à esquerda, à direita o rio Todra. Lugar monumental. A água brota do chão e também sai em valas para ser utilizada nas casas. O rio serve para a agricultura. País surpreendente. Oásis verdejante, local para conhecer, o rio acompanha a gente.

Enfim, almoço! Na Maison D´Hotes Anissa/Hotel Restaurant Panoramique, na Gorge Toudra Road 10 km, escolhemos o menu 6: salada com brochete de frango e fruta (tangerina), além de batata e cenoura cozidas. Trocamos a salada por arroz, mas estava uma “papa” e sem sal. Comemos com um visual lindo da varanda. Valeu pelo lugar, vendo o oásis. O garçom fã do jogador de futebol brasileiro Paquetá, sempre me espanto com o poder de penetração do esporte.

Voltamos a Tinghir, cidade toda vermelha, grande, muito ajeitada. Não se vê gente dormindo na rua, isso chama a atenção no país. No sul, as cidades têm a cor das montanhas. O canteiro central é bem largo e repleto de árvores.

Outro acidente geográfico da região é o de Dades, a caminho de Oarzazate. De acordo com a Wikipédia, as Gargantas do Dades, também conhecidas como Vale de Dades, são uma série de desfiladeiros de uádi escarpados e esculpidos pelo rio Dadès. Uádi é um leito seco de rio no qual as águas correm apenas na estação das chuvas. O termo é usado nas regiões desérticas do norte da África e da Ásia. O site https://maisumdestino.com nos conta que os desfiladeiros são compostos de arenito e calcário. Também é conhecido como Vale dos Mil Kasbahs (fortalezas).

Seguimos pela Cidade das Rosas, como é chamada Kelaat M´Gouna, vemos a rosa como símbolo na entrada. Os táxis são rosas, ela é toda dessa cor. Que lugar mais interessante. A Wikipédia nos informa que o Vale das Rosas é o nome turístico dado a vales perto da cidade de Kelaat-M´Gouna, nas montanhas do sul do Alto Atlas. Está situada na província de Tinghir, a 80 km de Ouarzazate.

A cidade é conhecida pela venda de inúmeros produtos cosméticos feitos à base de rosas para mulheres. Tem até festival que, de acordo com o blog www.viajecomigo.com, costuma acontecer no segundo fim de semana de maio e dura três dias. Celebra a finalização da colheita de milhões de rosas. Um dos momentos altos da festa é a coroação da Rainha das Rosas, e também o desfile com carroças decoradas com rosas. Curiosidades: para fazer 1 litro de óleo, são necessárias 5 toneladas de rosas. E a colheita das rosas costuma ser feita pela manhã, por mulheres. Eu amei a cidade. Peculiar demais, como não lembrar do carro rosa dos produtos Mary Kay?

A jornada do dia é longa, são 18h24 e nós em movimento. Paramos em uma das lojas de produtos de rosas: Organic Rose Water Biologique Certifée, Shop of Rose Products. Comprei creme para as mãos e rosto, e seis sabonetes por 100 DH (R$57,99). Se não estivesse tão cansada, teria comprado muito mais. Preços ótimos e produtos únicos. Lá fora 23º C, está friozinho, para os padrões do nordeste brasileiro.

Voltamos ao ônibus. Uns doidos no trânsito. Os caminhões têm luzes coloridas à noite, a gente vê de longe. Quão diferente.

Ufa! Finalmente, chegamos a Ouarzazate. Cidade vermelha também. Avenida longa, bem-arrumada. A impressão que temos ao chegarmos às cidades é sempre de encanto. Sempre há um kasbah. Turismo e cinema são os fortes da cidade. Estamos na Hollywood marroquina. No Hotel Karam Palace, a noite é animada, o hotel é gigante e transado com uma sala de leitura no mosaico e sofás coloridos, a piscina grande no meio do pátio. Grupos de franceses ao redor do conjunto de música árabe instrumental e de uma fogueira, e um bar no meio. Como se diz, “das Arábias”. Eu me belisco nesse ambiente espetacular das mil e uma noites.

Vamos jantar, só sonhando com isso. O buffet é muito bom, estamos na mesa com três casais de espanhóis do grupo. Conversando, entendi que três são parentes e moram em cidades diferentes da Espanha. Por isso a ligação tão próxima deles.

Nos hotéis, em geral, existe uma pessoa para nos mostrar a tradição do chá. Tomamos e tiramos foto. O funcionário do hotel bem solícito. Era mais no sorriso, pois falava pouco francês e nada de espanhol ou inglês. O quarto com duas águas minerais de graça. Atitude simpática. E com chá para tomar à vontade. Só não dá tempo de aproveitar as maravilhas do hotel. No dia seguinte já saímos depois do café da manhã rumo a Marrakech, já no fim da excursão.

Marrocos colorido-Erfoud e Tinghir até Ouarzazate-dia 5

Marrocos colorido-Erfoud e Tinghir até Ouarzazate-dia 5

Hoje é dia 8 de novembro de 2024. Acordei em Erfoud no Kasbah Chergui Hotel às 6 h tomando remédio para enjoo e haja Sonrisal, Luftal e leite de magnésia. Motivo? Os temperos da comida marroquina. Logo, comi pouco no café da manhã, uma pena, pois estava promissor. Falamos para o guia Abdul do meu desconforto e foi muito simples, pois ele nos levou ao refeitório e nos ofereceu água mineral misturada com cumin para o estômago. Todos nós tomamos (o Carlos e Renato também), inclusive o guia. O Abdul disse que era normal se sentir assim, ainda bem que eu havia levado remédio, mas o tempero cumin (ou cominho em bom português) provou ser muito efetivo. Rapidinho eu estava bem. O marroquino usa para salpicar na comida e sempre existe um pratinho com a especiaria em qualquer restaurante. Faz parte da tradição do país, serve para indigestão, gases, assim como para baixar a pressão e o açúcar no sangue. Achei genial.

