Peru surpreendente-Cusco-Palácio do Arcebispo-dia 6
Cusco-Praça de Armas-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 10 de maio de 2024 e continuamos nos passeios por Cusco. Depois da visita à igreja da Companhia de Jesus, rumamos a pé ao Palácio Arzobispado del Cusco ou Palácio do Arcebispo, também museu de Arte Religiosa.
Em www.cuscoperu.com, encontramos informações pertinentes. Na época inca era o local do palácio de Inca Roca. Após a conquista (pelos espanhóis), o palácio foi parcialmente desmantelado para construir a casa colonial da família Valverde Contreras y Xáraba, marqueses de Rocafuerte, e agora o Palácio do Arcebispo. Localizado no centro histórico de Cusco, na rua Hatun Rumiyoc, fica perto da praça de Armas. O museu de Arte Religiosa é considerado Patrimônio Cultural da Nação, e ainda preserva as fundações das construções incas. Um dado histórico, de acordo com a Wikipédia: Inca Roca (1330-1380), em quíchua significa “Inca magnânimo”, foi o sexto Sapa Inca e governador de Cusco. Sapa Inca-imperador, governante do Império Inca ou apenas o Inca (fonte: brainly.com.br).
Vimos algo único, pinturas da Virgem Maria nos Andes, muitas representações da escolaCusquenha, do séc. XVIII. Temas principais da escola: temática religiosa, elementos locais de flora e fauna e simbolismo indígena, além de anjos e arcanjos. Estão lá os arcanjos apócrifos Uriel, Baraquiel, Seatiel e Yehudiel.
No séc. XVII e XVIII a casa foi residência do primeiro bispo de Cusco depois de don Pablo Costilla y Galbinato (parente da família Valverde). A casa tem balcões coloniais, é linda. Vimos uma lítera do séc. XIX. Mais, baús, cama da família Orihuella, onde dormiu Simón Bolívar a caminho de Yucay no Vale Sagrado dos Incas.
Bom rememorar datas históricas: em 1340 Cusco era do império inca de Inca Roca; em 1533 Pizarro invade Cusco. Desde o séc. XVI a festa de Corpus Christi é festejada em Cusco, sendo a data Patrimônio Cultural da Nação desde 2004.
A era de Mollinedo entre 1675 e 1680. O bispo espanhol Manuel de Mollinedo y Angulo (1626-1699) foi quem incentivou o florescimento cultural e artístico sem precedentes. A arte da Escola Cusquenha era coletiva, sendo a série Corpus Christi o seu apogeu. Um dos artistas mais proeminentes foi Diego Quispe Tito (1611-1681), era membro da nobreza indígena inca.
A capela consagrada à Virgem da Imaculada Conceição é de 1943. Detalhe da história: os mitimaes da etnia Cañari y Chachapoyas se uniram aos espanhóis contra os incas. Depois os mitimaes foram forçados a vir a Cusco. Conforme a Wikipédia, os mitimaes eram um conjunto de famílias enviadas pelo império inca a locais específicos pra cumprir funções para o Estado que incluíam o cultivo da terra, a defesa das fronteiras ou outras atividades. Faziam parte de uma política do império inca e podiam ser uma distinção ou punição para aqueles que eram escolhidos.
A enigmática série do Zodíaco de Diego Quispe Tito é baseada em doze desenhos do pintor flamengo Hans Bol, de 1585, em que relacionava cada mês do ano com um signo zodiacal e com passagens da vida de Cristo. O meu signo de libra se relaciona com a figueira estéril. O site www.diosdelmundo.com nos esclarece. A parábola da figueira estéril é um ensinamento de Jesus que se encontra no Evangelho de Lucas, capítulo 13. Nesta parábola, Jesus conta sobre um homem que cuida de uma figueira estéril por três anos, mas não produz fruto. O homem pergunta se deve cortá-la, mas Jesus responde que lhe dê mais um ano, No final, se por acaso não produzir fruto, será cortada. Esta parábola ensina que devemos persistir em nossa fé, mesmo que não vejamos resultados imediatos. Devemos ter paciência e esperar em Deus, já que Ele conhece o melhor para nós.
Saímos do museu impressionados com a riqueza. Fora, vemos mulheres indígenas, em roupas típicas dos Andes, vendendo gelatinas e sucos na rua, esses em sacos plásticos com canudo.
Continuaremos em breve com os passeios nessa cidade tão envolvente.
Peru surpreendente-Cusco-Igreja da Companhia de Jesus-dia 6
Casas coloniais-Cusco-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 10 de maio de 2024. Estamos em Cusco, nos beliscando por ser real. No Tampu Hotel Boutique, o café da manhã estava incluído pelo pacote da CVC. A preparação do café foi acontecendo aos poucos. Melancia, geleias, pão de forma, salgadinho e tortinha, café instantâneo de cevada. A boa vontade dos atendentes compensa tudo que falta.
Saímos do hotel. A temperatura 19° C, mas quente. Incrível. Andamos devagar, porque a altitude de 3400 m não brinca. Vamos direto à farmácia perto. Este mal de altitude se chama sorochi e o remédio adequado é o Sorochi pills (pílulas), dica da amiga Sandra Ximenes, porém não tinha. O jeito foi substituir pelo Alti Vital Essencial, um remédio natural para serenidade nas alturas. Contém tocosh, menta, aloe vera, munha, cúrcuma, camomila e unha de gato. 2 cápsulas 3 x ao dia. Lembrando que o corpo leva uns três dias para adaptação. Vamos às explicações: a Wikipédia esclarece que tocosh (ou tocos) é um composto de batata, milho e olluco (tubérculo de raiz comestível, nativo dos Andes), pode ser utilizado como um antibiótico natural. Seu preparo é ancestral em forma de “angu de milho”, tipo de consumo mais comum, e usado pelos povoadores das regiões centrais do Peru; e munha é uma erva medicinal usada na região andina.
Passeio pelas lojinhas de artesanato, tem que perguntar o preço. Rumamos à Plaza Mayor (praça Maior), por ali muitos ambulantes vendem passeios, pinturas, chaveiros, ímãs (comprei 20 soles PEN de bolsinhas (R$30,46)).
Na praça Maior ou praça de Armas está escrito: Cusco, Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, 1983. Patrimônio Cultural do Mundo, 1978. Capital Arqueológica da América do Sul, 1933. Patrimônio Cultural da Nação, 1983. Capital Histórica do Peru, 1993. Lugar único no mundo.
Cachorros pela praça. Por 12 soles PEN (R$18,28), entramos na igreja da Companhia de Jesus, dos jesuítas, ou Templo da Transfiguração. Endereço: Plaza de Armas, ao lado da Catedral de Cusco. Segundo o Google, a igreja é um notável exemplo de barroco andino, foi construída entre 1571 e 1593.
Templo da Transfiguração-igreja da Companhia de Jesus-Cusco-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Em www.cuscoperu.com: a igreja da Companhia de Jesus é uma igreja jesuíta construída no palácio Inca Amaruinca. Em seu interior, tem uma única nave onde se destaca o imponente altar principal, esculpido em estilo híbrido em cedro e completamente dourado com folhas douradas, na parte posterior. Ela mede 21 metros de altura por 12 metros de largura e na porção central do altar está a imagem da Virgem da Imaculada Conceição, e acima dela está uma tela representando a Transfiguração de Jesus. A nave principal também tem um transepto que se comunica com as duas capelas laterais, seis altares em estilos diferentes e um púlpito totalmente dourado; aos lados do altar principal há outros quatro altares de cedro, três deles dourados e bastante ostentosos. Vale a pena mencionar as telas que retratam a vida do fundador da Ordem, Santo Inácio de Loyola, pintadas por Marcos Zapata e seu assistente Cipriano Gutiérrez.
A igreja é grande, a sacristia chama a atenção por ser folheada a ouro. Vemos o retábulo Senhor da Sentença de 1691. A igreja foi destruída pelo terremoto de 1950 e restaurada em 1956 à época do presidente Don Manuel A. Odriá. Várias obras barrocas se encontram no local. O retábulo da Virgem de Lourdes da segunda metade do séc. XVII. As imagens de são Crispim e são Crispiniano, santos gêmeos, dedicados ao ofício de sapateiros. Imagem de são Isidro Lavrador e a do Senhor de Huanca. De acordo com www.cuscoperu.com, o Senhor de Huanca é a imagem de Cristo mártir que causa grande fervor e devoção entre os católicos de Cusco e do Peru. O santuáriode Huanca recebe fiéis todos os anos em 14 de setembro e é localizado a 50 km de Cusco.
Retábulo de estilo “churrigueresco” do arquiteto espanhol, barroco, José de Churriguera (1665-1725). Segundo a Wikipédia, é um estilo extravagante de arquitetura e decoração, popular na Espanha e América Latina no séc. XVIII. Nas paredes da igreja está escrito “zona segura de sismo”.
Em madeira talhada e simples, a escultura de Cristo com as mãos cruzadas de fatura cusquenha. Retábulo da Virgem do Sagrado Coração de Jesus, retábulo do Coração de Jesus, barroco, talhado em madeira e acabado em pau de ouro. O belo retábulo Maior, de 1670, feito de madeira de cedro dourado, com pan de ouro e de grandes dimensões 21 m de altura e 12 m de largura. A sacristia com fotos dos efeitos produzidos pelo terremoto de 1950. Imagem de são Jerônimo Penitente, protetor dos tradutores e guias de turismo, e de são Francisco de Assis, do séc. XVII. Pertenciam ao templo do hospital de San Andres, hoje desaparecido. Retábulo da Virgem de Fátima, do mesmo século. Senhor dos Tremores, padroeiro jurado de Cusco. Não pode tirar fotos na igreja. Retábulo do Senhor de Burgos, barroco, de grandes dimensões, cuja talha de madeira de cedro do séc. XVIII é inusualmente acabada de pan de oro (lâmina de ouro). Patrono dos ferroviários. O site https://tesauros.cultura.gob.es destaca que a “técnica de dourado” consiste em aderir lâminas muito finas de ouro, chamadas “panes”, sobre a superfície de um objeto, empregando diversos adesivos. A Wikipédia adiciona que é fruto de um processo chamado “batido”, fabricado de forma artesanal por um metalúrgico.
