Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 2

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 2

Hoje é dia 14 de março de 2025. O dia passado foi cansativo, dia de chegada. O Carlos e eu estamos no hotel Park Inn by Radisson na Alexanderplatz. Acordamos às 9 h e fomos para o salão de café da manhã que é no restaurante Spagos (restaurante, bar e lounge). Funciona das 6 h às 11 h. Na entrada do salão, um rapaz controlando os hóspedes pelo cartão do hotel. O café da manhã bem farto com muitos pães, queijos, presuntos, frutas, iogurtes bem cremosos sem açúcar. Já tem leite e garrafa prata de café na mesa. Prático. Pão com passas de uva, crisp bread (pão crocante), ovos, panquecas. Jornais e revistas para leitura. São duas ilhas de comidas com sucos e cafés. A seção de chás respeitável. Por isso hotéis me encantam. Amo estar em um ambiente com turistas do mundo todo e em várias línguas faladas, o inglês, porém, é fundamental para comunicação.

Hoje é dia de passeio de hop on hop off, nosso ônibus preferido nas cidades, o amarelo. Estamos por conta própria, a excursão começará somente no dia 17. Compramos os tíquetes em um guichê no hotel. €56 (euros) para nós dois com desconto. Há um mercado de guloseimas no saguão com espaços diferentes. Muito bom e aceitam cartão de crédito.

Lá vamos nós pela praça Alexanderplatz. Estamos meio perdidos, não é novidade. Um policial nos ajudou e chegamos à parada de ônibus do City Circle Gray Line. Parada 12: Alexanderplatz/Park Inn. Serão 2h e meia de passeio. Lembrando que dá para descer e subir nas paradas.

Comecemos a jornada. Escutando os auriculares em português de Portugal. Estamos na av. Karl-Marx-Alee. Antiga Berlim Oriental. Região de residencial popular. Parada 13: Karl-Marx-Alee. Prédio do partido único da Alemanha Oriental (RDA). Segundo o Google.com, esse prédio abrigava o Comitê Central do SED (Partido Socialista Unificado da Alemanha), hoje funciona como sede principal do Ministério Federal das Relações Exteriores da Alemanha. Localizado no centro de Berlim.

Prédio da antiga editora da RDA. O Google.com nos informa que era o principal e mais célebre edifício da editora, o Haus des Berliner Verlags, conhecido historicamente como Pressehaus (Casa da Imprensa). Atuava como o coração da mídia impressa do regime.

Antiga Central de Energia Térmica. O áudio se confunde e fala “energia atômica”. O mesmo site nos conta que foi inaugurada em 1964, fornecia eletricidade e aquecimento central para a maior parte de Berlim Oriental. Movida a combustíveis fósseis. Atualmente, abriga a conhecida casa noturna e centro de eventos Kraftwerk Berlin, onde tocam os DJs mais famosos, ninguém tem certeza que entrará, depende dos leões de chácara deixarem entrar, são 1.500 fãs, há bar panorâmico, música eletrônica, a Lady Gaga gosta, vão até segunda de madrugada nas baladas.

Parada 14: Berghain/Friedrichhaim. Parte ocidental e oriental com edifícios antigos. Rua Varsóvia (Warschauer Straße), a mais animada. Restaurantes, lojas, bares.

Parada 15: East Side Gallery. Restante do Muro de Berlim. Trecho contínuo com cerca de 1.300 m, 100 pintores fizeram obras artísticas no muro, Patrimônio Histórico e Artístico. Espaço memorial às margens do rio Spree. Antes de 1989, com a Queda do Muro, do lado da Alemanha Oriental, guardas ainda matavam quem tentava fugir. Há prédios sendo construídos por ali, mas nem todos concordam.

Parada 16: Ostbahnhof. Estação de trens com diferentes nomes reflete a complexa e agitada história do país moderno. Cidade com obras artísticas murais, casas coloridas. Gente morando debaixo de ponte. Ainda vemos prédios uniformes, cinzas da antiga Alemanha Oriental.

Parada 11/17: Neptunbrunnen/Rotes Rathaus. Câmara Municipal, de cor vermelha. Igreja de Santa Maria ou Marienkirche. Fonte de Netuno do séc. XIX. Conforme o site https://mapeandomundo.com, trata-se de uma fonte verde, construída em 1895, no estilo neobarroco que retrata o deus do mar. e é rodeado por figuras femininas que simbolizam os rios alemães Reno, Weichsel, Oder e Elba. A Torre de TV se encontra perto.