Nós lá fora, prontos com a bagagem, esperando o grupo da excursão que havia dormido em tendas no deserto. O Fran e a Silvia, casal simpático de Santiago de Compostela-Espanha, foi um deles. Disseram que é fabuloso, nós não fomos, fica pra outra. Como temos muitas dunas no Ceará, confesso não ter pensado no assunto. E era pagamento extra. Nosso guia ficou trocando ideias sobre futebol, ele sabe tudo. Uma graça.

A passarinhada fazendo a sinfonia de madrugada no hotel, algo belo. Interessante que no quarto do hotel, o banheiro era separado. Pia de um lado, chuveiro de outro e por aí vai. Gostei, sempre prático. Só lembro do bed & breakfast que fiquei em Londres a primeira vez.

O guia nos conta que Ouarzazate é a Hollywood do Marrocos. Vários filmes foram gravados no local, como Star Wars, Gladiador 1 e 2 (também em Malta e Itália), Lawrence da Arábia etc.

O ônibus vindo do deserto atrasou quase 1 hora e meia, chegaram e nós logo partimos. Erfoud ou Arfoud, cidade do deserto, um dos Palácios Reais se localiza lá. Prédios baixos, casas ocre, poucas avenidas e ruas, cidade dos bancos, lugar de pedras naturais e fósseis. Cidade das tâmaras, muita gente com as roupas típicas marroquinas: túnicas.

Os muçulmanos, diz o guia, são solidários, dão comida a quem tem fome. No passado, homens tinham até 4 mulheres, hoje ainda existe, mas menos. A religião não aceita a homossexualidade. Nosso grupo tinha 16 pessoas, a grande maioria, de espanhóis.

Paramos no banco para o Fran tirar dinheiro. Vemos o centro de Erfoud. As bicicletas soltas, ninguém mexe. No nosso hotel, percebi que a loja (fantástica para turistas) estava aberta, e o gerente na sua sala anexa ou do lado de fora. Uma simpatia ele, fala inglês e espanhol. O turismo no país é levado a sério e línguas estrangeiras fazem parte do pacote.

Descemos do ônibus em uma loja de tâmaras, escolhida pelo Abdul. A fruta seca do Marrocos é grande e suculenta. 120 DH o quilo (R$68,84). Aceitam euro também. Logicamente, compramos a caixa onde está escrito: Dattes al Majhoul, bem condicionado para viagem, qualidade superior. Na cidade, acontece a maior feira de tâmaras do mundo.

Vamos à loja, um galpão enorme, Manar Marble (Artisanat du Maroc), Route du jorf B.P: 199. Morocco´s Premier Fossil at Stone Souree. Uma fábrica de fósseis e pedras naturais. 350 milhões de anos atrás, a localidade tinha mar, hoje é deserto. Um vendedor da loja nos recebe e mostra o mármore, dentro do bloco muitos fósseis de lulas e caracóis. Rosa do deserto de areia cristalizada. (Eu e o Carlos fugindo dos cigarros dos espanhóis). No chão, fósseis de corais e medusas (de 620 mil anos atrás). Artista esculpe à mão objetos de mármore, 2 meses para fazer isso. Um bloco leva 8 meses e custa 35 mil dólares. Muito do que é esculpido vai para museus. O lugar de exposição das esculturas vale conhecer, há fontes do tipo Jacuzzi com cascata de 600 quilos e mesa por €1400 euros, para a Andaluzia na Espanha. Blocos com fósseis de sardinhas, um calamar (lula) grande, incrível. Linda fonte de mármore com fósseis. Que original. O rapaz nos mostra máquinas de corte e lapidações. Loja única no mundo. Comprei uma tartaruga trabalhada por €10 euros. Passeio imperdível.

Estamos na direção de Marrakech. Os arredores de terra seca, árida, desértica, mas arborizada. Passamos por montanhas enormes que parecem o Centro-Oeste americano, com dunas circundando. Ali foi filmado Sahara (de 2005, com Matthew McConaughey e Penélope Cruz). Em um povoado no caminho, vemos mulheres de túnicas negras, que as protegem do sol, povo berbere. Lugar pacato e peculiar. Andam de jumento com uma proteção de ferro em ambos os lados. Usam motos também.

Pela estrada ou carretera (em espanhol), usam postes de luz com energia solar. Segundo o guia, o Marrocos foi o primeiro país a reconhecer oficialmente a independência americana em 1777. Os guias marroquinos sabem muito, fiquei maravilhada. Fezna Ouled Jellal naregião deDrâa-Tafilalet, povoado, casas com jardins perto da estrada. Muitas fechadas, porque o povo mora na Europa. Caravana de motorhome que vem de Tânger, no norte, por ferry boat. São italianos. Vemos a montanha onde está escrito “Allah, país, Rei”, símbolo da monarquia alauita. O material usado na construção das casas é terracota, argila cozida no forno, sem ser vitrificada, boa para calor e frio.

Local seco há 44 anos, os montes de terra vistos são poços. Os tuaregues usam roupas de cor azul índigo, são os homens azuis (originários de Tombuctu ou Timbuktu em Mali, país africano). Em Povos de África: Os Tuaregues, os Guerreiros do Saara – Mais Afrika, ficamos sabendo que a vestimenta tradicional, como o tempo tinge a pele de seus portadores, conferindo-lhes uma aparência marcante e misteriosa que se tornou a sua marca registrada.

Passamos por montanhas rochosas como se fossem fragmentadas. Plantação de oliveiras espanholas, palmeiras pequenas, 46 tipos de tâmaras. Outro povoado com mulheres de túnicas pretas e faixas coloridas (da cor da bandeira dos berberes). O Marrocos é interessante, as cores das túnicas mudam de acordo com a cidade. Rua difícil para passar o ônibus. Pueblo/aldeia com feira dia de sexta, casas viradas para a montanha com pedras empilhadas em frente às casas ou na rua ao lado para evitar a água intensa que vem da serra quando chove.

