Buenos Aires sempre!-2024-Monumentos aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul, Centro Cultural Borges e outros passeios-dias 7 e 8
Hoje é dia 11 de setembro de 2024. Fazemos passeios pelos arredores do Gran Hotel Buenos Aires a pé. Vemos o Palácio San Martin ou Anchorena, em frente à praça San Martin. Segundo a Wikipédia, sede cerimonial da Chancelaria da República Argentina, dependente do Ministério das Relações Exteriores. Queríamos conhecer, porém a visita estava suspensa momentaneamente por problemas internos, ameaças. Achei muito estranho mesmo tanto movimento de seguranças e policiais.
Memorial aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na praça San Martin se encontra o Monumento aos Caídos das Ilhas Malvinas e Atlântico Sul. Está escrito: “Homenagem aos Caídos e Defesa da Pátria”. Lá estava uma banda da Marinha tocando e nós nos deleitando. Houve marcha e troca de guarda. A audiência estava boa. Vimos homens e mulheres da Marinha no local. De acordo com o site audiala.com, o monumento é símbolo da memória coletiva e do sacrifício nacional. Dedicado aos 649 soldados argentinos mortos durante a guerra das Malvinas em 1982, também é local de reflexão e educação, oferecendo uma perspectiva essencial sobre a identidade nacional. Promove o debate sobre a soberania das ilhas Malvinas.
Atravessamos as ruas e chegamos à Torre Monumental, antiga Torre dos Ingleses, cujo relógio está localizado a 39 metros. A torre tem estilo renascentista e foi inaugurada em maio de 1916. Percebi que os monumentos e praças estão cercados. Medo de vandalismo? Tudo muda, não era assim.
Passeio pela estação ferroviária Retiro com trens para Tigre, San Isidro etc. Não foi desta vez que fomos a San Isidro conhecer melhor. A estação é bonita, dentro há Starbucks, Alma (café), bancas de livros e muito mais. Os muffins (pequenos bolinhos individuais) do Café Alma me tentam. Os de chocolate são os melhores.
Almoço no Broccolino-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
De lá mais caminhada até o Broccolino Ristorante Italiano, nosso velho conhecido. Endereço: Calle Esmeralda, 776. Menu: salada e canelones com espinafre. E vinho Acordeón Malbec 2023, Finca Férrer. Mais encorpado que o do show de tango (da Esquina Homero Manzi). Refeição deliciosa. Buenos Aires é sinônimo de boa comida e vinho de qualidade.
Prosseguindo com as andanças, chegamos às Galerias Pacífico, nada surpreendente, afinal estando em Buenos Aires, temos que bater o ponto no shopping. Descobrimos o Centro Cultural Borges dentro. Exposições diversas em salas diferentes nos convidam a visitar o local. Museu Nacional de Arte Oriental (MNAC). A exposição do Oriente é muito interessante com a Armadura do Samurai, do Japão (período Tokugawa-1615-1868). Figuras variadas, acessórios com plumas, caixas, Budas, Vishnu, estela hinduísta de pedra (Estela de Vishnu), almofada de oração (tapete), máscaras, teatro de marionetes. Conforme o site Significados, Vishnu é um deus hindu, o guardião benevolente do cosmos, zelando pela sua preservação e harmonia.
OKAERI, espaço desenhado para invocar o cálido abraço que expressa o lugar como de pertencimento e acolhida. Rituais e teatro das sombras e marionetes da Indonésia. Toalhas da Índia. Kimono e adereços do Japão. Imperdível.
Vimos as obras “Cenários do Litoral” de Juan Ortiz (1896-1978). Outro espaço com arte contemporânea da Argentina, estilo Bienal. Artistas como Eduardo Carrera, Florencia Levy, Ary Brizzi etc.
Espaço Líbero Badíi, Espaço Berni com exposição, fotos da Pedra Movediça de Balcarce na serra La Barrosa.
À noite no Ditali (Maipú, 902) lanchamos e compramos empanadas para a viagem do dia seguinte. Garçom: Juan. Já começamos a sentir saudades.
Hoje é dia 12 de setembro de 2024, último dia. Lembraremos da janela do quarto que dá para o Palácio Paz, um visual bucólico. Dias com sol, mais quentes, uns 20° C; dias nublados, mais frios, uns 15º C. Época boa para visitar a capital federal.
Até logo, Buenos Aires. Para o Aeroparque Jorge Newbery, um táxi fixo por 15 mil pesos (hoje, uns R$57,00). Fomos com as empanadas para o nosso lanche antes da viagem, ainda compramos suco e café no aeroporto. Entrada para o voo demorada, tudo demorado, mas o estafe da GOL, atencioso. Fim de viagem: Buenos Aires-São Paulo-Fortaleza.
Aventura na volta. O avião não pôde aterrissar em Guarulhos-SP, aí eu e mais uns 39 passageiros perdemos a conexão, logo foi um périplo no aeroporto, muita demora. No Centro de Atendimentoda GOL, outra demora, mas enfim conseguimos um transfer de ônibus para o hotel Panamby em Guarulhos. Endereço: Rodovia Presidente Dutra, 7830. Hotel muito bom, 13 km do aeroporto. Jantar buffet, quarto ótimo. No café da manhã, teríamos somente 10 minutos para comer, porém quem supervisionava o café não nos deixou entrar, então tivemos somente uns 5 minutos, foi um corre corre. Bem desagradável isso. Ainda bem que o motorista do transfer foi legal e esperou pela gente um pouquinho mais. Afinal, eram muitos. Nesse fuzuê, conversamos bastante com outros turistas. E conhecemos um casal de argentinos bem simpáticos: Gustavo e Cristina, que ainda ajudamos com informações e troca de dinheiro. Coisas de viajantes, a gente se apoia.
Buenos Aires sempre!-2024-Jardim Japonês e Tango Esquina Homero Manzi-dia 6
Hoje é dia 10 de setembro de 2024. Vamos visitar o Jardim Japonês no bairro Palermo. Antes demos umas voltas na Calle Florida, como sempre. Loja Reina Margarita, boa para compras de roupas (Florida, 937). No Punto Dulce, vinhos (Florida, 888 e 940). E a dica: vale comprar vinhos em supermercados, mais em conta. No nosso caso, tinha um Carrefour Express perto do Gran Hotel Buenos Aires.
Rumo a Palermo, Parque 3 de Febrero (ou Bosques de Palermo). Endereço: Av. Adolfo Berro, 3880. Fomos de táxi, 4500 pesos (hoje R$17,14). Entramos pelo Paseo ElRosedal, que lindeza de lugar. Como ainda é inverno, as roseiras não estão floridas. Estátuas de escritores, ganhadores do prêmio Nobel, por exemplo: Miguel Ángel Asturias, da Guatemala, prêmio Nobel de Literatura (1967). Também estão lá Rabindranath Tagore, indiano, 1861-1941; e Gibran Khalil Gibran, artista plástico e ensaísta libanês, 1883-1931. Admirável isso. Um pouco mais sobre cultura: a Wikipédia nos conta que Rabindranath Tagore tinha como alcunha Gurudev, foi poeta, romancista, músico e dramaturgo.
Estamos no Palermo Rosedal. Parque imenso com patos, aves, muito gramado, árvores, lago com pedalinho, uma ponte no meio, dentre outras pontes belas. Deve ser lindo na primavera.
Almoço no Tómate, restaurante com menu executivo por 12.800 pesos (bebida, prato principal vegetariano ou de proteína, e café ou sobremesa). O valor em reais hoje seria R$ 48,74. A bebida pode der vinho, cerveja, água com gás ou suco, no meu caso: limonada, menta e gengibre. Primeiro, entrada de pão e molho de tomate. Prato: massa com almôndega de berinjela e molho delícia com pimentão, azeitona preta, cebola, tomate e pimenta. Música ambiente: jazz ou de filmes, como Harry and Sally (dos antigos, com Meg Ryan e Billy Crystal), magnífico. Que local mais agradável de se estar, ficamos mirando o parque, observando um bocado de estudantes sentados. Endereço: av. Infanta Isabel, 555-Palermo Rosedal.
