Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 2

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 2

Hoje é dia 10 de abril de 2024 e continuamos em Sesimbra. Pós-almoço no restaurante O Canhão perto da Fortaleza de Santiago, decidimos passear pela cidade. A Capela do Espírito Santo dos Mareantes, localizada na rua Cândido dos Reis, 17, só abre às 14 h. Não conhecemos. Estamos na freguesia de Santiago.

Sesimbra é um lugar pacato e pequeno, todo mundo se conhece, pelo que percebi. São três freguesias, ou seja, subdivisões dos municípios: Castelo, Quinta do Conde e Santiago (sede). E praias diversas, como de Alfarim, da Baleeira, da Mijona, da Pipa etc.

A construção da Capela da Santa Casa de Misericórdia iniciou no séc. XVI, ao longo dos séculos teve muitos melhoramentos e possui estilos barroco, manuelino, maneirista, joanino, dentre outros. Velórios de habitantes da cidade ocorrem lá. Situa-se à Rua da República, 36.

Na praça com um pinheiro gigante e jardins ali ao lado da capela, pegamos um táxi com o Miguel para o Castelo de Sesimbra ou Castelo dos Mouros por €10 euros por pessoa. É uma viagem distante e com subidas. A freguesia do Castelo é enorme. O cemitério lá embaixo não se usa mais, as pessoas traziam o morto em uma carroça a mão, incrível por ser um local alto e longe. Eis a igreja onde ocorriam os velórios antigamente: Igreja N. Sra. do Castelo ou N. Sra. da Assunção ou de Santa Maria do Castelo, toda no azulejo branco e azul, datada de 1165. Segundo a Wikipédia, deve ser apreciado com atenção a beleza e história dos azulejos do séc. XVIII. O altar no ouro é um deslumbre.

O visual lá de cima é digno de nota, o taxista Miguel nos deu aula sobre azeites e oliveiras da região.

O mar vai até o rio Tejo. Muito verde, casas magníficas, cabo Espichel, região agrícola, pesqueira, ventosa (perto do oceano Atlântico com mais de mil metros de profundidade). A Wikipédia esclarece que o cabo, a oeste da vila de Sesimbra, marca a extremidade sudoeste da península de Setúbal. Do local, vislumbra-se a vertiginosa e abissal baía dos Lagosteiros. A Ermida da Memória é situada no local, sendo o elemento mais antigo do santuário.

O site bootraveller.com nos conta que existe uma lenda antiga nesse local, proferida por frei Agostinho de Santa Maria que afirmava que N. Sra. apareceu na baía dos Lagosteiros montada numa mula gigante, subiu rocha acima, firmando as mãos e os pés na rocha, à medida que subia, ia deixando seus vestígios. A lenda diz que no local foi edificada a Ermida da Memória, paragem de N. Senhora. As marcas, na verdade, são de dinossauros.

Tem aqueduto e farol. A Wikipédia nos diz que a Casa da Água, edifício terminal do aqueduto abastecia o Santuário do Cabo Espichel ou de N. Sra. da Pedra da Mua, inserido no parque natural da Arrábida, localizado no cabo Espichel.

Vimos as casas dos romeiros ou Casas dos Círios, que fazem parte do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. O site bootraveller.com nos informa que é o primeiro edifício que vemos ao chegar ao lugar. As antigas hospedarias têm atualmente portas e janelas fechadas com cimento para impedir as ocupações ilegais, ao centro, numa simetria perfeita temos o santuário. O taxista nos informa que lá aconteciam festas, casamentos, vida em comunidade.

Conforme a Wikipédia, a Igreja N. Sra. do Cabo Espichel foi edificada no séc. XVIII, com traça atribuída ao arquiteto real João Antunes. Integra o conjunto arquitetônico do Santuário de N. Sra. do Cabo Espichel.

O penhasco atrás da igreja, lugar que pessoas vinham se suicidar até de carro, por isso é proibido passar e tem barreira.

No Miradouro do Monumento Natural dos Lagosteiros encontram-se as pegadas de dinossauros na rocha, conhecida como Pedra de Mua, que tem origem vucânica. De acordo com o site bootraveller.com, no local existe uma placa interpretativa que se encontra vandalizada que falava sobre as pegadas de dinossauros existentes e que são visíveis (com alguma imaginação). Transição do período Jurássico Superior para o Cretássio Inferior. Pegadas pertencentes a saurópodes e terópodes. Estes vestígios permitiram novas conclusões no campo da paleontologia.

Os vinhos alentejanos por causa do calor têm o grau alto. Passamos na volta por Azoia, um vilarejo com casas brancas por causa do calor, cultura típica portuguesa. Queijo de Azoia, de Azeitão e da Serra da Estrela são queijos amanteigados portugueses. Deliciosos.

No final, pagamos €28 euros ao Miguel, foi merecido, mais €4,50 para o ônibus 3721 a fim de retornar a Lisboa.

Detalhe histórico, segundo a Wikipédia: no ano de 1534, a segunda esposa de Henrique VIIIAna Bolena, Rainha de Inglaterra, deu ordem para serem deitadas ao mar todas as imagens sagradas, devido às lutas religiosas tidas. Julga-se que terá sido esse o início da lenda e da crença no Senhor Jesus das Chagas. Mas o mar tem das suas, e a imagem de Jesus crucificado apareceu na praia de Sesimbra. O povo desde logo apadrinhou o Senhor Jesus das Chagas como padroeiro dos pescadores e do povo de Sesimbra. Essa devoção está bem viva há mais de 500 anos, e os sesimbrenses prestam assim homenagem ao seu protetor todos os anos a 4 de Maio.

De volta a Lisboa, chegamos exaustos e ainda fizemos pequenas compras. Para jantar, a nossa lanchonete escolhida Vitaminas: empada de frango, purê de banana com iogurte e cereais, e suco de abacaxi com hortelã. Rua Garrett, 69/71.

Que dia mais empolgante!

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 1

Lisboa-Portugal-2024-dia 8-Sesimbra 1

Hoje é dia 10 de abril de 2024. O café da manhã do hotel Chiado Borges de novidade compotas de abacaxi e pêssego com pouco açúcar. No mais, o de sempre. Todo hotel é assim, em geral, o café fica repetitivo. Perto poderíamos tomar o pequeno almoço, como chamam, e mais barato, já que no hotel nos cobram, porém dava preguiça de sair e comer menos.

A ideia do dia é conhecer Sesimbra, cidade litorânea, distante 40 km de Lisboa, pertencente ao distrito de Setúbal, antiga província de Estremadura. Ouvi falar pelas amigas portuguesas Luísa e Inês, quando lá foram veranear, vindas do norte do país. Saudações, amigas queridas.

Entramos na estação do metrô Baixa-Chiado e haja escadas, a escada rolante para descer não estava funcionando, a de subida estava. €2,30 (euros) o tíquete no guichê mais o cartão, devemos recarregar depois. São 7 paradas até o Jardim Zoológico/estação de ônibus Sete Rios, onde pegaremos o ônibus para Sesimbra. O assento do metrô imita a cortiça, nas costas também, em vermelho e cortiça. Muito giro, como dizem. Gostei.

Alcançamos o Terminal Sete Rios, achei mal sinalizado. O lugar do ônibus para Sesimbra não era dentro, tivemos que dar mil voltas até encontrar a parada do lado de fora, olhando para o Jardim Zoológico, do outro lado da avenida Gulbekian. Na verdade, é Sete Rios P3-Sesimbra (terminal), companhia Carris n° 3721, estação Campolide. Felizmente, sempre há quem ajude. A passagem é €4,50 em moedas. Está explicado porque Sesimbra não é muito conhecida, porque é uma aventura chegar, só nós mesmos. O ônibus a gás natural partiu às 9h45.

Agora, relaxar e ver a paisagem. Estamos passando pela ponte 25 de Abril, temos um visual bonito de Lisboa. Veremos a estátua do Cristo Rei do outro lado do rio Tejo mais de perto. Setúbal do outro lado. Para um lado da estrada Sesimbra/Seixal, de outro Sesimbra/Azeitão. Nas paradas de ônibus, informações pertinentes, bem organizado. Continuamos Sesimbra/Santana. Tudo verde, que país mais arborizado!

A velocidade na estrada é de 50 km/h e vemos casas, lojas de automóveis, de cerâmicas etc.

Chegamos a Sesimbra, descemos no Terminal Carris em frente à Biblioteca. Estamos na pedonal/calçadão. Vamos logo tomar um café na pastelaria O Caseiro, na Av. da Liberdade, 15, repleto de gente. Peço um doce: farinha torrada, típico do local. Muito bom, pouco doce com gosto de chocolate e limão. Onde vamos há europeus “turistando” e aqui vemos o legítimo português.