Na estrada, paramos em uma loja original, por pertencer a uma mulher: Souvenir Aicha. A proprietária Aicha trabalha com mulheres somente. É viúva e tem apoio dos guias de turismo. Vestimos trajes de berberes: as túnicas e tiramos fotos. Um barato. Comprei uma vermelha por 200 DH ou €20 euros.

As casas têm os proprietários que moram fora, principalmente na França, são enormes com 200 m². Passam 11 meses no exterior e um mês com a família na localidade. Alugam mais barato a parte de baixo do imóvel para lojas, assim quem aluga cuida da parte de cima. Uma troca. A vida é mais barata no local do que em Marrakech. Às sextas é dia de festa, vestem branco e vão às mesquitas. A cidade fica sem movimento na hora da oração. Os habitantes são mais tradicionais do que em outros lugares, os jovens não andam de mãos dadas quando namoram, não se veem homens e mulheres juntos, se estiverem, são irmãos. Ou seja, casais andam separados.

Para o muçulmano, o dia da oração é sexta-feira, para o judeu, o sábado e para o cristão, o domingo. Sobre os dromedários, buscam comida soltos e voltam para casa ao fim do dia. Eles têm donos. Mais ao sul do Marrocos, as famílias escolhem o casamento dos filhos, no mais, são livres, segundo Abdul.

Chegamos a Tinghir pela avenida principal larga com postes de luminárias bonitas e vários prédios ao longo dela. Cidade mais antiga do sul, no passado cidade dos judeus. Atualmente eles vivem em Casablanca. Vemos as casas em ruínas onde eles moraram. É costume local não destruir casas antigas, pois são as casas dos pais, da história da família. Tinghir é um oásis. Os berberes habitam no local. Não usam preto, usam uma túnica branca e maior. Os homens de roupa djellaba (túnica). Há albergues para turistas. Terra de prata 925 k e tapetes. Construções na montanha novas e velhas. Quanto maior o número de palmeiras, maior a riqueza da família. Os berberes ainda casam com duas a três mulheres, a segunda precisa da autorização da primeira que negocia uma casa para aceitar, por exemplo. Sempre aprendendo sobre a cultura diferente do país.

Continuaremos com Tinghir e as Gargantas de Todra, lugar impressionante.

Marrocos colorido-Zaida, Midelt, Rich e Errachidia até Erfoud-dia 4

Marrocos colorido-Zaida, Midelt, Rich e Errachidia até Erfoud-dia 4

Hoje é dia 7 de novembro de 2024. Saímos de Fez, já passamos por Ifrane e cruzaremos as cidades de Zaida, Midelt, Rich e Errachidia antes de alcançar Erfoud.

Chegamos a Zaida, cidade de cor amarela, bem desértica, portão do deserto do Saara para os viajantes que vêm de Merzouga e região de Tafilalet. Maçãs por todo o lado. A rua principal com mercados na calçada e restaurantes nos dois lados da rua. Que visual mais diferente de deserto. O guia Abdul comprou maçãs verdes e vermelhas para nós todos, uma atitude simpática. Maçãs deliciosas.

Segundo a Wikipédia, Zaida é uma aldeia berbere na região centro-oeste do Marrocos. Está localizada a 30 km a sudeste da cidade de Midelt e é conhecida pela produção de maçãs. A maioria dos habitantes é de agricultores.

Paramos no Café Restaurant 7 (Ait Ayacherp, 13), endereço: 23 km entre Midelt e Zaida 54375, para café e banhos. Ainda não para almoço. Tomamos um café americano por 20DH (R$11,71) a fim de enganar a fome. Entramos na zona militar, há um presídio à esquerda.

Próxima cidade: Midelt. Vemos o Hotel Taddart, uma fortaleza ou kasbah em árabe, construção do sul. Deserto, calor, a cadeia montanhosa Atlas à vista. Passamos por uma alameda com árvores dos dois lados, controle policial. No Marrocos, as entradas das cidades têm fontes de água com símbolos de frutas, no caso, a maçã. Muito criativo. Vimos um hospital, lojas, prédios, bancos, alamedas, casas quadradas de cor amarela de adobe. Os muros são trabalhados. Fora das casas 40° C e dentro 20° C. As escolas são coloridas, a cidade é grande, toda no adobe. Lembra São Pedro do Atacama no Chile. Há estação de trem e ponte com luminárias e bandeiras. Considero tudo gracioso.

De acordo com a Wikipédia, Midelt é uma cidade no centro do Marrocos, capital da província homônima, que faz parte da região de Meknès-Tafilalet. Situada na junção dos maciços montanhosos do Médio Atlas e do Alto Atlas Oriental, a 1520 m de altitude, tendo por fundo o imponente Jbel Ayachi, um pico que se ergue a 3757 m de altitude, Midelt encontra-se a 190 km a sudeste de Meknès, a 200 km a sul de Fez e a 140 km a norte noroeste de Errachidia. Uma curiosidade: no sul do país está o pico mais alto Jbel Toubkal a 4167 m.

Rumamos ao sul, as montanhas ficam mais avermelhadas. No Atlas, ao norte não neva, ao sul, sim. Sinto falta de placas de trânsito na estrada com distâncias e direções das cidades. Vemos a primeira usina de energia, lá adiante à esquerda energia eólica. Montanhas rochosas, subimos a 1907 m, depois descemos em pista dupla. Que fome! São 12h45 e nós na estrada. Deserto com plantas baixas e o Atlas à frente sem neve.