Descemos a cripta. Exposição dos 450 anos dos Jesuítas em Cusco. Em 1767 foram expulsos do país por ordem do monarca espanhol Carlos III. A ordem possuía fazendas jesuíticas em 1576, cultivavam cevada, trigo, milho, feijões peruanos e batatas. Com a expulsão, passaram para a Coroa espanhola. Algumas obras encontradas hoje estão no Museu Histórico Regional de Cusco. Também tinham a Companhia de Jesus, colégios e universidades. Os retábulos eram uma característica destacada deles em suas igrejas. A respeito do Museu Histórico Regional, é um dos centros culturais mais emblemáticos da antiga capital inca. O blog machupicchuterra.com/br/cusco/cidade-cusco/museu-historico-regional/ nos conta que está localizado na casa colonial onde viveu o famoso escritor e cronista peruano Inca Garcilaso de la Vega, a poucos passos da praça principal e da praça Regocijo. Apresenta 13 salas onde a história de Cusco é explicada de forma didática desde as suas origens pré-históricas aos tempos coloniais e passando pela história inca. Não deu tempo de conhecer, uma lástima.
Marcos Zapata foi um dos pintores de Cusco mais importantes do séc. XVIII. 2021 foi o ano celebrado dos 500 anos da conversão de Santo Inácio de Loyola. Caminhos incas subterrâneos foram destruídos pelos espanhóis.
Nas lojas de artesanato andino tem que pechinchar. Não é meu estilo, decididamente. Roupas de lã. Canetas, bolsas, camisetas, amo! Ao redor da praça maior também há lojas de viajantes como Patagonia, Rockford, North Face etc. Casas coloniais, com varandas de madeira, restaurantes em cima e embaixo lojas diversas.
Vale a pena demais a visita. Continuaremos em breve. Cusco tem muito a oferecer.
Peru surpreendente-Museu Ouro do Peru e de Armas do Mundo-Lima-dia 4
Hoje é dia 8 de maio de 2024, pela manhã estivemos no distrito de Barranco e prosseguimos com a visita a um museu imperdível no bairro vizinho chamado Surco. Por 20 soles PEN (R$30,95), fomos com o taxista Marco António, bom de prosa. Ele nos contou que o prefeito da municipalidade fica 4 anos no poder e o de bairros de Lima fica 5 anos, podendo se reeleger.
Estamos longe de Miraflores, em uma área residencial com condomínios fechados, um bairro enorme. Chegamos ao museu bem conhecido: Museo Oro del Perú y Armas del Mundo. 30 soles PEN para sênior. Segundo o Google, é um museu arqueológico e militar sediado no distrito de Santiago de Surco. Foi criado na década de 1960 a partir da coleção privada do empresário e diplomata peruano Miguel Mujica Gallo. O blog Viagens Machu Picchu destaca que o museu detém um extensa coleção de peças de ouro e prata que foram rastreadas até as culturas pré-colombianas. Adiciona serem histórias de civilizações milenares como a Moche, Sipan, Mochica, Lambayaque e Chimu as quais viveram no Peru entre os séculos III e XV, muito antes dos Incas.
Colares em exposição no Museu Ouro do Peru e Armas do Mundo-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Vamos conhecer? Vasos, fragmentos de ouro e prata, estilo Lambayeque, de 700 a 1350 d. C. E pulseiras e colares, eram povos mineradores. Faca cerimonial: Tumi, da cultura Chiribaya, de 1100 a 1450 d. C. da costa sul do país. Narigueiras de ouro, estilo Moche, de 100 a 700 d. C. Objetos, estilo Vicús, de 200 a 600 d. C. Colares incríveis e argolas, estilo Frias, de 300 a 500 d. C. Estilo Nazca, de 200 a. C. a 600 d. C. Fragmentos de borda tridimensional, representações ornitomorfas (aves) e fitomorfas (vegetais). Ponchos ou UNKU com lâminas de ouro. Cerâmica, estilo Chancay, de 1300 a 1450 d. C. Esculturas em forma de garrafas. Múmias em posição flexionada da costa sul do Peru. Múmia com três crianças. Um colar com contas de marfim, pérolas e ouro, colonial. Belo. De artesãos da costa norte. Do mesmo local, instrumentos musicais feitos de osso animal.
É tanto ouro que o museu é uma caixa forte. Colher de cobre com desenhos geométricos na alça, estilo Inca, de 1450 a 1532 d. C. O império Inca abarcou os atuais territórios do Peru, Colômbia, Equador, Bolívia e Chile.
Ademais, cântaro com galette escultural, estilo Moche, de 100 a 700 d. C. Lindo. Vemos instrumentos de agricultores e de pescadores: remos, timões, arpões.
No primeiro andar, armas mil de várias épocas, pertencentes a diferentes presidentes, binóculos, relógios, roupas militares, condecorações. Armaduras, rifles, peças de artilharia, de 1862, usadas na Guerra da Secessão americana (1861-1865). Armaduras medievais do séc. XV, adagas venezianas dos séc XVII e XVIII, e muito mais. De cair o queixo.
Armaduras samurais no Museu Ouro do Peru e Armas do Mundo-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
A espada de Alexandre I, czar da Rússia (1812) está presente. Espadas samurais dos séculos XVI, XVII e XVIII do Japão. A história deles me atrai. Além de esporas, estribos, rifles afegãos e malaios, tapa-olhos, selas. Do séc. XIX, estribos chilenos de madeira decorados com desenhos. Na Sala Japonesa, armaduras samurais com sabres. Impressionantes. Lembrei demais do Instituto Ricardo Brennand ou Castelo de Brennand em Recife-Pernambuco.
Curioso ter visto em forma de um buquê estilizado, um quadro dado ao nosso Dom Pedro II, pela Tripla Aliança com as Repúblicas da Argentina e Uruguai, onde se lê: AlMagnanimo Emperador de Brasil, datado de 1865. Bem bonito. Certamente referente à Guerra do Paraguai (1864-1870). E uma arma dada ao capitão J.C. Porter (USMC, ou seja, Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos) pelos seus amigos da Companhia Fox em 1945. História e II Guerra Mundial, não resisto…
Estão expostos os silícios utilizados por Santa Rosa de Lima. Ela comia pouco e os usava por debaixo das roupas, com o intuito de se autoflagelar pelos pecadores.
O taxista nos pega às 14h30 e nos leva ao hotel de volta. Marco António “de palavra”. No Ibis Lima Miraflores, rumamos ao restaurante, que fome! Pedimos logo o suco chicha morada, feito de milho roxo, canela e suco de limão, para refrescar. E um prato:La Causa Limeña y el Ceviche de Pota. 33 soles PEN (R$51,09). Está escrito no cardápio: nosso clássico ceviche de lula (um molusco marinho) servido sobre uma receita tradicional de batata prensada, pimentão amarelo, lagostins, limão e abacate. Uma combinação generosa.
Depois, shopping Larcomar. Na parte de cima há um espaço bom para uma feira alternativa de roupas, bolsas, bijuterias etc. Encontramos um argentino vendendo pães em forma de pastéis (nosso jantar). Voltamos ao shopping, embaixo, e adquirimos mais king kongs (biscoitos recheados originais) de lúcuma no quiosque com o mesmo nome. Na Sangucheria, compramos para levar sucos de abacaxi e morango. Tomamos no lobby do hotel sentados, rodeados de americanos, em clima de despedida da cidade e já com saudades. Que Lima espetacular!
Peru surpreendente-distrito de Barranco-Lima-dia 4
Hoje é quarta-feira, dia 8 de maio de 2024. Estamos no hotel Ibis Lima Miraflores no café da manhã, sempre com novidades: suflê de quinoa, frango salteado, uma fruta chamada de tuna ou figo-da-índia e muito mais. De sobremesa, um flan de baunilha delicioso.
Vamos conhecer um bairro peculiar por ser artístico, dos mais tradicionais e charmosos da cidade: Barranco. A Norma taxista nos leva por 18 soles PEN (R$27,70). Pedimos no hotel, há um guichê na entrada só pra isso. Como já dei aula de inglês para taxistas, simpatizo muito com eles. São bem informados. O trânsito não é fácil, a gasolina é vendida por galão, 4 soles PEN (R$6,16).
Eu no lindo bairro de Barranco-Lima-Peru-foto tirada por Carlos Alencar
Chegamos ao distrito afamado. Que região mais agradável com a praça Villa Real, florida, com palmeiras reais e outras árvores. Em cada uma, uma placa com seu nome, altamente informativo. Em uma está escrito: Cúidame! Gostei. La Ermita de Barranco, do séc. XVIII, é a igreja amarela, cuja estrutura se danificou em 1974 devido a um terremoto. Permanece fechada desde então. Começou como uma capela de humildes pescadores e viajantes. Acompanhou a história do bairro. Tem enorme população de pássaros negros habitando as torres e o telhado, de acordo com o blog www.fuiserviajante.com. Também acrescenta que há portas e varandas de casarões antigos com pisos de ladrilhos. E um mirante atrás da igreja com uma linda vista do Pacífico, mais um lugar onde impera a beleza decadente do bairro.