Buenos Aires e seus parques encantadores. Observei que um motoqueiro não ousa andar na calçada ou na contramão na cidade. Exemplo de civilidade!
Jardim Japonês-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Depois de uma refeição dessas, caminhamos longamente até o Jardim Japonês. Paga-se para entrar 4500 pesos cada (hoje R$17,14). Ai, que paraíso! Vale a pena demais. Já de entrada, ficamos deslumbrados. Cheio de flores variadas, pontes vermelhas, carpas, pássaros. Inenarrável.
Em 1981, Don Sunao Sonoda, Sr. Ministro de Relações Exteriores do Japão o visitou. O jardim foi doado pela comunidade japonesa da Argentina. E é administrado pela Fundação Cultural Argentino-Japonesa.
Por 200 pesos (R$0,76), comprei um gatinho de papel para escrever um pedido e colocar na mureta de bambu. Repleta de pedidos. Comprei um gatinho da sorte de chaveiro também. Crianças e professores no local. A gente sai de lá em estado de sonho.
O site www.buenosairesturismo.com nos diz que foi construído em 1967, em ocasião da visita do então imperador herdeiro Akihito, atual imperador do Japão. No local opera um restaurante e casa de chá em um pagode típico. Também tem uma biblioteca de assuntos japoneses, performances teatrais e recitais de música. Há cursos de cozinha japonesa e de cultivo de bonsai e um espaço concebido para meditação.
O taxista que nos leva ao hotel de volta nos dá uma aula sobre a aristocracia argentina que não se misturava com plebeus. Os palácios onde moravam as famílias proeminentes hoje são embaixadas ou o Círculo Militar na qual já estivemos almoçando. Estamos falando do início do séc. XX.
Restaurante do Tango Esquina Homero Manzi-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. FurtadoBife de chorizo do jantar no Tango Esquina Homero Manzi-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
À noite, entre 20 h e 20h45, nosso transporte passa para nos levar ao show de tango com jantar. Indicação do Jimmy da Fontenaytours. Bem longe, diferente o local de outros que já fomos. Um restaurante decorado para o tango. Refrigerante livre, vinho tinto Malbec ou Merlot Estância Mendoza. O garçom se chama Jorge e é paraguaio. Começamos com uma sopa de legumes ou uma salada Caesar de entrada, e pratos principais: um bom bife de chouriço com batatas fritas para o Carlos, e frango com molho cremoso de legumes e estragão para mim. Farto e bom. De sobremesa, sorvete.
O site www.dicasdeviagem.com coloca que o Tango Esquina Homero Manzi, localizado na esquina de San Juan e Boedo, é um verdadeiro ícone da cultura portenha dos anos 40. O bar, construído em 1927, foi declarado Patrimônio Histórico Nacional e é um dos bares mais emblemáticos da era do ouro do tango em Buenos Aires. O ambiente é autêntico, com uma decoração que evoca os tempos áureos do tango argentino.
Em www.tangol.com, aprendemos que pelo local (um café) passaram grandes expoentes do tango e foi também onde o letrista, político e diretor de cinema Homero Manzi escreveu o famoso tango Sur em 1948.
As mesas são separadas, a gente senta só nós dois, os grupos juntos. Quadros e fotografias embelezam as paredes. O lugar é simples e funciona como restaurante também, vimos gente da terra lá antes do show. Gostei. Achei o ambiente intimista. O show de tango oferece cantos de tango, milongas, roupas belíssimas, foi perfeito. Demos gorjeta ao Jorge, porque não faz parte do pacote. Ele mereceu, foi solícito e simpático. Não tem apresentação de folclore antes do show, ainda bem, gostamos mais do tango tradicional. Voltaremos.
Que dia mais fabuloso! Nossos corações repletos de boa música e belezas.
Buenos Aires sempre!-2024-Museu do Holocausto-dia 5
Museu do Holocausto-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 9 de setembro de 2024, de manhã estivemos no Centro Cultural Coreano e à tarde iremos ao Museu do Holocausto. Para entrar é necessário fazer um pré-agendamento e levar o passaporte no dia estabelecido. Temos 2 h de visita. Fiz isso com muita antecedência ainda em Fortaleza-Ceará. Programação para o dia 9 de setembro das 14h30 às 16h30. E lá fomos nós de táxi para o bairro Recoleta, Calle Montevideo, 919. Para quem tem interesse em história, é um “prato cheio”, como se diz. Considero uma visita impactante e obrigatória. Pagamos 3200 pesos (em reais R$11,75 hoje). Conhecer a história nos ajuda a ter consciência e a não repetir os mesmos erros.
Logo na entrada, vemos um painel com a porcentagem da população judaica na Europa antes do Holocausto. Em 1939, 7 em cada 1000 eram judeus, em 2019, só 2 em cada 1000. No museu estão expostos objetos de uso religioso, de uso cotidiano, máquinas fotográficas como testemunho de vida familiar etc.
Muito a ver no local. Testemunhos de famílias, triângulos nas roupas dos perseguidos: rosa para homossexuais, verde para delinquentes, vermelho para políticos, roxo para Testemunhas de Jeová, cinza para ciganos e associais. Para os judeus, a cor era amarela. Em 1934 já morria um anarquista chamado Erich Mühsam (1878-1934). Segundo a Wikipédia, era ensaísta, poeta, dramaturgo judaico alemão, antimilitarista. Assassinado como “um dos judeus subversivos” no campo de concentração de Oranienburg, Alemanha, em 9 de julho de 1934.
Hitler era um grande ator. Propagandas antissemitas. Painéis fora de ordem cronológica com as proibições a judeus: frequentar balneários em 1938; casamentos entre judeus e cidadãos do Estado de sangue alemão e sangue misto em setembro de 1935; trabalhar como funcionário público em abril de 1933;, expulsos do Exército em maio de 1935; e crianças expulsas da escola pública em novembro de 1938. Ainda: ter telefone, usar ou instalar em julho de 1940. Em maio de 1935, os jornalistas judeus são excluídos do periodismo da Alemanha.
Objetos recuperados do Pogrom, significado: perseguição deliberada de um grupo étnico, de novembro de 1938: SIDUR, livro de orações (e bênçãos diárias) de uma sinagoga em Viena, Áustria; cabides da loja de Rathenow de Markus Lieber; o chamado para as ordens de ler a TORÁ, proveniente da sinagoga de Brette Baden, Berlim. 7500 comércios/propriedades e 67 sinagogas foram destruídos. O site www.worldhistory.org ou Enciclopédia da História Mundial nos conta que a “Noite dos Cristais” ou a “Noite dos Vidros Quebrados” ou o “Pogrom de Novembro” ocorreu em 9 e 10 de novembro de 1938, tendo sido um ataque contra judeus e propriedades dos judeus na Alemanha e Áustria.
Na Argentina, em Buenos Aires, o Luna Park onde nazistas se reuniam para celebrações em 1938. Os judeus na Plaza San Martin. Em 1889 chegam judeus imigrados ao país. Associação Cultural Pestalozzi de judeus antinazistas. Segundo o escritor francês Albert Camus: “Os jornalistas são os historiadores do instante”.
O uniforme militar de Gladys Mary Helliwell, do Corpo de Inteligência Britânica assentado em Wentworth, Grã-Bretanha. Gladys casou com Santiago Arturo Knight na Inglaterra em 1943 e se radicou na Argentina em 1946.
Castelo de Hartheim, em Alkoven, perto de Linz na Áustria, onde exterminaram pessoas com deficiências com crematório. Plano sistemático de extermínio pela pureza da raça ariana. “Eutanásia”, foram 250 mil assassinatos na Alemanha. Alteravam a causa da morte (eutanásia T 4) para ocultar assassinatos. Desde o asilo de Schloss Liebenau (em Berlim, Alemanha) eram levados ao centro de extermínio Grafeneck em Gomadingen, Alemanha. Programa de “eugenia e critanisia” AKTION T4, 1939.