Montanhas caracoles, ou seja, em forma de caracol. Vimos nômades no rio seco que só tem água quando chove. Essa água não é usada para agricultura, porque tem enxofre. Casas maiores e mais baratas na região. A água pura utilizada pela população é de água vinda da montanha. A eletricidade vem da energia solar, no local, muito frio. De 6 anos para cá, ocorreram mudanças na região com a plantação de oliveiras. Muitas macieiras e outras árvores.

O rio de água quente com enxofre à direita, bom para pessoas com reumatismo e problemas de articulação se banharem. Um oásis ao lado. O governo paga a escavação de muitos poços para a população, afinal estamos no deserto. Cabras, e casas com mais de 2/3 das famílias nelas. País organizado. Compram petróleo do Catar e da Rússia, além de outros países. Testemunhamos mulheres lavando roupas no rio. Zona militar, porque é perto da fronteira com a Argélia. Vemos uma mesquita.

Enfim, almoço em Rich, umas 14 h, estávamos esfomeados! Rich é uma cidade na província de Midelt, região de Drâa-Tafilalet. Anteriormente, pertencia à província de Errachidia, mas desde 2009 faz parte da província de Midelt, diz a Wikipédia. No Café Salama, comida prato executivo: frango assado, legumes, arroz e batata-doce. Levemente apimentado, típico. Na frente do restaurante, uma tenda de um tuareg, feita de pele de dromedário negro. Tuareg, explica a Wikipédia, são do grupo étnico “berberes”, tradicionalmente, pastores nômades, que habitam o deserto do Saara, da Líbia à Nigéria.

Pós-almoço vemos o Grand Canyon do Marrocos. Túnel Zaabal, dentro da montanha do Médio Atlas. Erfoud ou Arfoud a 110 km. Finalmente, vejo uma placa informativa sobre um kasbah na estrada.

São muitos lagos no país, este que vemos não serve para pesca, só para eletricidade e militar, pois possui enxofre. Em pesquisa, vi uns 67. O lago Al-Hassan Addakhil (ou barragem) é enorme, a água vem da montanha e vai se concentrando em buracos no chão, feitos de pedra. Há ruínas de casas ao redor do rio Ziz, porque o governo construiu casas mais adiante. Passamos pelo palácio do rei do Catar em frente da estação de gasolina privada dele.

Mais uma cidade antes de Erfoud, Errachidia. Zona militar, por ser próxima da fronteira com a Argélia. O guia nos informa que se faz serviço militar aos 18 anos por 2 anos. Cada mês, o jovem recebe €200 euros, quem faz geralmente é pobre. Quem tem irmãs somente ou é filho único ou está enfermo não faz. O contrato para quem quer servir por mais tempo é de 10 anos e o governo ajuda a pagar a eletricidade para os militares. Vimos a academia militar que os forma na cidade. O símbolo da monarquia é Alá, País, Rei.

A Wikipédia nos conta que Errachidia ou Er-Rachidia, antigamente chamada Ksar es Souk ou Ighram n Souk em berbere, é uma cidade ao sudeste do Marrocos, capital da província homônima, faz parte da região de Meknès-Tafilalet.

As palmeiras são diferentes na região, menos decorativas, são tamareiras. A fruta tâmara, amada e produzida no Marrocos, é boa para diabéticos, quando o açúcar cai. Há diversos tipos de tâmaras. No período do Ramadã (feriado muçulmano) se come muito.

Perto de Erfoud, visualizamos um oásis gigante (palmeiral de Ziz) com casas quadradas de adobe ao redor, incrível observar o contraste com a terra seca e árida. Eu não tinha ideia do tamanho de um oásis. Conforme o Abdul, já prendeu fogo em um oásis desses de 11 km de palmeiras.

Finalmente, Erfoud. A porta de entrada para o deserto. O hotel com arcadas é “das Arábias”: Kasbah Hotel Chergui (Route/Rota Errachidia km 5.5). Logo pegamos as malas e fomos deixá-las no quarto. O planejamento com o guia era fazer isso rápido, porque o rapaz do carro 4×4 estava nos esperando a fim de irmos às dunas de Erg Chebbi, onde os 3 dromedários nos esperavam. Muito emocionante estar no deserto do Saara em uma jornada dessas, apreciando a paisagem. Escolhi o animal branco, mansinho, e o apelidei de Carmelo, o condutor era o Ibrahim que falava espanhol.

Experiência que amei. Fiz muito cafuné no Carmelo e no do Carlos que estava atrás de mim, estávamos em fila: eu na frente, o Carlos e o Renato (nosso amigo brasileiro) atrás, seguros por uma corda guiada pelo Ibrahim. Os dromedários (ou camelos da Arábia) são calmos, diferente dos camelos do Egito que, na verdade, são de Mali, maiores, mais brabos e com duas corcundas. Os nossos são menores e têm uma corcunda. Descemos para ver o pôr do sol e entardecer em cima da duna menor. Momento mágico. Depois, o Ibrahim nos mostra uns produtos da região e pede que o ajudemos comprando. Comprei um dromedário bem lindinho de pedra por 100DH (R$58,73). Subimos nos nossos animais e rumamos ao carro 4×4 para a volta ao hotel. Nem todos da excursão escolhem fazer esse passeio.

Para acrescentar, o site Visit Morocco menciona que Merzouga é um dos portões do Saara, uma pequena aldeia perdida no meio das areias. É o território de Erg Chebbi, um mundo de dunas, palmeiras, trilhas e caminhadas. Indica que devemos passear pelo deserto e descobrir trechos de areia banhada pelo sol e pelo silêncio. Caminha-se no meio da imensidão árida, quando na curva de uma duna, se distingue o lago Dayet Srij.

Retornamos ao hotel 4 estrelas, enorme, o quarto com cama gigante, tudo muito lindo e decorado em estilo marroquino, deslumbrante. O jantar em forma de buffet, espetacular. Cheio de americanos. Senti-me “no reino das mil e uma noites”.

