Bela Itália-Sicília-Taormina-dia 4

Hoje é dia 8 de outubro de 2025. Estamos no hotel Antares Olimpo em Letojanni, perto de Taormina. O café da manhã servido em uma sala de refeições, linda, em tons de azul e dourado. Satisfatório, percebo gostarem muito de fritura. E de salsicha Frankfurter (embutido típico alemão) e batata rosti (tradicional da Suíça). Frutas, como maçãs, peras pequenas e ameixas, iogurte de morango natural bem azedinho e pães croissants diferentes. E muito mais.
Hotel bem em cima de um monte. Esplêndido. O Carlos e eu conversando com outros viajantes. Rosita e Cândido, de Floripa, bom papo. Na saída do hotel, por €25 (euros), pegamos o hop on hop off da empresa City by See, ônibus sempre prático para viajantes, pois faz paradas em lugares de atrações turísticas. Linha vermelha. Até a parada, tem que descer de elevador, seguir o caminho e passar por baixo do viaduto. A parada do hotel Olimpo está em frente. Quem trabalha com turistas, tem que falar inglês e espanhol por aqui. Ali conhecemos a nossa companheira de excursão, Ana, gaúcha, moradora da Ilha do Governador no Rio de Janeiro. Prazer em conhecê-la. Bom demais viajar e usar o audioguia em espanhol. Muitas informações importantes. Tudo muito organizado, com o informativo das paradas.
A estação do teleférico conecta o mar Jônico à parte alta com seus 725 m. O teleférico a 200 m de altitude acima do nível do mar. Vamos no ônibus com altos e baixos, ruas estreitas para subir e descer. A Isola Bella ou Ilha Bonita ou “Pérola do Jônico”, do rei Fernando I (de Bourbon), o rei das ilhas da Espanha. O site Visit Sicily nos conta que em 1806, o rei doou a ilha ao município de Taormina. Em 1890, foi comprada pela nobre inglesa Florence Trevelyan que a habitou e introduziu plantas exóticas, criando um bom retiro. A Sicília tem o maior vulcão da Europa, o Etna.
Giardini Naxos, um vilarejo charmoso, com mais de 50 hotéis. No centro urbano, palácios pertencentes à nobreza, a beira mar com barcos, uma baía deslumbrante, ensolarada, brilhante. Lugar com ruelas e casas antigas de dois pavimentos e sacadas com flores. Palácio da Prefeitura. Parada no centro, se eu pudesse morava na comuna. Linda Giardini Naxos, encantadora!!! Situa-se ao sul de Taormina. Ilhas me atraem.
Contos sicilianos passam por gerações, são suas tradições: palavras, mitos e lendas. Turismo, pesca e comércio. Lugar onde viveram gregos, árabes, bizantinos, espanhóis e franceses. Mescla de raças. Dialeto siciliano. A Sicília tem 5 milhões de habitantes, cuja capital é Palermo. Messina colonizada por gregos.
No hop on hop off se tem uma visão panorâmica. Terminal Recanati, de ônibus. Museu Arqueológico de Naxos, com o Parque Arqueológico e Museu de História Natural em Isola Bella. O site https://parchiarcheologici.regione.sicilia.it nos conta que o Parque Arqueológico de Naxos e Taormina se localiza na antiga Naxos, sendo a primeira colônia grega, fundada na segunda metade do séc. VIII. Chega ao sul do centro moderno de Giardini Naxos. Naxos foi ponto de partida para embarcadores gregos a fim de conquistar a Sicília. O ônibus dá um tempo e recomeça com a parada nº 1.
Vemos restaurantes, tratorias. Ilha de pedras vulcânicas. Passeios para outlets. Vulcões com banhos, muitas opções. Calor, dia de sol. Semana anterior, tormenta. Somos abençoados.
Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.). Conflito decisivo na Grécia antiga entre Atenas e Esparta. Povo tomando banho de mar. Igreja de Santa Maria Imaculada em Giardini Naxos. Que pedaço de paraíso. Em 28 de agosto de 1860, Garibaldi esteve na região e partiu para o continente para continuar seus negócios. Em Giardini Naxos, diversas iniciativas de pesca, agricultura e turismo. A mais frequentada da Sicília. É grande. Muitos hotéis, pousadas. A ferroviária tem salas decoradas com móveis escuros em estilo francês. Inauguração: 1866.