Parada 18: DomAquarée. Parada 19: Museumsinsel/Humboldt Forum. Ilha dos Museus, de acordo com a Wikipédia, construída de 1830 a 1930 por ordem dos reis prussianos, foi designada Patrimônio Mundial em 1999, por causa de seu testemunho no desenvolvimento arquitetônico e cultural dos museus dos séculos XIX e XX. Igreja monumental da Corte: Berliner Dom. Catedral protestante luterana. Lustgarten-um parque na Ilha dos Museus. Palácio de Berlim, anteriormente, conhecido como Palácio Real, alberga o museu Fórum Humboldt, dedicado à história humana, arte e cultura. Ponte Schlossbrücke, com esculturas em mármore branco que retratam a jornada de um menino até a maturidade, tornando-se um guerreiro e encontrando a morte no campo de batalha. Essas estátuas estão sob a tutela das deusas Atena, Nice e Íris (fonte: https://www.getyourguide.com). Não é uma cidade notável?

Parada 20: Unter den Linden. Avenida linda, larga, ótima para caminhadas. Antiga Biblioteca Real, hoje Faculdade da Universidade de Humboldt. Na Faculdade de Direito, no subsolo da praça Bebelplatz, ao lado, há o memorial dos livros queimados, uma biblioteca sem livros, um dos locais onde os livros foram incendiados pelos nazistas em 1933.

Under den Linden com Friedrichstraße, cafés famosos, um se chama Viktoria ali perto. A avenida celebrada antes era o caminho por onde o rei ia a cavalo até seu palácio de verão Charlottenburg passando pelo Portão de Brandemburgo. Vemos as embaixada Russa, Britânica e Americana, sempre muito policiada.

Parada 21: Brandenburger Tor/Holocaust-Mahnmal. Memorial em homenagem aos Judeus Mortos da Europa, de Peter Eisenman. Inaugurado em 2005. Portão de Brandemburgo. Monumento neoclássico do séc. XVIII. Foi bloqueado pelo Muro de Berlim e serviu por quase três décadas como um marcador da divisão da cidade. Encontrava-se dentro do setor soviético à época da Guerra Fria, mas não pertencia ao lado oriental nem ocidental. Pós-Queda do Muro, passou a ser símbolo da reunificação.

Passamos pelas placas em forma de cruz com fotos, nomes e a história dos que morreram tentando pular o Muro.

Parada 22: Reichtag. Na Praça da República. Com bandeira hasteada. Feito em estilo neorrenascentista. Também conhecido como Palácio do Reichtag. O edifício foi projetado por Paul Wallot e inaugurado em 1894, sendo um marco da história do país, associado a eventos significativos como a proclamação da República em 1918 e o seu incêndio em 1933. O site https://dicasdeberlim.com.br comenta que esse incêndio criminoso foi usado pelo regime nazista como pretexto para perseguir opositores. Após a II Guerra Mundial, foi restaurado e modernizado, sendo utilizado como sede do Bundestag (uma das câmaras do parlamento alemão) desde 1999. A icônica cúpula de vidro foi desenhada pelo afamado arquiteto inglês Norman Foster, assim como o projeto do palácio.

Futurium, museu/laboratório, com entrada gratuita. Parada 23: Hauptbahnof. Estação principal de trens. Museu de História Natural. Edifício Cube Berlin, o mais inteligente, 210 mil pés quadrados, com estacionamento, luz, temperatura, fachada de vidro dobrada por dentro, tudo pensado, 11 andares de escritório.

Moabit é uma das seis localidades do distrito Mitte. No séc. XIX, à época do rei Guilherme I, era um povoado de huguenotes, fervorosos protestantes calvinistas, de origem francesa. Plantaram amoreiras e criaram bichos de seda. Muitos trams (bondes modernos) pela cidade. No prédio de detenção de Moabit estiveram detidos presos políticos da RDA.

Parada 24: Siegessäule. Obelisco da Vitória ou Coluna da Vitória, com deusa de ouro e mirante circular. Parque urbano público Tiergarten, destruído com suas árvores na II GM. Entre 1949 e 1959, reconstruído como parque paisagístico. 210 hectares, um dos maiores da cidade. Local popular.

Palácio de Bellevue, primeiro estilo neoclássico, local de reuniões oficiais e de hóspedes do III Reich. Foi atingido na II GM. Residência oficial do presidente da Alemanha.

Parada 25: Zoo+Aquarium/Bikini Berlin. O zoológico é um dos cinco maiores do mundo, 35 hectares, tem uns 20 mil animais de 1.600 espécies diferentes. Muitos centros comerciais ao redor. O Bikini Berlin é uma proposta de shopping inovadora, com hotelaria, entretenimento, compras e gastronomia. Tem uma área verde de 7 mil m².

Parada 1: Kurfürstendamm 216. Avenida com lojas exclusivas, como Hugo Boss, Dolce Gabbana, Ralph Lauren e outras mais. Conhecido como Boulevard Ku´damm. Viagem através de diferentes épocas na avenida imperial até hoje. Vida noturna e glamour. Foi inaugurada em 15 de maio de 1886. Seus edifícios foram destruídos na II GM. Zona comercial hoje com cafés e lojas. Estamos no inverno, árvores secas.

