Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-visita panorâmica-dia 6

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-visita panorâmica-dia 6

Hoje é terça-feira, dia 18 de março de 2025. Hoje é dia de passeio panorâmico por pontos turísticos da cidade pela manhã. Vamos de ônibus com o motorista Richard e guia local Peter. Já havia morado em Recife-Pernambuco por 3 anos, logo tinha o português bem claro. São 3 horas de passeio, incluso no programa da excursão da Special Tours/CVC. A tarde é livre, não quisemos fazer nenhum passeio extra e o jantar com o grupo às 20 horas faz parte do pacote turístico.

Começamos pela Alexanderplatz, praça famosa. Segundo o site https://guiabrasileiroemberlim.com.br, sua história remonta ao século XIII, quando era conhecida como um mercado fora das muralhas da cidade. Durante séculos serviu como um local para reuniões públicas, festivais e atividades comerciais. A Wikipédia adiciona que originalmente era uma feira de gado, e recebeu seu nome em homenagem a uma visita feita a Berlim pelo czar Alexandre I da Rússia em 25 de outubro de 1805. Seu auge ocorreu na década de 1920, quando conjuntamente com a Potsdamer Platz era o coração da vida noturna de Berlim. Centro de trânsito e comercial desde o século XIX. Sistema de transporte fantástico na estação. Fazia parte do lado oriental de Berlim. Tudo mudou e tudo mudará. Muitas ciclovias. A cidade empobreceu e perdeu importância, já foi o centro financeiro da Alemanha/Europa, assim como Londres (Inglaterra) antes da II Guerra Mundial. Hoje, é Frankfurt. Depois da guerra, sobreviveu com subsídios, o desemprego era alto.

Em termos culturais e históricos, não se questiona. 170 museus, 400 galerias de arte, 3 casas de ópera, Berlim cultural, ainda em mudança. Entraremos no casco histórico, quase nada para ver no centro medieval, destruído nos bombardeios da II GM. Foram 500 ataques aéreos, mais de 5 mil edifícios destruídos. 645 anos da Igreja (luterana) de Santa Maria (Marienkirche). Fundada em 1380. A Wikipédia acrescenta que era um templo da Igreja Católica, mas com a Reforma Protestante, do séc. XVI, se tornou Protestante. Atualmente, a maioria da população é de ateus no país. As igrejas funcionam como centros culturais.

O Palácio da Cidade, de 1871, foi ampliado em 1951. Os comunistas dinamitaram, mas foi reconstruído. As fachadas são originais, a entrada é gratuita e tem 1500 aposentos. Busto de Nefertite, a Rainha do Nilo, está exposto em Berlim e não no Egito. É a principal atração do Neues Museum. Museu Histórico Alemão. Memorial para as Vítimas da Tirania, com a estátua da mãe segurando o filho morto.

Universidade Humboldt, de 1810. 29 ganhadores do prêmio Nobel, dentre eles, os físicos Albert Einstein e Max Planck. Em maio de 1933, estudantes nazistas queimaram 23 mil livros ali no pátio, no local, o Memorial das Estantes Vazias. Biblioteca Estadual de Berlim, de 1661, 12 milhões de livros, partituras etc. Fundador: Frederico Guilherme I de Brandemburgo. Porta (Portão) de Brandemburgo, eram 18 portas. Avenida Unter den Linden, 3,5 km. As pessoas iam a cafés para ler periódicos no passado. A filial da Galeria Lafayette (de Paris-França) fechou em agosto de 2025, que lástima!

Cidade verdejante, até em abril. Lagos, rios, grandes parques: Potsdam, Tiergarten etc. Praça mais bonita de Berlim: Gendarmemarkt. Com as igrejas gêmeas, a Francesa e Alemã. 20 huguenotes calvinistas chegaram na cidade em 1685, foram bem recebidos. Haviam sido massacrados na França pelos católicos (Noite de São Bartolomeu). Na praça ocorre a feira de Natal e concertos de verão de música clássica.

Edifícios típicos do lado oriental pré-fabricados, calefação central, linha de telefone, viviam pessoas privilegiadas, diplomatas, jornalistas. Avenida Leipziger Strasse. A praça Leipziger foi reconstruída em forma octogonal. Mais antigo Museu da Comunicação. Ministério da Aviação do Reich (de 1933 a 1945) de Hermann Göring (ministro e marechal), de concreto, resistente a bombas. Hoje, sede do Ministério das Finanças Alemão.

Houve protestos contra o comunismo em 1953 nas ruas de Berlim, com 55 vítimas fatais. O site https://simplesmenteberlim nos conta que desde junho de 2000, em frente ao Ministério das Finanças, encontra-se o “Memorial para os acontecimentos de 17 de junho de 1953”. Embutido no chão pode-se ver uma imagem de vidro que mostra os manifestantes a caminho da antiga Casa dos Ministérios e na lateral encontram-se painéis informativos sobre os acontecimentos dessa data.

O comprimento do rio Spree é de 400 km, sendo 182 km de canais navegáveis. Chancelaria do Hitler e Ministérios foram destruídos por Stalin. Potsdamer Platz, 30 linhas de trens. Equivale a 3 milhões de euros de hoje gastos em Berlim para reconstruir a cidade pós-II GM.

