Lisboa-Portugal-2024-dia 6-Tomar

Lisboa-Portugal-2024-dia 6-Tomar

Hoje é segunda, dia 8 de abril de 2024, dia de visitar Tomar, minha segunda vez lá. O Carlos queria muito conhecer de tanto que eu falava. Acordamos às 6h45, pegamos um táxi (€6,30 euros) para a estação de trens Santa Apolônia, mais próxima do hotel Borges Chiado. Saímos sem café da manhã e na estação não encontramos nada aberto.

O trem Regional custou €10,75 euros e a hora foi 7h45. Vamos viajar? Já disse que amo viagens de trem ou comboio? A duração é de 2 h.

Parada ou paragem 1: Estação (ferroviária) do Oriente; parada 2: Póvoa, entra e sai gente, são paquistaneses, africanos, europeus, americanos e nós; parada 3: Alverca do Ribatejo, onde se encontra o Museu do Ar, detalhe: 15º C lá fora, tempo nublado e chuvoso; parada 4: Vila Franca de Xira, comentário a fazer: ninguém ousa passar o sinal de trânsito. respeitam o pedestre que atravessa nas faixas; lá vem o cobrador, bem-vestido de gravata e terno, acho o máximo, conhecido como o sr. picador. Mostramos o bilhete, ele pediu o passaporte dos ingleses perto da gente, o nosso, não.

Parada 5: Azambuja; dentro do trem só aceitam pagamentos do bilhete a dinheiro, quem não tiver, tem que sair; parada 6: Virtudes; parada 7: Reguengo; parada8: Setil; parada 9: Santana-Cartaxo; parada 10: Vale de Santarém. Passamos pelo rio Tejo.

Parada 11: Santarém; parada 12: Vale da Figueira; parada 13: Mato de Miranda; parada 14: Riacho-Torres Novas-Galegã; parada 15: Entroncamento, estação maior. Informe: ver CP Comboios de Portugal no Google que informam tudo: só preencher data, partida e destino. 17º C; parada 16: Lamarosa, e eu de papo com o casal de americanos de Charlestown-Massachussetts, ele de 90 e ela de 88, que disposição! Haviam contratado um guia. A gente foi por conta própria mesmo.

Parada 17: Tomar!!! Descemos e paramos para um cafezinho e uma tosta/misto quente no café mais próximo da estação. São 10 h da manhã.

Estamos na parte histórica, ruelas lindas, praça da República, Câmara Municipal, rua de Serpa Pinto (antiga Corredoura), com calçadão no qual passa carro, parte comercial com restaurantes, tabacarias, lojas e antiquários. Vai acabar em uma ponte que liga a parte antiga à nova e passa pelo rio Nabão. Uma formosura de cenário, a gente se sente em uma pintura impressionista.

Na praça da República se encontra a estátua de D. Gualdim Pais, líder dos Templários. Também conhecidos como Freires de Cristo ou Freires do Templo de Salomão. Foi uma ordem militar de Cavalaria da Igreja Católica. A Wikipédia nos conta que D. Gualdim Pais nasceu em Amares em 1118 e faleceu em Tomar em 1195, foi um cruzado português, Freire Templário e Cavaleiro de D. Afonso Henriques (1128-1185). Fundou as cidades de Tomar e Pombal. Para entender mais sobre os templários, vale pesquisar em Os Templários: os poderosos e temidos monges guerreiros – Ensinar História – Joelza Ester Domingues (ensinarhistoria.com.br) e Os Templários e a Ordem de Cristo | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (snpcultura.org).

Resolvemos subir ao Castelo de Tomar, obra icônica. Bom ir de tênis ou bota antiderrapante, pois o caminho é de pedra. Ao lado, um bosque com um belo visual da cidade. Estamos no Convento de Cristo. Na entrada, um cavaleiro templário para fotos, uma diversão, paga-se o que quiser. Visitamos os espaços exteriores, as muralhas, a Torre da Condessa, os jardins, muita mata, e nos sentimos em um reino encantado. Vimos mais americanos pelo percurso, sempre simpáticos. Passeio a pé para quem tem joelho e perna bons.

Dentro paga €10 euros ou €5 (terceira idade). A igreja da Ordem dos Templários data do séc. XII, é espetacular, uma obra de arte. Do lado de fora é do séc. XVI, da época de D. Manoel, que foi responsável por muito da construção.

Segundo nos disse a solícita funcionária da igreja, a história dos templários não é ensinada em Portugal, porque a Igreja não os aceitava. Foram protegidos por D. Dinis (1261-1325) que para não os entregar, os transformou em monges da Ordem de Cristo. Na França, no séc. XIV, foram perseguidos e queimados na fogueira. Na Sala do Capítulo, duas televisões contando a história deles. O Claustro de Santa Bárbara, de 1531, cujo arquiteto foi João de Castilho, é digno de foto. O castelo é enorme e são tantos claustros…

Filmes e exibições mostram a Rota dos Templários em outras línguas. Eles estiveram no Médio Tejo, região no centro do país, também em Fátima, Torres Novas etc. Sempre houve tentativas de invasões, como a islâmica, por exemplo, no qual houve confronto. Os cavaleiros templários, liderados por D. Gualdim Pais, defenderam o Castelo. A Porta de Almedina, chamada de Porta de Sangue, confirma a luta sangrenta. Os templários eram Cavaleiros de Cristo, que criaram a Ordem de Cristo, sendo Tomar, o centro nevrálgico.

Também vimos os quartos dos monges, muitos, que são celas. O corredor é tão grande que a gente se perde. De uma das celas, se vê a Janela Manuelina, algo de uma beleza inenarrável. Das janelas dos quartos, vê-se o Aqueduto do Convento de Cristo ou de Pegõesque trazia água para eles. Fabuloso. Os brasileiros são raros, para nós Tomar ainda é desconhecido. Americanos aos montes. Por fim, a loja do castelo, dita Água.

Saindo do castelo, nos dirigimos à cidade novamente. Descemos a grande ladeira de pedras, ufa! Mais para baixo nos deparamos com um prédio que tinha um elevador, ainda bem, pois o esforço foi grande.

A Sinagoga mais antiga de Portugal se localiza em Tomar e data de 1190. Estava fechada, uma pena. A Cidade Templária, o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo são Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade tem tradições, igrejas e jardins, uma maravilha e há uma Festa Templária todos os anos. Muito a ver, ainda tem o Museu Municipal.

Com era feriado, só encontramos poucos restaurantes abertos. Escolhemos o Landeira e pedimos uma feijoada de bacalhau: feijão-branco com cenoura, bacalhau, uns grelos e uma porção de azeitonas, novidade. Grelos são folhas das couves e nabos, muito utilizados na culinária portuguesa como acompanhamento. E um Ginger Ale da Schweppes, além do vinho branco Insólito da região. Delicioso. Lugar bem estiloso com cadeiras e mesas pretas e uma vinoteca. Situado na rua Da Silva Magalhães, 45. Almoço muito bom e atendimento também.

Pós-almoço, rumamos à sinagoga. Apesar de fechada, deu para dar uma olhada e ver as explicações do lado de fora. A sinagoga era o centro da vida comunitária judaica medieval, funcionando como lugar de oração, assembleia e escola. Praticamente intacta, construída no séc. XV, é um raríssimo exemplar de uma sinagoga medieval. Encontra-se na antiga Judiaria Henriquina. Atualmente alberga o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. Dos elementos originais conservam-se as quatro colunas e o sistema de acústica (cântaros embutidos nas paredes). No edifício contíguo à sinagoga podem-se ver os vestígios arqueológicos do mikvé, estrutura para os banhos de purificação mais a loja de suvenires dos Templários.

Continuando o passeio pela cidade a pé, chegamos a um parque de jardins: Mata Nacional dos Sete Montes e Porta Almedina do sítio templário. Um jardim formal, uma beleza de se ver, falta pouco para a primavera na Europa. Está escrito no local: espaço bem definido por canteiros de buxo, de traçado geométrico, simples e regulares, ligeiramente desviado do eixo central do vale principal, prolongando-se pelos dois patamares superiores. Estes espaços, contemporâneos entre si, teriam sido uma forma de regularizar o terreno das hortas existentes inicialmente neste vale, bem evidenciado pelo “tanque do meio” e pelo “tanque pequeno” entre os quais a água comunicava por uma coluna.

Estávamos na estação de Tomar às 16 h. Compramos três minutos antes de partirmos. O Carlos queria pegar o ônibus, eu sempre prefiro o comboio. Vamos lá, outras paragens como Carvalho de Figueiredo, Santa Cita, Curvaceiras, Carrascal/Delongo, Soudos/Vila Nova, Lamarosa etc. Clima de 19º C, zona rural com vacas, ovelhas e cavalos.

Na volta a Lisboa, táxi para o hotel, O falante taxista Ricardo nos deu dicas da sua cidade Sesimbra.

No jantar, a lanchonete Vitaminas de novo perto do Borges Chiado. Uma comida saudável como creme de tomate e muçarela (€3,50 euros) e buffet de salada de frutas com iogurte e gelatina (€4,50 euros). A Celeste Tavares nos atendeu novamente, uma simpatia. Para fazer a digestão, descemos a ladeira até o Shopping Armazéns do Chiado. Descobri a Beatriz, brasileira, no quiosque Wood World de relógios estilosos feitos na Espanha por 30 euros. Amei! Comprei um colorido, a minha cara.

Que dia mais encantado. Tomar, cidade mágica!