Continuaremos com mais aventuras no Marrocos encantado.

Marrocos colorido-Ifrane a caminho de Erfoud-dia 4

Marrocos colorido-Ifrane a caminho de Erfoud-dia 4

Hoje é dia 7 de novembro de 2024. Estamos em Fez e partiremos para Erfoud, passando por cidades pelo caminho e atravessando o Médio Atlas. Acordamos às 6 h, descemos para o café da manhã, que achei fraco para um hotel 5 estrelas. Às 7h30 fomos embora do hotel Zalagh Parc Palace de ônibus. Cidades limpas, em geral, verdes, repletas de cores. Como não se encantar?

Pedágios na rota. As estradas muito boas, verdadeiros tapetes. O guia Abdul I (o II foi o de Fez) nos conta detalhes do clima. Em Marrakech e Fez faz muito calor, uns 50° C, no verão, logo muitos moradores têm casa de veraneio em Ifrane, uma aldeia montanhosa, cuja aparência é de uma vila suíça, com altitude de 1650 m. O pico mais alto vai a 2 mil m. e o clima é de ameno a frio. Outro lugar de montanhas a conhecer, segundo o guia, é Immouzer Kandar para amantes da natureza e alpinismo. O cume da montanha Djebel Abad alcança 1760 m de altura.

Estamos na região de serra, com povoados a 438 km de Marrakech. Há lagos perto. Árvores de cedro, macieiras e amendoeiras, a água usada tem origem nas montanhas. No país é muito comum ver maçãs amarelas, verdes e vermelhas. Região da fruta. No ônibus, continuamos nos comunicando em espanhol e inglês com o guia, ele nos ensina um pouco de árabe.

Na vila de Ifrane, existe o maior estabelecimento privado da África de língua inglesa: Universidade Al Akhawayn. Usa os sistemas de ensino de Oxford e Cambridge com professores da América do Norte, de acordo com Abdul I. São 75 hectares, os estudantes são de diversas nacionalidades, além dos abonados de Fez, Casablanca e Marrakech. Foi fundada em 1995 pelos reis Hassan II, do Marrocos, e Fahd, da Arábia Saudita. Em Ifrane, treina a seleção de atletismo do país, e a seleção de futebol marroquina se concentra no local antes de campeonatos.

Os bosques bonitos de se ver transformam a cidade em magnífica. Diria que é a Gramado (no Rio Grande do Sul) deles. A Wikipédia nos conta que a cidade foi fundada pelos franceses durante o protetorado como estância alpina, tem um aspecto notavelmente europeu, lembrando uma aldeia nos Alpes, por isso ser chamada de a “Pequena Suíça”. Devido à grande altitude, a neve é abundante no inverno e tem clima fresco no verão.

Uma curiosidade: o Leão de Ifrane”, o logotipo mais fotografado da cidade e ícone de toda a população, é uma escultura anônima, feita inteiramente de pedra, de acordo com a página do blog: The lion of Ifrane em Ifrane: 5 opiniões e 3 fotos, já a Wikipédia diz que é obra de 1930, do escultor francês Henri Jean Moreau (1890-1956). Também é dito que o Leão foi esculpido por um soldado alemão durante a II Guerra Mundial, quando Ifrane foi usado como campo de prisioneiros. A escultura é uma homenagem ao último leão selvagem do Atlas, que foi abatido nas proximidades da cidade, no início dos anos 1920. O nosso guia afirma que dá sorte e ter uma foto ao lado dele faz parte do ritual dos viajantes.

Descemos no Hotel Le Chamonix para café e fotos. Aliás, um expresso por 15 DH (R$8,89). Cidade pacata, com um parque em frente (Parc La Prairie) e ao lado, venda de pedras e colares nos bancos de sentar. Que lugar mais formoso. No local se encontra o “Leão de Ifrane ou de Pedra”. Clima no momento de 14º C, uma delícia. Parque florido, tudo tão gracioso. Na calçada do hotel, banca de frutas secas e o mercadinho Caprice Shop para guloseimas. Vendem muitas túnicas em todos os locais. Parece também com Gravatá em Pernambuco, só não o clima congelante, com certeza. As casas são estilo alpino, quem diria que no Marrocos haveria uma cidade assim? Grata surpresa.

Um dos palácios da Família Real do Marrocos está na cidade, onde o rei Mohammed VI e sua família passam o final de ano. Bosques e mais bosques de cedro, são protegidos pelo governo. Aliás, a Wikipédia nos conta que os bosques são semelhantes aos da região de clima frio da Europa, com espécies como o cedro-do-atlas, carvalho-português, azinheiras e o pinheiro-bravo. Estamos em um vale entre as montanhas.

Segundo a Wikipédia, Ifrane é uma cidade e estação de esqui do centro-norte do Marrocos, capital da província homônima, que faz parte da região de Méknes-Tafilalet. Significa “grutas” em berbere. Situa-se nas montanhas do Médio Atlas, a 1700 m de altitude e a 70 km ao sul de Fez. Nos arredores da cidade, há três áreas naturais protegidas: o Parque Nacional de Ifrane, a noroeste; a Floresta de Cedros, ao sul; e a Reserva de Caça de Ifrane, a nordeste.

Saímos de Ifrane, maravilhados, e seguimos pela estrada, utilizada por quem vem de Fez para o deserto e países vizinhos. Vemos o cordeiro de cabeça marrom que come plantas. Caminho verdejante, porque neva. Não há animais selvagens, estamos na Patagônia marroquina.

Que floresta de cedros incrível! Pinheiros e cedros. Há macacos na região, visualizamos alguns. Vimos motocicletas da Alemanha. Quando neva, tudo fica branco. Os nômades moram na localidade, vivem entre as serras. Sim, no Marrocos existem populações nômades. Quando neva, vão para o sul com seus rebanhos de ovinos (ovelhas e cordeiros) e retornam em abril. Antes se movimentavam livremente entre os países, mas com a existência de fronteiras, já não podem mais. Os mais jovens das famílias preferem morar nas cidades.