A culinária local é fundamentalmente de pasta, peixe-espada, calamares, mexilhões, salsa de carne.
E vamos subindo a montanha. Vulcânica. Vistas estonteantes. Taormina consagrada como centro residencial. Em 1870, a ferrovia ligando Siracusa-Taormina-Messina.
Taormina, aos pés do vulcão Etna. O folder da excursão comenta que a cidade foi descrita por Winston Churchill como “o lugar mais bonito da Terra”. Fundada em 395 a. C.. Colônia romana para defesa medieval e patrimônio histórico e artístico. Ansiedade grande para conhecê-la. Subindo, subindo a montanha. Calle (rua) Valeria, corso dos romanos com séries de curvas sinuosas, monumentos, praças. Fonte de estilo barroco. Centauro, símbolo de Taormina. Igreja barroca de San Pancrazio, patrono da cidade. Palácios. E vamos nos encantando. Um pouco sobre são Pancrácio. A Wikipédia nos informa que seu nome Pancras ou Pancrácio foi um santo nascido na Antioquia, hoje Turquia, e falecido em Taormina. Foi seu primeiro bispo e é venerado como um mártir cristão. Já a igreja com seu nome, conforme o site lasiciliainrete.it, foi construída sobre as ruínas de um templo grego dedicado a Júpiter Serápis, cujos blocos de pedra base ainda são visíveis do lado de fora da igreja.
Para Castelmola se continua no mesmo ônibus, logo descemos e pegamos outro. Via Luigi Pirandello, 22, com funicular (estação Funivia). O site pt.aroundus.com nos explica que o teleférico conecta o centro histórico no topo com a zona costeira de Mazzarò abaixo, passando sobre o terreno mediterrâneo em uma breve jornada. Abriu em 1992 para melhorar o transporte de residentes e visitantes. Seu desnível é de aproximadamente 170 m e percorre uma extensão de cerca de 700 m.
Descemos no terminal Taormina Centro Via Pirandello. E lá vamos com a nossa companheira Ana subir e caminhar muito. Joelhos preparados. Entramos pela Porta Messina. Passamos pelo afamado Teatro Grego, ou melhor, Teatro Antico di Taormina. Lotado! Fila enorme para comprar e no sol. Ali perto uma venda de suco de romã e laranja na rua, nossa salvação. O lixo dividido por reciclado. Fomos comprar a entrada. Ticket office na Via Teatro Greco, compramos para as 12h45. Ao redor, quiosques de vendas de sucos, sorvetes e doces. Por €16 (euros), ficamos um tempão na fila. Mas, válido demais.

Entramos no Teatro Antico. Espetacular! Teatro de arena do séc. III a. C., com mirantes fantásticos do mar Jônico (mar Mediterrâneo na Sicília) e de Taormina. Um lugar para não esquecer. Portas, arcadas, muitas escadas. Saímos de lá sem palavras. De acordo com a Wikipédia, o antigo teatro romano era construído em sua maior parte de tijolos e provavelmente data do Império Romano apesar de a estrutura parecer mais com os teatros gregos. O local é frequentemente utilizado para performances teatrais e óperas, eventos locais como o Festival de Cinema de Taormina, além de concertos musicais. O site Visit Sicily acrescenta que o teatro foi escavado na rocha dura do monte Tauro, faz parte do Parque Arqueológico da Naxos e Taormina e compreende três áreas: o palco, a orquestra e a cávea (arquibancada de teatro, anfiteatro ou circo romano, segundo Oxford Languages).

Enfim, o almoço de pasta no Caffé Forastiero, ufa! Endereço: Piazza Vittorio Emanuele II, 6. Pudemos usar a internet, que não tem sido boa. Refeição deliciosa: massa penne com berinjela, tomate pequeno redondo, folha de manjericão e molho de tomate. Perfeito!
Desistimos de entrar no Castelo Árabe Normando ou Sarraceno ou do Monte Tauro, uma fortaleza árabe normanda do séc. XI e ficamos passeando pela cidade. As lembrancinhas são coloridas, bonitas, limoncellos (o licor que amo), doces típicos, tudo com limão, panos de pratos e muito mais. Chocolate di Modica, típico da ilha. Perfume de limão siciliano, ótimo. Temperos de sal, limão da Sicília, orégano para cozinhar. Arancine: uma coxinha com arroz e ervilha! Doces como strudel de maçã, mas bem diferente.