Lisboa-Portugal-2024-dia 4-Museu Nacional do Azulejo

Lisboa-Portugal-2024-dia 4-Museu Nacional do Azulejo

Hoje é sábado de manhã, dia 6 de abril de 2024. Sempre bom conversar com brasileiros pela viagem. Encontramos o casal Elmar e Ana, de Natal-RN. No lobby do hotel pagamos €89 (euros) cada pela excursão do dia seguinte para Fátima e outras cidades.

Saímos para o passeio do dia. Íamos ao Elevador da Santa Justa, €6 (euros), ida e volta, mas a fila estava grande, desistimos. Então, nos dirigimos à praça da Figueira a fim de pegar o ônibus da linha Moderna novamente. Nosso terceiro dia no double-decker, vale a pena, temos garantido a hora até as 14 h, quando completam 48 horas pagas.

Está 19°C, nublado. Vamos ao Museu Nacional do Azulejo, eu já conhecia, mas o Carlos não. Os lisboetas dirigem com cuidado, afinal são bondes, carros, ônibus, motos (poucas), trams, tuk tuks, ufa! Em uma ambulância estava escrito: “doentes não urgentes”. Tudo que é diferente do Brasil me chama a atenção.

Uma simpatia o motorista Ricardo. Na parada 5, descemos. Eis o museu. Paguei €8 (euros), o Carlos €4, por ter mais de 65 anos. O azulejo é uma arte identitária de Portugal, seu uso tem mais de cinco séculos ininterruptos. Azulejos de motivos islâmicos, de padrão mudéjar (Sevilha-Espanha, de aproximadamente 1503), painel de azulejos enxaquetados. Lá fora um jardim encantado. O lugar é espetacular. Azulejo da capela de N. Sra. da Vida feito por Bartolomeu Vaz de Lemos, de 1580. Retábulo de N. Sra. da Vida. Painel de azulejo padrão ponte de diamante.

Segundo a Wikipédia, a arte mudéjar é um estilo artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos da Península Ibérica, que incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero muçulmano. Já o padrão ponto de diamante, de acordo com o site portuguese-tiles.com, é um motivo decorativo em forma de pirâmide, cujo topo se encontra seccionado e preenchido por um elemento vegetalista. A versão mais comum é uma pequena flor com oito pontas, que com a curvatura das pétalas provoca uma certa sensação de movimento. A representação piramidal é acentuada pelo contraste entre o branco e o azul como forma de reforçar o carácter tridimensional do desenho, que o distingue da tradicional azulejaria de padrão de séc. XVIII.

Azulejo: de origem árabe significa “pequena pedra polida”, designa uma peça cerâmica, geralmente, quadrada em que uma das faces é vidrada. Padrão das Camélias (1640-1650) foi trazido pela porcelana oriental, ficou conhecido como rosa da China ou do Japão. Muito usada em espaços religiosos dedicados à Virgem por ser confundida com uma rosa, símbolo da pureza e virgindade.

Igreja Madre de Deus. Linda, bela, repleta de ouro e de azulejos. Azulejaria atribuída aos neerlandeses Willem van der Kloet (1666-1747) e a Jan van Oort. Era um convento. A Sala Dom Manuel corresponde ao espaço da nave da igreja primitiva do convento da Madre de Deus. No explicativo do museu, da Fundação Millenium BCP, está escrito: Espaço quinhentista profundamente alterado entre 1872 e 1899 no decorrer da campanha de obras então realizadas, tendo-se perdido a memória de sua função original. O teto foi rebaixado e decorado à maneira revivalista do neomanuelino e as paredes revestidas com azulejos do séc. XVIII. Destacam-se, nas paredes laterais, os painéis de temática franciscana, provenientes do convento de Sant´Anna em Lisboa, da autoria de Manuel dos Santos, um dos mais importantes pintores do chamado “Ciclo dos Mestres”(1690-1730), período áureo da azulejaria portuguesa.

No segundo andar, a Sala de Caça. Retratos de Carlos II, rei da Inglaterra, e de Catarina de Bragança, rainha. Sala Santos Simões, com azulejaria barroca da primeira metade do séc. XVIII, apresentando motivos religiosos e das damas da época.

Presépio da Madre de Deus (1700-1730), feito por Dionísio e Antônio Ferreira. Nos quartos do segundo andar, os azulejos eram de tempos mais modernos. Artistas como Manuel Cargaleiro, de 1927; João Abel Manta, de 1928; Querubim Lapa (1925-2016), cuja obra é graciosa. Também se encontram “Espigas e Borboletas” de Rafael Bardalo Pinheiro (1846-1905) e “Sobre a Linha do Horizonte” do alemão Andreas Stöcklein (1957-2024), trabalhos admiráveis.

No terceiro andar, um painel gigante de Lisboa de antes do terremoto de 1755, proveniente do antigo palácio dos Condes de Tetúgal (Rua de S. Tiago à Sé). Muitas estruturas destruídas expondo as consequências do abalo sísmico em grande escala. Da mesma forma há o “Grande Panorama de Lisboa Séc. XXI”, de Joana Vasconcelos (1971), com certificado de autenticidade.

O museu é enorme, maior do que eu lembrava. A lojinha do museu estava fechada por falta de pessoal. Uma pena, porque sou compradora de canetas de museus. Na saída, revi os mesmos dois “pedintes” que estavam no dia anterior, fazem ponto e falam inglês. Que tal? São profissionais do ramo.

Entramos no ônibus da linha Moderna novamente com parada em frente ao museu. Mais passeio. No áudio: “a era dos descobrimentos transformou o mundo, uma nova realidade aconteceu a partir dali. A existência de tomates e batatas na Europa se deve a isso”. Na av. Almirante Reis, os postes de luz têm uma caravela dourada na sua ponta, que original.

Para almoçar, descemos no centro e retornamos ao restaurante bem frequentado A Moderna para mais Bacalhau à Braz, amo! E vinho da casa, tinto, por €6,50 (euros). A garçonete Carina, atenciosa. E como o português gosta de poemas, vale ler os pregados na parede do restaurante. Verde sonho e maresia / Tempestades apregoa / Seu nome próprio-Maria / Seu apelido-Lisboa! Poema Maria Lisboa de David Mourão Ferreira; Lisboa cheira aos cafés do Rossio / E o fado cheira à solidão / Cheira à castanha assada se está frio / Cheira à fruta madura quando é verão / De Carlos Dias. E oúltimo: Numa casa portuguesa fica bem / Pão e Vinho sobre a mesa / E se à porta humildemente bate alguém / Senta-se à mesa c´a gente. De Matos Siqueira e Reinaldo Ferreira.

Sentamos perto de um senhor de Angola que nos indicou o bacalhau assado, fica para uma próxima. De sobremesa uma taça de morangos frescos para mim e para o Carlos, figos secos (havíamos comprado antes), uma delícia. Almoço por €16 (euros) para cada. Preço ótimo. Sugiro visitar a Mercearias Finas, fundada em 1860, na rua da Betesga, 1A. Compramos queijo de figo (doce do Algarve no sul do país), feito com figos secos e amêndoas, e figos secos.

Sábado à tarde. A rua Anchieta, perto do hotel Borges Chiado, é toda de sebos, uma riqueza. A livraria Bertrand, de 1732, a mais antiga do mundo. Subimos até o mirante do Elevador da Santa Justa a pé. O visual é “giro”, como dizem os portugueses. Ali perto vemos a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau Carmo Rooftop (topo do telhado, um terraço sofisticado). Lugar idílico com muita gente.

Entramos na FNAC no Shopping Armazéns do Chiado para ver livros. Na rua Garrett, no centro do bairro Chiado, a loja ALE-HOP de brinquedos é genial, colorida, atraente. Provamos o sorvete da Amorino, enfim. Lisboa é uma festa. Para a noite, um caldo verde no restaurante A Moderna, gostamos de lá. Os pratos são pequenos e redondos, sopa nunca é o prato principal e sim, a entrada. Diferente do nosso costume de jantar “canja”.

Prosseguiremos em breve.

Lisboa-Portugal-2024-dia 3-segundo passeio de Yellow Bus e elétricos

Lisboa-Portugal-2024-dia 3-segundo passeio de Yellow Bus e elétricos

Hoje é sexta-feira, dia 5 de abril de 2024. Vamos passear de novo de Yellow Bus, o ônibus turístico. Afinal, havíamos comprado por 48 horas. Andamos até a praça da Figueira. Entramos no ônibus e seguimos. A intenção era descer na loja de departamentos El Corte Inglés. Estamos no percurso em direção a Belém.

O motorista brasileiro deu dica do shopping Amoreiras e seu mirante com o visual da cidade. Preferem chamar shopping center de “centro comercial”. Vemos o Mercado da Baixa, de 1855, com queijos da serra da Estrela, ginjinha, artesanato de azulejos, muitos decorados com estampas deles. Considero uma beleza. Muitos táxis e tuk tuks ali.

Praça do Rossio, lugar de acontecimentos importantes. Teatro Dona Maria II (irmã do nosso Dom Pedro II), da segunda metade do séc. XIX, além da estação de trens ou comboios, como dizem, a Estação do Rossio. O Obelisco homenageia os portugueses que lutaram pela independência de Portugal da Espanha em 1640.