A praia nos chama, descemos até ela. Que lindeza! O sol escaldante, a cidade muito clara, tem que usar óculos escuros. Tem cheiro de peixe, clima praiano, mar calmo, uma esplanada para as caminhadas, hotéis à beira mar e restaurantes diversos. Agradável de se estar e sentir o momento. Prédios simpáticos e de poucos andares na orla, do jeito que gosto. Sesimbra tem a maioria das casas e edificações de cor branca e telhados vermelhos.

Entramos no Museu Marítimo de Sesimbra dentro da Fortaleza de Santiago, logo ali. Era a casa do governador. À época, o rei de Portugal era D. Carlos I (1863-1908) e D. Amélia (1865-1951), ele era próximo da comunidade pesqueira e fez expedições oceanográficas. Na placa na frente do museu, está escrito Carlos de Bragança “O Rei Pescador”. Herda de seu pai, D. Luís, o “Rei Marinheiro”, a paixão pelos assuntos do mar, o que irá justamente refletir na sua obra artística e científica. No campo das artes plásticas, tinha dotes de aquarelista (utilizando também o pastel e o óleo) e de desenhista; e obteve êxito na área da ornitologia e oceanografia, dentre outros muitos talentos.

Um pouco de história com a Wikipédia: Carlos I foi aclamado rei em 28/12/1889 e teve a presença de seu tio-avô Pedro II, imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês. Foi casado com a francesa Amélia de Orléans, filha primogênita de Luís Filipe, Conde de Paris (pretendente ao trono da França).

O museu mostra o mobiliário da época, altar de madeira, Chincha ou Arte de Comeiro (Xávega), de 1462, uma técnica de arrastão sobre a arte da pesca de sardinha e carapau. A respeito da indústria conserveira datada de 1896, existiam três fábricas de conservas na cidade. O período mais expressivo foi das fábricas de conserva em azeite na I Guerra Mundial e final da década de 1920 do séc. XX.

Mostra as técnicas de pesca de robalos, pargos, peixe-espada que eram colocados no areal para a venda até os anos 1970. A barca de Sesimbra e aoila (3,30 m de comprimento e 1,52 m de boca): duas embarcações de pesca características até meados do séc. XX. Os barcos de Sesimbra descobriram o mundo. A construção de barcos remete a 7/4/1410, do deão de Coimbra, D. Álvaro Afonso, que menciona os dízimos a pagar pelos calafates e carpinteiros que construíram os barcos.

Em uma sala, a religiosidade dos pescadores. Culto a Santa Maria do Cabo Espichel, do séc. XVII/XVIII. Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Boa Viagem. Sala da Memória, Identidade e Comunidade. Mais escadas em curva se abaixando e saímos na parte de cima da fortaleza, um cenário deslumbrante. Valeu o passeio. Lembrei do Museu do Mar de Parnaíba-Piauí.

Hora do almoço. Descobrimos ali perto o restaurante O Canhão. Robalinho com batatas e legumes salteados para mim, e para o Carlos, bacalhau assado com o refrigerante Ginger Ale, nossa paixão, e vinho verde Azevedo (da região do Minho), perfeito. De entrada nos ofereceram azeitonas e queijo de ovelha cremoso de Azeitão (da região) e pão português. O garçom João Paulo, uma simpatia, conhecedor de Londrina-Paraná. Que refeição deliciosa! Pagamos €50 com a taxa de serviço.

Em breve, prosseguiremos com mais passeios nesta cidade praiana e ensolarada.

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu Nacional de Arte Antiga

Hoje é terça-feira, dia 9 de abril de 2024. Para o Museu Nacional de Arte Antiga, pedimos informações ao guardinha do Museu do Oriente, um senhor muito solícito, e rumamos a pé. Uma boa caminhada, porém confusa, com escadas mil pelo caminho. Chegamos e já estávamos fascinados pela entrada e beleza do prédio. Endereço: Rua das Janelas Verdes, 1249-017. Eu paguei €10 euros de entrada e o Carlos €5. o museu foi fundado em 1884 e adquirida a atual designação em1911.

O folder do museu nos esclarece que é conhecido como o Grande Museu de Portugal e alberga a mais relevante coleção pública do país, da Idade Média até o séc. XXI. Pintura, escultura, ourivesaria, artes decorativas portuguesas, europeias, da África e do Oriente, incluindo o maior número de obras classificadas como “tesouros nacionais”. Entre elas, os Painéis de São Vicente e a Custódia de Belém, símbolos da arte portuguesa dos séculos XV e XVI, e importante obras de Bosch, Memling, Dürer, Rafael ou Piero della Francesca. O jardim do MNAA, com restaurante e esplanada, oferece uma excepcional vista sobre o rio Tejo.

Vemos a história do mobiliário português de 1490 a 1500. E haja caminhada dentro do museu… “A Batalha entre Alexandre, o Grande e o rei Poros no rio Hidaspes”, de Nicolaes Pietersz Berchem (1621/1622-1683) dos Países Baixos, e a Baixela da Coroa Portuguesa de Dom João V/ Dom José I, do séc. XVIII, chamam a atenção. “Salomé”, de Lucas Cranach, o Velho (1472-1553) é espetacular.

O Relógio de Mesa, de Jean-Baptiste Dégré a Paris, de 1778, mereceu uma foto. As obras “Naufrágio” e “Porto do Mar” de Vernet Claude-Joseph (1714-1789), da escola francesa, são deslumbrantes. São tantas obras com motivos religiosos, retratos, batalhas, de material de prata dourada: estatuetas, candelabros, baixelas, talheres, ufa! Da escola alemã “São Jerônimo”, de Albrecht Dürer (1471-1528). Que riqueza! Nós em estado de encantamento, embora cansados. Felizmente, há bancos para descansar.

No 2° andar, maravilhas de ourivesaria e objetos de missa com cálices, cruzes em ouro e prata. O báculo ou cetro do bispo ou cardeal está presente.

A Custódia de Bemposta, de 1876, com rubis, diamantes, esmeraldas, prata dourada, topázios, safiras e crisoberilos é uma relíquia. As porcelanas portuguesas do séc. XVI são belas. Segundo a Wikipédia, a chamada Custódia da Bemposta é uma alfaia litúrgica, peça de ourivesaria e pedraria, de manufatura portuguesa da segunda metade do século XVIII, desenhada pelo arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Proveniente da Capela do Paço da Bemposta, conserva-se desde 1876 no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

No 3° andar, pinturas e esculturas portuguesas. Retábulos dos séculos XV e XVI, de Jorge Afonso. Retábulo da Madre de Deus. O presépio, de 38 figuras, do Convento de Santa Teresa de Jesus Carnide, das Carmelitas Descalças, foi feito por António Ferreira (1701-1725).

Para descansar, fomos à cafeteria para um suco Compal de pêssego, minha paixão. Depois saímos do museu e rumamos ao ponto de ônibus para pegar o número 714, porém demorou tanto que desistimos, logo pegamos um táxi por €6,35 euros.

Perto do hotel, compras de vinhos no supermercado Pingo Doce. E descobrimos um sebo fantástico: a livraria Sá da Costa, ao lado do hotel Borges Chiado na rua Garrett, 100/102.

Dia mais memorável, de cultura e aprendizado. Em breve, a cidade litorânea de Sesimbra.

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu do Oriente

Lisboa-Portugal-2024-dia 7-Museu do Oriente

Hoje é terça-feira, dia 9 de abril de 2024. Saímos do hotel Borges Chiado com a intenção de ir aos museus Calouste Gulbenkian e de Arte Antiga de metrô. Fomos informados pelos atendentes solícitos do hotel como chegar lá de tram, porém não deu muito certo. Foi confuso, pegamos o tram 15 (€3,10 euros) direção Belém para o Museu de Arte Antiga no Cais do Sodré, só que no caminho dentro do tram ajudei um bocado de europeus com a máquina de tíquetes, logo perdemos a parada de descida. Descemos duas paradas adiante, caminhamos até a estação Alcântara e atravessamos a avenida por baixo (na Europa se chama subway). Chegamos ao Museu do Oriente, enorme e promissor, mas que não estava nos planos. Endereço: Avenida Brasília, Doca de Alcântara. Ainda bem que os moradores dão informações aos turistas perdidos.

Paguei €8 euros e o Carlos €4. O armário (locker) para as mochilas requer uma moeda de €1 euro, a devolver na saída, perguntamos tudo, nada é escrito.

Vamos à visita. Sala dos tecidos trabalhados com diversos padrões de peixes e frutas, colorido. Têxteis indígenas australianos: Dry Season WindJarracharra, exposição temporária, feitos por mulheres da região Maningrida no oeste de Arnhem Land, Austrália. Outra exposição temporária “O Colecionismo de Frascos de Rapé”, do diplomata Manuel Teixeira Gomes.