Monumento histórico Mensageiro da Paz. Vemos a estátua da cantora folclorista Chabuca Granda e a do homem a cavalo José Antonio Lavalle (diplomata, historiador e literata do séc.XIX). A Ponte dos Suspiros, de 1876, carregada de história e beleza, no meio do parque Húsares de Junín, com casas coloridas, restaurantes, cafés, igreja colapsada, galerias de arte. Delícia de passeio. Tudo gracioso, bucólico. Vemos uma mistura de arte e boemia pelas ruas.
Barranco e sua originalidade-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
O Barranco, no séc. XIX, era conhecido como a Cidade dos Moinhos graças à quantidade de moinhos usados para extrair água do subsolo (fonte: https://fatimarodriguez.blogspot.com). As galerias de arte valem a visita. A peruana Jade Rivera, artista plástica internacional, com seus trabalhos importantes. Belos. Pinta flores e colibris, murais belíssimos e máscaras coloridas. Comprei dois postais por 16 soles PEN. Farei quadros.
Subimos para a parte mais alta pela passagem Chabuca Granda e passamos por quiosque de informação, restaurantes, feira artesanal. O bairro é diferente, original com muros pintados. A sorveteria Speciale, com lustres, cadeiras e mesas bonitas, um lugar atraente.
Casas de cores diversas com balcões coloniais e floridos, lembra um pouco Cartagena das Índias na Colômbia. Bairro calmo. Ótimo para as caminhadas turísticas. Aviso no poste: Proibido beber bebidas alcoólicas na via pública. Multa de 247,50 soles PEN (R$379,94).
Descemos pelo caminho chamado de Bajada de Baños (Descida de Banhos) com escadas mil para a praia. Há um mirante antes da avenida e embaixo uma pracinha. Por uma passarela de madeira se chega à praia Barranco, não atravessamos a avenida. O blog www.fuiserviajante.com nos conta ser um cenário bucólico de uma praia de pedras negras e mar gelado do oceano. O mergulho é proibido no mar com aviso.
Barranco e sua praia-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
O tempo nublado. Vemos o farol branco, a marina com iates, a pracinha da orla bem cuidada, praia de cor azul escura com pedras. Dá gosto de ver tanto zelo. Há píeres no mar. A montanha, ao lado direito, de argila com pedras e uma rede protegendo para evitar que elas caiam lá embaixo e pegue os carros em movimento.
A feira de artesanato Pachamama Cultura e Arte oferece comidas e artesanato andino. Praça da Biblioteca Municipal no Parque Municipal, com bancos, tranquilidade, idosos sentados. Coreto. Calçadão na avenida Pedro de Osma. Do outro lado da praça um Starbucks, bom para um café expresso duplo por 7 soles PEN (R$10,74). Também há outros restaurantes como o Papa John´s, o Coffee e Pizza e o KFC.
Manhã imperdível. O bairro me lembra a calmaria da Urca no Rio de Janeiro. A gente escuta os passarinhos, se deleita com a paisagem, vê a vida passar na paz.
À tarde passeio no Museo de Oro y Armas del Mundo (Museu do Ouro e Armas do Mundo).
Hoje é terça-feira, dia 7 de maio de 2024. Estamos no ônibus turístico Turibus, chegamos ao Centro Histórico de Lima. Descemos na praça San Martin, de 1921, de onde faremos uma caminhada. A praça é repleta de guardas. A guia se chama Melissa, o tour é guiado. Comigo e Carlos está um grupo diversificado. Acho bom falar inglês com os dois americanos. Estamos na ruaJirón Carabaya.
Vemos o Gran Hotel Bolivar, de 1924, bonito e antigo, em frente à praça San Martin. Endereço: Jirón de la Unión, 958. O calçadão comercial e residencial Jirón de la Unión é imenso, une as duas praças principais do centro: San Martin e Mayor ou Plaza de Armas. As casas ali construídas com sacadas rebuscadas são coloniais, dos séculos XVI e XVII, já as do séc. XVIII são de estilo neoclássico afrancesado. Interessante acrescentar que as casas republicanas não têm sacadas ou balcones. Tais balcões mostravam a posição econômica da família. Pelo final do séc. XVIII, existiam uns 300 balcones. Aliás, lembra muito a arquitetura de dentro da muralha em Cartagenadas Índias, na Colômbia. No séc. XX, algumas se transformaram em lojas de departamentos e restaurantes.
A Plaza de la Merced (praça da Mercê), segundo https://pinceladaslima.blogspot, é um dos lugares com mais história. Foi o primeiro local do tribunal da Inquisição e também local da declaração de Independência do Peru em 28 de julho de 1821 por dom José de San Martin. Muito se fala no melhor presidente da história do país sendo Ramón Castilla y Marquesado (1797-1867), o primeiro presidente progressista e inovador da República do Peru.
Na basílica e convento Nuestra Señora de la Merced, de 1535, vimos a Virgem de Copacabana. Lá estão os restos mortais do frei espanhol Pedro Urraca, em processo de beatificação. Era da Ordem dos Mercedários. Diz a lenda que cruzou a parede entre a igreja e a casa rosada (ativa para homens). A fachada principal data de 1614. Chama a atenção pela sua beleza. A Wikipédia acrescenta que foi construída pelo padre Pedro Galeano e o mestre de obras foi Andrés de Espinoza.
A Lima colonial do séc. XVI teve influência árabe. Vemos sorveterias, bancas e lojas de churros. A respeito da deliciosa aguardente de uva peruana e chilena: o pisco sour. O coquetel pisco sour, como conhecemos hoje, teve suas primeiras aparições documentadas no Peru dos anos 1920. Nesse período, muitos acreditam que o Pisco Sour nasceu no famoso “Bar Morris” em Lima, fundado por Victor Vaughen Morris, um barman americano. Inspirado pelo clássico Whiskey Sour, Morris teria adaptado a receita usando pisco, criando uma bebida refrescante e única. Gradualmente, bartenders peruanos aperfeiçoaram a receita, e o Pisco Sour se consolidou como parte da cultura peruana, conforme o Blog WebBar em a Origem do Pisco Sour: O Coquetel Que Divide o Peru e o Chile. A guia Melissa reportou algo diferente, disse ter sido criado no hotel Maury (endereço: Jirón Ucayali, 201), mas que foi o Gran Hotel Bolivar que ganhara a fama.
Plaza Mayor-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Plaza Mayor (praça Maior), espaço público que por motivos de manifestações estava fechado ou havia alguma reunião importante no Palácio do Governo. O calor está grande. Há jardins diversos, árvores, fonte de água no centro da praça. Tudo bem cuidado, amplo, belo. Segundo a Wikipédia, originalmente a Plaza Mayor era rodeada de casario simples de comércio. O site https://guia.melhoresdestinos.com.br adiciona que a Plaza de Armas (praça de Armas) foi onde Francisco Pizarro fundou a cidade de Lima em 1535. Durante a era colonial foi palco de touradas, execução de condenados pela Inquisição Espanhola, declaração de Independência do Peru em 1821, além de ponto de encontro de movimentos libertários a favor da república. Tem mais: o nome Plaza de Armas, normalmente usado em praças de urbanismo espanhol, foi gradualmente substituído por Plaza Mayor durante o período colonial. Este último refletia a identidade da nova cidade de Lima. É ponto de referência para vários locais turísticos, como a Catedral, o Palácio do Governo, o Palácio do Arcebispo, a Casa do Ouvidor e até o Complexo de São Francisco de Assis, que está próximo.
Francisco Pizarro (1476-1541) é personagem histórico. A Wikipédia nos informa que foi um conquistador e explorador espanhol que entrou para a história como o “conquistador do Peru”, tendo submetido o império Inca ao poderio espanhol. Lima foi nomeada de Cidade dos Reis por ele.
A La Casa de Gastronomia Peruana é um museu que mostra a história, origens e comida fusión que dá o título a Lima de “capital gastronômica da América Latina”. Inaugurado em 2011 no antigoPalácio dos Correios, tem por endereço Calle (rua) Jirón Conde de Superunda, 170, ao lado da Plaza Mayor. O chef Gastón Arcurio é venerado, possui restaurantes pela cidade e influencia a culinária peruana. Em Lima, uma simples salada é espetacular.
Convento de Santo Domingo-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Convento de Santo Domingo. A visita: 15 soles PEN (R$22,94), já pago pela Turibus. Fundada em 1535 que foi aumentando de tamanho ao longo do tempo. O primeiro monastério. La Casa de Santos Peruanos (e santos da América). Santa Rosa de Lima, patrona da América, Filipinas e colônias espanholas. A arquitetura do monastério com influência mudéjar árabe. Madeira da América Central, o convento ativo, casas para famílias pobres, colégio Santo Tomas de Aquino. Em 1550, segundo a Wikipédia, as ordens religiosas dos dominicanos, mercedários, franciscanos e outras já atuavam no país a todo o vapor.
A primeira santa das Américas foi Rosa de Lima (1586-1617). Dos 5 santos, 3 eram espanhóis e 2 peruanos. Três estão enterrados no convento, um deles é Santa Rosa de Lima que curava com as mãos, tinha 31 anos de idade quando faleceu de aneurisma da aorta, e teve um milagre comprovado na Europa, conforme a guia. A Wikipédia adiciona que é a padroeira do Peru, foi canonizada em 1671 pelo papa Clemente X, era mística da Ordem Terceira Dominicana e patrona dos floristas, e pessoa de extrema beleza. Sugiro a leitura de Rosa de Lima – Wikipédia, a enciclopédia livre.