Coluna ou Obelisco da Vitória, do séc. XIX, era na frente do Reichtag, mas os nazistas mudaram para a Rotatória chamada Grosser Stern (Estrela Grande) no parque Tiergarten. Albert Speer (1905-1981) como arquiteto-chefe mudou o lugar, era ministro do Armamento da Alemanha Nazista. A Wikipédia destaca que a Coluna da Vitória, de 1873, foi feita para comemorar as vitórias militares do reino da Prússia sobre o império Austríaco, reino da Dinamarca e França entre 1864 e 1871. Tem 66,89 m de altura e no seu topo, a deusa da vitória militar, Vitória. 285 degraus até a parte mais alta da coluna, onde há uma plataforma de observação a 45 metros acima do nível térreo. Em seu interior, há um museu com miniaturas de vários monumentos de outros países.

3 de outubro, dia da Reunificação ou Unidade Alemã é feriado, dia festivo. O guia fala rápido em português. Das 33 universidades em Berlim, 14 são públicas. 90% escolas públicas. Não se paga nada, das 100 melhores do mundo, diz o guia.

O Bloqueio de Berlim na Guerra Fria. A Wikipédia salienta que ocorreu de 24 de junho de 1948 a 12 de maio de 1949 e tronou-se uma das maiores crises da época, desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário, rodoviário e hidroviário à cidade de Berlim Ocidental. Seu objetivo era forçar as potências ocidentais a sair, dando assim o controle soviético sobre toda a cidade. Em resposta, os aliados ocidentais organizaram a ponte aérea de Berlim para transportar suprimentos para os moradores. A Força Aérea dos Estados Unidos e os britânicos da Força Aérea Real fizeram mais de 200 mil voos em um ano, com até 4700 toneladas diárias de suprimentos, como combustível e comida para os berlinenses.

Estádio Olímpico, 2 recordes mundiais, onde Jesse Owens, afro-americano de Ohio, ganhou 4 medalhas na II GM e destruiu a premissa da superioridade ariana em 1936, à época do Nazismo.

Hoje Berlim tem 30% de imigrantes. 3,7 milhões de habitantes. Na Alemanha, Munique e Colônia são cidades grandes. Na avenida Kudamm, na via elevada, andavam a cavalo no passado, era zona campestre. Foi projetada para novos ricos. 120 milionários do lado ocidental. 1200 lojas, rua linda, tudo verde. 250 edifícios foram destruídos na guerra. Rua chique, só grife. Muitos cinemas nos anos 1920, atualmente bem menos. Teatros. Hotéis, cafés, Que lugar legal. Espaguete dançando, a estátua parece um Spretzel. O site https://simplesmenteberlim.com reporta algo interessante. A avenida Kurfürstendamm ou Kudamm foi originalmente construída, na metade do século XVI, como uma trilha para cavalos para que o príncipe Joachim II pudesse ir do do seu palácio na Unter den Linden para a casa de caça localizada na floresta Grünewald. Por iniciativa de Otto von Bismarck, a partir de 1875 a trilha de cavalos foi transformada numa avenida com 53 metros de largura com lojas, restaurantes e teatros. Com isto iniciou-se a construção dos endereços mais sofisticados da cidade, podendo muitos destes belos prédios serem vistos também nas ruas paralelas.

Cidade dos gays na Europa. Instituto de Ciência pelo direito dos gays. Os nazistas proibiram isso. O filme musical Cabaré com Liza Minelli é ambientado na Alemanha pré-nazista. O guia Peter comentou ser Berlim uma cidade aberta da Europa.

Vemos os tubos rosas para bombear água das obras, inédito, embaixo pântanos em obras de construção. A Embaixada do México com pilares inclinados que vão ficando retos, ilusão de ótica. Genial. A Wikipédia nos informa que foi desenhada pelo arquiteto Francisco Serrano, em colaboração com Teodoro González de León.

Em Berlim, ciclistas também morrem. O direito é deles. Parque Tiergarten. Vemos as Embaixadas de Bangladesh, Indonésia, Arábia Saudita, Itália etc.

Passamos pelo prédio onde trabalhou o cel. Claus von Stauffenberg (1907-1944). Muito a falar sobre ele, já que é um dos personagens que mais admiro da II Guerra Mundial. A Wikipédia nos ajuda nisso. Foi um oficial do exército alemão, mais conhecido pela sua tentativa frustrada, em 20 de julho de 1944, de assassinar Adolf Hitler na Toca do Lobo, como parte da “Operação Valquíria”, um plano que previa a prisão da liderança nazista após a morte do Fuhrer e um fim antecipado da II GM. Não vingou o planejamento, já que o explosivo colocado embaixo da mesa apenas causou ferimentos leves no Hitler. Os conspiradores foram presos e muitos deles executados, incluindo o conde Stauffenberg no dia seguinte à tentativa. Em 1980, o governo alemão estabeleceu um memorial para o movimento de resistência anti-nazista fracassada em parte do Bendlerblock, cujas instalações restantes atualmente abrigam os escitórios do Ministério da Defesa da Alemanha. Também há o Memorial à Resistência Alemã, com uma exposição permanente de mais de 5 mil fotografias e documentos mostrando as diversas organizações de resitência que atuaram durante a era de Hitler. O pátio onde Stauffenberg foi fuzilado juntamente com outros oficiais em 21 de julho de 1944 é um local de memorial com uma placa comemorativa e uma estátua de bronze de um jovem com as mãos simbolicamente atadas, que se assemelha ao conde. Vale a pena assistir ao filme Operação Valquíria no qual Tom Cruise interpreta o papel de Claus von Stauffenberg.