Churchill.Qual é o nosso objetivo? A vitória, a vitória a qualquer preço, vitória apesar do terror, vitória pelo longo e árduo que seja o caminho, porque sem vitória não há sobrevivência.
As informações nos painéis digitais são completas. Sobre o Gueto de Lodz (Polônia). O Conselho Judaico vivia dilemas, acabava obedecendo aos nazistas e iam contra o seu povo. No fim, todos morreram em campos de concentração. Como Chaim Mordechaj e Rumkows Ki, que morreu com a família em Auschwitz (no sul da Polônia) em 1944. Pereciam de fome e doenças também. Filmagens originais feitas pelos nazis do Gueto de Varsóvia (Polônia) em maio e junho de 1942.
No 1° andar. Principais sítios de matança, onde atuaram as unidades móveis de EINSANTZGRUPPEN nos territórios soviéticos ocupados por nazistas em 1941. Fotos de fuzilamentos (com fuzis) na Letônia em 1941: 2749 vítimas. Os painéis digitais que mostram os campos de concentração, de extermínio e trânsito são muito bem-feitos.
Conferência de Wannsee, em 20 de janeiro de 1942, com fotos dos participantes e cartas convites onde ocorreu a discussão sobre a Solução Final. Aparecem os números de judeus na Europa. De acordo com a Wikipédia, estavam presentes na reunião membros superiores do governo da Alemanha nazista e líderes da SS, tendo como presidente Reinhard Heydrich. Otto Hofmann, Heinrich Müller, Adolf Eichmann e outros decidiram como seria feito o genocídio da população judaica na Europa.
Resistência nos campos de concentração, nos bosques, nos guetos. Aba Kovner, líder da resistência no Gueto de Vilna (na Lituânia) em 1941. Ele foi chamado à luta armada no gueto em 31 de dezembro de 1941 e disse: “Irmãos, é preferível morrer como combatentes livres do que viver nas mãos de assassinos. Resistamos! Resistamos! Até o último alento.”
Babi Yar. Barranca ao noroeste de Kiev, Ucrânia. 33771 judeus foram assassinados em dois dias em 28 e 29 de setembro de 1941 pelos EINSATZKOMMANDO do EINSANTZGRUPPEN C, polícias alemãs e ucranianas.
Os judeus pegos e levados a campos de concentração ficavam 15 dias no trem hermeticamente fechado sem ar, luz, água, comida, uma experiência devastadora. Hanna Lévy-Hass, sobrevivente do Holocausto. Ao longo de 33 meses (1942 a 1944), os nazis usaram 2000 trens para transportar judeus pelos campos. 15 guardas bastavam para vigiar um trem com mil prisioneiros. Entre março de 1942 e fevereiro de 1943 foram assassinados 10 mil judeus por dia. Em 20 meses foram exterminados 4,5 milhões, 75% das vítimas do Holocausto. 250 mil morreram congelados, de inanição ou fuzilados.
As Marchas da Morte em 1944/45 ante o avanço soviético. Conforme a Wikipédia, a Marcha da Morte ocorreu no final da II Guerra Mundial, quando os nazistas começaram a transferir prisioneiros de campos de concentração devido à invasão da Normandia e ao avanço das tropas soviéticas. Os evacuados foram os que estavam em áreas ameaçadas como Auschwitz e Stutthof para locais mais seguros na Alemanha. O site https://holocaustoempt.ces.uc.pt adiciona que as marchas eram responsáveis por inúmeras mortes, notadamente, eram feitas a pé, percorrendo centenas de quilômetros em condições terríveis, sem alimento nem vestuário adequado, e ainda no pico do inverno.
Em 27 de março de 1945, a Argentina declarou guerra à Alemanha. Muitos criminosos nazistas foram para o país no pós-guerra. Dentre eles: Adolf Eichmann, Erich Priebke, Josef Mengele, Ante Pavelic etc. Vemos suas fichas técnicas.
Uma seção escura de cenas fortes de judeus prisioneiros no campo de Bergen-Belsen em 1945 foram filmadas pelas forças britânicas. Imagens chocantes.
Em um setor de homenagens aos que partiram, deixamos as nossas pedrinhas. Na tradição judaica, as pedras representam o permanente, o que devemos lembrar e o que não permitimos que se esqueça.
Que museu excelente, daqueles inesquecíveis. Na saída, cartazes contra as propagandas enganosas que causam intolerância e ódio, de modo a sermos mais conscientes. Teorias da conspiração, notícias falsas, como distinguir o real do falso. O Holocausto dos judeus foi provocado, teve muitas informações falsas contra eles, promovendo o ódio (Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, era expert no assunto).
Mas ainda não acabou, há uma sala com o testemunho interativo de sobreviventes do projeto Dimensões em Testemunho, da USC Shoa Foundation (Fundação). Lea Zajac de Novera, foto de 31 de dezembro de 1926, na Polônia. Emigrou para Buenos Aires com seu marido sobrevivente e tiveram dois filhos.
Continuando, uma exposição interativa no 1º andar, com guia, sobre as Testemunhas de Jeová, grupo perseguido pelos nazistas. 25 mil pessoas na Alemanha em 65 milhões de habitantes. Eles eram neutros politicamente, estudavam a Bíblia, todos eram iguais. Em 1929, as Testemunhas haviam advertido a comunidade mundial através de suas publicações contra o Nacional-Socialismo (partido nazista). O feroz ataque a eles começou em 1933. Colocavam-se abertamente por campanhas, cartas, resistência política, expuseram as atrocidades publicamente. Havia um conflito direto entre a lei e a lei de Deus. Só obedeciam a Deus.
Martin Bertram tinha uma padaria e se recusou a obedecer aos nazis, ou seja, a não receber judeus, que eram considerados companheiros pelas Testemunhas de Jeová. 4500 foram mandados para campos de concentração, 16 mil perseguidos, 1750 perderam a vida, 600 internados em reformatórios, 13 mil encarcerados, 548 executados. Eles eram inquebrantáveis perante torturas. Nem crianças escapavam do sofrimento: fotografias de Ruth Danner, 7 anos; Berthold Mewes, 13 anos.
Não faziam saudação a Hitler, nos campos de concentração as mulheres se ajudavam e se consolavam com a Bíblia. Para escapar, teriam que assinar uma declaração desistindo de sua fé, a fim de ter vantagens. Não aceitavam. Os nazis os separavam de outros grupos para eles não divulgarem sua fé. Iam para Sachsenhausen depois para outros campos. Morreram por seus princípios, eram inabaláveis.
August Dickmann, objetor de consciência, não aceitou o recrutamento militar e foi morto. Aparece a foto da família Kaselowski e de Johann Rachuba, que foi torturado. Na Marcha da Morte, 23 Testemunhas carregavam os doentes e dividiam a carga. Todos sobreviveram. 33 mil prisioneiros de Sachsenhausen andaram 250 km até o mar, onde barcos seriam destroçados.
No pós-guerra muitos foram para o Uruguai, Argentina e Brasil. Em 1955, 107 mil Testemunhas se reuniram em Nuremberg (Alemanha). Em 2017, o Supremo Tribunal Russo os declarou extremistas pelas suas publicações baseadas na Bíblia. A Rússia proibiu o site oficial e confiscou suas propriedades. Muitos têm sido presos e maltratados.
O que dizer depois de tudo isso? Que aula! O Museu do Holocausto serve também para refletirmos sobre nossas vidas em tempos de paz. O lema do meu grupo de estudo @peloscaminhosdaiiguerramundial é: Lembrar para não repetir.
Buenos Aires sempre!-2024-Centro Cultural Coreano-dia 5
Hoje é segunda-feira, dia 9 de setembro de 2024. Café da manhã sem novidades, mas o doce de leite da marca Verónica e o queijo cremoso são deliciosos. Dia para mais passeios. Na rua Maipú, 972, perto do nosso Gran Hotel Buenos Aires, eu havia visto o Centro Cultural Coreano, logo era o momento de conhecê-lo. Como sou “dorameira” (apaixonada por séries coreanas), a Coreia me atrai sobremaneira.