Na parada 4, descemos no El Corte Inglés. A melhor loja de departamentos, na minha visão. Deliro só de olhar e sentir o perfume. Fomos logo à Timberland a fim de ver sandálias, botas, pisantes para viajantes. O Carlos se entusiasmou e olha que não queria ir à loja. A vendedora atenciosa Isabel Mateus nos deu a dica do cartão do turista com desconto de 10% na próxima compra. Sugestão válida. A loja possui 13 andares, com cafeteria, loja de vinhos, bebidas e azeites, móveis, restaurante, espaço para eventos culturais, supermercado, quiosques etc. Uma loucura gastronômica. Na Alcoa Doçaria Conventual, de 1957, encontramos delícias como Almofadinha de maçã, Torresmo do céu, Segredo de D. Pedro, Mimos de freira, Diário de D. Inês, Jesuíta e outros doces. Escolhi um café com Delícias do convento que era feito com amêndoas e ovos. Uau! Doces conventuais (criados em conventos). Amo de paixão! Quem estiver de dieta, não vá a Portugal, meu conselho. No supermercado, prova de sorvetes de frutas exóticas: graviola, coco, goiaba e açaí. Tive que achar graça, pois são nossas frutas tropicais.

Em frente da seção de roupas do El Corte Inglés, do lado de fora, estava a parada do Yellow Bus-Belém. Entramos, fiquem ligados para não perder o tíquete. Alias, dá desconto em museus. Continuamos. Praça Eduardo VII, Jardim Amália Rodrigues. Detalhe: o bairro Queens em Nova York-EUA tem esse nome em homenagem à rainha Catarina Henriqueta (da Casa de Bragança), portuguesa. Os jacarandás embelezam Lisboa no final da primavera.

Estamos na zona/região das árvores amoreiras. São inúmeras. Shopping das Amoreiras, no mármore rosa e vidro, o primeiro a receber vários prêmios pela sua arquitetura arrojada. Monumento a Pedro Álvares Cabral, que com a sua armada, descobriu o Brasil. Dizem que os portugueses poderiam saber da existência do nosso país, por isso o desvio em Cabo Verde.

Que calor! Ponte 25 de Abril. Ponte Vasco da Gama celebra os 500 anos de descoberta dos Caminhos das Índias. Na ponte, o Bridge Experience é um observatório envidraçado. Rio Tejo, o mais extenso da Europa. Museu Nacional dos Coches. Vi o caminho de evacuação em caso de tsunami. Palácio de Belém, de cor rosa. Lá estava a Família Real na época do terremoto de 1755. Houve danos. Rua de Belém e as várias opções de confeitarias, onde vendem o único pastel de Belém. O Mosteiro dos Jerônimos foi construído com o dinheiro das especiarias, a pimenta, da época das navegações. Jardim da praça do Império Magnífico com seus jardins. Notamos uma máquina que limpa a grama em uma praça. Zona/região de Belém com muitos prédios baixos, cafés, restaurantes, uma lindeza. Avenida da Torre de Belém. Torre de Belém, Patrimônio Mundial da Unesco, parte de defesa da cidade e Torre São Sebastião, desaparecida pelos séculos. Museu de Arte Popular, Padrão dos Descobrimentos. O calçadão ao longo do Tejo incentiva uma boa caminhada. Ponte 25 de Abril acaba em Almada do outro lado do rio, Reserva Natural do Estuário do Tejo.

Estação das Docas, armazéns à beira do Tejo: Havana Bar, Hawaii, Capricciosa Pizzaria, muito movimento. Avenida Infante Santo. Colinas de Lisboa, a parte alta oferece vistas deslumbrantes. Bairro Freguesia de Santo Antônio. Rua do Conde de Redondo. Rua Jacinta Marto. Museu de São Vicente de Fora, com a Galeria das Fábulas (de La Fontaine) em painéis de azulejo.

Descemos do ônibus. Almoço na Cozinha D´Avó Celeste, rua Augusta, 282. Por €14 (euros), filete de bacalhau (bom, mas com espinhas) e bacalhau com natas para mim e Carlos. Chope Imperial (Sagres) para o calor. Vimos uma garçonete argentina e não resistimos, declaramos nosso amor aos hermanos.

Na rua Garrett, perto do hotel Borges Chiado, há lojas brasileiras: Granado e Havaianas. Na praça Camões, música ao vivo brasileira: Bossa Nova e Djavan. Vimos manifestação dos motoristas da TVDE (transporte em veículo descaracterizado a partir de plataforma digital)-Uber.

Na espera do bonde n. 28, considerado a grande estrela sobre trilhos. Transporte comum usado por turistas e moradores. Usamos o mesmo tíquete do Yellow Bus. Ficamos em pé, depois sentei. Vai subindo as ladeiras, há paradas. Vamos até a última, só queremos aproveitar a viagem. Dentro, um aviso para tomar cuidado com os pickpockets, ladrões de ocasião. Só ando com a minha mochila rosa choque pra frente, aprendi na dor em Paris, quando furtaram a minha carteira, creio que dentro de uma farmácia. Enfim…Subimos, novos bairros. Rua Saraiva de Carvalho, bairro Prazeres.

Em Lisboa se chama o bonde de “elétrico”, o 28 passa pelos bairros tradicionais. Alguns são estreitos e históricos. Os pontos de passagem são Praça do Comércio, parada 1. E mais: Praça do Município, Lapa, Estrela, São Bento, Camões (onde pegamos), Chiado, Rua da Conceição, Sé, Portas do Sol, Alfama, Graça, Martim Moniz e Praça do Comércio de novo. Descemos na parada final em Campo de Ourique, em 1h20 min. fizemos o trajeto. Esperamos um pouco e entramos no mesmo bonde com o mesmo condutor simpático.

Na volta, rua Saraiva de Carvalho de novo, eram 20 pessoas sentadas e 38 em pé. Bairro classe média, com prédios baixos, muitas lojas embaixo dos prédios, deve ser bom de viver. Mais turistas que portugueses na área turística. O bonde em frente estava avariado, logo descemos, caminhamos e rumamos à Basílica da Estrela. Testemunhamos condutores descerem de bondes e ajeitarem os trilhos. Fomos em grupo e subimos em outro, enfim. Agora em processo de descida. Rua Calçada da Estrela e rua de São Bento. Detalhe: há motoristas que estacionam seus carros em cima de trilhos e atrapalham o trânsito, aí o bonde não consegue prosseguir. A multa varia de €60 a €300 (euros).

Chegamos à praça Camões. A feirinha sempre convidativa, então comemos uma empada de bacalhau e uma de frango da República das Empadas, €2 (euros) cada. No restaurante O Trevo pedimos a canja com massa redonda por €1,70 euro. Melhor pedir algo diferente, pois deixou a desejar.

Ainda resolvemos passear mais de elétrico, o n. 24 na mesma parada da praça Camões. São 19h10, o dia claro. Bairro Alto, miradouro São Pedro de Alcântara. Rua Dom Pedro V, rua da Escola Politécnica, Mãe de Água das Amoreiras, rua das Amoreiras, término de trajeto na esplanada do Quiosque 24, com venda de vinho, espumante, sucos, café e petiscos mil na praça de Campolide. Mais 15 minutos e entramos no mesmo bonde com o mesmo condutor. Trânsito civilizado. Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Jardim Botânico, rua da Escola Politécnica, restaurante do Jamie Oliver de Lisboa: Jamie´s Italian Lisboa, praça do Príncipe Real, mirador de São Pedro de Alcântara, com outra feirinha de comida, sangria, sabor serrano, mais completa que as outras. O belvedere (mirante) parece uma praça, ali se reúnem artesãos expondo suas obras, artistas de rua e quiosques para um café ou muito mais. Teatro da Trindade e retornamos.

Detalhe: a água de Lisboa é maravilhosa para o cabelo e pele. Uma água que se bebe já diz tudo. Dia completo.

Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico da linha Moderna

Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico da linha Moderna

Hoje é dia 4 de abril de 2024. Continuamos no passeio de ônibus turístico, saímos do Yellow Bus, almoçamos e prosseguimos à tarde com a linha Moderna.

Às 16h15 na parada 1: Praça da Figueira. Monumento a Dom João I. Praça do Rossio ou Dom Pedro IV, com estátua ao nosso Dom Pedro I, em Portugal, Dom Pedro IV. Café Gelo, café Nicola, lugar de encontro de intelectuais. Estação ferroviária do Rossio no estilo romântico. Obelisco na praça dos Restauradores, no local há salas de espetáculos, casas de ginjinha (licor feito da fruta ginja, típica de Óbidos), Hard Rock Café etc. Lisboa tem cheiro de flores e de mar, diz a canção de fado.

Subimos a Avenida da Liberdade, onde existia o Passeio Público de antigamente. As lojas mais conceituadas, de grife, se encontram nessa avenida tão garbosa. Pessoas da classe alta vivem nela. Calçadas portuguesas do séc. XIX, quiosques, bancos, estátuas e monumentos ligam a Baixa (bairro) à Marquês de Pombal (praça).

Não se vê sujeira em lugar algum, que inveja! As primeiras calçadas portuguesas eram feitas por grilhetas (agrilhoados/presidiários) de joelho no chão e martelo na mão, algo que exige paciência e perícia. O trabalho é encontrado em Macau, Angola e Brasil.

Museus fecham às segundas. Subimos pela rua do Forno do Tijolo, onde se encontram casas bem portuguesas. Mercado Sapador Penha da França. Escutamos fado pelos auriculares do ônibus.

1755, ano do terremoto, tsunami e incêndio na cidade. Destruiu a Baixa e milhares morreram. Influenciou os Iluministas, Voltaire escreveu o poema Candide baseado na tragédia e na grandeza do sismo. Lisboa caracterizada pelo seu clima ameno, céu azul, magia, luz branca, brilho e luminosidade contagia escritores, turistas e pintores.