Já estou amando o museu, tanto a ver e conhecer. A exposição permanente da presença portuguesa na Ásia com testemunhos, memórias e colecionismo é imperdível. “A Expansão da Fé Cristã”, “Os Deuses do Olimpo”, “Um Mundo de Porcelana Chinesa”: a antiga coleção do diplomata Cunha Alves, peças do séc. XVII a XIX.

Brasões, porcelanas, pratos da China da Dinastia QING (1644-1911), Colecionismo de Arte da Ásia Oriental, o gosto colecionista europeu remonta ao final do Império Romano e ao início da Alta Idade Média, graças à Rota da Seda. Estatuetas funerárias, figura tumular, perfumadores em forma de dragão. Túnicas femininas de seda bordada a fio de ouro, belíssimas.

Budismo, Taoísmo, GUANYN, nome chinês representado por uma figura feminina que significa a compaixão. Armaduras japonesas com leque de guerra utilizado no comando das tropas. Arte dos períodos EDO e MEIJI (1868-1912). Quimono feminino, dos anos 50-60 do Japão com seda lavrada e pintada a mão. Altar SHIBAYAMA, com a figura de Buda sentado.

Pinturas a nanquim com cenas de folclore e costumes coreanos do séc. XIX. Timor-Leste representado por uma escultura mortuária de cavalo e seu cavaleiro, de 1940. Máscaras de 1920, espadas e sabres de 1968. A ilha foi povoada há cerca de 14 mil anos até 2 mil a. C. e foi alvo de sucessivas vagas de colonização. Importante: portas de pau rosa de 1900, painéis decorados das casas timorenses, potes de barro cozido, colheres de chifre de búfalo do séc. XX. Estátuas dos antepassados colocadas no exterior da aldeia em locais de destaque (1900-1930), guarda-joias, filigrana de prata etc.

2° andar. Japão: Festas e Rituais. A cultura oriental me atrai. Kannushi, roupas dos sacerdotes intermediários entre os kami e as pessoas comuns, responsáveis pela manutenção do santuário e pela realização dos rituais e cerimônias religiosas. Xintoísmo, autóctone do país e baseado no antigo culto aos kami, entidades do mundo sobrenatural. Dōsojin, protetores dos viajantes. Rituais de purificação HARAE e MISOGI. Calendários e almanaques: refeição do 1° dia do ano, bebe-se muito saquê, muito doce a e aromatizado com ervas para expulsar a má sorte do ano anterior e pedir saúde.

Eu não tinha ideia da quantidade de atividades feitas no Ano Novo japonês, como banhos, escritas, cartões, sacos da sorte. Darumas para proteção e sorte. Marionetes, talismãs, oráculos de previsão em papéis. Raquetes decoradas com motivos japoneses. Teatro Nō, com auditórios bem frequentados por escolas.

Museu enorme. Biombos e coleção: “Leques Chineses”. Exposições “Marfins de Goa”, “A Índia em Aquarela”, e “Da Terra Santa ao Japão”. Birmânia representada também. A obra de Os Lusíadas, de 1669, de Luís de Camões, o príncipe dos poetas portugueses. Que emoção!

No 5° piso, o restaurante Museu do Oriente/Imppacto, de alto nível, que oferece um visual bonito da marina, porto e ponte 25 de Abril. O menu executivo por 15 euros. Pedi crosta de peixe com legumes salteados adocicados, e o Carlos carne. Sobremesa: abacaxi e amora. E café.

O museu data de 8 de maio de 2008 e foi inaugurado pelo presidente da República, Prof. Dr. Aníbal Cavaco e Silva.

Sou amante de museus. Uma vez um aluno me perguntou para quê museus? Sem a nossa tradição, cultura e história contadas por museus, não somos nada. Por isso amo tudo que aprendo em um. E alguns são fantásticos, como esse Museu do Oriente. Parabéns, Lisboa!

De lá, nos dirigimos a pé ao Museu de Arte Antiga. Em breve, muito a contar.

Lisboa-Portugal-2024-dia 6-Tomar

Lisboa-Portugal-2024-dia 6-Tomar

Hoje é segunda, dia 8 de abril de 2024, dia de visitar Tomar, minha segunda vez lá. O Carlos queria muito conhecer de tanto que eu falava. Acordamos às 6h45, pegamos um táxi (€6,30 euros) para a estação de trens Santa Apolônia, mais próxima do hotel Borges Chiado. Saímos sem café da manhã e na estação não encontramos nada aberto.

O trem Regional custou €10,75 euros e a hora foi 7h45. Vamos viajar? Já disse que amo viagens de trem ou comboio? A duração é de 2 h.

Parada ou paragem 1: Estação (ferroviária) do Oriente; parada 2: Póvoa, entra e sai gente, são paquistaneses, africanos, europeus, americanos e nós; parada 3: Alverca do Ribatejo, onde se encontra o Museu do Ar, detalhe: 15º C lá fora, tempo nublado e chuvoso; parada 4: Vila Franca de Xira, comentário a fazer: ninguém ousa passar o sinal de trânsito. respeitam o pedestre que atravessa nas faixas; lá vem o cobrador, bem-vestido de gravata e terno, acho o máximo, conhecido como o sr. picador. Mostramos o bilhete, ele pediu o passaporte dos ingleses perto da gente, o nosso, não.

Parada 5: Azambuja; dentro do trem só aceitam pagamentos do bilhete a dinheiro, quem não tiver, tem que sair; parada 6: Virtudes; parada 7: Reguengo; parada8: Setil; parada 9: Santana-Cartaxo; parada 10: Vale de Santarém. Passamos pelo rio Tejo.

Parada 11: Santarém; parada 12: Vale da Figueira; parada 13: Mato de Miranda; parada 14: Riacho-Torres Novas-Galegã; parada 15: Entroncamento, estação maior. Informe: ver CP Comboios de Portugal no Google que informam tudo: só preencher data, partida e destino. 17º C; parada 16: Lamarosa, e eu de papo com o casal de americanos de Charlestown-Massachussetts, ele de 90 e ela de 88, que disposição! Haviam contratado um guia. A gente foi por conta própria mesmo.

Parada 17: Tomar!!! Descemos e paramos para um cafezinho e uma tosta/misto quente no café mais próximo da estação. São 10 h da manhã.

Estamos na parte histórica, ruelas lindas, praça da República, Câmara Municipal, rua de Serpa Pinto (antiga Corredoura), com calçadão no qual passa carro, parte comercial com restaurantes, tabacarias, lojas e antiquários. Vai acabar em uma ponte que liga a parte antiga à nova e passa pelo rio Nabão. Uma formosura de cenário, a gente se sente em uma pintura impressionista.

Na praça da República se encontra a estátua de D. Gualdim Pais, líder dos Templários. Também conhecidos como Freires de Cristo ou Freires do Templo de Salomão. Foi uma ordem militar de Cavalaria da Igreja Católica. A Wikipédia nos conta que D. Gualdim Pais nasceu em Amares em 1118 e faleceu em Tomar em 1195, foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques (1128-1185). Fundou as cidades de Tomar e Pombal. Para entender mais sobre os templários, vale pesquisar em Os Templários: os poderosos e temidos monges guerreiros – Ensinar História – Joelza Ester Domingues (ensinarhistoria.com.br) e Os Templários e a Ordem de Cristo | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (snpcultura.org).

Resolvemos subir ao Castelo de Tomar, obra icônica. Bom ir de tênis ou bota antiderrapante, pois o caminho é de pedra. Ao lado, um bosque com um belo visual da cidade. Estamos no Convento de Cristo. Na entrada, um cavaleiro templário para fotos, uma diversão, paga-se o que quiser. Visitamos os espaços exteriores, as muralhas, a Torre da Condessa, os jardins, muita mata, e nos sentimos em um reino encantado. Vimos mais americanos pelo percurso, sempre simpáticos. Passeio a pé para quem tem joelho e perna bons.

Dentro paga €10 euros ou €5 (terceira idade). A igreja da Ordem dos Templários data do séc. XII, é espetacular, uma obra de arte. Do lado de fora é do séc. XVI, da época de D. Manoel, que foi responsável por muito da construção.

Segundo nos disse a solícita funcionária da igreja, a história dos templários não é ensinada em Portugal, porque a Igreja não os aceitava. Foram protegidos por D. Dinis (1261-1325) que para não os entregar, os transformou em monges da Ordem de Cristo. Na França, no séc. XIV, foram perseguidos e queimados na fogueira. Na Sala do Capítulo, duas televisões contando a história deles. O Claustro de Santa Bárbara, de 1531, cujo arquiteto foi João de Castilho, é digno de foto. O castelo é enorme e são tantos claustros…

Filmes e exibições mostram a Rota dos Templários em outras línguas. Eles estiveram no Médio Tejo, região no centro do país, também em Fátima, Torres Novas etc. Sempre houve tentativas de invasões, como a islâmica, por exemplo, no qual houve confronto. Os cavaleiros templários, liderados por D. Gualdim Pais, defenderam o Castelo. A Porta de Almedina, chamada de Porta de Sangue, confirma a luta sangrenta. Os templários eram Cavaleiros de Cristo, que criaram a Ordem de Cristo, sendo Tomar, o centro nevrálgico.