Biblioteca do convento de Santo Domingo-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Os claustros do convento de Santo Domingo datam de 1604/1606. O primeiro andar é original. A biblioteca tem mais de 25 mil livros, foi construída no segundo andar, mas se mudou para o primeiro. Várias línguas nativas se encontram em materiais escritos, inclusive em aimará. Os missionários aprenderam as línguas para evangelizar. A primeira universidade das Américas: Universidade Nacional Maior de São Marcos, de 1551. Foi fundada a mando do rei Carlos I da Espanha.
Do Peru também saiu o primeiro santo mulato da América do Sul: São Martinho de Porres (1579-1639). Também dominicano, era conhecido como o santo da vassoura, é o padroeiro dos barbeiros e cabeleireiros. Foi canonizado em 1962 pelo papa João XXIII. Vale a pena ler sobre a vida dele em São Martinho de Porres, o santo da vassoura – 3 de Novembro.
Todas as igrejas coloniais tinham espaços funerários. A catacumba era só para os religiosos. O frade São Martinho de Porres trabalhava no convento. Sala Capitular, Santos Peruanos. Cripta Santa Rosa de Lima, canonizada em 1617. Depósito de ossos. É um cemitério, na verdade, tem 2 metros de profundidade, tumbas de quinze pessoas, três séculos.
Saímos do local, era nossa última parada, estamos no momento na Alameda Chabuca Grande, muito sol do lado de fora. O centro de Lima é Patrimônio Cultural da UNESCO desde 1991. Muitas mulheres como policiais de trânsito.
Chegando a Miraflores, o clima melhora, esfria. Incrível. Passamos pela Embaixada do Brasil, formosa, com um terreno verde. Vemos um supermercado Tottus. De volta ao shopping Larcomar. A praça de alimentação Salazar fica embaixo, pedimos o prato do dia no Pucu Sana: aeropuerto delangostino mais a bebida chicha morada (com ervas, refrescante, parece o aluá cearense). Aeropuerto de langostino é feito de camarões, ovos, arroz, macarrão, cebolinhas, brotos de soja e molho de soja, salteados no wok (tipo de panela/frigideira). 33 soles PEN (R$50,71). Detalhe: todos os restaurantes têm o prato do dia. O IVA é 18%.
Pós-almoço, comprei canetas na loja Miniso, muito legal. E no guichê King Kong, adquiri produtos parecidos com biscoitos doces recheados de lúcuma, maracujá e graviola, por 5,50 soles PEN (R$8,45). Boa lembrança do Peru. Para completar, um café e um muffin de chocolate no Lucio Caffé. O melhor muffin, um bolinho, que já degustei, vem quente e o chocolate derrete por dentro. Amo.
Vamos caminhando até o hotel Ibis Lima Miraflores. O centro com sol é “abafado”, a gente “bronzeia” o rosto, já em Miraflores o clima é outro. A névoa é uma constante em certas horas e a quantidade de árvores ameniza a temperatura, além da proximidade do mar. Um alívio.
Peru surpreendente-rumo ao Centro Histórico de Lima-dia 3
Centro Histórico de Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 7 de maio de 2024. Após o café da manhã do Ibis Lima Miraflores no qual ofereceu legumes salteados, pães diversos, brownies e outras delícias, por 52 soles PEN (R$80,61), rumamos ao guichê do shopping Larcomar (em frente ao hotel JW Marriott) a fim de pegar o ônibus ao Centro Histórico de Lima. Havíamos pago no dia anterior 125 soles PEN por pessoa com desconto de 10 %, em reais: R$193,89.
São 20 min de caminhada apressada. Vamos apreciando o bairro Miraflores. Que gostosura morar em um lugar tão simpático. Passamos por três condomínios fechados de casas, uma mais linda que a outra, nada de estilo moderno. Miraflores funciona e é exemplar em termos de limpeza, segurança e atrativos. Parece com o bairro de Providência de Santiago no Chile. Mesma qualidade de vida.
Vimos a gari, senhorinha agradável, que nos dera informações um dia antes. Falamos com ela, um doce. Varre a rua com vassoura de piaçava. O povo ajuda muito os turistas, são um amor.
Enfim, entramos no Turibus amarelo em direção ao famoso Centro Histórico. A guia Melissa e o motorista Benito, vemos ciclovias nas ruas e um rapaz de bicicleta com carrinhos de doces/pastelaria atrás. E zero de mulheres grisalhas (eu!) e menos cachorros do que no Brasil. Amo observar a vida da cidade.
O ônibus sai às 9h30 e às 14h30, preferimos o da manhã. São 4 h de passeio, com uma caminhada de uma hora, sendo a última visitação no museu/monastério de Santo Domingo (1540). Estamos na av. Armendáriz. Avisam para tomar cuidado com os galhos de árvores no segundo andar do ônibus. Passeio panorâmico. A guia conta que Miraflores era um balneário usado por famílias importantes no séc. XIX, tinha casas de veraneio. Atualmente, são aproximadamente 13 quadras, com área comercial, gastronômica, parques, um distrito moderno e turístico que possui ainda um sítio arqueológico. Vemos a Prefeitura de Miraflores, o Palácio das Artes, ao lado do parque Kennedy, bancos, rua das pizzas. Os policiais usam jaquetas, assim como os cambistas e guardas de trânsito.
Ninguém mexe em uma flor nos parques, parabéns, Lima. Vi a loja Falabella, a “cara” de Buenos Aires (que fechou, infelizmente). Passamos pelo sítio arqueológico Huaca Pucllana, culturas pré-inca, politeístas, de sacrifícios humanos, com conhecimentos avançados de pesca, engenharia, agricultura e também de metalurgia e astronomia. Veneravam o mar, a lua, faziam rituais com mulheres. No mundo andino, o sacrifício era pela fertilidade, pela Mãe terra. Existe a pirâmide do Sol feita de tijolos de barro (arbolitos) em forma de estante de livros, ou seja, técnica de livreiro para absorver as ondas sísmicas da região. Os povos que lá viveram sabiam dos terremotos. São mais de 200 ruínas no país, uma das 3 mais visitadas é o sítio arqueológico da Civilização de Caral, cidade sagrada, a mais antiga da América, no vale do Supe, a 200 km ao norte de Lima.
Lima é a única capital da América do Sul com acesso ao oceano Pacífico. Encontra-se entre o oceano e a cordilheira dos Andes. Ao redor da capital existem muitas montanhas, o clima é subtropical, árido, chove pouco e é muito úmido (66 a 80%). O trânsito é intenso, desgovernado, uma loucura, eis uma questão séria da cidade.
O bairro/distrito de San Isidro foi fundado em 1931, separado de Miraflores. Divide-se em dois setores: à direita, o financeiro e à esquerda, o residencial. A avenida Petit Thouars, do início do séc. XX, é em homenagem ao vice-almirante francês Abel-Nicolas Georges Henri Bergasse du Petit Thouars que lutou na Guerra do Pacífico entre o Chile e uma aliança boliviana-peruana.
No Peru, existem 40 comunidades étnicas com suas características, país multicultural, cuja economia se baseia em mineração, pesca e agricultura. Exportam abacate, cacau, aspargo, uvas, lúcuma, café, manga, quinoa e mirtilo. Comem muito ceviche e lomo saltado. Segundo o Google, é um prato tradicional peruano, uma carne refogada (salteada) que combina tiras de carne bovina com cebolas, tomates, batatas fritas e outros ingredientes, frequentemente servida com arroz. É uma fusão da culinária chinesa (Chifa) com ingredientes peruanos, tendo sido criado por imigrantes chineses no século XIX. As bebidas nacionais são inka cola, chicha morada (parece o aluá do nordeste brasileiro) e pisco sour. Línguas oficiais: espanhol, quíchua e aimará.
Estamos na avenida Javier Prado, universitária, a mais extensa de Lima, vai de oeste a leste. San Isidro, onde se situam as embaixadas, é de classe média. Os semáforos na cidade têm marcadores de tempo, muito prático para o pedestre. Todos respeitam. Que inveja!
Bairro Lince, de classe média, distrito pequeno, onde se localiza o Parque da Reserva em homenagem aos soldados que lutaram na Guerra do Pacífico e também a segunda atração turística mais visitada da cidade: o Circuito Mágico das Águas, a partir das 15 h até a noite. São 13 fontes cibernéticas de onde música, água, som e luzes se mesclam em espetáculos únicos e incríveis. Não fomos, mas meu irmão Ricardo e família assistiram e disseram ser fantástico. Um dos mais antigos parques, de 1929. O Parque da Reserva foi construído para honrar as tropas que defenderam Lima durante a Guerra do Pacífico entre 1879 e 1884, nas batalhas de Miraflores e San Juan, de acordo com o site https://www.viagensmachupicchu.com.br.
O MALI (Museu de Arte de Lima) se localiza no Parque da Exposição, endereço: Paseo Colón,125. Bairro de Santa Beatriz, centro de Lima. A Wikipédia nos conta que foi construído para substituir as muralhas da cidade, demolidas como parte de um projeto de renovação da cidade para sediar uma exposição internacional em 1872.
Distrito de La Victoria. Muito movimentado, de classe média baixa. As guias sempre comentam a classe social. Museu de Arte Italiana, presente da comunidade do respectivo país, de 1923. Museu público, exibe obras de arte italiana de princípios do séc. XX. Praça Miguel Grau, formosa, em pleno centro. Palácio da Justiça, monumental, sede da Suprema Corte do Peru. Segundo o Google, arquiteto: Brunon Paprocki, estilo neoclássico, inaugurado em 1939. Av. Paseo de la República. Localizado em frente ao Paseo de los Heróes Navales.
Chegando ao Centro Histórico, ruas estreitas, com influência europeia. Continuaremos com nosso passeio em breve.