O comércio de lembrancinhas na cidade está na mão dos paquistaneses. O espanhol São Vicente é o padroeiro de Lisboa. Foi martirizado em Valência e salvo dos urubus por um corvo, também diz a lenda que seus restos mortais foram acompanhados no barco por dois corvos ao chegar a Lisboa em 1173. Vem daí a barco ladeado por dois corvos ilustrar a bandeira de Lisboa. Já o italiano Santo Antônio de Pádua é o mais popular, o santo casamenteiro. Mobiliza milhares de pessoas às festas em junho em sua homenagem. Marchas populares com desfiles nos bairros, fitas, balões, bailes, sardinhas na brasa. Melhor momento para se apaixonar e casar.

Estação ferroviária Santa Apolônia, Museu Militar, Miradouro de Santa Catarina e outros com quiosques para uma bebida e petiscos. Lisboa, próxima do rio e mar, sofria com a presença de piratas no passado remoto. Até então, o caminho parece com o da linha Yellow Bus. De agora em diante, começa a mudar, enfim aparecem as novidades da linha Moderna. Travessa do Terreiro do Trigo e o bairro mais antigo Alfama. Casas de fado, música tradicional portuguesa. Uma vez por ano festas populares no bairro mais peculiar da cidade. Museu do fado, com exposições e ventos em volta da guitarra portuguesa e fado. Nomes de ruas originais, só existentes lá. Mais um exemplo: Boqueirão da Ponta de Lama. Perto de Santa Apolônia, restaurantes e a discoteca mais badalada de Lisboa: Lux Frágil. Vamos em direção ao Parque das Nações.

Peixes, bacalhau, comum ver o seco, encontrado em mercearias, além do atum e da sardinha. A indústria conserveira do país é forte. Queijos, vinho tinto português, pastéis de natas de Belém, doceria portuguesa, produtos de qualidade.

Três transatlânticos no porto. Museu Nacional do Azulejo com a igreja Madre de Deus. Painéis de azulejos do séc. XVII (Casamento da Galinha) e XVIII (História do Chapeleiro). Infante Dom Henrique de Avis (1394-1460), o Rei Navegador, mentor das viagens portuguesas, comparado a Alexandre, o Grande. Filho de Dom João I, de Portugal e Filipa de Lencastre, da Inglaterra. Deu início à globalização. Nova realidade às novas culturas devido às explorações marítimas que mudaram os hábitos dos locais desbravados. Os navegadores eram de Portugal, Espanha, Inglaterra e Holanda.

Freguesia do Beato, zona portuária, a praça 25 de Abril tem estátua de José Guimarães, artista plástico contemporâneo português e calçada portuguesa. A obra em questão está situada no centro da praça e é uma homenagem aos construtores de Lisboa, tem as cores verde e vermelho, tonalidades da bandeira portuguesa. A ponte Vasco da Gama com 17,85 km de extensão, a mais longa da Europa, foi inaugurada com feijoada para a população utilizando a mesa mais comprida do mundo.

O Parque das Nações possui equipamentos culturais e edifícios modernos, foi construído para a EXPO 98. Restaurantes, jardins, contato com o rio Tejo. Com o fim da exposição, tudo foi conservado. Lá estão o Teatro Camões, o Pavilhão do Conhecimento, a Alameda dos Oceanos, o Museu de Ciência com exposições interativas, o Oceanário. Vemos a Estação do Oriente, ou Gare do Oriente, cuja arquitetura é inspirada no mar. Do arquiteto espanhol Calatrava. Interface dos transportes públicos, muito vidro… com obras artísticas de artistas do mundo todo.

Shopping Vasco da Gama. Bairro arborizado, mais moderno, com prédios bem altos. Bastante movimento, projeto que deu certo. Tem vida e é enorme. Lembra o Puerto Madero de Buenos Aires. O edifício mais alto de Portugal, com 143 m, tem restaurante no topo com panorâmica de luxo. Forma de duas velas de um navio, faz lembrar as caravelas do rio Tejo, diz o arquiteto Nuno Leónidas, responsável pelo projeto. O Myriad é um hotel da rede de hotéis SANA e se localiza junto à torre Vasco da Gama.

Lisboa, nome fenício, significa porto seguro, enseada. Os romanos deixaram muralhas. Os muçulmanos deixaram nomes. O primeiro rei foi Afonso Henriques, o Conquistador. Cidade cosmopolita, multicultural, por ela passaram animais e plantas exóticos. Zona de quintas (sítios) nos arredores de Lisboa, com olivais no passado. Vemos o aeroporto internacional Humberto Delgado ou aeroporto de Lisboa, são 30 companhias aéreas, 100 destinos.

Parque da Bela Vista, onde ocorreu o Rock in Rio Lisboa até 2023. Avenida da Ordem dos Enfermeiros, ampla com casas lindas. Almirante Gago Coutinho. Praça Francisco de Sá Carneiro ou praça do Areeiro com monumento do advogado, político pós-revolução e primeiro-ministro, que morreu em 1980 em um acidente aéreo. O número de praças impressiona.

Trouxas de Malveira, doce cuja origem é conventual (dos conventos), usa canela, ovos, açúcar do Brasil e da ilha da Madeira (Portugal) e amêndoas. A variedade de doces chama a atenção.

O consumo de café expresso é motivo para reunião de amigos. Avenida Almirante Reis com ciclovias e árvores no canteiro central. Avenida linda. Vimos barracas com moradores de rua. País pequeno, grande diversidade.

No sul de Lisboa, há praias para surfe. Sesimbra, Setúbal, Parque Natural da Arrábida, Alentejo, vinhos tintos e um patrimônio natural considerável no país, como Évora (Patrimônio da Humanidade).

Calçado Guimarães, enorme. Descemos e caminhamos. Passamos pelo Elevador de Santa Justa ou Elevador do Carmo, feito de ferro, com um mirador e uma vista maravilhosa. Liga a rua do Ouro e a rua do Carmo ao Largo do Carmo. A Fábrica da Nata, pastéis de nata com um café (bica) na praça dos Restauradores. Come-se em pé. A confeitaria Casa Brasileira na rua Augusta oferece travesseiro de Sintra, pastel de Tentúgal, torta de amêndoas etc. O nosso hotel conhecido de outras hospedagens Residencial Duas Nações entre as ruas Augusta e Vitória, andamos até a Praça do Comércio, tiramos fotos do rio Tejo. Muita gente se deleitando com o cenário. Arco da Rua Augusta, €4,50 (euros) a visita. Shopping do Chiado. Jantamos na praça Camões no Marie Blachère Boulangerie: wrap de frango e sanduíche de presunto (sandes de fiambre) com queijo e tomate. Achei o fiambre oleoso, mas o pão estava muito bom.

Em breve mais passeios de ônibus Yellow Bus.

Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico Yellow Bus

Lisboa-Portugal-2024-dia 2-passeio de ônibus turístico Yellow Bus

Hoje é quinta-feira, dia 4 de abril de 2024. Dia para passear de ônibus double-decker por Lisboa. Acordamos tarde, por conta da diferença de fuso horário entre Fortaleza-Ceará-Brasil e Lisboa, 4 horas a mais. Estávamos bem cansados. Decidimos comer no hotel Borges Chiado (rua Garrett, 108), por $10 (euros) cada. Bom custo-benefício. O pequeno almoço ou café da manhã é bem sortido: frutas: maçãs e tangerinas, sucos de máquina, cafés diversos, cogumelos, cereais, feijões, pães, bolos de nozes, chocolate e ananás, tudo com pouco açúcar, iogurte etc. No final, vale a pena. Elegante a sala do café de cor branca e dourada, com lustres bonitos do tipo pendentes, bem Europa. E turistas nas mesas falando alemão, francês, inglês e nós, sensacional! O hotel é decorado com fotos de Lisboa antiga e azulejos. Bem Portugal!

Por ser muito bem localizado, é mais caro, porém vale cada tostão. Estar ao lado do Café A Brasileira e estar em um bairro repleto de teatros, restaurantes, cafés e livraria Bertrand é um show. Trata-se da maior rede de livrarias de Portugal, inaugurada em 1732, por Pedro Faure, na rua Direita do Loreto.

Antes de sairmos do hotel, deixamos reservado o a excursão a Fátima, Nazaré, Batalha e Óbidos domingo por $76 cada, das 8h30 até as 18 h.

Há uma banca de revistas ali perto, do Jorge, onde compramos o passeio do dia. Preferimos ter direito a 48 h por $28. O Jorge vende mapas, linhas de ônibus turísticos e bondes, chocolates, livros e muito mais. E ele nos dá o folder e ensina a chegar na praça da Figueira para pegar o ônibus da linha amarela na sua primeira parada. No caminho, vimos o Café Nicola, as praças do Rossio e Restauradores. Nos perdemos e achávamos que a Restauradores era a Figueira, era pra ter dobrado à esquerda no Rossio, mas tudo bem. Nos encontramos, enfim.

Estamos no ônibus Yellow Bus-Ônibus Amarelo (linha Belém Lisbon) com auriculares e satisfeitos. Vamos sentir Lisboa, topam? Lisboa com suas subidas e descidas, praças, espaços. Estamos na Avenida da Liberdade, audaciosa, luxuosa, uma das avenidas mais caras da Europa, origem do séc. XIX. Edifícios imponentes, calçadas portuguesas, tradicionais quiosques. 1 km de comprimento. Larga, arborizada, imagino o que seja morar lá. Deve ser um paraíso.