Também vimos os quartos dos monges, muitos, que são celas. O corredor é tão grande que a gente se perde. De uma das celas, se vê a Janela Manuelina, algo de uma beleza inenarrável. Das janelas dos quartos, vê-se o Aqueduto do Convento de Cristo ou de Pegõesque trazia água para eles. Fabuloso. Os brasileiros são raros, para nós Tomar ainda é desconhecido. Americanos aos montes. Por fim, a loja do castelo, dita Água.

Saindo do castelo, nos dirigimos à cidade novamente. Descemos a grande ladeira de pedras, ufa! Mais para baixo nos deparamos com um prédio que tinha um elevador, ainda bem, pois o esforço foi grande.

A Sinagoga mais antiga de Portugal se localiza em Tomar e data de 1190. Estava fechada, uma pena. A Cidade Templária, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo são Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade tem tradições, igrejas e jardins, uma maravilha e há uma Festa Templária todos os anos. Muito a ver, ainda tem o Museu Municipal.

Com era feriado, só encontramos poucos restaurantes abertos. Escolhemos o Landeira e pedimos uma feijoada de bacalhau: feijão-branco com cenoura, bacalhau, uns grelos e uma porção de azeitonas, novidade. Grelos são folhas das couves e nabos, muito utilizados na culinária portuguesa como acompanhamento. E um Ginger Ale da Schweppes, além do vinho branco Insólito da região. Delicioso. Lugar bem estiloso com cadeiras e mesas pretas e uma vinoteca. Situado na rua Da Silva Magalhães, 45. Almoço muito bom e atendimento também.

Pós-almoço, rumamos à sinagoga. Apesar de fechada, deu para dar uma olhada e ver as explicações do lado de fora. A sinagoga era o centro da vida comunitária judaica medieval, funcionando como lugar de oração, assembleia e escola. Praticamente intacta, construída no séc. XV, é um raríssimo exemplar de uma sinagoga medieval. Encontra-se na antiga Judiaria Henriquina. Atualmente alberga o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. Dos elementos originais conservam-se as quatro colunas e o sistema de acústica (cântaros embutidos nas paredes). No edifício contíguo à sinagoga podem-se ver os vestígios arqueológicos do mikvé, estrutura para os banhos de purificação mais a loja de suvenires dos Templários.

Continuando o passeio pela cidade a pé, chegamos a um parque de jardins: Mata Nacional dos Sete Montes e Porta Almedina do sítio templário. Um jardim formal, uma beleza de se ver, falta pouco para a primavera na Europa. Está escrito no local: espaço bem definido por canteiros de buxo, de traçado geométrico, simples e regulares, ligeiramente desviado do eixo central do vale principal, prolongando-se pelos dois patamares superiores. Estes espaços, contemporâneos entre si, teriam sido uma forma de regularizar o terreno das hortas existentes inicialmente neste vale, bem evidenciado pelo “tanque do meio” e pelo “tanque pequeno” entre os quais a água comunicava por uma coluna.

Estávamos na estação de Tomar às 16 h. Compramos três minutos antes de partirmos. O Carlos queria pegar o ônibus, eu sempre prefiro o comboio. Vamos lá, outras paragens como Carvalho de Figueiredo, Santa Cita, Curvaceiras, Carrascal/Delongo, Soudos/Vila Nova, Lamarosa etc. Clima de 19º C, zona rural com vacas, ovelhas e cavalos.

Na volta a Lisboa, táxi para o hotel, O falante taxista Ricardo nos deu dicas da sua cidade Sesimbra.

No jantar, a lanchonete Vitaminas de novo perto do Borges Chiado. Uma comida saudável como creme de tomate e muçarela (€3,50 euros) e buffet de salada de frutas com iogurte e gelatina (€4,50 euros). A Celeste Tavares nos atendeu novamente, uma simpatia. Para fazer a digestão, descemos a ladeira até o Shopping Armazéns do Chiado. Descobri a Beatriz, brasileira, no quiosque Wood World de relógios estilosos feitos na Espanha por 30 euros. Amei! Comprei um colorido, a minha cara.

Que dia mais encantado. Tomar, cidade mágica!

Lisboa-Portugal-2024-Viagem a (Fátima, Batalha), Nazaré e Óbidos

Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a (Fátima, Batalha), Nazaré e Óbidos

Hoje é domingo, dia 7 de abril de 2024. Continuaremos o artigo anterior. Vamos em excursão de um dia às cidades de Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos que nós já conhecíamos. Sempre vale a pena retornar a elas. Nazaré dista 99 km de Lisboa.

As estradas em Portugal são de qualidade. Saímos de Batalha e estamos rumo a Nazaré, onde passaremos 2 horas. Chegamos. Muitas casas brancas, à direita a Praia de Nazaré lá embaixo, mais adiante Pederneiras. Em cima, o Sítio de Nazaré. Interessante que antigamente os habitantes desses três antigos povoados não se falavam. A praia do Norte, que vemos na televisão, oferece, em geral, ondas de 10 a 12 m, as de 30 m são raras, mas acontecem para deleite de surfistas do mundo todo.

A cidade (Sítio) é clara e ensolarada, possui um coreto no meio da praça e ao redor dela existem restaurantes e lojas. O sol está forte, ofuscante. Entramos no Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, de 1377, fundada pelo rei D. Fernando I. A igreja tem estilo barroco e é folheada a ouro. Conforme a Wikipédia, a sagrada imagem de Nossa Senhora de Nazaré, uma Virgem Negra, esculpida em madeira, foi trazida de Mérida (México) para este Sítio no ano de 711. A história desta imagem é contada na lenda de Nazaré (Lenda da Nazaré – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)).

Estivemos na capelinha de N. Sra. de Nazaré, a Capela da Memória, que se localiza à beira da falésia sobre a gruta. É um pequeno edifício de planta quadrada, com abóboda piramidal. A imagem de N. Sra. de Nazaré foi venerada no local de 1182 a 1377 (fonte: Wikipédia).

O almoço indicado é no restaurante Portobello na praça: frango grelhado com o refrigerante que amo: Ginger Ale (feito de gengibre, parece o nosso guaraná) da Schweppes. Estávamos com a Isa do nosso grupo, sempre bom bater papo com as outras viajantes.

Vamos pós-almoço conhecer o Espaço das Maiores Ondas do Mundo, para nós, novidade. A caminhada no sol requer um baita esforço. Vemos o farol de longe, bem perto das ondas, atrás do forte. Na volta à praça, comprei bolinhos de amendoim (€3 euros) de uma senhora vestida com um avental típico da região.

Falando um pouco da cultura da vila, como chamam. A Wikipédia nos conta que faz parte da tradição nazarena o uso de sete saias pelas suas mulheres. Elas tinham o hábito de esperar pelos seus maridos e filhos, de volta da pesca, sentadas no areal, passando aí horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para proteger a cabeça e ombros da maresia e as restantes para tapar as pernas. Durante os anos 1950 e 1960, nomes como o fotógrafo Cartier-Bresson, Lino António, Stanley Kubrick e Jorge Barradas documentaram em pintura e fotografia o dia a dia do povo nazareno.

Nazaré, de tempos atrás, era uma vila de pescadores, usava a pesca de arrasto: “Arte Xávega” (técnica de pesca tradicional de Portugal e do sul da Espanha). Atualmente, o barco é a motor e a cidade tem porto. As peixeiras, mulheres dos pescadores, além de vender peixe, também os tratavam: os abriam e os deixavam ao sol. Ficavam rígidos e salgados. O sal do mar os deixavam assim. Muito comum no prato dos portugueses são os peixes: sardinha e carapau. No Algarve, sul do país, se come “muxama” (de peças lombares de atum seco e salgado) que parece um presunto e se come como petisco.

De 10 anos para cá, Nazaré se tornou mundialmente famosa, por conta das ondas gigantes. Tudo começou com o surfista americano Garrett McNamara, quando teve o recorde mundial da maior onda já surfada, de 30 m, na praia do Norte em novembro de 2011. Segundo a Wikipédia, devido à projeção mundial, a vila tornou-se anfitriã dos maiores campeonatos de surfe e recebe muitos desportistas dessa modalidade, assim com milhares de curiosos e de turistas que vêm apreciar as suas corajosas demonstrações.

O Forte de Nazaré ou de São Miguel Arcanjo ou do Morro de Nazaré tem história. O site www.cm-nazare.pt nos ensina que a construção deste monumento de estilo maneirista teve início no reinado de D. Sebastião em 1577, visando a defesa da enseada dos ataques de piratas argelinos, marroquinos, holandeses e normandos que investiam sobre o litoral atlântico. Uma turista do grupo nos disse que o seu museu merece ser visitado, pois mostra a Nazaré de hoje e do passado, pranchas de surfe de “heróis” e a história da cidade. Para explicar, o estilo maneirista se caracterizava por maior ornamentação, contraste de luz e sombra e deformações (fonte: Wikipédia).