Praça 9 de abril, com mirador. Uau! Que lindeza! Foto de Giuseppe Garibaldi no Salesiano Dom Bosco. Via Corso, com lojas de marcas, como Dolce Gabbana, Gucci e outras. Que cidade única! Igreja Imaculada de Maria, de 1953. Torre do Relógio, ao lado da igreja, do séc IV. Torre do sistema de defesa da cidade.
Um pouco de história nunca faz mal. Garibaldi nasceu em Nice, França em 1807 e faleceu em Caprera, ilha ao norte da Sardenha em 1882. A Wikipédia nos informa que foi general, guerrilheiro e revolucionário italiano. Alcunhado de “herói de dois mundos”, devido a sua participação em conflitos na Europa e América do Sul. Em 1839, em Laguna (SC), durante a Guerra dos Farrapos conheceu Anita Garibaldi, então Ana Maria de Jesus Ribeiro, com quem se casaria e que tornaria sua companheira de lutas pela unificação da Itália e independência do Brasil. Aos 18 anos, Anita que era casada com um sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, o abandona por ter se apaixonado por Garibaldi.
No fim do passeio em Taormina, encontramos a loja do ônibus hop on hop off e nos atenderam os funcionários: uma argentina e um romeno chamado Florine. Ele nos acompanhou até a parada, rapaz gentil. A língua inglesa presente nas comunicações. Ali nas imediações fora do circuito há lojas mil de lembrancinhas e bem mais baratas. Entramos no ônibus e encontramos os brasileiros do nosso grupo, de Santa Catarina. Via Leonardo da Vinci. E vamos subindo novamente a montanha. Como é alta a região. Pedaço de sonho, tudo é deslumbrante.
Indo a Castelmola. Casas na montanha. Coragem viver lá. Aos 800 m, o motorista para e a gente desce para fotos. Continuamos. Na parada do castelo, ele para e tiramos mais fotos. Foi bom não ter ido antes, pois Taormina requer tempo. O castelo (Castelmola) está lá em cima, tem elevador e é muito alto. Ficamos na entrada. Área arqueológica Villa San Pancrazio. O site mdpi.com nos esclarece que escavações arqueológicas na vila estão trazendo à luz um vasto quarteirão de residências romanas da época imperial (séc. III), apresentando decorações luxuosas com papéis de parede e mosaicos no chão, um dos mais significativos sítios arqueológicos da cidade.
Sobre Castelmola, segundo o site Visit Sicily, é uma pequena vila acima de Taormina, uma das mais belas vilas sicilianas. Um verdadeiro terraço natural construído ao redor de ruínas de um castelo normando que, com o tempo, assumiu uma forma suavemente côncava, semelhante a uma mola, por isso o nome. Tudo o que resta da fortaleza são as muralhas normandas. Uma placa do séc. X com inscrições greco-bizantinas na fachada da catedral diz: “Este castelo foi construído sob o reinado de Constantino, patrício e estrategista da Sicília”. Com toda a probabilidade, foi Constantino Caramolo quem defendeu o bastião, a vila e o território dos ataques árabes no séc. IX.
Voltamos para Taormina e entra muita gente no ônibus. Vamos até a rodoviária e sobem mais turistas. O atendente da empresa City by See entra e pergunta qual é nosso hotel. Gostei. É o último ônibus do dia, são 17h28 agora. Chegamos ao hotel Antares Olimpo e pegamos o funicular para ver a parte de cima do local. Solarium Belvedere, com algumas piscinas (estilo Jacuzzi) pequenas em um pátio enorme. Deve ser uma delícia se banhar em um visual desses. O hotel continua… magnífico lugar. Até no quarto há lixeira para plástico e alumínio. Muito bom. Sou da turma da reciclagem.
Interessante que há um templo dos Capuchinhos em Taormina. A igreja Santo Antônio de Pádua faz parte do conjunto monumental que inclui o convento da Ordem do Frades Menores Capuchinhos. De 1559, em estilo medieval e arquitetura única (fonte: Wikiital.com).
Uau! Que dia mais incrível. Taormina, cidade para amar e retornar.




