A festa de santo Antônio é marcada por desfiles do santo, roupas tradicionais populares, a avenida fica linda, segundo o áudio. Segundo o site www.eurodicas.com.br, em vigor há mais de 90 anos, as marchas populares são parte importante das comemorações da festa. Elas acontecem na noite de 12 de junho na Avenida da Liberdade. Dali, saem pessoas em desfiles com coreografias, roupas tradicionais e música. Ocorrem mais festas do santo em outros bairros também. Eis Lisboa, uma cidade para “turistar’. O transporte facilita a vida do viajante, há os turísticos Yellow Bus e Gray Line (Linha Cinza), o tuk tuk, o tram, o metrô, táxis, Uber, o bonde, e as pernas, bastante válido o exercício. Falando em tuk tuk, vi pela primeira vez. Trata-se de um triciclo coberto que leva de 3 a 6 pessoas e o motorista funciona com guia.

Passamos pela Praça ou Rotunda do Marquês de Pombal, tendo no centro o monumento dedicado a ele (1699-1782) e inaugurado em 1934. Figura da história portuguesa, importante, controverso, carismático, secretário de Estado do Reino de Dom José I (1750-1777), autoritário, reconstruiu Lisboa após o terremoto de 1755. Lisboa é a capital mais ocidental da Europa, são aproximadamente 3 milhões de habitantes. O bairro peculiar Alfama tem becos e ruelas. No séc. XII, os mouros foram expulsos definitivamente da terra portuguesa por Dom Afonso Henriques na batalha de Ourique.

Ruas estreitas e medievais antes do terremoto. Depois, se urbanizou e desenvolveu. O clima está ensolarado, uns 19°C, uma gostosura, basta um casaquinho. Vemos a loja de departamentos que simplesmente acho formidável: o El Corte Inglés, o primeiro fora da Espanha, a loja é enorme, tem de tudo, supermercado e 14 salas de cinema. Muita gente na rua onde formos. A cidade com suas avenidas largas convida a caminhadas. Amo a arquitetura de prédios baixos, tão Europa.

Parque Eduardo VII, inaugurado em 1940, em homenagem ao rei da Inglaterra que visitou a cidade em 1903 para celebrar a aliança entre os dois países. Jardim Amália Rodrigues, em tributo à grande cantora de fado. Conforme a Wikipédia, a rainha Catarina de Bragança foi casada com o rei Carlos II, logo foi rainha consorte da Inglaterra, Escócia e Irlanda de 1662 a 1685. Era filha de Dom João IV e Luísa de Gusmão. Foi quem levou a tradição do chá à Inglaterra. A ligação entre os dois países é antiga. No parque, a vegetação luxuriante com estufa fria, quente e doce, lagos, bosques, lugar imperdível. Há as árvores jacarandás na praça.

Praça das Amoreiras com muitas árvores plantadas para alimentar o bicho da seda para o comércio da época de Marquês de Pombal. Diz-se que ele plantou a primeira amoreira.

Arcos e Aqueduto das Águas Livres, construído entre 1731 e 1799, Monumento Nacional desde 1910, permitiu abastecer de água fresca e potável toda a cidade de Lisboa. Armazenamento de água com galerias e fontes, a água era transportada pela força da gravidade. Algo curioso: nesse século as pessoas só tomavam banho 3 vezes na vida: nascimento, casamento e morte. Colocavam perfume na base dos candelabros para afastar o mau cheiro. No Largo do Rato, do séc. XVIII, os chafarizes faziam a distribuição das águas pela cidade.

Nos prédios baixos é comum ter comércio embaixo. Monumento a Pedro Álvares Cabral, inaugurado em 1941, na freguesia de Santa Isabel. A influência portuguesa foi imensa na África, Ásia e América formando um grande império.

O romântico Jardim da Estrela, onde os habitantes fazem piqueniques e se encontram parques infantis. Basílica da Estrela, onde está o túmulo de D. Maria I, que faleceu no Brasil, e ela mesma mandou erguê-la. Também há pinturas de Pompeo Batoni, pintor italiano de período Rococó. A basílica tem estilo barroco com traços neogóticos do séc. XVIII. De acordo com a Wikipédia, uma curiosidade: foi a primeira igreja do mundo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, tendo por base as revelações de Cristo à santa Margarida de Alacoque e reforçadas mais tarde à beata Maria do Divino Coração (Droste zu Vischering) Foi ela que influenciou o papa Leão XIII a efetuar a consagração do mundo ao Sagrado Coração de Jesus em 11 de junho de 1899.

Amo o sotaque português, desbravamos a cidade lusa ao som de músicas de fado. Vemos o monumento ao Cristo Rei ou Santuário Nacional do Cristo Rei que fica na margem sul de lisboa, do outro lado do Tejo, já na região de Almada em Setúbal. Para chegar lá, deve-se cruzar a ponte 25 de Abril.

Portugal é o país com maior influência árabe do outro lado do Tejo, isso é materializado nos azulejos existentes em pontes, muros, linda decoração. O Museu do Oriente mostra a presença portuguesa nesses países.

Atravessamos a ponte suspensa rodoferroviária 25 de Abril, nome que mudou por conta do fim da ditadura, com a Revolução dos Cravos nessa data. Antes se chamava ponte Salazar. No nível inferior passam trens ou comboios, como chamam. Museu da Carris, uma viagem no tempo com bondes, Centro de Congressos, um dos melhores espaços para receber eventos. Ponte Vasco da Gama.

Rio Tejo, ícone da cidade com calçadão para longas caminhadas. Cordoaria Nacional, com feiras de antiguidades e arte em abril. Museu do Tesouro Real: ouro e diamantes do Brasil, joias da Coroa Portuguesa, conhecimento dos descobrimentos portugueses, lugar mais visitado, orgulho nacional. Museu Nacional dos Coches.

Estamos em Belém. Palácio Nacional de Belém, na praça Afonso de Albuquerque,residência oficial do presidente da República. Quando a bandeira verde está hasteada, o presidente da República se faz presente no local. Monumento Nacional desde 2007. Monumentos, Mosteiro dos Jerônimos ou de Santa Maria de Belém, do séc. XV, estilo manuelino, uma das sete maravilhas de Portugal, com os túmulos de Vasco da Gama, Luís de Camões etc. Jardim Botânico, pastéis de Belém. O rio Tejo chegava até ali e trazia os barcos do mar. Museu Nacional de Arqueologia, Museu da Marinha, Planetário.

Na praça do Império se situa o Centro Cultural de Belém. Torre de Belém. Museu do Combatente.

Fundação Champolimaud, com espaços públicos e lugar de trabalho de cientistas. Lisboa, ponto de encontro de culturas, sempre foi assim e sempre será.

Doca do Bom Sucesso, com iates e barcos, um visual para pinturas. Museu de Arte Popular, tradições e objetos típicos da cultura portuguesa. Padrão dos Descobrimentos, outra marina. Passear pelo calçadão é um primor. Estação Fluvial de Belém, em frente há obras com poesias da artista Sophia de Mello Breyner Andresen O lisboeta aprecia a arte, sem dúvida.

Estação das Docas, armazéns à beira do rio, com restaurantes embalados por muito jazz à noite, onde a animação rola solta. Terminal do Porto de Lisboa que expõe obras modernistas.

Na volta, se vai direto à parada 1, não descemos. Estamos no Bairro Alto. A rua Alexandre Herculano parece uma avenida. Tudo limpo, bonito, ensolarado. Antigamente os lisboetas faziam passeios nos jardins, nas hortas de alface, por isso são conhecidos como “alfacinhas”. Eram alfaces abundantes, aliás, foi o que comeram na época do Cerco de Lisboa em 1147, no período da Reconquista cristã da Península Ibérica aos mouros. Comiam muito, tinham plantações. A origem da verdura é árabe.

A arte da calçada portuguesa vem de meados do séc. XIX. Eram feitas por mestres calçadeiros. Encontramos nas cores branca e negra em Macau e no Rio de Janeiro, em Copacabana. Hoje é obra de artistas plásticos e arquitetos em espaços públicos. Espelham tendências e hábitos de cada época. Contam histórias e passam mensagens de vida dos santos, batalhas, fábulas.

Na cidade, espetáculos, museus, monumentos dos tradicionais aos arrojados. Muitos brasileiros turistas e moradores. Também vejo pichações em azulejos, uma lástima.

Parque Martim Moniz. Praça da Figueira onde descemos. Descobrimos o restaurante perto “A Moderna”, na Rua dos Currieros. A garçonete Carina, uma simpatia. Pedimos o nosso desejado Bacalhau à Braz, regado ao vinho branco Ermida, português de Gondomar. Para nós dois: $31,95 euros, com duas bicas (cafés) e serviço incluído. Em outra mesa, duas brasileiras Vanessa e Mara, de Santa Maria-RS. Trocamos experiências diversas de viagens, sempre muito positivo esse papo de turistas.

As lojas de lembrancinhas na praça Figueira são uma loucura. Muitos objetos de cortiça, bolsas, carteiras, portas telefones etc. Os chaveiros de sardinhas coloridas de pano foram novidades para mim, tudo é colorido e bonito de se ver.

Na mesma parada 1, se pega o ônibus da Yellow Bus e o da linha moderna (ambos com a mesma cor). Continuaremos em breve com mais passeios.

Lisboa-Portugal-2024-chegada

Lisboa-Portugal-2024-chegada

Hoje é dia 3 de abril de 2024, dia de viajar a Portugal depois de um longo tempo. O Carlos e eu estávamos ansiosos e felizes, pois a terrinha portuguesa é apaixonante. Voamos pela TAP às 4h30 da madrugada de Fortaleza direto a Lisboa, e chegamos às 16 h, hora local. 4 horas de diferença para mais, já que lá é horário de verão. No voo serviram almoço e lanche depois, muito bom. Fomos pela agência Bluedream Viagens do nosso amigo Dennis. Gosto de ter um agente, pois na hora de problemas, sempre temos com quem contar.