Peru surpreendente-sítio arqueológico Huaca Pucllana-Miraflores-Lima-dia 2
Shopping Larcomar e o oceano Pacífico-Miraflores-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é segunda-feira, dia 6 de maio de 2024. O Carlos e eu continuamos conhecendo Miraflores, distrito de Lima. Pós almoço no shopping Larcomar, voltamos ao ônibus turístico (Miraflores Bus Turístico) a fim de ficar no sítioarqueológico Huaca Pucllana. Nós o pegamos em frente ao guichê Información Turística Tours &Ticket, com o atendente Mario, na praça Salazar ao lado do shopping.
Estamos na av. La Paz. Não canso de me encantar com a cidade, cujas praças são floridas e belas. O clima esfriou, ainda bem, estávamos com muito calor, afinal saímos do hotel preparados para o frio. Avenida Larco, a principal de Miraflores. O prefeito ou alcalde (em espanhol) de Miraflores é Carlos Canales, fantástico cada distrito ter o seu e saiba que são 43.
Passamos novamente pelo parque central do bairro: Kennedy ou dos Gatos, como é conhecido. Tem estacionamento subterrâneo. A avenida Larco é maravilhosa. Na calle ou rua San Ramón paramos por 10 minutos. Os restaurantes do calçadão são mais em conta. Na rua, vemos cambistas com dinheiro na mão e muito, que inveja! Lembrei de Salta na Argentina onde trocávamos a moeda na rua na maior tranquilidade.
Como os peruanos valorizam seus escritores e pessoas importantes, estamos na avenida RicardoPalma. Nasceu em 1833 e morreu em 1919. Escritor, traduzido em várias línguas, jornalista, escreveu “Tradiciones Peruanas”, foi diretor da Biblioteca Nacional, nomeado em 1883. Olhando para os jardins no meio-fio, tão bem cuidados. Na avenidaPetit Thouars, gostei de ver a soparia “Siete Sopas” de sopas e caldos. Amo canja, eis a razão. São várias lojas na avenida, são três quadras com lojas de artesanato e restaurantes, venda de roupas de lã de alpaca, e ouro. Os Mercados Incas se situam na avenida. Inka Plaza, Indian Market e outras lojas. Considero o artesanato andino belíssimo, por ser colorido e atraente.
Próxima parada: Huaca Pucllana. Cruzamos outra avenida fundamental: av. Arequipa. Rua Tarapacá. Enfim, chegamos, descemos e entramos em grupos separados pela língua falada: espanhol e inglês. Escolhemos espanhol. 15 soles PEN. Estamos em um sítio de mais de 1600 anos, incrível. Há o museu pequeno, fechado, na entrada e o enorme, aberto, a céu aberto. A guia Bianca tem muito a dizer.
Vamos à cronologia dos povos pré-inca e pré-colombianos. Segundo a Wikipédia, primeira fase: Cultura Lima de 200/400 a 700 d. C; segunda fase: Cultura Huari (Wari) de 800 a 900 d. C; terceira fase: Cultura Ychsma de 1000 a 1532.
Huaca Pucllana-Miraflores-Lima-Peru-foto tirada por Mônica D. Furtado
O sítio está em processo de recuperação. Existiu de 400 d.C. até 1542, com uma grande pirâmide de 25 m. Interessante que todo o sítio estava debaixo da terra, era um monte, a erosão e a terra caindo na década de 1980. No local, aconteciam treinos de motocross e bicicross até que foram abrir uma avenida e houve a descoberta de ossos e do sítio quando tiraram a terra. O passeio pelo sítio arqueológico dura 1 hora. Pucllana na língua quíchua (ou quéchua) significa “jogar, brincar, fazer carnaval”, de acordo com a Wikipédia.
As descobertas foram de cair o queixo: a população Lima havia construído uma cidade que era perto do mar, foram 200 anos de trabalho, com blocos de barro vertical resistentes a terremotos, tanto que há tremores e terremotos em Lima e lá não atinge, o terreno continua estável. 1000 anos antes era o espaço mais antigo de Miraflores como cidade. A pirâmide era simétrica, um grande pastel retangular com muros amarelos e 7 pisos, além de rampas para chegar ao ponto alto. A parte mais alta era o templo usado para banquetes e conexão com o mar. A parte baixa era pública, onde pescadores, agricultores e artesãos se reuniam. No lugar aconteciam sacrifícios humanos, foram encontrados 30 corpos, mulheres de 16 a 25 anos de idade, eram mães. O motivo era pra trazer fertilidade para o povo e impedir desastres naturais.
A Wikipédia nos conta que a técnica de construção predominante consiste em colocar adobes na posição vertical, alinhados com argamassa na base e parte superior, deixando pequenos espaços vazios nas laterias. Isso dá a ela um aspecto de livros em uma estante, por isso o estudioso PedroVillar Córdova o chamou de “técnica do livreiro”.
Prosseguimos com a nossa caminhada a pé no sol, o local é muito árido. Passamos por uma balsa antiga, conhecida como “Caballito de Totora”. A Wikipédia nos informa que são embarcações usadas por pescadores no Peru nos últimos 3 mil anos e a UOL diz que são barcos pesqueiros individuais, umas pranchas rústicas.
No ponto de sombra, blocos de barro e conchas marinhas trituradas com águas de irrigação secados ao sol. A área de escavação ocorre ao lado sul atualmente, nem tudo foi explorado ainda. Huaca Pucllana foi descoberta em 1981. Subimos a rampa de areia, um esforço grande, para setores exclusivos com tumbas verticais tendo dentro alimentos e sacos. A população era pacífica. Viviam de pescados e da manufatura têxtil, o mar era essencial para eles, estavam a menos de 2 km do mar. A cordilheira dos Andes Centrais se veem daqui. Em 700 d. C., a população Lima sai do local por falta de água, a razão encontrada. Saem os Lima e entram os Wari que usam o sítio como cemitério. 82 tumbas, cada tumba para 3 ou 10 pessoas em posição fetal e com mantas. A cabeça baixa representa o poder. Os Wari sacrificavam bebês de 1 a 5 anos, tradição marcada, não se sabe se os pais também eram sacrificados. Os estudos estão sendo feitos. No norte, o líder e sua família mais animais domésticos eram todos sacrificados. Com as pesquisas, se sabe das enfermidades de quando tinham 40 a 45 anos.
Subiremos mais. Fizeram um promontório de madeira, os povos tinham sempre contato com o mar. Em 1746, houve o maior terremoto do país, cujo epicentro foi em Lima, capital. Depois um tsunami destruiu Callao, na região metropolitana de Lima. Pucllana foi protegida. Eis o ponto mais alto de Lima. Curiosidade: o nome Lima, conforme o Google.com, pode ter a sua origem relacionada com a palavra LIMAQ ou com o idioma aimará. LIMAQ significa “aquele que fala” ou “aquele que tem a capacidade de falar”, o vale do rio Rimaq onde foi fundada Lima, chamava-se Rimaq em quéchua. No idioma aimará, LIMA/LIMAQ significa “flor amarela”. Vemos mais tumbas em posição fetal nos muros. As áreas de escavação não são estáveis. Aliás, sempre quis ver arqueólogos em ação ao vivo. Realizei meu sonho.
Homens/bonecos com oferendas-Huaca Pucllana-Miraflores-Lima-Peru
Na descida, vemos bonecos vestidos como na época segurando oferendas, fato baseado em escavações arqueológicas. Para os Wari (800-900), Pachacamac era o deus dos terremotos, para acalmá-lo, no centro de repositórios haviam cerâmicas com os sacrifícios humanos e oferendas de animais. O Google.com acrescenta que Pachacamac era o deus criador da mitologia inca, reverenciado como um oráculo e centro de peregrinação. O seu nome significa em quíchua “Alma da Terra”. O culto existia desde o império Wari anterior ao império Inca. Já a Wikipédia adiciona que Pacha Kamaq é uma divindade associada aos fenômenos vulcânicos sobre a crosta terrestre. Tinha a capacidade de controlar os movimentos da terra e causar abalos sísmicos. Significa “criador do universo”, onde pacha significa “universo , mundo ou terra” e Kamaq “criador”. Era esposo de Pacha Mama (Mãe Terra) e filho dodeus Sol.
Fim do centro cerimonial. Mais caminhada. Embaixo, na forma real, um casal de cachorros, mais junco, e um pé de algodão. Parece um zoológico com patos crioulos, lhamas e alpacas. Do seu cruzamento saiu o misti (dito pela guia/misto) ou huarizo, menor. Além de preás pequenos, de 1 a 2 anos, para venda, e o cuy, roedor, ou porquinho-da-índia, há plantações de lúcuma, o sabor preferido do Peru, um fruto mistura de “sapoti com abacate”. Tem sabor adocicado idêntico à baunilha.
Parte final: na parte baixa se situava o sítio de trabalhadores de Pucllana, formavam blocos à mão e, posteriormente, eram colocados ao sol, já mencionei que levaram 200 anos para construir. Não há nada escrito, as famílias completas trabalhavam do centro para o mar. Sacerdotes impactavam a cerâmica. A oferenda da cerâmica vazia com figuras e elementos do mar. Templo em direção ao mar. Pucllana, lugar sagrado, usado para entretenimento e para a religião. Os arqueólogos forenses descobrem muito pelos fardos e corpos cobertos. Sabem o extrato social da pessoa, a idade e mais informações do falecido. Trata-se de um trabalho intenso de investigação. São 2500 buracos descobertos. A Wikipédia nos chama a atenção que em 2008 foi descoberta “a dama dos olhos azuis”, como foi denominada, por ter duas pedras azuis no lugar dos olhos, ou seja, eram usados para colocar oferendas. Também consumiam carne de tubarão.