Eu no Centro Cultural Coreano-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Carlos Alencar
E entramos com o passaporte. Há exposições itinerantes e as fixas se encontram no 1° andar. Na sala Kim Yun Shin, vimos pinturas inspiradas nos preceitos do budismo, além de esculturas. No térreo, exposição de comidas e sua preparação, roupas da época do Império Joseon (ou Dinastia Joseon, de 1392-1897), casas com quartos separados para homens e mulheres. Amei. Sala de Hanbok-roupas e a sala de Hansik-comidas.
Mais sobre a cultura coreana. Há painéis explicativos. Hallyu-a história de intercâmbios da cultura popular coreana através de idiomas, fronteiras e raças. Desde o furor das telenovelas coreanas na década de 90 até o êxito estatístico do K-pop, o Hallyu (a onda coreana) foi expandindo novas áreas, criando novos conteúdos. Hoje em dia o hallyu se expressa em formatos tão diversos como filmes, jogos, programas de televisão, gastronomia e outros produtos além da música, no que contribui ao entretenimento entre as diversas culturas.
O alfabeto coreano coexiste com a beleza, a democracia e o espírito de amor ao povo que sempre acompanhou a sua história. O hangul é o alfabeto coreano único da Coreia, anunciado pela primeira vez em 1447 com o homem de “Hunminjeongeum” que significa “o som correto que ensina o povo”. A excelência científica e a criatividade do hangul são reconhecidas ao redor do mundo e já que são 24 letras inspiradas nos órgãos vocais, permitem um número quase infinito de palavras.
Sangcharim (preparação de uma mesa variada)-Centro Cultural Coreano-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Balhyo. Na Coreia, a comida fermentada por muito tempo é sinônimo de saúde. A fermentação, entendida como processo de maturação da comida, é uma das características salientes da gastronomia coreana. O melhor exemplo disso é que na Coreia existem mais de 200 tipos de Kimchi, ademais, os molhos feitos à base de soja fermentada e o jeogtal (marisco salgado fermentado) são algumas das comidas favoritas do povo coreano.
No site https://www.mundoboaforma.com.br, encontramos o prato kimchi. Trata-se de uma conserva que é a base da alimentação dos coreanos. Ele é feito tradicionalmente com acelga e outros ingredientes como açúcar, sal, alho, gengibre e pimenta, por exemplo.
Hanbok é um vestido artesanal costurado à mão por profissionais. Estas telas charmosas, de cores naturais, são realizadas com linhas e formas elegantes trazidas pelas cuidadosas mãos de suas criadoras. O vestido tradicional, o hanbok, é simples e elegante e mantém a dignidade de quem o veste. Hoje se segue utilizando em dias especiais.
Saímos de lá encantados. Recomendo. E rumamos à praça San Martin. Bem cuidada, limpa, arborizada com árvores “de idade”. Tem uma gigante no meio da praça. Os moradores se deleitam. Há parquinho para crianças. A gente vê a Torre Monumental (antiga Torre dos Ingleses) com o Paseo de los Granaderos. Trocamos o show de tango para terça no dia seguinte com o brasileiro Jimmy, da Fontenaytours. Compramos mais alfajores na Punto Dulce, na Florida, 888.
Almoço no Trippin´Cafe, na rua Maipú, 944, cerca do hotel. Bife de chorizo (corte de carne popular na Argentina) com salada para o Carlos, e filé de merluza (peixe) com salada para mim. Comida farta. Cada cantinho legal, restaurantes pequenos e aconchegantes. O argentino ama Messi, Star Wars, futebol e sua capital.
Continuaremos à tarde com a visita ao Museu do Holocausto. Muito a dizer.
Buenos Aires sempre!-2024-Feira de San Telmo e Confitería La Ideal-dia 4
Hoje é domingo, dia 8 de setembro de 2024. O bom do café da manhã do hotel Gran Hotel Buenos Aires é o doce de leite, o queijo cremoso e os croissants salgados e doces. Dia animado para ir à feira de San Telmo, só em pensar já fico feliz. Pegamos o táxi para a praça Dorrego, onde ocorre a feira desde 1970. Tudo limpo na cidade, ruas, praças, parques. Dá gosto.
Em https://turismo.buenosaires.gob.ar, a praça Dorrego é considerada Monumento HistóricoNacional, já que em setembro de 1816 foi o lugar onde se anunciou a independência do país ao povo de Buenos Aires, havia sido promulgada em julho de 1816 no Congresso de Tucumán.
Chegamos. Entramos na Galeria de Arte e Antiguidades “La Candelaria” (Defensa, 1170). De acordo com https://wikimapia.org, foi a antiga “Casa Pardo”(de 12 de outubro de 1892). Em 1745 era o segundo colégio jesuíta de LosAltos de San Telmo, em 1795 funcionou como hospital e prisão de mulheres, voltando a ser colégio jesuíta novamente. A partir de 1992, galeria de antiguidades. Buenos Aires respira galerias. ElPasaje de la Defensa, com suas lojas. Foi a residência da família dos Ezeiza, construída nos anos de 1880. O casco histórico, como se chama a parte antiga da cidade, é riquíssimo em casarões transformados em espaços de arte.
Nós na feira de San Telmo-Buenos Aires-Argentina-foto selfie tirada por Mônica D. Furtado
Enfim, San Telmo. A melhor feira de rua que conheço. É tanto a ver, tantas galerias com antiguidades, couro, objetos mil. Nas lojas escutamos músicas antigas, tangos, muito agradável. No Mercado San Telmo mais lojas de antiguidades, de doce de leite, comida, café, produtos saudáveis, quinquilharias, papelaria etc. Muita gente. Simplesmente adorável. Nunca conseguimos comer a famosa empanada do El Hornero do mercado. Sempre lotado. No Coffee Town, suco de menta e gengibre. Ao lado do mercado, a melhor empanada de frango e caprese por 4200 pesos no LaHispano Americana (desde 1954). Hoje em reais, R$15,96.
O Carlos ainda voltou ao Mercado San Telmo a fim de comprar um panchorizo por 6 mil pesos na Nuestra Parrilla. Em reais, hoje, R$22,77. Continuamos no Freddo para sorvete de amarena (cereja ácida), morango e creme. Descobri a loja Isadora com bijus incríveis. Galeria El Solar de French, a mais bonita com sombrinhas em um dos corredores ao ar livre. Em uma confeitaria nova no local, comprei um café para usar o banheiro. Vida de turista. No Starbucks, o latte lavanda, uma novidade para mim. Deve ser muito bom. Na Lili Sun Sombreros, minha velha conhecida, chapéus lindos. Comprei um boné estiloso por 25 mil pesos, hoje seria R$94,77. Amo essa loja.
Confeitaria La Ideal-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Retornamos ao hotel depois de tantas maravilhas vistas. E rumamos a pé para conhecer a ConfiteríaLa Ideal, na rua Suipacha, 384, com av. Corrientes. Uma boa caminhada. Quando entramos, uau! Que sensação, descobri o endereço no Instagram. Perto do Obelisco. Distinguida entre os 12 melhores bares do mundo. Garçom: Valentim. Segundo a Wikipédia, é um bar notável, reconhecida pela sua decoração interior, muito bem conservada que data da década de 1910.
Pedimos uma salada Caesar, farta demais, nunca vi igual, com variados tipos de alface e molho. Vinho tinto Malbec, lógico, um Catena. Lugar para ir e passar bem.
Como os argentinos gostam de churros e croissants, o com chocolate é uma tentação. Os cubiertos, servidos antes das refeições, são pães diversos. No país não se tem o costume de comer arroz, logo o pão é comido antes ou com a refeição. Percebi que nos cafés as atendentes usam coque ou trança, o cabelo é preso. Sobre a confeitaria, reabriu em 2022, havia fechado em 2016 para reforma.
No 1° andar, há um pequeno museu com uma mala e uma amassadora de pães de La Ideal de 1912. No teto, na cúpula um vitral belo de admirar. E um piano. Que café fabuloso! Uma lindeza. Fila para entrar às 19 h, funciona das 7 h à 1 h da madrugada. Buenos Aires não dorme, o movimento é intenso.