Aterrissamos e na saída do desembarque, nossos nomes estavam nos painéis do Ponto de Encontro. Tinha que olhar com cuidado, porque eram muitos nomes. Estávamos com o transfer resolvido. O Yuri nos pegou e levou ao hotel Borges Chiado (rua Garrett, 108) no bairro Chiado. Um achado! Ótima localização e serviço. Tivemos que descer na rua ao lado e o Yuri nos ajudou com as malas. Como o motorista foi amável, demos uma gorjeta de $5 (euros), o que nem sempre fazemos e nunca sei quanto dar, confesso. O clima estava de primavera com sol, promissor. Detalhe: ao chegarmos ao hotel já pagamos $32 de taxa turística (pelos dias a ficar).

Aí fomos explorar as redondezas, pois era a primeira vez que ficávamos no Chiado. Detalhe: ao lado do Café A Brasileira, um luxo. Inaugurado em 1905, se situa à rua Garrett, 120-122. Também ao lado da Pastelaria Benard 104, de 1868, lugar para ficar na calçada e curtir o momento. Gostei da salada de frutas e da sangria de vinho rosé.

O bairro é cheio de opções: shopping, lojas, cafés, feirinha, que felicidade. A sensação é de voltar à casa. Não tenho palavras para transmitir meu amor por nossa pátria mãe, minha história é bem antiga com o país e creio que tenha a ver com o fato de ter sido sempre tão bem recebida lá. Os amigos do norte: Porto, Bragança, Santa Maria da Feira, Ermesinde e Esposende fizeram a diferença na minha vida. Salve, amigos e amigas. Hoje tem a amiga Débora em Leiria (cerca de Nazaré), saudações!

A Padaria Portuguesa com lanche à noite, o dia estava claro às 18h40. Salada com crouton negro e frango e suco de tangerina com maçã. Endereço: Praça Luís de Camões, rua de São Nicolau, 117 Floor (piso). A feira de Páscoa, de 22 de março a 7 de abril, na praça Camões ali pertinho oferece queijo da Serra da Estrela, produtos de cortiça variados (aumentou a oferta desde a última vez que fui), charcutaria (presuntos, salsichas, salames etc), doces portugueses, massas, uma delícia. Muito movimento, gente, música ao vivo, restaurantes com mesas no calçadão, uma festa. Na República da Empada, proveniente de Arraiolos (distrito de Évora), muito a provar.

Entramos na Igreja dos Italianos em frente à praça Camões, tão Itália dentro, com a imagem de Madonna di Loreto. Segundo a Wikipédia, é dedicada à Nossa Senhora do Loreto na Itália, onde se encontra a Casa da Sagrada Família de Nazaré. A igreja se localiza no Largo do Chiado, esquina com rua da Misericórdia. O autor do projeto da construção foi José da Costa e Silva. Com o terremoto de 1755, o templo sofreu grandes estragos e foi reconstruído em 1785. Possui um órgão de tubo, datado do séc. XVIII, e também se encontram armas pontifícias de autoria de Francesco Borromini (1599-1667), ladeados por dois anjos. Ele foi importante na arquitetura barroca romana. Para ler mais sobre o milagre da transladação da Casa da Sagrada Família de Nazaré para Loreto, ver o site Uma relíquia única: a Santa Casa de Loreto – Caminhada de Emaús (caminhadadeemaus.com.br) .

No bairro, muitos restaurantes, tasquinhas (pequenos restaurantes) para se refestelar de bacalhau e sardinhas com vinho. Lojas de lembrancinhas mil, uau, vou endoidar.

No dia seguinte mais perambulações lisbonenses. Lisboa iluminada, como não amá-la?

Montevidéu-Uruguai-2023-dia 7-Fortaleza del Cerro de Montevideo

Montevidéu-Uruguai-2023-dia 7-Fortaleza del Cerro de Montevideo

Hoje é segunda-feira, dia 24 de abril de 2023. Incrível que a gente achava que era o dia da viagem de volta ao Brasil. Fomos checar, aí descobrimos que seria no dia seguinte e que estávamos “trelelé” da cabeça. Tudo bem, relaxamos e decidimos conhecer a Fortaleza do Cerro de Montevidéu ou Fortaleza General Artigas, onde se localiza o Museu Militar desde 1916.Endereço:Jose Battle y Ordonez, 12800.

Fomos de Uber e nos dirigimos ao cerro, uns 1000 pesos uruguaios (R$140,50) de ida e volta, lugar bem longínquo. O motorista Marcelo nos dá dicas valiosas sobre a cidade. O monte tem 134 metros acima do nível do mar, está no bairro Casabó. Ele não sabe como o Uruguai sobrevive sem petróleo e indústrias, somente com serviços e pecuária. Disse que deveríamos conhecer Cabo Polonio, distante 260 km de Montevidéu. É um balneário rústico, sem luz, interessante e receptivo a turistas do mundo todo pela sua beleza e natureza exuberante e inóspita.

Falemos sobre o cerro. O Museu Militar vale a pena conhecer, mostra batalhas importantes, armas, generais, canhões, e muita história sobre a fundação de Montevidéu, a declaração de independência do Uruguai em 25 de agosto de 1825, mapas etc. O mirante da fortaleza nos proporciona um cenário grandioso da baía de Montevidéu, com o rio da Prata embaixo e a cidade de Montevidéu do outro lado. Também se vê o porto e a refinaria de lá. A dica foi da Shame, atendente do hotel América.

Para chegar no local, tem que tomar cuidado, pois não é um bairro tão policiado. A fortaleza por ser área militar, sim. Melhor não ir de ônibus.

A Fortaleza del Cerro foi construída na pedra em 1809 e fundada pelo governador Francisco Xavier Elio. Ali estava a Guarnição Real Corpo de Artilharia. Segundo a Wikipédia, em posição dominante sobre o monte mais elevado da região, tinha como função a defesa do povoado e seu porto, à margem esquerda do rio da Prata. Trata-se da última fortificação espanhola construída no Uruguai. É um Monumento Nacional desde 1931.

O Marcelo ficou nos esperando e ao sairmos, retornamos ao centro direto para almoçar no El Fogón (rua San José,1080). Eu escolhi tilápia com legumes ao vapor, regada ao vinho jovem Cabernet Franc tinto, da Bodega Tomasi (Região Vinícola Atlântica Lomas de la Paloma/Rocha) e o Carlos: entrecôte bovino com salada, e de sobremesa: sorvete de limão com creme. O garçom Luís muito solícito, queria aprender português. Muito bom almoço, bem servido e tratamento de primeira.

Passeamos à tarde pelo centro. Não se veem fios elétricos nas ruas, por isso as árvores altas. A cidade fica bem mais agradável e bucólica. Perto do hotel América está a Passagemdos Direitos Humanos com o Palácio dosTribunais de um lado e a Suprema Corte do outro. Na avenida 18 de Julho, 1249, paramos no Bar Facal para um café expresso, detalhe: 110 pesos, ou seja, R$15,43. Ali fora está a Fonte dos Cadeados (Fuente de los Candados), local dos românticos frequentadores que colocam cadeados para ter um amor duradouro. Na rua Paraguay, descobrimos o Mercado dos Artesãos, onde indico a lojinha Caravanas com bijuterias originais, aliás, que mercado mais deslumbrante. São os mesmos artesãos do Mercado do Porto. Gostei, artesanato de alto nível, muitos feitos em vidro e osso.

Na praça de Cagancha ou Liberdade, demos uma parada. Para jantar, sanduíches e suco de laranja no Bar Hispano (San José, 1050) com os garçons Eduardo e Gustavo. Ficaram nossos “chapas”.

Dia 25 de abril de 2023. Dia da partida para Porto Alegre-Rio Grande do Sul. Às 12 h o transfer para o aeroporto nos pegou. Fizemos outro passeio pelas ramblas. O motorista Eduardo foi um ótimo guia, aliás, como gostam de nos contar detalhes. A música candombe nasceu no bairro Cordón. A praia Ramirez foi a primeira praia a ser frequentada pelas pessoas que logo depois tomavam chá no Parque Hotel de Montevidéu, de 1909 (hoje sede do Mercosul desde 1997). O bairro Pocitos é uma Copacabana pequena. Depois vem Buceo. Nas ramblas não se aceitam ambulantes. Passamos pelo museu Oceanográfico (Rambla República de Chile, 4215). A ilha das Gaivotas, uma reserva natural. Na praia Malvín se localiza a Casa de Veraneio de Carlos Gardel, Villa Yeruá, hoje museu (Rambla O´Higgins Rimac). Os bairros à beira rio são charmosos. Não se podem construir prédios altos.

Em Punta Gorda se encontram residências bem cuidadas, protegidas, a arquitetura é europeia. Carrasco é a região mais cara da cidade. No séc. XIX era um balneário como Punta del Este é hoje. Era um bairro privado, só entravam pelos portões de Carrasco. Depois o bairro foi crescendo com a venda dos terrenos. O hotel Sofitel Montevideo Casino Carrasco & Spa é um deslumbre. Carrasco é pensado, planejado com parques, árvores, flores, beleza. Vemos o parque Roosevelt no caminho do aeroporto. No aeroporto pediram comprovante de vacina da COVID-19. Havíamos comprado empanadas no centro por garantia.