Há placas tectônicas no mar de Nazaré, foram elas que causaram o terremoto, tsunami e incêndio em Lisboa e arredores em 1755. Duraram duas semanas e destruíram muito das cidades. A Baixa em Lisboa teve que ser reconstruída, por exemplo. As correntes marítimas empurram a água, por isso a praia do Norte tem ondas imensas.

De acordo com a Wikipédia, o Canhão de Nazaré ou Cana de Nazaré é um desfiladeiro submarino de origem tectônica situado ao largo da costa oeste de Nazaré, na região oeste de Portugal, relacionado com a falha de Nazaré-Pombal, que começa a se definir a cerca de 500 m da costa. Considerado por muitos o maior da Europa, separa a costa da Península Ibérica na direção leste-oeste desde a plataforma continental, numa extensão de cerca de 211 km, começando a uma profundidade de 50 m até a planície abissal ibérica onde atinge profundidades na ordem de 5000 metros.

De Nazaré, fomos em direção à vila de Óbidos, são 42,2 km. Sempre me encanto com a sua formosura. As casinhas brancas decoradas com flores dão gosto. Detalhe histórico: o terremoto de 1755 destruiu parte do castelo e da muralha. Primeiro a fazer ao chegar: tomar ginjinha no copinho de chocolate por €1 euro. Depois, repeteco. E caminhadas pelas suas ruas de pedra, um sobe e desce até a muralha lá em cima. Há muito a ver: igrejas, livrarias, museus mil, restaurantes, casas de chocolate e ginjinha, lojas, uma delícia passear por suas ruelas medievais. E tem aqueduto. E, enfim, tomei um suco de pêssego da marca famosa Compal, amado desde o primeiro gole, em 1998. É a cara de Portugal.

O Castelo de Óbidos é Monumento Nacional desde 1910. A Wikipédia nos conta que ele se ergue na cota de 79 m acima do nível do mar e mistura elementos dos estilos românico, gótico, manuelino e barroco. A Porta da Vila de Óbidos faz parte da muralha medieval que contorna o vilarejo (site: http://www.melhoresdestinos.com.br).

O Aqueduto de Óbidos ou da Usseira, diz o site www.explorial.com, foi construído durante a época dos Descobrimentos sob ordens da rainha D. Catarina (da Áustria, esposa de D. João III), entre 1571 e 1575, para resolver os problemas de escassez de água, enfrentados pela vila amuralhada. Trata-se de uma estrutura grandiosa que se estende por 3 km de comprimento e atinge alturas até 20 metros.

Na Livraria do Mercado Biológico, as estantes são feitas de caixas de frutas reaproveitadas, também há vendas de produtos naturais. Lugarzinho interessante.

Na volta à Lisboa, hora do jantar. Fomos à feirinha na praça Camões no Chiado comprar queijos da Serra da Estrela, de tamanhos variados e descobrimos a lanchonete Vitaminas (rua Garrett, 69/71), perto do hotel Borges Chiado. Pedimos um empadão de frango e queijo catupiry e suco de abacaxi com hortelã por €6,90 euros. Pronto, um lugar pra chamar de nosso.

Prosseguiremos com Tomar, cidade Templária.

Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a Fátima, Batalha, (Nazaré e Óbidos)

Lisboa-Portugal-2024-dia 5-Viagem a Fátima, Batalha, (Nazaré e Óbidos)

Hoje é domingo, dia 7 de abril de 2024. Vamos em excursão de um dia às cidades de Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos, nós já conhecíamos, mas o Carlos queria conhecer melhor o Mosteiro de Batalha, aí depois de muitas pesquisas, chegamos à conclusão que valia pegar um bate e volta desses. Por €89 (euros) por pessoa, pagamos para a atendente Patrícia no balcão do hotel Borges Chiado um dia antes.

O motorista Francisco, da empresa Seven Tours e Transferes Lda., nos apanha no hotel e vamos acompanhados de três brasileiras em uma Sprinter. Ficaremos em Fátima 1h15 min, em Batalha 30 min, em Nazaré 2 h, e em Óbidos 1h30 minutos. Na autoestrada, há paredões para as pessoas não atravessarem, vi isso em Viena-Áustria também. Acho correto, pois cruzamos cidades e eles evitam acidentes.

Passamos por Santarém, Castelo das Torres Novas e por dois pedágios. A estrada é um tapete. Entramos em Fátima, uma preciosidade de cidade, com prédios baixos e jardins, rosas nos canteiros e paralelepípedos nas ruas. Muitos comércios de itens religiosos.

O ônibus nos deixa perto do Santuário de Fátima. Visita iluminada com missa na Capelinha das Aparições às 10 h, compramos velas por 1 euro e fizemos nossa oração. Saímos rumo ao santuário. No espaço todo, uma multidão. Trata-se de um lugar emocionante, ladeado pela Colunata, que integra uma Via sacra em painéis em cerâmica.

Segundo a Wikipédia, é formalmente intitulado pela igreja Católica como Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Santuário mariano dedicado à N. Sra. de Fátima, localizado no lugar da Cova da Iria, na cidade de Fátima, município de Ourém. É um dos mais importantes santuários marianos do mundo e o maior destino internacional de turismo religioso, recebendo cerca de 6 milhões de visitantes por ano. A sua edificação se iniciou em 1919 com a construção da Capelinha das Aparições.

No santuário, vimos os túmulos de Jacinta e Lúcia lado a lado e na frente o de Francisco. Jacinta e Francisco eram irmãos e primos de Lúcia, os pastorinhos que viram Nossa Senhora de Fátima na Cova da Iria. O local é imenso, há uma igreja mais recente, a Basílica da Santíssima Trindade (que integra o edifício principal e os espaços subterrâneos da Galilé dos Apóstolos São Pedro e São Paulo e capelas anexas), e no pátio, perto da Cruz Alta, a praça do papa João Paulo II (santo) onde se encontra a estátua dele, a praça de Paulo VI com a sua estátua fica próxima. Há muito a conhecer: os lugares de culto, a Colunata, estátuas, monumentos, áreas subterrâneas, porém o tempo é pouco.

De lá, demos uma parada no Centro Comercial Fátima (Estrada de Leiria, 108), onde achei tudo bem mais barato. A loja é gigantesca e ganhamos uma lembrancinha ao comprar.

Rumo à Batalha. Covão da Carvalha, Vale da Quebrada. Região verde com oliveiras e eucaliptos. Estrada sinuosa. Requengo do Fetal. Zona rural, pequenas vilas adoráveis, muito verde. Casas grandes. Celeiros. Há muita reciclagem no país. Casal do Quinta.

Chegamos ao Mosteiro de Batalha ou Santa Maria da Vitória. Uma campanha de outdoor na cidade: “Agarre a vida, largue o telemóvel.” Genial. O mosteiro é em homenagem à batalha de Aljubarrota, ocorrida em 1385. A estátua do general Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável (título do primeiro oficial da coroa portuguesa que tinha o comando de todo o exército) está do lado de fora.

Conforme o site visitportugal.com, do local onde se ergue o Mosteiro da Batalha ocorreu em 14 de agosto de 1385 um acontecimento decisivo para a consolidação da nação portuguesa: D. João, Mestre de Avis e futuro rei de Portugal, venceu os exércitos castelhanos na batalha de Aljubarrota. Essa vitória pôs termo a uma crise dinástica que se arrastava desde 1383, quando da morte do rei D. Fernando, cuja única filha (D. Beatriz) era casada com o rei de Castela (na Espanha), pretendente ao trono de Portugal.

O site continua: D. João dedicou o mosteiro à Virgem Maria, que havia invocado para que intercedesse pelo seu triunfo, e doou-o à Ordem Dominicana, à qual pertencia seu confessor. Esta foi a razão de ser do nascimento de uma obra cuja construção se prolongou por quase dois séculos e que resultou num dos mais fascinantes monumentos góticos da Península Ibérica. A construção do mosteiro corporizou também a consagração de D. João I como rei de Portugal, assumindo-se assim como símbolo da dinastia e legitimada pela vontade divina.

A nave central do mosteiro se eleva a 32,5 m de altura e se apoia sobre oito colunas de cada lado, e tem 80 m de comprimento. Na igreja, a visita é livre. É Monumento Nacional desde 1907, Panteão Nacional desde 2016 e Patrimônio da Humanidade desde 1983. Por conta de um evento militar e de ex-combatentes, não pudemos visitar o claustro Dom Afonso V, estava fechado por 1 h e meia, e era pago. O primeiro-ministro e o presidente de Portugal estavam presentes, logo a segurança estava reforçada. Só deu pra visitar a Sala do Capítulo, o Panteão e o interior da igreja. De acordo com a Wikipédia, panteão significa um mausoléu que abriga os restos mortais de diversas pessoas notáveis. No panteão está o túmulo do rei Dom João I (1357-1433) e de D. Filipa de Lencastre (inglesa-1360-1415).