Vimos montanhas com árvores, onde se pratica esqui, porém é perigoso, por causa dos troncos no percurso. Mais nômades com seus rebanhos. Estão em preparação para a Festa do Cordeiro (em árabe Aid al-Adha), feriado religioso, que ocorre uma vez por ano, em período variável, baseado no calendário lunar islâmico. Sucede a peregrinação à Meca e comemora o sacrifício que Abraão fez por sua fé em Deus. Cada família compra pelo menos um cordeiro por €200 a €250 euros, para a festa dispendem uns €1200 euros. Na cultura local, o “noivo” casa com a família, quando um problema aflora com a esposa, ocorre com a família toda.

Plantações de maçãs, as melhores do país. A água vinda das montanhas é pura. Região de plantações de batata-doce e legumes para consumo próprio das famílias, a terra escura é fértil. Passamos por montanhas rochosas com um córrego ao lado, mais curvas e mais nômades. Controle de documentos do motorista pela gendarmeria, povo elegante.

Que contraste o deserto com a cadeia de montanhas Atlas e seus picos nevados. Prosseguiremos com a jornada em breve pelo Marrocos fascinante.

Marrocos colorido-a caminho de Casablanca rumo a Fez-dia 2

Marrocos colorido-a caminho de Casablanca rumo a Fez-dia 2

Hoje é dia 5 de novembro de 2024, estamos em Marrakech, a segunda cidade imperial mais antiga do Marrocos, e vamos chegar a Fez no final do dia. Passaremos em Casablanca, Rabat e Meknes antes de chegar a Fez. Viagem de ônibus pelo Marrocos, com a excursão intitulada de Brasileiros nos Encantos do Marrocos pela CVC.

Acordamos às 6h30, 7 h o café da manhã e 8 h já sairíamos do hotel. O café da manhã no Palm Plaza Hotel & Spa em Marrakech é de sonhar. No mesmo salão do jantar do dia anterior, encontramos um buffet fantástico de comidas (para os orientais), salada de frutas, pêssego e pera em calda, comida marroquina, pães variados, um deles de tamanho médio e retangular, com uma casquinha crocante inesquecível, iogurtes cremosos caseiros (uau!) de morango e baunilha etc. Fiquei com vontade de ficar no hotel, porém a jornada estava para começar. Só tínhamos meia hora para comer. O lugar repleto de europeus. Detalhe: o melhor pão que já comi, ao lado do croissant de chocolate do hotel Printemps em Paris no ano de 1997. Como esquecer?

São 8 h e estamos na entrada do hotel com as malas. Lá conhecemos o grupo da agência Special Tours ligada à CVC brasileira. Somos três brasileiros, o Carlos, eu e o Renato, do Rio de Janeiro. As outras pessoas, quatro casais da Espanha. Todos pontuais, ônibus vermelho, motorista pronto, com guia Abdellatif ou Abdul. As conversas com o guia serão em espanhol, aliás, ele fala muito bem. O guia também fala inglês, francês (todo marroquino fala) e outras línguas. Parabéns!

Observo que as mulheres cobrem o cabelo com um lenço (hijab) e usam túnicas coloridas, bonitas, alguns homens também. Estamos em um país muçulmano. Vejo umas de burca, e algumas cobertas no rosto, vê-se que não são do Marrocos, mas de outros países árabes, mais rígidos.

São 240 km para Casablanca em uma autopista. Estamos rumo ao norte em direção ao oceano Atlântico. Informações do Abdul: 14 km separam Tânger da Espanha. No Marrocos, Fez é a cidade mais antiga, Rabat, a capital administrativa e Casablanca, a capital econômica.

Ainda em Marrakech no rumo de Casablanca. Há a muralha da cidade, dentro dela a parte antiga e fora, a nova. É uma fortificação de 19 km que envolve toda a Medina da cidade, erigida em 1122, faz parte do Patrimônio da Humanidade. Passamos por uma avenida, cujo clima é de 28° C, 30° C e fora dela 50° C, vemos quadras de esportes e lugares para piqueniques à noite. Muitas palmeiras, um verde de chamar a atenção. O motivo do clima ameno é o Jardins de Agdal, no local, que segundo a Wikipédia, são constituídos de talhões retangulares de pomares de laranjeiras, limoeiros, romãzeiras, pessegueiros e figueiras, que são ligados por caminhos ladeados de oliveiras. Localizados ao sul do Palácio Dar El Makhzen ou Palácio Real, cobrem uma área de 500 hectares e datam do séc. XII, jardins feitos durante o reinado do califa almóada Abde Almumine. Nos prédios públicos e ligados à realeza se encontram a bandeira do Marrocos e a foto do rei.

O guia ama o futebol brasileiro, sabe tudo. Estamos passando e circundando a muralha por fora. Uma parte foi destruída pelo último terremoto em setembro de 2023, nível 6.8, a maior devastação foi nos arredores de Marrakech, principalmente, em áreas montanhosas de difícil acesso. No total 2 mil pessoas pereceram. Os cemitérios são todos construídos em direção a Meca. Um rio seco pelo caminho, quando chove nas montanhas, ele enche.

5 milhões de marroquinos moram fora do país e gostam de comprar objetos de qualidade de segunda mão. A periferia da cidade tem construções ao longo do rio, antes eram favelas. Edifícios baixos para funcionários públicos, pagam em 25 anos, percebi serem valorizados como categoria profissional. Mais em conta por serem fora da cidade. Mesquita, Tribunal. Chama a atenção o tamanho dos prédios, são baixos para proteger a harmonia da cidade.