Chegamos a Porto Alegre-Rio Grande do Sul, meus pais estavam lá. Na quarta, fomos ver a tia Rita no bairro Agronomia, e à tarde passeamos pela praça Comendador Souza Gomes no bairro Tristeza. De triste não tem nada, é alegre e movimentado. Lá nos deparamos com uma feira de verduras, cucas e produtos feitos e plantados pelos agricultores. Fiquei com água na boca. A confeitaria Bassani é uma tentação, antesera o café Itália (Praça Comendador Souza Gomes, 15). Passear pelas casas ao longo do rio/lago Guaíba é um cenário e tanto. As fotos com os barcos velejando viram poesia. Na confeitaria Rony Francês, as tortas são tentadoras (av. Wenceslau Escobar, 2389). À noite pizza com a família e amigos Isa e Fernando na Don Matraconni Pizzeria (av. Wenceslau Escobar, 2320, loja 6). Bom demais estar com os familiares do RS e casal amigo. A Zona Sul do Portinho é uma festa.

No dia seguinte, retorno a Fortaleza. Uma baita viagem. Uruguai, país pequeno, organizado, letrado, bonito e com um povo muito querido. Além de Porto Alegre e Gramado no Rio Grande do Sul, foi uma jornada gastronômica com muito vinho e encontros carinhosos.

Montevidéu-Uruguai-2023-dia 6-Feira Tristán Narvaja

Montevidéu-Uruguai-2023-dia 6-Feira Tristán Narvaja

Hoje é domingo, dia 23 de abril de 2023. Fomos de táxi do hotel América (Rio Negro, 1330) à feira usual da cidade aos domingos: Tristán Narvaja, das 8 h às 16 horas, no bairro Cordón. Inicia na rua Tristán Narvaja e se estende por várias quadras nos arredores. Fica perto da Plaza de los Treinta y Tres Orientales na av. 18 de Julho.

É diferente de San Telmo em Buenos Aires-Argentina, pois é mais feira de alimentos, como mel, mate, frutas, sucos, legumes etc. Também há roupas, antiguidades, sebo de livros, chapéus, produtos antigos fora de uso, quinquilharias mil, dentre outros. São quadras e quadras de feira, com muita gente, uma multidão. O povo leva cachorro e mate também, como bons uruguaios. Dá uma canseira de tanto caminhar, uma loucura. De almoço, comemos pizza e crepe acompanhados de suco de quatro frutas em uma banca, um evento. Ali perto música de candombe. Aliás, segundo a Wikipédia, é uma dança com atabaques típicos da América do Sul. Tem um papel significativo na cultura do Uruguai dos últimos 200 anos. Encontrei livros sobre a II Guerra Mundial em um dos sebos. O dono da banca não sabia que o Brasil havia mandado os “pracinhas” para a Itália para lutar contra o nazismo.

Fomos embora a pé, umas 8 quadras, até a av. 18 de Julho no centro. Muito movimento, vimos pedintes também. Passamos pela praça Engenheiro Juan Fabini, onde houve luta de estudantes pela democracia, há uma placa contando a história. As praças têm bancos para os pedestres sentarem, acho fantástico. A paz reina. O café La Pasiva, com sorvete, pelo caminho.

Para se despedir da jornada turística, decidimos pelo restaurante Tannat no jantar. Endereço: San José, 1065, centro. Menu: bife de chorizo com batatas fritas para o Carlos, e para mim frango recheado de queijo e presunto com purê de batata. Vinho Don Pascual 375 ml Varietal Tannat. Uma refeição robusta.

Para fazer a digestão, voltamos à mesma praça mencionada anteriormente. Para nosso divertimento, testemunhamos idosos dançando tango, uma graça. Isso é tão Uruguai. Ao som de tango, os casais bailavam à vontade. Há 9 anos quando estivemos lá já faziam isso. Escutamos também músicas gauchescas. O Carlos e eu sentamos no banco assistindo às danças, uma delícia. Se eu não tivesse acabado de jantar, teria caído no passo. Vimos isso em Córdoba na Argentina também, praças como espaço de danças.

Um pouco da história de Montevidéu. O folder Uruguay Natural do Ministério do Turismo nos informa que a capital foi fundada pelo governador e capitão do rio da Prata Don Bruno Mauricio de Zabala. O processo fundacional da cidade data entre 1724 e 1730, período em que começaram a chegar os primeiros colonizadores provenientes de Buenos Aires e das Ilhas Canárias. Os traçados da cidade foram delineados segundo as Leis das Índias a 45 graus em ângulos retos. A cidade foi muralhada em todo o seu perímetro, encontrando-se a Cidadela onde hoje é a parte ocidental da praça Independência. No ano de 1833 se projeta um novo traçado para a cidade nova que foi plenamente executado a partir de 1861. Diferentemente da Cidade Velha, a Cidade Nova se projetou com ruas amplas e arborizadas, onde se localizaram comércios suntuosos e grandes residências. No entanto, a avenida 18 de julho teve que esperar até o início do século XX para consolidar sua atividade como centro comercial e cívico. Com o traçado da Cidade Nova se criaram dois novos espaços públicos: a praça de Cagancha na avenida 18 de Julho e a praça Independência, onde as redes das duas cidades Velha e Nova se entrelaçam.

Nossa viagem a Montevidéu quase no fim.

Montevidéu-Uruguai-2023-dias 1 e 2

Uruguai-Montevidéu-2023-dias 1 e 2

Hoje é terça-feira, dia 18 de abril de 2023, já estivemos em Gramado-RS, passamos uns dias em Porto Alegre-RS com familiares e rumamos a Montevidéu, capital do país “irmão” Uruguai. Compra de passagens na CVC do shopping Del Paseo em Fortaleza. No aeroporto de Porto Alegre, Salgado Filho, encontramos o restaurante com pratos executivos Belgaleto Di Paolo, da serra gaúcha, promissor, além de Bauducco (panetones), Lugano (chocolates) etc. O avião da companhia aérea Azul de cores vibrantes róseas, gostei. Em 1h10 chegamos ao Uruguai. Nada de carimbo no passaporte, sempre apreciei ficar olhando pros carimbos. Que pena.

O transfer da CVC com o Jonatan deu certo. O aeroporto internacional de Carrasco se situa em Carrasco no departamento de Canelones. Eis a parte chique da cidade, onde se localiza o hotel mais caro de Montevidéu: o Sofitel (antigo Casino).

Chegamos ao nosso velho conhecido hotel America (calle Rio Negro, 1330), com ótima localização, bem perto da Cidade Velha, bairro histórico de Montevidéu. Reservamos pelo Booking para pagar depois. Era hora do almoço e descobrimos um restaurante perto: o El Fogón. Ambiente bonito, comida boa e farta: para o Carlos o tão esperado bife de chorizo e para mim arroz com frango picante. Sempre que chegamos a um lugar, geralmente comemos perto do hotel, ainda estamos para nos aclimatar. Em pesos uruguaios: $790 (R$106,10). Como gostam de futebol, lá estava a indefectível televisão com jogos.

Pós-refeição, saímos caminhando para uma boa digestão. Andamos pelo centro, edifício Salvo (icônico), prédio da Presidência do país (pouca segurança chamou a atenção), praça Independência e arredores. Está frio, afinal é outono, mais frio que em Porto Alegre-RS. Vimos moradores de rua por ali.

Um detalhe que gosto: onde vamos encontramos álcool em gel. E toma-se água da torneira. É um país dito seguro, lógico que tem que ter cuidado na Cidade Velha e no centro à noite.

Hoje é quarta-feira, dia 19 de abril de 2023. Começamos o dia com o café da manhã do hotel, simples, mas satisfatório. A salada de frutas é de compotas, como vejo em muitos outros lugares. Bom mesmo é o doce de leite deles, o melhor do mundo, ao lado do da Argentina.

Saímos para passear a pé. Fiquei encantada com a loja AMM para mulheres. A gente queria mesmo ir à Ciudad Vieja (Cidade Velha), parte mais apaixonante de Montevidéu. Não há semáforos, os carros param na faixa de pedestres. O tempo aqui é outro, mais lento. Visitamos o hotel Palácios, onde ficamos a primeira vez que fomos à cidade. Montevidéu é uma lindeza e já conhecíamos. Esse hotel está sempre lotado. Vimos a La Pasiva, um café frequentado por nós no passado, a Catedral e a Plaza Constitución, local onde ocorre a feira de rua aos domingos.

A praça Constitución é de 1910, na placa está escrito: nas últimas décadas dos séc. XIX a construção de luxuosos edifícios do Clube Uruguai e do Hotel Alambra modificaram substancialmente o entorno da Praça. Desde finais do séc. XVIII, a “Praça Matriz” foi sede de cerimônias oficiais e festas populares como festejos de carnaval ou corrida de touros.

Que vento! Que frio! A Catedral é majestosa, ainda mais ao som de cantos gregorianos. Eis a tumba de Mariano Soler (1846-1908), primeiro arcebispo de Montevidéu. O segundo está na parede-Francisco Aragone (1883-1953). Vimos também a do primeiro vigário apostólico Damaso Antonio Larrañaca (1771-1848), prócer da Independência nacional. E uma homenagem em bronze a Juan Antonio Lavalleja, libertador do país, à frente de 32 companheiros que desembarcaram em Arenal Grande em 19 de abril de 1825 para libertar sua pátria dominada por 8 mil soldados estrangeiros, ganhou a Batalha de Sarandi. Morreu pobre e serviu 43 anos à Pátria. Esteve à frente do primeiro governo.