O site tigets.com acrescenta que o mosteiro alberga o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses, que podem admirar na Capela-mor e na Sala do Capítulo. Há ainda capelas e claustros, e se visita o dormitório, o refeitório e a cozinha do mosteiro.

Seguiremos com a cidade de Nazaré e Óbidos.



Lisboa-Portugal-2024-dia 4-Museu Nacional do Azulejo

Lisboa-Portugal-2024-dia 4-Museu Nacional do Azulejo

Hoje é sábado de manhã, dia 6 de abril de 2024. Sempre bom conversar com brasileiros pela viagem. Encontramos o casal Elmar e Ana, de Natal-RN. No lobby do hotel pagamos €89 (euros) cada pela excursão do dia seguinte para Fátima e outras cidades.

Saímos para o passeio do dia. Íamos ao Elevador da Santa Justa, €6 (euros), ida e volta, mas a fila estava grande, desistimos. Então, nos dirigimos à praça da Figueira a fim de pegar o ônibus da linha Moderna novamente. Nosso terceiro dia no double-decker, vale a pena, temos garantido a hora até as 14 h, quando completam 48 horas pagas.

Está 19°C, nublado. Vamos ao Museu Nacional do Azulejo, eu já conhecia, mas o Carlos não. Os lisboetas dirigem com cuidado, afinal são bondes, carros, ônibus, motos (poucas), trams, tuk tuks, ufa! Em uma ambulância estava escrito: “doentes não urgentes”. Tudo que é diferente do Brasil me chama a atenção.

Uma simpatia o motorista Ricardo. Na parada 5, descemos. Eis o museu. Paguei €8 (euros), o Carlos €4, por ter mais de 65 anos. O azulejo é uma arte identitária de Portugal, seu uso tem mais de cinco séculos ininterruptos. Azulejos de motivos islâmicos, de padrão mudéjar (Sevilha-Espanha, de aproximadamente 1503), painel de azulejos enxaquetados. Lá fora um jardim encantado. O lugar é espetacular. Azulejo da capela de N. Sra. da Vida feito por Bartolomeu Vaz de Lemos, de 1580. Retábulo de N. Sra. da Vida. Painel de azulejo padrão ponte de diamante.

Segundo a Wikipédia, a arte mudéjar é um estilo artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos da Península Ibérica, que incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero muçulmano. Já o padrão ponto de diamante, de acordo com o site portuguese-tiles.com, é um motivo decorativo em forma de pirâmide, cujo topo se encontra seccionado e preenchido por um elemento vegetalista. A versão mais comum é uma pequena flor com oito pontas, que com a curvatura das pétalas provoca uma certa sensação de movimento. A representação piramidal é acentuada pelo contraste entre o branco e o azul como forma de reforçar o carácter tridimensional do desenho, que o distingue da tradicional azulejaria de padrão de séc. XVIII.

Azulejo: de origem árabe significa “pequena pedra polida”, designa uma peça cerâmica, geralmente, quadrada em que uma das faces é vidrada. Padrão das Camélias (1640-1650) foi trazido pela porcelana oriental, ficou conhecido como rosa da China ou do Japão. Muito usada em espaços religiosos dedicados à Virgem por ser confundida com uma rosa, símbolo da pureza e virgindade.

Igreja Madre de Deus. Linda, bela, repleta de ouro e de azulejos. Azulejaria atribuída aos neerlandeses Willem van der Kloet (1666-1747) e a Jan van Oort. Era um convento. A Sala Dom Manuel corresponde ao espaço da nave da igreja primitiva do convento da Madre de Deus. No explicativo do museu, da Fundação Millenium BCP, está escrito: Espaço quinhentista profundamente alterado entre 1872 e 1899 no decorrer da campanha de obras então realizadas, tendo-se perdido a memória de sua função original. O teto foi rebaixado e decorado à maneira revivalista do neomanuelino e as paredes revestidas com azulejos do séc. XVIII. Destacam-se, nas paredes laterais, os painéis de temática franciscana, provenientes do convento de Sant´Anna em Lisboa, da autoria de Manuel dos Santos, um dos mais importantes pintores do chamado “Ciclo dos Mestres”(1690-1730), período áureo da azulejaria portuguesa.

No segundo andar, a Sala de Caça. Retratos de Carlos II, rei da Inglaterra, e de Catarina de Bragança, rainha. Sala Santos Simões, com azulejaria barroca da primeira metade do séc. XVIII, apresentando motivos religiosos e das damas da época.

Presépio da Madre de Deus (1700-1730), feito por Dionísio e Antônio Ferreira. Nos quartos do segundo andar, os azulejos eram de tempos mais modernos. Artistas como Manuel Cargaleiro, de 1927; João Abel Manta, de 1928; Querubim Lapa (1925-2016), cuja obra é graciosa. Também se encontram “Espigas e Borboletas” de Rafael Bardalo Pinheiro (1846-1905) e “Sobre a Linha do Horizonte” do alemão Andreas Stöcklein (1957-2024), trabalhos admiráveis.

No terceiro andar, um painel gigante de Lisboa de antes do terremoto de 1755, proveniente do antigo palácio dos Condes de Tetúgal (Rua de S. Tiago à Sé). Muitas estruturas destruídas expondo as consequências do abalo sísmico em grande escala. Da mesma forma há o “Grande Panorama de Lisboa Séc. XXI”, de Joana Vasconcelos (1971), com certificado de autenticidade.

O museu é enorme, maior do que eu lembrava. A lojinha do museu estava fechada por falta de pessoal. Uma pena, porque sou compradora de canetas de museus. Na saída, revi os mesmos dois “pedintes” que estavam no dia anterior, fazem ponto e falam inglês. Que tal? São profissionais do ramo.

Entramos no ônibus da linha Moderna novamente com parada em frente ao museu. Mais passeio. No áudio: “a era dos descobrimentos transformou o mundo, uma nova realidade aconteceu a partir dali. A existência de tomates e batatas na Europa se deve a isso”. Na av. Almirante Reis, os postes de luz têm uma caravela dourada na sua ponta, que original.

Para almoçar, descemos no centro e retornamos ao restaurante bem frequentado A Moderna para mais Bacalhau à Braz, amo! E vinho da casa, tinto, por €6,50 (euros). A garçonete Carina, atenciosa. E como o português gosta de poemas, vale ler os pregados na parede do restaurante. Verde sonho e maresia / Tempestades apregoa / Seu nome próprio-Maria / Seu apelido-Lisboa! Poema Maria Lisboa de David Mourão Ferreira; Lisboa cheira aos cafés do Rossio / E o fado cheira à solidão / Cheira à castanha assada se está frio / Cheira à fruta madura quando é verão / De Carlos Dias. E oúltimo: Numa casa portuguesa fica bem / Pão e Vinho sobre a mesa / E se à porta humildemente bate alguém / Senta-se à mesa c´a gente. De Matos Siqueira e Reinaldo Ferreira.

Sentamos perto de um senhor de Angola que nos indicou o bacalhau assado, fica para uma próxima. De sobremesa uma taça de morangos frescos para mim e para o Carlos, figos secos (havíamos comprado antes), uma delícia. Almoço por €16 (euros) para cada. Preço ótimo. Sugiro visitar a Mercearias Finas, fundada em 1860, na rua da Betesga, 1A. Compramos queijo de figo (doce do Algarve no sul do país), feito com figos secos e amêndoas, e figos secos.

Sábado à tarde. A rua Anchieta, perto do hotel Borges Chiado, é toda de sebos, uma riqueza. A livraria Bertrand, de 1732, a mais antiga do mundo. Subimos até o mirante do Elevador da Santa Justa a pé. O visual é “giro”, como dizem os portugueses. Ali perto vemos a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau Carmo Rooftop (topo do telhado, um terraço sofisticado). Lugar idílico com muita gente.

Entramos na FNAC no Shopping Armazéns do Chiado para ver livros. Na rua Garrett, no centro do bairro Chiado, a loja ALE-HOP de brinquedos é genial, colorida, atraente. Provamos o sorvete da Amorino, enfim. Lisboa é uma festa. Para a noite, um caldo verde no restaurante A Moderna, gostamos de lá. Os pratos são pequenos e redondos, sopa nunca é o prato principal e sim, a entrada. Diferente do nosso costume de jantar “canja”.

Prosseguiremos em breve.