Em pt.wikipédia.org, Pucllanaé um local sagrado (huaca) constituído por uma pirâmide truncada de 25 metros de altura e um conjunto de pátios, praças e muros a nordeste. Possui um salão de exposições, circuito de visitas e outras atrações. Possui seis hectares, mas na década de quarenta do século XX a área era o triplo da atual; o abandono e o desinteresse no passado fizeram com que valiosas evidências e pirâmides menores fossem destruídas para a construção de casas, avenidas e parques.
No museu pequeno e informativo se sabe mais sobre a cultura Wari ou Huari. Eram produtores têxteis. Tecidos feitos para a pós vida. A sociedade Wari foi uma sociedade de caráter imperial cuja capital é o atual departamento de Ayacucho, localizada no centro sul da Cordilheira dos Andes do Peru. Depois de um passeio tão instrutivo, demos um agrado à guia. Que país mais rico de cultura.
Voltamos de ônibus para o shopping Larcomar, compramos no mesmo guichê, na praça Salazar, o passeio para o dia seguinte com 10% de desconto. Dentro do shopping, descobrimos uma loja Columbia, boa para viajantes aventureiros. E jantamos no Lucio Caffé: suco de morango e sanduíche piadina sandwich Inglese que na verdade, é presunto, queijo americano e ovo. Piadina é pão de frigideira. De lá, sorvete no Pinkberry de morango e da fruta tão falada dos peruanos: lúcuma. Deliciosa.
Cuscuz marroquino do almoço-Restaurante L´Orientale-Marrakech-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Hoje é dia 10 de novembro de 2024. Continuamos com o nosso passeio a pé pela parte antiga da cidade. Paramos no Café La Menara para um cafezinho com o guia Tuk. Ele é bom de papo. O marroquino, pelo visto, gosta de cuidar da saúde. Ele dá dicas: o óleo de cactus é um botox natural e o chá das oliveiras é bom para hipertensão.
Passamos pelo bairro judeu Hay El Mellah, na zona sul da medina. Um mercado aberto com lojas diversas. Vemos frutas, lembrancinhas, roupas, massas folheadas fabricadas ali. Motos entre a gente, uma graça. Turistas mil. O rabino morava no bairro e há marroquinos judeus que habitam no momento. Segundo o site https://www.marraquexe.net, algumas diferenças arquitetônicas ocorrem com o resto da medina: as varandas e janelas se abrem para as ruas, as casas são mais altas e os apartamentos menores. Os joalheiros eram tradicionalmente situados no local, já que os judeus tinham um longo e histórico monopólio do ouro no reino marroquino. O souk ou mercado do bairro Mellah foi recentemente renovado graças a doações de judeus americanos e do rei do Marrocos.
Na porta, saímos para a mesquita. Os prédios em Marrakech não podem ser mais altos que o minarete principal da mesquita. O imame (imã), sacerdote muçulmano, tem que memorizar o Corão inteiro, umas 8600 palavras. Para os outros fiéis, devem saber no mínimo o primeiro capítulo. A pessoa que sobe ao minarete e grita ou anuncia a reza é o muazin. Antes não haviam elevadores e alto-falantes. Hoje, ao vivo embaixo e no microfone. Os horários para as orações mudam dependendo da posição do Sol. No mundo inteiro são chamadas simultâneas (adhan), 5 x ao dia: no nascer do Sol, meio-dia, meia tarde, noite e crepúsculo.
O Tuk nos leva a uma farmácia bem conhecida para mostrar produtos: Ircos Cosmetics (endereço:109 Quartier Industrielle) e Herboristerie Bab Agnaou. O farmacêutico fala espanhol e recebe a nós brasileiros (somos três) em uma sala privada e dê-lhe mostrar maravilhas. Óleo de argan como cosmético (não tostado) e para cozinhar (tostado, bom contra o colesterol), para o fortalecimento do cabelo e das unhas. O argan puro, não oleoso, bastam 8 gotas, o oleoso misturado com flor de girassol. Sabonete, creme hidratante, produto para tendinite, creme contra fungos, eczema e óleo contra rosácea. Óleos mil, perfumes como batom de eucalipto, de laranja, almíscar, cristal para sinusite, perfume antitraça, pitaya ou figo da Índia, botox natural em óleo, melhor que rosa mosqueta (4 gotas 3x semana). Pó misturado com açafrão para dor menstrual com água quente. Uau, saí toda perfumada, um lugar que queria ter comprado todo. No final, saí de lá com perfume flor de laranjeira para calmante em forma de batom, se coloca na testa dos dois lados antes de dormir e com chá de cominho para uma boa digestão. Aprendendo com os marroquinos. Demos 60 DH (R$36,14) para o Tuk de presente e nos separamos. Ele perguntou se queríamos ficar pelo local, mas dissemos que depois do almoço iríamos embora.
Pastelão de frutas-sobremesa do almoço-Restaurante L´Orientale-Marrakech-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado
O motorista vem nos buscar às 15 h, então ali perto o Tuk nos deixou no restaurante L´ Orientale devidamente recomendados. Av. Mouahidine et Rue Bab Agnaou Marrakech. Restaurante típico marroquino, o valor da refeição com entrada, prato principal e sobremesa por 120 DH (R$72,28), o guia nos ajudou na negociação. Na mesa, toalha marroquina com pétalas, muitos turistas, lugar formoso. Antes, havia comprado chaveiros de lembrancinhas, as lojas são uma loucura e o preço fantástico, pena estar tão na pressa. Vamos ao cardápio: salada crua, cuscuz marroquino e pastelão de laranja, romã e uva, coberto por um creme leve. Refeição suave, delícia! Pra variar, tinha gato perto de mim.
De volta ao hotel às 15 h. À noite tínhamos um jantar sensação. Ficamos sem saber muito bem as diretrizes, isso faltou, porém sabíamos que alguém passaria às 20 h, então estávamos prontos no lobby do hotel Palm Plaza & Spa Marrakech na hora combinada. Chegou o motorista Nordim que já conhecíamos, muito simpático. E rumamos ao Complexo Chez Ali, longe que só, na Route de Casablanca, somente o Carlos e eu, o Renato não quis ir e o pessoal da excursão já havia partido.
Ali se fala o árabe, o berbere e o francês. Chegamos com cavaleiros nos esperando para a foto de entrada. Há a Caverna do Ali Baba com roupas berberes expostas e joias de mulheres. Mulheres vestidas de roupas típicas. Uma era originária de Ouarzazate com tatuagens de henna no queixo. O espaço é gigante, com músicas diversas, grupos de danças e roupas bonitas. São trupes folclóricas de todo o país. Funciona todos os dias, mesmo sendo lugar para turista ver, amei. Nunca vi nada igual. 25 anos atrás era só almoço com espetáculo de cavalos, porém foi crescendo e hoje é imperdível. O rei Hassan II esteve no lugar e gostou. Ajudou com a água e eletricidade. Vemos tendas Kaidal do deserto.
Há várias tendas de restaurantes para grupos grandes, o nosso era só o Carlos e eu, uma pena tanta comida. Bebidas por fora, gastronomia do povo berbere. Primeiro: sopa com especiarias e massa. Muito bom. Segundo: prato principal: tagine de carneiro com ameixas-pretas e sementes. O Carlos aprovou. Os grupos de música com homens e mulheres que estavam do lado de fora entram na tenda e se apresentam para cada mesa. Com roupas e apetrechos de cabelo dos homens diferentes. Que país mais colorido.
Veio o prato principal para mim de cuscuz com frango e legumes, gigantesco. Prato para 10 pessoas, fiquei triste por deixar tanto. Depois, cominho com água para a digestão, mais o prato doce: um pastelão com molho suave e amendoim triturado em cima. Maravilhoso com frutas dentro. Chá de menta e biscoito. Socorro! Vamos explodir! A coca cola: 30 DH (R$18,07). Quase a mesma comida do almoço, ainda estávamos cheios, imaginem.
Espetáculo no Complexo Chez Ali-Marrakech-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Saímos para as arquibancadas já repletas de gente a fim de ver o espetáculo. Em frente, um campo aberto. E vai começar. Dromedários, música árabe, multidão aplaudindo. Cavaleiros berberes fazendo acrobacias nos cavalos e saindo em grupo para atirar suas espingardas em uníssono, ovelhas com pastor, um burrinho fazendo graça, finalmente, todos os grupos de dança e música juntos. Aladim no tapete voando e uma dançarina de dança do ventre no meio do campo, dentro de um local móvel. Fabuloso. Saímos realizados e felizes.
Marrocos, que país marcante e cheio de cores. Amei! Jornada que valeu a pena, indico.
Marrocos colorido-Marrakech-Jardins de Menara, Palácio do Bahia e outras curiosidades-dia 7
Hoje é dia 10 de novembro de 2024. O Carlos e eu no hotel Palm Plaza & Spa Marrakech, no retorno de um giro ímpar por cidades do Marrocos. Estamos no final da excursão da Special Tours/CVC, mas ainda com muito a conhecer. Ficamos no hotel somente os três brasileiros, eu incluída. Os espanhóis foram embora no dia anterior.
O dia começa com um café da manhã espetacular, vou sempre me lembrar. O iogurte é servido em um copo e é divino, um sabor incrível. Vejo passarinhos no salão imenso e repleto de turistas. A mesma comida do jantar anterior estava presente, muita gente come na primeira refeição. Não deu tempo para o meu cafezinho, tínhamos que encontrar o condutor que nos levaria ao passeio pela parte antiga da cidade.
Às 9 h, o condutor Aiul, que só fala árabe, nos pega em um carro preto chique (Dacia Lodgy) e leva a mim, o Carlos e o Renato ao encontro do guia Tuk. Fala várias línguas e é muito bem preparado. Com a gente, foi no espanhol. Os táxis são amarelos, a cidade é plana e vermelha. Eu gosto muito de cidades espaçosas.