Andando pela peatonal Sarandi, achei a loja Companhia do Oriente fantástica, com produtos para decoração, além de casacos, chapéus e muito mais (Sarandi, 540), bem estilo Tok Stok. Falando na peatonal (área de pedestres), foi projetada por Pedro Millán em 1726 e tornou-se uma rua exclusiva para pedestres em 1922, localizada no bairro Ciudad Vieja entre o Centro Velho e o Centro Novo. Inspirada na arquitetura francesa, tem um charme único. Fonte: dicasdouruguai.com.br.

Dica de sorveteria: Piwo Helados (Sarandi, 340). Também pode tomar um café. Provei os sorvetes de figo e morango. 200 pesos (R$26,86), sem açúcar. Pouca gente na rua, uma característica da cidade. Bem diferente de Buenos Aires.

Mercado del Puerto, imperdível. Ir a Montevidéu e não conhecer o mercado não dá, é relativamente pequeno e bem acolhedor. Boas promoções, lojas estilosas, sempre um passeio bom. Oferece muitas opções de restaurantes. Gosto da loja para turistas Mercado del Turista. Endoido com tantas maravilhas de lembrancinhas. Em frente ao mercado se situa o Centro de Informações ao Turista, cujo nome é Descobrí Montevidéo. Há um mapa grande da cidade em frente ao local em um totem. Genial. O turista gosta de ser bem informado.

Para almoço, escolhemos o restaurante La Chela (Sarandi, 264). Preço ótimo (280 pesos por pessoa) e lugar transado na madeira clara e escura, com mesas diferentes e cadeiras também, inclusive da máquina de costura Elgin. Os castiçais imitam taças de vinho. Bem original. O menu: picanha com salada russa para o Carlos e para mim sorrentino de frango. Sobremesa: crostata de doce de leite em cima, arroz com leite com marmelada, torta de doce de leite, a escolher. O garçom Julio, muito atencioso.

Ficamos pesarosos em saber que o passeio de ônibus de dois andares pela cidade não seria possível fazer, pois havia parado por conta da pandemia e não retornara. Estava em licitação. Faz uma falta…

Detalhes para os viajantes: no cartão de crédito do estrangeiro em visita ao Uruguai, o imposto IVA (Imposto de Valor Agregado) é deduzido no pagamento de hotéis e restaurantes. Também há o TAX FREE a receber no aeroporto da devolução de compras feitas. Muito bom, uma maneira de levar turistas ao país.

A loja Las Vizcarras Licorería na Bacaray, 1324 nos cativou, local bom para comprar vinhos. E a Harrington, loja pra homens com roupas de frio, calçados, blusas, vale! Comprava uma peça e a outra era pela metade.

Para jantar, depois das caminhadas, supermercado: empanadas e sucos. Sim, no Uruguai não faltam empanadas! Oba! Voltamos ao hotel, escurece cedo e estava muito frio. Nos primeiros dias já percebemos como encareceu o turismo no país. Era muito mais barato. Mesmo assim vale, pois o uruguaio é sempre atencioso e recebe muito bem o visitante.

No dia seguinte, a bucólica Colônia do Sacramento nos espera. Tantas vezes for ao país vizinho, sempre voltaremos à histórica cidade, uma beleza de lugar.

Curitiba-Paraná-Brasil-a cidade mais ecológica do país-Mercado Municipal, Largo da Ordem e Museu da FEB-última parte

Curitiba-Paraná-Brasil-a capital mais ecológica do país-Mercado Municipal, Largo da Ordem e Museu da FEB-última parte

Hoje é domingo, dia 26 de novembro de 2023. Dia nublado, 18º C. O Carlos e eu entramos na Linha Turismo (ônibus turístico) de novo na Rua 24 Horas (parada 1) para descer no Mercado Municipal (parada 5). O nosso cartão ainda é válido. Passamos pela praça Rui Barbosa, enorme, limpa com jardins e árvores, o usual da cidade. Vimos a Santa Casa. Há ruas que parecem avenidas e com faixas exclusivas para ônibus.

Descemos no Mercado Municipal. Local com fartura de frutas, especiarias, frutas secas, pinhão, pupunha, vinhos, licores, cachaças, chocolates, queijos, doces árabes, portugueses, uau! Muito rico de opções. Na hora do café expresso, descobrimos do lado de fora do mercado, mas ainda dentro do espaço a Prestinaria Casa dos Pães, o atendente, uma simpatia. Os restaurantes ficam em cima, espaço organizado e limpo.

O tempo do ônibus turístico expirou, então pegamos um táxi cujo motorista era jornalista. Papo bom, nos disse que Curitiba mudou com a presença dos brasileiros de outros estados que vieram morar na cidade. Isso é bom, pois o curitibano era conhecido por ser “fechado”. Minha experiência foi positiva, só tenho elogios para com quem me socializei. Nosso destino é a feira tão aguardada, a do Largo da Ordem no Setor Histórico.

Segundo o folder Curta Curitiba, o Setor Histórico (ou Centro Histórico) é um passeio imperdível por locais que revelam o passado da antiga Vila Nossa Senhora da Luz e cultuam a memória de Curitiba. Nas ruas calçadas com pedras irregulares estão o casario preservado, as igrejas antigas e diversos espaços culturais. É ponto de encontro à noite nos diversos bares e restaurantes e aos domingos pela manhã na tradicional feira de artesanato.

A feira do Largo da Ordem é vibrante, com muitas bancas que oferecem produtos lindos. Vi lojas de antiguidades, uma delas a Antiquário Candelária, uma loja pequena, com tantos produtos variados até o teto, original demais. O dono muito agradável. Na feira se encontra de tudo, objetos de madeira, bijuterias variadas, roupas de lã, camisetas com desenhos de capivara (comprei uma), comidas, chapéus diferentes etc enfim, uma maravilha. Amo feiras! Viva a do Brique em Porto Alegre-RS, a de San Telmo em Buenos Aires-Argentina e por aí vai. Teve feira, nós vamos! Nós e todo mundo, afinal o movimento é grande.

Almoçamos ali perto, no Tuba´s Bar: “prato feito” de bife ou frango, arroz e feijão, batata frita ou macarrão, salada de legumes e verduras, bem farto. Valor: R$20,90. A feira desbunde vale a visita e a diversão.

Fomos de lá a pé até o hotel Bourbon no centro. O hotel realmente é muito bem localizado. Depois rumamos a um museu que queria muito conhecer: o da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Como sou estudante da II Guerra Mundial, tenho predileção por museus assim. Endereço? Rua Comendador Macedo, 655-Alto da XV.

O Museu do Expedicionário me surpreendeu por ser maior do que esperava, com salas equipadas e muito conhecimento. E de graça! Tudo escrito em português e inglês. Aberto aos domingos das 9 h às 12 h e das 13h30 às 17 h. Conta a história dos Febianos, pilotos, aviões usados na II Guerra em miniaturas, fuzis, pistolas, metralhadoras, material de campanha sacos VO (Verde Oliva). Vimos fotos dos heróis na Galeria dos Heróis e a sala General Mascarenhas de Morais que é um auditório. Da Engenharia foram 700 homens. Realizaram suprimento de água e reconhecimentos técnicos.

Um morteiro é diferente de um obuseiro e de um canhão. A sala de enfermaria da FEB, a alimentação, o fogão de campanha modelo 1935, o frio, as galochas, os brasileiros aprendendo a esquiar. O herói Max Wolff Filho. O Cemitério e o Monumento Nacional aos Mortos da II Guerra Mundial em Pistoia na Itália recebem mais de 25 mil visitantes ao ano entre turistas, pesquisadores e estudantes, além de familiares dos “pracinhas”. Relembrando a história da participação do Brasil, o site www.defesanet.com.br nos diz que o gal. Mascarenhas de Morais foi o comandante da FEB, que contou com mais de 25 mil homens. As primeiras tropas desembarcaram na Itália em julho de 1944. A 10ª Divisão de Montanhas dos Estados Unidos lutou ao lado dos brasileiros sob a égide do IV Corpo do Exército de Campanha dos EUA entre os meses de janeiro a abril de 1945, tendo contribuído com as ações vitoriosas da FEB em Monte Castello, La Serra, Castelnuovo e Montese, por exemplo.

O museu é em essência a memória da história da Legião Paranaense do Expedicionário. Acervo fenomenal. Foi fundada em 1946 pelos ex-combatentes. O totem do lado de fora nos informa que o museu está vinculado desde 1980 à Secretaria de Estado da Cultura. Armas, medalhas, roupas, fotos, documentos e jornais compõem o acervo, memória permanente da participação paranaense da II Guerra Mundial. Há um tanque M3 Stuart e um P47 Thunderbolt na Praça dos Expedicionários que nos convida a sentar em um banco, contemplar a natureza e apreciar o museu.

No último dia, segunda, dia 27 de novembro, aproveitamos o café da manhã inesquecível. O aroma do hotel é delicioso. Almoçamos no Tom Espaço Gastronômico, comida feita pelo chef: tiras de batata com casca frita, aspargos, filé de frango no ponto, além de folhas, perfeito. Já o do Carlos: salada de entrada com salmão e fudge de pistache. Boa música: Bossa Nova, e a vida é muito boa!

Achei o hotel Bourbon Curitiba Hotel & Suítes acolhedor, um tratamento simpático do jeito que dá vontade de retornar. Detalhe: o povo da terra diz muito “Fique à vontade.” E como não se apaixonar por cidade tão linda? Aos amigos de lá, aquele abraço saudoso.

Curitiba, voltaremos.