Obs.: Em 2022, havíamos estado na Capital Federal e conhecíamos as notas de até 1000 pesos, em 2024 havia as de 2 mil e 10 mil.
Buenos Aires é uma festa! Até breve para mais descobertas.
Buenos Aires sempre!-2024-Museu Nacional de Arte Decorativo-dia 3
Hoje é dia 7 de setembro de 2024. Estamos em Buenos Aires no Gran Hotel Buenos Aires (Marcelo T. Alvear, 767). No café da manhã o que aprecio mesmo é o doce de leite. Amo! Como eu já havia mencionado, nos elevadores há homenagens a personalidades do país. No nosso andar, a homenageada é Tita Merello (atriz e tangueira) (1904-2002).
Saímos para os passeios. Pela rua Florida existe um mercado de pequenas lojas que vale a pena conhecer. Live Shop na Florida, 520. Lá têm blusas de lã de padronagens diferentes, do jeito que gosto, além de um Punto Dulce, com alfajores e doces de leite e outros estandes interessantes. Passamos pela porta do Centro Naval. Linda. E rumamos às Galerias Pacífico para almoçar no Madison Café. Menu: surubim com ratatouille (receita francesa) de vegetais, acompanhado de uma taça de vinho branco e um espumante. O peixe surubim, gorduroso como o sirigado, o prato delicioso. Pedimos um café ristretto: café forte, mais intenso e concentrado, e em pequena quantidade, e um espresso: mais suave que o ristretto. Estilo italiano.
Almoço no Madison Café-Galerias Pacífico-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Na loja Florida Open Market 25 h, (Florida, 272) alfajores diversos. Somos grande compradores do produto argentino. E descobrimos uma nova casa de tango para conhecermos. O Jimmy, brasileiro de Resende-Rio de Janeiro, da agência Fontenay Tours (Florida, 824) nos deixou curiosos: Tango EsquinaHomero, segundo ele, de qualidade. Ficou para a segunda, dia 9 de setembro, às 20 h nos pegarão no hotel. O mesmo Jimmy nos indicou a loja La Fantástica Fábrica del Dulce de Leche na Galeria del CaminanteFlorida, de brasileiros (Florida, 844). As facilidades no pagamento no cartão de crédito ajudaram.
Depois, enfim fomos ao Museu Nacional de Arte Decorativo. Endereço: Av. del Libertador, 1902. Meu museu favorito por ser belíssimo. Estamos no Palácio Errázuriz Alvear. Começamos com o “Retrato de uma Jovem”, de Charles Chaplin. Sem dúvida, um artista completo. Moedas, pinturas, coleção de pedras chinesas dos séculos XVIII e XIX. Escritório, estilo Luís XVI, de Matías Errázuriz, a sua sala de estudo e trabalho. Vestíbulo: o espaço de transição entre o exterior e a planta nobre do edifício.
Obra de Auguste Rodin, a escultura em bronze “A Eterna Primavera”, de 1884, representando um casal de apaixonados. Pinturas como El Gran Canal, do séc. XVIII, de Michelle Marieschi (1710-1743). O “Salão de Madame”, do séc. XVI, onde Josefina de Alvear organizava reuniões sociais com suas amizades e membros da Sociedade Beneficente. Viúva, casou com Matías Errázuriz, sendo filha de Diego de Alvear. Sempre gosto de saber da história dos palácios e quem morou neles. O “Salão de Baile”, estilo Regência. A decoração interior da sala recria la boiserie (apainelamento) do Salão de Música do príncipe de Soubise, Charles de Rohan, correspondente da Regência na França (1715-1723).
Jardim de inverno ou fumador, estilo Luís XVI, com uma urna funerária do séc. III, de mármore. Comedor, estilo Luís XVI, revestido em diversos mármores franceses, o comedor recria o Salão de Hércules do Palácio de Versalhes. Anna Pavlova, bailarina russa, esteve no local e tinha interesse por cisnes que nadavam no estanque do jardim. Visita ao som de valsas, um sonho. Grande Hall, estilo Renascimento. Pintura de El Greco “Jesus com a Cruz nas Costas”, séculos XVI-XVII. O ponto de partida do Grande Hall são três tapetes monumentais flamengos do séc. XVI da série Escipión elAfricano condicionando assim as dimensões do ambiente. Um adendo: Publio Cornelio Escipión (236-183 a.C.), estadista e general romano.
Grande Hall-Museu Nacional de Arte Decorativo-Buenos aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Subindo para o 1º andar. A escultura em bronze O Pensador, de Rodin (1840-1917) e “Gorgona” de Alberto Lago (1885-1960). Vemos o teto de madeira e as sacadas do Grande Hall. Sem palavras para descrever tamanha beleza. Embaixo, muitas cadeiras forradas com audiência para assistir a uma palestra sobre a história do palácio. Fantástico. Museu é para isso: espalhar cultura e encantar.
Do séc. XV, no corredor, “Adoração dos Reis Magos” em mármore, da Itália. “Salão de Família”, estilo Luís XVI, era utilizado para receber visitas chegadas, com o quarto de jogos das crianças. Boudoir (alcova) de Matías Errázuriz em estilo Art Déco.
Lohan, monge budista, dinastia Ming (1368-1644), cerâmica “Três Cores”. “Sala de banho” com piso de mármore em xadrez, banheira e móveis de madeira pesada. Dormitório de Matías Errázuriz, estilo Luís XV. Corredor com tapetes flamengos e cadeiras do séc. XVII. Sala de banho e vestidor de Josefina de Alvear. Um espaço com frascos de farmácia de porcelana. Estilo diretório, uma estética entre os estilos Luís XVI e império, inspirada nas escavações de Pompeia e Herculano, na Itália. Sala de banho fenomenal em uma cúpula de alabastro.
Tapeçaria do séc XV, da França, “Páris e Helena”. E outra tapeçaria “O Rapto de Orítia por Bóreas”, do mesmo país, de 1730. Mitologia grega, sendo “bóreas” o vento do norte que trazia o inverno. Que riqueza! Um banho de aprendizado. A fachada do palácio é pomposa e oferece bancos imitando tecidos com furos (laise) para apreciar o pequeno jardim repleto de roseiras e lavandas. Um ambiente bucólico. O museu foi de graça e pago voluntariamente. Recomendo demais.
Prosseguimos com as caminhadas pelos parques na Av. del Libertador no bairro Recoleta. A praçaMitre repleta de gente sentada no morro. Lá está o monumento em homenagem a Gilbran Khalil Gilbran, poeta e filósofo (1883-1931), no 50° aniversário da independência do Líbano. PraçaFrança.Museu Nacional de Belas Artes, feira da Recoleta e Paseo de las Artesanías. Passeios imperdíveis. Dica de compra: o alfajor de chocolate amargo da marca Entredos é o melhor.
Logo pegamos um táxi na Avenida del Libertador para o hotel e fomos trocar dinheiro na Florida. Detalhe negativo: o taxista na ida para o Museu de Arte Decorativo nos enganou, o taxímetro estava adulterado e cobrou 15 mil pesos (hoje, uns R$56,00). Já o do retorno estava correto e cobrou 3 mil (hoje R$11,21). Que feio isso. Cuidado com os taxistas, bem que isso acontece mesmo com os turistas em outras cidades, infelizmente. Tirando a raiva, a viagem continua…
Jantar de salada no Ditali Pizzas & Comidas (Maipú, 902) e suco de limão, menta e gengibre. Lugar do coração para esta viagem. Na volta para o hotel, a pé, na mesma rua, passamos pelo Centro Cultural Coreano e estavam expostos painéis explicativos sobre a culinária deles: o prato kimchi, na frente. Quem assiste a doramas (séries coreanas), sabe. Estamos na rua em que o escritor Jorge Luís Borges (1899-1986) morou. Ele, ensaísta, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.
Buenos Aires é cultura. Continuaremos com nossos passeios em breve.