Parada 2: Hard Rock Cafe/Meinekestraße. Parada 3: Gedächtniskirche/Rankestraße. Gedächtniskirche ou Igreja Memorial Imperador Guilherme, construída entre 1891 e 1895. Destruída durante os bombardeios da II GM em 1943, o que se vê são as ruínas, preservadas como memorial de guerra. Dica de loja: Primark, com preços ótimos. Escultura “Berlin” (Corrente Quebrada).

Parada 4: KaDeWe. Descemos e entramos na KaDeWe, a loja de departamento mais renomada desde 1907. 2.700 funcionários, a gente se perde em tantos andares e há variedades mil. Muitas opções de comidas. Fomos almoçar, enfim, no 6º andar, no Kartoffelacker. Menu: almoço de truta defumada com batatas souté. A sobremesa: uma trufa de chocolate amargo. mais coca e café, uns €28 (euros).

De volta ao ônibus. Á direita, Urania, de 1888, sociedade científica para popularizar a atividade de ciência por meio de palestras, filmes e teatro. Em 1945, no fim da II Guerra Mundial, 70% da cidade estava destruída. 75 milhões de escombros. São 891 km². 3,7 milhões de habitantes no presente.

Parada 5: Lützowplatz. Parada 6: Kulturforum Tiergarten/Philharmonie. Passamos pelas embaixadas de Malta, Mônaco, Finlândia e outras. Fundação Konrad Adenauer, instituto político. A Wikipédia destaca que é uma instituição benemerente alemã associada ao partido da União Democrata-Cristã. Fórum da Cultura ou Kulturforum na Mattaikirchplatz.

Parada 7: Potsdamer Platz/Panorama Punkt. A praça Potsdamer era vívida nos anos 1920. No final da guerra em 1945, estava 80% destruída, foi esvaziada com a URSS e com a reunificação voltou a ter sua importância restaurada. Sony Center, Um complexo de sete edifícios individuais com o modo de fachada moldando chapas de papelão ondulado, seções de tecido em forma e superfícies (fonte: WikiArquitectura). Deslumbrante.

Estamos na divisão dos setores britânico (à esquerda) e americano (à direita) do pós-II GM. Na Leipziger Platz.

Parada 8: Gropiusbau/Topographie des Terrors. Edifício da Topografia do Terror, memorial e centro de documentação que preserva a história dos horrores perpetrados pelo regime nazista, localizado onde funcionou a sede da Gestapo/SS entre 1933 e 1945. O livro Em Busca de Sentido, Edição para Jovens Leitores, de Viktor Frankl, editora Auster, 2023, esclarece no Glossário que a Gestapo era a força policial secreta da Alemanha nazista que perseguia supostos adversários dos nazistas, e a SS, a organização militar nazista que realizava a vigilância, as prisões e execuções para Adolf Hitler.

Parada 9: Checkpoint Charlie. Ponto de controle de estrangeiros no setor americano no pós-guerra. Ali tem a história do Muro e o destino das vítimas. US Army Checkpoint. Friedrichstraße, ligação norte/sul de Berlim. Popular rua comercial depois da Queda do Muro. Primeiro grande projeto da reunificação, três blocos de edifícios ligados por uma galeria subterrânea. Estação de metrô fechada na frente, linhas 6 e 8, porque passavam pela parte leste da Berlim dividida na época da RDA.

Parada 10: Gendarmenmarket. Do séc. XII, a praça fica em uma das regiões mais belas de Berlim. Edifícios monumentais, bancos que convidam a sentar e admirar a cidade. Cidade larga. As Igrejas Gêmeas, barrocas, se situam dos dois lados da praça. Elas se completam com uma torre coroada por uma cúpula. Também há a Igreja Francesa e a Alemã. Essa virou um centro artístico e depois um museu que conta a história da democracia alemã. Bairro mais antigo e charmoso: Nikolaiviertel, ou seja, St. Nikolai.

Passamos pela Fonte de Netuno de novo e descemos. Caminhamos. Loja Pylones, perto da Berliner Dom, catedral. Linda, muito colorida. Um bocado de lojas de lembrancinhas nos arredores. Encontramos uma e comprei uma camiseta (lógico) de um brasileiro, Vinícius. Chegado há pouco na cidade. Já cerca do nosso hotel, a incrível loja de departamento Galeria na Alexanderplatz. Amamos, vários andares de compras, a seção de chocolates foi inesquecível. Com muitos descontos. No 5º andar, poucos restaurantes, no esquema de buffet, você paga separado pelo que escolhe. Resolvemos retornar ao restaurante de ontem à noite: Frittenwerk na praça, cerca do hotel. O mesmo prato: avocado chicken bowl (tigela de frango com abacate). Quem gosta, torna.

Observo muitas pessoas de mais idade trabalhando, a aposentadoria na Alemanha ocorre aos 67. E não vi gatos e cachorros de rua. Achei o Asien Supermarkt fantástico, só produtos orientais.

Continuaremos em breve. Cidade fascinante.

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