O estádio de futebol em forma de muralha, cabem 65 mil pessoas: Grande Estádio de Marrakech. Não é fácil entender o árabe quando o Abdul fala o nome das ruas e lugares. Tudo é plano. A Copa de Futebol da África será no Marrocos em 2025, os estádios estão sendo restaurados. Nas placas de trânsito sempre o árabe e o francês. Segundo o guia, montanha tem 2 mil metros, menos é serra. Pelo caminho, venda de cerâmica.

Polícia na cidade, fora é Gendarmeria, por sinal, são todos muito elegantes. De impressionar. Na autopista, um ônibus vai a 100 km/h, os carros pequenos a 120 km/h. As estradas são um tapete de tão boas. Há muito controle de velocidade.

Pela estrada, observo uma paisagem árida e seca, parece o deserto do Atacama. Do norte do Marrocos há trens para Marrakech, a ferrovia do sul está em construção. A terra é marrom, mais rica, propícia para a plantação de cereais e trigo. Em Marrakech, a terra é vermelha. São 135 lagos para eletricidade e agricultura no país, de acordo com o guia.

Na Cordilheira Atlas neva. Na região montanhosa Rife, no norte, moram os berberes, povo originário do Marrocos. Eles têm um dialeto diferente do árabe de Marrakech. Dentre os países que falam árabe, o de melhor pronúncia é o do Egito. Os marroquinos falam árabe misturado com francês, por isso não entendem bem os dos outros países. Somente compreendem 80% do árabe da vizinha Argélia e 70% do da Tunísia. Esses países e o Marrocos têm o mesmo clima. Nota: o Marrocos foi colônia francesa do final do séc. XIX até 1956. E o francês é disciplina obrigatória nas escolas marroquinas.

Na opinião do nosso guia, o homem marroquino não gosta das películas indianas ou turcas, porque os mocinhos são ricos. Uma comparação ruim, já que o Marrocos é um país pobre, subdesenvolvido. O Abdul é sincero. Muitos filmes são feitos no país, em Ouarzazate, como O Gladiador e Reino dos Céus (Kingdom of Heaven), esse com 2 mil cavalos e 8 meses para construir a fortaleza. Filme muito falado, a Wikipédia nos informa que é de 2005, o diretor britânico Ridley Scott e conta a retomada de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187. Kingdom of Heaven – Wikipédia, a enciclopédia livre

Chove mais no norte. As oliveiras marroquinas levam 5 anos para crescer e são maiores, então os agricultores preferem as espanholas que com 2 anos estão prontas para a colheita e são menores. A cidade Meknes é a capital do vinho, outras cidades também produtoras, como Benslimane, Berkane e Casablanca. Há restrições às bebidas alcoólicas no país, devido à religião. O argan é usado para comer com pão e salada (a fim de controlar o diabetes), evita a aterosclerose e o infarto, e em cosméticos: evita o envelhecimento precoce, hidrata os cabelos e a pele.

Há cooperativas de mulheres trabalhando juntas, fato que os maridos não se incomodam, pelo motivo de não trabalharem com outros homens. O Abdul gosta de nos dizer (para um grupo com cinco mulheres ocidentais) que a mulher no Marrocos é a rainha da casa, a mais importante da família, a dona da casa e que seu papel é cuidar do lar. Outro país, outra cultura.

Vemos muita energia limpa por aqui, energia solar, até o aeroporto de Marrakech utiliza.

Paramos para banheiros e café em uma loja de conveniência da Shell (em francês, um AIRE DE REPOS, são incríveis). Café com leite e um suco de pêssego COMPAL (marca portuguesa), oba!

As estradas sem um remendo. Que inveja! No país se come muito cordeiro. Há uns de cabeça marrom que comem plantas, carne boa para o controle do colesterol, e uns de cabeça branca e olhos negros que são mais caros.

Estamos já perto de Casablanca. Entramos em Settat, cidade onde é mais barato viver do que em Casablanca. Muito comum ver famílias morando juntas em casas nas cercanias. Na parte moderna, prédios rodeados de eucaliptos. Para um marroquino, chá é para todos os momentos. O eucalipto serve para problemas de coluna. Plantas medicinais, chá verde e ducha fria são bons para a saúde. O ginseng vermelho tem ferro. Também encontrado na Mauritânia, país próximo. Mesclas de chás e plantas resultam em afrodisíacos naturais, dão força. Plantação de melão na região. As frutas, devemos perguntar de onde são, porque têm preços diferentes e qualidade também.

No Marrocos existe um problema sério de água, por isso a energia solar é tão utilizada em coleta de água na agricultura.

Importante mencionar a Festa dos Cordeiros ou Festa do Sacrifício, tradicional nos países muçulmanos. Os habitantes oferecem cordeiros às mesquitas, viúvas e pobres. Para um muçulmano, quem pede comida, recebe. A festa, conhecida como Aid al-Adha, marca o fim do Hajj, a peregrinação muçulmana a Meca. Em https://viverviajar.com/festivais-religiosos-do-marrocos-que-encantam-os-viajante-de-todo-mundo.html/ A Festa do Cordeiro e a comemoração do sacrifício de Abraão são celebrados por muçulmanos em todo o mundo com a oferta de um sacrifício de animal, geralmente uma vaca ou um cordeiro, como uma ação de graças a Deus por salvar a vida de Ismael, filho do profeta Abraão. A carne é dividida em três terços, um vai para a pessoa ou pessoas que dão o animal, outro para distribuir entre parentes e o último terço para quem precisa, independente de religião, raça ou nacionalidade.

Shukran Jazilla, muito obrigada. Sou eu, aprendendo com o Abdul um pouquinho de árabe. Não custa nada. Estamos nas adjacências de Casablanca e vemos o maior aeroporto do país.

Em breve, visitaremos a Casablanca, a Cidade Branca.