Jardins de Menara-Marrakech-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Fomos aos grandiosos Jardins de Menara, os jardins mais conhecidos da cidade e antigos do Ocidente muçulmano. A fama tem a ver com um grande sistema hidráulico do séc. XII. A água vem do Atlas e foram utilizadas ferramentas antigas como pá e picareta, escavavam por baixo e faziam canais subterrâneos conectando com água de poços para lutas contra a falta de água. No inverno chove, mas pouco, tudo é seco demais. O fato de a cidade ser toda verde e sem chuva tem um segredo: esse antigo sistema hidráulico usado na agricultura/irrigação e para beber.
Segundo o site https://visitmarrakech.com, as necessidades hídricas destes espaços eram satisfeitas graças aos esgotos subterrâneos (Khettara), escavados segundo uma técnica iniciada pelos almorávidas a partir do século XI e adotada pelos almóadas, que enriqueciam a rede de canalizações superficiais. A criação desses jardins, segundo Ibn Sahib Assalate, é atribuída a Hajj ibn Yaïch, estudioso e legislador do Império Almóada. Para além das suas funções utilitárias e recreativas, esta piscina servia para o treino de natação dos soldados almóadas, em preparação para a travessia do Mediterrâneo até a Andaluzia. O mesmo site nos conta que autores antigos atribuem seu primeiros desenvolvimento ao sultão almóada ´Abd al-Mu´min ibn ´Ali (1130-1163). O sultão alauita Sidi Muhammed mandou construir ali um pavilhão com um mirante que servia de local para passeios e descanso.
O tanque do séc. XII, enorme para juntar água. 50 m de comprimento, 83 mil m³ de água, 150 m de largura e 2,80 m de profundidade, de acordo com o guia. A comporta abre e leva água por canais para o parque, uma irrigação controlada. As oliveiras começam aqui, são 100 hectares plantados. Mais de 100 canais vindos da cadeia montanhosa Atlas que baixam água sem neve e chuva. Poços evitam inundações. Antigamente se bebia essa água, hoje não mais, pois há a barragem Hassan II.
Os guias gostam de contar detalhes da sua cultura e de falar mal da política. Açafrão e oliveiras são bons laxantes. Os muçulmanos comem ruminantes herbívoros, porco nem eles nem os judeus. Motivo? Porque comem sujeira.
A importância da oliveira é secular. No séc. XX encontraram uma árvore parecendo selvagem. As azeitonas foram trituradas para o azeite e da árvore saiu a pepita argan.
Visita ao exterior da mesquita Koutoubia,irmã gêmea da Giralda de Sevilha na Espanha. Menara significa “farol religioso ou que indica o caminho”. Vemos o minarete: al-manara, um farol que indica o caminho para as chamadas religiosas e o caminho dos viajantes. No Marrocos, funcionava a Rota do Sal, para conservar a saúde para a pele (dermatologia), como feridas de pele de humanos e animais, dromedários, por exemplo. No séc. XVI, o sal era trocado por ouro. Combinado com a Rota do Sal, havia a Rota da Seda, a China oferecia chá, arroz e laranjas, a Índia especiarias. Havia ladrões no Atlas e na Península Ibérica de “olho” nas mercadorias.
Não se bebe água da torneira. No passado, a cabaça era a cantina para levar água com qualidade. O marroquino fala muito em saúde e na importância da água. Nos séculos XI e XII havia a luta para conseguir água boa de beber, viam a neve no Atlas como água. Das especiarias da Índia vieram também plantas compradas para curas. Os guias também falam muito contra armas, indústria farmacêutica e alimentação errada. Antes se comia pão com cevada e trigo, arroz nos finais de semana com resto de carne e peixe. A paella é herança dos árabes da Andaluzia, Espanha. A gente vê policiais a cavalo, são árabes e berberes. Estamos na praça Jmaa el Fnaa, um dos lugares mais interessantes de onde se acessam os souks (mercados) e a medina. Laranjeiras azedas na calçada, vieram da China, fazem sucos bons de vitamina C e são usadas na fabricação de geleias azedas para os britânicos. Há dromedários no local.
Estamos na medina (cidade velha) com a muralha, usada para a segurança à época, pois havia ladrões no passado. No séc. XV, muçulmanos e judeus foram perseguidos pela inquisição, então os judeus fugiram para a medina. A vida era honrada com respeito à religião dos outros. Três bolas no minarete. Convivência boa com a religião. A grua mostra a direção para Meca, o nascer do Sol. O bairro judeu perto do Palácio Real. Casa com pavimento era de judeu.
Os profetas eram intermediários de Deus com o ser humano. O poder leva ao mal. Política mundial difícil. Regras religiosas contra armas. O turista quando entra no país tem que ser protegido.
O shopping Menara Mall. Avenida Estrada da Porta Nova onde há grandes jardins e oliveiras também. Entre 1912 e 1956 o Marrocos foi colônia francesa, era pra ser protetorado, mas não foi. Os franceses construíram igreja, hotel. O rei Hassan II permitiu a nacionalidade dos judeus por meio de um decreto real. Em 1948 muitos foram embora para Israel.
Continuamos a caminhada a pé pela cidade antiga. Muitos turistas em todos os sítios históricos.
Entramos no Palais Bahia, Palácio do Bahia ou Palácio da Bonita, propriedade de um nobre da cidade. Encontramos mais laranjeiras azedas no lugar, substituíram as cabaças. Boa para enxaqueca a flor da laranjeira, usa-se o extrato que é relaxante. Para mulheres, então, com os maridos e as crianças gritando é especial. Achei um comentário engraçado. Para aliviar a cabeça, usa-se com leite. O guia Tuk compra nossas entradas para entrar no palácio.
São 8 hectares. O ministro que o construiu queria uma vida privada. Para isso necessitava de uma passagem cotovelo, um corredor, sem janela para ter privacidade e não ofender ninguém: ricos com pobres juntos. Deus quer o coração, a roupa não interessa, segundo o guia. Para tanto, o uso da vestimenta djellaba (a túnica) que esconde o traje por baixo. Dentro do palácio, um jardim marroquino. Escritórios de secretário e do ministro. O cedro usado. Teto lindo, salas diferentes. Vida administrativa do ministro. Salas para marroquinos diferentes das salas para estrangeiros. Cada sala com teto, tapetes no chão diferentes. Teto com tapetes iguais pareciam espelhos. Lá se faziam tapetes ricos de acabamento, outros de algodão. Para aquecer a casa, braseiro e mobiliário para cobrir o chão no inverno. Quando os franceses se foram, levaram os tapetes. Eram imperialistas. Não era protetorado, mas colonização.
Riad é uma casa com jardim, plantas e laranjeiras. Casas sem jardins também existem. A árvore cedro no Marrocos não é exportada. O muçulmano é monoteísta, crê em Deus. Os guias falam muito na religião deles. Casamento entre membros de famílias diferentes é bom para a paz. Mulheres viúvas seriam a segunda esposa, gesto nobre para a mulher ser amparada. Regra religiosa do passado: a poligamia, até quatro mulheres. A favorita seria a que tivesse um filho homem. Se a concubina tivesse o filho homem, se tornava a favorita e não as esposas. Em 2004, o rei Mohammed VI criou uma nova lei: só há uma segunda esposa se a primeira aceitar e há contrato com vantagens materiais para a primeira. No Palais Bahia, havia três salas para as outras e uma para a favorita. Hoje não mais esse harém todo, a economia não permite e o pensamento muda. O rei inovador Mohammed VI só tem uma mulher. A educação é que conta.
Salão marroquino no Palácio do Bahia-Marrakech-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado
O salão marroquino com sofás e de mármore italiano com acesso privado era o da favorita. O guia nos conta muito sobre a cultura à época. Na religião se aceita o divórcio se o casamento não estiver bom. No Marrocos não se usa burca, não é obrigada a se cobrir toda. Nos jardins de inverno do palácio, havia espaço para as quatro esposas/mulheres em um pátio grande passearem e tomarem vitamina D sem cruzarem uma com a outra. Hoje são usados para eventos culturais, musicais e de casamentos. Os guias falam de forma aberta sobre assuntos matrimoniais.
Vimos plantas de ginseng, boas para a cabeça. Do pátio aberto, saímos para o jardim com uma gateira, ou seja, os gatos entravam pelos buracos na porta a fim de comer os ratos, e ali também funcionava escola para os filhos. Eram selvagens, hoje, não. Atualmente esgotos, antes fossas antissépticas.
Continuamos no Palácio do Bahia. Na casa, os pátios são abertos e as janelas para dentro. Tetos altos e quartos fechados com temperaturas agradáveis para o frio. São pequenos, quadrados, sem janelas, com tapetes, a cama em cima do chão com armários. O teto fechado para evitar temperaturas fortes. Para o verão se usava os quartos maiores com degrau, uma porta dentro da outra. Casa completa com lado para os servos. Muitos detalhes na casa. Quarto pequeno para a mulher amamentar, passagem com três portas. Guardas na passagem cotovelo para evitar a entrada de estrangeiros. Banheiros. Pintura nos tetos feita de cedro, pigmentos, papoula (cor vermelha), alecrim (cor verde), alfavaca, puro açafrão em pó, filamentos, barba do milho pintado, índigo vegetal (azul, usado por tuaregues contra mosquitos), clara de ovo (cor branca), antimônio para proteger os olhos (cor preta).
No mundo muçulmano, não há imagens, consideram idolatria, mas existem a caligrafia (saúde permanente, a escrita), os motivos florais e geométricos.