Buenos Aires sempre!-2024-Chegada-dia 1 e Museo de Armas de la Nación-dia 2
Hoje é quinta-feira, dia 5 de setembro de 2024. Fomos de Fortaleza a São Paulo (3h16 m) e de lá para Buenos Aires-Argentina (2h40m) pela GOL. Buenos Aires de novo? Sim, sempre muito a conhecer e o motivo principal é amarmos a cidade. E os “hermanos”. Isso vocês sabem.
Voos lotados, viagem cansativa, ficamos na última fileira para BA. Serviram sanduíche de queijo e mortadela ou queijo, e sucos, refrigerantes e café. A copiloto era mulher, fantástico.
Chegamos e pagamos o táxi na Tienda León no Aeroparque Jorge Newbery. Endereço: avenida Rafael Obligado, s/n° (av. Costanera). Aeroporto dos voos domésticos. Gosto, porque é dentro da cidade e perto do hotel. O taxista Jesus, venezuelano, bom papo. O Gran Hotel Buenos Aires, na rua Marcelo T. de Alvear, 767, bem localizado e ficamos pelo sistema de hospedagens Bancorbrás. Ótimo trocar dinheiro no hotel, facilita nossa vida.
Jantar/lanche no nosso velho conhecido Ditali Pizzas & Comidas na Maipú, 902, esquina com Paraguay. Algo leve como salada (quatro legumes ou verduras a escolher) e suco de limão, gengibre e menta. Típico. Meu suco preferido na cidade. Percebo os garçons serem mais velhos. Na TV o jogo Argentina x Chile pela Sul-Americana, com homenagem ao jogador Di Maria pela saída da seleção argentina.
Eu mostrando o jogador de futebol Di Maria-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Carlos Alencar
Sexta-feira, dia 6 de setembro de 2024. Supercansados, sabemos que viagens são assim mesmo. O avião da GOL tem pouco espaço para as pernas e o corredor é menor. Eis a verdade. Enfim, estamos na bela capital federal e lá vamos nós. O café da manhã no hotel: cucas, croissants, ovos mexidos e o obrigatório doce de leite, mas em sachê. Queria mais. Refeição satisfatória.
Vamos ao Museu de Armas da Nação Tenente-General Pablo Riccheri. Rua Santa Fé com Maipú, cerca do hotel. Pagamos 3 mil pesos argentinos cada na entrada à época (hoje seria em reais R$11,39). Situa-se dentro do Palácio Paz que abriga o Círculo Militar. Muitos policiais militares vestidos de paletó preto, muito mais homens do que mulheres, eram da Gendarmeria Nacional Argentina.
São 17 salas e vemos armaduras, armas, espadas dos séculos XVI, XVII, XVIII, pertencentes a diferentes países. Mosquete, arcabuz, trabuco, do séc XVIII. Fuzil Mauser, de 1898, da Alemanha. Quadro “Combate de San Lorenzo” de Pedro Subercaseaux, de 1909. Ocorreu em 3 de fev de 1813 no monastério de São Carlos em San Lorenzo-Santa Fé-Argentina. Pintor nascido em Roma em 1886, mas que morreu em Santiago do Chile em 1956, e pintava quadros históricos.
Históricos das batalhas. Batalha de Chacabuco, de Pedro Supercaseaux, 1909, ocorrida em 12 de fevereiro de 1817 no Chile (Chacabuco). Evento crucial da guerra de independência do Chile entre Realistas (espanhóis) x Patriotas (San Martin e Bernardo O´Higgins).
Museu das Armas da Nação-seção da guerra das Malvinas-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Sala Gal. San Martin. Sala Gal. Belgrano, com uniformes usados desde o século XVI até 1942. Bonecos com uniformes. Sala da Constituição Nacional. Sala Ilhas Malvinas. Os 649 argentinos caídos na guerra contra a Inglaterra. Sala Oscar Silva. Armas, jornais, aviões, detalhes da guerra. Homenagem a eles com nomes de cada um. Sala Tenente Coronel Doña Juana Azurday de Padilla. Ela, mulher boliviana de origem indígena que participou das lutas pela independência da América espanhola (1780-1862). Sala 11-Gal. Martín Miguel de Güemes. Armas de punho com explicativo detalhado. Detalhe: visitamos o museu Güemes em Salta no norte da Argentina. Vale a pena a linda cidade e o museu. Visitando museus tomamos aulas de cultura.
Sala Armas do Oriente. Pistolas, armadura cerimonial de samurais (KOGAI-KOGANATA do Japão), espadas do Nepal, Filipinas, Índia, Ceilão (hoje Sri Lanka) etc. As roupas dos guerreiros são bastante interessantes. Apreciei as armaduras japonesas.
Sala Don Jorge Newbery (1875-1914), esportista, aviador, engenheiro, funcionário público e homem de ciência. O aeroparque tem o nome dele. Sempre aprendo em museus. TV com imagem de diferentes armas, outra com o canal História sobre a Batalha de Kursk (de tanques) na Rússia na II GM, além de mostrar mais tanques e bombas modernas.
Na sala Paseo de la Libertad (Passeio da Liberdade) a padroeira da infantaria Santa Bárbara em azulejos. A exposição “40 anos das Malvinas” é bem completa. 1982. Reportagem da guerra de Erwin Frederick Rivadeneira e livro de David Tinker “Malvinas-Cartas de um marine inglês”.
Loja do museu com livros novos e usados, revistas, chaveiros etc. Museu surpreendente. Locais que sempre me interessam, contam muito da história de um país. Saímos do museu e entramos na entrada do Círculo Militar.
Círculo Militar-Palácio Paz-Buenos Aires-Argentina-foto tirada por Mônica D. Furtado
Palácio Paz. Prédio portentoso bem ao jeito “Buenos Aires” com jardim agradável, maravilhoso. O palácio é do início do séc. XX, tem estilo francês. Fomos almoçar em um dos restaurantes, no Croque Madame, no segundo piso. Uma taça de vinho branco Chardonnay e tinto Malbec Altosdel Plata, frango grelhado com salada e café Americano forte grande, total: 51.700 pesos à época (hoje seria R$196,20). Realizamos nosso sonho de almoçar em local tão deslumbrante.
Falando sobre o Gran Hotel Argentino. Algo inovador. No elevador, a cada andar, uma homenagem a um personagem icônico do país: o papa Francisco, a Mafalda, o Maradona, Gardel. Isso é elogiável a maneira como admiram e cultuam pessoas que fazem a Argentina ser o que é. Parabéns, hermanos.
No centro, na famosa calleFlorida, lojas diversas com promoções de roupas de lã, alfajores na Havana e Punto Dulce (com brasileiros vendedores). Sempre rumamos às Galerias Pacífico, amamos o aroma e a elegância. Lá estão lojas como a Morph, Alparamis, livraria Cúspide e o Madison Café. Nosso querido.
O calor aumentou embora ainda seja inverno. Detalhe: hoje em dia temos que levar roupas para todas as estações, nunca é o imaginado. E sempre Olhamos a temperatura antes de viajar. Era pra ser de 9º a 17º C, porém fez mais calor.
Andamos horrores até o café Tortoni, nosso café preferido. Pedimos a torta Selva Negra e a de maçã, tostados e suco de laranja. 5 mil pesos (hoje, R$18,97) a taça de sidra e 40 mil (hoje, R$151,80) o espetáculo de tango, o qual não fomos desta vez. Aconselho. O espaço é pequeno, intimista, vale a pena. Serviço do café eficiente, rápido. Lugar sempre movimentado. Pela primeira vez testemunhei uma criança de 5 anos vendendo lencinhos de papel dentro. As pessoas compram. Vi famílias dormindo nas ruas, sinal de pobreza. Coisas de cidade grande, infelizmente.
Voltamos ao hotel de táxi: 3 mil pesos (R$11,38) à época, taxista legal. Estávamos cansados. Dia fabuloso. Só lembrando que o que pagávamos no passado na conversão de reais para pesos argentinos, já não acontece mais. Viajar para o país já foi muito barato, atualmente é bem mais caro, há que se precaver. Continuaremos nossas andanças em breve.