Lisboa-Portugal-2024-dia 3-segundo passeio de Yellow Bus e elétricos

Lisboa-Portugal-2024-dia 3-segundo passeio de Yellow Bus e elétricos

Hoje é sexta-feira, dia 5 de abril de 2024. Vamos passear de novo de Yellow Bus, o ônibus turístico. Afinal, havíamos comprado por 48 horas. Andamos até a praça da Figueira. Entramos no ônibus e seguimos. A intenção era descer na loja de departamentos El Corte Inglés. Estamos no percurso em direção a Belém.

O motorista brasileiro deu dica do shopping Amoreiras e seu mirante com o visual da cidade. Preferem chamar shopping center de “centro comercial”. Vemos o Mercado da Baixa, de 1855, com queijos da serra da Estrela, ginjinha, artesanato de azulejos, muitos decorados com estampas deles. Considero uma beleza. Muitos táxis e tuk tuks ali.

Praça do Rossio, lugar de acontecimentos importantes. Teatro Dona Maria II (irmã do nosso Dom Pedro II), da segunda metade do séc. XIX, além da estação de trens ou comboios, como dizem, a Estação do Rossio. O Obelisco homenageia os portugueses que lutaram pela independência de Portugal da Espanha em 1640.

Na parada 4, descemos no El Corte Inglés. A melhor loja de departamentos, na minha visão. Deliro só de olhar e sentir o perfume. Fomos logo à Timberland a fim de ver sandálias, botas, pisantes para viajantes. O Carlos se entusiasmou e olha que não queria ir à loja. A vendedora atenciosa Isabel Mateus nos deu a dica do cartão do turista com desconto de 10% na próxima compra. Sugestão válida. A loja possui 13 andares, com cafeteria, loja de vinhos, bebidas e azeites, móveis, restaurante, espaço para eventos culturais, supermercado, quiosques etc. Uma loucura gastronômica. Na Alcoa Doçaria Conventual, de 1957, encontramos delícias como Almofadinha de maçã, Torresmo do céu, Segredo de D. Pedro, Mimos de freira, Diário de D. Inês, Jesuíta e outros doces. Escolhi um café com Delícias do convento que era feito com amêndoas e ovos. Uau! Doces conventuais (criados em conventos). Amo de paixão! Quem estiver de dieta, não vá a Portugal, meu conselho. No supermercado, prova de sorvetes de frutas exóticas: graviola, coco, goiaba e açaí. Tive que achar graça, pois são nossas frutas tropicais.

Em frente da seção de roupas do El Corte Inglés, do lado de fora, estava a parada do Yellow Bus-Belém. Entramos, fiquem ligados para não perder o tíquete. Alias, dá desconto em museus. Continuamos. Praça Eduardo VII, Jardim Amália Rodrigues. Detalhe: o bairro Queens em Nova York-EUA tem esse nome em homenagem à rainha Catarina Henriqueta (da Casa de Bragança), portuguesa. Os jacarandás embelezam Lisboa no final da primavera.

Estamos na zona/região das árvores amoreiras. São inúmeras. Shopping das Amoreiras, no mármore rosa e vidro, o primeiro a receber vários prêmios pela sua arquitetura arrojada. Monumento a Pedro Álvares Cabral, que com a sua armada, descobriu o Brasil. Dizem que os portugueses poderiam saber da existência do nosso país, por isso o desvio em Cabo Verde.

Que calor! Ponte 25 de Abril. Ponte Vasco da Gama celebra os 500 anos de descoberta dos Caminhos das Índias. Na ponte, o Bridge Experience é um observatório envidraçado. Rio Tejo, o mais extenso da Europa. Museu Nacional dos Coches. Vi o caminho de evacuação em caso de tsunami. Palácio de Belém, de cor rosa. Lá estava a Família Real na época do terremoto de 1755. Houve danos. Rua de Belém e as várias opções de confeitarias, onde vendem o único pastel de Belém. O Mosteiro dos Jerônimos foi construído com o dinheiro das especiarias, a pimenta, da época das navegações. Jardim da praça do Império Magnífico com seus jardins. Notamos uma máquina que limpa a grama em uma praça. Zona/região de Belém com muitos prédios baixos, cafés, restaurantes, uma lindeza. Avenida da Torre de Belém. Torre de Belém, Patrimônio Mundial da Unesco, parte de defesa da cidade e Torre São Sebastião, desaparecida pelos séculos. Museu de Arte Popular, Padrão dos Descobrimentos. O calçadão ao longo do Tejo incentiva uma boa caminhada. Ponte 25 de Abril acaba em Almada do outro lado do rio, Reserva Natural do Estuário do Tejo.

Estação das Docas, armazéns à beira do Tejo: Havana Bar, Hawaii, Capricciosa Pizzaria, muito movimento. Avenida Infante Santo. Colinas de Lisboa, a parte alta oferece vistas deslumbrantes. Bairro Freguesia de Santo Antônio. Rua do Conde de Redondo. Rua Jacinta Marto. Museu de São Vicente de Fora, com a Galeria das Fábulas (de La Fontaine) em painéis de azulejo.

Descemos do ônibus. Almoço na Cozinha D´Avó Celeste, rua Augusta, 282. Por €14 (euros), filete de bacalhau (bom, mas com espinhas) e bacalhau com natas para mim e Carlos. Chope Imperial (Sagres) para o calor. Vimos uma garçonete argentina e não resistimos, declaramos nosso amor aos hermanos.

Na rua Garrett, perto do hotel Borges Chiado, há lojas brasileiras: Granado e Havaianas. Na praça Camões, música ao vivo brasileira: Bossa Nova e Djavan. Vimos manifestação dos motoristas da TVDE (transporte em veículo descaracterizado a partir de plataforma digital)-Uber.

Na espera do bonde n. 28, considerado a grande estrela sobre trilhos. Transporte comum usado por turistas e moradores. Usamos o mesmo tíquete do Yellow Bus. Ficamos em pé, depois sentei. Vai subindo as ladeiras, há paradas. Vamos até a última, só queremos aproveitar a viagem. Dentro, um aviso para tomar cuidado com os pickpockets, ladrões de ocasião. Só ando com a minha mochila rosa choque pra frente, aprendi na dor em Paris, quando furtaram a minha carteira, creio que dentro de uma farmácia. Enfim…Subimos, novos bairros. Rua Saraiva de Carvalho, bairro Prazeres.

Em Lisboa se chama o bonde de “elétrico”, o 28 passa pelos bairros tradicionais. Alguns são estreitos e históricos. Os pontos de passagem são Praça do Comércio, parada 1. E mais: Praça do Município, Lapa, Estrela, São Bento, Camões (onde pegamos), Chiado, Rua da Conceição, Sé, Portas do Sol, Alfama, Graça, Martim Moniz e Praça do Comércio de novo. Descemos na parada final em Campo de Ourique, em 1h20 min. fizemos o trajeto. Esperamos um pouco e entramos no mesmo bonde com o mesmo condutor simpático.

Na volta, rua Saraiva de Carvalho de novo, eram 20 pessoas sentadas e 38 em pé. Bairro classe média, com prédios baixos, muitas lojas embaixo dos prédios, deve ser bom de viver. Mais turistas que portugueses na área turística. O bonde em frente estava avariado, logo descemos, caminhamos e rumamos à Basílica da Estrela. Testemunhamos condutores descerem de bondes e ajeitarem os trilhos. Fomos em grupo e subimos em outro, enfim. Agora em processo de descida. Rua Calçada da Estrela e rua de São Bento. Detalhe: há motoristas que estacionam seus carros em cima de trilhos e atrapalham o trânsito, aí o bonde não consegue prosseguir. A multa varia de €60 a €300 (euros).

Chegamos à praça Camões. A feirinha sempre convidativa, então comemos uma empada de bacalhau e uma de frango da República das Empadas, €2 (euros) cada. No restaurante O Trevo pedimos a canja com massa redonda por €1,70 euro. Melhor pedir algo diferente, pois deixou a desejar.

Ainda resolvemos passear mais de elétrico, o n. 24 na mesma parada da praça Camões. São 19h10, o dia claro. Bairro Alto, miradouro São Pedro de Alcântara. Rua Dom Pedro V, rua da Escola Politécnica, Mãe de Água das Amoreiras, rua das Amoreiras, término de trajeto na esplanada do Quiosque 24, com venda de vinho, espumante, sucos, café e petiscos mil na praça de Campolide. Mais 15 minutos e entramos no mesmo bonde com o mesmo condutor. Trânsito civilizado. Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Jardim Botânico, rua da Escola Politécnica, restaurante do Jamie Oliver de Lisboa: Jamie´s Italian Lisboa, praça do Príncipe Real, mirador de São Pedro de Alcântara, com outra feirinha de comida, sangria, sabor serrano, mais completa que as outras. O belvedere (mirante) parece uma praça, ali se reúnem artesãos expondo suas obras, artistas de rua e quiosques para um café ou muito mais. Teatro da Trindade e retornamos.