Os muçulmanos não são fãs de carne vermelha, porque os animais comem coisas sujas. Preferem a carne salgada, cevada fervida e seca, tâmaras com leite, bom para a saúde. É o que comiam nas caravanas do passado. Mulheres puérperas tomam cerveja (cevada) e pão.
Sem dúvida, outro mundo. De lá vamos prosseguir nos passeios.
Renato com a gente em frente ao Kasbah Aburir em Ouarzazate-Marrocos-foto selfie tirada pelo Renato
Hoje é sábado, dia 9 de novembro de 2024. Saímos do Hotel Karam Palace em Ouarzazate e vamos aos passeios. O condutor do ônibus se chama Reduan e o guia Abdul. Nosso guia tem conhecimento variado. Conta sobre o argan, comum na região. Segundo o site https://esteticacabofrio.com.br, o argan é um óleo extraído das nozes da árvore de argan, nativa do Marrocos. Amplamente reconhecido por suas propriedades nutritivas e hidratantes, muito bom para a saúde da pele e dos cabelos. O guia continua: o último terremoto destruiu muito do Kasbah Aburir que iremos conhecer por fora. Os kasbahs ou fortalezas ficavam sempre na parte alta para observar os soldados inimigos que vinham para guerrear ou as caravanas que passavam. Estamos na avenida principal, muito formosa, com palmeiras em formato de abacaxi, e tiramos fotos do majestoso kasbah. Passamos pelo Tribunal de Primeira Instância de Ouarzazate, bonito.
Ouarzazate em berbere significa “sem barulho” ou “sem confusão”, tem uns 70 mil habitantes e a maioria deles trabalha nos filmes feitos na cidade, ganham em dólares. Por isso ser chamada de Hollywood marroquina ou do deserto. É a maior cidade do Saara marroquino. Interessante dizer que não encontramos um cinema. As produções cinematográficas são grandes e alguns estúdios são abertos à visitação. Sentimos muito o orgulho do guia com o seu país.
“Cleópatra”, de 1999, foi filmada nos Estúdios Atlas. Para a película Kingdom of Heaven (Reino dos Céus), de 2005, foram usados 300 cavalos, e custou 2 milhões de dólares somente para 35 minutos de filme. Os táxis são amarelos. Na cidade, há várias fortalezas utilizadas, incrível. Uma é a mesma da construção de Jerusalém. Os turistas visitam Ouarzazate para conhecê-las, em um estúdio a entrada é uma claque de filmes. Segundo o guia, nos Cla Studios se produzem filmes, as roupas, manufaturas e armas utilizadas nas produções. Eu nunca conheci uma cidade assim, que vive inteiramente de cinema.
Venda de pratos coloridos e cerâmica pelo caminho. Estamos na direção de Marrakech. Dentro do ônibus, cada turista deu 100 DH (R$57,58) de presente para o nosso guia fantástico Abdul e motorista Reduan. O guia disse que fomos os melhores dos melhores, realmente, o grupo de 16 viajantes, sendo 3 brasileiros, era agradável mesmo. A gente senta junto no café da manhã e jantar e se diverte em “espanhol”. Diga-se de passagem: o espanhol é tão festivo quanto o brasileiro. Somos semelhantes. E na viagem ficamos próximos do guia.
Kasbah Ait Ben Haddoud a 30 km de Ouarzazate-Marrocos-foto tirada por Mônica D. Furtado
Estamos na descida da montanha, embaixo de um vale e vemos outro povoado. Impressionante a quantidade de controle nas estradas. Passamos pelo famoso Kasbah Ait Ben Haddoud e suaaldeia, Patrimônio Mundial da UNESCO, desde 1987, e cenário de diversos filmes, como “Gladiador”, de Ridley Scott, de 2000, e a parte 2 do último com Denzel Washington, de 2023. Além de “Sequestro no Mar Vermelho”, de Dante Lam, de 2018, “Rainha do Deserto”, de Werner Herzog, de 2015, “As Quatro Plumas” (The FourFeathers), de Shekhar Kapur, de 2002 etc. Este último é colossal, vale a pena assistir. Na Hollywood da África, existem muitos hotéis e restaurantes.
Estamos a 30 km de Ouarzazate. Descemos do ônibus e entramos em uma loja de um senhor tuaregue que vende armas antigas, cantis (para beber água), produtos decorativos, colares, tudo bem antigo. Casas em terracota com alfafa para aplacar o frio e o calor. Por ali, há lojas e uma varanda para fotografar o Kasbah Ait BenHaddoud. Impressionante, mesmo de longe. Um rio passa na frente, é um cenário árido e de mistério. Testemunhamos os visitantes explorando os cantinhos da fortaleza. No local, uma pequena vila de lojas e casas pequenas. Na de outro tuaregue, venda de joias estilosas em prata. Comprei um anel original por €20 euros. As pulseiras estilosas, a mulherada do grupo “endoidou”. Logo adiante uma loja de aquarelas de diversos tamanhos. Tintas feitas de açafrão, chá e índigo para as pinturas. O índigo é utilizado na coloração de turbantes. Comprei um postal pintado a 100 DH (R$57,58), belo de um kasbah, que coloquei em um porta retrato dourado.
Como o grupo da excursão era amigável, a gente dividia guloseimas no ônibus. Comemos amêndoas, tâmaras e figos secos. Estamos em uma carretera (estrada nacional em espanhol) nova com controle de velocidade. Entendo perfeitamente, pois os motoristas fazem ultrapassagens perigosas.
Cheio de povoados pelo percurso. Sábado é dia de compras para os funcionário públicos. Os ônibus esperam por eles. Gostam de carne de cabra. O guia dá muitas dicas. Há canaletas saindo das montanhas. Controle na estrada de novo. Subimos a montanha agora. Paramos no Restaurant Palaisde Tichka no percurso às 12 h, mas ninguém quis almoçar, só eu… Preferiram seguir adiante. Prosseguimos na subida da montanha, estamos na cadeia montanhosa Atlas. São marrons e verdes por conta das árvores. Marrons por causa do enxofre. O enxofre é amarelo, montanhas com sal, brancas. Terra de ouro e prata, bronze no sul.
Cruzamos o Col du Tichka ou Tizi n´Tichka,conhecida pela sua neve perpétua, mas no momento, estava sem. As mudanças climáticas agindo. A Wikipédia esclarece que se situa a 2260 m de altitude e é um passo de montanha na cordilheira do Alto Atlas. Montanhas de chocolate, no local há cordeiros brancos da cabeça negra, porque tem água. A carretera antiga era pequena. A atual é muito boa. 75% do fosfato do mundo vem do Marrocos. Encontra-se cobalto também.
Enfim, almoço no Café Restaurant Tizi Ait Barka, em Al Haouz Province, Marrakech-Safi, que oferece um visual impactante de montanha e vale lá embaixo. Uma mesa para 16 pessoas. Gostei da venda de postais, cadernos e marcadores de livros, lógico que comprei. 157 DH (R$90,44) mais chocolate da Polônia, uma delícia, parece suíço. Almoço: entrada de azeitona branca temperada e preta que parece ameixa, além do pão, duro de sempre, embora bom. Nunca comi tanta brochete, no caso, de peru e batatas fritas. Na mesa, a maior farra, os espanhóis são muito simpáticos.
Mais informações vindas do guia. Vacas ficam nas casas, as mulheres as alimentam. Vemos muitos tapetes para vender. O Abdul me fala sobre o norte do Marrocos: a cidade de Tânger e Chefchaouen (a cidade azul), quero conhecer. Já nas proximidades de Marrakech, ele nos conta sobre Amelkis Resorts, localizado em Marrakech, no Boulevard Mohammed VI, no sopé das montanhas do Atlas. São casas luxuosas como hotel e morada. Privacidade e campo de golfe com 27 buracos. Usam muita água. Interessante que os marroquinos não jogam golfe, só os estrangeiros. Precisam da autorização da companhia de água e eletricidade para funcionar. Quem tem casa lá são os atores Leonardo Di Caprio, Tom Hanks, o jogador Zidane etc. Existem outros campos de golfe na cidade.
Perto de Marrakech, as antenas de telefone como palmeiras, bem original e integrados à paisagem. O guia sempre fala em funcionários públicos. Pelo visto são valorizados. Têm apartamentos de 52 m² e pagam em 25 anos. A vida é mais fácil para eles do que para o restante da população. Laranjeiras no canteiro central. Entramos em Marrakech pela avenida larga e limpa, rodeada de árvores, um jardim privado onde somente estudantes entram. O clima é melhor entre as árvores.
Ao adentrar o mesmo hotel em que já nos hospedamos no início da viagem em Marrakech, nos despedimos do grupo alegre da nossa excursão e do Abdul no saguão do Palm Plaza Hotel& Spa (Zone Hoteliere De L Agdal em francês). Ele nos deu informações sobre o dia seguinte e nosso voo para mim, Carlos e Renato, nosso bom companheiro de jornada. Quarto melhor ainda, de rei. Saímos depois de nos acomodarmos e fomos passear no (shopping center) Almazar Centre Commercial (em francês), de 3 andares, cerca do hotel. As lojas Miniso (conheci em Lima-Peru e amei), Colin´s e Virgin Megastore são algumas delas. Muitas promoções de roupas/outlets, imperdível, pena eu não ter condições de comprar e tempo.
Jantar no hotel. O melhor buffet, espantoso o número de pessoas, o salão enorme. O feijão é uma fava, comi com arroz. Feijão com arroz, nada mais brasileiro. Doces diversos, pizzas, saladas mil, comidas variadas, tudo perfeito. Depois, hora de se recolher, pois no outro dia mais passeios por Marrakech. Estamos de volta à cidade vermelha.