Hoje é sábado, dia 16 de agosto de 2025. Às 9 h o nosso amigo carioca Carlos Renato Machado passa para irmos a Niterói. Minha segunda vez. De Uber fomos à praça XV de Novembro e nos deparamos com o mercado de pulgas. A feira de antiguidades, quinquilharias e brechó é muito interessante. Estilo San Telmo em Buenos Aires, tem muita gente, bancas com comidas, tortas, sucos e vendas no chão. Nunca vi igual. O povo coloca um pano e espalha suas vendas. Vale a pena explorar aos sábados.
Feira de pulgas na praça XV-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vamos à Estação das Barcas. Dentro do catamarã que liga o Rio a Niterói sempre uma experiência agradável. 20 minutos depois, descemos. Nossa intenção foi percorrer o Caminho Niemeyer. Começa no terminal rodoviário João Goulart. Vemos a capela João Paulo I e oTeatro Popular de Niterói, de 2007, feito em forma de curvas de mulher e imagens de bailarinas. No 2° andar, a imagem na parede do Manifesto Popular. O caminho segue até a praia de Charitas. Na cúpula ali perto, o memorial Roberto Silveira, onde funciona a Secretaria da Mulher. Vemos a estação hidroviária de Charitas. Na praça IX um evento grande de gaúchos: churrascada com torresmo de rolo e galeto, a Blend Barbecue Festival. Um adendo: Roberto Silveira foi governador do antigo estado do Rio de Janeiro (1951-1961). Outra cúpula menor ao lado: o museu do ex-governador Roberto Silveira.
Nós com o Renato no Caminho Niemeyer-Niterói-RJ-foto selfie tirada pelo nosso amigo Carlos Renato
Continuamos caminhando pelo Caminho Niemeyer. Vemos a estátua do fundador de Niterói: cacique Arari Boia, estamos indo para a praça JK e tiramos uma foto ao lado do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) e Oscar Niemeyer.
No Shopping Plaza, pegamos um táxi preto para o Museu de Arte Contemporânea (MAC), parecido com um disco voador. Cartão-postal da cidade e obra do grande arquiteto. Aproveitamos para conhecer um pouco mais do município e suas casas, prédios, ruas. Cidade aprovada, uma lindeza. Arborizada. Agradável. Do museu se veem as praias de Boa Viagem à direita e Icaraí à esquerda. O museu é pequeno, as obras bonitas, porém arte contemporânea não é a minha predileção. Achei interessante o espaço para as crianças colorirem as obras. Diferente, sem dúvida. A visita é obrigatória pela construção original e cenário deslumbrante que se tem de lá.
Museu de Arte Contemporânea-Niterói-RJ-foto tirada por Mônica D. Furtado
A Wikipédia nos conta que o MAC foi inaugurado em setembro de 1996. O prefeito da cidade Jorge Roberto Silveira (filho de Roberto Silveira) convidou Niemeyer a construí-lo e ele o fez sobre o mirante de Boa Viagem. O museu com sua fachada futurista possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas. Disponibiliza atividades educativas desde o mesmo ano da sua inauguração, chamadas de Desafios Comunicativos de Arte Contemporânea com o intuito de incentivar a produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte.
Segundo a mesma fonte, o Caminho Niemeyer é um conjunto de equipamentos culturais e centro cultural de grande valor arquitetônico, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, nos bairros litorâneos da cidade de Niterói. O complexo se estende por 11 km, do centro à zona sul, desde o aterro da Praia Grande no centro até o bairro de Charitas. O objetivo era revitalizar a orla da cidade junto à baia de Guanabara.
De lá fomos ao Mercado Público, de Uber. Viva o Renato que nos guiou. Obrigada, amigo. No bairro Ingá, muito movimento. Passamos pelo Centro Cultural dos Correios. Chegamos ao mercado. Dois andares com muitas opções. Gostei da pastelaria A Mortadela. O almoço foi no restaurante BacalhauCorujão, pedimos um Bacalhau à Gomes de Sá com o vinho Meia Palavra. Caro é, mas o momento requeria uma celebração. Ganhamos do maitre simpático uma prova de vinho e uma ginjinha do Marcone. Aprovado. Ginjinha tomamos em Portugal, em especial em Óbidos. Amo.
O mercado com muitas ofertas de comidas, bolos, sorvetes, brincadeiras para crianças, queijos de Minas Gerais (como o afamado queijo da Canastra e degustação de queijos com goiabada) e doce de leite. Tudo delicioso.
Voltamos ao hotel Socialtel em Copacabana-Rio de Uber, deixamos o Renato perto de Ipanema. Aí resolvemos dar mais uma caminhada à tardinha pela orla, paixão total. Descobri o edifício onde viveu Nara Leão com os pais dela nos bons tempos da Bossa Nova. Para mim, a música mais harmoniosa e bonita do Brasil. Na placa, no prédio histórico da nossa musicalidade, está escrito ser do Circuito da Bossa Nova. Um achado! Nelson Costa, meu professor/orientador de mestrado na Universidade Federal do Ceará, como não lembrar de você?
Depois, lanche no nosso lugar escolhido para jantar: Total Sucos. Suco de morango com laranja (amei!) e a costumeira tapioca de queijo e presunto.
O Rio de Janeiro continua lindo-Memorial às Vítimas do Holocausto e Museu do Amanhã-dia 3 e Shopping Tijuca-dia 4
Hoje é quinta-feira, 14 de agosto de 2025. De Uber, com o motorista Ewerthon, fomos ao Morro do Pasmado, ao Memorial às Vítimas do Holocausto no Botafogo. Endereço: Alameda Embaixada Sanchez Gavito, 333. O tempo nublado no mirante. Vemos a bruma no Pão de Açúcar. Infelizmente, o museu fechado permanentemente, por motivo de falta de patrocínio. Fiquei frustrada. Então, conhecemos por fora, com fotos e dizeres. No local existe a praça Rogério Jonas Zylbersztajn. O lugar é bonito e seguro, vi gente com cachorros e um quiosque de lanches. Gostei do capuccino e do picolé da marca Los Los Sorvetes. Não conhecia.
Museu do Amanhã-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Resolvemos ir embora em direção ao Porto Maravilha. O motorista do Uber Adhemar nos levou. Queria muito conhecer o Museu do Amanhã (Praça Mauá,1). Museu de graça para maiores de 60 anos. Compram-se as entradas nas máquinas. Antes de entrar, uma exploração dos arredores do museu. Que beleza de visual. As piscinas dão um charme e convidam a fotos da baía da Guanabara. Foi inaugurado em dezembro de 2015 e o prédio era um antigo píer desativado o qual foi transformado nessa estrutura admirável, inspirada em elementos da natureza, como bromélias, que integra-se à paisagem naturalmente.
Museu do Amanhã com baía de Guanabara-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Deveríamos ter almoçado no Restaurante do Saulo, com comidas amazônicas, estava ainda vago. Deixamos para depois e nos arrependemos, estava lotado depois do passeio no museu.
Lembrando que estava acontecendo o Innovation Week nos galpões próximos, logo o local estava repleto de visitantes. Na entrada do Museu do Amanhã, um coral cantando em um pequeno auditório, bem original. Museu diferente, enorme, com salas interativas. Tudo em inglês e espanhol. Parabéns, Rio. Fiquei encantada. Mostra o nosso futuro, clima, mudanças climáticas, natureza, ecologia. Demais! Nunca estive em um museu tão educativo, alto nível.
A exposição de fotos sobre o Pantanal (mato-grossense) demonstra a realidade da seca e incêndios, além de sua beleza incontestável. São verdadeiras obras de arte dos fotógrafos Lalo de Almeida e LucianoCandisani. Eles nos apresentam o quanto o meio ambiente da região pantaneira está sendo destruído pela inclemência da arrogância e ganância do bicho homem. As fotos enormes são marcantes no corredor longo. Nosso futuro é incerto, não sou positiva, tristemente. A Natureza grita.