Detalhe: a água de Lisboa é maravilhosa para o cabelo e pele. Uma água que se bebe já diz tudo. Dia completo.

Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico da linha Moderna

Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico da linha Moderna

Hoje é dia 4 de abril de 2024. Continuamos no passeio de ônibus turístico, saímos do Yellow Bus, almoçamos e prosseguimos à tarde com a linha Moderna.

Às 16h15 na parada 1: Praça da Figueira. Monumento a Dom João I. Praça do Rossio ou Dom Pedro IV, com estátua ao nosso Dom Pedro I, em Portugal, Dom Pedro IV. Café Gelo, café Nicola, lugar de encontro de intelectuais. Estação ferroviária do Rossio no estilo romântico. Obelisco na praça dos Restauradores, no local há salas de espetáculos, casas de ginjinha (licor feito da fruta ginja, típica de Óbidos), Hard Rock Café etc. Lisboa tem cheiro de flores e de mar, diz a canção de fado.

Subimos a Avenida da Liberdade, onde existia o Passeio Público de antigamente. As lojas mais conceituadas, de grife, se encontram nessa avenida tão garbosa. Pessoas da classe alta vivem nela. Calçadas portuguesas do séc. XIX, quiosques, bancos, estátuas e monumentos ligam a Baixa (bairro) à Marquês de Pombal (praça).

Não se vê sujeira em lugar algum, que inveja! As primeiras calçadas portuguesas eram feitas por grilhetas (agrilhoados/presidiários) de joelho no chão e martelo na mão, algo que exige paciência e perícia. O trabalho é encontrado em Macau, Angola e Brasil.

Museus fecham às segundas. Subimos pela rua do Forno do Tijolo, onde se encontram casas bem portuguesas. Mercado Sapador Penha da França. Escutamos fado pelos auriculares do ônibus.

1755, ano do terremoto, tsunami e incêndio na cidade. Destruiu a Baixa e milhares morreram. Influenciou os Iluministas, Voltaire escreveu o poema Candide baseado na tragédia e na grandeza do sismo. Lisboa caracterizada pelo seu clima ameno, céu azul, magia, luz branca, brilho e luminosidade contagia escritores, turistas e pintores.

O comércio de lembrancinhas na cidade está na mão dos paquistaneses. O espanhol São Vicente é o padroeiro de Lisboa. Foi martirizado em Valência e salvo dos urubus por um corvo, também diz a lenda que seus restos mortais foram acompanhados no barco por dois corvos ao chegar a Lisboa em 1173. Vem daí a barco ladeado por dois corvos ilustrar a bandeira de Lisboa. Já o italiano Santo Antônio de Pádua é o mais popular, o santo casamenteiro. Mobiliza milhares de pessoas às festas em junho em sua homenagem. Marchas populares com desfiles nos bairros, fitas, balões, bailes, sardinhas na brasa. Melhor momento para se apaixonar e casar.

Estação ferroviária Santa Apolônia, Museu Militar, Miradouro de Santa Catarina e outros com quiosques para uma bebida e petiscos. Lisboa, próxima do rio e mar, sofria com a presença de piratas no passado remoto. Até então, o caminho parece com o da linha Yellow Bus. De agora em diante, começa a mudar, enfim aparecem as novidades da linha Moderna. Travessa do Terreiro do Trigo e o bairro mais antigo Alfama. Casas de fado, música tradicional portuguesa. Uma vez por ano festas populares no bairro mais peculiar da cidade. Museu do fado, com exposições e ventos em volta da guitarra portuguesa e fado. Nomes de ruas originais, só existentes lá. Mais um exemplo: Boqueirão da Ponta de Lama. Perto de Santa Apolônia, restaurantes e a discoteca mais badalada de Lisboa: Lux Frágil. Vamos em direção ao Parque das Nações.

Peixes, bacalhau, comum ver o seco, encontrado em mercearias, além do atum e da sardinha. A indústria conserveira do país é forte. Queijos, vinho tinto português, pastéis de natas de Belém, doceria portuguesa, produtos de qualidade.

Três transatlânticos no porto. Museu Nacional do Azulejo com a igreja Madre de Deus. Painéis de azulejos do séc. XVII (Casamento da Galinha) e XVIII (História do Chapeleiro). Infante Dom Henrique de Avis (1394-1460), o Rei Navegador, mentor das viagens portuguesas, comparado a Alexandre, o Grande. Filho de Dom João I, de Portugal e Filipa de Lencastre, da Inglaterra. Deu início à globalização. Nova realidade às novas culturas devido às explorações marítimas que mudaram os hábitos dos locais desbravados. Os navegadores eram de Portugal, Espanha, Inglaterra e Holanda.

Freguesia do Beato, zona portuária, a praça 25 de Abril tem estátua de José Guimarães, artista plástico contemporâneo português e calçada portuguesa. A obra em questão está situada no centro da praça e é uma homenagem aos construtores de Lisboa, tem as cores verde e vermelho, tonalidades da bandeira portuguesa. A ponte Vasco da Gama com 17,85 km de extensão, a mais longa da Europa, foi inaugurada com feijoada para a população utilizando a mesa mais comprida do mundo.

O Parque das Nações possui equipamentos culturais e edifícios modernos, foi construído para a EXPO 98. Restaurantes, jardins, contato com o rio Tejo. Com o fim da exposição, tudo foi conservado. Lá estão o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento, a Alameda dos Oceanos, o Museu de Ciência com exposições interativas, o Oceanário. Vemos a Estação do Oriente, ou Gare do Oriente, cuja arquitetura é inspirada no mar. Do arquiteto espanhol Calatrava. Interface dos transportes públicos, muito vidro… com obras artísticas de artistas do mundo todo.

Shopping Vasco da Gama. Bairro arborizado, mais moderno, com prédios bem altos. Bastante movimento, projeto que deu certo. Tem vida e é enorme. Lembra o Puerto Madero de Buenos Aires. O edifício mais alto de Portugal, com 143 m, tem restaurante no topo com panorâmica de luxo. Forma de duas velas de um navio, faz lembrar as caravelas do rio Tejo, diz o arquiteto Nuno Leónidas, responsável pelo projeto. O Myriad é um hotel da rede de hotéis SANA e se localiza junto à torre Vasco da Gama.

Lisboa, nome fenício, significa porto seguro, enseada. Os romanos deixaram muralhas. Os muçulmanos deixaram nomes. O primeiro rei foi Afonso Henriques, o Conquistador. Cidade cosmopolita, multicultural, por ela passaram animais e plantas exóticos. Zona de quintas (sítios) nos arredores de Lisboa, com olivais no passado. Vemos o aeroporto internacional Humberto Delgado ou aeroporto de Lisboa, são 30 companhias aéreas, 100 destinos.

Parque da Bela Vista, onde ocorreu o Rock in Rio Lisboa até 2023. Avenida da Ordem dos Enfermeiros, ampla com casas lindas. Almirante Gago Coutinho. Praça Francisco de Sá Carneiro ou praça do Areeiro com monumento do advogado, político pós-revolução e primeiro-ministro, que morreu em 1980 em um acidente aéreo. O número de praças impressiona.

Trouxas de Malveira, doce cuja origem é conventual (dos conventos), usa canela, ovos, açúcar do Brasil e da ilha da Madeira (Portugal) e amêndoas. A variedade de doces chama a atenção.

O consumo de café expresso é motivo para reunião de amigos. Avenida Almirante Reis com ciclovias e árvores no canteiro central. Avenida linda. Vimos barracas com moradores de rua. País pequeno, grande diversidade.

No sul de Lisboa, há praias para surfe. Sesimbra, Setúbal, Parque Natural da Arrábida, Alentejo, vinhos tintos e um patrimônio natural considerável no país, como Évora (Patrimônio da Humanidade).

Calçado Guimarães, enorme. Descemos e caminhamos. Passamos pelo Elevador de Santa Justa ou Elevador do Carmo, feito de ferro, com um mirador e uma vista maravilhosa. Liga a rua do Ouro e a rua do Carmo ao Largo do Carmo. A Fábrica da Nata, pastéis de nata com um café (bica) na praça dos Restauradores. Come-se em pé. A confeitaria Casa Brasileira na rua Augusta oferece travesseiro de Sintra, pastel de Tentúgal, torta de amêndoas etc. O nosso hotel conhecido de outras hospedagens Residencial Duas Nações entre as ruas Augusta e Vitória, andamos até a Praça do Comércio, tiramos fotos do rio Tejo. Muita gente se deleitando com o cenário. Arco da Rua Augusta, €4,50 (euros) a visita. Shopping do Chiado. Jantamos na praça Camões no Marie Blachère Boulangerie: wrap de frango e sanduíche de presunto (sandes de fiambre) com queijo e tomate. Achei o fiambre oleoso, mas o pão estava muito bom.

Em breve mais passeios de ônibus Yellow Bus.