Nova Galeria Nacional, na rua Potsdamer. A Wikipédia cita que é um dos edifícios mais notáveis do modernismo clássico. Obra do arquiteto Ludwig Mies der Rohe, inaugurado em 1968, mas restaurado entre 2016 e 2021, sob projeto do arquiteto inglês David Chipperfield. Abriga a arte moderna do séc. XX.

Vemos o carro Trabant ou “Trabi”, de 34 anos, com 26 cavalos, usado para passeios. Há lista de espera por ser atração turística. Era carro símbolo da Alemanha Oriental. Fabricado entre 1957 e 1990 pela montadora VEB Sachsenring Automobilwerke Zwickau. A Gazeta do Povo o chama de pior carro de todos os tempos. A Wikipédia destaca que tinha carroceria de plástico, reforçado com fibras de madeira e restos de tecido e algodão (sintético da Rússia), que era similar à fibra de vidro, mas de fabricação mais barata e viável para larga escala. Detalhe: não havia frutas tropicais do lado oriental, ficaram loucos para comprar bananas com a Queda do Muro.

Chegamos ao Check-Point Charlie com museu e guarita. A construção do Muro de Berlim começou em 13 de agosto de 1961. Berlim foi dividida em quatro zonas de ocupação no pós-guerra: lado americano, francês, inglês e russo. 20% da população do lado oriental foi para o ocidental. 155 km de muro, não tinha como fugir, o controle era rigoroso. Não é possível dizer quanto demorou a construção do muro. Descemos no local para fotos.

Em outubro de 1961, tanques soviéticos T-55 e americanos M48 Patton se encararam no Checkpoint Charlie. Conforme a Wikipédia, a crise de Berlim de 1961 (4 de junho a 9 de novembro de 1961) foi o último grande incidente político-militar europeu da Guerra Fria sobre a ocupação da capital alemã, Berlim e da Alemanha pós-II Guerra Mundial. A União Soviética provocou a crise com um ultimato exigindo a retirada das forças armadas ocidentais de Berlim Ocidental, acabando com a partição de fato da cidade com a construção do Muro de Berlim.

O site https://www.dw.com nos conta sobre fugas espetaculares. Sempre houve quem tentasse fugir atravessando o Muro de Berlim. Em 29 de julho de 1965, partindo do prédio dos ministérios em Berlim Oriental, uma família de Leipzig fugiu em um funicular de fabricação amadora, passando por cima do Muro. Desceram no bairro Kreuzberg, perto da fronteira, já em Berlim Ocidental, onde ajudantes ocidentais haviam fixado o cabo. O guia complementa que o soldado soviético achou que eram espiões e não fez nada.

O guia menciona a Editora Springer (Springer Science+Business Media). É uma multinacional alemã, fundada em 1842, por Julius Springer. Especializada na publicação de livros, periódicos e artigos científicos e médicos. Pertence à Springer Nature, localizada na Heidelberger Platz.

85% das moradas de aluguéis em Berlim. Preço fixado para antigos. Contrato novo, aumentam o aluguel em 8%, aí locatários não conseguem pagar, por conta do poder aquisitivo baixo. Gentrificação: gente que não pode pagar o aluguel. Porém mais barato que em Munique e Hamburgo. No séc. XIX, os prédios antigos não possuíam banheiros, esses eram encontrados em espaços públicos.

East Side Gallery, galeria de arte ao ar livre, com 1316 metros de extensão. No lado leste do antigo Muro de Berlim, que foi preservado da demolição. Lá está o famoso “Beijo de Leonid Brejnev e Erich Honecker” na rua Mühlentrasse. Beijo que se tornou uma saudação da política soviética durante a Guerra Fria. No caso dos dois, indicava proximidade (fonte: Wikipédia). Uber Arena, hockey, shows e espetáculos de música.

Enfim, chegamos ao hotel Park Inn by Radisson na Alexanderplatz. Almoço no próprio restaurante do hotel: sopa de ervilha e água tônica Schweppes. Ainda deu tempo de passar na loja de departamentos Galeria, imperdível! Para jantar, estávamos em grupo no hotel. Buffet, muito bom. Sentamos com o casal pernambucano, tomamos vinho Riesling por €8 (euros). Saladas e pratos quentes: arroz, peru ao molho, porco etc.

Estamos nos despedindo de Berlim, cidade histórica, multicultural e multifacetada. Acolhedora, verdejante, original. Amei! Seguiremos para Dresden, cidade que queria muito conhecer.

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