A Wikipédia nos informa que o prédio foi projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e está localizado na zona portuária do Rio. Sua construção teve apoio da Fundação Roberto Marinho e teve custo total de 230 milhões de reais. O site do museu: www.museudoamanha.org.br nos conta que é um espaço onde ciência, arte e inovação se encontram para explorar o presente e imaginar o futuro.
A loja do museu também é colorida, completa. Muitos objetos interessantes à venda. Até as portas dos banheiros são cheias de cores. Vimos da mesma forma a exposição temporária de fotografias de CláudiaAndujar. Segundo a Wikipédia, fotógrafa e ativista suíça, naturalizada brasileira. Desde a década de 1970, dedica-se à defesa dos indígenas Yanomami. Vale a pena. Que museu! São 2 a 3 horas de muito aprendizado.
À noite o jantar foi na pizzaria Capricciosa (rua Vinícius de Moraes, 134-Ipanema), onde comemos a pizza com o mesmo nome. Saborosa, sendo o diferencial a alcachofra. Aliás, já conhecia e a pizzaria também. Lá encontramos nosso amigo Carlos Renato que conhecemos na viagem do Marrocos em 2024. Renato, sempre um prazer estar com você, nos divertimos muito. Que dia mais feliz!
Hoje é sexta-feira, 15 de agosto de 2025, dia sonhado, onde reverei uma amiga/tia do coração: Heydir, amizade antiga dos meus pais. Mora perto da Tijuca, então fomos ao shopping Tijuca de Uber novamente, desta vez com o Diego. Endereço: Av. Maracanã, 987.
Assim se conhece o Rio, da zona sul à zona norte. Comentário importante: o asfalto é excelente na cidade. Dá gosto transitar. Chegamos ao shopping e já vi lojas diferentes como a Portugo, de doces portugueses, uau!, Noir Chocolates, FAS Padaria Artesanal. Muito bom descobrir novidades.
Nós com a Heydir e Mário Emílio no shopping Tijuca-Rio de Janeiro-foto tirada por um garçom
Na hora marcada lá estava a Heydir para aquele abraço! Fomos dar uma voltinha e logo almoço na Botânica Bistrô. Indico demais! Foi dica do filho da Heydir, querido Mário Emílio, que conheci criança. Saudações, vocês dois. Voltando ao restaurante e sua comida saudável, original, com pratos elaborados. Sucos também. O do Carlos: suco de maracujá, suco de manga e água de coco, que mistura divina. Amei! Tenho que falar do cardápio. Você escolhe o prato principal e tem direito a dois acompanhamentos: purê de batata-inglesa com alho confitado; salada botânica com granola salgada; cenouras assadas ao molho pesto de manjericão/ salada de abóboras com redução de balsâmico e queijo de cabra/ salada Caesar com dadinho de tapioca/ fettuccine ao molho de queijo com limão siciliano; os tradicionais arroz e feijão; e batatas fritas. Achei demais! No fim, pedi filé de tilápia com o purê de batata e a salada botânica. Aprovado.
Mais passeios pelo shopping, tomamos café e comemos chocolates, muitos papos e fomos embora. A Heydir nos presenteou de montão. Muito obrigada. O Rio de Janeiro enche o coração de emoção ao rever amigos e amigas de longas datas.
Digno de nota o que o Mário Emílio me ensinou: que no Rio chamam de “joelho” o enroladinho de queijo e presunto, porque fica sempre embaixo das “coxinhas” nos balcões. O carioca e seu senso de humor. Povo único.
De volta à Copacabana, lanche no Total Sucos, aquela lanchonete simpática, perto do hotel Socialtel, (a dos docinhos gigantes). Para não perder o costume, suco de manga e maracujá, e misto quente. Mais um dia para sentir saudades. E outra dica: Kiosk da Tika, em frente ao hotel, com seus sucos naturais, e o especial da casa: guaraná em pó, gengibre e limão, um sucesso. Eu não tomei, fica para a próxima.
O Rio de Janeiro continua lindo-Cais do Valongo-dia 2
Hoje é quarta-feira, dia 13 de agosto de 2025. Estávamos no AquaRio, no Porto Maravilha, e fomos a pé até o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo. Queria muito conhecer. Endereço: rua Barão de Tefé, Saúde. Os totens educativos nos contam a história da região da Pequena África, sob a curadoria da professora Ynaê Lopes dos Santos, especialista em história da escravidão (fonte: Abril.com).
Cais do Valongo-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Construído em 1811, foi o principal porto de entrada das pessoas escravizadas trazidas da África. Em 1843, o espaço foi configurado para receber a princesa Tereza Cristina de Bourbon, a noiva de D. Pedro II, e renomeado como Cais daImperatriz.
Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas pela Educação (UNESCO) em 2017, como sítio de memória e reconhecimento das heranças africanas no Brasil. Os painéis explicativos no local nos dão uma aula de História do Brasil. O Mercado do Valongo fazia parte de um complexo escravagista que incluía as lojas de venda próximas ao cais, o Cemitério de Pretos Novos, o Lazareto e o Cais do Valongo.
Datas: 1774-transferência do comércio de escravizados para a região do Valongo; 1811-construção do cais; 1831-desativação do cais/lei de proibição do tráfico de africanos para o Brasil; Lazareto-para onde iam os doentes em quarentena; 1774-instalado o Cemitério dos Pretos Novos. Na atual rua Pedro Ernesto, área de 90 m², o cemitério era administrado pela igreja Católica e deveria garantir o sepultamento desses africanos escravizados. O sítio arqueológico Trapiche Pedra do Sol, um quilombo, sediava a luta de resistência do povo negro herdeiro contra a invisibilidade e o racismo estrutural. 1871-Construção do Armazém Docas D. Pedro II, projetado pelo engenheiro André Rebouças, filho da eminente família Rebouças. Uma das primeiras construções brasileiras a não utilizar mão de obra escravizada.
Pequena África-um território que abrange uma parte da área central da cidade e da região portuária que vai do Cais do Valongo até a atual Praça Onze. Recebeu um milhão de africanos: homens, mulheres e crianças entre 1774 e 1831. Foi um dos primeiros locais de desembarques de africanos escravizados do mundo. Africanos: angolas, minas, benguelas, cabindas, monjolos, congos, quiloas, rebolos, moçambiques etc. Assim eram chamados, por conta de suas procedências.
Cais do Valongo2-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Segundo a Wikipédia, o Cais do Valongo é um antigo cais na zona portuária do Rio de Janeiro, entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Foi construído pela Intendência Geral da Polícia da Corte em 1811 e desativado com a proibição do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra em 1831. Durante os vinte anos de operação, se tornou o maior porto receptor da diáspora africana do mundo.
Estátuas representativas de pessoas escravizadas-Cais do Valongo-Rio de Janeiro-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em um dos totens explicativos está escrito que com as reformas urbanísticas da cidade no início do séc. XX, o local foi aterrado em 1911. Nas escavações que ocorreram durante a Operação UrbanaConsorciada Porto Maravilha, em 2011, foram encontrados no atual sítio arqueológico inúmeros vestígios, dentre os quais, amuletos e objetos de uso pessoal desses homens e mulheres brutalmente retirados de suas nações, oriundo principalmente das regiões da África Central e Costa da Mina. Que aula de história mais espetacular!
Pegamos um taxista Vanderson, também guia turístico. Voltamos à Copacabana à tardinha e descobrimos perto do hotel Socialtel Copacabana o Bico Café e Bar, na av. N. Sra. de Copacabana, 1258. Pedi o sanduíche Light do Bico 32: blanquet de peru, queijo minas, ovo frito, cream cheese e alface americano, com suco/vitamina de morango, framboesa e amora, delícia. No caminho de volta ao hotel, encontramos outra lanchonete para o dia seguinte: Total Sucos, na mesma avenida, 1133. Lá vi docinhos gigantes: brigadeiros e bem-casados, fiquei tentada.
Dia muito produtivo. Mais passeios virão. Impossível não entrar na vibração de vida do carioca, ou seja, curtir a cidade nas calçadas, bares, restaurantes. Essa vibração nos contagia. Rio de Janeiro apaixonante.