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 2

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 2

Hoje é dia 10 de abril de 2024 e continuamos em Sesimbra. Pós-almoço no restaurante O Canhão perto da Fortaleza de Santiago, decidimos passear pela cidade. A Capela do Espírito Santo dos Mareantes, localizada na rua Cândido dos Reis, 17, só abre às 14 h. Não conhecemos. Estamos na freguesia de Santiago.

Sesimbra é um lugar pacato e pequeno, todo mundo se conhece, pelo que percebi. São três freguesias, ou seja, subdivisões dos municípios: Castelo, Quinta do Conde e Santiago (sede). E praias diversas, como de Alfarim, da Baleeira, da Mijona, da Pipa etc.

A construção da Capela da Santa Casa de Misericórdia iniciou no séc. XVI, ao longo dos séculos teve muitos melhoramentos e possui estilos barroco, manuelino, maneirista, joanino, dentre outros. Velórios de habitantes da cidade ocorrem lá. Situa-se à Rua da República, 36.

Na praça com um pinheiro gigante e jardins ali ao lado da capela, pegamos um táxi com o Miguel para o Castelo de Sesimbra ou Castelo dos Mouros por €10 euros por pessoa. É uma viagem distante e com subidas. A freguesia do Castelo é enorme. O cemitério lá embaixo não se usa mais, as pessoas traziam o morto em uma carroça a mão, incrível por ser um local alto e longe. Eis a igreja onde ocorriam os velórios antigamente: Igreja N. Sra. do Castelo ou N. Sra. da Assunção ou de Santa Maria do Castelo, toda no azulejo branco e azul, datada de 1165. Segundo a Wikipédia, deve ser apreciado com atenção a beleza e história dos azulejos do séc. XVIII. O altar no ouro é um deslumbre.

O visual lá de cima é digno de nota, o taxista Miguel nos deu aula sobre azeites e oliveiras da região.

O mar vai até o rio Tejo. Muito verde, casas magníficas, cabo Espichel, região agrícola, pesqueira, ventosa (perto do oceano Atlântico com mais de mil metros de profundidade). A Wikipédia esclarece que o cabo, a oeste da vila de Sesimbra, marca a extremidade sudoeste da península de Setúbal. Do local, vislumbra-se a vertiginosa e abissal baía dos Lagosteiros. A Ermida da Memória é situada no local, sendo o elemento mais antigo do santuário.

O site bootraveller.com nos conta que existe uma lenda antiga nesse local, proferida por frei Agostinho de Santa Maria que afirmava que N. Sra. apareceu na baía dos Lagosteiros montada numa mula gigante, subiu rocha acima, firmando as mãos e os pés na rocha, à medida que subia, ia deixando seus vestígios. A lenda diz que no local foi edificada a Ermida da Memória, paragem de N. Senhora. As marcas, na verdade, são de dinossauros.

Tem aqueduto e farol. A Wikipédia nos diz que a Casa da Água, edifício terminal do aqueduto abastecia o Santuário do Cabo Espichel ou de N. Sra. da Pedra da Mua, inserido no parque natural da Arrábida, localizado no cabo Espichel.

Vimos as casas dos romeiros ou Casas dos Círios, que fazem parte do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. O site bootraveller.com nos informa que é o primeiro edifício que vemos ao chegar ao lugar. As antigas hospedarias têm atualmente portas e janelas fechadas com cimento para impedir as ocupações ilegais, ao centro, numa simetria perfeita temos o santuário. O taxista nos informa que lá aconteciam festas, casamentos, vida em comunidade.

Conforme a Wikipédia, a Igreja N. Sra. do Cabo Espichel foi edificada no séc. XVIII, com traça atribuída ao arquiteto real João Antunes. Integra o conjunto arquitetônico do Santuário de N. Sra. do Cabo Espichel.

O penhasco atrás da igreja, lugar que pessoas vinham se suicidar até de carro, por isso é proibido passar e tem barreira.

No Miradouro do Monumento Natural dos Lagosteiros encontram-se as pegadas de dinossauros na rocha, conhecida como Pedra de Mua, que tem origem vucânica. De acordo com o site bootraveller.com, no local existe uma placa interpretativa que se encontra vandalizada que falava sobre as pegadas de dinossauros existentes e que são visíveis (com alguma imaginação). Transição do período Jurássico Superior para o Cretássio Inferior. Pegadas pertencentes a saurópodes e terópodes. Estes vestígios permitiram novas conclusões no campo da paleontologia.

Os vinhos alentejanos por causa do calor têm o grau alto. Passamos na volta por Azoia, um vilarejo com casas brancas por causa do calor, cultura típica portuguesa. Queijo de Azoia, de Azeitão e da Serra da Estrela são queijos amanteigados portugueses. Deliciosos.

No final, pagamos €28 euros ao Miguel, foi merecido, mais €4,50 para o ônibus 3721 a fim de retornar a Lisboa.

Detalhe histórico, segundo a Wikipédia: no ano de 1534, a segunda esposa de Henrique VIIIAna Bolena, Rainha de Inglaterra, deu ordem para serem deitadas ao mar todas as imagens sagradas, devido às lutas religiosas tidas. Julga-se que terá sido esse o início da lenda e da crença no Senhor Jesus das Chagas. Mas o mar tem das suas, e a imagem de Jesus crucificado apareceu na praia de Sesimbra. O povo desde logo apadrinhou o Senhor Jesus das Chagas como padroeiro dos pescadores e do povo de Sesimbra. Essa devoção está bem viva há mais de 500 anos, e os sesimbrenses prestam assim homenagem ao seu protetor todos os anos a 4 de Maio.

De volta a Lisboa, chegamos exaustos e ainda fizemos pequenas compras. Para jantar, a nossa lanchonete escolhida Vitaminas: empada de frango, purê de banana com iogurte e cereais, e suco de abacaxi com hortelã. Rua Garrett, 69/71.

Que dia mais empolgante!